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sexta-feira, 22 de março de 2019

SEXO, PODER E KARDEC - HOJE E SEMPRE 209









quarta-feira, 20 de março de 2019

DEUS E A CIÊNCIA E KARDEC - HOJE E SEMPRE 207


O professor José Benevides Cavalcante (FUNDAMENTOS DA DOUTRINAS ESPÍRITA, eme) esclarece a seguir duvida de um leitor. Será que vai chegar um dia a Ciência vai reconhecer a existência de Deus? Talvez estejamos caminhando para isso, mas acreditamos que essa possibilidade está num futuro ainda remoto. Para isso, teríamos de ter uma completa reformulação da ciência, que só o tempo será capaz de exigir, pois, além da experiência histórica negativa que a Ciência teve com a religião, ainda temos muito que melhorar espiritualmente para transformarmos a Ciência num instrumento efetivo e exclusivo do bem. Contudo, precisamos fazer uma distinção entre a Ciência e o cientista. Existem cientistas ateus e existem cientistas que acreditam em Deus. Esse fato não impede que ambos trabalhem pela Ciência, porque a Ciência , em si, não cogita de Deus; seu objeto é o estudo da matéria, das causas materiais dos fenômenos físicos e não das razões por que o universo existe, ou se existe ou não existe um princípio criador. Quando a Ciência surgiu, há cerca de 5 séculos passados, ela estava ligada à Religião, pois os próprios cientistas eram religiosos. Galileu e Newton, por exemplo, expressões máximas desses períodos, referiam-se a Deus em seus escritos e viam as leis do Universo como leis de Deus. Mas nessa época, a Religião, representada pela Igreja Católica, ainda era o conhecimento dominante no mundo e era ela que estabelecia o que devia ser e o que não devia ser aceito pela ciência, segundo seus próprios interesses. Por isso, muitos cientistas foram perseguidos, como o próprio Galileu, e outros até sacrificados porque ousavam discordar da Igreja. Aos poucos, os homens que pesquisavam a natureza e suas leis, foram percebendo que o mais sensato seria desvincular por completo a Ciência da Religião, porque a pesquisa dos fenômenos naturais não poderia depender simplesmente da fé, mas deviam estar apoiados em fatos. E isso veio acontecendo, de tal forma, que no século 19 ( século em que surgiu o Espiritismo) já havia uma nítida separação entre a verdade científica e a verdade religiosa. Quando o astrônomo e matemático francês, Laplace, apresentou a Napoleão um modelo explicativo do movimento dos astros, o Imperador lhe perguntou onde estava Deus na sua teoria e ele respondeu dizendo que não foi preciso recorrer à essa hipótese. Estava, assim, definitivamente rompida as relações entre o saber científico e a verdade religiosa. Daí em diante, a Ciência voltou ao estudo do mundo material, sem considerar ou se preocupar com a existência de Deus. Ela passou a se ocupar exclusivamente do mundo visível, palpável, aquele que pode ser observado, medido, calculado, experimentado. Seu objetivo passou a ser única e exclusivamente a descoberta das leis que regulam os fenômenos da natureza - como a chuva, o vento, os vulcões, as doenças, o movimento dos astros, etc. Desse modo Deus não podia ser uma cogitação da Ciência materialista. Todavia, a concepção de Deus continuava a ser objeto de interesse da Filosofia e da Religião. A religião tratava Deus sob o ângulo da fé e a Filosofia cuidava de Deus do ponto de vista do raciocínio. Allan Kardec, em suas obras, ainda faz essa nítida distinção entre Ciência e Religião. Ele diz que a Ciência é o estudo da matéria e que o Espiritismo é o estudo do Espírito e que, no futuro, haveria uma forte ligação entre eles, porque um depende do outro, mas cada um preservaria as suas próprias características. Para Kardec, o estudo do Espírito deve ter realmente uma área própria, diferente da área de estudo da Ciência. Entretanto, depois de Allan Kardec, alguns cientistas de renome – a exemplo do químico inglês William Crookes, do médico francês Charles Richet e do físico alemão Frederich Zöllner e muitos outros – resolveram estudar os fenômenos mediúnicos à luz da Ciência e descobriram muitos fatos significativos, acreditando que esses fenômenos também devem ser do interesse da Ciência; logo a Ciência poderia pesquisar também o Espírito, já que os fenômenos de materialização de Espíritos demonstram a existência de outros tipos de matéria, que podem ser objeto de estudo da Física. Esses precursores do estudo científico do Espírito  embora, até hoje, não tenham sido aceitos pela maioria dos pesquisadores por razões de preconceito - contribuíram para a que se criasse uma área específica desses estudos, a Parapsicologia, já no final do século 19, disciplina científica que tem seu próprio campo de investigação. Diante disso, é possível que as pesquisas nesse campo - ainda em fase embrionária - possam fazer com que o interesse pelo Espírito ganhe corpo no meio científico já neste século. O Dr. Hernani Guimarães Andrade, pesquisador espírita que tinha uma visão otimista a respeito disso. E nós, de nossa parte, consideramos que o caminho para fazer com que a Ciência se interesse por Deus seja o das pesquisas sobre a sobrevivência da alma, certamente. A aceitação de que o Espírito humano sobrevive à morte é o maior passo para se chegar à concepção de Deus. “Assevera Paulo refletidamente: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz do Senhor; andai como filhos da luz.” Raras pessoas conseguirão afirmar que desconhecem. 








domingo, 17 de março de 2019

POR QUE? E KARDEC - HOJE E SEMPRE 204


Tema sempre intrigante a reencarnação de Espíritos ostentando deficiências físicas ou mentais. A Ciência através dos avanços da Genética busca explicações sobre tal situação visto que o que se observa na realidade percepitível nada mais é que um efeito. A Causa talvez possa ser compreendida através da Revelações do Espiritismo. A seguir algumas informações úteis. Vitima de si mesmo, o Espírito defronta-se no devido tempo com as repercussões mais insidiosas de suas ações intencionalmente praticadas que o acompanham mesmo no Plano Espiritual. Como? Entendendo-se que todos os delinquentes deitam de si oscilações mentais de terrível caráter, condensando as recordações malignas que albergam no seio, compreenderemos a existência das zonas purgatoriais ou infernais como regiões em que se complementam as temporárias criações do remorso, associando arrependimento e amargura, desespero e rebelião. Na intimidade dessas províncias de sombra, em que se agrupam multidões de criminosos, segundo a espécie de delito que cometeram, Espíritos culpados, através das ondas mentais com que essencialmente se afinam, se comunicam reciprocamente, gerando, ante os seus olhos, quadros vivos de extremo horror, junto dos quais desvairam, recebendo, de retorno, os estranhos padecimentos que criaram no ânimo alheio.  Claro está que, embora comandados por Inteligências pervertidas ou bestializadas nas trevas da ignorância, esses antros jazem circunscritos no Espaço, fiscalizados por Espíritos sábios e benfazejos que dispõem de meios precisos para observar a transformação individual das consciências em processo de purificação ou regeneração, a fim de conduzi-las a providências compatíveis com a melhoria já alcançada.  Semelhante supervisão, entretanto, não impede que essas vastas cavernas de tormento reeducativo sejam, em si, imensas penitenciárias do Espírito, a que se recolhem as feras conscientes que foram homens.  Aí permanecem detidas por guardas especializados, que lhes são afins, o que nos faz definir cada “purgatório particular” como “prisão-manicômio”, em que as almas embrutecidas no crime sofrem, de volta, o impacto de suas fecundações mentais infelizes. Tiranos, suicidas, homicidas, carrascos do povo, libertinos, caluniadores, malfeitores, ingratos, traidores do bem e viciados de todas as procedências, reunidos conforme o tipo de falta ou defecção a que se renderam, se examinados pelos cientistas do mundo apresentariam à Medicina os mais extensos quadros para estudos etiológicos das mais obscuras enfermidades.  Deduzimos, assim, que todos os redutos de sofrimento, além túmulo, não passam de largos porões do trabalho evolutivo da alma, à feição de grandes hospitais carcerários para tratamento das consciências envilecidas. Na dinâmica encarnado-desencarnado-encarnado todos sempre manifestam os efeitos do que o Ser faz de si mesmo? Dos abismos expiatórios, volvem à reencarnação quantos se mostram inclinados à recuperação dos valores morais em si mesmos.  Transportados a novo berço, comumente entre aqueles que os induziram à queda, quando não se veem objeto de amorosa ternura por parte de corações que por eles renunciam à imediata felicidade nas Esferas Superiores, são resguardados no recesso do lar.  Contudo, renascem no corpo carnal espiritualmente jungidos às linhas inferiores de que são advindos, assimilando-lhes, facilmente, o influxo aviltante. Reaparecem, desse modo, na arena física.  Mas, via de regra, quando não se mostram retardados mentais, desde a infância, são perfeitamente classificáveis entre os psicopatas amorais demonstrando manifesta perversidade, na qual se revelam constantemente brutalizados e agressivos, petulantes e pérfidos, indiferentes a qualquer noção da dignidade e da honra, continuamente dispostos a mergulhar na criminalidade e no vício.  Aqueles Espíritos relativamente corrigidos nas escolas de reabilitação da Espiritualidade desenvolvem-se, no ambiente humano, enquadráveis entre os psicopatas astênicos e abúlicos, fanáticos e hipertímicos, ou identificáveis como representantes de várias doenças e delírios psíquicos, inclusive aberrações sexuais diversas. Ao nos reencarnarmos, conduzimos conosco os remanescentes de nossas faltas, que nos partilham o renascimento, na máquina fisiológica, como raízes congeniais dos males que nós mesmos plantamos... Nossas disposições, para com essa ou aquela enfermidade no corpo terrestre, representam zonas de atração magnética que dizem de nossas dívidas, diante das Leis Eternas, exteriorizando-nos as deficiências do Espírito Segundo o Espiritismo Deus então não é o responsável ou criador dos sofrimentos dos que experimentam deficiências físico-mentais? O filho especial ou possuidor de um defeito físico não está sendo punido por Deus, mas pela sua própria consciência. O mau ato que praticou provoca-lhe um desequilíbrio energético na estrutura psíquica, e esse desequilíbrio reflete-se no organismo físico. São acidentes da evolução, semelhantes aos acidentes do trabalho em nossas atividades terrenas.  O filho doente é sempre um companheiro de vida passada que volta ao nosso encontro pedindo auxílio e proteção. Não devemos encará-lo como criminoso, mas como um acidentado que merece socorro. Ajudando-o a se reajustar, com amor e carinho, ajudamo-nos também a nós mesmos, elevando-nos em nossa condição espiritual.