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sábado, 7 de dezembro de 2019

SUICÍDIO, NÃO; KARDEC HOJE E SEMPRE 449; EVOLUÇÃO E LEI DE CAUSA E EFEITO: ENTENDA; CHICO VIVE


O tema suicídio deve ser recorrente na busca de desenvolver-se meios de preveni-lo. Afinal, como demonstrado por milhares de depoimentos de Espíritos que passaram por nossa Dimensão e já se certificaram que a razão de nossa curta existência no dito Plano Material é o trabalho de Evolução Individual. Na sequência, apresentamos três questões que podem clarear o entendimento de muitas pessoas. A revelação sobre a origem das causas das tribulações da vida oferecida pelo Espiritismo pode evitar a predisposição ao suicídio? As tribulações da vida são, ao mesmo tempo, expiações de faltas de vidas passadas e provas para o futuro.  O próprio Espírito as escolhe, visando ao seu adiantamento; mas pode acontecer que, uma vez na obra, ache muito pesada a carga e recue na sua execução; é, então, que recorre ao suicídio, o que o retarda, ao invés de o fazer avançar.  Acontece ainda que um Espírito se suicidou em precedente encarnação e, como expiação, é-lhe imposto na seguinte lutar contra a tendência do suicídio.  Se sair vitorioso, progride; se sucumbir, terá de recomeçar uma vida talvez mais penosa ainda que a precedente e, assim, deverá lutar até que haja triunfado, pois toda recompensa na outra vida é fruto de uma vitória, e quem diz vitória diz luta.  O espírita haure, pois, na certeza que ele tem deste estado de coisas, uma força de perseverança que nenhuma outra filosofia lhe poderia dar. O desenvolvimento da certeza das vidas sucessivas constrói uma fé sólida? Certo de viver depois da morte, e de viver muito mais tempo do que na Terra, é muito natural que pense em ser ali o mais feliz possível; além disso, certo de lá ser infeliz se não fizer o bem, ou mesmo se, não fazendo o mal, nada faz, compreende a necessidade de uma ocupação, o melhor preservativo contra a hipocondria (medo excessivo de estar doente).  Com a certeza do futuro, tem um objetivo; com a dúvida, não o tem.  É tomado pelo tédio e acaba com a vida porque nada mais espera.  Que nos permitam uma comparação um pouco trivial, mas à qual não falta analogia:  Um homem passou uma hora assistindo a um espetáculo. Se pensa que a peça acabou, levanta-se e sai; mas se souber que ainda vão representar coisa melhor e mais longa do que o que viu, ficará, mesmo que no pior lugar. A espera do melhor nele vencerá a fadiga. As mesmas causas que levam ao suicídio também provocam a insanidade.  O remédio de um é o remédio da outra.  Infelizmente, enquanto a Medicina só levar em conta o elemento material, privar-se-á de todas as luzes que lhe traria o elemento espiritual, o qual representa papel tão ativo num grande número de afecções.  As revelações do Espiritismo constituem-se num preventivo ao suicídio que, conforme outras religiões, impõem Penas Eternas aos praticantes? O Espiritismo mostra os próprios suicidas vindo explicar a sua posição infeliz, mas com uma diferença: as penas variam de acordo com as circunstâncias agravantes ou atenuantes, o que é mais conforme à Justiça de Deus; que, em vez de serem uniformes, são a consequência muito natural da causa que provocou a falta, o que não se pode deixar de aí ver uma soberana Justiça, distribuída com equidade.  Entre os suicidas uns há cujo sofrimento, não obstante temporário, nem por isso é menos terrível e capaz de fazer refletir a quem quer que se sinta tentado a partir daqui antes da ordem de Deus.  O espírita tem, assim, como contrapeso ao pensamento do suicídio vários motivos: a certeza de uma vida futura, na qual sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando a vida, chega a um resultado inteiramente oposto ao que esperava; que se liberta de um mal para cair noutro pior, mais longo e mais terrível; que não poderá rever no outro mundo os objetos de suas afeições, aos quais queria unir-se.