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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A VERDADE SOB OUTRO ÂNGULO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 'Eu não acredito em reencarnação - Eu sei! ", afirmou a  PHD em Psicologia Hellen Wambach, em 1978, quase duas décadas após ter iniciado uma pesquisa criteriosa e profunda objetivando destruir a ideia da reencarnação. Uma das pioneiras na aplicação das regressões de memória com fins terapêuticos, escreveu alguns livros significativos nessa área como, VIDA ANTES DA VIDA e REVIVER VIDAS PASSADAS – EVIDÊNCIAS SOB HIPNOSE. Em dez anos, 1088 indivíduos foram estudados levando-a a concluir que as lembranças reveladas pelos analisados eram tão precisas que a “fantasia e a memória genética não poderiam explicar os padrões que surgiram”. Um questionário com onze perguntas era o roteiro submetido às pessoas regredidas aos período imediatamente anterior ao do seu nascimento na vida atua. Eram elas: 1- Foi sua a decisão de nascer? 2- Alguém o ajudou a decidir? Em caso positivo, qual o seu relacionamento com seu conselheiro? 3- Como você se sente ante a perspectiva de viver a próxima existência? 4- Há alguma razão pela qual você tenha escolhido nascer na segunda metade do século XX? 5- Foi você que escolheu o sexo? Se não foi, porque você decidiu ser homem ( ou mulher)?  6- Qual o seu objetivo nesta vida? 7- Caso você tenha conhecido sua mãe em alguma existência anterior, que tipo de relacionamento tiveram? 8- E seu pai? Se você o conheceu em alguma existência anterior, que tipo de relacionamento tinham? 9- Concentre-se no feto. Você sente que está dentro dele ou fora? Ou entrando e saindo? Em que momento sua consciência passa a funcionar no feto? 10- Você tem consciência das atitudes e sentimentos de sua mãe pouco antes de você nascer? 11- O que você sentiu ao emergir do canal do nascimento?. O erudito Hermínio Correia de Miranda no excelente trabalho NOSSOS FILHOS SÃO ESPÍRITOS (lachâtre), alinha alguns dos resultados obtidos pelas incursões no inconsciente dos voluntários pesquisados: 1- 81% dos pacientes disseram que eles próprios haviam decidido renascer, enquanto 19% que não tinham lembrança de nenhuma decisão; 2- 68% declararam-se relutantes, tensos ou resignados ante a perspectiva de viver nova existência, enquanto 26% consideravam a nova oportunidade com certo otimismo, esperando alcançar alguma conquista evolutiva; 3- 90% informaram que as mortes foram experiências agradáveis, mas que os nascimentos constituem momento de desventura e tensão; 4- 87% declararam haver conhecido seus pais, amantes, parentes e amigos de uma ou outra vida anterior. 5-  51% declararam ter decidido nascer após a década de 50 por causa de seu grande potencial para maturação espiritual já que muitas grandes almas estavam vindo juntas para a elaboração de uma Era de Ouro, na qual mudanças monumentais ocorrerão;  5- Muitos, contudo, vieram por causa de suas ligações com outros seres, que aqui se encontravam ou estavam para nascer, objetivando melhor entrosamento com elas, reparar faltas cometidas contra essa pessoas no passado, ou doar algo de si a alguém ou à Humanidade; 6- Quanto aos objetivos e finalidades das vidas, a tônica de forma coerente, sólida e de concludente convergência entre os entrevistados era o aprendizado ou reaprendizado do amor fraterno; 7- O momento de ligação com o corpo em formação, mostrou-se variável, refletindo, provavelmente o que a pessoa se lembra e não o que aconteceu, já que 89% disseram que somente se tornaram parte do feto ou se envolveram com ele após seis meses de gestação”.  Um dado importante apurado é que os entrevistados disseram “ter consciência de que existiam como uma entidade à parte do feto e até mesmo depois de seis meses. Muitos relataram que “as sensações físicas em emergindo do canal do parto era perturbador e muito desagradável, existindo a alma em um ambiente completamente diferente no estado entre a vida”. A tão desgastada palavra reencarnação associada naturalmente a escolas religiosas institucionalizadas que, infelizmente, continuam  nada fazendo  em favor do despertar espiritual das criaturas, encontram nas pesquisas da Dra Hellen Wambach importante referencial a favor da confirmação deste importante instrumento facilitador do progresso da individualidade que cada um de nós constitui. Como enfatizado pelo competente Hermínio Correia de Miranda, em suas investigações, “a Dra Wambach não estava fantasiando, nem se dirigindo a uma ‘coisa’, a uma abstração ou hipótese, mas falando com uma pessoa normal, inteligente, consciente, responsável, capaz de observar, concluir e expor ideias coerentemente, como qualquer adulto razoavelmente sensato e equilibrado”.



Roberto Silva faz o seguinte comentário. “Venho observando que está essa onda de ser ateu está crescendo. Antes as pessoas tinham medo de confessar sua descrença; hoje, não. Não sou contra ninguém. Acho que cada um tem o direito de pensar como quiser. Mas fico pensando comigo mesmo em que essas pessoas se baseiam para dizer que Deus não existe.”

 Você tem razão, Roberto. A crença é uma questão muito íntima, muito pessoal. É um terreno onde ninguém tem acesso, a não ser o próprio crente. Estamos falando das crenças em geral e não deste ou daquele tipo de crença, pois aquele que afirma que Deus não existe também está manifestando uma maneira de crer. Geralmente chamamos de crente quem crê Deus, mas não crer em Deus também é uma forma de crença. O que é crer? Crer é acreditar em algo que julga verdadeiro, até que possa mudar de opinião.

 Allan Kardec afirma que nunca existiu um povo ateu. De fato, se investigarmos a história da humanidade, por mais recuado o momento, vamos perceber que cada povo tinha sua crença, sua religião e seus cultos. O ateísmo – que é a crença que Deus não existe – deve ter surgido com a filosofia. A História nos dá conta de que foi na Grécia – 5 ou 6 séculos antes de Cristo – que surgiram os primeiros questionamentos sobre a existência de Deus ou dos deuses. Na verdade, era um movimento intelectual que vinha se opor à fé religiosa.

  São os intelectuais – ou seja, as pessoas que mais usam a razão e o conhecimento, que mais tendem ao ateísmo. Mas, para responder à sua indagação, Roberto, podemos afirmar que dois grandes tipos de causa podem levar a pessoa ao ateísmo. Uma causa emocional e outra intelectual. Diríamos que a principal delas é de ordem emocional. As religiões, de um modo geral, desde a antiguidade, têm causado muita decepção e muito trauma nas pessoas, quando não muito sofrimento. Logo, é a decepção – mais com os religiosos do que propriamente com a religião – que tem levado muito gente ao ateísmo.

 Veja bem. A religião, ao longo da história – e vamos buscar a história mais recente do Cristianismo – foi deveras castradora. Embora conflitando com os ensinamentos de Jesus, que jamais quis impor nada a ninguém, ela quis obrigar as pessoas a segui-la, a obedecê-la, a submeter-se aos seus dogmas, ignorando a liberdade que cada um tem de cultivar a sua própria maneira de pensar. Episódios como as Cruzadas e a Inquisição Religiosa – por exemplo – servem para mostrar que, a longo de séculos, muita gente se via obrigada a seguir determinado culto, sem acreditar nele. Aqueles que passaram por tal constrangimento – com certeza, nós mesmos  em encarnações anteriores – trazem no íntimo da alma um sentimento de repulsa e de revolta contra tudo que é religioso.

  Frei Betto, escritor e sacerdote católico, numa obra intitulada FIDEL E A RELIGIÃO, de mais de 30 anos atrás, entrevistando o líder cubano (Fidel Castro), quando Cuba estava no auge, perguntou-lhe o que o levou ao ateísmo. Castro respondeu que o que mais contribuiu para  que se tornasse ateu foi o fato de ter sofrido discriminação e castigos terríveis ainda criança, quando estudava num colégio católico. Logo, ele não podia acreditar num deus que castiga criança indefesa e que ainda a ameaça com o inferno depois da morte.

 Outra causa que pode levar ao ateísmo é o pensamento linear da ciência, que só aceita como verdade aquilo que pode ser comprovado pelo método de pesquisa que ela traçou. Como nos últimos 500 anos, a ciência veio descobrindo leis da natureza, que explicam certos fenômenos, antes atribuído ao sobrenatural pelas religiões, alguns cientistas concluem que, então, não precisamos de Deus para explicar como a natureza funciona, embora eles não levem em conta que a chave da questão não está no fenômeno em si, mas nas leis naturais que os regulam, e que só podem ter sido criadas por uma Inteligência Perfeita.