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terça-feira, 17 de maio de 2022

SEDUÇÃO FACILITADA PELA CONDIÇÃO EVOLUTIVA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 - “Muitas vezes, os próprios Espíritos que escolhemos para determinados labores terrestres não resistem à sedução do dinheiro e da autoridade. Sentem-se traídos em suas próprias forças e se entregam, sem resistência, ao inimigo oculto que lhes envenena o coração”. O comentário incluído no importante livro BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO do Espírito Humberto de Campos, através do médium Chico Xavier, nos auxilia a entender em parte, a razão pela qual grandes personagens do mundo político e social se distanciam dos deveres que a posição ostentada lhes deveria impor socialmente. O fato em questão envolvia na segunda metade do século 18, personalidade ligada à Coroa Portuguesa responsável por decisão que resultou na extinção de importante trabalho social conhecido como Missões desenvolvido no sul do Brasil, levando Espíritos desencarnados ligados à causa a questionar Ismael, líder espiritual da nação brasileira, sobre a drástica decisão. (...) A história da Humanidade registra ascensões espantosas somente explicáveis por ascendentes espirituais, como de Napoleão Bonaparte que, de figura comum, quase inexpressiva no exercito francês, tornou-se Imperador do País ao qual servia. “Um predestinado”, dirão alguns, contudo, a sucessão dos fatos que marcou tal acesso, nos leva a crer ter sido pela interferência e influência de um poder invisível e superior. O caso, por exemplo, da camponesa analfabeta Joana d’Arc que ainda nem bem alcançara a vida adulta, tornou-se líder do exercito francês na luta contra o domínio inglês, na Guerra dos Cem Anos, inspirada e induzida por aqueles que, dos bastidores da evolução cuidavam do desenvolvimento das matrizes genéticas necessárias para o renascimento, séculos depois, dos Espíritos responsáveis pelo Iluminismo, conforme revelação de Chico Xavier, no livro CHICO DE FRANCISCO de Adelino Silveira. Detalhes como estes nos convidam a refletir numa possível orientação da evolução da Humanidade presente no planeta Terra, emanar de outros Planos de Vida. Observando a extraordinária descrição contida no primeiro capítulo do Evangelho do Apóstolo João percebe-se pistas importantes. No versículo três, em se referindo a Jesus, diz que “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, tendo frisado no anterior que “Ele estava no princípio com Deus”, dirimindo dúvidas sobre Jesus e Deus serem os mesmos. Mais à frente no versículo 10, anota que “estava no mundo, o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”. O “mundo” a que se refere deve ser a Terra que se “feito por ele”, portanto, antes do Planeta começar há quatro bilhões e meio de anos a formar-se fisicamente em nossa Dimensão, o coloca num outro Plano existencial, ou se preferirmos, Universo Paralelo. No substancial livro A CAMINHO DA LUZ (feb,1938) do Espírito Emmanuel, recebido mediunicamente nos primeiros lances da chamada Segunda Guerra Mundial, essas cogitações encontram respaldo quando o Benfeitor Espiritual revela resumidamente do ponto de vista do Mundo Espiritual a evolução planetária e de seus habitantes desde os fenômenos que culminaram em sua formação. Nos dados por ele coligidos está explicitada a presença de Jesus como membro àquela época de uma Comunidade de Espíritos Puros, perante os quais assumiu a responsabilidade de orientar e conduzir uma legião de Espíritos capazes de operar a construção de mais uma habitação entre “as muitas moradas da Casa do nosso Pai”. Como, de acordo com a lógica “nada nasce do nada”, bilhões de anos foram necessários para que a espécie humana se viabilizasse no Planeta há apenas duzentos mi anos. Como perante o relógio do Cosmos “um século é um relâmpago na Eternidade” de acordo com afirmação do Espírito da Verdade n’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, os milênios que se seguiram testemunharam as transições de Mundo Primitivo para de Expiação e Provas e, no tempo presente, para de Regeneração.


Eu gostaria de saber quando o Ser humano vai ser capaz de encarar a morte com mais serenidade? A morte sempre existiu e até hoje nós não a aceitamos, mesmo sabendo que ela é inevitável. Não é contraditório isso? ( V.M.L.)


De ponto de vista racional, sim. Evidentemente, não podemos evitar a morte, mas podemos prolongar ao máximo a nossa vida. No livro “O CÉU E O INFERNO”, Allan Kardec trata desse tema, logo nos primeiros dois capítulos, que vale a pena ler. A colocação de Kardec, ali, é tão bem feita ( e considere que essa obra foi lançada em 1865), que vamos reproduzir um trecho Do 2º capítulo, onde ele diz o seguinte:


A crença no futuro é intuitiva e muito mais generalizada do que a crença no nada. Entretanto, a maior parte dos que crêem na imortalidade da alma são muito apegados aos bens terrenos e temerosos da morte. Por quê? Esse temor é um efeito da providência divina e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os seres vivos. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligencia o trabalho que deve servir ao nosso adiantamento.”


Kardec mostra, aqui – como você percebe - que o medo e a repulsa da morte vêm do instinto de conservação, da necessidade de estarmos sempre defendendo a vida e de precisar viver mais possível na Terra. Por isso não queremos morrer e não queremos que nossos entes queridos morram. Contudo, esse temor e essa repulsa vão assumindo outro aspecto à medida que compreendemos melhor o nosso futuro espiritual, tomando consciência de que a morte não é o fim, mas apenas uma passagem de uma condição para outra. Assim, quem realmente acredita na continuidade da vida, na imortalidade da alma, (mas quem tem realmente convicção disso) mesmo não querendo partir e mesmo sofrendo a partida de entes amados, vai, com certeza, absorver melhor essa realidade inevitável.


Para libertar-se do temor da morte – diz Allan Kardec – é necessário encará-la no seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado no pensamento do mundo espiritual, fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota da parte do encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria.” E completa: “À medida que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui, uma vez que, esclarecida a sua missão na Terra, espera por esse momento com calma, resignação e serenidade. A certeza na vida futura lhe dá outro rumo às ideias, outro objetivo ao trabalho...”