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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

DEUS; DIANTE DAS PROVAS DA VIDA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 




O nosso companheiro, Guilherme Pedro Valenciano, pergunta se num caso de violência e crueldade, como esse que aconteceu recentemente numa escola de Suzano, existe atuação de Espíritos obsessores.

 É claro que existe, Guilherme. E nem poderia ser diferente. Nós, os Espíritos encarnados, temos conosco a companhia de Espíritos que se afinam conosco. Esses Espíritos não precisam necessariamente estar ao nosso lado e nem nos guiar pelas mãos. Mesmo quando se acham à distância, estão sintonia com os nossos sentimentos, com as nossas ideias e propósitos. Os bons ajudam-nos a praticar boas ações, os maus nos estimulam o ódio e  o poder de destruição.

  Não pense que estamos atribuindo aos outros a responsabilidade que é toda nossa. Não. O que estamos dizendo é que nunca agimos sozinhos, mas quase sempre por influência de terceiros. E se fazemos algo que causa prejuízo aos outros, mesmo participando de um grupo, somos responsáveis pelos nossos atos. No entanto, não podemos esquecer que essa mesma regra vale também para as coisas boas que fazemos, pois quem pratica uma boa ação sempre tem o incentivo ou a proteção de bons Espíritos.

 Num ato violento e cruel, como esse que aconteceu em Suzano, não há dúvida de que houve um envolvimento obsessivo desses jovens, desde o planejamento à execução do massacre. Eles próprios participaram disso, acataram a ideia e se deixaram levar por ela, sem tomar consciência da gravidade do problema que estavam criando para si mesmos. A esse tipo de obsessão Kardec deu o nome de fascinação. Na fascinação, o poder de influencia é totalmente de ordem mental.

 O individuo fascinado torna-se presa fácil de qualquer má intenção. Ele fica nas mãos de malfeitores, Espíritos doentes ou mentalmente desequilibrados, que o envolve em suas artimanhas e os comanda de tal maneira que não encontra tempo para refletir sobre o que está fazendo. Hoje, na verdade, esse tipo de envolvimento se torna mais fácil, na medida em que os agentes do crime se envolvem com drogas, substâncias que bloqueiam o discernimento e alienação mental.

 A obsessão nesse caso, nos parece, que tem a ver com o retrocesso à violência contra a ordem, contra a autoridade, contra a lei e contra as minorias. Dá para perceber que, atrás de uma infeliz execução como essa, há um ritual de iniciação, algo tenebroso e cruel, que vem para agredir a sociedade e desafiar a ordem, para impedir que ela avance em termos de conquistas morais e espirituais. Espíritos comprometidos com esses grupos terroristas aproveitam o estrago causado pelas drogas para aliciar nossos jovens e torna-los instrumentos de destruição.

 Mas não é a espiritualidade que tem de resolver esse problema, Guilherme; é o próprio homem, o mais atingido e o mais interessado. A humanidade precisa acordar, a sociedade precisar acordar, a família precisa acordar. Não podemos mais ficar adiando providências para a nova educação da criança e do adolescente. Pais e professores precisam estar diretamente envolvidos nisso, movimentando-se nesse sentido, tanto quanto as demais instituições sociais, principalmente os grupos religiosos.