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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

INVERSÕES SEXUAIS E EXERCÍCIO DA SEXUALIDADE



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

PROGRESSO DA HUMANIDADE

Tempo difíceis esses pelos quais a Humanidade presente no Planeta Terra atravessa Apesar dos avanços tecnológicos, as pessoas se mostram mais insensíveis para a dor e dificuldades do semelhante. Estamos, ao que tudo indica, nos aproximando cada dia mais de um conflito militar sem precedentes considerando o poderio militar exibido pelas grandes potências do Mundo. Na sequência, o professor José Benevides Cavalcante nos conduz a algumas reflexões a partir de questão proposta por leitor que indaga: -Não percebo que esteja havendo um progresso moral significativo na Humanidade. O materialismo aumenta em lugar de diminuir. O homem está mais voltado para os valores materiais e a religião para ele parece ser uma simples muleta de que se vale apenas no momento de necessidade. Depois, encosta a muleta e volta-se de novo para sua rotina materialista, sem compromisso com o semelhante, acomodando-se nas ilusões do mundo e pondo seu interesse apenas no poder e na riqueza. Estamos, de fato, vivendo um momento muito propício para a intensificação do materialismo. Mas o Espiritismo acredita na vitória do Espírito, porque acredita na evolução. Certamente, o homem progrediu intelectualmente, porque, na escala de suas necessidades, teve que desenvolver mais a inteligência para escapar do perigo e conseguir os meios de sobrevivência por meios violentos. Com isso, o sentimento perdeu terreno. As realizações do "homo faber" não foram acompanhadas de um progresso moral correspondente; enquanto isso, ele aprendeu a fabricar muitas coisas, mas não as soube utilizar convenientemente para o bem da coletividade. Não desenvolveu a solidariedade, permanecendo escravo de seu vil egoísmo. Hoje sofre as consequências do intensivo progresso material dos últimos anos, confinado em espaços cada vez menores, acomodando-se ao conforto da cidade, esvaziando o campo, extasiado ante o fenômeno ameaçador da globalização, numa vida de intensa competição e muito pouco humanismo. O individualismo cresce, transmudando-se em atos de extrema e generalizada violência, agravada pelo uso das drogas, porque o homem, de uma maneira geral, está iludido com o poder e com a riqueza, pensando que, passando por cima dos outros, desrespeitando a vida e as pessoas, será feliz sozinho no seu mundo. É como se nós, Humanidade, fôssemos passageiros de um grande transatlântico, que estivesse em alto mar atravessando ameaçadora tempestade. Ninguém pretende abrir mão do conforto da viagem, mas, ao mesmo tempo, todos estão alertas para conseguir o salva-vidas no momento propício e, para isso, não se importam em ferir ou matar, desde que se salvem. Daí a violência de nosso tempo. Mas tudo não passa de uma fase crítica de rápidas transformações (tempestade), em que as estruturas do passado estão sendo demolidas para darem lugar a outras que ainda não se ergueram, pois, como lemos em "Lei de Progresso", capítulo de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, o progresso é inevitável. A linha da evolução não é reta e, muitas vezes, para que a coletividade avance num sentido, ela precisa recuar em outro. Por isso, em várias ocasiões, é preciso que a situação chegue ao limite do tolerável para começar a mudar; o interesse do homem por valores espiritualmente elevados sempre acontece em momentos decisivos. Daí as grandes comoções sociais e outros fenômenos cíclicos a que se refere Allan Kardec no capítulo citado, que lhe indicamos para leitura.

sábado, 9 de dezembro de 2017

KARDEC E A REENCARNAÇÃO

Os que se detém a estudar a obra construída pelo educador Allan Kardec não consegue encontrar um ponto passível de dúvida. Ele fosse qual o assunto procurava cercar todos os aspectos capazes de gerar dúvida estabelecendo polemicas entre os que buscam esclarecimentos ou respostas para os variados temas em que o Espiritismo toca. O meio século de vida cumprido quando se interessou pela fenomenologia em torno daquilo que confirmaria ser a intervenção do Mundo Espiritual no Mundo Material através do instrumento chamado médium, o qualificaram para a construção do alicerce da proposta que pretende resgatar no seu verdadeiro, amplo e profundo os ensinamentos de Jesus. Um dos tópicos esquecidos por treze séculos pela imposição da escola religiosa dominante no lado Ocidental do Planeta, a reencarnação, não foi de imediato aceito por ele, apesar de constituir-se numa das abordagens dos Espíritos que o orientavam e municiavam de revelações surpreendentes. No número de abril de 1860 da REVISTA ESPÍRITA, ele confirma isso, explicando seu desinteresse, a princípio, pela inusitada informação. O princípio, por sinal, continua a encontrar resistência nos meios acadêmicos para ser considerado, provavelmente pelos atavismos que todos carregam das proibições em se discutir a questão. Interessantes confirmações vão, contudo, sendo apresentados por pesquisadores. Ian Stevenson, Hemendras Banerjee, Hernani Guimarães Andrade legaram interessante acervo em torno das memórias extracerebrais. Os profissionais da saude mental Brian Weiss, Helen Wambach, Edith Fiore, entre outros, vasculharam memórias de vidas passadas de pacientes a procura da origem de transtornos físico/mentais. Mas Allan Kardec também resistiu a princípio.Explica ele: - Em suma, o grande critério do ensino dado pelos Espíritos é a lógica. Deus nos deu a capacidade de julgar e a razão para delas nos servirmos; os Espíritos bons no-las recomendam, nisto nos dando uma prova de superioridade. Os outros se guardam: querem ser acreditados sob palavra, pois sabem muito bem que no exame têm tudo a perder. Como se vê, temos muitos motivos para não aceitar levianamente todas as teorias dadas pelos Espíritos. Quando surge uma, limitamo-nos ao papel de observador; fazemos abstração de sua origem espírita, sem nos deixar fascinar pelo brilho de nomes pomposos; examinamo-la como se emanasse de um simples mortal e vemos se é racional, se dá conta de tudo, se resolve todas as dificuldades. Foi assim que procedemos com a doutrina da reencarnação, que não tínhamos adotado, embora vinda dos Espíritos, senão após haver reconhecido que ela só, e só ela, podia resolver aquilo que nenhuma filosofia jamais havia resolvido, e isso abstração feita das provas materiais que diariamente são dadas, a nós e a muitos outros. Pouco nos importam, pois, os contraditores, ainda que sejam Espíritos. Desde que ela seja lógica, conforme à justiça de Deus; que não possam substituí-la por nada de mais satisfatório, não nos inquietamos mais do que os que afirmam que a Terra não gira em torno do Sol – porquanto há Espíritos que se julgam sábios – ou que pretendem que o homem veio completamente formado de um outro mundo, transportado nas costas de um elefante alado.




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CICLOS EVOLUTIVOS

Se os Espíritos ainda não dizem tudo abertamente, não é por que haja na Doutrina mistérios reservados a privilegiados, nem por que coloquem a candeia debaixo do alqueire. Mas porque cada coisa deve vir no tempo oportuno. Eles dão a cada ideia o tempo de amadurecer e de se propagar antes de apresentarem uma outra, e dão aos acontecimentos o tempo de lhes preparar a aceitação. (ESE) O comentário feito por Allan Kardec vai à medida que o tempo passa se confirmando. As ditas OBRAS BÁSICAS do Espiritismo após um século foram ampliadas, sobretudo, pela contribuição do Espírito conhecido como André Luiz através da série NOSSO LAR.  Quando do aparecimento dos primeiros trabalhos do Espírito Ramatís pelo médium Hercílio Maes de Curitiba, Paraná, espíritas mais conservadores foram ouvir a opinião do Orientador Espiritual Emmanuel através de Chico Xavier que ofereceu surpreendentes e reveladoras respostas resgatadas décadas depois pelo pesquisador Eduardo Carvalho Monteiro e incluídas no seu livro SALA DE VISITAS DE CHICO XAVIER. Ali, o responsável pelo trabalho do médium mineiro fala em Ciclos Evolutivos. Na sequência alguns elementos para reflexões:1- A Terra, em sua constituição física propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso. É possível ter se uma ideia de como? Cada período de atividade e cada período de repouso da matéria planetária, pode ser calculado, cada um, em 260.000 mil anos.  Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.  Assim sendo, os grandes Instrutores da Humanidade, nos Planos Superiores, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil foram empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.  Logo em seguida surge o desenvolvimento das grandes raças que dizem respeito à evolução do Espírito domiciliado na Terra.  Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária temos sempre grandes transformações de 28 em 28 mil anos.  Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra cujos traços se perderam por causa de seu primitivismo.  Logo em seguida podemos considerar a grande raça Lemuriana como portadora de uma inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do Espírito.  Em seguida aos 28.000 anos de trabalho Lemuriano - chegamos ao grande período da raça Atlântida, com outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável, cujas últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da Civilização Atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos antes da Grécia de Sócrates.  2- Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana. (SVCX) O Espiritismo afirma que a evolução é a razão da existência do Espírito. Da condição de  princípio inteligente à de Espírito e de Humanização, esse processo se desenvolve em linha reta? A lei circular preside todos os movimentos do mundo; ela rege as evoluções da Natureza, as da História e da Humanidade. Cada Ser gravita num círculo, cada vida descreve um circuito, toda a história humana se divide em ciclos. Os dias, as horas, os anos, os séculos rolam na órbita do Espaço e do tempo e renascem, pois o seu objetivo, se há um, é precisamente o de retornar ao seu princípio.  Os ventos, as nuvens, as águas, as flores, a luz seguem a mesma lei.  O vapor eleva-se para as alturas; forma as nuvens, verdadeiros oceanos suspensos sobre nossas cabeças.  As nuvens que planam, mares imensos e móveis, fundem-se em chuvas e tornam-se novamente os rios, os riachos que já foram. É, portanto, a lei, a lei da Natureza e a da Humanidade.Todo Ser já existiu; ele renasce e sobe, evolui, assim, numa espiral cujas órbitas vão aumentando cada vez mais, e é por isso que a História toma um caráter cada vez mais universal. (LD;OGE)

domingo, 3 de dezembro de 2017

NÃO CORRESPONDE

Nestes tempos de tanta disponibilidade de informações alguns religiosos se valem das limitações culturais e de acesso a tecnologia para propalar informações erradas. É o caso da que será esclarecida pelo professor José Benevides Cavalcante (FUNDAMENTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA, eme) na sequencia. É verdade que Jesus foi o fundador da Igreja Católica e Pedro seu primeiro papa? Esta é, pelo menos, a versão que a Igreja passa para seus fiéis e proclama para o Mundo todo, mas não corresponde precisamente ao que se passou na História. Jesus, na verdade, não fundou religião alguma. Muitos estudiosos da religião o consideram um moralista e não um religioso. Isto porque iniciou um movimento de moralização da sociedade, através da transformação do homem; tratava-se de uma visão nova de religiosidade, onde a relação do homem com Deus (religião) devia ser precedida da relação do homem com o homem (moral) através da fraternidade: "Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros". Segundo Mateus (16:18), ele teria delegado a Pedro a liderança na continuidade dessa missão, mas Will Durant, in "CESAR E CRISTO", afirma que "essa passagem é tida como enxerto", posteriormente acrescentada ao Evangelho de Mateus por motivos óbvios. A propósito, Pinheiro Martins, in "HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO", vê com estranheza o fato de Marcos, autor do Evangelho mais antigo, não fazer nenhuma referência a essa suposta delegação de Jesus a Pedro, uma vez que Marcos (João Marcos) fora íntimo de Pedro e servira como intérprete do Apóstolo, quando este pregava aos Gentios. Quanto ao movimento moralizador, iniciado por Jesus, em nada se parecia com as religiões formais da época, nem mesmo com o judaísmo (ele combatia ardorosamente os religiosos, principalmente os fariseus) , pois sua doutrina era de cunho estritamente moral, simples e direta, sem dogmas, cultos, sacerdotes, templos ou qualquer tipo de adoração exterior. No entanto, quem, de fato, assumiu a liderança do movimento depois chamado cristão, após a sua morte, foi Saulo de Tarso (depois, Paulo, considerado por muitos como o fundador do Cristianismo, face às novas características que o movimento foi tomando), antigo perseguidor de seus adeptos. Jesus, certamente, buscou Paulo, na falta de alguém mais preparado e arrojado, por causa de sua cultura e de seu caráter íntegro. Todavia, o movimento, que se seguiu a Jesus, passou a tomar características religiosas comuns, por influência dos próprios cristãos, que vinham do Judaísmo, e de outras religiões da época. Foi quando se consolidou o Cristianismo propriamente dito, marcado por implacáveis perseguições e cruéis martírios, em face da intolerância dos romanos e também por aguerridos conflitos internos, até porque os próprios cristãos não se entendiam sobre vários pontos da religião., principalmente em relação à natureza do Cristo. Nos dois primeiros séculos, esse movimento se organizou com muita dificuldade e sacrifícios, formando as igrejas locais (ekklesía, ecclesia = assembleia) com seus padres e bispos, e assumindo a feição de religião sacerdotal com ofícios litúrgicos, no que se assemelhava ao Judaísmo. Houve tentativas de organização e centralização do comando do movimento, em face da existência de vários bispos, que assumiam indiscutíveis lideranças. "A palavra papa (pai) era, nos primeiros séculos, aplicada a qualquer bispo cristão, como ao papa Clemente, que aparece como autor de uma carta, escrita em 96, à Igreja de Corinto". Contudo, a Igreja Católica Romana, com a estrutura dogmática que ela tem hoje, só se consolidou posteriormente, no século IV, a  partir do Concílio de Nicéia, no ano 325 depois de Cristo, com o Imperador Constantino, já na fase de declínio do império. Depois de declarar o Cristianismo crescente como religião oficial, estabeleceu sua sede definitiva em Roma, determinando-lhe uma estrutura adaptada do Estado e da religião romana, como o próprio título de Sumo Pontífice, "que era usado para designar a autoridade do Imperador como chefe da religião cívica", segundo o historiador Edward M. Burns, in "HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL". Com o Imperador Constantino ficaram assentadas as bases de uma igreja única e universal (católica), ao mesmo tempo em que eram declaradas heresias todas as ideias que não se coadunassem com os pontos estabelecidos no "CREDO DE NICÉIA". A partir de então, os cristãos, de dominados, passaram a dominadores e a Igreja Romana passou a exercer a sua grande hegemonia.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A DINÂMICA DA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

A ideia do Deus humanizado de Moises permanece presente em todos aqueles que imaginam que o Criador mantem-se próximo de cada uma de suas criaturas acompanhando seus atos para compensá-la ou puní-las. Mas seria possível que os 7,5 bilhões de seres humanos tivesse próximo constantemente a eles a Divindade? A lógica do raciocínio diz que não. Nesse sentido a visão evolucionista do Espiritismo sugere que os mecanismos da evolução contam com um recurso que vai se aprimorando a medida que o Ser evolui. Na sequencia três respostas que podem ampliar nosso entendimento a respeito. Reconhecendo que a Deus se deve todo movimento no contexto Universal, é possivel, segundo a Espiritualidade, saber como se desenvolveu na Individualidade humana o mecanismo da lei de Causa e Efeito? A mônada vertida do Plano Espiritual sobre o Plano Físico atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando, assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão. (...) Através do nascimento e morte da forma, sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta (...) Nas regiões extrafísicas, essa consciência incompleta prossegue elaborando o seu veículo sutil, correspondente ao grau evolutivo em que se encontra, (..) tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que automatiza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-os na tessitura da própria alma.Para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o Ser, automatizado em seus impulsos, na romagem para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, em que a civilização elementardo sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos. Isso é perfeitamente verificável na desintegração natural de certos elementos radioativos na massa geológica do Globo. O processo de construção da denominada consciência começou em fases pré-humanas? Através dos estágios nascimento / experiência / morte / experiência / renascimento, nos Planos Físico e Extrafísico, as crisálidas de consciência, dentro do princípio de repetição, respiram sob o Sol como seres autótrofos no Reino Vegetal, onde as células, nas espécies variadas em que se aglutinam, se reproduzem de modo absolutamente semelhante. Nesse domínio, o princípio inteligente, servindo-se da herança e por intermédio das experiências infinitamente recapituladas, habilita-se à diferenciação nos flagelados, ascendendo progressivamente à diferenciação maior na escala animal, onde o corpo espiritual, à feição de protoforma humana, já oferece moldes mais complexos, diante das reações do sistema nervoso, eleito para sede dos instintos superiores, com a faculdade de arquivar reflexos condicionados. (EDM)7 Os milhares de depoimentos dos que se veem diante das surpresas da morte dão conta que o Espírito razoavelmente evoluído desequilibra-se diante do encontro consigo mesmo. Como entender isso? Quando os acontecimentos da morte se realizam, é que a criatura humana desencarnada, plenamente renovada em si mesma, abandona o veículo carnal a que se jungia; contudo, muitas vezes intimamente aprisionada ao casulo dos seus pensamentos dominantes, quando não trabalhou para renovar-se, nos recessos do Espírito, passa a revelar-se em novo peso específico, segundo a densidade da vida mental em que se gradua (EDM, 11) Trazemos na própria consciência o arquivo indelével dos nossos erros. (OBE, 7) Doentes, ouvimos vozes internas, ansiosos, amargurados.  Desejaríamos desfazermo-nos do pretérito, pagaríamos pelo esquecimento qualquer preço, ansiamos fugir de nós mesmos, mas em vão: sempre as mesmas recordações atrozes vergastando-nos a consciência. (NMM, 12)


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

POPULAÇÃO ESPIRITUAL DA TERRA E A MISSÃO DO ESPIRITISMO



MORTE DE CINCO CRIANÇAS POR OUTRA DE DOZE ANOS

A notícia foi destaque na edição de 20 de outubro de 1857 do jornal GAZETA DE SILÉSIE pela violência e impacto da tragédia que se abateu sobre duas famílias da localidade: a morte de 5 crianças – um menino e quatro meninas de quatro a nove anos -, por uma outra de apenas 12 anos. Convidados a brincar com o mais velho reconhecidamente de mau caráter, entraram aos risos comprimidos num baú guardado numa casinha de jardim de um dos pais, ali sendo trancados pelo mentor da ideia que também sentou-se sobre a tampa, acompanhando os gritos, depois os gemidos e, por fim, o silêncio das inocentes crianças abrindo a tampa e verificando que estavam vivos, fechando-a de novo indo brincar com um papagaio de papel. Os pais quando se deram conta do desaparecimento dos filhos e se desesperaram ao encontrá-los no baú, após demoradas buscas. Uma das crianças ainda vivia, porém não tardou a expirar. Denunciado pela garota que o vira sair do jardim, o jovem H... confessou o crime com o maior sangue-frio, sem manifestar qualquer arrependimento. No mês de outubro do ano seguinte -  1858 -,Allan Kardec incluiu na pauta da REVISTA ESPÍRITA, uma entrevista com a irmã de um médium da Sociedade Espírita de Paris, morta aos 12 anos, Das perguntas e respostas obtidas, destacamos algumas das revelações oferecidas pela entidade. –Que motivo teria levado uma criança dessa idade a cometer uma ação tão atroz e com tanto sangue-frio? – A maldade não tem idade; é ingênua na criança e raciocinada no homem adulto. 3. Quando a maldade existe numa criança que não raciocina, não denotará a encarnação de um Espírito muito inferior?– Nesse caso, procede diretamente da perversidade do coração; é seu ppróprio Espírito que o domina e o impele à perversidade. Qual poderia ter sido a existência anterior de semelhante Espírito?. – Horrível. Em sua existência anterior ele pertencia à Terra ou a um mundo ainda mais atrasado? – Não o vejo bem; contudo, devia pertencer a um Orbe bem mais inferior do que a Terra. Nessa idade tinha perfeita consciência do crime que cometia? Como Espírito, será responsabilizado por ele?– Tinha a idade da consciência, e isso basta. Observação – Uma observação é feita a propósito da palavra ousadia, de que se serviu o Espírito, bem como dos exemplos citados, que dizem respeito à situação dos Espíritos que se acharam em Mundos muito elevados para eles, e que foram obrigados a regressar a outro mais compatível com a sua natureza. A tal respeito, uma pessoa observou ter sido dito que os Espíritos não podem regredir. Com efeito, os Espíritos realmente não podem retrogradar, no sentido de que não é possível perder o que adquiriram em ciência e em moralidade; mas podem decair em posição. Um homem que usurpa uma posição superior à que lhe conferem suas capacidades ou sua fortuna pode ser constrangido a abandoná-la e a voltar à sua posição natural; ora, não é a isso que se pode chamar decair, pois que ele apenas retorna à sua esfera, de onde havia saído por ambição e orgulho. Ocorre a mesma coisa em relação aos Espíritos que querem se elevar muito depressa em mundos onde se acham deslocados. Os Espíritos superiores também podem encarnar em mundos inferiores, para cumprir uma missão de progresso, e a isso não se pode chamar de regressão, porque é devotamento. Em que a Terra é superior ao mundo ao qual pertencia o Espírito de quem acabamos de falar? – Nele há uma fraca ideia de justiça: é um começo de progresso. Disso resulta não haver, em Mundos inferiores à Terra, nenhuma ideia de justiça? – Não; os homens ali vivem apenas para si e não têm por móvel senão a satisfação das paixões e dos instintos.. Qual será a posição desse Espírito numa nova existência? – Se o arrependimento vier apagar, se não inteiramente, mas pelo menos em parte, a enormidade de suas faltas, então ficará na Terra; se, ao contrário, persistir no que chamais de impenitência final, irá para um lugar onde o homem se nivela com os animais. Dessa forma, pode encontrar na Terra os meios de expiar suas faltas sem ser obrigado a regressar a um Mundo Inferior?– O arrependimento é sagrado aos olhos de Deus, porquanto é o homem que a si mesmo se julga, o que é raro no vosso Planeta.

domingo, 26 de novembro de 2017

BUSCANDO ENTENDER

A vida vai nos surpreendendo a cada momento com fatos estarrecedores. Violência doméstica ou no transito, acidentes, suicídios inexplicáveis, homicídios... Tão impactantes que muitos chegam a duvidar da existência de Deus. O Espiritismo pode nos ajudar diante desses tormentosos acontecimentos? Na sequência o professor José Benevides Cavalcante (FUNDAMENTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA, eme) nos oferece elementos para reflexões a partir da questão-problema proposto por um leitor: Um grupo de crianças morre carbonizada numa creche, após um incêndio no berçário, salvando-se apenas uma criança que escapou ilesa. Tem-se a notícia de que o sinistro ocorreu porque os funcionários deixaram um aquecedor ligado no chão, perto de material inflamável e que naqueles momentos não havia ninguém por perto para tomar conta das crianças. Uma tragédia que deixou os pais desesperados e a população da cidade revoltada, comovendo todo o País. Pergunto: se essas crianças tinham que morrer nessa tragédia, de quem é a culpa? Os funcionários, que pecaram por negligência, teriam sido intuídos pelos Espíritos para que a tragédia ocorresse? Podemos, pela Lei da Reencarnação, justificar o fato, porque esse tipo de morte estava no carma desses Espíritos? Nunca há justificativa para o mal causado. Na Lei Divina, todos respondem objetivamente pelos erros cometidos, uns diante dos outros e cada um consigo mesmo, arcando com as consequências. Se, de fato, houve negligência - e não somos nós que vamos fazer esse julgamento - as pessoas envolvidas não serão apenas rés da justiça humana, mas sujeitos passivos na Justiça Divina. O Espiritismo vê com muita clareza, embora nem sempre seja fácil para nós explicar os mecanismos, a Lei do Retorno, que não existe para castigar ninguém, mas para ensinar o Espírito a conviver, a ser responsável e prudente nas suas decisões e nos seus atos. É fato que Jesus nos ensinou a compreensão e o perdão, mas igualmente nos ensinou a responsabilidade e o compromisso uns com os outros, de modo que o perdão de Deus não significa ignorar o erro, mas proporcionar ao infrator a possibilidade de arrependimento, reparação e reaprendizagem. Com relação às crianças desencarnadas, também sabemos que o fato não ocorreu por acaso na sua experiência evolutiva; algo tem a ver com o passado. Antes de reencarnar, os Espíritos, em resgate coletivo, tomam ciência dos riscos a que estão expostos, das formas pelas quais podem desencarnar, mas o fato em si não está determinado, pois dependem de circunstâncias várias em suas vidas. Por outro lado, seria absurdo conceber que as pessoas que causaram o acidente por negligência ou irresponsabilidade, e não por vontade deliberada, tivessem reencarnado com esse objetivo, ou seja, tivessem sido instrumentos da Espiritualidade para o cumprimento da Lei. É possível que esses funcionários tenham ligações anteriores com essas crianças, mas o acidente em si, com certeza, surgiu das circunstâncias ocasionadas pela soma de suas fraquezas morais, pelas quais, cedo ou tarde, vão ter que responder.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

FALANDO DE SAÚDE

A proliferação das chamadas reuniões de cura em muitas Instituições Espíritas gera expectativas equivocadas em muitas pessoas. Mas o que o Espiritismo tem a dizer sobre a saúde. Alinhamos na sequencia alguns tópicos e questões para reflexões: 1- Se dividirmos os males da vida em duas categorias, uma a dos que o homem não pode evitar, e outra das atribulações que ele mesmo provoca por sua falta de cuidado e excessos, veremos que esta última é muito mais numerosa que a primeira”. (ese)“ 2- Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua Lei (de DEUS), que não tenha consequências forçosas e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis”. (ESE) 3- “O homem não é, portanto, punido sempre, ou completamente punido, na sua existência presente, mas, jamais escapa às consequências de suas faltas” (...). (ESE) 4- “Quando nos elevamos, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, compreendemos que a cada um é dado o que merece”. (ESE) Saúde: como defini-la a partir de uma visão espiritual do Ser humano? Em todos os Planos do Universo, somos Espírito e manifestação, pensamento e forma. Todo mal praticado conscientemente expressa de algum modo, lesão em nossa consciência e toda lesão dessa espécie determina distúrbio ou mutilação no organismo que nos exterioriza o modo de ser. Todos os estados acidentais das formas de que nos utilizamos, no espaço e no tempo, dependem, assim, do comando mental que nos é próprio. A Medicina há de considerar o doente como um todo psicossomático, se quiser realmente investir-se da arte de curar. (AR, 19) Da mente clareada pela razão, sede dos princípios superiores que governam a individualidade, partem as forças que asseguram o equilíbrio orgânico, por intermédio de raios ainda inabordáveis à perquirição humana, os quais vitalizam os centros perispiríticos, em cujos meandros se localizam as chamadas glândulas endócrinas, que, a seu turno, despedem recursos que nos garantem a estabilidade do campo celular. Nas criaturas encarnadas esses elementos se consubstanciam nos hormônios diversos que atuam sobre todos os órgãos do corpo físico, através do sangue. (AR) E as doenças: como, com base nas revelações espíritas, entende-las? A maioria das doenças, como todas as misérias humanas, são expiações do presente ou do passado, ou provas para o futuro; são dívidas contraídas, cujas consequências devem ser sofridas, até que tenham sido saldadas. Aquele, pois, que deve suportar sua provação até o fim não pode ser curado.  São inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda espécie, por sua vez, criam em nossos organismos condições nocivas, frequentemente transmissíveis pela hereditariedade. (RE, 1868) E no caso das chamadas doenças de nascença? Doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, a imbecilidade, entre outras (...), são efeitos que devem ter uma causa, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa. A causa sendo sempre anterior ao efeito e, desde que não se encontra na vida atual, é que pertence a uma existência precedente. (ESE, 5, 6)  Saindo do campo filosófico, como entender a etiologia das doenças? O homem é um composto de três  estruturas essenciais: o Espírito, o perispírito e o corpo. (...) Se, pois, temos três princípios frente a frente, esses três princípios devem reagir um sobre o outro, e seguir-se-á a saúde ou a doença, conforme haja entre eles harmonia perfeita ou discordância parcial. (...) Se, enfim, a doença procede da mente, o Espírito, o perispírito e o corpo, mantidos sob sua dependência, serão entravados em suas funções, e nem será cuidando de um nem de outro que se fará desaparecer a causa. (RE;1867)



domingo, 19 de novembro de 2017

COMO O FUTURO PODE SER ANTECIPADO

Uma dúvida que paira entre os que se aproximam do Espiritismo é quanto à possibilidade demonstrada pelos fatos de acontecimentos serem antecipados nas visões de algumas pessoas. É possível? Allan Kardec desenvolveu uma Teoria da Presciência em que explica isso. Reproduzida na REVISTA ESPÍRITA de maio de 1864, depois seria incluída na obra A GÊNESE lançada em 1868. De seus argumentos, destacamos um trecho para avaliação: - De conformidade com o grau de sua perfeição, pode um Espírito abarcar um período de alguns anos, de alguns séculos, mesmo de muitos milhares de anos, porquanto, que é um século em face do Infinito? Diante dele, os acontecimentos não se desenrolam sucessivamente, como os incidentes da estrada diante do viajor: ele vê simultaneamente o começo e o fim do período; todos os eventos que, nesse período, constituem o futuro para o homem da Terra são o presente para ele, que poderia então vir dizer-nos com certeza: Tal coisa acontecerá em tal época, porque essa coisa ele a vê como o homem da montanha vê o que espera o viajante no curso da viagem. Se assim não procede, é porque poderia ser prejudicial ao homem o conhecimento do futuro, conhecimento que lhe pearia o livre arbítrio, paralisá-lo-ia no trabalho que lhe cumpre executar a bem do seu progresso. O se lhe conservarem desconhecidos o bem e o mal com que topará constitui para o homem uma prova. Se tal faculdade, mesmo restrita, se pode contar entre os atributos da criatura, em que grau de potencialidade não existirá no Criador, que abrange o infinito? Para o Criador, o tempo não existe: o princípio e o fim dos mundos lhe são o presente. Dentro desse panorama imenso, que é a duração da vida de um homem, de uma geração, de um povo? Entretanto, como o homem tem de concorrer para o progresso geral, como certos acontecimentos devem resultar da sua cooperação, pode convir que, em casos especiais, ele pressinta esses acontecimentos, a fim de lhes preparar o encaminhamento e de estar pronto a agir, em chegando a ocasião. Por isso é que Deus, às vezes, permite se levante uma ponta do véu; mas, sempre com fim útil, nunca para satisfação da vã curiosidade. Tal missão pode, pois, ser conferida, não a todos os Espíritos, porquanto muitos há que do futuro não conhecem mais do que os homens, porém a alguns Espíritos bastante adiantados para desempenhá-la. Ora, é de notar-se que as revelações dessa espécie são sempre feitas espontaneamente e jamais, ou, pelo menos, muito raramente, em resposta a uma pergunta direta. Pode também semelhante missão ser confiada a certos homens, desta maneira: Aquele a quem é dado o encargo de revelar uma coisa oculta recebe, à sua revelia e por inspiração dos Espíritos que a conhecem, a revelação dela e a transmite maquinalmente, sem se aperceber do que faz. É sabido, ao demais, que, assim durante o sono, como em estado de vigília, nos êxtases da dupla vista, a alma se desprende e adquire, em grau mais ou menos alto, as faculdades do Espírito livre. Se for um Espírito adiantado, se, sobretudo, houver recebido, como os profetas, uma missão especial para esse efeito, gozará, nos momentos de emancipação da alma, da faculdade de abarcar, por si mesmo, um período mais ou menos extenso, e verá, como presente, os sucessos desse período. Pode então revelá-los no mesmo instante, ou conservar lembrança deles ao despertar. Se os sucessos hajam de permanecer secretos, ele os esquecerá, ou apenas guardará uma vaga intuição do que lhe foi revelado, bastante para o guiar instintivamente. É assim que em certas ocasiões essa faculdade se desenvolve providencialmente, na iminência de perigos, nas grandes calamidades, nas revoluções, e é assim também que a maioria das seitas perseguidas adquire numerosos videntes.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

COMUNICAÇÃO IMEDIATA E DIVERGÊNCIA ENTRE OS ESPÍRITAS

É razoável esperar-se uma manifestação do Espírito de alguém que desencarnou recentemente? E as divergências e rivalidades observadas entre espíritas? São os dois temas propostos ao professor José Benevides Cavalcante ( FUNDAMENTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA, eme) na postagem de hoje: Como é possível uma pessoa, que faleceu há algumas horas, dar uma comunicação no Centro?... Não conhecemos de perto o caso a que você se refere, mas, pela forma como você relata a situação, parece-nos, no mínimo, suspeita a comunicação. Não estamos afirmando que não existe essa possibilidade: dependendo do caso, pode até haver uma comunicação imediata do Espírito recém-desencarnado, mas, como conhecedores da obra de Kardec, precisamos ser mais exigentes em relação a esses fatos, para não nos enganarmos, não enganarmos os outros e não cairmos no ridículo, comprometendo o nome da Casa Espírita.. Sem indícios veementes de que é mesmo aquela pessoa que está comunicando, não podemos reconhecer a autenticidade da mensagem e sair proclamando publicamente que fulano se comunicou. Erasto, Espírito orientador de Kardec na questão das comunicações mediúnicas (principalmente aquelas que chegam ao conhecimento público), traz uma recomendação importante em O LIVRO DOS MÉDIUNS, afirmando ser preferível rejeitar 9 verdades que aceitar uma só falsidade. Logo, o crivo da razão se faz necessário, antes que a emoção tome conta. Há grupos mediúnicos muito emotivos e pouco racionais, que aceitam qualquer comunicação como autêntica; não procuram investigar melhor a sua procedência, pelo próprio teor da mensagem e pelo parecer dos familiares do desencarnado, que o conhecem na intimidade. Não atendem, assim , a um preceito básico da Doutrina em relação às atividades mediúnicas e vão afirmando precipitadamente que a comunicação é autêntica, como se fossem os donos da verdade. Isso não pode ser Espiritismo. Sabemos que todas as comunicações geralmente sofrem a influência do médium, mas existem também as mistificações, tanto do médium como de Espíritos interessados em provocar situações embaraçosas para o pessoal do Centro e para os espíritas em geral.  DIVERGÊNCIA ENTRE OS ESPÍRITAS Haverá um dia em que os espíritas se entenderão sobre todos os pontos da Doutrina, de modo que desapareçam todas essas discussões que vêm ocorrendo desde o tempo de Allan Kardec? É difícil responder objetivamente sua pergunta, porque nós, espíritas, também somos Espíritos em evolução e, necessariamente, pelo fato de cada qual estar num degrau de desenvolvimento, as concepções a respeito de um mesmo ponto sempre tendem a se diferenciar. Ademais, existem fatores e condições culturais da atual existência que implicam em diversidade de entendimento. Se todos fossemos iguais, clones ou cópias autenticadas uns dos outros, certamente não haveria tal discrepância, mas a Lei de Evolução estaria comprometida, pois a evolução implica em riqueza de opções e, portanto, em diferenciação. Precisamos compreender que não temos a verdade absoluta a respeito de nada, pois somos imperfeitos: só Deus, sendo a Inteligência Suprema, o tem. Desse modo, a nossa visão sobre um mesmo ponto dependerá sempre de nossa posição relativa nessa escala evolutiva, que não é tão simples assim. Mas não devemos ver nesse fenômeno uma condição apenas negativa: pelo contrário, a diversidade de visão, embora nos seja um problema, é o que nos tira do comodismo e da estagnação, uma vez que, se todo espírita pensasse da mesma maneira sobre todos os pontos da doutrina, ninguém se sentiria estimulado a pesquisar, a estudar, a aprender mais profundamente o Espiritismo. As divergências de interpretação, o pluralismo de ideias, portanto, são um fator positivo em nossa Doutrina, mas jamais deveria ser um fator de distanciamento moral do espíritas, que precisam estar unidos uns aos outros pelo ideal comum da fraternidade, através do qual somos capazes de conviver respeitosamente com as nossas divergências, conforme nos concita Allan Kardec, em O LIVRO DOS MÉDIUNS, ítem 350.