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domingo, 21 de abril de 2019

JESUS; INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS E KARDEC - HOJE E SEMPRE 237











quarta-feira, 17 de abril de 2019

O MÉTODO DO PROFESSOR RIVAIL E KARDEC - HOJE E SEMPRE 234


Lembrando a passagem do dia 18 de abril de 1857, um sábado de manhã em Paris, data em que materializava-se para a Humanidade do Planeta Terra a primeira edição de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, o início do cumprimento da promessa de Jesus no capítulo 14, versículo 26 do EVANGELHO DE JOÃO, reunimos a seguir informações sobre o método utilizado pelo Codificador do Espiritismo para validar o conteúdo da pioneira obra. As informações são daquele que se ocultaria no pseudônimo Allan Kardec, nome que utilizara em remota encarnação como sacerdote Celta. Conta ele: -Numa das reuniões da Sra. Plainemaison, travei conhecimento com a família Baudin, que residia então à rua Rochechouart. O Sr. Baudin me convidou para assistir às sessões hebdomadárias que se realizavam em sua casa e às quais me tornei desde logo muito assíduo. Eram bastante numerosas essas reuniões; além dos frequentadores habituais, admitiam-se todos os que solicitavam permissão para assistir a elas. Os médiuns eram as duas senhoritas Baudin, que escreviam numa ardósia com o auxílio de uma cesta, chamada carrapeta e que se encontra descrita em O Livro dos Médiuns. Esse processo, que exige o concurso de duas pessoas, exclui toda possibilidade de intromissão das ideias do médium. Aí, tive ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes, até, a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. Eram geralmente frívolos os assuntos tratados. Os assistentes se ocupavam, principalmente, de coisas respeitantes à vida material, ao futuro, numa palavra, de coisas que nada tinham de realmente sério; a curiosidade e o divertimento eram os móveis capitais de todos. Dava o nome de Zéfiro o Espírito que costumava manifestar-se, nome perfeitamente acorde com o seu caráter e com o da reunião. Entretanto, era muito bom e se dissera protetor da família. Se com frequência fazia rir, também sabia, quando preciso, dar ponderados conselhos e manejar, se ensejo se apresentava, o epigrama, espirituoso e mordaz. Relacionamo-nos de pronto e ele me ofereceu constantes provas de grande simpatia. Não era um Espírito muito adiantado, porém, mais tarde, assistido por Espíritos superiores, me auxiliou nos meus trabalhos. Depois, disse que tinha de reencarnar e dele não mais ouvi falar. Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo, menos, ainda, por meio de revelações, do que de observações. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental; nunca elaborei teorias preconcebidas; observava cuidadosamente, comparava, deduzia conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão. Foi assim procedi sempre em meus trabalhos anteriores, desde a idade de 15 a 16 anos. Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos, a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida. Era, em suma, toda uma revolução nas ideias e nas crenças; fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspeção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir. Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles. O simples fato da comunicação com os Espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imenso campo aberto às nossas explorações, a chave de inúmeros fenômenos até então inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia se conhecessem o estado desse mundo, seus costumes, se assim nos podemos exprimir. Vi logo que cada Espírito, em virtude da sua posição pessoal e de seus conhecimentos, me desvendava uma face daquele mundo, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país, interrogando habitantes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo. Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de diferentes lados, colecionados, coordenados e comparados uns com outros. Conduzi-me, pois, com os Espíritos, como houvera feito com homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar e não reveladores predestinados. Tais as disposições com que empreendi meus estudos e neles prossegui sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui. Até ali, as sessões em casa do Sr. Baudin nenhum fim determinado tinham tido. Tentei lá obter a resolução dos problemas que me interessavam, do ponto de vista da Filosofia, da Psicologia e da natureza do mundo invisível. Levava para cada sessão uma série de questões preparadas e metodicamente dispostas. Eram sempre respondidas com precisão, profundeza e lógica. A partir de então, as sessões assumiram caráter muito diverso. Entre os assistentes contavam-se pessoas sérias, que tomaram por elas vivo interesse e, se me acontecia faltar, ficavam sem saberem o que fazer. As perguntas fúteis haviam perdido, para a maioria, todo atrativo. Eu, a princípio, cuidara apenas de instruir-me; mais tarde, quando vi que aquilo constituía um todo e ganhava as proporções de uma doutrina, tive a ideia de publicar os ensinos recebidos, para instrução de toda a gente. Foram aquelas mesmas questões que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, constituíram a base de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. No ano seguinte, em 1856, frequentei ao mesmo tempo as reuniões espíritas que se celebravam à rua Tiquetone, em casa do Sr. Roustan e Srta. Japhet, sonâmbula. Eram sérias essas reuniões e se realizavam com ordem. As comunicações eram transmitidas por intermédio da Srta. Japhet, médium, com auxílio da cesta de bico. Estava concluído, em grande parte, o meu trabalho e tinha as proporções de um livro. Eu, porém, fazia questão de submetê-lo ao exame de outros Espíritos, com o auxílio de diferentes médiuns. Lembrei-me de fazer dele objeto de estudo nas reuniões do Sr. Roustan. Ao cabo de algumas sessões, disseram os Espíritos que preferiam revê-lo na intimidade e marcaram para tal efeito certos dias nos quais eu trabalharia em particular com a Srta. Japhet, a fim de fazê-lo com mais calma e também de evitar as indiscrições e os comentários prematuros do público. Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857. Pelos fins desse mesmo ano, as duas Srtas. Baudin se casaram; as reuniões cessaram e a família se dispersou. Mas, então, já as minhas relações começavam a dilatar-se e os Espíritos me multiplicaram os meios de instrução, tendo em vista meus ulteriores trabalhos. INSTRUMENTO “É pela mediunidade efetiva, consciente e facultativa, que se chegou a constatar a existência do mundo invisível e, pela diversidade das manifestações obtidas ou provocadas, que foi possível esclarecer a qualidade dos seres que o compõem e o papel que representam na natureza. O médium fez pelo mundo invisível o mesmo que o microscópio pelo mundo dos infinitamente pequenos”. CAMPO DE PESQUISA Reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, muitas das quais resumidas ou relatadas nos números da REVISTA ESPÍRITA, bem como contribuições de correspondentes em várias partes da França e Europa que se mantinham em contato com Allan Kardec, dirimindo dúvidas ou relatando experiências.









INVEJA E KARDEC - HOJE E SEMPRE 233


A sociedade do “cada um com seus problemas’, do desenfreado consumismo, da generalizada insatisfação existencial, o sentimento de inveja em relação ao que significa o próximo, suas conquistas e realizações está mais presente do que se imagina no pensamento das pessoas. Dissimulada ou ostensivamente. Nas atividades inspiradas no Espiritismo não poderia ser diferente. Afinal, representam para os que nelas trabalham, oportunidade nem sempre devidamente avaliada pelos que nelas se integram. Entre médiuns, pelo papel por eles representado no contexto, infelizmente,  esse tipo de perturbação também é notada. Inclusive entre os mais expressivos, os quais, pela liderança que exercem, deveriam ser mais vigilantes. O problema foi comentado por Allan Kardec no numero de abril de 1861 da REVISTA ESPÍRITA, a partir de uma mensagem  recebida  de um correspondente da publicação, tratando justamente DA INVEJA NOS MÉDIUNS. Seu autor um Espírito de nome Luos que, entre outras coisas pondera: -“Sede humildes de coração, vós a quem Deus aquinhoou com seus dons espirituais. Não atribuais nenhum mérito a vós próprios, assim como não se o atribui à obra, aos utensílios, mas ao operário. Lembrai-vos bem que não passais de instrumentos de que Deus se serve para manifestar ao mundo o seu Espírito Onipotente, e que não tendes qualquer motivo para vos glorificardes de vós mesmos. Há tantos médiuns que se tornam vãos, em vez de humildes, à medida que seus dons se desenvolvem! Isto é um atraso no progresso, pois em vez de ser humilde e passivo, muitas vez o médium repele, por vaidade e orgulho, comunicações importantes, que vem à luz por outros mais merecedores. Deus não olha a posição material de uma pessoa para lhe conferir o espírita de santidade; bem ao contrário, porque vezes exalça os humildes entre os humildes, para os dotar com as mais maiores faculdades, a fim de que o mundo veja bem que não é o homem, mas o Espírito de Deus pelo homem que faz milagres. Como disse, o médium é o simples instrumento do grande Criador de todas as coisas, e a este é que se deve render glória, é a ele que se deve agradecer por sua inesgotável bondade. Também queria dizer uma palavra sobre a inveja e o ciúme que muitas vezes reinam entre os médiuns e que, como erva daninha, é necessário arrancar, desde que começa a aparecer, temendo que abafe os bens germes vizinhos. No médium a inveja é tão temível quanto o orgulho: prova a mesma necessidade de humildade. Direi mesmo que denota falta de sendo comum. Não é vos mostrando invejosos dos dons do vosso vizinho que recebereis dons semelhantes, porque, se Deus dá muito a uns e pouco a outros, tende certeza de que, assim agindo, há um motivo bem fundado. A inveja azeda o coração; até abafa os melhores sentimentos, é pois, um inimigo para prevenção  todo cuidado é pouco, pois não dá trégua uma vez que se apoderou de nós. Isto se aplica a todos os casos da vida terrena. Mas eu quis falar sobretudo da inveja entre os médiuns, tão ridícula quanto desprezível e infundada, e que prova quanto é fraco o homem, desde que se torne escravo de suas paixões”. Analisando a mensagem, Kardec diz: -“Depende, evidentemente, da natureza moral da criatura. Um médium tem inveja de ouro médium porque está em sua natureza ser invejoso. Esta falha, consequente do orgulho e do egoísmo, é essencialmente prejudicial à qualidade das comunicações (...). O médium não passa de intermediário: recebe tudo de Espíritos estranhos (...). Os Espíritos simpatizam com ele em razão de suas qualidades ou de seus defeitos. A experiência nos ensina que a faculdade mediúnica, como faculdade, independe das qualidades morais; pode assim (...) existir no mais alto grau no mais perverso indivíduo. É completamente diverso em relação às simpatias dos bons Espíritos, que se comunicam naturalmente, tanto mais à vontade, quanto mais o intermediário encarregado de transmitir o seu pensamento for puro, mais sincero e mais se afaste da natureza dos maus Espíritos. A este respeito fazem o que nós mesmos fazemos quando tomamos alguém para confidente. Especialmente no que concerne à inveja”.








FAMÍLIA; TRANSIÇÃO E KARDEC - HOJE E SEMPRE 232