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domingo, 30 de setembro de 2018

SOBREVIVERAM, A AURA HUMANA E KARDEC - HOJE E SEMPRE 40










sexta-feira, 28 de setembro de 2018

PREMONIÇÃO, DEFICIÊNCIA MENTAL E KARDEC - HOJE E SEMPRE 38

O professor José Benevides Cavalcante (FUNDAMENTOS DA DOUTRINA ESPIRITA, eme) está de volta para esclarecer duvidas dos leitores. PREMONIÇÃO Eu não gostaria de saber nada sobre meu futuro. Mas há muita gente que fica procurando videntes para lerem a sorte. Fico pensando como isso é possível. Se o Espiritismo ensina que não há causa sem efeito, que tudo o que acontece hoje depende do que aconteceu no passado, tudo isso é contraditório. Porque, se o futuro estivesse determinado, nada poderíamos fazer para modificá-lo e então de nada valeria nosso esforço e nossa vontade. Eles não teriam nenhum significado e Deus estaria brincando conosco... Suas considerações têm razão de ser, desde que consideremos o tempo linear dentro da concepção da física clássica. Mas não vamos entrar nesse mérito, aqui. Segundo o Espiritismo, o que impera no Universo é a lei de ação e reação. Por esta lei, o futuro depende do presente, como o presente depende do passado: há, portanto, um encadeamento de fatos que vão gerando uma corrente de acontecimentos. Se houvesse um determinismo, ou seja, se tudo já estivesse absolutamente decidido – assim como numa máquina a sequência de operações e o resultado de cada etapa – certamente, não teríamos o livre arbítrio, pois, o livre arbítrio implica no exercício da vontade e na capacidade de mudar o rumo dos fatos. Estamos fa lando dos fatos que envolvem a vontade e a ação do homem e não dos fatos naturais que dele não dependem. Eis porque dizemos que somos livres para decidirmos e trilharmos o caminho que quisermos, construindo nosso futuro. Na vida real, fazemos previsões todos os dias, e essas previsões nada mais são que metas pré-estabelecidas para serem alcançadas dentro de um certo tempo, e que podem se confirmar no todo ou em parte ou podem não se confirmar. Assim, é possível que, antes de reencarnar, o Espírito estabeleça metas para sua vida, saiba de antemão as possibilidades que tem e os riscos que vai correr e, por isso mesmo, tenha uma capacidade de prever muita coisa do percurso, como nós temos capacidade de prever o que vai acontecer em nossa rotina do dia seguinte. Mas quanto ao vivenciar cada situação e atingir determinadas metas, isso dependerá de sua vontade e de seu desempenho. Ao reencarnar, essas informações estão arquivadas em seu inconsciente e, eventualmente, ele poderá ter acesso a algumas delas ou dará chance a que outras pessoas a tenham. Assim, a previsão de seu futuro seria um instante de percepção de uma realidade projetada, que pode ser confirmada ou não, dependendo do exercício de sua vontade e da capacidade de intervir na ordem dos acontecimentos. Ela seria útil somente no caso de poder evitar um perigo ou se preparar para vencer um obstáculo; neste caso a previsão não se confirmaria e o vulgo diria que não houve previsão. Leia e analise o capítulo sobre presciência que Allan Kardec apresenta em A GÊNESEDEFICIÊNCIA MENTAL Sou muito jovem ainda, tenho 16 anos, e gosto de ler romances espíritas. Já li uma porção deles, de uma colega de escola, que é espírita, e me empresta todos. Já me considero um pouco espírita. Mas, minha família é católica, não interfere no que eu penso, e eu tenho irmão, tão jovem e saudável quanto eu, que se casou tempos atrás com uma moça meiga e maravilhosa. Parecia que a vida do casal seria um paraíso, até que nasceu um bebê com um retardo mental muito grave e eles ficaram desesperados. Tentei ajudá-los, levando para eles alguns livros espíritas, inclusive um livro chamado “DEFICIENTE MENTAL - POR QUE FUI UM” - mas eles até agora não quiseram saber de minhas explicações e muito menos ler qualquer livro. Estão revoltados contra Deus e contra todo mundo que quer ajudá-los com o conforto da religião, seja espírita ou não. Não sei mais o que fazer. Se você já conseguiu compreender o pensamento espírita, utilize-o agora, diante dessa situação tão sofrida, mas não se desespere. Confie em Deus e em suas próprias forças. Faça a sua parte, sem atropelar ou agredir a consciência de ninguém, e de maneira a se tornar útil num momento tão delicado. Com certeza, seu irmão ( e a jovem esposa) ainda não estão prontos para buscar uma compreensão acima da vida material. Não há como convencê-los agora de uma realidade para a qual ainda não estão preparados, quando, segundo a sua vontade, deveriam estar, para se sentirem mais confortados e fortalecidos em seu estado de ânimo. Mas não é assim: nem sempre as coisas acontecem conforme queremos. Devemos respeitá-los nas suas ideias, mas impedir que elas causem prejuízo à criança. Você tem visto pelas obras espíritas que nada acontece por acaso. E assim o fato de seu sobrinho vir ao mundo num corpo deficiente não é obra do acaso, assim também a resistência e a inconformação de seu irmão e cunhada não acontecem por acaso. Eles devem enfrentar essa situação com as armas que possuem que, aliás, nos parecem impróprias para a luta; cedo ou tarde se convencerão de que não podem permanecer indiferentes às leis da vida. Se eles conseguirem o conforto de qualquer religião, é isso que basta por enquanto. Mas, seguramente, esse casal e o filho devem ser protegidos por você e pelos seus pais, precisam de muito amparo, muita compreensão, porque passam a ter uma responsabilidade. Faça prece por eles, confie em Deus e conte com o auxílio da Espiritualidade, no sentido de ajudá-los a despertar para a realidade espiritual da vida.



















terça-feira, 25 de setembro de 2018

DEUS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 35


Da figura austera e quase humana apresentada por Moisés e desta ao Pai Nosso de Jesus até a Inteligência Suprema do Universo, inúmeros séculos se passaram e a Humanidade terrena avançou um pouco em inteligência. Duvidas persistem ainda para aqueles que o tentam entender de forma abstrata. Na sequência dua das questões mais comuns: Considerando a evolução sujeita à Leis Eternas, Deus as pode derrogar para anuir aos pedidos que lhe são feitos? Deus não altera nem suspende para ninguém o curso das leis que regem o Universo.  Sem isto a ordem da Natureza seria incessantemente perturbada pelo capricho do primeiro que chegasse.  É, pois, certo que toda prece que não pudesse ser atendida senão por uma derrogação destas leis ficaria sem efeito.  Tal seria, por exemplo, a que tivesse por objetivo a volta à vida de um homem realmente morto, ou o restabelecimento da saúde se a desordem do organismo é irremediável.  Não é menos certo que nenhuma atenção é dada aos pedidos fúteis ou inconsiderados.  Mas ficai persuadidos de que toda prece pura e desinteressada é ouvida e que é sempre levada em conta a intenção, mesmo quando Deus, em sua sabedoria, julgasse a propósito não a atender; é sobretudo então que deveis dar prova de humildade e de submissão à sua vontade, dizendo a vós mesmos que melhor do que vós ele sabe o que vos pode ser útil.  Há, sem dúvida, leis gerais a que o homem está fatalmente submetido; mas é erro crer que as menores circunstâncias da vida estejam fixadas de antemão de maneira irrevogável; se assim fosse, o homem seria uma máquina sem iniciativa e, por conseguinte, sem responsabilidade. O livre-arbítrio é uma das prerrogativas do homem; desde que é livre para ir à direita ou à esquerda, de agir conforme as circunstâncias, seus movimentos não são regulados como os de uma máquina.  Conforme faz ou não faz uma coisa e conforme a faz de uma maneira ou de outra, os acontecimentos que disso dependem seguem um curso diferente; visto que são subordinados à decisão do homem, não estão submetidos à fatalidade.  Os que são fatais são os que são independentes de sua vontade; mas, todas as vezes que o homem pode reagir em virtude de seu livre-arbítrio, não há fatalidade.  O homem tem, pois, um círculo, dentro do qual pode mover-se livremente. Esta liberdade de ação tem por limites as leis da Natureza, que ninguém pode transpor; ou, melhor dizendo, esta liberdade, na esfera da atividade em que se exerce, faz parte dessas leis; é necessária e é por ela que o homem é chamado a concorrer para a marcha geral das coisas; e como ele o faz livremente, tem o mérito do que fez de bem e o demérito do que fez de mal, de sua indolência, de sua negligência, de sua inatividade. (RE; 5/1865) Então como acreditar que Deus pode atender aos rogos da criatura humana?  As flutuações que sua vontade pode imprimir aos acontecimentos da vida de modo algum perturbam a harmonia universal, pois essas mesmas flutuações faziam parte das provas que incumbem ao homem na Terra.  No limite das coisas que dependem da vontade do homem, Deus pode, pois, sem derrogar suas leis, anuir a uma prece, quando é justa, e cuja realização pode ser útil; mas acontece muitas vezes que ele julga a sua utilidade e a sua oportunidade de modo diverso que nós, razão por que nem sempre aquiesce.  Se lhe aprouver atendê-la, não é modificando seus decretos soberanos que o fará, mas por meios que não saem da ordem geral, se assim nos podemos exprimir.  Os Espíritos, executores de sua vontade, são então encarregados de provocar as circunstâncias que devem levar ao resultado desejado.  Quase sempre esse resultado requer o concurso de algum encarnado; é, pois, esse concurso que os Espíritos preparam, inspirando os que devem nele cooperar o pensamento de uma ação, incitando-os a ir a um ponto e não a um outro, provocando encontros propícios que parecem devidos ao acaso.  Ora, o acaso não existe nem na assistência que se recebe, nem nas desgraças que se experimenta.  Nas aflições, a prece não só é uma prova de confiança e de submissão à vontade de Deus, que a escuta, se for pura e desinteressada, mas ainda tem por efeito, como sabeis, estabelecer uma corrente fluídica que leva longe, no espaço, o pensamento do aflito, como o ar leva os acentos de sua voz.  Este pensamento repercute nos corações simpáticos ao sofrimento e estes, por um movimento inconsciente e como atraídos por um poder magnético, dirigem-se para o lugar onde sua presença pode ser útil.  Deus, que quer socorrer aquele que o implora, sem dúvida poderia fazê-lo por si mesmo, instantaneamente, mas, como eu disse, ele não faz milagres, e as coisas devem seguir seu curso natural; ele quer que os homens pratiquem a caridade, socorrendo-se uns aos outros.  Por seus mensageiros, o lamento que encontra eco é levado até ele e lá os Espíritos bons insuflam um pensamento benévolo.  Embora provocado, este pensamento deixa ao homem toda a sua liberdade, por isto mesmo que sua fonte é desconhecida; nada o constrange; ele tem, por conseguinte, todo o mérito da espontaneidade, se ceder à voz íntima que nele faz apelo ao sentimento do dever, e todo o demérito se resistir, porque dominado por uma indiferença egoísta. (RE; 5/1865)