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terça-feira, 26 de março de 2024

NO MÍNIMO 50 HORAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 ACOMPANHE AS ATUALIZAÇÕES DIARIAS DE luizarmandoff NO INTAGRAM

Verdade ou mentira? Fantasia ou realidade? Uma amiga comentou há poucos dias que, embora não goste de ir a enterros, atendeu ao pedido de colega para darem uma passada no de pessoa de seu relacionamento visto estar próximo do horário do enterro. Acedendo, embora não tenha entrado no recinto onde se dava o velório, enquanto aguardava o retorno da amiga, médium que é, começou a ouvir os pedidos de socorro da entidade desperta ainda ligada ao corpo do qual estava em processo de desencarnação, gritando estar viva, perguntando por que não a atendiam ou ouviam. Apesar de intimamente guardarmos a certeza de que a vida continua, mesmo, por vezes, seguidores do Espiritismo, preferimos ignorar o conteúdo substancial oferecido pela Doutrina que, ao contrário, de inúmeras outras, fala de forma clara e objetiva sobre os detalhes dessa transição de nossa Dimensão para aquela para a qual nos dirigiremos. O Espírito Emmanuel, respondendo a uma das inúmeras questões a ele dirigidas pelo jornalista Clementino de Alencar para o jornal O GLOBO – ver o livro NOTÁVEIS REPORTAGENS COM CHICO XAVIER (ide)-, enquanto opinava a respeito da cremação, esclareceu que em condições normais, o desligamento do corpo espiritual do corpo físico a ser abandonado pelo fenômeno da morte, demanda em média 50 horas. O próprio Emmanuel havia dito na obra O CONSOLADOR (feb,1940), que “a situação de surpresa ante os acontecimentos supremos e irremediáveis que determinam a morte física, proporcionam sensações muito desconfortáveis à alma desencarnada” e o Espírito Abel Gomes, em mensagem contida na obra FALANDO Á TERRA (feb,1954), pondera que “somente alguns poucos Espíritos treinados no conhecimento superior conseguem evitar as deprimentes crises de medo que, em muitos casos, perduram por longo tempo”. Chico Xavier, em comentário registrado na obra INESQUECÍVEL CHICO XAVIER (geem), “revela que oitenta porcento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem condições de ascenderem a Planos Elevados. Apenas vinte porcento gravitam para Esferas mais altas”. Isso nos lembra depoimento de um empresário desencarnado através do próprio médium, na noite de 14 de junho de 1955. Disse, entre outras coisas: -“Industrial, administrador e homem público, em atividade intensa e incessante, não admitia que o sepulcro me requisitasse tão apressadamente à meditação. A angina, porém, espreitava-me, vigilante, e fulminou-me sem que eu pudesse lutar. Recordo-me de haver sido arremessado a uma espécie de sono que me não furtava-me a consciência e a lucidez, embora me aniquilasse os movimentos. Incapaz de falar, ouvi gritos dos meus e senti que mãos amigas me tateavam o peito, tentando debalde restituir-me a respiração. Não posso precisar quantos minutos gastei na vertigem que me tomara de assalto, até que, em minha aflição por despertar, notei que a forma inerte me retomava a si, que minhalma entontecida regressava ao corpo pesado; no entanto, espessa cortina de sombra parecia interpor-se entre os meus afeiçoados e a minha palavra ressoante, que ninguém atendia...Inexplicavelmente, assombrado, em vão pedia socorro, mas acabei por resignar-me à ideia de que estava sendo vítima de estranho pesadelo, prestes a terminar. Ainda assim, amedrontava-me a ausência de vitalidade e calor a que me via sentenciado. Após alguns minutos de pavoroso conflito, que a palavra terrestre não consegue determinar, tive a impressão de que me aplicavam sacos de gelo aos pés. Por mais verberasse contra semelhante medicação, o frio alcançava-me todo o corpo, até que não pude mais...Aquilo valia por expulsão em regra. Procurei libertar-me e vi-me fora do leito, leve e ágil, pensando, ouvindo e vendo...Contudo, buscando afastar-me, reparei que um fio tênue de névoa branquicenta ligava minha cabeça móvel à minha cabeça inerte. Indiscutivelmente delirava – dizia de mim para comigo-, no entanto aquele sonho me dividia em duas personalidade distintas, não obstante guardar a noção perfeita de minha identidade. Apavorado, não conseguia maior afastamento da câmara íntima, reconhecendo, inquieto, que me vestiam caprichosamente a estátua de carne, a enregelar-se. Dominava-me indizível receio. Sensações de terror neutralizavam-me o raciocínio. Mesmo assim, concentrei minhas forças na resistência. Retomaria o corpo. Lutaria por reaver-me. O delíquio inesperado teria fim. Contudo, escoavam-se as horas e, não obstante contrariado, vi-me exposto à visitação publica”...Depois de detalhar interessantes lances da exposição publica do seu velório, o Doutor G, acrescentou: -“Estava inegavelmente morto e vivo (...). Curtia dolorosas indagações, quando, em dado instante arrebataram-me o corpo. Achava-me livre para pensar, mas preso aos despojos hirtos pelo cordão que eu não podia compreender e, em razão disso, acompanhei o cortejo triste, cauteloso e desapontado (...). A vizinhança do cemitério abalava a escassa confiança que passara a sustentar em mim mesmo. O largo portão aberto, a contemplação dos túmulos à entrada e a multidão que me seguia, compacta, faziam-me estarrecer. Tentei apoiar-me em velhos companheiros de ideal e de luta, mas o ambiente repleto de palavras vazias e orações pagas como que me acentuava a aflição e o desespero. Senti-me fraquejar. Chamei debalde por socorro, até que, com os primeiros punhados de terra atirados sobre o esquife, caí na sepultura acolhedora, sem qualquer noção de mim mesmo (...). Por vários dias repousei, até que, ao clarão da verdade, reconheci que as tarefas do industrial e político haviam terminado (...). Antigas afeições surgiram, amparando-me a luta nova”.




Por que certas pessoas morrem tão cedo, na flor da juventude, sem que tenham oportunidade de conhecer a vida? Essas encarnações são válidas? (da ouvinte, F.B.L.)


Todos os acontecimentos de nossa vida, assim como todos os fenômenos da natureza, são regidos por leis perfeitas. No Espiritismo, damos a essas leis o nome de “Leis Naturais” ou “Leis de Deus”. Nada, absolutamente nada, acontece por acaso. Jesus se referiu a essas leis, quando disse: “Não cai uma folha de uma árvore, sem que Deus o saiba”, o que nos leva a concluir que uma folha não cai por acaso; existe sempre causas que a fizeram cair. No entanto, devemos considerar que, no plano moral de nossa vida, são as nossas ações que acionam os mecanismos dessas leis.


O que queremos dizer com isso? Queremos dizer que todo ato, assim como toda ação que deixamos de praticar, pode causar um ou mais efeitos, inclusive sobre a duração da nossa vida. Por exemplo, uma pessoa que, por negligência (falta de cuidado), não cuida da saúde, indiretamente está buscando a morte. As leis não podem suprir nossas omissões, mas elas respondem à maneira como vivemos, ao nosso estilo de vida. Desse modo, aquele que se mata (suicida) está encurtando a vida e antecipando a morte.


Observando o panorama espiritual de nossa existência como Espíritos imortais, vamos perceber que a duração da vida na Terra, portanto, depende de várias causas: causas que podem ter origem nesta mesma vida (como essa que citamos) e causas que decorrem de vidas anteriores.Desse modo, o fato de uma vida ser curta pode ter causa nesta mesma encarnação ou pode ter causas em vidas passadas, dependendo de cada caso em particular.


A morte de crianças, por exemplo, pode ter causas anteriores. Muitas vezes, é um tempo que faltava ao Espírito – e que ele próprio escolheu - para completar uma experiência. De outras, pode ser conseqüência de comprometimento do perispírito, tendo em vista os erros ou abusos que cometeu no passado. De outras vezes, ainda, pode ser necessidade que aquele espírito tem de reviver um período de infância para aprender coisas, que ele não aprendeu em existências anteriores. Portanto, são inúmeras as causas.


Mas há os que morrem jovem, na flor da idade, deixando profundas marcas de sofrimento nos pais e familiares. Pode ocorrer, por exemplo, que a morte prematura de um jovem, na flor da idade, seja conseqüência dos mais variados tipos de abusos que cometeu nesta mesma vida, comprometendo as forças vitais do organismo e acarretando a desencarnação precoce. Mas, quando esse jovem, ele ou ela mesma, não deu causa à sua morte, a sua desencarnação tão cedo pode estar em seu plano de vida, nesta encarnação.


De qualquer forma, nas Leis de Deus, nenhuma encarnação, por mais curta que seja ( até mesmo de fetos que morrem antes de nascer, ou de bebês que nem atingem o primeiro ano de vida), nenhuma delas deixa de ter sentido . Todas elas têm um papel na evolução espiritual de cada um. Há Espíritos – principalmente suicidas – que reencarnam apenas e tão somente para aprender a desencarnar – e nisso já vemos uma causa providencial para seu retorno à vida terrena quase imediatamente após a desencarnação. É por isso que os Espíritos disseram a Kardec que nada existe de inútil nas leis de Deus.

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