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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

ESCLARECIMENTOS, ESTRUTURA DO UNIVERSO E KARDEC - HOJE E SEMPRE 34











sábado, 22 de setembro de 2018

APROVEITADORES E KARDEC - HOJE E SEMPRE 32



Eles sempre estiveram presentes: os que tentam vender os serviços dos Espíritos para poupar os interessados de qualquer tipo de esforço. Problemas de relacionamento, casamento, emprego, rivalidades, são algumas das opções oferecidas. Na REVISTA ESPÍRITA de maio de 1860, Allan Kardec se serve de uma notícia publicada pelo jornal SIÈCLE para comentar o assunto. Dizia a mesma que “um senhor de nome Felix N., jardineiro das proximidades de Órleans, passava por ter a habilidade de isentar os candidatos à prestação do serviço militar do sorteio, isto é, de os fazer alcançar um bom número. Prometeu a um deles, jovem vinhateiro, fazê-lo tirar o número que quisesse, mediante 60 francos, dos quais 30 adiantadamente e 30 após o sorteio. O segredo consistia em rezar três Pater e três Ave Maria durante nove dias. Além disso, o feiticeiro afirmava que, graças ao que fazia de sua parte, a coisa favorecia o rapaz e o impediria de dormir durante a última noite, mas ficaria isento. Infelizmente o encanto não funcionou:  o candidato dormiu como de costume e tirou o número 31, que o fez soldado. Repetidos os fatos duas vezes, o segredo não foi mantido e o feiticeiro Felix foi levado à Justiça”. Comenta Kardec: “Os adversários do Espiritismo, o acusam de despertar ideias supersticiosas. Mas, que é o que há de comum entre a Doutrina que ensina a existência do Mundo Invisível, comunicando-se com o visível, e os fatos da natureza do que relatamos, que são os verdadeiros tipos de superstição? Onde se viu o Espiritismo ensinar semelhantes absurdos?  Se os que o atacam a tal respeito se tivessem dado ao trabalho de estuda-lo, antes de o julgar tão levianamente, saberiam que não só condena todas as práticas divinatórias, como lhes demonstra a nulidade. Portanto, como temos dito muitas vezes, o estudo sério do Espiritismo tende a destruir as crenças realmente supersticiosas. Na maioria das crenças populares há, quase sempre, um fundo de verdade, mas desnaturado, amplificado. São os acessórios, as falsas aplicações que, a bem dizer, constituem a superstição. Assim é que os contos de fadas e de gênios repousam sobre a existência de Espíritos bons e maus, protetores e malévolos; que todas as histórias de aparições tem sua fonte no fenômeno real das manifestações espíritas, visíveis e, mesmo, tangíveis. Tal fenômeno, hoje perfeitamente verificado e explicado, entra na categoria dos fenômenos naturais, que são uma consequência das Leis Eternas da Criação. Mas o homem raramente se contenta com a Verdade que lhe parece muito simples: ela a reveste com todas as quimeras criadas pela imaginação e é então que cai no absurdo. Vem depois os que tem interesse em explorar essas mesmas crenças, às quais juntam um prestigio fantástico, próprio a servir aos seus objetivos. Daí essa turba de adivinhos, feiticeiros, ledores de sorte, contra os quais a lei se ergue com justiça. O Espiritismo verdadeiro, racional, não é, pois, mais responsável pelo abuso que dele possam fazer, do que o é a Medicina pelas fórmulas ridículas e práticas empregadas por charlatães ou ignorantes. Ainda uma vez, antes de julgá-lo, dai-vos ao trabalho de o estudar. Concebe-se o fundo de verdade de certas crenças. Mas talvez se pergunte sobre o que pode repousar a que deu lugar ao fato acima, crença muito espalhada no nosso interior, como se sabe. Parece-nos que tem sua origem no sentimento intuitivo dos seres invisíveis, aos quais se é levado a atribuir um poder que, por vezes, não tem. A existência de Espíritos enganadores, que pululam à nossa volta, por força da inferioridade do nosso Globo, como insetos daninhos num pântano, e que se divertem à custa dos crédulos, predizendo-lhes um futuro quimérico, sempre próprio a adular seus gostos e desejos, é um fato do qual temos provas diárias pelos médiuns atuais. O que se passa aos nossos olhos aconteceu em todas as épocas, por meios de comunicação em uso conforme o tempo e o lugar. Eis a realidade. Com o auxílio do charlatanismo e da cupidez, a realidade passou para o estado de cresça supersticiosa”.


















quarta-feira, 19 de setembro de 2018

MISSÃO DOS PAIS, CURAS ESPIRITUAIS, COMUNICAÇÃO MEDIÚNICAS ENTRE VIVOS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 29

O professor José Benevides Cavalcante (FUNDAMENTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA, eme) retorna para responder a dúvidas de leitoresMISSÃO DOS PAIS Os pais estão vivendo um momento muito difícil. Não estamos conseguindo controlar nossos filhos, quanto mais educalos para serem homens de bem. A que se deve tudo isso? Será que o mundo está caminhando para trás? Vejo, hoje, filhos rebeldes, drogas, violência. A televisão está ajudando a aumentar a violência, pai e mãe não estão conseguindo fazer nada contra isso Os problemas familiares e sociais estão realmente se agravando neste momento histórico. É um momento de transição, ou seja, um momento de grandes e profundas transformações que implica numa fase de quase completo desarranjo de tudo, com o agravamento das dificuldades em todos os setores da vida humana. É como encarar o reboliço de uma casa, quando se pretende reformá-la e colocá-la em ordem: fase de que ninguém gosta, nem quer suportar, porque é sofrida e desgastante. A mudança, em si, é um ato de rebeldia, que destrói e ressuscita valores: estamos na fase da demolição. Esta é uma visão global, segundo explicações dos Espíritos a Kardec, conforme o capítulo “Lei de Progresso”, 3ª parte de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, que você deve ler e refletir. No entanto, precisamos considerar que nada acontece por acaso. Isso significa que estamos colhendo o que semeamos ao longo dos sé culos, como pessoas e como coletividade. E, enquanto permanecermos contemplativos à espera de uma solução milagrosa do céu ou uma providência mágica dos homens, sem nada fazermos para nos melhorarmos em nosso próprio desempenho como cônjuges e como pais, vamos continuar encontrando obstáculos cada vez maiores dentro da família, sem podermos conquistar a confiança de nossos filhos. Recomendamos a leitura da obra “VIDA A DOIS” de Jamiro dos Santos Filho, Editora EME. CURAS ESPIRITUAIS Queria que vocês fizessem um comentário sobre curas espirituais. Tenho assistido a cenas incríveis de fanatismo, até mesmo no meio espírita. Será que um Centro ou um médium pode prometer curas para as pessoas? Nem mesmo o médico bem preparado pode prometer curas para seus pacientes, porque o profissional de Medicina, quando consciente de seu papel, sabe que nem sempre pode contar com resultados, pois sempre há a possibilidade do imprevisto. Ainda carecemos de um estudo mais apurado e seguro sobre as chamadas “curas espirituais”, pois, muitas vezes, nos empolgamos com médiuns de respeitável faculdade, mas que também estão sujeitos a erros, como qualquer Ser humano, e frequentemente os cometem. O Espiritismo, definitivamente, não acredita em milagres: todos sabemos disso. Então, não é pelo fato de existir um médium com determinada habilidade que ele pode resolver todos os problemas e sair por aí dizendo que cura todo mundo. Além do mais, sabemos também que os espíritas, devemos ser muito cuidadosos em relação a esse tipo de mediunidade, porque o mais importante para o Espiritismo não é a cura do corpo, mas a cura da alma. Se invertermos esses valores, cairemos na prática do curandeirismo praticado por todas as seitas religiosas que vivem do expediente de arrastamento das pessoas para suas fileiras, mediante promessa de cura. Os grupos espíritas, que dispuserem de um médium de cura, devem tomar todo cuidado para que essa prática não degenere num proselitismo inconsequente com implicações sérias de ordem moral e até mesmo legal. Se somos verdadeiramente espíritas, temos um compromisso sério com a Doutrina; cabe-nos estudá-la sempre, propagá-la pelos meios de que dispomos e aplicá-la de forma adequada aos seus princípios morais, preservando-a de nossos erros para não comprometer-lhe o nome. COMUNICAÇÃO MEDIUNICA ENTRE VIVOS Pode uma pessoa, que está dormindo na sua casa, se comunicar numa sessão espírita e dar uma mensagem? Isso pode acontecer. Há registros a respeito nos anais das experiências psíquicas, casos acompanhados e documentados de comunicação de encarnados através de médiuns. Há, inclusive, uma obra de Ernesto Bozzano, “COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS ENTRE VIVOS”, editora EDICEL, que trata especificamente do assunto. Sabemos que o encarnado é Espírito, presentemente ligado a um corpo. Suas manifestações anímicas acontecem, na maioria das vezes, quando ele entra num estado de transe, ainda que breve. Isso pode acontecer, por exemplo, quando cochila ou dorme, ou seja, quando penetra no seu mundo inconsciente. Nestes momentos, a exteriorização do Espírito pode ocorrer até automaticamente porque, ao que parece, o Espírito sempre procura liberdade. É uma espécie de desprendimento – que Kardec chama mais apropriadamente de exteriorização – através do qual o encarnado pode até mesmo dar uma comunicação através de um médium.