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sexta-feira, 15 de março de 2024

PRESSENTIMENTOS E PROGNÓSTICOS ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

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Apoiando-se em fatos que envolveram algumas personalidades importantes do passado da França, Allan Kardec escreve na edição de novembro de 1867 da REVISTA ESPÍRITA um artigo em que procura explicar a diferença entre as duas situações propostas pelos termos pressentimentos e prognósticos. Cita o livro Memórias De Madame Chapman em que é relatado que na época em que tinha sido concebida a ideia de unir Maria Antonieta, a filha da Imperatriz Maria Tereza, ao filho de Luiz XV, esta buscou ouvir o Cura Gassner - reconhecido pelos seus à época chamados dons - a quem consultava muitas vezes, que ante a pergunta se sua “Antonieta seria feliz?”, após longa reflexão, empalideceu estranhamente e, apesar de manter enigmático silêncio, premido pela Imperatriz, disse: -“Senhora, há cruzes para todos os ombros”. A História registrou que desde o dia do casamento ocorrido em 16 de maio de 1770, uma sucessão de acontecimentos inclusive atmosféricos assinalaram essa pagina da vida de tanta gente famosa. O próprio Luiz XV, ouvira em 1757, de um astrólogo levado à sua presença pela Madame Pompadour, depois de ter feitos cálculos a partir da sua data de nascimento, disse-lhe:-“ Senhor, vosso reino é celebre por grandes acontecimentos; o que se seguirá sê-lo-á por grandes desastres”. Voltando à Maria Antonieta, após 8 anos de esterilidade, concebeu a uma menina e, três anos depois, ao que seria o herdeiro da Coroa, acontecimento comemorado em festa por toda Paris, em 21 de janeiro de 1782, onze anos antes da morte do Rei e do aprisionamento da Rainha para ser guilhotinada, em 1793, um ano após o marido, acusada de traição pelos que fizeram a Revolução Francesa. Analisando a questão Allan Kardec pondera: -“Nestes fatos, há que considerar duas coisas bem distintas: os pressentimentos e os fenômenos considerados como prognósticos de acontecimentos futuros. Não se poderiam negar os pressentimentos, dos quais há poucas pessoas que não tenham tido exemplos. É um desses fenômenos cuja explicação a matéria só é impotente para dar, porque se a matéria não pensa, também não pode pressentir. É assim que o materialismo a cada momento se choca contra as coisas vulgares que o vem desmentir. Para ser advertido de maneira oculta daquilo que se passa ao longe e de que não podemos ter conhecimento senão num futuro mais ou menos próximo pelos meios comuns é preciso que algo se desprenda de nós, veja e entenda o que não podemos perceber pelo olhos e pelos ouvidos, para referir a sua intuição ao nosso cérebro. Esse algo deve ser inteligente, desde que compreende e, muitas vezes, de um fato atual, prevê consequências futuras. É assim que por vezes temos o pressentimento do futuro. Esse algo não é outra coisa senão nós mesmos, nosso Ser espiritual, que não está confinado no corpo, como um pássaro numa gaiola, mas que, semelhante a um balão cativo, afasta-se momentaneamente da Terra, sem cessar de a ela estar ligado. É sobretudo nos momentos em que o corpo repousa, durante o sono, que o Espírito, aproveitando o descanso que lhe deixa o cuidado de seu invólucro, em parte recobra a liberdade e vai colher no espaço, entre outros Espíritos, encarnados como ele, ou desencarnados, e no que vê, ideias cuja intuição traz ao despertar. Essa emancipação da alma por vezes se dá no estado de vigília, nos momentos de absorção, de meditação e de devaneio, em que a alma parece não mais preocupada com a Terra. Ocorre, sobretudo de maneira mais efetiva e mais ostensiva nas pessoas dotadas do que se chama a dupla vista ou visão espiritual. Ao lado das intuições pessoais do Espírito, há que colocar as que lhe são sugeridas por outros Espíritos, quer em vigília, quer no sono, pela transmissão de pensamentos de alma a alma. ´É assim que muitas vezes se é advertido de um perigo, solicitado a tomar tal ou qual direção, sem que por isto o Espírito cesse de ter o seu livre arbítrio. São conselhos e não ordens, porque sempre fica livre de agir à sua vontade. Os pressentimentos tem, pois, a sua razão de ser e encontram a sua explicação natural na vida espiritual, que não cessamos um instante de viver, porque é a vida normal. Já não é o mesmo com os fenômenos físicos, considerados como prognósticos de acontecimentos felizes ou infelizes. Em geral esses fenômenos não tem nenhuma ligação com as coisas que parecem pressagiar. Podem ser precursores de efeitos físicos que são sua consequência, com um ponto negro no horizonte pode ao marinheiro pressagiar uma tempestade, ou certas nuvens anunciar o granizo, mas, a significação desses fenômenos para as coisas de ordem moral deve ser posta entre as crenças supersticiosas”.


Por que, quando a gente passa a freqüentar uma igreja, a gente precisa pagar o dízimo, fazer ofertas, e o no Espiritismo não existe nada disso? (anônima)


Na verdade, o Espiritismo é uma doutrina que está a serviço da humanidade, principalmente das pessoas que estão passando por mais dificuldades, inclusive dificuldades financeira ( como falta de dinheiro e desemprego). O Espiritismo procura fazer o que está ao seu alcance, através das pessoas que servem a esse ideal, mas sem cobrar, nem mesmo reconhecimento ou gratidão, levando a sério aquela recomendação de Jesus, “Daí de graça o que de graça recebestes”.


Quando a gente lê os evangelhos, não vê Jesus envolvido com dinheiro ou com arrecadações, mas apenas interessado em ajudar ao próximo, sem estabelecer condições de ordem material e sem perguntar a que religião pertence. Ele se preocupa apenas com aquilo que cada um pode dar de si, em espécie ou serviço, mas, principalmente, com o apoio moral e espiritual para o bem do próximo. A caridade é a manifestação material do amor e, em nome de Jesus, é a ela que devemos nos dedicar.


Assim procuram fazer os espíritas conscientes, e por aí que se pode reconhecer se realmente se pratica o verdadeiro Espiritismo, até porque há pessoas que exploram o povo em nome do Espiritismo. No entanto, nenhum dirigente espírita pode viver de doações ou contribuições. Aliás, o que se arrecada, quando for o caso, é pela disponibilidade espontânea de cada um e, assim mesmo, o mínimo, apenas e tão somente, para a manutenção da entidade, mas principalmente para as atividades de benemerência, em favor de quem precisa.


Desse modo, o dirigente espírita deve ser consciente de que seu papel é servir, não podendo viver às expensas de uma entidade qualquer. As portas do centro espírita sempre estão abertas a todos, indistintamente. Ninguém vai ser cobrado para entrar lá, nem por qualquer ajuda que tenha recebido. As doações - se ocorrem e quando ocorrem - devem ser espontâneas e visando apenas e tão somente a um fim social imediato. Este é um ponto de honra da Doutrina Espírita. Não confundir uma coisa com outra ou, seguindo a proposta de Jesus: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Acreditamos que algumas igrejas, mesmo não sendo espíritas, usam desse mesmo tratamento para com seus frequentadores.


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