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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

PERISPÍRITO; MEDIUNIDADE E KARDEC - HOJE E SEMPRE 357



terça-feira, 20 de agosto de 2019

LOGÍSTICA INIMAGINADA E KARDEC - HOJE E SEMPRE 355


A seção Questões E Problemas da edição de agosto de 1864 da REVISTA ESPÍRITA, dedicou-se a analisar uma mensagem de Erasto recebida SOCIEDADE ESPÍRITA DE PARIS, reunião de 8 de julho, atendendo leitor da cidade de Bordeaux que, perguntara “onde o progresso, e que benefício moral foi colhido de tanto sangue derramado quando das ações dos conquistadores espanhóis no estado do México”? Descrito nas cartas de Cristóvão Colombo como “povo infinitamente superior, não só aos seus invasores, mas ainda hoje, se comparados a países civilizados”, leva o corresponde a pergunta ainda: –“Não teria sido melhor que a velha Europa tivesse ignorado o Novo Mundo, tão feliz antes dessa descoberta?”. O Instrutor Espiritual explica que “sob as aparências de uma certa bondade natural, e com costumes mais doces que virtuosos, os Incas viviam despreocupadamente, sem progredir nem se elevar. A essas raças primitivas faltava a luta; e, se batalhas sangrentas não os dizimavam; se uma ambição individual ali não exercia uma pressão soberana para lançar aquelas populações a conquistas, elas não eram menos atingidas pelo perigoso vírus que conduzia sua raça à extinção. Era preciso retemperar as fontes vitais desses Incas abastardados, dos quais os Aztecas representavam a decadência fatal, que deveria ferir todos aqueles povos. Se a essas causas inteiramente fisiológicas, juntarmos as causas morais, notaremos que o nível das ciências e das artes ali tinha igualmente ficado em prolongada infância. Havia, pois, utilidade de por esses países pacíficos no nível das raças Ocidentais. (...).. Que resta de tanto sangue derramado?, perguntam de Bordeaux. Para começar, o sangue derramado não foi tão considerável quanto se poderia crer. Ante as armas de fogo e alguns soldados de Pizarro, toda a região invadida submete-se como ante semideuses, saídos das águas. É quase um episódio da Mitologia antiga e essa raça indígena é, sob vários aspectos, semelhante às que defendiam o Tosão de Ouro”. Desenvolvendo algumas reflexões sobre a questão, Allan Kardec diz: -“Do ponto de vista antropológico, a extinção das raças é um fato positivo. Do ponto de vista da filosofia, ainda é um problema. Do ponto de vista da religião,  o fato é inconciliável com a justiça da Deus, se se admitir para o homem uma única existência corpórea para decidir seu futuro para a Eternidade. Com efeito, as raças que se extinguem são sempre raças inferiores às que as sucedem; podem ter na vida futura uma posição idêntica a das raças mais aperfeiçoadas? O simples bom senso repele esta ideia, pois, do contrário, o trabalho que fazemos para nos melhorarmos seria inútil, e valeria o mesmo para ficarmos selvagens. A não pré-existência da alma forçosamente implica, para cada raça, a criação de novas almas, mais perfeitas, ao saírem das mãos do Criador, hipótese inconciliável com o princípio de toda justiça. Ao contrário, se admitirmos um mesmo ponto de partida para todas e uma sucessão de existências progressivas, tudo se explica. Na extinção das raças, geralmente não se leva em conta senão o Ser material, único que se destrói, enquanto se esquece o Ser espiritual, que é indestrutível e apenas muda de vestimenta, porque a primeira não estava mais em relação com seu desenvolvimento moral e intelectual(...). Assim, não se deve perder de vista que a extinção das raças só atinge o corpo e em nada afeta o Espírito. Longe de sofrer com isto, ganha o Espírito um instrumento mais aperfeiçoado(...). O Espírito de um selvagem, encarnado no corpo de um sábio europeu não seria mais sábio e não saberia o que fazer de seu instrumento, cujas cordas inativas atrofiar-se-iam; o Espírito de um sábio, encarnado no corpo de um selvagem, aí seria como um grande pianista ante um piano ao qual faltassem cordas(...). O desaparecimento das raças opera-se de duas maneiras: numas, pela extinção natural, em consequência de condições climatéricas e do abastardamento, quando ficam isoladas; outras, pelas conquistas e pela dispersão, que determinam cruzamentos(...). Quanto aos indígenas do México, diremos como Erasto que não havia entre eles costumes antes doces do que virtuosos e acrescentaremos que, sem dúvida, muito poetizada sua pretensa idade do ouro. Ensina-nos a história da conquista que guerreavam entre si, o que não indica um grande respeito pelos direitos dos vizinhos. Sua idade de ouro era a da infância (...). São necessários séculos para a educação dos povos; ela não se opera senão pela transformação de seus elementos constitutivos. A França seria o que é hoje sem a conquista dos Romanos? E os bárbaros ter-se-iam civilizado se não tivessem invadido a Gália? A sabedoria gaulesa e a civilização romana, unidas ao vigor dos povos do Norte fizeram o povo francês atual. Sem dúvida é penoso pensar que o progresso, por vezes, precisa da destruição. Mas é preciso destruir as velhas cabanas, substituindo-as por casa novas, mais belas e cômodas. Alias, é preciso levar em conta o estado atrasado do Globo, onde a Humanidade está apenas no progresso material e intelectual. Quando entrar no do progresso moral e espiritual, as necessidades morais ultrapassarão as necessidades materiais(...). Ensinando-lhe a participação do elemento espiritual em todas as coisas do mundo, o Espiritismo alarga seu horizonte e muda o curso de suas ideias. Abre a Era do Progresso Moral”.







sábado, 17 de agosto de 2019

DISSIPANDO BARREIRAS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 352


Apontada por Allan Kardec a chave para acessarmos a compreensão de inúmeros ‘enígmas’, a reencarnação precisa ser estudada sem os obstáculos dos preconceitos. A seguir, alguns pontos que ampliam nosso conhecimento. 1- Afirma-se que o Hinduísmo em sua origem representava uma síntese do Pensamento Religioso guardando muita semelhança com o Espiritismo de hoje. Isso procede? O fundo dessa religião é a crença num Ser primeiro e Supremo, na imortalidade da alma e na recompensa à virtude. O verdadeiro e único Deus se chama Brahm, o qual não deve ser confundido com Brahma, criado por ele. É a verdadeira luz, que é a mesma, eterna, bem-aventurada em todos os tempos e lugares. Da essência imortal de Brahm emanou a deusa Bhavani, isto é, a Natureza, e uma legião de 1.180 milhões de Espíritos.  Entre esses Espíritos há três semideuses ou gênios superiores: Brahma, Vishnu e Shiva, a trindade dos hindus. Durante muito tempo a concórdia e a felicidade reinaram entre os Espíritos.  Mais tarde, porém, eclodiu uma revolta entre eles e vários se recusaram a obedecer. Os rebeldes foram precipitados do alto dos céus no abismo das trevas.  Deu-se, então, a metempsicose: cada planta, cada Ser foi animado por um anjo decaído. Esta crença explica a bondade dos hindus para com os animais: consideram-nos como seus semelhantes e não querem matar nenhum. 2- Mas não é o que se vê hoje. O que houve? Somos induzidos a crer que não foi senão a ação do tempo que levou tudo quanto existe de bizarro nessa religião, mal compreendida e falseada na boca do povo, a descer à posição de insana charlatanice. Basta indicar os atributos de algumas de suas principais divindades para explicar o estado atual de sua religião.  Eles admitem 333 milhões de divindades inferiores: são as deusas dos elementos, dos fenômenos da Natureza, das artes, das doenças, etc. Além disso, há os bons e os maus gênios: o número dos bons ultrapassa o dos maus em três milhões.  O que é extremamente notável é que não se encontra, entre os hindus, uma única imagem do Ser Supremo: parece-lhes demasiado grande. Dizem que toda a Terra é o seu templo e o adoram sob todas as formas. Assim, conforme os hindus, as almas tinham sido criadas felizes e perfeitas e sua decadência resultou de uma rebelião; sua encarnação no corpo de animais é uma punição.  Segundo os hindus, a alma começou pela perfeição para chegar à abjeção; a perfeição é o começo e a abjeção, o resultado. Conforme os Espíritos, a ignorância é o começo; a perfeição, o objetivo e o resultado. Seria supérfluo procurar demonstrar qual dessas duas doutrinas é mais racional e dá uma ideia mais elevada da justiça e da bondade de Deus. É, pois, por completa ignorância de seus princípios que algumas pessoas as confundem. 3- Que diferença fundamental pode ser identificada? Conforme a Doutrina Espírita, os Espíritos (ou almas) foram e ainda são criadas simples e ignorantes; é pelas encarnações sucessivas que chegam, graças a seus esforços e à Misericórdia Divina, à perfeição que lhes proporcionará a felicidade eterna.  Devendo progredir, a alma pode permanecer estacionária durante um período mais ou menos longo, mas não retrograda. O que adquiriu em conhecimento e em moralidade não se perde. Se não avança, também não recua: eis por que não pode voltar a animar os seres inferiores à Humanidade.  A metempsicose dos hindus está fundada sobre o princípio da degradação das almas.  A reencarnação, segundo os Espíritos, está fundada no princípio da progressão contínua.  Segundo os hindus, a alma começou pela perfeição para chegar à abjeção; a perfeição é o começo e a abjeção, o resultado.  Conforme os Espíritos, a ignorância é o começo; a perfeição, o objetivo e o resultado.  Seria supérfluo procurar demonstrar qual dessas duas doutrinas é mais racional e dá uma ideia mais elevada da justiça e da bondade de Deus. É, pois, por completa ignorância de seus princípios que algumas pessoas as confundem. 4- Analisando  a concepção do Espiritismo como explicar a evolução do Ser, da individualidade? Deus criou todos os Espíritos iguais, simples, inocentes, sem vícios e sem virtudes, mas com o livre-arbítrio de regular suas ações conforme um instinto, que se chama consciência, e que lhes dá o poder de distinguir o bem e o mal. Cada Espírito está destinado a alcançar a mais elevada perfeição, atrás de Deus e do Cristo. Para atingi-la, deve adquirir todos os conhecimentos pelo estudo de todas as ciências, iniciar-se em todas as verdades e depurar-se pela prática de todas as virtudes. Ora, como essas qualidades superiores não podem ser obtidas numa única vida, todos devem percorrer várias existências, a fim de adquirirem os diversos graus do saber. A vida humana é a escola da perfeição espiritual e uma série de provas. É por isso que o Espírito deve conhecer todas as condições da sociedade e, em cada uma delas, aplicar-se em cumprir a vontade divina. O poder e a riqueza, assim a pobreza e a humildade, são provas; dores, idiotismo, demência, etc., são punições pelo mal cometido numa existência anterior. Do mesmo modo que pelo livre-arbítrio o indivíduo se encontra em condições de realizar as provas a que está submetido, também pode falir. No primeiro caso, a recompensa não se fará esperar, consistindo numa progressão na perfeição espiritual. No segundo caso, recebe a punição, isto é, deve reparar em nova vida o tempo perdido na vida anterior, da qual não soube tirar vantagem para si mesmo. Antes de sua reencarnação, os Espíritos planam nas Esferas celestes: os bons gozando a felicidade, os maus entregando-se ao arrependimento, expostos à dor de serem desamparados por Deus. Mas, conservando a lembrança do passado, o Espírito se recorda das infrações aos mandamentos divinos e Deus lhe permite escolher, em nova existência, suas provas e sua condição, o que explica por que, muitas vezes, encontramos nas classes inferiores da sociedade sentimentos elevados e entendimento desenvolvido, ao passo que nas classes superiores encontramos tendências ignóbeis e Espíritos embrutecidos.



INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS; NOVA FÉ E KARDEC - HOJE E SEMPRE 351