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quinta-feira, 2 de julho de 2020

INSTINTO X INTELIGÊNCIA; SOBREVIVERAM; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR




 Numa reunião do Centro colhemos a seguinte questão, levantada por um dos presentes: “Uma pessoa vai ao centro para afastar um Espírito obsessor que está com ela. Ouço dizer que não devemos afastar o obsessor à força, mas apenas com evangelho, para que ele desista do que está fazendo e aprenda a perdoar, porque caso contrário, mais cedo ou mais tarde, ele voltará com carga redobrada. Então pergunto: e se o obsessor não se convencer do evangelho, essa obsessão nunca vai acabar?
 Chamamos de obsessor, caros ouvintes, o Espírito que está seguindo uma pessoa com o único objetivo de prejudicá-la. Quase sempre é um inimigo ou, até mesmo, alguém que está a serviço de um inimigo. Veja bem: inimigo que pode ser desta ou de encarnação anterior.  Constatada a obsessão ( até porque nem todos os casos de pessoas perturbadas são casos de ação de Espíritos desencarnados), há pelo menos três meios de tentar resolver o problema, sob o ponto de vista espírita.
O primeiro é acolhendo e esclarecendo o obsidiado para que ele crie resistência ou saiba se livrar da influência perniciosa. O segundo é esclarecer o Espírito obsessor, através de reuniões mediúnicas, tentando sensibilizá-lo com os argumentos do evangelho ou da fé racional. E o terceiro caminho é trabalhar com os dois – tanto com o obsessor como com o obsidiado – para que ambos percebam o caminho da libertação e ajudem-se mutuamente a se livrarem dessa perturbadora e desastrosa ligação.
  A questão, no entanto, precisa ser entendida, tanto do ponto de vista do obsidiado quanto do obsessor, simplesmente porque existe uma ligação – geralmente de ódio – entre eles, que veio do passado – como já  dissemos: desta ou de outra encarnação. Neste particular é mais fácil convencer o obsidiado do que o obsessor, até porque o obsidiado é uma pessoa humana, ali presente, que estamos vendo, que pode ser conhecida e, portanto, encontra-se mais acessível ao esclarecimento e à orientação.
 Muitas vezes, o simples convencimento do obsidiado – de que ele não é apenas uma vítima inocente, mas também responsável pelo que está acontecendo – acaba por despertar-lhe o interesse em melhorar seu pensamento, suas atividades e sua conduta diária, o que às vezes basta para que o obsessor vá aos poucos perdendo seu domínio sobre ele e se afaste. Para qualquer um de nós não existe uma proteção maior contra investidas negativas do plano espiritual do que um bom comportamento. Nossa vida moral é o maior antídoto contra a obsessão.
 No entanto – preste atenção nisso -  o simples convencimento do obsessor – quando o obsidiado não se  esforça o suficiente para mudar suas atitudes e comportamento – não resolve o problema, porque a ligação mental entre ele e o obsessor continua aberta e o obsidiado, ainda que inconscientemente, continuará atraindo o obsessor com o seu ódio. Por isso é que, num grupo espírita esclarecido, fala-se que é mais urgente e necessário trabalhar o obsidiado do que o obsessor.















quarta-feira, 1 de julho de 2020

EXPLICAÇÃO PLAUSIVEL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR


Artigo publicado por jornal inglês especializado em assuntos médicos foi tema da reunião da Sociedade Espírita de Paris de 9 de outubro de 1868 por sua originalidade, resultando em matéria inserida na edição de novembro da REVISTA ESPÍRITA. Enfocava o caso de uma menina que, sem ter pronunciado palavras até os três anos, começou com os habituais “papai” e “mamãe” e  quando se aproximou dos quatro, a língua se desatou de repente, falando a partir daí com toda a facilidade e volubilidade de sua idade. Um problema apenas se observava: nenhuma das palavras era em inglês, tampouco tinham relação com a corruptela de palavras de que se serviam as crianças que brincavam com ela. Sem ter jamais ouvido francês, incluía no seu singular idioma, diversos termos do mesmo. Os pais, desolados, insistiam em ensinar-lhe o inglês, inclusive afastando-a de crianças de sua idade, pondo-a em contato com gente idosa, falando o idioma pátrio e ignorando seu comportamento. Em contato com pessoas que não tinha o hábito de ver, punha-se a ensinar-lhes sua língua, o que, por sinal, já havia feito com um irmão mais velho que ela dezoito meses. Debatido o fato entre os participantes da reunião da Sociedade, manifestou-se através de um médium um Espírito de nome Nivard observando que “fatos surpreendentes ocorreram em todos os tempos, em todas as épocas, causando admiração aos homens, mas tinham similares ou parecidos. Isto certamente não os explicava, mas eram vistos com menos surpresa. Este de que se trata é, talvez, único no seu gênero. A explicação que se pode dar nem é mais fácil, nem mais difícil que as outras, mas sua singularidade é chocante: eis o essencial”. E prossegue:“-Quanto à causa, vou tentar vô-la dizer: o Espírito encarnado no corpo dessa menina conheceu a língua, ou antes, as línguas que fala, pois faz uma mistura. Não obstante, a mistura é feita conscientemente e constitui uma língua, cujas diversas expressões são tomadas das que esse Espírito conheceu em outras encarnações. Em sua última existência ele tinha tido a ideia de criar uma língua universal, a fim de permitir aos homens de todas as nações entender-se e assim aumentar a facilidade das relações e o progresso humano. Para esse efeito ele tinha começado a compor essa língua, que constituía fragmentos de várias que conhecia e mais gostava. A língua inglesa lhe era desconhecida; tinha ouvido ingleses falar, mas achava sua língua desagradável e a detestava. Uma vez no Plano Espiritual, o objetivo que se tinha proposto em vida aí continuou; pôs-se à tarefa e compôs um vocabulário que lhe é particular. Encarnou-se entre os ingleses, com o desprezo que tinha por sua língua, e com a determinação bem firme de não a falar. Tomou posse de um corpo, cujo organismo flexível lhe permite manter a palavra. Os laços que o prendem a esse corpo são bastante elásticos, para o manter num estado de semi-desprendimento, que lhe deixa a lembrança bastante distinta de seu passado, e o mantém em sua resolução. Por outro lado, é ajudado, e o mantém em sua resolução. Por ouro lado, é ajudado por seu guia espiritual, que vela para que o fenômeno tenha lugar com regularidade e perseverança, a fim de chamar a atenção dos homens. Aliás, o Espírito encarnado estava consentindo na produção do fato. Ao mesmo tempo em que demonstra o desprezo pela língua inglesa, cumpre a missão de provocar as pesquisas psicológicas”. Comentando a mensagem, Allan Kardec acrescenta: -“Se a explicação não pode ser demonstrada, ao menos tem por si a racionalidade e a probabilidade. Um inglês que não admite o princípio da pluralidade das existências e que não tinha conhecimento da comunicação acima, arrastado pela lógica irresistível, disse, falando desse caso, que ele não poderia explicar senão pela reencarnação, se fosse certo a gente reviver na Terra. Eis, pois, um fenômeno que, por sua estranheza, cativando a atenção, provoca a ideia da reencarnação, como a única razão plausível que se lhe possa dar. Antes que este princípio estivesse na ordem do dia, ter-se-ia simplesmente achado o caso bizarro e, sem duvida, em tempos ainda mais remotos, teriam olhado essa menina como enfeitiçada. Nós nem mesmo diríamos que hoje não fosse esta a opinião de certas pessoas. O que não é menos digno de nota é que este fato se produz precisamente num País ainda refratário à ideia da reencarnação, mas que será arrastado pela força das coisas”.

    Quando a gente entra em conflito com a consciência, não é por causa dos valores morais que aprendemos de nossos pais? (Aylton)

  Em primeiro lugar, vamos dizer o que vem a ser “conflito de consciência”, Aylton. É quando fazemos alguma coisa que a nossa consciência reprova (ou seja, algo que não deveríamos fazer), ou quando não fazemos aquilo que ela pede que façamos. Por mais que procuremos disfarçar ou esconder de nós mesmos, no fundo vamos sentir que entramos em conflito conosco mesmos, quase sempre desenvolvendo um sentimento de culpa.
A que se deve isso. Evidentemente à noção que já adquirimos do que é certo e do que é errado, do que devemos e do que não devemos fazer. Nossa consciência moral é quase sempre muito exigente conosco mesmos. Isso quer dizer que ela cobra pelos erros que cometemos, embora haja de forma silenciosa. Ninguém fica sabendo, mas nós ficamos. Por isso, é comum acontecer de a pessoa procurar esquecer para não se culpar.
E é aí que pode entrar o perigo, quando ela procura a bebida, quando procura a droga ou quando se entrega inteiramente ao erro, tentando encobrir uma falta com outra falta. Nenhum de nós, que goza da plenitude de sua consciência moral, está livre de se culpar. Muitas vezes nos culpamos pelas mínimas coisas. E isso deve em parte ao que os nossos pais, nossos professores e a própria religião nos ensinaram. A culpa é um tormento para o espirito.
Mas não é só isso. Todos trazemos valores de outras encarnações, de experiências que vivenciamos no passado e que também estão impressas em nosso inconsciente, estimulados pelos que estamos aprendendo na presente encarnação. A consciência moral é o nosso mais implacável juiz. Nada escapa da sua consideração e é por isso que um sentimento de culpa pode perseguir a pessoa durante toda uma vida e até no mundo espiritual.
Por essa razão, quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos quais as condições básicas para a felicidade na Terra, eles colocaram a tranquilidade de consciência como uma dessas condições. Sem consciência tranquila a pessoa vive um tormento e acaba percebendo que seu maior inimigo está dentro dela mesma.
Por isso, é recomendável que você não faça nada errado, pense muito bem o que vai fazer, volte atrás enquanto é tempo. Outro perigo você ficar adiando um compromisso sério e perder a oportunidade de estar bem consigo mesmo. Pois é mais vantajoso se conter e se privar de uma vontade momentânea do que, depois, ter que amargar o sentimento destruidor da culpa na própria consciência.



















terça-feira, 30 de junho de 2020

MAGNETISMO PERISPIRITUAL; OBSESSÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR




 Na sua recente obra, O CÉREBRO QUE SE TRANSFORMA, lançado no Brasil pela Editora Record, o psicanalista e psiquiatra Norman Doidge, trata da extraordinária habilidade do cérebro humano em modificar sua própria estrutura e funcionamento.
Doidge viajou pelo mundo para ouvir histórias de cientistas que trabalham em laboratórios de neurociência de ponta, além de auscultar opiniões de outros médicos e de pacientes. Com isso, ele reuniu uma quantidade apreciável de relatos, que estão descritos nesse livro, onde demonstra a incrível capacidade de regeneração e de autocura do nosso cérebro.
            Trata-se de um trabalho apreciável de Norman Doidge, que vem corroborar a concepção de que o corpo dispõe de um mecanismo especial para encarar as doenças e combatê-las. Isso quer dizer, em última instância, que grande parte das enfermidades que atingem o corpo acabam sendo curadas pelo próprio corpo, sem que precisemos fazer nada para isso. Aliás, autocura é o que o corpo está fazendo todo dia e a toda hora, sem que você perceba.
            É claro que essa revelação não é novidade para a medicina e tampouco para o homem comum. No dia a dia, todos somos testemunhas da ação autocurativa de nosso corpo. Basta observar o que acontece quando fazemos um corte no dedo, por exemplo: imediatamente entra em ação um mecanismo de coagulação do sangue e, em pouco tempo, esse corte estará cicatrizado. Existem no corpo centenas de mecanismos de auto-regeneração em funcionamento. Qualquer corpo estranho, que entre no organismo – como um vírus ou bactéria nocivos – passa a ser imediatamente combatido pelo seu sistema de defesa (chamado de sistema imunológico), até que seja expulso. Mas, é claro, essa ação (como tudo na natureza) tem um limite; se o sistema de regeneração não for mais capaz de promover totalmente a cura, ficaremos doentes: é quando entra a ação da medicina – não para substituí-lo, mas para ajudá-lo, uma vez que quem realiza a cura, em última instância, não é a medicina, mas o corpo.
            Por isso é que é necessário e importante que você procure manter atitudes positivas diante da vida, caro ouvinte, uma vez que seu pensamento é um poderoso estimulador de seu sistema de defesa, através das múltiplas funções cerebrais. Pessoas, que têm fé e pensam positivamente, estão mais próximas da cura do que aquelas que se entregam facilmente ao desânimo ou desistem de viver.
            Aqui fica valendo aquela famosa assertiva de Jesus, quando disse: “ A fé remove montanhas”.
            Os Espíritos protetores podem nos ajudar muito nas doenças – se soubermos cooperar, é claro. Do mesmo modo a medicina, a psicologia e outras disciplinas da área de saúde. Mas, a decisão final de se curar é sempre nossa, do nosso corpo, de suas reações ao tratamento.
            As chamadas “curas espirituais” que geralmente as religiões proclamam, para muitos constituem verdadeiros milagres e estão intimamente relacionadas com esse mecanismo natural do cérebro, que promovem a autocura. Nesse caso, essa capacidade extraordinária do organismo, além de depender da fé do paciente, é estimulada por uma ação exterior, provinda de um ou mais Espíritos benfeitores. Contudo, o mérito principal é de quem foi curado, porque é na sua atitude mental que os bons Espíritos se apoiam. Lembre-se da assertiva de Jesus, após uma cura obtida:  “A tua fé te curou”.
            Por isso é que dizemos sempre que Deus já nos deu tudo o que nos tinha a dar; o resto depende de nós. Se você souber utilizar bem sua capacidade de autocura, com certeza, saberá superar muitos problemas que afetam seu corpo, facilitando a ação da medicina e dos benfeitores espirituais.      
            Com isso, continua valendo uma afirmação de Santo Tomás de Aquino, teólogo católico, que viveu no século XIII, quando disse: “Toda cura é autocura”.
A ciência está comprovando isso e nós estamos descobrindo, cada vez mais, do que somos capazes.