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domingo, 16 de dezembro de 2018

SONHAR E KARDEC - HOJE E SEMPRE 114


Ainda não surgiu nenhuma possível explicação melhor que a oferecida pelo Espiritismo sobre a questão dos sonhos. Segundo ele, o simples cochilo leva o organismo físico a um relaxamento e a um parcial desdobramento do corpo espiritual que passa a vivenciar experiências em outras Dimensões. Na sequencia alguns dos conteúdos verificados nas obras básicas de Allan Kardec. As experiências vividas nos sonhos devem ser levadas a sério? Necessariamente incompleta e imperfeita é a visão espiritual nos Espíritos encarnados e, por conseguinte, sujeita a aberrações.  Tendo por sede a própria alma, o estado desta há de influir nas percepções que aquela vista faculte.  Segundo o grau de desenvolvimento, as circunstâncias e o estado moral do indivíduo, pode ela dar, quer durante o sono, quer no estado de vigília:  1º - a percepção de certos fatos materiais e reais, como o conhecimento de alguns que ocorram a grande distância, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma enfermidade e os remédios convenientes;  2º - a percepção de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a presença dos Espíritos;  3º - imagens fantásticas criadas pela imaginação, análogas às criações fluídicas do pensamento.  Estas criações se acham sempre em relação com as disposições morais do Espírito que as gera.  É assim que o pensamento de pessoas fortemente imbuídas de certas crenças religiosas e com elas preocupadas lhes apresenta o inferno, suas fornalhas, suas torturas e seus demônios, tais quais essas pessoas os imaginam.  Às vezes, é toda uma epopeia.  Os pagãos viam o Olimpo e o Tártaro, como os cristãos veem o inferno e o paraíso. (G, 14:27/28) Se, ao despertarem, (...), conservam lembrança exata de suas visões, os que as tiveram tomam-nas como realidades que confirmam suas crenças, quando tudo não passa de produto de seus próprios pensamentos. Cumpre, pois, se faça uma distinção muito rigorosa nas visões extáticas, antes que se lhes dê crédito.  A tal propósito, o remédio para a excessiva credulidade é o estudo das leis que regem o Mundo Espiritual.  Os sonhos propriamente ditos apresentam os três caracteres das visões acima descritas.  Às duas primeiras categorias dessas visões pertencem os sonhos de previsões, pressentimentos e avisos. Na terceira, isto é, nas criações fluídicas do pensamento, é que se pode deparar com a causa de certas imagens fantásticas, que nada têm de real, com relação à vida corpórea, mas que apresentam às vezes, para o Espírito, uma realidade tal, que o corpo lhe sente o contra choque, havendo casos em que os cabelos embranquecem sob a impressão de um sonho.  Podem essas criações ser provocadas: pela exaltação das crenças; por lembranças retrospectivas; por gostos, desejos, paixões, temor, remorsos; pelas preocupações habituais; pelas necessidades do corpo, ou por um embaraço nas funções do organismo; finalmente, por outros Espíritos, com objetivo benévolo ou maléfico, conforme a sua natureza. (G, 14:27 e 28) E quanto aos sonhos relacionados a acontecimentos passados, inclusive de outras encarnações?  A experiência prova que, o Espírito encarnado, durante o sono do corpo, goza de certa liberdade e pode ter consciência de seus atos anteriores, saber porque sofre e que sofre justamente.  A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação.  A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhe haurir novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los. (ESE, 5:11)  Então durante os sonhos podemos nos encontrar com familiares ou amigos espirituais? Enquanto o corpo recupera as energias gastas no estado de vigília, o Espírito vai se retemperar entre outros Espíritos. É então que ele tira, de tudo o que vê, de tudo que percebe e dos conselhos que lhe são dados, as ideias que lhe ocorrem depois, em forma de intuições.  O Espírito nem sempre aproveita esse momento de liberdade para seu adiantamento.  Se conserva más tendências, em vez de procurar a companhia dos Bons Espíritos, busca a dos seus semelhantes, e dirige-se aos lugares em que pode liberar suas inclinações.  Aquele que se acha compenetrado desta verdade eleve seu pensamento, no momento em que sente aproximar-se o sono; solicite o conselho dos Bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham assisti-lo, no breve intervalo que lhe é concedido.  Se assim fizer, ao acordar se sentirá fortalecido contra o mal, com mais coragem para enfrentar as adversidades. (ESE,28:38)