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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

TRÊS QUESTÕES SOBRE A MORTE E O MORRER


O LIVRO DOS ESPÍRITOS afirma que a única fatalidade da vida é o instante da morte. Existe data prevista para se morrer?  Com exceção do suicídio, todos os casos de desencarnação são determinados previamente pelas forças espirituais que orientam a atividade do homem sobre a Terra. (C; 148) Há planos prefixados e ocasiões previstas com relativa exatidão para o deperecimento do veículo físico; no entanto, os interessados costumam alterá-los, seja melhorando ou piorando a própria situação.  Tempo é comparável a crédito que um estabelecimento bancário empresta ou retira, segundo as atitudes e diretrizes do devedor.  Não podemos, assim, olvidar que a consciência é livre para pensar e agir, tanto nas áreas físicas quanto nas espirituais, mesmo quando jungida às consequências do passado culposo...  Qualquer dia é dia de criar destino ou reconstituir destino, de vez que todos somos consciências responsáveis. (SD, 9)  Há existências que perdem pela extensão, ganhando, porém, pela intensidade.  A visão imperfeita dos homens encarnados reclama o exame acurado dos efeitos, mas a visão divina jamais despreza minuciosas investigações sobre as causas...(OVE; 13) Nos flagelos tipo terremotos, inundações, etc  todos os que morrem estavam marcados para morrer? Durante a vida, o homem tudo relaciona ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. A vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na Eternidade.  Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo.  Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles. Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao Infinito, menos importância lhe daríeis.  Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar. Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo. Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e a abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo. (LE) Para aquele que passa pela experiência qual a primeira impressão? Tudo, a princípio, é confuso.  De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos. Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte.  Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos.  Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.  Aquela perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. (LE;165)