faça sua pesquisa

quinta-feira, 18 de abril de 2024

UM OUTRO 18 DE ABRIL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 ACOMPANHE AS ATUALIZAÇÕES DIARIAS DE luizarmandoff no INSTAGRAM


-“Peço licença para aditar um apontamento de Emmanuel. Perguntei a ele, em 1965, onde estavam aqueles companheiros de Allan Kardec que vibravam com a Doutrina Espírita na França, onde estava aquele contingente de almas heroicas, sublimes, que aceitaram aquelas ideias e as divulgaram com tanto entusiasmo pelo mundo inteiro. Então ele me disse que do último quartel do século 19 para cá, de 15 a 20 milhões de espíritos da cultura francesa, principalmente simpatizantes da obra de Allan Kardec, se reencarnaram no Brasil, para dar corpo às ideias da Doutrina Espírita e fixarem os valores da reencarnação. Foi assim que, nos últimos 80 anos, desenvolveu-se entre nós tal amor à cultura francesa, que milhares de nós outros sabemos de ponta a ponta a história da revolução francesa e nada conhecemos a respeito do Marquês de Pombal, dos reis de Portugal, que foram os donos da nossa evolução primária. Isso está no conteúdo psicológico de milhões e milhões de brasileiros, que estão fichados – por certidão de Cartório – como brasileiros, mas que psicologicamente são franceses”. O revelador aparte é de Chico Xavier e foi feito aos realizadores do programa radiofônico NO LIMIAR DO AMANHÃ - veiculado na década de 70 por uma emissora paulistana -, que foram a Uberaba (MG) para entrevistar o médium. Na ocasião, o jornalista e professor de Filosofia José Herculano Pires, fez a seguinte observação: - É interessante citar aqui uma coisa muito curiosa, que ainda parece que não foi lembrada. O Brasil é a primeira grande nação do Ocidente que está se tornando basicamente reencarnacionista. A ideia da reencarnação penetrou de tal maneira em nosso país, por influência não só do Espiritismo mas também das religiões africanas que foram trazidas aqui pelo contingente negreiro, que dificilmente encontramos hoje uma pessoa que, se não aceita positivamente a reencarnação, também não a nega, não a combate. Isso é muito curioso porque no Ocidente só houve uma nação reencarnacionista no passado, que foi a França. O Brasil será, dentro em breve, a grande nação reencarnacionista do Ocidente. E o professor lan Stevenson, na sua pesquisa sobre a reencarnação, disse que no Brasil encontrou uma compreensão mais precisa, mais natural da reencarnação”. Tudo isto começou no 18 de abril de 1857, quando Allan Kardec recebeu os primeiros exemplares d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS dos 2 mil que havia encomendado em pequena tipografia a alguns quilômetros de Paris. E esta primeira obra falando do Espiritismo, seria ampliada três anos depois com o lançamento de segunda edição, didaticamente organizada em quatro partes: As Causas Primárias; o Mundo Espírita ou dos Espíritos; As Leis Morais e Esperanças e Consolações, temas abordados em 1018 perguntas e respostas através das quais o organizador da obra procurou cercar todas as questões principais e derivadas dos esclarecimentos possíveis. Sabia e afirmou em artigo na REVISTA ESPÍRITA de julho de 1866 que: -“O LIVRO DOS ESPÍRITOS não é um tratado completo de Espiritismo; apenas apresenta as bases e os pontos fundamentais, que se devem desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação”. O tempo se incumbiu de mostrar que aquele primeiro passo representava apenas o início do alicerce que no século 21 suporta um grande edifício de conhecimentos sobre essa realidade que noutra via a Física Quântica vem descortinando através da Teoria das Supercordas que afirmam existir Universos Paralelos e, mais recentemente, que “mesmo que as dimensões do espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”. Caminha-se para a constatação da resposta à questão 85 do livro citado de que entre o mundo material e o espiritual, o segundo é o mais importante, pois, de lá tudo vem e para lá tudo volta. Através do mesmo livro que faz 158 anos neste ano, uma das principais indagações do Ser pensante é respondida: --“A vida humana é uma escola de aperfeiçoamento espiritual e uma série de provas. Por isso é que o Espírito deve conhecer todas as condições sociais e, em cada uma delas, aplicar-se em cumprir a vontade divina. O poder e a riqueza, como a pobreza e a humildade, são provas; dores, idiotismo, demência, etc, são punições pelo mal cometido em vida anterior”. Esbarra-se nos mesmos preconceitos e nas mesmas resistências que Copérnico ou Galileu, mas observa Kardec: -“Porque não se compreende uma coisa, não é motivo para que ela não exista, visto que o que hoje é utopia, poderá ser verdade amanhã”.




É da Neusa Mariano, que nos telefonou domingo passado, a seguinte pergunta: “Se as desencarnações não são aleatórias – tanto as individuais, como as coletivas – como se explica essas desencarnações de grande massa de pessoas que nem se conhecem, como nas catástrofes naturais, terremotos, tsunamis, etc? Qual é o propósito de tudo isso?


Nós tocamos nesse assunto, a propósito de uma pergunta de uma outra ouvinte, feita no mesmo sentido. Primeiramente, Neusa, para explicar as mortes coletivas, devemos partir da premissa de que “nada acontece por acaso”: nem os fenômenos da natureza ocorrem milagrosamente, nem tampouco o fato de dezenas, centenas ou milhares de pessoas desencarnarem ao mesmo tempo, vítimas de uma mesma catástrofe.


Na antiguidade, tanto as religiões politeístas (aquelas que cultuam vários deuses), como o monoteísmo dos hebreus ( conforme está na Bíblia), atribuíam esses fatos catastróficos à fúria dos deuses ou de Deus. Eles acreditavam que, quando ocorria um terremoto, quando um vulcão entrava em erupção – ou mesmo, uma enchente (como foi o caso do dilúvio), uma seca prolongada, uma epidemia que fazia milhares de vítimas – tudo isso acontecia para castigar ou intimidar o homem, porque ele estava sendo desobediente para com as leis divinas.


Na Bíblia encontramos inúmeros exemplos como o dilúvio, as pragas do Egito, a destruição de Sodoma e Gomorra , e outros mais. Naquela época, o homem conhecia bem pouco da natureza. Ele não podia compreender a origem dos terremotos, nem a causa de tantos fenômenos de impacto destruidor no meio ambiente. Por isso, achavam que Deus ou os deuses estavam furiosos e pretendiam destruir o homem ou a humanidade. Aos poucos, com as descobertas da ciência, foi possível constatar uma lei interessante: a natureza está sempre em movimento, sempre em transformação e nós, seres humanos, fazemos parte da natureza.


N’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Neusa, há dois capítulos que merecem ser lidos e analisados: um deles é “Lei de Conservação” – e trata dos mecanismos que a Natureza utiliza para preservar a vida; o outro, “Lei de Destruição”, que trata dos mecanismos que acionam as transformações que ocorrem sobre o nosso planeta, necessárias para a renovação e evolução do universo. O ser humano, na verdade, é um Espírito – a sua vida não se restringe a esta única vida que, para ele, é apenas um dos muitos estágios de experiência e evolução pelo qual ele deve passar.


Ele está sujeito também à lei de causa e efeito e, portanto, às mudanças que ocorrem no seio da natureza, da qual ele faz parte. As mortes coletivas fazem parte da experiência humana, mas não ocorrem por acaso. Elas estão atreladas a causa do passado, em que as vítimas estiverem envolvidas em ações solidárias, assumindo débitos ou compromissos com a coletividade. No livro “OBRAS PÓSTUMAS” de Allan Kardec, há um capítulo intitulado “Questões e Problemas – Expiações Coletivas”, onde Kardec discorre bem sobre isso.


Nesse capítulo, um Espírito orientador esclarece que cada um de nós tem um compromisso também com a coletividade. Quando prejudicamos alguém, é diante desse alguém que temos de responder, mas quando prejudicamos uma coletividade, é diante dessa coletividade que temos de responder. Geralmente, as mortes coletivas, para grande parte dos Espíritos, se devem a sentimento de culpa que neles se desenvolveu, por graves erros do passado, em que prejudicaram a coletividade.


No Espiritismo, não vemos tal situação como um castigo, mas como uma necessidade do Espírito para se harmonizar consigo mesmo, num processo de liberação da culpa. Todo aprendizado é difícil e mais dificil ainda é aquele que decorre de uma culpa do passado. Entretanto, do ponto de vista Espírita, embora a vida seja um bem precioso que devemos preservar ao máximo, a morte não é o fim, de modo que muitos Espíritos saem dessas situações mais harmonizados consigo mesmos, obtendo uma espécie de alvará de soltura para o remorso que dilacerava seu mundo intimo. 

quarta-feira, 17 de abril de 2024

O VALOR DA PRECE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

ACOMPANHE DIARIAMENTE AS

 ATUALIZAÇÕES DE luizarmandoff no

 INSTAGRAM


Um naufrágio marítimo ocorrido nas costas da Argélia povoou o imaginário dos leitores do jornal Siécle que reproduziu o relato de um dos sobreviventes do acidente detalhando os momentos angustiantes vividos pelos passageiros da embarcação.


Contou ele que “no mesmo instante, um estalido terrível, indefinível, se fez ouvir, acompanhado de abalos tão violentos, que caí por terra; depois ouvi um marinheiro que gritou: "Meu Deus! estamos perdidos; orai por nós!" Vínhamos de tocar o rochedo, e o navio se entrepartiu; a água entrava no porão, ouvia-se-lhe borbulhar. Os soldados, que dormiam na ponte, se salvam desordenadamente, não importa onde, dando gritos horríveis; os passageiros, seminus se lançam para fora das cabines; as pobres mulheres se agarram a todo o mundo, suplicando-lhes que as salvem. Ora-se ao bom Deus muito alto; dizia-se adeus. Um negociante arma uma pistola e quer destruir o cérebro: sua arma é arrancada. "Os abalos continuaram; o sino de bordo tocava o alarme, mas o vento mugia tão terrivelmente que o sino não era ouvido a cinquenta metros. Eram gritos, urros, preces; era não sei quê de terrível, de lúgubre, de assustador. Jamais vi nada, jamais li nada de cenas tão horríveis, tão pungentes. Estar lá, cheio de vida, de saúde, e em face de uma morte que se acreditava certa, e uma morte horrível! "Nesse momento supremo e indescritível, um padre, Sr. Moisset, nos deu a todos a sua bênção. A voz cheia de lágrimas do pobre sacerdote recomendava a Deus duzentos e cinqüenta infelizes que o mar iria engolir, comovia todas as entranhas."


Analisando o relato; Allan Kardec indaga: - Não há um grande ensinamento nessa espontaneidade da prece em face de um perigo iminente? Entre a multidão amontoada no navio, certamente, havia incrédulos e quase não pensaram antes nem em Deus nem em sua alma, e hei-los em presença de uma morte que acreditavam certa, voltando seus olhares para o Ser Supremo, como para sua única tábua de salvação. É que no momento em que se ouvia soar a última hora, involuntariamente, o coração mais endurecido pergunta o que se vai começar a ser.


Contudo, passado o perigo, quantos há que disso rendem graças ao acaso e à sua boa chance, ingratidão que cedo ou tarde pagarão caramente. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVII, nO 8.)


Em semelhante circunstância, qual seria o pensamento do Espírita sincero? "eu sei, diz ele, que devo me esforçar para conservar a minha vida corpórea; farei, pois, tudo o que está em meu poder para escapar ao perigo, porque, se a ele me abandonar voluntariamente, isto seria um suicídio, mas se aprouver a Deus retirá-la de mim, que importa que isto seja de uma maneira ou de uma outra, um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde! A morte não traz para mim nenhuma apreensão, porque sei que só o corpo morre, e que é a entrada da vida verdadeira, da do Espírito livre, onde reencontrarei todos aqueles que me são caros."


Ele entrevê, pelo pensamento, o Mundo Espiritual, objetivo de suas aspirações, do qual apenas alguns instantes o separam ainda, e do qual a morte de seu corpo, que o retinha sobre a Terra, vai enfim lhe dar acesso; ele se rejubila em lugar de com isso se afligir, como o prisioneiro que vê se lhe abrirem as portas da prisão. Uma única coisa o entristece, é deixar aqueles que ama; mas com isto se consola pela certeza de que não os abandonará, e que estará mais frequentemente e mais facilmente junto deles do que durante sua vida, que poderá vê-los e protegê-los.


Ao contrário, se escapou ao perigo, dirá a si mesmo: "Uma vez que Deus me deixa viver ainda sobre a Terra, é que a minha tarefa ou as minhas provas nela não estão acabadas. O perigo que corri é uma advertência que Deus me dá para que esteja pronto para partir no primeiro momento, e de fazê-lo de sorte que isto seja nas melhores condições possíveis." Depois ele agradecerá pelo adiamento que lhe foi concedido, e se esforçará para pô-lo em proveito para o seu adiantamento.


Um dos mais curiosos episódios desse drama é o fato desse passageiro que queria destruir o cérebro, dando-se assim uma morte certa, ao passo que correndo as chances do naufrágio, poderia surgir um socorro inesperado. Que móvel poderia levá-lo a esse ato insensato? Muitos dirão que tinham perdido a cabeça, o que seria possível; mas talvez tivesse sido movido, com seu desconhecimento, por uma intuição da qual não se dava conta. Embora não tenhamos nenhuma prova material da verdadeira explicação que foi dada acima, o conhecimento das relações que subsistem entre as diferentes existências lhe dá pelo menos um grande grau de probabilidade.


A propósito, duas comunicações mediúnicas foram recebidas na sessão da Sociedade de Paris de 12 de janeiro. Diz a primeira:


- A prece é o veículo dos fluidos espirituais mais poderosos, e que são como um bálsamo salutar para as feridas da alma e do corpo. Ela atrai todos os seres para Deus, e faz, de alguma sorte, a alma sair da espécie de letargia em que ela é mergulhada quando esquece seus deveres para com o Criador. Dita com fé, ela provoca naqueles que a ouvem o desejo de imitar aqueles que oram, porque o exemplo e a palavra levam também fluidos magnéticos de uma força muito grande. As que foram ditas sobre o navio naufragado, pelo sacerdote, com o acento da convicção mais tocante e da resignação mais santa, tocaram o coração de todos esses infelizes que acreditavam chegada sua última hora. Quanto a esse homem que queria se suicidar em face de uma morte certa, esta ideia lhe veio de uma repulsão instintiva pela água, porque é a terceira vez que morre dessa maneira, e suportou, em alguns instantes, as mais horríveis angústias. Nesse momento, teve a intuição de todas as suas infelicidades passadas, que lembrou vagamente em seu Espírito: foi porque quis acabar diferentemente. Duas vezes tinha se afogado voluntariamente, e tinha arrastado toda a sua família com ele. A impressão confusa que lhe restou dos sofrimentos que tinha suportado lhe deu a apreensão desse gênero de morte. Orai por esses infelizes, meus bons amigos; a prece de várias pessoas forma um feixe que sustenta e fortifica a alma para a qual é feita; dá-lhe a força e a resignação. SAINT BENOÍT (méd. Sra. DELANNE).


- Não é raro ver pessoas que, há muito tempo, não tinham pensado em orar, fazê-lo quando estão ameaçadas de um perigo iminente e terrível. De onde pode, pois, vir esta propensão instintiva a se aproximar de Deus nos momentos críticos? Dessa mesma tendência que leva a se aproximar de alguém quando se sabe poder nos defender estando num grande perigo. Então, as doces crenças dos primeiros anos, as sábias instruções, os piedosos conselhos dos pais, retornam como um sonho na memória desses homens trêmulos que há pouco achavam Deus muito longe deles, ou negavam a utilidade de sua existência. Esses Espíritos fortes, tornados pusilânimes, sentiam tanto mais as angústias da morte, quanto por muito tempo não creram em nada; não tinham necessidade de Deus, pensavam, e poderiam bastar a si mesmos. Deus, para fazê-los sentir a utilidade de sua existência, permitiu que fossem expostos a um fim terrível, sem a esperança de serem ajudados por nenhum socorro humano. Lembram-se, então, que outrora oraram, e que a prece dissipa as tristezas, faz suportar os sofrimentos com coragem, e abranda os últimos momentos do agonizante. Tudo isto lhe aparece, a esse homem em perigo; tudo isto o incita a orar de novo Aquele a quem orou na sua infância. Ele se submete, então, e pede a Deus do mais profundo do seu coração, com uma fé viva que tem uma espécie de desespero, lhe perdoar os desvios passados. Nessa hora suprema ele não pensa mais em todas as vãs dissertações sobre a existência de Deus, porque não a coloca mais em dúvida. Nesse momento ele crê, e está aí uma prova de que a prece é uma necessidade da alma; que, fosse ela sem outro resultado, pelo menos o aliviaria e deveria, por isso mesmo, ser repetida mais frequentemente; mas, felizmente, ela tem uma ação mais positiva, e é reconhecida, assim como isto vos foi demonstrado, que a prece tem para todos uma imensa utilidade: para aqueles que a fazem, como para aqueles a quem se aplica. O que disse não é verdadeiro senão na maioria; porque, ai! aos que não recobram assim a fé na sua hora última; que, o vazio na alma, querem ser, crêem, afundados no nada e, por uma espécie de frenesi, querem eles mesmos nele se precipitar. Esses são os mais infelizes, e vós que sabeis toda a utilidade e todos os efeitos da prece, orai sobretudo por eles. ANDRÉ (méd. Sr. CHARLES B.). (RE/2/66)




Na revista “Seleções” do mês de abril de 2008, página 154, no artigo “Cura à Distância”, diz que rezar por uma pessoa, que está doente, realmente funciona, de acordo com pesquisa da Universidade Estadual do Arizona. Então, eu pergunto: “o contrário também funciona? Alguém, com pensamentos rancorosos, invejosos, etc., pode nos prejudicar? O que devemos fazer para receber melhor os bons pensamentos, de cura e evitar pensamentos ruins, de inveja, etc. (ANA ROSA PINHEIRO GONÇALVES, JARDIM PAULISTA), via e-mail)


De fato, experiências têm sido feito nesse sentido, Ana Rosa; inclusive aqui, na Universidade de Brasília, conforme a imprensa noticiou. Neste sentido, foi feito o seguinte experimento: os pesquisadores dividiram pacientes crônicos em dois grupos – um que receberia a oração e outro não. Entretanto, nenhum paciente sabia o que estava acontecendo; portanto, os pacientes não foram informados de nada. Um grupo de pessoas religiosas, acostumadas à oração, foi encarregado de fazer a prece em determinados horários e dias em favor dos pacientes. Depois de certo tempo, os pacientes foram reavaliados e verificou-se que o grupo, que recebeu prece, teve uma reação significativamente melhor do que aquele que não recebeu.


O Espírito André Luiz, na obra “Mecanismos da Mediunidade”, psicografada por Chico Xavier, afirma que o pensamento é matéria. Não essa matéria comum, que conhecemos, é claro! mas um tipo de energia muito tênue e poderosa ( semelhante às ondas eletromagnéticas do rádio e televisão), que se propaga no espaço, formando em torno das pessoas uma espécie de atmosfera mental, que André Luiz dá o nome de psicosfera. Cada um de nós tem a sua própria psicosfera, ou seja, um campo mental formado pelos seus pensamentos, pelos seus sentimentos ( ou seja, pelo que a pessoa costuma pensar e sentir no seu dia-a-dia).


Quem cultiva um padrão mais elevado de pensamento tem mais condições tanto de fazer quanto de receber o bem e suas preces são mais poderosas nesse sentido. Quem tem pensamentos de baixo padrão moral, tem mais chances de fazer ou de receber o mal pelo pensamento. Acontece que é esse campo mental ou psicosfera ( de que fala André Luiz) que favorece a presença de Espíritos bem ou mal intencionados, que são para ele atraídos, dependendo do padrão de pensamento que a pessoa costuma emitir.


O campo mental, que cada pessoa cria com seus pensamentos, portanto, seleciona o tipo de pensamento que nos enviam, e nisso está a condição para merecermos boas preces ou maus pensamentos. Logo, se alguém nos manda sentimentos elevados, votos de saúde ou desejos de melhora, se estivermos abertos para isso, com certeza, vamos receber, e esses pensamentos vão nos favorecer de alguma forma. Não quer dizer que eles, por si somente, vão resolver nossos problemas, mas certamente vão nos ajudar. O que determina o padrão de pensamento de uma pessoa é o tipo de vida que ela leva, pois as nossas atitudes e atos refletem, no dia-a-dia, o que nós pensamos.


Explicando a experiência com os pacientes, podemos dizer que, no caso de uma pessoa doente, devemos considerar que ela está mais protegida pelos seus próprios pensamentos que, nesses momentos, são sempre mais contidos e mais puros. Daí porque um grupo de paciente de um hospital é mais sensível às preces do que um grupo de pessoas saudáveis. Mas a resposta final, Ana Rosa, é que, no caso de pensamento negativo, o mal vai atingir com mais facilidade quem têm um campo mental povoado de idéias e sentimentos negativos, como ódio, e inveja, e impulsos de hostilidade contra o próximo.



terça-feira, 16 de abril de 2024

O QUE VOCE ACHA? EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 ACOMPANHE DIARIAMENTE AS ATUALIZAÇÕES DE luizarmandoff  NO INSTAGRAM


Há pessoas que perguntam quais são as conquistas novas que devemos ao Espiritismo. Do fato de que não dotou o mundo de uma nova indústria produtiva,concluem que nada produziu. A maioria daqueles que fazem esta pergunta não se dando ao trabalho de estudá-lo, não conhece senão o Espiritismo de fantasia, criado pelas necessidades da crítica, e que nada tem de comum com o Espiritismo sério; não é, pois, espantoso que se pergunte o que pode dele ser o lado útil e prático. Teriam-no aprendido se tivessem ido procurá-lo em sua fonte, e não nas caricaturas que dele fizeram aqueles que têm interesse em denegri-lo. 


Numa outra ordem de ideias, alguns acham, ao contrário, a marcha do Espiritismo muito lenta para o gosto de sua impaciência; espantam-se de que não haja ainda sondado todos os mistérios da Natureza, nem abordado todas as questões que parecem ser de sua alçada; gostariam de vê-lo todos os dias ensinar novidade, ou se enriquecer de uma nova descoberta; e, do fato de que ainda não resolveu a questão da origem dos seres, do princípio e do fim de todas as coisas, da essência divina, e algumas outras da mesma importância, concluem que não saiu do alfabeto, e que não entrou no verdadeiro caminho filosófico, e que se arrasta nos lugares comuns, porque prega sem cessar a humildade e a caridade.


 "Até este dia, dizem eles, não nos ensinou nada de novo, porque a reencarnação, a negação das penas eternas, a imortalidade da alma, a gradação através dos períodos da vitalidade intelectual, o perispírito, não são descobertas espíritas propriamente ditas; é preciso, pois, caminhar para descobertas mais verdadeiras e mais sólidas." Cremos dever, a este respeito, apresentar algumas observações, que não serão nada de novo, mas há coisas que é útil repetir sob diversas formas. 

O Espiritismo, é verdade, nada inventou de tudo isto, porque não há de verdades absolutas senão aquelas que são Eternas, e que, por isto mesmo, deveram germinar em todas as épocas; mas não é nada de tê-las tirado, senão do nada, ao menos do esquecimento; de um germe haver feito uma planta vivaz; de uma ideia individual, perdida na noite dos tempos, ou abafada sob os preconceitos, haver feito uma crença geral; de ter provado o que estava no estado de hipótese; de ter demonstrado a existência de uma lei naquilo que parecia excepcional e fortuito; de uma teoria vaga ter feito uma coisa prática; de uma ideia improdutiva haver tirado aplicações úteis? 


Nada é mais verdadeiro do que o provérbio: "Não há nada de novo sob o Sol," e esta própria verdade não é nova; também não é uma descoberta das quais não se encontrem os vestígios e o princípio em algum lugar. Nessa conta Copérnico não teria o mérito de seu sistema, porque o movimento da Terra havia sido suspeitado antes da era cristã. Se fosse coisa tão simples, seria preciso, pois, encontrá-la. A história do ovo de Colombo será sempre uma eterna verdade. Além disso, é incontestável que o Espiritismo tem muito a nos ensinar; é o que nunca cessamos de repetir, porque jamais pretendemos que ele tenha dito sua última palavra. 

Mas do fato de que resta ainda a fazer segue-se que não tenha saído do alfabeto? Seu alfabeto foram as mesas girantes, e desde então deu, isto nos parece, alguns passos; parece-nos mesmo que tem a fazer bastante grandes em alguns anos, se o compararmos às outras ciências que aportaram séculos para chegar ao ponto onde estão. 

Nenhuma chegou ao seu apogeu do primeiro salto; elas avançam, não pela vontade dos homens, mas à medida que as circunstâncias colocam sob o caminho de novas descobertas; ora, não está no poder de ninguém comandar essas circunstâncias, e a prova disto é que, todas as vezes que uma ideia é prematura, ela aborta, para aparecer mais tarde em tempo oportuno. (RE/8/65)





Uma ouvinte veio comentar sobre o crime ocorrido em São Paulo contra a menina Izabela Nardoni, de 5 anos. Ela se diz muito chocada com o que aconteceu e acredita que todas as mães, principalmente as mães que têm filhas nessa idade, devem estar sentindo o mesmo... Mas ela tem medo de que não se faça justiça e que o criminoso saia impune.


Não há dúvida de que um fato dessa natureza causa uma grande comoção na sociedade. Crimes não deveriam existir; mas existem. Sempre existiram e, com toda certeza, esse também não será o último: infelizmente é a condição humana, ainda distante do elevado ideal de Jesus, que ensina o amor, até mesmo, pelos inimigos. Quanto mais para uma criança indefesa!... Uma criança deveria ser sempre um motivo de alegria e de esperança para todos.... E quem cometeu esse crime também já foi criança...


No entanto, precisamos reconhecer que a mídia explora em demasia e de maneira espetacular acontecimentos tão tristes como esse, dá-lhe uma dimensão assustadora, porque, de tanto insistir na cobertura dos fatos – a todo momento - mexe em demasia com o sentimento do povo, a ponto de torturá-lo com abusada insistência. Não estamos querendo diminuir a gravidade do fato, mas alertando (principalmente os pais) para não se deixarem envolver por uma comoção doentia, que pode embotar a razão e gerar revolta e, até mesmo, descrença no ser humano e na vida. A pior condição, que o homem pode chegar, é perder a esperança e desacreditar da vida e de Deus.


Os crimes bárbaros - crimes com requintes de crueldade ( os chamados crimes hediondos) sempre existiram e , no passado, muito mais do que hoje. Acontece que, no passado mais distante, não tínhamos os meios de comunicação de que hoje dispomos. Quando não tínhamos rádio nem televisão, a notícia caminhava muito devagar e, quando chegava, o fato já tinha ocorrido há tempos e não causava mais tanta comoção. Hoje, porém, com a facilidade de comunicação, ele é visto imediatamente e repetido a toda hora, nos mínimos detalhes, explorado de todos os ângulos possíveis, porque, para o jornalismo, a notícia que causa impacto e comoção é sempre a melhor notícia.


Precisamos estar atentos. Um crime é sempre uma ameaça para a sociedade e quando ele causa comoção social, então, adquire uma dimensão ainda maior. Entretanto, ele precisa ser apurado, com equilíbrio, com tranqüilidade, sem traumas e sem coações, que são as condições ideais para se chegar serenamente à verdade. Para isso, há necessidade de tempo: as coisas não se resolvem de uma hora para outra. O crime é grave, mas é grave também acusar e condenar um inocente. Daí a seriedade e a delicadeza da apuração. Um dos princípios do direito é de que é mais grave condenar um inocente do que absolver um criminoso.


É por isso que tudo dever ser feito com a máxima cautela, evitando o açodamento da imprensa e, mais que isso, a curiosidade popular, que mais prejudica que ajuda. Além do mais, sabemos que uma coisa é a justiça humana e outra a justiça divina. A verdade verdadeira, por melhor a investigação dos fatos, nunca se mostra clara e precisa. Mas a justiça divina é infalível. Pode o homem safar-se de responsabilidades, conseguir absolvição por meio de artifícios da própria lei, mas jamais conseguirá enganar-se a si próprio e muito menos a Deus.


Por isso, Jesus sempre se mostrou sereno e calmo. Sua condenação injusta e seu martírio foram uma vitória momentânea para os inimigos, e ele sabia disso. Todavia, não se exaltou; permaneceu confiante, sabendo que a verdadeira justiça não está nas mãos do homem, e que cada um de nós vai se encontrar consigo mesmo, diante de sua consciência, para dizer se é culpado ou inocente. Logo, prezada ouvinte, devemos aguardar, sem precipitação, sem ansiedade, confiando em Deus e orando pelos implicados, poupando-nos diante dessa avalanche de notícias e comentários que, as mais das vezes, só provocam desconforto e inquietação em nossa mente.


Certa ocasião, durante um programa de TV, o apresentador ouviu um grupo de artistas sobre pena de morte. A maioria, ainda sob grande comoção, porque uma atriz fora assassinada, disse que era a favor da pena de morte. Contudo, quando o apresentador voltou a perguntar a cada um deles, se o criminoso fosse um familiar querido (um irmão, por exemplo), se eles o defenderiam, mudaram imediatamente de opinião. Pense nisso.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

REFLETIR E AGIR ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 ACOMPANHE AS ATUALIZAÇÕES DIARIAS DE luizarmandoff no INSTAGRAM

O advento do ESPIRITISMO em meados do século 19, numa análise racional, no que tange a sua expansão pelo Planeta não parece corresponder ao entusiasmo expresso por Allan Kardec em varias paginas de sua REVISTA. Bem verdade, como dito pelo Espirito Gabriel Dellanne em entrevista a André Luiz na noite de 20 Agosto de 1965 “nas questões do Espírito um século é pouco tempo”. Na Europa, excetuando se o AUTO DE FÉ de Barcelona que parece ter tido alguma repercussão, o ESPIRITISMO com a morte de seu Codificador, posteriormente de Léon Denis, Gabriel Dellane e Camille Flamarion o ritmo da expansão inicial foi diminuindo.


Transplantada a ideia para o Brasil segundo mensagem do próprio Kardec no final daquele século e a chegada em terras brasileiras de muitos dos que ajudaram no início como revelado pelo Espírito Emmanuel através de Chico Xavier em 1965, esbarraram no preconceito da escola religiosa dominante então; na dificuldade de acesso a livros; mais a frente na vaidade de dirigentes; nas disputas pelo poder;na pouco interiorização dos ensinos tão bem falados na catedra dos Centros Espíritas; na “igrejificação”; na forte presença das crenças católicas no comportamento observado em casas espíritas,etc


A sociedade humana, em meio às frustrações resultantes do materialismo que a entorpece desde meados do século XX, agravada essa situação pelo adensamento acelerado da população dos encarnados, precisa conhecer a proposta Espírita, pela insanidade de dirigentes politicos que parecem preferir a guerra e não a paz. Ademais, a pressão do tempo exige atitudes firmes dos que se apercebem do risco que o Espiritismo corre de ser engolido como foi o Cristianismo após se tornar reconhecido pelo Edito de Milão do Imperador Constantino.


Allan Kardec pondera: - Antes de procurar novamente não é de se fazer a aplicação daquilo que se sabe? É precisamente para dar aos homens o tempo de assimilar, de aplicar e de vulgarizar o que sabem, que a Providência põe um tempo de parada na marcha para a frente.


A história aí está para nos mostrar que as ciências não seguem marcha ascendente contínua, pelo menos ostensivamente; os grandes movimentos que fazem revolução numa ideia não se operam senão em intervalos mais ou menos afastados.


Não há estagnação por isto, mas elaboração, aplicação, e frutificação daquilo que se sabe, o que é sempre do progresso.


O Espírito humano poderia absorver sem cessar ideias novas? A própria Terra não tem necessidade de tempo de repouso antes de reproduzir? Que se diria de um professor que ensinasse todos os dias novas regras aos seus alunos, sem lhes dar o tempo de se aplicar sobre aquelas que aprenderam, de se identificar com elas e de aplicá-las? Deus seria, pois, menos previdente e menos hábil do que um professor?


Em todas as ideias novas devem se encaixar nas idéias adquiridas; se estas não estão suficientemente elaboradas e consolidadas no cérebro; se o Espírito não as assimilou, as que se quer nele implantar não tomam raiz; semeia-se no vazio. Ocorre o mesmo com relação ao Espiritismo. Os adeptos aproveitaram de tal modo o que ele ensinou até este dia, que nada tenham mais a fazer? São de tal modo caridosos, desprovidos de orgulho, desinteressados, benevolentes para os seus semelhantes; de tal modo moderaram suas paixões, abjuraram o ódio, a inveja e o ciúme; enfim, são de tal modo perfeitos que seja doravante supérfluo pregar-lhes a caridade, a humildade, a abnegação, em uma palavra, a moral? Só esta pretensão provaria a ela o quanto têm ainda necessidade dessas lições elementares, que alguns acham fastidiosas e pueris; no entanto, é somente com ajuda dessas instruções, se as colocam em proveito, que podem se elevar bastante alto para serem dignos de receber um ensinamento superior. 

O Espiritismo tende para a regeneração da Humanidade; este é um fato adquirido; ora, esta regeneração não podendo se operar senão pelo progresso moral, disto resulta que seu objetivo essencial, providencial, é a melhoria de cada um; os mistérios que pode nos revelar são o acessório, porque nos abre o santuário de todos os conhecimentos, não seríamos mais avançados para o nosso estado futuro, se não fôssemos melhores. Para admitir ao banquete da suprema felicidade, Deus não pede o que se sabe nem p que se possui, mas o que se vale e o que se terá feito de bem. 

É, pois, à sua melhoria individual que todo espírita sincero deve trabalhar antes de tudo. Só aquele que domou seus maus pendores, realmente tem aproveitado do Espiritismo e disso reserva a recompensa; é por isto que os bons Espíritos, por ordem de Deus, multiplicam suas instruções e as repetem à saciedade; só um orgulho insensato pode dizer: delas não tenho mais necessidade. Só Deus sabe quando serão inúteis, e só a ele pertence dirigir o ensino de seus mensageiros, e de proporcioná-lo ao nosso adiantamento. (RE/8/65)



Existem pessoas que matam, que fazem maldades e nunca se arrependem. Para onde elas vão depois da morte, se só usam de violência e não têm piedade do semelhante? Não seriam essas que iriam para o inferno?

Esse tema vem tratado n”O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, a partir da questão 990. Muitas vezes, nós achamos que existem pessoas, que nunca se arrependem, porque só levamos em consideração o tempo de duração desta vida – de 20, 40, 60 ou 80 anos. De fato, se esta vida fosse a única, então haveria pessoas que nunca se arrependem do mal que fizeram, porque elas não teriam tempo suficiente para se arrepender. Mas acontece que existem inúmeras existências e que um Espírito, que hoje não se arrepende do que fez, mais cedo ou mais tarde, aqui ou na Espiritualidade, despertarão para a gravidade do mal que fizeram.


A lei de Deus é tão perfeita que o arrependimento não precisa acontecer agora, hoje ou amanhã. Se, por exemplo, um indivíduo mata alguém, cometendo um crime hediondo e morre em seguida, não terá tempo de se arrepender aqui. Se o seu futuro é a eternidade e se a sua sorte foi definida após a morte, ele não teria salvação. Acontece que o arrependimento não se dá da mesma forma e nem tampouco no mesmo tempo em todos os indivíduos. Isso vai depender de seu amadurecimento espiritual. Pode haver quem se arrependa logo depois do crime, mas isso não é regra; é exceção. E, além do mais, cada um terá o seu próprio tempo para se arrepender: alguns na Espiritualidade, outros ainda precisarão de várias encarnações, necessárias para seu amadurecimento.


Se existisse o inferno de condenação eterna, como pintam as religiões, quase todos estaríamos perdidos, pois, para uma boa parte dos erros que cometemos, nem temos consciência do mal que fizemos. Que sentido teria o apelo de Jesus quando, diante de seus algozes, ainda exclamou, “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”, se essas pessoas, que usam de tanta crueldade, não tivessem outra oportunidade? Entretanto, o que chamamos de misericórdia divina é a oportunidade do arrependimento, da reparação e da regeneração, através das reencarnações.


Não basta arrepender-se. Muitos se arrependem para cometer outro crimeem seguida. Para que fiquemos quites com a própria consciência, precisamos reparar o mal que fizemos – o que, na linguagem mais simples do povo - significa, “pagar o que devemos” ou devolver o que tiramos de nossas vítimas. Não há ninguém que não se arrependa um dia, por mais distante que esteja esse dia. Ou aqui, ou depois, todos nos arrependeremos dos erros cometidos, quando tomarmos consciência dos males que eles causaram. Alguns se arrependerão mais depressa, outros demorarão muito, pois cada um tem seu próprio ritmo de progresso moral, mas a lei de Deus, que é a lei de evolução, nos proporcionará sempre oportunidade para nos arrepender.


sexta-feira, 12 de abril de 2024

DEUS ESTÁ POR TODA A PARTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

ACOMPANHE DIARIAMENTE AS

 ATUALIZAÇÕES DE luizarmandoff no

 INSTAGRAM


Como Deus tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, pode se imiscuir nos detalhes ínfimos, se preocupar com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo? Tal é a questão que se coloca frequentemente. 

Pondera Allan Kardec  que "em seu estado atual de inferioridade, os homens não podem, senão dificilmente, compreender Deus infinito, porque eles mesmos são acanhados e limitados, é porque eles o imaginam acanhado e limitado como eles; imaginam-no como um Ser circunscrito, e fazem a si mesmos dele uma imagem à sua imagem. Nossos quadros que o pintam sob os traços humanos não contribuem pouco para manter esse erro no espírito das massas, e que adoram nele a forma mais do que o pensamento. 

Para a grande maioria é um soberano poderoso, sobre um trono inacessível, perdido na imensidão dos céus, e porque suas faculdades e suas percepções são limitadas, não compreende que Deus possa ou se digne intervir diretamente nas menores coisas. Na impossibilidade em que está o homem para compreender a própria essência da Divindade, não pode dele se fazer senão uma ideia aproximada com a ajuda de comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que podem, pelo menos, mostrar-lhe a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível. Suponhamos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos, é evidente que cada molécula desse fluido produzirá sobre cada molécula da matéria com a qual está em contato, uma ação idêntica a que produziria a totalidade do fluido. É o que a química nos mostra a cada passo. 

Esse fluido, sendo sem inteligência, age mecanicamente tão-só pelas forças materiais; mas se supusermos esse fluido dotado de inteligência, de faculdades perceptivas e sensitivas, ele agirá, não mais cegamente, mas com discernimento, com vontade e liberdade; ele verá, ouvirá e sentirá. 

As propriedades do fluido perispiritual podem disso nos dar uma ideia. Ele não é inteligente por si mesmo, uma vez que é matéria, mas é o veículo do pensamento, das sensações e das percepções do espírito, consequentemente, é da sutileza desse fluido que os Espíritos penetram por toda a parte, desvendam nossos pensamentos, veem e agem à distância; é a esse fluido, chegado a um certo grau de depuração, que os Espíritos superiores devem o dom da ubiquidade; basta um raio do seu pensamento dirigido sobre diversos pontos, para que possam ali manifestar sua presença simultaneamente. 

A extensão dessa faculdade está subordinada ao grau de elevação e de depuração do Espírito. Mas os Espíritos, por elevados que sejam, são criaturas limitadas em suas faculdades, de seu poder e da extensão de suas percepções não poderiam, sob esse aspecto, se aproximar de Deus; no entanto, eles podem nos servir de ponto de comparação. 

O que um Espírito não pode cumprir senão num limite restrito, Deus, que é infinito, o cumpre em proporções infinitas. 

Há ainda esta diferença de que a ação do Espírito é momentânea e subordinada às circunstâncias: a de Deus é permanente; o pensamento do Espírito não abarca senão um tempo e um espaço circunscritos: o de Deus abarca o universo e a eternidade. Em uma palavra, entre os Espíritos e Deus há a distância do finito ao infinito. 

O fluido perispiritual não é o pensamento do Espírito, mas o agente e o intermediário desse pensamento; como é o fluido que o transmite, dele está de alguma sorte impregnado, e na impossibilidade que estamos de isolar o pensamento, parece não fazer senão um com o fluido, como o som não faz senão um com o ar, de sorte que podemos, por assim dizer, materializá-lo. Do mesmo modo que dizemos que o ar se torna sonoro, poderíamos, tomando o efeito pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente. Que seja assim ou não o pensamento de Deus, quer dizer que ele agisse diretamente ou por intermédio de um fluido, para a facilidade de nossa inteligência, nos representemos esse pensamento sob a forma concreta de um fluido inteligente enchendo o universo infinito, penetrando todas as partes da criação: a Natureza inteira está mergulhada no fluido divino, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua previdência, à sua solicitude; não há um Ser, por ínfimo que seja, que dele não esteja de alguma sorte saturado. Estamos, assim, constantemente em presença da Divindade; não há uma única de nossas ações que possamos subtrair ao seu olhar; nosso pensamento está em contato com o seu pensamento, e é com razão que se diz que Deus lê nas mais profundas dobras de nosso coração; estamos nele como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo, para estender sua solicitude sobre as menores criaturas, não tem necessidade de mergulhar seu olhar do alto da imensidão, nem deixar a morada de sua glória, porque esta morada está por toda a parte; nossas preces, para serem ouvidas por ele, não têm necessidade de transpor o espaço, nem de serem ditas com uma voz retumbante, porque, sem cessar, penetrados por ele, nossos pensamentos repercutem nele. 

A imagem de um fluido inteligente universal, evidentemente, não é senão uma comparação, mas própria para dar uma idéia mais justa de Deus do que os quadros que o representam sob a figura de um velho com longa barba, coberto com um manto. Não podemos tomar nossos pontos de comparação senão nas coisas que conhecemos; é por isto que se diz todos os dias: O olhar de Deus, a mão de Deus, a voz de Deus, o sopro de Deus, a face de Deus. 

Na infância da Humanidade, o homem toma suas comparações pela letra; mais tarde, seu Espírito, mais apto a agarrar as abstrações, espiritualiza as idéias materiais. 

A de um fluido universal inteligente, penetrando tudo, como seria o fluido luminoso, o fluido calórico, o fluido elétrico ou qualquer outro, se fossem inteligentes, tem por objeto fazer compreender a possibilidade para Deus de estar em toda a parte, de se ocupar de tudo, de velar sobre um ramo de planta como sobre os mundos. Entre ele e nós a distância está suprimida; compreendemos sua presença, e este pensamento, quando nos dirigimos a ele, aumenta a nossa confiança, porque não podemos mais dizer que Deus está muito longe e é muito grande para se ocupar de nós. Mas este pensamento, tão consolador para o humilde e para o homem de bem, é muito terrificante para o mau e os orgulhosos endurecidos, que esperam subtrair-se a ele por causa da distância, e que, doravante, se sentirão sob o aperto de seu poder. Nada impede de admitir, para o princípio de soberana inteligência, um centro de ação, um foco principal irradiando sem cessar, inundando o universo com seus eflúvios, como o sol com a sua luz. Mas, onde está esse foco? 

É provável que não esteja mais fixado sobre um ponto determinado quanto não o é a sua ação. Se simples Espíritos têm o dom da ubiquidade, esta faculdade em Deus deve ser sem limites. Deus enchendo o Universo, poder-se-ia admitir, a título de hipótese, que esse foco não tem necessidade de se transportar, e que ele se forma sobre todos os pontos onde a sua soberana vontade julga a propósito se produzir, de onde poder-se-ia dizer que ele está por toda a parte e em nenhuma parte. Diante desses problemas insondáveis, nossa razão deve se humilhar. Deus existe: disto não poderíamos duvidar; ele é infinitamente justo e bom: é sua essência; sua solicitude se estende a tudo: nós o compreendemos agora; sem cessar em contato com ele, podemos orar com a certeza de ser ouvido por ele; não pode querer senão o nosso bem, é porque devemos ter confiança nele. 

Eis o essencial; para o restante esperemos que sejamos dignos para compreendê-lo. (RE/5/66)




Eu gostaria de saber se existe corrupção no mundo espiritual. (V.M.L.)


Chamamos aqui de mundo espiritual ao plano de vida onde estão os Espíritos desencarnados, ou seja, as pessoas que viveram na Terra e desencarnaram. Não é difícil, portanto, concluir que entre essas pessoas há bons e maus, honestos e desonestos. A morte – ou seja, a passagem do Espírito desta para outra dimensão da vida – necessariamente não muda o seu caráter, embora possa contribuir para isso. Isso quer dizer que a tendência de uma pessoa, quando ainda muito arraigada à sua maneira de ser, pode não mudar com a morte ou, então, que as chances de ela mudar de repente são poucas.


Desse modo, assim como entre nós, no mundo espiritual há Espíritos com as mais diferentes tendências para o bem ou para o mal. A diferença, no entanto, é que no plano espiritual é muito mais difícil para o Espírito passar-se por honesto quando ele é corrupto. Aqui, na Terra, as pessoas se escondem sob diversas máscaras, uma vez que, de um modo geral, não somos capazes de “ver” seus sentimentos ou de adivinhar o que elas sentem ou o que estão pensando. No mundo espiritual, o Espírito mau tem dificuldade de se disfarçar, porque os traços do caráter se manifestam na forma como eles se apresentam, e todos são sensíveis aos sentimentos dos outros.


Além disso, há uma tendência natural dos bons se unirem aos bons e dos maus se unirem aos maus. Essa tendência, como explica André Luiz, está na própria lei de atração entre semelhantes. Cada Espírito cria em torno de si um campo mental que revela suas tendências morais. É esse campo de mental, que funciona à maneira de um ímã, que atrai e é atraído por outros campos mentais com vibrações semelhantes. No entanto, os maus Espíritos – ou seja, aqueles que têm tendências para a desonestidade e corrupção – podem influenciar, até com certa facilidade, os encarnados que também alimentam essas mesmas tendências.


Algumas religiões criaram as figuras teológicas do céu e do inferno, querendo dizer que no céu estão os bons e no inferno os maus. Contudo, para elas o céu e o inferno são condições definitivas para aqueles que para eles se dirigem. Já, para o Espiritismo, não há situação definitiva para ninguém, pois a felicidade ou infelicidade é uma conquista que cada um pode obter ao longo do tempo. Como a tendência é a perfeição, todos os Espíritos caminham para isso, ainda que hoje estejam numa situação bastante comprometedora. Assim, os maus não serão maus para sempre, pois a condição de maldade é uma espécie de sofrimento, de que todos, mais cedo ou mais tarde, vão procurar se libertar.


- Por outro lado, a corrupção é uma condição do espírito humano que, por estar ainda em sentimentos inferiores, dela não conseguiu se libertar. Quando o sentimento é muito profundo, só mesmo o sofrimento, através de experiências muito difíceis, pode despertar a consciência para a busca da regeneração.


quinta-feira, 11 de abril de 2024

PARADOS NO TEMPO, EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 ACOMPANHE DIARIAMENTE AS DAS ATUALIZAÇÕES DE luizarmandoff NO INSTAGRAM

Que a descoberta da reencarnação e do perispírito não pertencem, pois, ao Espiritismo, é coisa convencionada; mas, até ele, que proveito a ciência, a moral, a religião tinham retirado desses dois princípios, ignorados das massas, e permanecidos no estado de letras mortas? A pergunta e a resposta pertencem a Allan Kardec. Acrescenta que “não só os clareou, os provou e fez reconhecer como leis da Natureza, mas as desenvolveu e fez frutificar; deles já fez sair inumeráveis e fecundos resultados, sem os quais estariam ainda para se compreender uma infinidade de coisas; cada dia nos fazem compreender coisas novas, e se está longe de ter esgotado essa mina. Uma vez que esses dois princípios eram conhecidos, por que ficaram por tanto tempo improdutivos? Por que, durante tantos séculos, todas as filosofias se chocaram contra tantos problemas insolúveis? É que eram diamantes brutos que seria preciso colocar em obra: foi o que o Espiritismo fez. Ele abriu um novo caminho à filosofia, ou, dizendo melhor, criou uma nova filosofia que toma cada dia seu lugar no mundo. Estão, pois, aí resultados de tal modo nulos que é preciso se apressar em caminhar para descobertas mais verdadeiras e mais sólidas? Em resumo, de um certo número de verdades fundamentais, esboçadas por alguns cérebros de elite, e permanecidas na maioria num estado por assim dizer latente, uma vez que elas foram estudadas, elaboradas e provadas, de estéreis que eram, se tornaram uma mina fecunda de onde saiu uma multidão de princípios secundários e aplicações, e abriram um vasto campo à exploração, novos horizontes às ciências, à filosofia, à moral, à religião e à economia social. Tais são, até este dia, as principais conquistas devidas ao Espiritismo, e não fizemos senão indicar os pontos culminantes. Supondo que devessem se limitar a isso, poder-se-ia já dar-se por satisfeito, e dizer que uma ciência nova que dá tais resultados em menos de dez anos, não pode ser maculada de nulidade, porque toca a todas as questões vitais da Humanidade, e traz aos conhecimentos humanos um contingente que não é de se desdenhar. Até que esses únicos pontos tenham recebido todas as aplicações das quais são suscetíveis, e que os homens deles tenham tirado proveito, se passará ainda por muito tempo, e os espíritas que quiserem pô-los em prática por si mesmos e para o bem de todos, não deixarão de ter ocupação. Esses pontos são tantos focos de onde se irradiam inumeráveis verdades secundárias que se trata de desenvolver e de aplicar, o que se faz cada dia; porque a cada dia se revelam fatos que levantam um novo canto do véu. O Espiritismo deu sucessivamente e em alguns anos todas as bases fundamentais do novo edifício; aos seus adeptos agora cabe colocar esses materiais em obra, antes de pedir outros novos; Deus saberá bem lhos fornecer quando tiverem rematado sua tarefa. Os espíritas, diz-se, não sabem senão o alfabeto do Espiritismo; seja; aprendamos, pois, primeiro a soletrar esse alfabeto, o que não é um negócio de um dia, porque, mesmo reduzido às suas únicas proporções, escoará tempo antes de lhe ter esgotado todas as combinações e recolhido todos os frutos. Não restam mais fatos a explicar? Os espíritas não têm, aliás, a ensinar esse alfabeto àqueles que não o sabem? lançaram a semente por toda a parte onde poderiam fazê-lo? não resta mais incrédulos a converter, obsidiados a curar, consolações a dar, lágrimas a secar? É fundado dizer-se que não se tem nada mais a fazer quando não se acabou a sua necessidade, quando resta ainda tantas feridas a fechar? Aí estão nobres ocupações que valem muito a vã satisfação de dele saber um pouco mais e um pouco mais cedo que os outros. Saibamos, pois, soletrar nosso alfabeto antes de querer ler correntemente no grande livro da Natureza; Deus saberá bem nos abri-lo à medida em que avançarmos, mas não depende de nenhum mortal forçara sua vontade antecipando o tempo para cada coisa. Se a árvore da ciência é muito alta para que não possamos alcançá-la, esperemos para ali voar, que nossas asas estejam crescidas e solidamente presas, sem medo de ter a sorte de Icaro. (RE/8/65)



Vocês acham que a ciência, um dia, vai provar a existência de Deus? (Tatiane Vieira)


Difícil a resposta. Se o que nós chamamos de Deus fosse uma pessoa como nós, de carne e osso, não seria difícil localizá-lo em algum lugar do universo. Até mesmo se ele tivesse um corpo espiritual, energético, poderia ser detectável no tempo e no espaço. Entretanto, o que podemos dizer que é Deus? Não sabemos nem mesmo o que é a matéria.!... Deus é algo que escapa à nossa compreensão – o início e o fim de tudo que buscamos compreender. Não podemos atingir a compreensão do que seja perfeito, nossos sentidos e nossos aparelhos jamais poderiam detectar o transcende a natureza, pois o que transcende a natureza é a causa eficiente e o fim de tudo.


Se só a ideia de Deus já foge à nossa acanhada capacidade de entendimento, chegando às raias do absurdo por causa de nossa limitada inteligência, imagine como detectar esse absurdo pelos caminhos do raciocínio. Concepções como de onipresença (estar em tudo), onisciência (saber tudo), onipotência ( poder tudo), não são das raias da ciência, mas da filosofia. Para você entender melhor, vamos dizer que Deus seja o infinito. Ora, o infinito não tem começo nem fim. Como poderemos comprovar algo invisível e imponderável, que não sabemos onde começa e muito menos onde termina, tampouco onde está?


A ciência só trabalha com o ponderável, o palpável, o perceptível, o imediato – e nada disso é Deus, ou melhor – Deus não é nada disso. O que o cientista pode descobrir são as leis do universo e seus efeitos, que são obras de Deus. Não vendo o artista, podemos concebê-lo apenas pela sua obra. Como o cientista está sempre descobrindo novas e leis, e descobrindo novos efeitos, consequentemente, não é dificil concluir que o conhecimento do universo é inesgotável, o que nos leva a deduzir que a causa do universo é inesgotável e, portanto, só pode ser a perfeição.


Quando Kardec perguntou aos Espíritos o que é Deus, eles responderam: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Definição curta, mas diz tudo. Inteligência suprema por causa da leis da vida que são perfeitas. Causa primária, porque deve haver um princípio e um fim para tudo. No seu livro “Uma Breve História do Tempo”, o físico britânico Steven Hawking, que não é um religioso, afirma: “Se chegarmos a uma teoria completa (sobre o universo) com o tempo ela deveria ser compreensível para todos e não só para um pequeno grupo de cientistas. Então, qualquer pessoa poderia tomar parte na discussão sobre o por que da nossa existência e da existência do universo... Nesse momento, conclui Hawking, conheceríamos a mente de Deus”.


Por outro lado, o físico e matemático inglês, Paul Davies, na sua obra “A Mente de Deus”, afirma: “ Acredito que as leis naturais são engenhosas e criativas, facilitando o desenvolvimento de riqueza e diversidade na natureza. A vida é apenas um aspecto disso. A consciência é outro. Um ateu pode aceitar essas leis como um fato bruto, mas para mim elas sugerem algo mais profundo e intencional”. O que Paul Davies está dizendo em 1992 é o que Kardec já dizia em 1857, quando lançou O LIVRO DOS ESPÍRITOS.


A expressiva maioria das pessoas ainda concebe Deus como uma pessoa: daí a idéia de que o homem foi criado à semelhança de Deus. Na verdade, dizem os antropólogos, é o contrário: Deus é sempre concebido à imagem e semelhança do homem, como podemos verificar pela história religiosa de todos os povos ocidentais. Não conseguimos imaginar algo que não tenha forma, que não tenha começo nem fim. Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, um princípio criador.


Aliás, um outro físico britânico, Frank Tipler, na sua obra, “A Física da Imortalidade”, de 1994, vê Deus como esse princípio criador, organizador, com todos os atributos da perfeição. Para ele, o modo como o caos gera ordem e como todo o cosmo conspira a favor da existência do fenômeno da vida revelam atributos divinos como consciência e intenção. A vida, assim, deve ser vista como um milagre e a vida consciente – como é o caso da vida humana - o maior dos milagres da vida.