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domingo, 24 de outubro de 2021

ESPIRITISMO E MATERIALISMO: EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A Revolução Industrial do século 19 sucedida pela Revolução Tecnológica do século 20 aliado à inconsistência de muitos dos argumentos da fé cega sustentada pelas escolas religiosas do século 20 conduziram a expressiva maioria dos integrantes da sociedade humana que habita o Planeta Terra na direção da tentativa de negação do seu lado espiritual ou mesmo a acomodação nos dogmas e princípios dominantes. A ânsia por respostas, contudo e , felizmente, vai provocando o surgimento de inúmeras pesquisas que conduzirão as gerações futuras na direção de uma visão nova do sentido da vida e da forma de se aproveitar a curta passagem do Espírito pelo corpo físico que como demonstra alógica dos fatos de data de validade, sendo abandonado em função do desgaste das peças que o compõem, da sobrecarga a eles impostos pelos exceções da alimentação, dos destemperos emocionais ou da deliberação de ilusoriamente se auto aniquilar pelo suicídio. O Estudo da Doutrina Espírita, contudo, revela serem momentos naturais no processo evolutivo a que todos os matriculados na escola, internados no hospital ou aprisionados nesta das “muitas moradas na Casa de Nosso Pai”, como comentado por Jesus. Em artigo incluído na edição da REVISTA ESPÍRITA, de julho de 1868 , Allan Kardec desenvolve alguns argumentos importantes que prognosticam um fato que vai ganhando cada vez mais autenticação no século 21. Escreve ele: -“O que, até aqui, deu força ao Espiritismo, o que dele fez uma ciência positiva e de futuro, é que jamais avançou levianamente; que não se constituiu sobre nenhum sistema preconcebido; que não estabeleceu nenhum princípio absoluto sobre a opinião pessoal, nem de um homem, nem de um Espírito, mas somente depois que esse princípio recebeu a consagração da experiência e de uma demonstração rigorosa, resolvendo todas as dificuldades da questão. Quando, pois, formulamos um princípio é que, de antemão, estamos certos do assentimento da maioria dos homens e dos Espíritos. Eis por que não temos tido decepções. (...) Não tememos empenhar a responsabilidade da Doutrina, porque a Doutrina a adotará se for justa, e a rejeitará, se for falsa. (...). Deixemos, pois, o materialismo estudar as propriedades da matéria; esse estudo é indispensável, e será feito: o espiritualismo terá apenas que completar o trabalho naquilo que lhe concerne. Aceitemos suas descobertas e não nos inquietemos com suas conclusões absolutas, porquanto, estando demonstrada a sua insuficiência para tudo resolver, as necessidades de uma lógica rigorosa conduzirão forçosamente à espiritualidade; e sendo a própria espiritualidade geral incapaz de resolver os inúmeros problemas da vida presente e da vida futura, será encontrada a única chave possível nos princípios mais positivos do Espiritismo. Já vemos uma porção de homens chegarem por si mesmos às consequências do Espiritismo, sem o conhecer, uns começando pela reencarnação, outros pelo perispírito. Fazem como Pascal, que descobria os elementos da Geometria sem estudo prévio, e sem suspeitar que aquilo que imaginava ter descoberto era uma obra realizada. Dia virá em que pensadores sérios, estudando esta doutrina com a atenção que ela comporta, ficarão muito surpreendidos de aí encontrar o que procuravam, e proclamarão todo feito um trabalho cuja existência não suspeitavam. É assim que tudo se encadeia no mundo; da matéria bruta saíram os seres orgânicos, cada vez mais aperfeiçoados; do materialismo sairão, pela força das coisas e por dedução lógica, o espiritualismo geral, depois o Espiritismo, que não é outra coisa senão o espiritualismo particularizado, apoiado nos fatos”.



Por que é que a gente, depois de ter os filhos criados e vários netos, começa a se desgostar da vida? Será que é porque estamos chegando perto da morte? (anônima)


Muito cuidado, cara ouvinte! Muito cuidado! O Espiritismo nos ensina que a vida é uma jornada muito preciosa para desistirmos antes do fim. Ela nos é dada como oportunidade de crescimento, para que vivamos o máximo possível aqui na Terra – e com entusiasmo, naturalmente. Não devemos entregar os pontos antes da hora. Quando não tomamos esse cuidado, podemos antecipar a morte, partindo antes do tempo, e nos decepcionando muito do lado de lá.


Não acredite que seu tempo está vencido. Não está. Ninguém completa sua jornada até que o último minuto do relógio da vida se esgote. E um minuto a mais na vida de qualquer pessoa pode fazer uma grande diferença na sua evolução espiritual. O que acontece, infelizmente, é que as pessoas vão se convencendo de que já fizeram o que tinham de fazer, já aprenderam o que tinham de aprender e, portanto, a vida para elas não teria mais sentido. É errado pensar assim.


Esse é um erro que a própria sociedade precisa corrigir. As pessoas estão vivendo mais tempo hoje. Nunca o ser humano viveu tanto e, por isso, cada vez mais está se espalhando uma mentalidade de que a velhice é bem mais interessante do que se imaginava. O idoso sempre esteve relegado até no seio de sua própria família. Primeiro, porque ele mesmo ia se isolando no seu cantinho, perdendo o interesse pelas coisas e pelos fatos. Em segundo lugar, porque os mais jovens achavam isso natural, passando a considerar que, realmente, não era interessante ficar velho.


Mas essa mentalidade, aos poucos, está sendo superada. Cada idade tem suas vantagens e desvantagens; cada idade tem seus próprios interesses. Hoje, mais do que nunca, as pessoas mais idosas precisam buscar seus interesses na vida, não se deixando levar pelo desânimo ao se julgarem inúteis. Nada disso. A velhice deve ser vista como o coroamento de uma longa jornada; o idoso precisa ser respeitado pela experiência de vida e pelo conhecimento que adquiriu e que, hoje, pode passar para os mais jovens.


A notável poetisa goiana, Cora Coralina, que viveu quase um século, só se tornou famosa aos 70 anos, quando escreveu seu primeiro livro. Ela mesma disse que, se o escrevesse esse livro antes dessa idade, com certeza, não sairia tão bom, pois não há nada que possa substituir os anos de vida na experiência de uma pessoa. Aos 70 anos, portanto, nasceu-lhe um novo impulso de vida. Ela se agarrou a ele e, em pouco tempo, passou a integrar o quadro dos poetas mais destacados do Brasil, deixando para todos nós profundas lições de vida.


Portanto, viva a vida em plenitude. Não se preocupe com a morte. Para o Espírito o que interessa é a vida, que deve ser vivida com desprendimento, com alegria, fazendo com que cada minuto, por difícil que seja, se constitua numa importante momento de boa convivência. Conviver é a nossa maior necessidade; isolamento é contra a natureza humana. Busque pessoas, faça algo com elas, faça algo por elas, mas sinta-se útil e livre, para amar e ser amada. É o que Deus quer de nós, cara ouvinte.