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sábado, 21 de setembro de 2019

GENIALIDADE E KARDEC - HOJE E SEMPRE 386


Exemplos como do menino Tsung Tsung, 5 anos capaz de deixar estarrecido quem o vê ou ouve executar ao piano belíssima peça musical de memória ou da holandesa Amira Willinghagen, 9 anos da americana Jackie Evancho, 10 anos que interpretam como grandes divas da música peças de óperas conhecidas, entre outros recentemente divulgados pela mídia não são fatos incomuns. A história coleciona vários outros, envolvendo personagens que mudaram campos do conhecimento, como Mozart que aos 4 anos executou uma sonata;  Paganini que aos 9 participou de um Concerto  em Gênova, na Itália;  Franz Liszt  que aos 14 compôs uma ópera em um ato; Michelangelo que aos 8 já conhecia a técnica de pintura; Vitor Hugo que aos 13 era reconhecido pela sua capacidade de versificação. Na edição de maio de 1867 da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec reproduziu interessante resposta sobre o tema, obtida em 13 de março daquele ano, em reunião havida na cidade de Douay, onde se indagou da Espiritualidade:-“O gênio é conferido a cada Espírito conforme sua conquista, ou conforme uma Lei , em relação com as necessidades de um povo ou da Humanidade?. Conforme a entidade que assina apenas UM ESPÍRITO, “o gênio é a repercussão das conquistas anteriores. Essa radiação é o estado do Espírito no desprendimento ou nas encarnações superiores: há, pois, duas distinções a fazer. O gênio mais comum entre vós é simplesmente o estado de um Espírito, do qual uma ou duas faculdades ficaram descobertas e em estado de agir livremente; recebeu um corpo que permite sua expansão na plenitude adquirida. A outra espécie de gênio é o Espírito que vem dos mundos felizes e adiantados, onde a aquisição é universal sobre todos os pontos; onde todas as faculdades da alma chegaram a um grau eminente, desconhecido na Terra. Estas espécies de gênio se distinguem dos primeiros por uma excepcional aptidão para todos os talentos, para todos os estudos. Concebem todas as coisas por uma intuição segura e que confunde a ciência estudada pelos mais sábios. Sobressaem em bondade, em grandeza de alma, em verdadeira nobreza, em obras excelentes. São faróis, iniciadores, exemplos. São homens de outras Terras, vindos para fazer resplandecer a luz do alto num mundo obscuro, assim como se enviam entre os bárbaros, para os instruir, alguns sábios de uma capital civilizada. Tais foram entre vós os homens que, em diversas épocas, fizeram avançar a Humanidade, os sábios que ampliaram os limites dos conhecimentos e dissiparam as trevas da ignorância. Viram e pressentiram o destino terrestre, por mais longe que estivessem da realização deste destino. Todos lançaram os fundamentos de alguma ciência, ou foram o seu ponto culminante. O gênio não é, pois, gratuito e não está subordinado a uma Lei: sai do próprio homem e de seus antecedentes. Refleti que os antecedentes são todos o homem. O criminoso o é por seus antecedentes; o homem de mérito, o homem de gênio são superiores pela mesma causa. Nem tudo é revelado na encarnação a ponto de não transpassar nada de nosso Ser interior. A inteligência e a bondade são luzes muito vivas, focos muito ardentes para que a vida terrena os reduza à obscuridade. As provas a sofrer bem podem velar, atenuar algumas de nossas faculdades, adormecê-las, mas se tiverem chegado a um alto grau, o Espírito não pode perder inteiramente a sua posse e exercício. Tem em si a segurança de que os mantem sempre à sua disposição; muitas vezes mesmo, não pode consentir em delas se privar. Eis o que causa as vidas tão dolorosas de certos homens adiantados, que preferiram sofrer por suas altas faculdades do que deixar que estas se apagassem por algum tempo.(...) Sim, todos nós seremos Platões, Aristóteles, Erasmos; nosso Espírito não verá mais empalidecer suas aquisições sob o peso da vida do corpo, ou extinguir-se sob o peso da velhice e das enfermidades”. Pesquisadores da reencarnação ao longo do Século 20, consideram que essa genialidade precoce se explicaria pelo curto intervalo entre as diferentes existências, chamado por eles de intermissão. Segundo eles, habilidades muito desenvolvidas ou mesmo trabalhos interrompidas com o advento da morte que lhes interrompeu projetos intensamente vividos, ressurgem espontaneamente na encarnação atual, seja para a continuidade dos trabalhos não concluídos ou levar a pensar os céticos.