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sexta-feira, 12 de abril de 2024

DEUS ESTÁ POR TODA A PARTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

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Como Deus tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, pode se imiscuir nos detalhes ínfimos, se preocupar com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo? Tal é a questão que se coloca frequentemente. 

Pondera Allan Kardec  que "em seu estado atual de inferioridade, os homens não podem, senão dificilmente, compreender Deus infinito, porque eles mesmos são acanhados e limitados, é porque eles o imaginam acanhado e limitado como eles; imaginam-no como um Ser circunscrito, e fazem a si mesmos dele uma imagem à sua imagem. Nossos quadros que o pintam sob os traços humanos não contribuem pouco para manter esse erro no espírito das massas, e que adoram nele a forma mais do que o pensamento. 

Para a grande maioria é um soberano poderoso, sobre um trono inacessível, perdido na imensidão dos céus, e porque suas faculdades e suas percepções são limitadas, não compreende que Deus possa ou se digne intervir diretamente nas menores coisas. Na impossibilidade em que está o homem para compreender a própria essência da Divindade, não pode dele se fazer senão uma ideia aproximada com a ajuda de comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que podem, pelo menos, mostrar-lhe a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível. Suponhamos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos, é evidente que cada molécula desse fluido produzirá sobre cada molécula da matéria com a qual está em contato, uma ação idêntica a que produziria a totalidade do fluido. É o que a química nos mostra a cada passo. 

Esse fluido, sendo sem inteligência, age mecanicamente tão-só pelas forças materiais; mas se supusermos esse fluido dotado de inteligência, de faculdades perceptivas e sensitivas, ele agirá, não mais cegamente, mas com discernimento, com vontade e liberdade; ele verá, ouvirá e sentirá. 

As propriedades do fluido perispiritual podem disso nos dar uma ideia. Ele não é inteligente por si mesmo, uma vez que é matéria, mas é o veículo do pensamento, das sensações e das percepções do espírito, consequentemente, é da sutileza desse fluido que os Espíritos penetram por toda a parte, desvendam nossos pensamentos, veem e agem à distância; é a esse fluido, chegado a um certo grau de depuração, que os Espíritos superiores devem o dom da ubiquidade; basta um raio do seu pensamento dirigido sobre diversos pontos, para que possam ali manifestar sua presença simultaneamente. 

A extensão dessa faculdade está subordinada ao grau de elevação e de depuração do Espírito. Mas os Espíritos, por elevados que sejam, são criaturas limitadas em suas faculdades, de seu poder e da extensão de suas percepções não poderiam, sob esse aspecto, se aproximar de Deus; no entanto, eles podem nos servir de ponto de comparação. 

O que um Espírito não pode cumprir senão num limite restrito, Deus, que é infinito, o cumpre em proporções infinitas. 

Há ainda esta diferença de que a ação do Espírito é momentânea e subordinada às circunstâncias: a de Deus é permanente; o pensamento do Espírito não abarca senão um tempo e um espaço circunscritos: o de Deus abarca o universo e a eternidade. Em uma palavra, entre os Espíritos e Deus há a distância do finito ao infinito. 

O fluido perispiritual não é o pensamento do Espírito, mas o agente e o intermediário desse pensamento; como é o fluido que o transmite, dele está de alguma sorte impregnado, e na impossibilidade que estamos de isolar o pensamento, parece não fazer senão um com o fluido, como o som não faz senão um com o ar, de sorte que podemos, por assim dizer, materializá-lo. Do mesmo modo que dizemos que o ar se torna sonoro, poderíamos, tomando o efeito pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente. Que seja assim ou não o pensamento de Deus, quer dizer que ele agisse diretamente ou por intermédio de um fluido, para a facilidade de nossa inteligência, nos representemos esse pensamento sob a forma concreta de um fluido inteligente enchendo o universo infinito, penetrando todas as partes da criação: a Natureza inteira está mergulhada no fluido divino, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua previdência, à sua solicitude; não há um Ser, por ínfimo que seja, que dele não esteja de alguma sorte saturado. Estamos, assim, constantemente em presença da Divindade; não há uma única de nossas ações que possamos subtrair ao seu olhar; nosso pensamento está em contato com o seu pensamento, e é com razão que se diz que Deus lê nas mais profundas dobras de nosso coração; estamos nele como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo, para estender sua solicitude sobre as menores criaturas, não tem necessidade de mergulhar seu olhar do alto da imensidão, nem deixar a morada de sua glória, porque esta morada está por toda a parte; nossas preces, para serem ouvidas por ele, não têm necessidade de transpor o espaço, nem de serem ditas com uma voz retumbante, porque, sem cessar, penetrados por ele, nossos pensamentos repercutem nele. 

A imagem de um fluido inteligente universal, evidentemente, não é senão uma comparação, mas própria para dar uma idéia mais justa de Deus do que os quadros que o representam sob a figura de um velho com longa barba, coberto com um manto. Não podemos tomar nossos pontos de comparação senão nas coisas que conhecemos; é por isto que se diz todos os dias: O olhar de Deus, a mão de Deus, a voz de Deus, o sopro de Deus, a face de Deus. 

Na infância da Humanidade, o homem toma suas comparações pela letra; mais tarde, seu Espírito, mais apto a agarrar as abstrações, espiritualiza as idéias materiais. 

A de um fluido universal inteligente, penetrando tudo, como seria o fluido luminoso, o fluido calórico, o fluido elétrico ou qualquer outro, se fossem inteligentes, tem por objeto fazer compreender a possibilidade para Deus de estar em toda a parte, de se ocupar de tudo, de velar sobre um ramo de planta como sobre os mundos. Entre ele e nós a distância está suprimida; compreendemos sua presença, e este pensamento, quando nos dirigimos a ele, aumenta a nossa confiança, porque não podemos mais dizer que Deus está muito longe e é muito grande para se ocupar de nós. Mas este pensamento, tão consolador para o humilde e para o homem de bem, é muito terrificante para o mau e os orgulhosos endurecidos, que esperam subtrair-se a ele por causa da distância, e que, doravante, se sentirão sob o aperto de seu poder. Nada impede de admitir, para o princípio de soberana inteligência, um centro de ação, um foco principal irradiando sem cessar, inundando o universo com seus eflúvios, como o sol com a sua luz. Mas, onde está esse foco? 

É provável que não esteja mais fixado sobre um ponto determinado quanto não o é a sua ação. Se simples Espíritos têm o dom da ubiquidade, esta faculdade em Deus deve ser sem limites. Deus enchendo o Universo, poder-se-ia admitir, a título de hipótese, que esse foco não tem necessidade de se transportar, e que ele se forma sobre todos os pontos onde a sua soberana vontade julga a propósito se produzir, de onde poder-se-ia dizer que ele está por toda a parte e em nenhuma parte. Diante desses problemas insondáveis, nossa razão deve se humilhar. Deus existe: disto não poderíamos duvidar; ele é infinitamente justo e bom: é sua essência; sua solicitude se estende a tudo: nós o compreendemos agora; sem cessar em contato com ele, podemos orar com a certeza de ser ouvido por ele; não pode querer senão o nosso bem, é porque devemos ter confiança nele. 

Eis o essencial; para o restante esperemos que sejamos dignos para compreendê-lo. (RE/5/66)




Eu gostaria de saber se existe corrupção no mundo espiritual. (V.M.L.)


Chamamos aqui de mundo espiritual ao plano de vida onde estão os Espíritos desencarnados, ou seja, as pessoas que viveram na Terra e desencarnaram. Não é difícil, portanto, concluir que entre essas pessoas há bons e maus, honestos e desonestos. A morte – ou seja, a passagem do Espírito desta para outra dimensão da vida – necessariamente não muda o seu caráter, embora possa contribuir para isso. Isso quer dizer que a tendência de uma pessoa, quando ainda muito arraigada à sua maneira de ser, pode não mudar com a morte ou, então, que as chances de ela mudar de repente são poucas.


Desse modo, assim como entre nós, no mundo espiritual há Espíritos com as mais diferentes tendências para o bem ou para o mal. A diferença, no entanto, é que no plano espiritual é muito mais difícil para o Espírito passar-se por honesto quando ele é corrupto. Aqui, na Terra, as pessoas se escondem sob diversas máscaras, uma vez que, de um modo geral, não somos capazes de “ver” seus sentimentos ou de adivinhar o que elas sentem ou o que estão pensando. No mundo espiritual, o Espírito mau tem dificuldade de se disfarçar, porque os traços do caráter se manifestam na forma como eles se apresentam, e todos são sensíveis aos sentimentos dos outros.


Além disso, há uma tendência natural dos bons se unirem aos bons e dos maus se unirem aos maus. Essa tendência, como explica André Luiz, está na própria lei de atração entre semelhantes. Cada Espírito cria em torno de si um campo mental que revela suas tendências morais. É esse campo de mental, que funciona à maneira de um ímã, que atrai e é atraído por outros campos mentais com vibrações semelhantes. No entanto, os maus Espíritos – ou seja, aqueles que têm tendências para a desonestidade e corrupção – podem influenciar, até com certa facilidade, os encarnados que também alimentam essas mesmas tendências.


Algumas religiões criaram as figuras teológicas do céu e do inferno, querendo dizer que no céu estão os bons e no inferno os maus. Contudo, para elas o céu e o inferno são condições definitivas para aqueles que para eles se dirigem. Já, para o Espiritismo, não há situação definitiva para ninguém, pois a felicidade ou infelicidade é uma conquista que cada um pode obter ao longo do tempo. Como a tendência é a perfeição, todos os Espíritos caminham para isso, ainda que hoje estejam numa situação bastante comprometedora. Assim, os maus não serão maus para sempre, pois a condição de maldade é uma espécie de sofrimento, de que todos, mais cedo ou mais tarde, vão procurar se libertar.


- Por outro lado, a corrupção é uma condição do espírito humano que, por estar ainda em sentimentos inferiores, dela não conseguiu se libertar. Quando o sentimento é muito profundo, só mesmo o sofrimento, através de experiências muito difíceis, pode despertar a consciência para a busca da regeneração.