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quinta-feira, 28 de maio de 2020

ESPIRITISMO E MESMERISMO; PENSAMENTO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR




 A jovem Natália, pergunta. “Depois que entrei na faculdade, despertei a atenção para o meu lado racional e muito daquilo, em que eu acreditava antes, não acredito mais. Eu pergunto o seguinte: de onde vêm nossas crenças? Da sociedade? Da Família? Por que tudo mundo tem que crer na mesma coisa? As crenças não podem ser diferentes? Por que nossos pais insistem que precisamos acreditar no que eles acreditam?
 Natália, isso, que está acontecendo com você, acontece com grande parte dos jovens quando entram para a universidade. É uma condição própria da maioria das pessoas, que foram educadas para ter uma determinada crença e pautar suas vidas em cima dos valores morais e religiosos que os pais lhes ensinaram. Quando a ação dos pais é muito intensa e envolvente, a criança se entrega totalmente ao que lhe passaram, mas, dependendo do tipo de crença que lhe é passado, ela pode sofrer um grande impacto emocional ao tomar contato com outras formas de crer, principalmente quando entra num curso superior.
 É quando surgem os conflitos entre o jovem e a família, principalmente em matéria de religião, porque, então, o jovem percebe que existem outras crenças e que, agora, ele pode pensar pela própria cabeça e escolher aquela que mais atende às suas aspirações. Mas, quando esses pais usam mais o bom senso no encaminhamento dos filhos, eles se acautelam desde cedo contra essa situação e dão um pouco mais de liberdade para os filhos aprenderem a tirar conclusões, ou, por outra, não lhes passam um pensamento religioso ou moral tão estreito, tão fechado, a ponto de mantê-los com o pensamento encarcerado.
 Evidentemente, nossos pais querem o melhor para nós e o que fazem é sempre para o nosso bem. Mas isso não quer dizer que vamos ter que concordar sempre com eles ou que eles estejam sempre certos, pois, ao nos tornar adultos, passamos a pensar pela nossa própria cabeça e descobrimos que ninguém é dono exclusivo da verdade. Mas devemos respeitar nossos pais, devemos, amá-los como eles são, e saber como lidar com tais divergências sem causar maiores problemas.
 Como Espíritos, que somos, a nossa tendência é sempre construir o próprio caminho a partir do rico tesouro de amor e de orientação que os pais nos dão. Mas não devemos nos precipitar muito. Avançar sim, mas com a devida cautela, porque, para o jovem que desperta sua atenção para um horizonte mais amplo da vida, muita luz pode ofuscá-lo, razão pela qual o mais prudente é ir devagar, analisar com mais cautela e não se deixar levar pela vaidade e pelo orgulho que costumam nos assaltar quando descobrimos que podemos mais do que imaginávamos.
 É claro que a liberdade de pensamento é um direito natural de todo ser humano, e é nesse sentido que estamos caminhando, mas de tal sorte que as diferenças não constituam motivo de separação, mas sim de união de esforços para um objetivo comum, o bem de todos. O nosso grande desafio, neste início de século XXI, é saber conviver com os desiguais, valorizar a liberdade pessoal, defender o direito dos que não concordam conosco, se quisermos caminhar juntos na construção de um mundo melhor e de uma humanidade mais feliz.















quarta-feira, 27 de maio de 2020

MOMENTO DE REFLEXÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR


Os acontecimentos dos últimos meses, solicitam racionalidade, na avaliação do assustador quadro mostrado ao mundo pela mídia internacional. Mais um efeito de um processo que vem sendo construído a partir da segunda metade do século 20 de forma mais intensa. Questionado nos fim dos anos 70 sobre a evolução das conturbações sociais no mundo, o médium Chico Xavier disse: -“Emmanuel afirma que esse quadro de perturbações de nosso tempo é, em grande parte, devido à ausência da influência religiosa nas novas gerações. Precisamos encontrar um caminho de ajustamento da nossa alma à ideia de Deus e aos preceitos da Religião, quaisquer que sejam esses preceitos, que nos conduzam para o bem, a fim de que venhamos a encontrar o reequilíbrio de que estamos necessitando. A falta de ideia de Deus e a ausência da religião no pensamento da criatura geram tendências à criminalidade, à violência, à subversão, a dificuldades que chegam, às vezes, até a loucura. Outra importante opinião por ele emitida diz respeito ao papel do Espiritismo diante das contradições da atualidade”. Qual a utilidade do Espiritismo diante dessa caótica situação? O médium acrescenta mais alguns elementos para meditarmos: -“O Espiritismo guarda mesmo as características do CONSOLADOR prometido por Jesus. O progresso tecnológico tem sido imenso e é irreversível. A máquina dominará o nosso presente e o nosso futuro, como sendo aquele agente que, vai diminuir nossas fadigas, as nossas dificuldades, no trato das experiências físicas que necessitamos, mas até que nos habituemos a respeitar a máquina e as leis que são estabelecidas para as máquinas. Como pessoas humanas estamos pagando e vamos pagar um tributo muito grande até que haja dentro de nós a racionalização necessária para lidar com a máquina, ou o preço que ela exija. Genericamente, do ponto de vista coletivo, se nós ainda não sabemos dirigir com sabedoria os nossos processos de alimentação, se nós ainda não sabemos regulamentar com a precisão necessária, com o regime preciso a nossa conduta sexual, se temos dificuldades imensas para lidar com o nosso próprio corpo, imaginemos a nossa dificuldade com os veículos, com as máquinas que nos auxiliam. Assim, estamos diante de uma série de acidentes e dificuldades no trato com a máquina e no aprendizado do respeito às leis que devemos frente a elas. Dispomos de vantagens e de um reconforto que absolutamente não tínhamos há 50 anos atrás. Somos povos de vanguarda no mundo, todos estamos cogitando da própria independência, queremos viver dentro da auto suficiência do ponto de vista de ações livres. O progresso tecnológico nos encontrou numa condição muito inferior do ponto de vista de sentimento. Estamos sofrendo terrivelmente quanto a este aspecto porque a série de desastres, de lutas enormes, de incompreensões, de abusos estão por toda parte. Atos de manifesta agressividade estão por aí, atingindo a todos, indistintamente. Todos esses acidentes somados formam uma lista imensa de experiências dolorosas para nós, as criaturas humanas. E nesta hora precisa a Doutrina Espírita nos ajuda a compreender que a morte não existe, que a reencarnação está aí, que nós podemos ter muitos erros, mas que vamos terá oportunidade da restauração necessária. A nossa esperança não deve esmorecer nunca, porque a Doutrina Espírita é uma doutrina de otimismo. Ela nos traz a visão da vida eterna. Recebendo uma mensagem de nosso Emmanuel, ele passou uma frase assim: “Haja o que houver à noite, ninguém prende a alvorada”. Quanta esperança e quanta beleza nesta frase! Nós que estamos vendo tantos filhos, tantos parentes mortos repentinamente nas estradas, tantos deles internados na toxicomania, às vezes em processos irreversíveis durante a vida física, e, no entanto, não estamos sem esperança, porque temos Deus, a imortalidade. Ele nos criou para sermos imortais e a Doutrina Espírita nos amplia a crença, nos dá uma nova visão do Cristo, o nosso Amigo Eterno. Nenhum de nós está excluído do esquema de Deus”.


Esta pergunta foi proposta por uma jovem que não se identificou, mas que fez esta interessante colocação: Existe um jeito de a gente se livrar dos preconceitos que a família e a sociedade formaram em nossa personalidade?  De vez em quando me surpreendo com alguma atitude preconceituosa diante das pessoas.”
 Muito oportuna a colocação, que nos leva a uma reflexão mais demorada por este tema. Há pessoas que acham que não têm nenhum preconceito. Respeitamos, Mas, do nosso ponto de vista, mesmo entre os que procuram se alimentar de um ideal elevado de completo respeito por todos, o preconceito ainda persiste, embora (é claro!) de uma forma mais velada, quase que disfarçada. Preconceito, no ser humano, não é apenas um sentimento; é uma emoção primitiva, como uma erva daninha, arraigada nas regiões mais profundas da alma e, portanto, ele brota do inconsciente, muitas vezes traindo as nossas próprias convicções.
 É claro que a família e a sociedade, de um modo geral, alimentam preconceitos nas crianças e nos jovens, ainda que disfarçadamente. Isso podemos observar todos os dias nas atitudes das pessoas e em nossas próprias atitudes, até na imprensa e nos programas de televisão. Mas o preconceito não é, como muitos pensam, apenas um mal social; ele tem origem nos instintos de sobrevivência e, por isso, em todos os seres vivos, ele manifesta como um impulso de rejeição a tudo que representa uma ameaça. E, na fase animal, os que são diferentes sempre representam uma ameaça.
 Portanto, ainda que lutemos para varrer da sociedade os preconceitos, como fez Jesus no seu tempo de forma clara e incisiva, o preconceito ainda permanece em germe nas regiões mais profundas da mente humana e de alguma forma, e em algum momento, pode se manifestar em nós, até de forma involuntária e inconsciente, obrigando-nos a um policiamento constante. Por isso, não devemos nos culpar tanto, quando às vezes nos escapam algumas atitudes preconceituosas que nós próprios condenamos nos outros. Ainda somos falhos e imperfeitos, mas o importante é que tenhamos consciência da necessidade da mudança e nos esforcemos nesse sentido.
O importante para você e para todos nós, prezada jovem, que sabemos que o preconceito deve ser varrido da Terra, é que cuidemos para que nossas atitudes sejam  ao máximo compatíveis com os nossos ideais de fraternidade, com os nossos sonhos, de uma sociedade igualitária, onde todos -  absolutamente todos – sejam respeitados como seres humanos, com os mesmos direitos e com os mesmos deveres uns diante dos outros em qualquer parte do mundo.

 Logo, seguindo os passos de Jesus, devemos, sim, nos policiar, mas não exigir de nós a perfeição, porque certamente ainda não chegamos lá. Mas, vamos chegar. Nesse sentido, precisamos combater a hipocrisia, para que o nosso discurso anti-preconceito não seja simplesmente uma fachada ou uma arma para atacar os outros, sem qualquer esforço de nossa parte. Porque, se não compreendermos as limitações das pessoas que ainda agem com preconceito, com certeza, também estaremos agindo com preconceito contra elas.
















INFLEXIBILIDADE; SEXO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR




 Veio do nosso Antonio Carlos Ioppe, a seguinte questão. O que o Espiritismo pensa sobre cartomancia?
 Cartomancia, como todos sabem, é a leitura da vida ou da sorte das pessoas através de cartas de baralho. Trata-se de uma prática muito antiga, que se reporta a mais de mil anos, conforme relatos. Segundo os cartomantes a leitura das cartas se faz através de significados especiais que se lhe atribuem e da combinação dos vários significados entre elas.
  Primeiramente devemos deixar claro que não faz parte da prática espírita ocupar-se de revelações dessa natureza.  Logo, o Espiritismo não usa cartas e nem qualquer objeto ou ritual com o fito de fazer revelações ou impressionar. Quando o espírita, mesmo sendo um médium, atende a uma pessoa para ajudá-la, não o faz com o objetivo de lhe trazer revelações extraordinárias, nem quanto ao seu passado e muito menos quanto ao seu futuro, porque essa não é a finalidade da doutrina.
 O papel do Espiritismo ( e isso está muito claro desde as obras de Allan Kardec)  é, sobretudo, orientar as pessoas para os valores espirituais com base no ideal de fraternidade, para que elas encontrem maquis serenidade e possa atinar para o melhor caminho de solução. Quando, eventualmente, acontece alguma revelação a alguém que chega ao centro, essa revelação se dá pela percepção natural do médium e porque naquele momento ela é necessária. Mas fazer revelações sobre o futuro não é uma prática espírita usual.
 A mediunidade é uma faculdade humana ( e ela não apenas dos espíritas, mas de todo mundo) que pode proporcionar, em algumas circunstâncias, informações para ajudar a pessoa a se fortalecer, a se situar melhor na vida e a encontrar caminhos com vista à solução de problemas. Além do mais, o Espiritismo não se utiliza de nenhum objeto ou instrumento, nem de vestes ou rituais para atuar em favor daqueles que o procuram.
 Quem chega ao centro espírita, buscando ajuda, vai encontrar um ambiente simples, sem ornamentos, sem cerimoniais e sem mistérios, Nada que possa impressionar, mas tudo que possa deixar a pessoa à vontade. Ela vai ouvir falar sobre a vida espiritual, sobre reencarnação, sobre a  justiça divina e, principalmente, sobre o evangelho de Jesus, que nos traz tanto conforto ao coração nas horas difíceis, pois a mensagem espírita tem por objetivo levar conforto e discernimento a todos.
 Quanto à prática da cartomancia, Antonio Carlos, se formos dar nossa opinião a respeito, diríamos que não são propriamente as cartas que revelam algo oculto da vida do consulente ou que possam lhe dar alguma direção. Quando isso acontece, é pela mediunidade do cartomante, e não pelas cartas em si. Como objetos inanimados as cartas não são dotadas de nenhum poder mágico, mas elas podem, em certos casos, serem manipuladas por uma pessoa dotada de uma percepção mais apurada, da qual podem surgir curiosas revelações.
 No passado distante da Humanidade, quando as pessoas eram mais emocionais que racionais, fraquejadas diante de situações difíceis, elas recorriam a quem prometia revelações e soluções mágicas para seus problemas e que se utilizavam de diversos rituais para fazer previsões. A leitura de cartas, portanto, podem ter se originado do ritualismo praticado pelos videntes ou médiuns, que queriam dar um ar de mistério ou de misticismo às suas sessões.