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domingo, 29 de março de 2020

NÃO INTERESSA SABER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR


Reproduzindo o pensamento dos Espíritos que com ele trabalhavam, Chico Xavier disse certa vez que “morrer é apenas mudar de Plano Existencial como alguém que se transferisse de uma cidade para outra”. Apesar do incontestável fato de que todos morrerão um dia, e, extraordinário volume de documentos por ele gerados - especialmente nas últimas três décadas - através da sua mediunidade, a maioria das pessoas prefere ignorar o tema. Optam por sucumbir aos apelos do materialismo alienante, da frenética perseguição de metas e valores dos quais, a qualquer momento terão de se afastar motivado por um acidente, por um colapso em área vital do corpo físico, por uma doença qualquer. E, apesar da naturalidade do processo de mudança, do Espiritismo disponibilizar milhares de convincentes depoimentos de quem passou pela experiência, a verdade é que o que vai fazer a diferença é a forma como se viveu na Dimensão em que nos encontramos. Na obra NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, o Espírito André Luiz reproduz ponderação do Instrutor Áulus em que afirma que “-Trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de nossas atividades e de nossas obras, e o túmulo nada mais faz que o banho revelador das imagens que escondemos no mundo, sob as vestes da carne”. Comparações entre depoimentos expostos por Allan Kardec na segunda parte d’ O CÉU E O INFERNO ou A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO, os obtidos através de Chico Xavier, mostram que a época não faz diferença. A situação do pós-morte, é, portanto, absolutamente pessoal, refletindo a realidade essencial, íntima, do individuo. No número de dezembro de 1860, da REVISTA ESPÍRITA, encontramos interessante caso incluído pelo editor. Trata-se de três comunicações de uma mulher de nome Clara, conhecida em vida da médium Sra Costel, revelando atroz sofrimento, justificado pela conduta e caráter sustentado enquanto encarnada. Era, segundo avaliação, dominada por um extremo egoísmo e personalismo, refletido, por sinal, na última comunicação por querer que a médium se ocupasse somente com ela. Na primeira mensagem, tentando explicar sua situação, sugere: -“Procura compreender o que é um dia que jamais acaba. É um dia, um ano, um século? Que serei eu? As horas não se marcam; as estações não variam; eterno e lento como a água que brota do rochedo, esse dia execrado, esse dia maldito pesa sobre mim como um estojo de chumbo... Sofro!... Nada vejo em volta de mim, senão sobras silenciosas e indiferentes... Sofro!”...  Na segunda: -“Minha desgraça cresce dia a dia; cresce à medida que o conhecimento da Eternidade se desenvolve em mim. Ó miséria! Quanto vos maldigo, horas culpadas, horas de egoísmo e de esquecimento em que, desconhecendo toda caridade, todo devotamento, eu só pensava no meu bem estar!”, sugerindo mais à frente: -“Que direi a ti, que me escutas? Vigia incessantemente sobre ti; amas aos outros mais que a ti mesma; não te demores nos caminhos do Bem estar; não engordes o teu corpo à custa de tua alma. Vigia, como dizia o Salvador a seus discípulos. Não me agradeças estes conselhos: meu Espírito os concebe, mas meu coração jamais os ouviu”. Na terceira: -“Venho procurar-te aqui, já que me esqueces. Crês que preces isoladas e o meu nome pronunciado bastarão para acalmar o meu sofrimento? (...) Eu quero, entende, eu quero que, deixando tuas dissertações filosóficas, te ocupes de mim; que os outros também se ocupem”. Solicitado a opinar, um guia espiritual da Sociedade Espírita de Paris disse: -“Esse quadro é verdadeiro, não estando, absolutamente exagerado. Talvez perguntem o que fez essa mulher para estar tão mal. Cometeu algum crime terrível? Roubou? Assassinou? Não. Nada fez que tivesse merecido a justiça dos homens. Ao contrário, divertia-se com aquilo a que chamai a felicidade terrena: beleza, fortuna, prazeres, adulação, tudo lhe sorria, nada lhe faltava e, vendo-a, assim, diziam: Que mulher feliz!. Invejavam sua sorte. Que fez ela? Foi egoísta; tinha tudo, menos um bom coração. Se não violou a lei dos homens, violou a Lei de Deus, porque desconheceu a caridade, a primeira das virtudes. Só amou a si mesma. Agora ninguém a ama. Não deu nada; nada lhe dão. Está isolada, cansada, abandonada, perdida no espaço, onde ninguém pensa nela, ninguém se ocupa com ela. Isso é o seu suplício. Como só buscou os prazeres mundanos que hoje não mais existem, fez-se o vazio em seu redor. Só vê o nada e o nada lhe parece a Eternidade. Não sofre torturas físicas; os diabos não vem atormentá-la, mas isto não é necessário. Ela própria se atormenta, sofre demasiado por que esses diabos seriam ainda seres que pensavam nela. O egoísmo constitui sua alegria na Terra; perseguiu-a. Agora é o verme que lhe rói o coração; é o seu verdadeiro demônio. Ah! Se os homens soubessem quanto lhes custa ser egoístas!. Entretanto, Deus vô-lo ensina todos os dias, pois vos envia tantos Espíritos egoístas à Terra para que, desde esta vida, eles se castiguem uns aos outros e melhor compreendam, pelo contraste, que a caridade é o único contra-veneno dessa lepra da Humanidade”.

 CORONAVÍRUS EM 6 ANGULOS DIFERENTES

4- Neste momento não há outro espaço nos noticiários do mundo: o coronavirus tomou conta de tudo. Se ele ainda não contaminou toda a população, contaminou pelo menos a imprensa e, tomando conta da imprensa, nos afetou a todos, porque hoje a informação é o maior poder do mundo. E, antes que o vírus ataque milhares ou milhões de corpos humanos que vivem neste planeta, todos vulneráveis à sua invasão, ele já atingiu, com certeza, a maior parte das mentes humanas, criando insegurança e medo, e levando muitos à perplexidade..  
Que será que está acontecendo no mundo?  Depois de 10 mil anos de civilização, cerca de 500 anos de ciência, em que fizemos inúmeras descobertas e invenções, traçando um caminho para um futuro promissor, o que nós, humanidade, deixamos de fazer?
Será o fim dos tempos? – perguntam alguns. Será este o cerco final que nos manterá refém de uma condição da qual não conseguiremos escapar? Onde erramos?
Neste momento de tanta insegurança e incerteza, muitos questionam, portanto,  se não estaríamos chegando ao fim do mundo e se o caos que estás sendo criado não seria castigo de Deus.
No Espiritismo não acreditamos em castigo divino; pelo contrário, acreditamos na misericórdia de Deus. Também, não acreditamos no fim, até porque, diante das leis da vida, todo fim é um recomeço e todo recomeço uma oportunidade a mais de aprendizado e evolução.
A Doutrina Espírita é o Consolador que procura reviver, em Espírito e Verdade, a mensagem simples e cristalina de Jesus. Utilizando a fé raciocinada, acredita que nada acontece por acaso, que não é por acaso que  a humanidade se vê obrigada a desacelerar seus passos e a parar. Parar para lutar contra um inimigo invisível que ameaça tomar conta do planeta, parar para refletir e estudar melhor o caminho que deve seguir daqui em diante, compreendendo que o apegos aos valores materiais, que nos tem feito tão egoístas e tão orgulhosos, não é solução para os nossos problemas, mas fatores de agravamento do sofrimento humano.
O homem, que se sente tão inteligente e tão poderoso, o que vai fazer de sua inteligência e de seu poder agora? Não seria mais sensato, além de tudo que está fazendo para conter a doença, rever a forma como tem vivido e redirecionar seus passos para o cultivo de bons sentimentos e a vivência da verdadeira fraternidade? De que valem as disputas pelo domínio, a corrida desenfreada pelo poder, transformando a vida num inferno de preconceitos, violência e miséria? “De que vale ao homem conquistar o mundo – na fala de Jesus – se perder a sua alma?”
O que fizemos de nossa alma, se nos prendemos demasiadamente aos interesses do aqui e agora?
Diante do perigo eminente, que nos ameaça de fora, somos obrigados a nos pacificar por dentro, esquecendo nossas diferenças,  deixando as rixas de lado e  buscando consolidar o bem de todos.
Somos todos passageiros de um grande navio que, de repente, precisa enfrentar uma ameaçadora tempestade que nos surpreendeu em alto mar.
Não adianta bradar contra as ondas. É preciso encontrar os meios de salvar a embarcação. E, para isso, todos vão precisar de todos e numa hora dessa, todos compreenderemos porque devemos nos tratar como irmãos.




















sábado, 28 de março de 2020

PRECE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR




 CORONAVÍRUS EM 6 ANGULOS DIFERENTES
3- São várias as pessoas que estão fazendo perguntas, como esta: “Na situação como a que estamos vivendo neste momento, o mundo todo está com medo do coronavirus, muita gente doente, outros morrendo, como que os bons Espíritos podem nos ajudar?”
Há dois pontos que podemos destacar nesta questão. O primeiro é que nada acontece por acaso e que, portanto, esse surpreendente aparecimento do novo vírus – seja qual for a sua origem – deve ter acontecido num momento em que a humanidade está precisando refazer seus planos e sua forma de se conduzir. Em todo fato natural há dois lados: aquele que traz sofrimento e aquele que ensina. Preferimos valorizar mais o que ensina, até porque tudo que é bom exige esforço e até sacrifício de nossa parte.
 Os Espíritos responsáveis pelo avanço da humanidade, certamente liderados por Jesus, devem saber o porquê estamos passando por esta dificuldade neste momento. E eles veem o lado útil do fato, embora entendendo o nosso desconforto. Como bons professores que se interessam pelos alunos, o que eles querem do homem?...  discernimento, seriedade, trabalho, ação.  Mas eles querem, sobretudo, que essa experiência ajude o homem a se transformar, tornando-se mais fraterno e mais solidário com seus irmãos de humanidade.
  Os Espíritos Superiores estão interessados, agora, em que o ser humano aprenda a lutar (principalmente contra o orgulho e o comodismo) e a romper a barreira do ódio e do preconceito. Logo, o ponto de vista da Espiritualidade difere do nosso ponto de vista, porque os Espíritos benfeitores veem a necessidade do nosso progresso moral e nós, por aqui, queremos apenas sair do sufoco. Oxalá saibamos aproveitar esta oportunidade para crescer moral e intelectualmente, mas, sobretudo, para compreender que nós, humanidade, somos uma família e precisamos aprender a nos tratar uns aos outros como irmãos.
 O segundo ponto, que podemos destacar, é que os Benfeitores da Humanidade sabem de nossas necessidades muito mais do que nós e, mesmo reconhecendo que precisamos passar por esta difícil experiência, eles nos ajudam. Eles fazem o papel do professor, quando dá um problema difícil para o aluno resolver, mas, ao mesmo tempo, coloca-se ao seu lado para ajudá-lo a descobrir o caminho da solução, no entanto, o professor  não faz para o aluno  o que só o aluno  deve fazer.
 Logo, auxílio espiritual não falta, e ele é tanto mais eficaz quanto mais consciente estivermos na realização daquilo que nos compete. Os governos devem estar à frente para as grandes decisões. Os técnicos devem atuar com a maior responsabilidade na busca de soluções. A sociedade, atingida e atônita, precisa se organizar.  E o povo deve estar atento e dar o melhor de si nessa batalha. Enfim, todos e cada um de nós, face à exigência da luta, devemos estar prontos a fazer rigorosamente a parte que nos compete, observando regras, mudando hábitos e, por fim, descobrindo novas formas de viver e conviver.















sexta-feira, 27 de março de 2020

O QUE NÃO ENXERGAMOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR


O Espiritismo confirma o que já era conhecido por Culturas ancestrais: somos a continuidade de outras realidades imperceptíveis aos nossos sentidos físicos. No século 20, através da contribuição de inúmeros médiuns a realidade se alargou mais ainda, especialmente através de Chico Xavier. Na segunda obra do Espírito André Luiz, OS MENSAGEIROS (feb, 1944) comentário do Instrutor Aniceto dá uma ideia disso: - Há, porém, André, outros Mundos Sutis, dentro dos mundos grosseiros, maravilhosas Esferas que se interpenetram. Outra Entidade informa que ‘cada uma dessas divisões compreende outras, conforme asseguram os Espíritos, distinguindo-se por vibrações distintas que se apuram à medida que se afastam do núcleo. No capítulo 1 do livro LIBERTAÇÃO (feb, 1), André Luiz nos repassa a informação que não temos Círculos Infernais, de acordo com os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, Esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizadas no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar. Para melhor entendimento, destacamos algumas imagens oferecidas por Espíritos em suas obras: 1- OS MENSAGEIROS,(feb, 1944, 34) - Entre dezoito e dezenove horas, atingimos uma casa singela de bairro modesto.  No longo percurso, através de ruas movimentadas, surpreendia-me, sobremaneira, por se me depararem quadros totalmente novos. Identificava, agora, a presença de muitos desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos de transeuntes vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muitos dependuravam-se a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes. Alguns, em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras nuvens escuras que houvessem baixado repentinamente ao solo. Não dissimulava, entretanto, minha surpresa. As sombras sucediam-se umas às outras e posso assegurar que o número de entidades inferiores, invisíveis ao homem comum, não era menor, nas ruas, ao de pessoas encarnadas, em contínuo vaivém. 2 - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA, (10) - Um cooperador veio informar o Mentor sobre dolorosa ocorrência, que exigia a sua presença, generosa e sábia. Depois de registar o local do acontecimento, esse convidou-nos e partimos.  A regular distância do local para onde nos dirigíamos, vimos a agitação do aglomerado espiritual de características inferiores. A psicosfera densa tresandava, com odores carregados e desagradáveis. A turbamulta discutia, acaloradamente, e alguns truculentos marginais desencarnados se disputavam direitos sobre as pessoas que tombaram no lutuoso acontecimento. A menos de cem metros fomos recebidos pelo irmão Agenor, encarregado do atendimento naquela área com um grupo de servidores, que de pronto sintetizou a tragédia. Eram cinco jovens que pareciam embriagados e trafegavam com velocidade, quando outro veículo fez uma ultrapassagem rápida. O mesmo não concluíra o lance, quando freou violentamente em razão de um obstáculo à frente. Como também desenvolvesse alta velocidade e colhido pelo imprevisto, o jovem que vinha atrás tentou desviar-se, subindo ao passeio e chocando-se contra a balaustrada. O golpe muito forte rompeu a proteção, indo o carro cair nas águas lodosas do mangue, perecendo os seus ocupantes. ... Quando fomos vistos pelos Espíritos estúrdios, doestos e imprecações absurdas choveram sobre nós. Éramos quatro servidores em nome do Bem, enquanto os agressores formavam uma horda expressiva, ruidosa e agressiva. 3- CONSCIÊNCIA, (1) Uma luz negra dava ao ambiente um certo ar de mistério. As fisionomias das pessoas que ali se encontravam denotavam cansaço, peles amareladas e sem viço, olhares parados, lábios secos, cabelos úmidos de suor, bocas semi-abertas, mãos trêmulas. Os rapazes já deitados estavam sem suas camisas; as jovens, muitas delas bem crianças ainda, em peças sumárias. Luzes coloridas piscavam, aumentando o embalo da festa. Os desencarnados, dementados, aspiravam as emanações daqueles corpos doentes e intoxicados. 0 álcool misturado à droga tornava-os trapos humanos. No Plano Espiritual iniciamos o nosso auxílio. Espíritos desvairados disputavam, aos tapas, o contato com os dependentes. Em cada um deles podíamos ver grudados cerca de seis Espíritos desencarnados; muitos receberam os primeiros socorros, mesmo relutando, sendo isolados por uma proteção vibratória e, por mercê do Pai, foram adormecidos. Se a luz no Plano Físico era negra, no Espiritual mesclava-se de vermelho. Estupefato, pareceu-me ver apenas formas ovoides retorcendo-se e, principalmente, procurando colar-se ao cérebro e ao baço dos dependentes. (16) - Retornamos ao ambiente. Um jovem de dezesseis anos havia trazido cogumelo. Esse fungo, seco, não só foi misturado ao cigarro da maconha, como dele foi feito chá. Aí, sim, as alucinações foram terríveis. Isaac apressou-se a socorrer um garoto que se debatia; ele fazia a viagem, ignoravam o fato de que seu cérebro estava recebendo uma voltagem além da sua capacidade. Cercamo-lo, enquanto os médicos trabalhavam, mas os encarnados, felizes com a nova experiência, nem percebiam o seu desespero. Ali, aquele apartamento — que bem pode ser o apartamento ao seu lado — meia dúzia de jovens dilaceravam o seu corpo físico, violentando-o com doses letais. Quando dali saímos, perguntei a Enoque por que alguns deles jogavam fora a ponta que sobrava do baseado, dizendo: fica pro santo. Enoque riu, dizendo: — E você viu como os viciados desencarnados saboreavam as mutucas? Caso os viciados tivessem vidência ativa, veriam os tristes fatos que os rodeiam. Se no apartamento a turma era pequena, na parte espiritual eram disputados a tapa os corpos dos encarnados. Para os jovens, gostaríamos de escrever mais abertamente e talvez no futuro possamos fazê-lo. Contemplei condoído a cena: todos caídos, uns ressonando, outros apenas em viagem; as menininhas eram como sacos inúteis amontoados no chão. Alice falou-me: — Foi muito difícil viver ao lado dos suicidas, mas eles eram gente. Estes meninos estão tomando forma de animal e já não possuem raciocínio. Até onde irão? — Ao remorso — disse Karina.

             CORONAVÍRUS EM 6 ANGULOS DIFERENTES

 2-  Comentário de Ademar Junior. “Vi um vídeo de um famoso pastor que afirmava que o coronavirus é uma artimanha de satanás para espalhar o medo, deixando as pessoas frágeis e apavoradas. Depois parece que ele andou apagando esse vídeo.”
  Caro Ademar, acabamos de falar desse assunto. Não é assim que o Espiritismo vê. Problemas e dificuldades o ser humano sempre teve em todas as épocas, e continuará tendo, pois a vida será sempre um convite ao trabalho e ao progresso. Se tudo estivesse pronto e resolvido ao adentrarmos este mundo, perguntamos: o que estaríamos fazendo aqui?
 Na verdade, como ainda somos Espíritos pouco esclarecidos a respeito das leis da vida, ( estamos nos referindo , aqui, aos seres humanos em geral), buscamos facilidades e nos aborrecemos com os problemas. Tanto os problemas pessoais ( de cada um de nós), como problemas que afligem a família, a coletividade, o pais e a humanidade toda. Essa tendência ainda é muito comum. No entanto, sabemos – e a própria História da Humanidade nos dá conta disso – que o ser humano só chegou à condição em que se encontra hoje, porque, ao longo dos séculos e milênios, desde os tempos do homem da caverna,  ele enfrentou problemas e procurou os meios de resolvê-los.
 Temos imensa dificuldade de lidar com situações que atingem nossos interesses. Basta que alguém discorde de nós para que fiquemos aborrecidos, zangados -às vezes, inconformados e revoltados. Veja, por aí, como ainda somos crianças espirituais: não queremos ser contrariados. Falta em cada um de nós a virtude da humildade, ponto de partida de tudo quanto Jesus ensinou há dois mil anos. A humildade ( o contrário do orgulho) é o caminho para a verdade e, de posse da verdade, podemos compreender a extensão do amor, que é o contrário do egoísmo.
 Aliás, Jesus se utilizou de uma comparação muito apropriada quando falou das duas portas: a porta larga ( das facilidades e das comodidades ) e a porta estreita ( a porta do trabalho e dos desafios). Isso vale tanto para o indivíduo quanto para a coletividade. A humanidade, como um todo, tem os seus problemas, que nada mais são do que o reflexo da condição moral dos indivíduos que habitam este planeta. Ao longo de sua história, ela já conheceu inúmeros desastres, inúmeras calamidades, mas nem por isso desapareceu. Pelo contrário, o homem foi aprendendo a lidar com as dificuldades, a vencer obstáculos de toda ordem, alcançando um nível considerável de progresso.
  Para o Espiritismo só Deus existe, e Deus é o Bem Supremo. Dele vieram todas as coisas: é a causa e o fim de tudo. Por isso, é supremo; por isso é perfeito.  Isso quer dizer que não existe nenhuma outra força que possa se lhe opor. De modo que as calamidades, que acontecem no mundo, ou provêm do processo evolutivo da natureza que está em constante mudança ou decorre da ação do próprio homem. Contudo, mesmo assim, porque Deus é o Bem Supremo e não erra, até aquilo que julgamos um mal, na verdade, sempre concorre para o nosso bem.
  Se existem demônios, como muita gente ainda acredita, esses demônios somos nós mesmos, quando agimos com egoísmo e com espírito dominador. O próprio apóstolo Pedro, em determinado momento, foi chamado de satanás por Jesus, porque naquele momento ele agia mal. Sendo assim, Ademar, segundo a orientação espírita, não devemos ver neste episódio do coronavirus mais do que outro desafio que a humanidade precisa aprender a enfrentar. Não para se perder, mas para crescer, como veio crescendo através dos séculos, depois de ter vencido muitos obstáculos perigosos.
 Nós é que precisamos tirar uma lição de tudo disso. Já temos a dengue, o zika, a chicungunha, a febre amarela, o sarampo – outras tantas epidemias nos rondando. Será que temos aprendido a nos defender? Será que temos mudado nossos hábitos para ter uma vida mais saudável e mais segura? O que temos feito em nosso favor? O que temos feito pelo bem maior, que é a coletividade? Agora, Ademar, é o COVID-19. Será que saberemos atender os que as autoridades de saúde está recomendando?