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quarta-feira, 19 de junho de 2019

ESQUECIMENTO; SOBREVIVERAM E KARDEC - HOJE E SEMPRE 296










terça-feira, 18 de junho de 2019

SONHOS E ESPIRITISMO E KARDEC - HOJE E SEMPRE 295


Na pauta da REVISTA ESPÍRITA de julho de 1865, Allan Kardec incluiu interessante matéria intitulada TEORIA DOS SONHOS. O tema, como sabemos, ocupara a atenção dele quando das abordagens com os Espíritos que o auxiliaram a compor O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Nas respostas às questões 400 à 412, aprendemos que o Espírito jamais está inativo, vivenciando experiências em outra Dimensão, enquanto o corpo repousa, se refazendo dos desgastes impostos pela atividade no estado de vigília. Do simples cochilo ao sono profundo, pouco importa. Algo semelhante, dizem eles, ao estado em que estará de maneira permanente após a morte. Os sonhos, portanto, representam a lembrança parcial do que se viu durante o sono físico. A memória biológica não retém minúcias destas experiências pelo fato de apenas o Espírito tê-las vivido e nosso cérebro físico estar preparado apenas para armazenar as vivências desta Dimensão. Exceções ficam por conta de alguns sonhos premonitórios; reencontros com pessoas ou familiares queridos; etc. Quanto à significação atribuída a muitos sonhos, previnem “ser absurdo admitir que sonhar com uma coisa anuncia outra”. No artigo citado há pouco, Kardec diz que “o Espiritismo dando a chave da lei que rege as relações do mundo corporal e do mundo espiritual, auxiliado pelas observações sobre que se apoia, dá dos sonhos a mais lógica explicação jamais fornecida, demonstrando que o sonho, o sonambulismo, o êxtase, a dupla vista, o pressentimento, a intuição do futuro, as penetração do pensamento não passam de variantes e graus de um mesmo princípio: a emancipação da alma, mais ou menos desprendida da matéria”. Reconhece que “a respeito dos sonhos, dá ele conta precisa de todas as variedades que apresentam, embora possuindo o princípio, o que já é muito, faltando alguns conhecimentos, que adquiriremos mais tarde”. Pondera não haver “uma única ciência que, de saída, tenha desenvolvido todas as suas consequências e aplicações; elas não se podem completar senão por sucessivas observações. Ora, nascido ontem, o Espiritismo está como a química nas mãos dos Lavoisiers e dos Berthoffet, seus primeiros criadores; estes descobriram as leis fundamentais; as primeiras balizas fincadas conduziram ao caminho de novas descobertas”. Reporta-se a interessante experiência onde um dos melhores médiuns da Sociedade Espírita de Paris, em estado de sonambulismo, muito lúcido, foi solicitado pela mãe de uma jovem a lhe dar notícias de sua filha, que estava em Lyon. Viu-a deitada e adormecida, descrevendo com precisão o apartamento em que se achava. Essa jovem, de dezessete anos, é médium escrevente e, indagado se ela tinha aptidão para se tornar médium vidente, ouviu que esperasse um pouco, por ser necessário seguir o traço de seu Espírito, que naquele momento não estava no corpo. Disse que ela se encontrava ali, na Vila Ségur, na sala onde estavam, atraída pelo pensamento da mãe. Ela os via e escutava. Para ela, era um sonho, do qual não se recordaria ao despertar”. Seguindo com suas explicações, o médium disse que “pode-se dividir os sonhos em três categorias caracterizadas pelo grau de lembrança que fica no estado de desprendimento no qual se acha o Espírito. O primeiro, engloba os sonhos provocados pela ação da matéria e dos sentidos sobre o Espírito, isto é aqueles em que o organismo representa papel preponderante pela mais íntima união entre o corpo e o Espírito; o segundo, o sonho chamado misto, em que participam, ao mesmo tempo, da matéria e do Espírito, possibilitando um desprendimento mais completo,  do que resulta a recordação num primeiro momento, para o esquecer quase que instantaneamente, a menos que uma particularidade venha despertar a lembrança; e, o terceiro, os sonhos espirituais, produto do despendimento do Espírito da matéria, resultando uma vaga lembrança do que se sonhou”. Anos depois, Gabriel Dellane proporia interessante classificação para os tipos de sonho: fisiológico, psicológico, anímico e espiritual. Tudo bem antes de Freud publicar o livro INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS, considerando os sonhos como resultado de perturbações neuróticas, indivíduos não enquadrados nos padrões normais de comportamento, resultantes de desejos de natureza sexual reprimidos. Criticado, inclusive por seu discípulo Carl G. Jung, não propôs, na verdade, algo mais lógico que as explicações oferecidas pelo Espiritismo.








MEDIUNIDADE DE CURA; DEPRESSÃO E KARDEC HOJE E SEMPRE 294










sexta-feira, 14 de junho de 2019

NOSSA META E kARDEC - HOJE E SEMPRE 291


A perfeição moral é nossa destinação, nossa meta no processo evolutivo a que estamos sujeitos nos Planos de Deus. Allan Kardec nos  explica no capítulo 17, item 11 d’O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO que a perfeição está toda nas reformas porque fizerdes passar vosso Espírito.  Disse também no capítulo anterior que o merecimento de cada um é proporcional ao sacrifício que se impõe a si mesmo. Advertiu na obra A GÊNESE que não podem os homens ser felizes, se não viverem em paz, isto é, se não os animar um sentimento de benevolência, de indulgência e de condescendência recíprocas; numa palavra: enquanto procurarem esmagar uns aos outros, e que as paixões não se domam senão pelo esforço da vontade. Na sequência alguns dados para reflexões sobre o auto-descobrimento. Estando as raízes de paixões e vícios no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda pujança nos animais seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o Ser nascido para a vida intelectual, como a criatura se libera dele?  O Espírito tem por destino a Vida Espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente às exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando.  Uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semi-morais e semi-materiais, depois exclusivamente morais.  É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final.  Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto.  Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do Ser.  Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcional ao grau de adiantamento. Todas as paixões têm, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e, até, nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre-arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seu próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal. O instinto vai se enfraquecendo, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. (G; 3/10) Fundando-se o egoísmo no sentimento do interesse pessoal, bem difícil parece extirpá-lo inteiramente do coração humano. Chegar-se-á a consegui-lo? À medida que os homens se instruem acerca das coisas espirituais, menos valor dão às coisas materiais.  Depois, necessário é que se reformem as instituições humanas que o entretêm e excitam.  Isso depende da educação. (LE; 915) Então a mudança esperada para o Planeta resultará do individual para o coletivo? À medida que progride moralmente, o Espírito se desmaterializa, isto é, depura-se, com o subtrair-se à influência da matéria; sua vida se espiritualiza, suas faculdades e percepções se ampliam; sua felicidade se torna proporcional ao progresso realizado.  Entretanto, como atua em virtude do seu livre-arbítrio, pode ele, por negligência ou má vontade, retardar o seu avanço; prolonga, conseguintemente, a duração de suas encarnações materiais, que, então, se lhe tornam uma punição, pois que, por falta sua, ele permanece nas categorias inferiores, obrigado a recomeçar a mesma tarefa.  Depende, pois, do Espírito abreviar, pelo trabalho de depuração executado sobre si mesmo, a extensão do período das encarnações.









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