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domingo, 20 de janeiro de 2019

MEDIUNIDADE, INTERAÇÃO INTERDIMENSIONAL E KARDEC - HOJE E SEMPRE 146



sábado, 19 de janeiro de 2019

O DEPOIMENTO DE GOETHE E KARDEC - HOJE E SEMPRE 145


Considerado o mais importantes dos escritores e pensadores alemães, Johann Wolfgang Von Goethe, viveu 83 anos em nossa Dimensão, tendo desencarnado em 1832, na cidade de Weimar. Romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas da arte, literatura e ciências naturais, fazem parte de sua vasta produção. Ao lado de Friedrich Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão. Sua obra influenciou a literatura de todo o mundo. Atraves do romance OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER, tornou-se famoso em toda a Europa no ano de 1774. Marco inicial do romantismo, o livro é considerado por muitos como uma obra-prima da literatura mundial, de tom autobiográfico,  escrito na primeira pessoa e com poucas personagens. Na época de seu lançamento, ocorreu na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras. Outra obra consagrada de Goethe, foi FAUSTO, poema trágico dividido em duas partes, redigido como uma peça de teatro, pensado mais para ser lido que encenado, cuja versão definitiva foi escrita e publicada em 1808. Em 1788, aos trinta e nove anos, ao retornar da Itália, conhece Schiller que a esta altura já havia escrito a ODE Á ALEGRIA posteriormente imortalizada por Beethoven na sua NONA SINFONIA -, nascendo daí uma sincera amizade, embora temperada com uma dose de competição, embora incomodado com o sucesso do seu concorrente dez anos mais jovem, especialmente pelo seu vício pelo tabaco e pelo jogo. Schiller morreria sete anos depois, aos 39 anos, mas a convivência renderia bons trabalhos em comum. Bem, Allan Kardec, quatorze anos após a morte de Goethe, na reunião da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas de 25 de março de 1856, o evoca e o entrevista, obtendo interessantes informações sobre sua vida, obra e situação no Plano Espiritual. Foram dezenove perguntas, respondidas objetivamente pelo famoso intelectual e reproduzidas no número de junho de 1859 da REVISTA ESPÍRITA. Informando estar ainda na situação de desencarnado, esclarece “estar mais feliz do que enquanto vivo” em nossa Dimensão “por estar desvencilhado do corpo grosseiro, vendo o que não via antes”. Sobre sua opinião atual sobre FAUSTO, explica que era “uma obra que tinha por objetivo mostrar a vaidade e o vazio da Ciência Humana e, por outro lado, naquilo que havia de belo e de puro, exaltar o sentimento do amor, castigando-o no que encerrava de desregrado e de mau”. Sobre se teria sido por uma espécie de intuição do Espiritismo – ainda não Codificado –, que descreveu a influência dos maus Espíritos sobre o homem, disse que “tinha a recordação exata de um mundo onde via exercer-se a influência dos Espíritos sobre os seres materiais”, acrescentando ser uma “recordação de uma existência precedente”, “num mundo diferente da Terra, onde se viam os Espíritos agindo”. Explicou que “era um mundo superior até certo ponto”, mas não como entendemos. “Nem todos os mundos tem a mesma organização, sem que, por isto, tenham uma grande superioridade”, disse. Sobre si, revelou que em sua passagem pela Terra, “cumpria uma missão, não tendo se comprometido, por sua obra ainda servir para moralização”. Segundo ele, “aplicava aquilo que podia haver de superior naquele mundo precedente para melhorar as paixões dos seus heróis”. Sobre a adaptação de FAUSTO, para ópera, feita por Charles-François Gounod, disse que o compositor o “evocou sem o saber, compreendendo-o muito bem, mesmo pensando como músico francês”. A respeito de WERTHER, do ângulo em que se encontrava por ocasião da comunicação espiritual, “a desaprovava, pois fez e causou desgraças”, “sofrendo e se arrependendo pela influência maléfica espalhada, causando muitos suicídios”. Solicitado a opinar sobre Schiller, disse: -“Somos irmãos pelo Espírito e pelas missões. Schiller tinha uma grande e nobre alma, de que eram reflexos as suas obras. Fez menos mal do que eu. É-me superior, porque era mais simples e verdadeiro”. A entrevista inclui ainda outros temas curiosos para nossas reflexões.










quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 143


O professor José Benevides Cavalcante (FUNDAMENTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA, eme) esclarece duvida dos leitores. DOAÇÃO DE ORGÃOS Segundo a Doutrina Espírita, a gente não pode fazer doação de órgãos, porque dizem que, na outra vida, a gente vai nascer sem aquele órgão?  Não é bem assim. Muito pelo contrário. A Doutrina Espírita – que ensina a caridade – não poderia se contradizer nesse sentido. A doação de órgãos é um ato de amor, em favor de alguém que ainda pode continuar encarnado. A vida na Terra é muito preciosa para o Espírito, de modo que devemos contribuir sempre para a defesa e preservação da vida, até quanto pudermos. Aquele que doa um órgão está, portanto, se prestando a uma causa nobre, elevada, do ponto de vista espiritual. Assim, como a Doutrina Espírita nos estimula a fazer o bem, em qualquer circunstância, atendendo aquele que precisa de nós, também ela estimula a doação de órgãos – quer a doação ocorra enquanto o doador está vivo ou quando ele já desencarnou. Com certeza, terá a assistência da Espiritualidade para isso. Mas, a sua preocupação é se a doação de um determinado órgão pode prejudicar o Espírito do doador em algum momento. Na verdade, em relação à doação, existe apenas e tão somente uma pequena preocupação. A pessoa que doa deve estar muito consciente do que está fazendo para não se arrepender depois e ficar angustiada diante de sua atitude. O fato de doar implica em se desprender totalmente daquilo que se doou, a fim de que o Espírito não se perturbe depois, porque acha que não devia ter feito isso, que vai sentir falta daquele órgão. É um problema que pode acontecer com alguns Espíritos ainda muito presos à vida material, principalmente ao seu corpo. A repercussão é, portanto, de ordem psicológica. Mas esse tipo de problema não se restringe apenas à doação de órgãos, mas de qualquer coisa que possamos doar a alguém. Por isso, Jesus disse: “Não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita”. O que quer dizer isso? Quer dizer, sobretudo, que o ato de doar tem que ser plenamente consentido pela nossa consciência,tem que ser uma doação íntima, para que nos sintamos bem com ela, para que ela nos torne mais felizes conosco mesmos. Dar agora e arrepender-se, depois, não é dar. Neste caso, o doador sofre. Por isso, repetimos, a doação deve ser consciente. Somente o doador é que deve dar o seu próprio consentimento, porque só ele sabe medir o valor de seu gesto e o significado que esse gesto tem para ele mesmo. Além do mais, há doações em vida – há pessoas que doam órgãos para seus parentes (como o rim, por exemplo) e que salvam vidas. Acompanhando a vida dos doadores, vamos perceber que, na grande maioria das vezes, eles se sentem felizes, por terem preservado uma vida e suas consciências, com certeza, se elevam a uma condição de plena realização, porque contribuíram para a felicidade de alguém. Não há, efetivamente, ato de mais elevado desprendimento e abnegação. Mas, no caso do órgão, retirado do cadáver, a doação é mais fácil, porque o corpo já morreu e o órgão, se não fosse doado, poderia ser comparado a um alimento jogado fora, e que não fora aproveitado para matar a fome de alguém. Logo, Maria Regina, não vemos por que a doação de um órgão possa prejudicar o doador. Nada de bom, que possamos fazer pelos outros, nos prejudica. Pelo contrário, nos ajuda. Devemos, portanto, incentivar essa prática, porque ela faz parte da Lei da Natureza. Se você já observou, a natureza não desperdiça nada, aproveita tudo. E o homem, que tem aprendido com a natureza, pode ajudá-la a preservar-se ainda mais, utilizando seus recursos em seu próprio benefício. O fato de uma pessoa se negar a doar um órgão é problema particular dela, mas não deve se constituir em regra geral. Não sei se você já pensou nisso, mas se você for realista, vai verificar que todos os nossos órgãos, que vão para o tumulo um dia, serão devorados pelos vermes, para consolo da própria natureza. Se não dermos a eles um destino mais elevado, vamos optar pela alimentação dos vermes e não pela vida de outro Ser humano. Pense nisso.