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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O MUNDO INVISÍVEL, O ESPÍRITO E KARDEC - HOJE E SEMPRE 55













domingo, 14 de outubro de 2018

MAGNETISMO E FLUIDOS ESPIRITUAIS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 54


A questão dos Fluidos magnético/espirituais ganhou nos últimos anos bastante espaço entre as pesquisas e discussões dos estudiosos dos procedimentos e assistência espiritual em nome do Espiritismo. Na squencia algumas informações destacadas da impecável obra do Allan Kardec. A visão do Espiritismo sobre Fluidos não consiste apenas numa explicação mais objetiva da oferecida por Mesmer? Apenas no que tange ao Fluido emanado pelo corpo físico. Afirma que o Corpo Espiritual ou Perispírito também emana um fluido denominado por ele Fluido Perispiritual. Considera que suas propriedades podem dar uma ideia de como age. Diz, por exemplo, ser ele matéria e veículo do pensamento, sensações e percepções do Espírito, que, com seu grau de depuração e elevação, determina o poder de tal fluido. Acrescenta que o Fluido Perispiritual não é o pensamento do Espírito, mas agente e intermediário desse pensamento. Por transmiti-lo, dele está, de certo modo, impregnado e, na impossibilidade em que nos achamos de isolar o pensamento, ele parece ser um com o fluido, assim como o som parece ser um com o ar. (G) Sendo então personalizado conforme a individualidade, o que determina suas características? As qualidades do fluido perispiritual estão na razão direta das qualidades morais do Espírito encarnado ou desencarnado; quanto mais elevados forem os sentimentos e desprendidos das influências da matéria, mais depurado será seu fluido.  Conforme os pensamentos que o dominam, o encarnado irradia fluidos impregnados desses mesmos pensamentos, que o viciam ou saneiam, fluidos realmente materiais que apesar de impalpáveis, invisíveis aos olhos do corpo, são perceptíveis pelos sentidos perispirituais e visíveis pelos olhos da alma, pois impressionam fisicamente, produzindo efeitos muito diferentes para, por exemplo,  os que são dotados da vidência. (RE;5/1867) Produz dessa forma muitos efeitos? Afirma Allan Kardec que o Fluido Perispiritual seria, por exemplo, uma das causas das simpatias e antipatias entre pessoas que se veem pela primeira vez. Isso por que  “o períspirito irradia ao redor do corpo uma espécie de atmosfera impregnada das qualidades boas ou más do Espírito encarnado. Duas pessoas que se encontram experimentam, pelo contato dos fluidos, a impressão da sensitiva; impressão agradável ou não, pelo fato dos fluidos tenderem a confundir-se ou repelir-se, segundo sua natureza semelhante ou dessemelhante”. (OQE, 125) Esse sentimento é efeito de uma lei física: a lei da assimilação e da repulsão de fluidos. O pensamento maldoso, por exemplo, emite uma corrente fluídica que provoca uma sensação desagradável. Já o bondoso envolve com uma sensação agradável. Daí, a diferença de sensações que sentimos com a aproximação de um amigo ou de um inimigo. (ESE 12:3) Como se dá a ação desse fluido? Quem quer que alimente pensamentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, animosidade, falsidade, hipocrisia, malevolência, numa palavra, pensamentos colhidos na fonte das más paixões, espalha em torno de si eflúvios fluídicos perturbadores, que reagem sobre os que o cercam. (...).  Se se considerar que pensamentos atraem pensamentos da mesma natureza, que os fluidos atraem fluidos similares, compreende-se que cada indivíduo traga consigo também um cortejo de Espíritos simpáticos, bons ou maus, e que, assim, o ar seja saturado de fluidos compatíveis com os pensamentos que predominam. Pensamentos maus em minoria, não impedem que as boas influências se produzam, pois estas os neutralizam.  Se dominarem, enfraquecerão a radiação fluídica dos bons Espíritos ou mesmo, por vezes impedirão que os bons fluidos penetrem nesse meio, como o nevoeiro enfraquece ou detém os raios do Sol. (RE; 5/1867)












quinta-feira, 11 de outubro de 2018

GRAVE PROBLEMA DAS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 50



Naturalmente, a resposta à questão 459 – os Espíritos influenciam em vossos pensamentos e atos muito mais que imaginais e, invariavelmente são eles que vos conduzem -, d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, abriu caminho para diversas reflexões e deduções de Allan Kardec, posteriormente referendadas pela Equipe Espiritual que o assessorava ou confirmadas pelos inúmeros relatos a ele enviados por leitores e correspondentes de várias partes da Europa e Norte da África. Tal revelação possibilita a compreensão de muitos fatos observados ao longo da História da Humanidade. Em 1969, o erudito espírita Wallace Leal Rodrigues assinou o prefácio de obra por ele traduzida do original organizado pela União Espírita da Bélgica intitulada A OBSESSÃO, segundo consta na folha de rosto, empresa em francês com a aprovação do próprio Espírito de Allan Kardec em comunicação datada de seis de setembro de 1950. O livro consiste numa compilação de artigos publicados ao longo de vários anos nos números da REVISTA ESPÍRITA, abordando vários aspectos do fenômeno a que todos estamos expostos. Compulsando-lhe as páginas, recolhemos alguns dados interessantes que reproduziremos a seguir para ampliação do nosso entendimento do problema: 1- O homem que vive em meio ao Mundo Invisível está incessantemente submetido a essas influências, do mesmo modo que às da atmosfera que respira. 2- Essa influências se traduzem por efeitos morais e fisiológicos, dos quais não se dá conta e que, frequentemente, atribui a causas inteiramente contrárias. 3- Essas influências diferem, naturalmente, segundo as boas ou más qualidades do Espírito. Se ele for bom e benevolente, a influência será agradável e salutar; como as carícias de uma terna mãe, que toma o filho nos braços. Se for mau e perverso, será dura, penosa, de ânsia e por vezes perversa: não abraça – constringe. 4- Vivemos num oceano fluídico, incessantemente a braços com correntes contrárias, que atraímos ou repelimos, e às quais nos abandonamos, conforme nossas qualidades pessoais, mas em cujo meio o homem sempre conserva o seu livre arbítrio, atributo essencial de sua natureza, em virtude do qual pode sempre escolher o caminho. 5- Isto é inteiramente independente da faculdade mediúnica, tal qual esta é vulgarmente compreendida. 6- Estando a ação do Mundo Invisível, na ordem das coisas naturais, ele se exerce sobre o homem, abstração feita de qualquer conhecimento espírita. Estamos a ela submetidos como o estamos à ação da eletricidade atmosférica, mesmo sem saber física, como ficamos doentes, sem conhecer medicina. 7- Assim como a física nos ensina a causa de certos fenômenos e a medicina a de certas doenças, o estudo da ciência espírita nos ensina a dos fenômenos devidos às influências ocultas do Mundo Invisível e nos explica o que, sem isto, perecerá inexplicável. 8- A ação dos maus Espíritos, sobre as criaturas que influenciam, apresenta nuanças de intensidade e duração extremamente vaiadas, conforme o grau de malignidade e de perversidade do Espírito e, também, de acordo com o estado moral da pessoa, que lhe dá acesso mais ou menos fácil. Por vezes, tal ação é temporária e acidental, mais maliciosa e desagradável que perigosa. 9- A mediunidade é o meio direto de observação. O médium – permitam-nos a comparação – é o instrumento de laboratório pelo qual a ação do mundo invisível se traduz de maneira patente. E, pela facilidade oferecida de repetição das experiências, permite-nos estudar o modo e as nuanças desta ação. Destes estudos e observações nasceu a ciência espírita. 10- Todo individuo que, desta ou daquela maneira, sofre a influência dos Espíritos, é, por isto mesmo, médium. Por isso pode dizer-se que todo mundo é médium. Mas, é pela mediunidade efetiva, consciente e facultativa, que se chegou a constatar a existência do Mundo Invisível e, pela diversidade das manifestações obtidas ou provocadas, que foi possível esclarecer a qualidade dos seres que o compõem e o papel que representam na natureza. O médium fez pelo Mundo Invisível o mesmo que o microscópio pelo Mundo dos infinitamente pequenos”.