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terça-feira, 12 de maio de 2026

O PRINCÍPIO DA REENCARNAÇÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Dentre os temas reveladores oferecidos pelo Espiritismo, o Princípio da Reencarnação oferece dados surpreendentes. Dissipa-se, portanto, a falsa visão mística da questão. Na sequência uma pequena demonstração disso nas respostas às questões geralmente comuns entre aqueles que verdadeiramente querem saber a Verdade. Como ocorre a concepção? Quando o Espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluidico (...), liga-o ao germe para o qual se sente atraído, por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o feto se desenvolve, o laço se aperta; sob a influência do princípio material do embrião, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, com o corpo que se forma. Quando o feto está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e, então, ele nasce para a vida exterior. (G.XI,18) A ligação inicial é no corpo perispiritual do filho com o da mãe. Do ponto de vista físico, através dos condutos naturais, correm os elementos sexuais masculinos, em busca do óvulo, em velocidade de três milímetros, aproximadamente, por minuto. Aos milhares, seguem, em massa para a frente, em impulso instintivo. O futuro óvulo materno, preside ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se. A célula feminina, sofrida a dilaceração da cutícula, enrijece-se cerrando os poros tenuíssimos, recebe o esperado visitante, impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a primeira posição na grande prova. Pouco mais de quatro minutos após atravessar a periferia do óvulo, alcança seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formam agora uma só, convertendo-se do ponto de visa espiritual, num tenuíssimo foco de luz.(...). Prossegue a divisão da cromatina, ajustando-se a forma reduzida do reencarnante, interpenetrando-se com o organismo perispiritico da mãe no microscópico globo de luz, que, impregnado de vida, começa a movimentar-se, sequencia que consome em torno de 15 minutos .(ML,13) - E nos casos de Espíritos que chegam ao Plano Espiritual com as sequelas das desarmonias que desenvolveram no corpo abandonado pelo impositivo da morte? O problema é de natureza espiritual. Durante a gravidez, a mente do reencarnante permanecerá associada à materna, influenciando a formação do embrião. Todo o cosmo celular do novo organismo estará impregnado pelas forças do pensamento enfermiço do que regressa ao mundo, renascendo com as deficiências de que é ainda portador, embora favorecido pelo material genético que recolherá dos pais, nos limites da lei de herança, para a constituição do novo envoltório. Na mente reside o comando. A consciência traça o destino, o corpo reflete a alma. Toda agregação da matéria obedece a impulsos do Espírito. Nossos pensamentos fabricam as formas de que nos utilizamos na vida .(ETC,29)  Como entender as gestações difíceis para a futura mãe? A mulher grávida, além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna, é igualmente constrangida a lhe suportar o contato espiritual, sempre sacrificial quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. A organização feminina, durante a gestação, sofre verdadeira enxertia mental. Os pensamentos do Ser que se acolhe ao santuário íntimo, lhe envolvem totalmente, determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. Se o filho é senhor de larga evolução e dono de elogiáveis qualidades morais, consegue auxiliar o campo materno, prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade, habitualmente dolorosa, em estação de esperanças e alegrias intraduzíveis. (ETC,30) E no caso dos que se situam nas mesmas dívidas e posição evolutiva? Influenciam-se mutuamente. Se a mãe atua de maneira decisiva, na formação do novo corpo, o Espírito atua vigorosamente nela, estabelecendo fenômenos perturbadores em sua constituição de mulher.  A permuta de impressões entre ambos é inevitável e os padecimentos que o reencarnante traz, se imprimem na mente maternal, que os reproduz no próprio corpo. A corrente de troca entre mãe e filho não se circunscreve à alimentação de natureza material, estendendo-se ao intercâmbio constante de sensações diversas (...). As mentes de um e de outro como que se justapõem, mantendo-se em permanente comunhão, até que a Natureza complete o serviço que lhe cabe no tempo. De semelhante associação, procedem os chamados “sinais de nascença”, pois, certos estados íntimos da mulher alcançam, de algum modo o princípio fetal, marcando-o para a existência inteira, já que o trabalho da maternidade assemelha-se a delicado processo de modelagem. 

EM BUSCA DA VERDADE COM O 

PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES 

CAVALCANTE

Por que Allan Kardec combateu mais os materialistas do que os religiosos?

Certamente porque os religiosos acreditam na alma e acreditam em Deus.  Nesse sentido, há muita coisa em comum entre as religiões e o Espiritismo e o ideal espírita.

E Kardec tinha razão. Hoje notamos que muito das ideias espíritas são aceitas por pessoas de outras religiões, numa demonstração da força dessas ideias que, aos poucos, vai se espalhando e se consolidando entre os religiosos.

Assim, se quisermos falar sobre o Espiritismo, com certeza será mais fácil falar aos religiosos, que já são espiritualistas, do que com materialistas que não acreditam em nada além da matéria e são avesso à ideia de Deus.

No entanto, é bom lembrar que Kardec, como ele mesmo deixou bem claro, não combatia os materialistas, mas sim o materialismo, como ele próprio afirma neste trecho do livro O QUE É O ESPIRITISMO.

“Sem dúvida – diz Kardec – cada um é livre de crer no que quer ou de não crer em nada. Não legitimamos a perseguição contra o cismático de qualquer religião”.

E prossegue: “Combatendo o materialismo, não atacamos os indivíduos, mas a doutrina que, se inofensiva à sociedade, quando se encerra no foro íntimo, na consciência das pessoas cultas, mas se for generalizada, torna-se uma chaga social”.

“A crença de que tudo acaba para o homem depois da morte, de que toda solidariedade cessa com a vida, leva o indivíduo a considerar uma estupidez o sacrifício do bem-estar presente em proveito de outrem. Daí a máxima, “Cada um por si durante a vida, pois nada existe depois”.

O receio de Allan Kardec era a generalização do ateísmo que seria, segundo ele, a derrocada da sociedade. Ainda que tomada por várias religiões, a sociedade só subsiste porque subsiste a crença em Deus e na vida futura.

Esse raciocínio de Kardec advém do fato de em momento nenhum da história houve um povo ateu. Todos os povos, desde os mais primitivos – e principalmente esses – se apoiaram em alguma crença que lhes deram sustentação para vencer os maiores obstáculos, e realizar grandes feitos, como foi o caso dos egípcios.

Uma observação. Nesta resposta estamos nos referindo ao materialismo como ateísmo, que costumamos chamar de materialismo ideológico, e não ao materialismo prático ( próprio, inclusive, dos religiosos), que é o super-apego aos valores e aos bens materiais.