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sábado, 16 de maio de 2026

O ESPÍRITO NA EXPERIÊNCIA HUMANA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A surpreendente resposta à questão 607ª d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS indica que a Individualidade em que nos tornamos é uma versão avançada do chamado Princípio Inteligente do Universo. E o também surpreendente Allan Kardec nas páginas de suas OBRAS BÁSICAS, particularmente da REVISTA ESPÍRITA preservou material instigante para nossas reflexões. Na sequência alguns pontos para pensarmos. Como teria se operado o início da fase Humanidade? Ignoramos absolutamente em que condições se dão as primeiras encarnações do Espírito; é um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Apenas sabemos que são criados simples e ignorantes, tendo todos, assim, o mesmo ponto de partida, o que é conforme à justiça; o que sabemos ainda é que o livre-arbítrio só se desenvolve pouco a pouco e após numerosas evoluções na vida corpórea.  Não é, pois, nem após a primeira, nem depois da segunda encarnação que o Espírito tem consciência bastante clara de si mesmo, para ser responsável por seus atos; não é senão após a centésima, talvez após a milésima. Dá-se o mesmo com a criança, que não goza da plenitude de suas faculdades, nem um, nem dois dias após o nascimento, mas depois de anos. (RE, 1864) O armazenamento do registro de percepções, sensações e experiências se dá naturalmente através da memória cujos rudimentos podem ser observados no Reino Mineral. Como o Espiritismo a explica?  A memória pode ser comparada a placa sensível que, ao influxo da luz, guarda para sempre as imagens recolhidas pelo Espírito, no curso de seus inumeráveis aprendizados, dentro da vida.  Cada existência de nossa alma, em determinada expressão da forma, é uma adição de experiência, conservada em prodigioso arquivo de imagens que, em se superpondo umas às outras, jamais se confundem. (ETC, 12) Que é a memória, senão uma espécie de álbum mais ou menos volumoso, que se folheia para encontrar de novo as ideias apagadas e reconstituir os acontecimentos que se foram? Esse álbum tem marcas nos pontos capitais.  De alguns fatos o indivíduo imediatamente se recorda; para recordar-se de outros, é-lhe necessário folhear por longo tempo o álbum.(OP) A memória é como um livro! Aquele em que lemos algumas passagens facilmente no-las apresenta aos olhos; as folhas virgens ou raramente perlustradas têm que ser folheadas uma a uma, para que consigamos reconstituir um fato sobre o qual pouco tenhamos demorado a atenção.  Quando o Espírito encarnado se lembra, sua memória lhe apresenta, de certo modo, a fotografia do fato que ele procura.  A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos.  Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos. (LI, 11) O aprofundamento das pesquisas levadas a efeito por diferentes ramos da ciência permitiu concluir-se que o recurso  chamado mente acompanha a evolução da nossa espécie. O Biólogo Bruce Lipton  no livro BIOLOGIA DA CRENÇA (butterfly, 2006) explica essa evolução. O que diz? A evolução dos mamíferos mais desenvolvidos, incluindo os chimpanzés, os cetáceos e os humanos, criou um novo nível de consciência chamado "autoconsciência" ou mente consciente. Foi um passo muito importante em termos de desenvolvimento.  A mente anterior, predominantemente subconsciente, é nosso "piloto automático"; já a mente consciente é nosso controle manual.  Por exemplo: se uma bola é jogada em direção ao seu rosto, a mente consciente, mais lenta, pode não reagir em tempo de evitar a ameaça.  Mas a mente inconsciente, capaz de processar cerca de 20 milhões de estímulos ambientais por segundo versus 40 estímulos interpretados pela mente consciente no mesmo segundo, nos fará piscar e nos desviar. A mente subconsciente, um dos processadores de informações mais poderosos de que se tem notícia até hoje, observa o mundo ao nosso redor e a consciência interna do corpo, interpreta os estímulos do ambiente e entra imediatamente em um processo de comportamento previamente adquirido (aprendido).  Tudo isso sem ajuda ou supervisão da mente consciente.  O subconsciente é um grande centro de dados e programas desprovido de emoção, cuja função é simplesmente ler os sinais do ambiente e seguir uma programação estabelecida sem nenhum tipo de questionamento ou julgamento prévio.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ

 BENEVIDES CAVALCANTE

  Luzinete de Lourdes Martins, telefonou domingo passado para dizer que, lendo o livro “AS DORES DA ALMA”, surgiu-lhe a seguinte dúvida: “O que realmente podemos considerar egoísmo e orgulho? Existe um limite de sentimento, a partir do qual podemos dizer por exemplo “isto que estou sentindo é orgulho”, “isto é egoísmo”?, etc.?

Interessante a sua pergunta, Luzinete. Revela que você tem um espírito observador e bastante perspicaz. Deve ser isso o que pretendeu o autor do livro “As DORES DA ALMA”, que é o Espírito Hammed, com psicografia do médium Francisco do Espírito Santo Neto – aliás, uma excelente indicação para quem quiser de se conhecer melhor e analisar a si mesmo à luz do pensamento espírita.

  O campo dos sentimentos é, sem dúvida, o mais difícil de se conhecer. Sentimento a gente sente (como o próprio nome já diz), mas saber exatamente o que é ou até que ponto vai, não é fácil. Há uma base indispensável em todos nós, para ter condições de reconhecer e analisar os próprios sentimentos: a honestidade. Primeiramente, precisamos ser absolutamente honestos conosco mesmos. A pessoa, que costuma analisar os próprios sentimentos, procura se conhecer pelos seus impulsos quando diz, por exemplo: “acho que fui muito egoísta exigindo aquilo de fulano”.

Quando ela diz isso é porque já é capaz de se colocar no lugar do outro; ou melhor, numa relação com a outra pessoa, em pensamento ela consegue trocar de lugar com essa pessoa, pensando assim: “ se eu estivesse no lugar de fulano e se ele estivesse no meu lugar, o que eu sentiria?” Neste caso, ela já deu um importante passo para seu amadurecimento e está se esforçando por melhorar-se. Desse modo, podemos deduzir que o egoísmo, tanto quanto o orgulho, começa no ponto que nos machucaria, se estivéssemos no lugar do outro.

Aliás, não há novidade nisso, pois o próprio Jesus deixou claro que o que é amar: amar é fazer ao outro aquilo que gostaria que ele nos fizesse, e não fazer aquilo que não gostaria que nos fizesse. Essa qualidade de saber se colocar no lugar do outro, é conhecida como “empatia”. Logo, quanto mais empatia tem uma pessoa, menos egoísta ela é, quanto menos empatia mais egoísta. Só podemos avaliar nossos sentimentos pelas consequências de nossas ações.

Egoísmo – como o próprio nome está dizendo – é cultivar o próprio “eu” (em latim, a palavra “ego” quer dizer “eu”), e quem cultiva demasiado o próprio eu está constantemente invadindo o direito dos outros, ofendendo, ferindo, prejudicando; pois o egoísta, acima de tudo, pensa apenas em si mesmo, não importando com as necessidades e o sofrimento do próximo. Existem outros termos que têm sentido semelhante, como egocentrismo ( que quer dizer “colocar-se no centro de tudo e de todos”) e egolatria ( adorar-se a si mesmo, idolatrar-se).

  O orgulho, no seu sentido negativo, é o sentimento que nos coloca sempre acima das outras pessoas. É quando nos achamos o melhor, o mais importante ou o único. O orgulhoso, no sentido estrito da palavra, quer mostrar só qualidades, não admite defeitos. Pelo contrário, ele vive escondendo os defeitos o tempo todo ( dos outros e de si mesmo)  para parecer o que não é; é o fingir-se a si mesmo, vivendo num mundo ilusório, sem querer admitir a própria pequenez ou os próprios fracassos.

Dos sentimentos, o orgulho é um dos que mais nos faz sofrer, pois nos obriga a representar o tempo todo, como se estivéssemos desempenhando um papel num palco. Leva a pessoa a fugir de si mesma, pois, no fundo, ela não se aceita e não quer ser o que realmente é.  É um sentimento que acaba atingindo o próximo – e, às vezes, de forma violenta e cruel -  pois o orgulhoso tende a querer impor sua grandeza, desprezando, ferindo e prejudicando as pessoas. Do orgulho vêm a prepotência e a arrogância.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

DESAGRADÁVEL, MAS INEVITÁVEL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 O assunto causa desconforto e, geralmente, é evitado. Mais ou menos como aquela prova da escola para a qual não nos preparamos ou deixamos para rever a matéria na última hora, surpreendendo-nos pelo volume de assuntos a serem entendidos. O tema é o inevitável retorno determinado pelo fenômeno da morte para o Universo Paralelo ou Dimensão, Plano ou Sub Plano, de onde saímos anos antes para reencarnarmos, tratando-nos dos transtornos conscienciais resultantes dos dados arquivados no disco prodigioso denominado memória.  Argumento forte nesse sentido é comentário do Chico Xavier incluído no livro INESQUECÍVEL CHICO XAVIER (geem) em que diz: -“ Oitenta por cento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem condições de ascenderem aos planos elevados. Apenas vinte por cento gravitam para os planos mais altos. A maioria delas, portanto, fica vinculada aos familiares e amigos”. Outro detalhe ressaltado pelo médium é que “no Mundo Espiritual, muita gente vai se surpreender. Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa importância no mundo... Os Espíritos nem ligam para a gente: estão ocupados, cuidando da sua própria evolução. Se pudermos acompanha-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar.  Ledo engano!. Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo. O que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em sim mesmo. Esse negócio de ter sido fulano de tal, interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou...Os Espíritos são indiferentes a essa coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizamos e ao convencionalismo – coisas que nos fazem supor o que não somos”. Vejamos alguns pontos reunidos para reflexões sobre o tema: 1- A morte, em geral, ocorre sempre no instante determinado. Há, todavia, exceções e essas se verificam segundo o livre-arbítrio do homem. A liberdade individual está, pois, acima de todas as circunstâncias e, daí, se depreende a necessidade da educação da vontade e da disciplina de emoções de cada um” 2- “Geralmente, nas primeiras horas após a morte, ainda se sente o Espírito ligado ao elementos cadavéricos. Laços fluídicos, imperceptíveis ao vosso poder visual, ainda se conservam unindo a alma recém-liberta ao corpo exausto; esses elos impedem a decomposição imediata da matéria. E, por esta razão, na maioria dos casos o Espírito pode experimentar os sofrimentos oriundos da cremação, a qual, nunca deverá ser levada a efeito antes do prazo de cinquenta horas após o desenlace”(nossa Legislação determina que a cremação ocorra somente após 72 horas após a morte).3- Duas etapas  por mecanismos naturais são cumpridas durante o início do transe da desencarnação, ou seja, o desligamento do corpo espiritual do corpo físico a ser liberado – ou não, pois aqueles que vivenciam a chamada EQM – Experiência de Quase morte registraram a mesma experiência: o primeiro, a “visão retrospectiva”, na feliz imagem deixada por Hermínio Correia de Miranda, o rebobinar da fita ou transferência de dados da memória biológica para a perispiritual em questão de segundos. O segundo, o torpor, uma espécie de desmaio de curta ou longa duração, definida esta pelo estado emocional ou mental do que está passando pela morte. Tanto uma como outra, fazem parte das revelações inseridas por Allan Kardec na obra O CÉU E O INFERNO ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Bem, e o que vem depois? Bem, o próprio Chico, comentou certa vez: -“É muito complexa a situação de quem vive, na Terra, fugindo de si mesmo. Após a desencarnação, o Espírito não consegue evitar o encontro consigo mesmo. Alias, o Espírito que, na condição de desencarnado, já consegue fitar-se no espelho da própria consciência, mesmo que a imagem de si não lhe agrade, o que na maioria das vezes acontece, é inegável seu progresso. Pior é aquele que faz questão de alimentar ilusões a seu próprio respeito”. Alertando o que frequentam escolas espíritas ou acessam os conhecimentos do Espiritismo, deixou um alerta: -“Dos companheiros espíritas desencarnados que tenho visto, nenhum está satisfeito consigo mesmo – todos eles tem se queixado da sua falta de empenho no melhor aproveita.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  No caso da loucura causada por obsessão  os remédios psiquiátricos teriam algum efeito benéfico?

Se  a obsessão é uma atuação perturbadora de um Espírito sobre o encarnado, devemos primeiramente entender que essa atuação não se dá sem o envolvimento do cérebro do encarnado.

Aliás, toda influência espiritual, seja benéfica ou maléfica, acontece de mente para mente, e não de outra forma. Emissões mentais desferidas pelo obsessor, quando há sintonia de pensamento entre ambos, podem perturbar a vida mental do encarnado, principalmente no aspecto emocional

Isso quer dizer que se trata de uma atuação mental, quando um feixe de pensamentos do desencarnado incide sobre a epífese ou glândula pineal ( que é o ponto de recepção de emissões mentais), e o resto depende da fisiologia cerebral.

Ora, o funcionamento do cérebro depende da produção de substâncias conhecidas por neurotransmissores, que fazem a parte mais importante das conexões mentais e que podem provir de alguma influência espiritual.

  Por outro lado, medicamentos, prescritos por psiquiatras, geralmente atuam sobre o mecanismo de produção desses neurotransmissores e, dessa forma, podem inibir ou dificultar pelo menos temporariamente os efeitos da influência do obsessor.

Entretanto, o tratamento à base desses medicamentos não afasta a obsessão, porque não lhe atinge as causas mais profundas, mas podem atenuar seus efeitos, dando a falsa impressão que o paciente está curado.

 Desse modo, o Espiritismo sugere que portadores de doenças mentais, além do tratamento convencional da medicina, também recebam um tratamento espiritual.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

CHICO XAVIER E OS EFEITOS FÍSICOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

“Certa vez, lanchávamos em companhia do Chico, em Uberaba, quando ele passou às minhas mãos uma xicara de café. Em pleno dia, houve então impressionante fenômeno de efeitos físicos. Vi altamente surpreendida, que seus dedos brilhavam e como se fossem de cera a derreter-se em contato com o calor, começou a jorrar perfume. O café ficou perfumado e o chão respingado de agradável perfume que invadiu a sala toda. Ele ocultou a mão, meio sem jeito, e eu perguntei: “- Chico, o que você sente quando isso acontece?”. Respondeu-me: “-Sinto vergonha, minha filha!”. O testemunho incluído no livro LUZ BENDITA (ideal,1977), pertence a Suzana Maia Mousinho, amiga pessoal de Chico Xavier, desde 1957, quando, pode-se dizer, se reencontraram em Pedro Leopoldo, MG, já que suas ligações espirituais vem de outras vidas. O médium mineiro além das múltiplas percepções no campo dos chamados fenômenos de efeitos intelectuais, as possuía também no campo dos efeitos físicos. Inúmeros os relatos sobre as garrafas de água que, abertas na câmara de passe onde, enquanto a saúde lhe permitiu, eram colocadas a fluir. Os aromas deliciosos, variados, como se cada recipiente possuísse uma fragrância própria, capaz de, ser dividida em vários outros vasilhames, conservassem ao longo de dias, suas características que impressionavam não só por esse fato, mas também pelo gosto geralmente modificado. Na obra CHICO XAVIER,MEDIUNIDADE E AÇÃO (ideal,1990), Carlos Antonio Baccelli conta que Luiz Carlos Becker( Cuca), filho da atriz Cacilda Becker, relatou-lhe que certa ocasião, conduzindo uma das reuniões do Centro que preside em São Paulo, em que Chico estava presente, considerando encerradas as tarefas da noite, perguntou-lhe se podia encerrar a reunião, ouviu: “- O Dr Bezerra está pedindo que esperemos um pouco mais, meu filho.”.. Daquele momento em diante, um forte cheiro de éter espalhou-se no recinto e luzes relampejaram no ambiente. Na penumbra, impressionados, os presentes viram o coração do médium se iluminar. De paletó, como era hábito seu, Chico colocava as mãos sobre o peito e virava-se contra a parede, encolhendo-se todo, na tentativa de ocultar a luz que se lhe irradiava do tórax, de forma intensa e suave, ao mesmo tempo. Inútil, porém. A luz saía pelas costas, varando a camisa e o paletó, iluminando o salão. Desconcertado, Chico, findos os trabalhos, ficou dizendo que aquela luz era dos Espírito e não dele. Maria Philomena Aluotto Berutto, conhecida como Dona Neném, hoje desencarnada, dirigente por vários anos a União Espírita Mineira, conta que no dia nove de novembro de 1974, o seguinte ao recebimento pelo médium do Título de Cidadão de Belo Horizonte, estando na sede da entidade orientadora do movimento espírita do estado mineiro, após sete horas de atendimento aos que o procuravam, ouviu-se ruidosa manifestação em grupo de pessoas que seguiam em sua direção. Empunhando uma arma, alguém bradava: “-Ninguém vai tocar em Chico Xavier. Eu o defenderei de qualquer um. Ele é um santo!”. Notava-se o desequilíbrio da pessoa, aumentando a apreensão de todos, especialmente pela realidade da arma de fogo, de grosso calibre... A movimentação aumentou no recinto, uns se apavorando, outros procurando correr, outros tentando controlar a pessoa. Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe-se em silêncio, permanecendo, contudo, no recinto. Descemos ao térreo pensando em providências defensivas, e, para nosso alívio, um jipe com militares da Polícia Militar para junto ao meio-fio e seus ocupantes, comandados por um sargento, vem ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras: ‘- Graças a Deus vocês chegaram. Estamos com problemas lá em cima!”. Antes de qualquer explicação, para surpresa nossa, o líder da patrulha fala: “- Não tem nada não, vamos subir. O senhor Chico Xavier FOI NOS CHAMAR NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA, onde estávamos em ronda. Viemos logo atender ao chamado”. Fora, avalia Dona Nenem, um evidente fenômeno de bilocação.  Apesar dos inúmeros testemunhos  referindo-se a impressionantes fatos no campo dos efeitos físicos produzidos através do médium, sigamos alguns, alinhados por Roque Jacintho, no livro QUARENTA ANOS NO MUNDO DA MEDIUNIDADE (luz no lar), a partir de entrevista com  Joaquim Alves, o Jô, próximo do médium desde fins dos anos 40. Lembra Jô que, certa vez, Chico aplicava passes quando ao seu lado, ocorreu um ruído, qual se algum objeto de pequeno porte tivesse sido arremessado, sem muita violência. ‘- Jô - disse o médium –Scheilla deu-lhe um presente”. Logo mais, procuramos ao derredor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado em delicadas cores. Apanhamo-lo, incontinente, e verificamos nele água marinha, salgada e gelada, com restos de areia fresca. Estávamos a centenas de quilômetros de uma nesga de mar, no Triângulo mineiro, em manhã de Sol abrasador que crestava a vegetação e, em nossas mãos, o caramujo que o Espírito nos ofertara, servindo-se da mediunidade de transporte de Chico. “Numa das peregrinações, recorda Jô, uma das senhoras visitadas rogou ao Chico entrasse em sua casa, para ver um dos parentes que se encontrava acamado e muito enfermo. O lar era modestíssimo. Entramos em pequeno grupo, que mais o dormitório não comportava. O enfermo, no leito, exalava odor nauseante, a ponto de fazer um dos visitantes sentir-se mal, retirando-se, levando os demais a empreender esforços visíveis para sustentar-se no posto de socorro. O médium rogou uma prece. Quando as primeiras palavras eram articuladas, uma onda de éter varreu todo o ambiente, seguida por brisa perfumada em magnólia, transformando a atmosfera num recanto de paz”. São bem conhecidos os depoimentos sobre a utilização de Chico na produção de fenômenos de materialização entre os anos 52/53, interrompidos a pedido de Emmanuel. Lembrando essa fase, Jô conta: “- Certa vez, vivemos outro raro instante. Estando agrupados numa das salas da casa de André, seu irmão, Chico havia se retirado para o dormitório do casal, onde permaneceria em transe mediúnico, quando, após o ambiente ter se inundado com uma onda de perfume, corporifica-se o Espírito Scheilla, loira e jovial, falando com seu sotaque alemão – língua exercida em sua derradeira encarnação. Um dos encarnados, Bissoli estabeleceu o diálogo. “- Eu me sinto mal”, disse. “- Você – respondeu Scheilla, graciosa e delicada – come muita manteiga, Bissoli. Vou tirar uma radiografia de seu estomago”. A pedido, o companheiro levantou a camisa. O Espírito corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, seus dedos semiabertos sobre a região do estomago do amigo. E tal se lhe incrustassem uma tela de vidro no abdomem, podíamos ver as vísceras em funcionamento. “- Pronto!” – diz Scheilla, apagando o fenômeno. “- Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para que a estudem e lhe deem um remédio”. Substituindo Scheilla, entrou na sala entidade de extrema humildade, vestida na mais comovedora pobreza, descalça. Era Auta de Souza. “- Joaquim - chamou-nos num murmúrio – como vai nossa campanha?  .Quase nem pudemos respondê-la, tal a comoção. Saindo Auta de Souza, a voz que dirigia o trabalho, se fez ouvir por voz direta, da Espiritualidade: “- Agora, peço aos amigos que abram a porta, para ver o médium”. Atendemos. Descerrada a porta, encontramos o ambiente todo iluminado, Chico deitado, atravessado na cama, inanimado. De seu peito, no local do coração, um esfuziante foco de luz  se lançava ao espaço e, em letras douradas, se escrevia a palavra: Amor.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  Dias atrás, um homem foi linchado pela multidão em plena via pública, depois de ser acusado de matar uma criança de dois anos. A pergunta que faço é a seguinte: se esse homem cometeu esse crime bárbaro, sua morte por linchamento não contempla a lei de Deus?  Nesse caso, o que a multidão fez não foi apenas cumprir a lei de Deus?

  De forma nenhuma. Está errado. Linchamento é violência, é vingança, cometida no calor de emoções descontroladas da multidão que não pensa. Todo ser humano, por pior o crime que pratique, não pode ser condenado e muito menos executado de forma cruel sem ter o direito de defesa.

O linchamento é um retorno à terra sem lei do passado distante, antes mesmo da civilização, quando os conflitos eram resolvidos de maneira violenta entre as partes quase sempre alimentado pelo ódio e pelo rancor em forma de vingança.

  Mas isso, como dissemos, antes da civilização, antes de a sociedade se organizar e criar leis para regular as relações entre as pessoas e impedir que a justiça foi feita pelas mãos das vítimas.

  A partir do momento em que o ser humano compreendeu que não deveria mais ser mais o indivíduo, mas a sociedade que cuidaria do julgamento e da condenação do criminoso, ela (a sociedade) assumiu esse papel.

Desse modo, a lei, estabelecida pelo Estado, foi um avanço moral da sociedade, fazendo com que os criminosos fossem julgados por um tribunal organizado dentro de princípios de justiça.

Isso não quer dizer que a verdadeira justiça sempre seja feita pela sociedade, mas que, nesse caso, é menos danoso que a sociedade erre do que deixar que as pessoas e as comunidades se digladiem, promovendo matanças e massacres.

Quem pode dizer se a pessoa é culpada ou inocente, portanto, é a sociedade e não mais os indivíduos envolvidos em disputas pessoais

Para tanto, o acusado faz jus à sua defesa, por meio de advogados. No caso de homicídio, diante de um corpo de jurados formado de cidadãos respeitáveis.

É o que chamamos de devido Processo Legal, sem o qual não pode haver absolvição ou condenação de ninguém.

Além do mais, a morte provocada pela multidão, mesmo em se tratando de um crime bárbaro, pode decorrer de um entendimento equivocado e nesse caso causar a morte de um inocente.

Por outro lado, o crime diante da Lei de Deus sempre terá a devida resposta ao seu autor. Mesmo que ele se livre da condenação da sociedade, mesmo que a sociedade erre em seu julgamento, mais cedo ou mais tarde, terá que se haver perante a justiça Divina que não erra. Para isso existe a reencarnação.


quarta-feira, 13 de maio de 2026

SERÁ A SOLUÇÃO NO FUTURO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 

Intelectual expressando-se sobre as mudanças pretendidas na legislação brasileira sobre o aborto comentou que pesquisa recente efetuada com jovens indica o crescimento expressivo dos que afirmam não pretender ter filhos. Confirmando-se a tendência, surge a pergunta: o que será da espécie humana no futuro?  Considerando, segundo o Espiritismo, a importância do corpo físico no processo evolutivo e que na nossa Dimensão seguimos a direção induzida pela Espiritualidade de onde muitos dos avanços observados ao longo do século 20 nada mais são que a materialização do já existente nas realidades vibratórias adjacentes ao  chamado Plano Material. Aí uma nova possibilidade: não será  a reprodução assistida um prenúncio do amanhã no que se refere à disponibilização de corpos para a continuidade da vida física? O médium Chico Xavier, deixou-nos algumas pistas. A primeira registrada pelo Advogado e escritor Rafael Ranieri, amigos desde o final dos anos 40, que em 1969, após longo tempo, em visita a Chico em Uberaba, participando de bate-papo na casa do médium, ante a pergunta de alguém sobre pesquisas objetivando a replicação humana em laboratório, ouviu-o dizer: -“ A Ciência vai desenvolver o Ser humano em laboratório. Os cientistas vão fabricar um enorme útero e aí dentro vão gerar o Ser. Levarão talvez de duzentos a quatrocentos anos até conseguirem realizar. Aí libertarão a mulher do parto. E tem outra coisa: nesse útero, os Espíritos vão reencarnar, tudo direitinho, sem problema. Esse fato não vai alterar coisa alguma, a ciência vai conseguir isso. O avanço da Ciência é obra da Espiritualidade”. No ano seguinte, em entrevista a jornal uberabense, voltaria ao assunto esclarecendo: - O Espirito Emmanuel diz que o nosso respeito à Ciência deve ser inconteste e que o progresso da ciência é infinito, porque a solução do problema do tubo de ensaio, para o descanso do claustro materno é viável. Mas, restará à Ciência um grande problema, o problema do amor com que o Espírito reencarnante é envolvido no lar pelas vibrações de carinho, de esperança, ternura, confiança de pai e mãe, no período também da infância, em que a criança é rodeada de amor, muito mais alimentada de amor do que de recursos nutrientes da terra! Vamos ver como é que a Ciência poderá resolver este problema para que não venhamos a cair em monstruosidades do ponto de vista mental. Dias depois em conversa após o encerramento das atividades publicas com a mediunidade, disse que ‘no futuro, o Ciência libertará a mulher de gerar o filho no claustro materno. Teremos bancos de sêmem com doadores selecionados. O controle será de acordo com os óbitos e os homens de laboratório serão responsáveis pelos tubos de ensaio’. Ante o espanto causado, acrescentou: -‘Como é que nós nascemos? Nascemos como grama. Isso não vai continuar assim. No futuro haverá organização mais controlada. Mas tudo isso só acontecerá quando tivermos governos magnânimos. Quem sabe daqui uns bons tempos... Vamos aguardar. Os aparelhos poderão ser instalados no reduto do lar para receber as vibrações de amor dos pais, haverá mais fecundação espiritual do que material’. Como a história registra, 8 anos depois, em 1978, as experiências desenvolvidas resultaram no sucesso da primeira criança criada como se diz através do tubo de ensaio, naturalmente se servindo de  outro corpo humano para promover a gestação após a implantação de óvulos fecundados através do processo conhecido como reprodução assistida. Os avanços não ficaram por aí, resultando na progressiva evolução. Talvez no tempo presumível apontado por Chico décadas atrás, consiga-se consumar-se renascimentos fora dos mecanismos que impõe à mulher tantos sacrificios.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES

CAVALCANTE

Um homem, que comete lenocídio contra mulheres, na sua próxima existência irá reencarnar num corpo de mulher e será um homem transgênero. Nesse caso, a transexualidade seria uma expiação ou não?

  Para se entender a questão, informamos que, segundo o código penal brasileiro, lenocídio é a ação de explorar, estimular ou favorecer o comércio carnal ilícito, ou induzir ou constranger alguém à sua prática.

  O que é um homem transgênero? É aquele cuja identidade pessoal e de gênero não correspondem ao gênero masculino que lhe foi atribuído devido às suas características sexuais ao nascer.

  Em termos das consequências que podem advir deste ou de qualquer outro crime, não podemos afirmar o que vai acontecer com esse homem, até porque o que vem na sequência reencarnatória depende do caminho que ele veio perfazendo na sua jornada espiritual.

O que temos aprendido na Doutrina Espírita é que a lei de causa efeito se manifesta em decorrência de cada ato que cometemos, mas, por outro lado, a natureza sempre tem muitas alternativas para cada caso e não uma única.

Logo dizer que um caso de transgênero decorre de um crime cometido em encarnação anterior ainda é um julgamento ou uma rotulação, que pode nada ter a ver com a realidade.

Por outro lado, numa sociedade preconceituosa como a nossa, em que a transexualidade é mal vista e até condenada, pode ocorrer que seja uma consequência de erros perpetrados no passado. 

Mas, até então, estamos trabalhando com probabilidades e não com dados que possam condizer plenamente com a realidade.

Desse modo, devemos entender que a transexualidade na vida atual pode ter várias causas, até mesmo aquelas que nada têm a ver com erros cometidos.

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

O PRINCÍPIO DA REENCARNAÇÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Dentre os temas reveladores oferecidos pelo Espiritismo, o Princípio da Reencarnação oferece dados surpreendentes. Dissipa-se, portanto, a falsa visão mística da questão. Na sequência uma pequena demonstração disso nas respostas às questões geralmente comuns entre aqueles que verdadeiramente querem saber a Verdade. Como ocorre a concepção? Quando o Espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluidico (...), liga-o ao germe para o qual se sente atraído, por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o feto se desenvolve, o laço se aperta; sob a influência do princípio material do embrião, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, com o corpo que se forma. Quando o feto está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e, então, ele nasce para a vida exterior. (G.XI,18) A ligação inicial é no corpo perispiritual do filho com o da mãe. Do ponto de vista físico, através dos condutos naturais, correm os elementos sexuais masculinos, em busca do óvulo, em velocidade de três milímetros, aproximadamente, por minuto. Aos milhares, seguem, em massa para a frente, em impulso instintivo. O futuro óvulo materno, preside ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se. A célula feminina, sofrida a dilaceração da cutícula, enrijece-se cerrando os poros tenuíssimos, recebe o esperado visitante, impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a primeira posição na grande prova. Pouco mais de quatro minutos após atravessar a periferia do óvulo, alcança seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formam agora uma só, convertendo-se do ponto de visa espiritual, num tenuíssimo foco de luz.(...). Prossegue a divisão da cromatina, ajustando-se a forma reduzida do reencarnante, interpenetrando-se com o organismo perispiritico da mãe no microscópico globo de luz, que, impregnado de vida, começa a movimentar-se, sequencia que consome em torno de 15 minutos .(ML,13) - E nos casos de Espíritos que chegam ao Plano Espiritual com as sequelas das desarmonias que desenvolveram no corpo abandonado pelo impositivo da morte? O problema é de natureza espiritual. Durante a gravidez, a mente do reencarnante permanecerá associada à materna, influenciando a formação do embrião. Todo o cosmo celular do novo organismo estará impregnado pelas forças do pensamento enfermiço do que regressa ao mundo, renascendo com as deficiências de que é ainda portador, embora favorecido pelo material genético que recolherá dos pais, nos limites da lei de herança, para a constituição do novo envoltório. Na mente reside o comando. A consciência traça o destino, o corpo reflete a alma. Toda agregação da matéria obedece a impulsos do Espírito. Nossos pensamentos fabricam as formas de que nos utilizamos na vida .(ETC,29)  Como entender as gestações difíceis para a futura mãe? A mulher grávida, além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna, é igualmente constrangida a lhe suportar o contato espiritual, sempre sacrificial quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. A organização feminina, durante a gestação, sofre verdadeira enxertia mental. Os pensamentos do Ser que se acolhe ao santuário íntimo, lhe envolvem totalmente, determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. Se o filho é senhor de larga evolução e dono de elogiáveis qualidades morais, consegue auxiliar o campo materno, prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade, habitualmente dolorosa, em estação de esperanças e alegrias intraduzíveis. (ETC,30) E no caso dos que se situam nas mesmas dívidas e posição evolutiva? Influenciam-se mutuamente. Se a mãe atua de maneira decisiva, na formação do novo corpo, o Espírito atua vigorosamente nela, estabelecendo fenômenos perturbadores em sua constituição de mulher.  A permuta de impressões entre ambos é inevitável e os padecimentos que o reencarnante traz, se imprimem na mente maternal, que os reproduz no próprio corpo. A corrente de troca entre mãe e filho não se circunscreve à alimentação de natureza material, estendendo-se ao intercâmbio constante de sensações diversas (...). As mentes de um e de outro como que se justapõem, mantendo-se em permanente comunhão, até que a Natureza complete o serviço que lhe cabe no tempo. De semelhante associação, procedem os chamados “sinais de nascença”, pois, certos estados íntimos da mulher alcançam, de algum modo o princípio fetal, marcando-o para a existência inteira, já que o trabalho da maternidade assemelha-se a delicado processo de modelagem. 

EM BUSCA DA VERDADE COM O 

PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES 

CAVALCANTE

Por que Allan Kardec combateu mais os materialistas do que os religiosos?

Certamente porque os religiosos acreditam na alma e acreditam em Deus.  Nesse sentido, há muita coisa em comum entre as religiões e o Espiritismo e o ideal espírita.

E Kardec tinha razão. Hoje notamos que muito das ideias espíritas são aceitas por pessoas de outras religiões, numa demonstração da força dessas ideias que, aos poucos, vai se espalhando e se consolidando entre os religiosos.

Assim, se quisermos falar sobre o Espiritismo, com certeza será mais fácil falar aos religiosos, que já são espiritualistas, do que com materialistas que não acreditam em nada além da matéria e são avesso à ideia de Deus.

No entanto, é bom lembrar que Kardec, como ele mesmo deixou bem claro, não combatia os materialistas, mas sim o materialismo, como ele próprio afirma neste trecho do livro O QUE É O ESPIRITISMO.

“Sem dúvida – diz Kardec – cada um é livre de crer no que quer ou de não crer em nada. Não legitimamos a perseguição contra o cismático de qualquer religião”.

E prossegue: “Combatendo o materialismo, não atacamos os indivíduos, mas a doutrina que, se inofensiva à sociedade, quando se encerra no foro íntimo, na consciência das pessoas cultas, mas se for generalizada, torna-se uma chaga social”.

“A crença de que tudo acaba para o homem depois da morte, de que toda solidariedade cessa com a vida, leva o indivíduo a considerar uma estupidez o sacrifício do bem-estar presente em proveito de outrem. Daí a máxima, “Cada um por si durante a vida, pois nada existe depois”.

O receio de Allan Kardec era a generalização do ateísmo que seria, segundo ele, a derrocada da sociedade. Ainda que tomada por várias religiões, a sociedade só subsiste porque subsiste a crença em Deus e na vida futura.

Esse raciocínio de Kardec advém do fato de em momento nenhum da história houve um povo ateu. Todos os povos, desde os mais primitivos – e principalmente esses – se apoiaram em alguma crença que lhes deram sustentação para vencer os maiores obstáculos, e realizar grandes feitos, como foi o caso dos egípcios.

Uma observação. Nesta resposta estamos nos referindo ao materialismo como ateísmo, que costumamos chamar de materialismo ideológico, e não ao materialismo prático ( próprio, inclusive, dos religiosos), que é o super-apego aos valores e aos bens materiais.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

UM DIÁLOGO SURPREENDENTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A pergunta inesperada surgiu em reunião publica interativa com frequentadores e trabalhadores de Grupo Espírita da Capital paulista:-Existem reencarnações planejadas nos Planos Espirituais Inferiores? A memória no momento resgatou informação reproduzida em livro de importante médium, dizendo que a reencarnação de Hitler se dera por gestões do tipo. Pesquisando as obras do ‘reporter’ Andre Luiz  através de Chico Xavier, encontramos interessante esclarecimento na intitulada AÇÃO E REAÇÃO (feb, 1957). O referido livro desdobra-se num anexo sob a jurisdição da Colônia Nosso Lar denominado Mansão da Paz situado nas regiões espirituais sombrias da Terra, dedicado ao resgate de Espíritos que devem ser  encaminhados para os processos reencarnatórios previstos para os alunos da escola chamada Terra. Em dialogo com Silas,  um assessor do dirigente Druso, o autor espiritual registra:

– Para que me faça compreendido, convém esclarecer que, se existem reencarnações ligadas aos planos superiores, temos aquelas que se enraízam diretamente nos planos inferiores. Se a penitenciária vigora entre os homens, em função da criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade, em função da culpa nas consciências. E assim como já podemos contar na esfera carnal com uma justiça sinceramente interessada em auxiliar os delinquentes na recuperação, através do livramento condicional e das prisões-escolas, organizadas pelas próprias autoridades que dirigem os tribunais humanos em nome das leis, aqui também os representantes do Amor Divino podem mobilizar recursos de misericórdia, beneficiando Espíritos devedores, desde que se mostrem dignos do socorro que lhes abrevie o resgate e a regeneração. – Quer dizer – exclamei – que, em boa lógica terrena, e utilizando-me de uma linguagem de que usaria um homem na experiência física, há reencarnações em perfeita conexão com os planos infernais... – Sim. Como não? Valem como preciosas oportunidades de libertação dos círculos tenebrosos. E como tais renascimentos na carne não possuem senão característicos de trabalho expiatório,

em muitas ocasiões são empreendimentos planejados e executados daqui mesmo, por benfeitores credenciados para agir e ajudar em nome do Senhor. – E, nesses casos – aduzi –, o Instrutor Druso dispõe da necessária delegação de competência para resolver os problemas dessa espécie? – Nosso dirigente – falou o amigo prestimoso –, como é razoável, não goza de faculdades ilimitadas e esta instituição é suficientemente ampla para absorver-lhe os maiores cuidados. Entretanto, nos processos reencarnatórios, funciona como autoridade intermediária. – De que modo? – Duas vezes por semana reunimo-nos no Cenáculo da Mansão e os mensageiros da luz, por instrumentos adequados, deliberam quanto ao assunto, apreciando os processos que a nossa casa lhes apresenta. – Mensageiros da luz? – Sim, são prepostos das Inteligências angélicas que não perdem

de vista as plagas infernais, porque, ainda que os gênios da sombra não o admitam, as forças do Céu velam pelo inferno que, a rigor, existe para controlar o trabalho regenerativo na Terra. E, sorrindo: – Assim como o doente exige remédio, reclamamos a purgação espiritual, a fim de que nos habilitemos para a vida nas esferas superiores. O inferno para a alma que o erigiu em si mesma é aquilo que a forja constitui para o metal: ali ele se apura e se modela convenientemente. . .

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES

CAVALCANTE

Na época de Jesus os judeus estavam oprimidos sob o domínio político dos romanos e já existia algum movimento que pretendia lutar para a libertação. Mas, Jesus, que foi um mestre, não fez qualquer referência e nem demonstrou qualquer interessa por essa libertação. Eu pergunto: agindo assim, ele não ignorou o sofrimento de seu povo e o sentimento de amor à pátria, principalmente porque proclamou em alto e bom som que deveriam amar o inimigo?

A atuação de Jesus no mundo foge dos parâmetros conhecidos, porque todo o seu empenho foi no campo moral, com o objetivo primordial de melhorar o ser humano.

Portanto, embora atuando dentro de um pequeno povo oprimido, sua doutrina tem um caráter universal e não pode ser confundida com as doutrinas que se baseiam na luta pelo poder ou pelo domínio político.

Tanto assim que, depois de Paulo de Tarso, confundiram a mensagem de Jesus como um esforço pela dominação, de modo que os próprios grupos lutaram entre si sob o pretexto de estarem lutando pela verdade.

Desse modo, do ponto de vista de Jesus, o que se busca é a melhoria moral do homem e não dos sistemas, pois qualquer que for o sistema, qualquer que for o governo, não haverá paz enquanto o homem não estiver preparado para isso.

Allan Kardec tratou dessa questão num discurso que proferiu na cidade de Bordéus, na França, onde deixou claro que, conforme os verdadeiros ensinamentos cristãos, é preciso preparar o homem para a coisa, antes de pensar em preparar a coisa para o homem.

  “Coisa”, aqui, são os sistemas de governo, as doutrinas econômicas e políticas, que pensam em se impor pela força de suas ideias, mas esquecem que a educação do homem é a providência mais sensata para se pensar num mundo melhor.

  Para Jesus a solução do problema humano é o amor, embora o caminho seja longo e tortuoso, porque se trata da educação dos sentimentos.

Nós, na estreiteza de nossa visão, queremos que as coisas se resolvam imediatamente, mas isso não acontece na ordem natural, sem que o homem esteja moralmente preparado para isso.

Para Jesus, portanto, vitória não é imposição ou domínio; a vitória verdadeira é

domingo, 3 de maio de 2026

JESUS TERIA SIDO UM MITO? EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Uma das inteligências mais impregnadas do pensamento espírita no século XX, foi o professor de Filosofia, Jornalista e escritor J. Herculano Pires. Com ele, a divulgação do Espiritismo ganhou importante espaço na mídia impressa  e radiofônica, neste caso em particular através de um programa que esclareceu muitas dúvidas de interessados na visão espírita sobre variadas questões: NO LIMIAR DO AMANHÃ. Valiosos conhecimentos foram ali desdobrados e alguns admiradores da época recuperaram as opiniões do Professor e os enfeixaram em livro pouco conhecido. Dentre as dúvidas levantadas e ali preservadas destacamos uma tão interessante quanto curiosa: JESUS FOI UM MITO APENAS? Com a palavra Herculano Pires: -“A ideia de que Jesus é um “mito” levou alguns pensadores europeus a publicarem livros a respeito. Mas todo o esforço nesse sentido foi mal dado, diante daquilo que Deus negou a esses pensadores, isto é, diante das provas históricas irrefutáveis da existência de Jesus. Pois Jesus não está na História. Ele fez a História. O mundo em que vivemos é o mundo cristão e o mundo cristão nasceu de que? Dos ensinamentos de Jesus. Alguns naturalmente se apegam a certas exposições de pensadores materialistas, que querem negar a existência de Jesus. Mas a mesma é tão mais firmada na História do que qualquer outra. Além disso, os fatos comprovados e investigados atualmente, nas pesquisas universitárias, não apenas nas pesquisas dos religiosos, mostram que realmente Jesus existiu, foi um homem, agiu intensamente na Palestina, criou uma nova concepção do mundo, que foi registrada pelos seus discípulos, aparecendo mais tarde nas formulações dos Evangelhos. Poderão dizer, por exemplo: Os Evangelhos foram escritos muito depois da morte de Jesus (...). Ernesto Renan, por exemplo, que foi o grande investigador histórico, famoso por suas obras de investigação da história do Cristianismo, tem livros dedicados aos Evangelhos em que explica pormenorizadamente e afirma, de maneira decisiva, que os mesmos nasceram do círculo dos mais íntimos de Jesus, dos seus familiares, dos seus discípulos, daqueles que privaram com Ele. Passados mais de cem anos depois de Renan, aparece na França Charles Lindenberg, grande pesquisador e professor de história do Cristianismo na Sorbonne, que afirma, depois de profundos estudos a respeito, a mesma coisa que Renan. Os Evangelhos nasceram nos círculos mais íntimos, ligados a Jesus, portanto procedem da fonte dos Seus ensinos orais. Se isso não bastasse para provar a existência de Jesus, existem todos os testemunhos, dados pelos apóstolos. Alguém pode dizer: não há na História um registro assim, por um historiador qualquer, da passagem de Jesus na Terra. Realmente, essa passagem foi obscura. Jesus viveu na época do mundo clássico greco-romano. O que era importante, no tempo, era a história de Roma e não a história da Palestina. O que se passava na Palestina tinha pouca importância. Quando o historiador judeu Josefo trata da história da Palestina, ele não dá atenção a Jesus, porque Jesus era um rabino popular. Ele era uma figura exponencial do mundo judaico; não era nem sequer um sacerdote do templo. Ele era um daqueles tipos de rabinos populares, mestres do povo, que andavam pela Palestina, ensinando. A grandeza de Jesus não era material, exterior. Não era dada pelos nomes, nem pelos títulos. Era a grandeza moral e espiritual de Jesus que transparecia nos Seus ensinos. E a melhor grandeza desses ensinos se confirma pelos resultados que eles produziram no mundo. Qual foi o homem que, humildemente andando de sandálias, pelas praias de um lago humilde, como o lago de Genesaré, pregando nas estradas, nos povoados, nas ruas das cidades judaicas daquele tempo, numa província obscura do império romano, que era a Judéia, qual foi o homem, repito, que dessa humildade e nessa humildade conseguiu produzir, através simplesmente de palavras, ensinos orais, uma revolução total, que transformou a civilização greco-romana na Civilização Cristã? Quem conseguiu isso? Ninguém. Só Jesus. Esta é a maior prova, a mais decisiva prova de sua existência, do seu trabalho, da sua grandeza.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Por que no evangelho a gente não vê Jesus se referindo  à educação da criança?

Primeiro, precisamos considerar que os evangelhos não podiam reproduzir tudo o que Jesus falou. Portanto, não sabemos se, em algum momento, ele teve oportunidade de falar sobre a responsabilidade dos pais em relação a seus filhos.

Em segundo lugar, com certeza, porque sua missão naquele momento era priorizar a educação do adulto, além do que devemos entender que seria prematuro tratar da educação moral da criança, antes de se preocupar em educar os pais.

  Logo, Jesus na sua grande missão não contava com tempo suficiente para fazer visar outra meta que não fosse deixar seu recado às pessoas de seu povo e de sua época.

Jesus nasceu num seio de um pequeno povo, cuja religião estava próxima dos princípios morais que ele pretendia ensinar, e por isso nem cogitou sequer de levar sua doutrina de imediato a outros povos

  Mas foi Paulo de Tarso – o décimo terceiro apóstolo, de que se valeu só vários anos depois de sua morte – quem se preocupou de espalhar seus ensinamentos aos gentios.

Gentios eram os outros povos, que adoravam mais de um deus e que precisavam de uma ação especial para despertarem para a realidade de um único comando no mundo.

Logo, quando Jesus encarnou no seio do povo hebreu, havia todo um trabalho a fazer para a reeducação do homem. Ele aproveitou o que havia de positivo no judaísmo, acrescentou novos princípios e deixou para que seus seguidores dessem prosseguimento à missão de evangelização dos povos, tarefa que vendo feita até hoje.

Àquela altura, a reeducação dos adultos dentro dos novos princípios que ele trazia, é que exigia sua pronta intervenção. A formação da criança viria com o tempo, à medida que os pais fossem educados dentro do princípio da fraternidade universal.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

O PASSE - dicas e informações; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Procedimento largamente usado em praticantes do Espiritismo, a transfusão de fluidos denominada passe começa a merecer estudos e discussões que certamente ampliam os conhecimentos a respeito da sua utilidade e eficiência. Allan Kardec em seus escritos e ponderações antevira a evolução do tema dizendo que a Teoria do Fluido Cósmico Individualizado em cada Ser sob o nome de fluido perispiritual, abre campo inteiramente novo para a solução de uma imensidade de problemas até agora insolúveis. Em outro momento escreveu que                       o Espiritismo, esclarecendo-nos sobre as propriedades dos fluidos que são os agentes e meios de ação do Mundo Invisível e constituem uma das forças e um dos poderes da Natureza, nos dá a chave de uma multidão de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer outro meio, e que puderam, nos tempos recuados, passar por prodígios ou engendrando a superstição.  Partindo da sua visão a respeito do FLUIDO COSMICO UNIVERSAL, considera que os FLUIDOS ESPIRITUAIS são a matéria do Mundo Espiritual; É a atmosfera dos Seres Espirituais; Está para as necessidades do Espírito como a atmosfera para as dos encarnados; Manipulados pelos Espíritos através do Pensamento e da Vontade, são o que a mão é para o homem. Tendo convivido com os experimentos e das evoluções em torno dos conceitos do médico Franz Anton Mesmer na questão 71 d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS apresenta as características do FLUIDO VITAL também chamado fluido elétrico animalizado, fluido magnético, fluido nervoso é uma modificação do fluido Cósmico Universal.; É a matéria sutil e etérea, imponderável para nós, sendo princípio de nossa matéria pesada; Dá movimento e atividade aos seres orgânicos; A quantidade de fluido vital se esgota.; O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro;  Os órgãos do corpo estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital, o qual dá a todas as partes do organismo uma atividade que as une em certas lesões e restabelece as funções momentaneamente suspensas. A quantidade de fluido vital não é fator absoluto para todos os seres orgânicos. Varia segundo as espécies e não é fator constante, seja no mesmo indivíduo, seja nos indivíduos da mesma espécie; Quando os seres orgânicos morrem, o fluido vital remanescente retorna à massa. Revela a existência do FLUIDO PERISPIRITUAL que é a expansão do fluido perispiritual , uma espécie de fio condutor do pensamento; que projeta raios pela vontade do Espírito, servindo à transmissão do pensamento;  insensível, que transmite a sensação ao centro sensitivo do Espírito; o que faz com que  pelo sentido espiritual ou psíquico, as sensações se generalizam esclarecendo que o Espírito vê, ouve e sente por todo seu SER, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico.   Oferece inúmeros esclarecimentos sobre FLUIDO E PENSAMENTO, entre os quais que pensamentos modificam propriedades dos fluidos, os quais são veículos do pensamento e que o pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias, saneando ou viciando os FLUIDOS ambientes, conforme seja bom ou mau; FLUIDO E CORPO FISICO dizendo que o corpo é, ao mesmo tempo, o envoltório e o instrumento do Espírito; a diversidade na maneira de sentir resulta de uma lei física: a da assimilação e da repulsão de fluidos e que cada ente humano carrega consigo sua atmosfera fluídica, como o caracol carrega sua concha deixando essa traços de sua passagem; como uma esteira luminosa, inacessível aos nossos sentidos no estado de vigília, servindo contudo aos videntes e aos Espíritos desencarnados, para reconstituírem os fatos realizados e analisar o motivo que os fez executar. No tópico FLUIDO E CURA afirma que todo efeito mediúnico, é o resultado da combinação dos fluidos emitidos por um Espírito e pelo médium; por essa associação, esses fluidos adquirem propriedades novas que não teriam separadamente, ou pelo menos não teriam no mesmo grau acrescentando que a substância fluídica produz um efeito análogo ao da substância medicamentosa, com a diferença que, sendo maior a sua penetração, em razão da tenuidade de seus princípios constitutivos, age mais diretamente sobre as moléculas primeiras do organismo do que o podem fazer as moléculas mais grosseiras das substâncias materiais; previne que a ação fluídica é poderosamente secundada pela confiança do doente. No item FLUIDOS E PASSE elucida que a faculdade de curar pela imposição das mãos tem, evidentemente, seu princípio numa força excepcional de expansão, mas é aumentada por diversas causas, entre as quais é necessário colocar em primeira linha: a pureza de sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o ardente desejo de aliviar, a prece fervorosa e a confiança em Deus, em uma palavra, todas as qualidades morais.

Explica ainda que o encarnado absorve FLUIDOS pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo doenças contagiosas graves, salientando que a mediunidade curadora não vem suplantar a Medicina e os médicos; vem simplesmente provar a estes últimos que há coisas que eles não sabem e os convidar a estudá-las; que a natureza tem recursos que eles ignoram.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES

 A tentação de Jesus e a expulsão dos vendilhões do templo são interpolações ou realmente aconteceram?

Primeiramente precisamos esclarecer os ouvintes que interpolações seriam textos adicionados ou inseridos posteriormente aos evangelhos para justificar dogmas religiosos.

É que os evangelhos só começaram a ser escritos vários anos depois de Jesus, aproveitando informações dadas por apóstolos que com que conviveram, como são os casos de Marcos, Lucas, Mateus e João.

Na época, a escrita era feita em folhas de pergaminho, material preparado a partir de couro de animais, sobre os quais se grafava os textos com estilete aquecido.

Não havia livros, e essas folhas eram enroladas e guardadas em vasos de gargalo alto. Quem quisesse uma cópia de algum texto devia contratar uma pessoa- um copista -  que soubesse ler e escrever, e dominasse a arte de grafar escritas no pergaminho.

Dependendo dos copistas e das pessoas que encomendavam o evangelho, esses originais sofreram alterações com o tempo, ficando sujeitos a acréscimos, supressões e troca de palavras e expressões.

Muitas dessas traduções, como é fácil perceber,  atendiam ao interesse das pessoas que procuravam conformar a doutrina de Jesus à sua maneira de pensar, visto que nos primeiros séculos várias foram as interpretações que se deram aos evangelhos.

Por tal razão, o nosso ouvinte levanta a questão sobre possíveis acréscimos ou interpolações, dos quais poderiam ter derivado essas duas passagens citadas nos evangelhos.

Na verdade, prezado ouvinte, nada podemos afirmar com absoluta certeza, mas ao que nos parece algumas narrativas, que constam dos evangelhos, conflitam com os próprios ensinamentos de Jesus, como essa que conta que Jesus usou de violência para expulsar os vendilhões do templo.

De outras vezes, as narrativas deixam dúvida se a situação apresentada foi real ou não passou de uma parábola, como é o caso do conhecido episódio da tentação de Jesus.

É claro que a narrativa da tentação pelo demônio nos deixa um grande ensinamento, mas é bem possível que ela tenha sido contada por Jesus como as outras parábolas,  para ensinar de modo mais fácil e didático as grandes virtudes cristãs.

Os judeus tinham o demônio em alta conta, pois o igualava em força ao próprio Deus, de tal modo que ele (o demônio) poderia disputar com as forças divinas o domínio  sobre o mundo e sobre os homens.

Essa concepção, os hebreus herdaram dos persas, povo sob o qual ficaram dominados durante séculos, e que acreditavam na existência do deus do bem sempre em disputa com o deus do mal.

Além disso, o confronto entre Jesus e o demônio é simplesmente impossível do ponto de vista da razão, pois o mal não tem o condão de defrontar com o bem e, ainda mais, de desafiá-lo como conta a parábola. 

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

EMMANUEL E OS CICLOS EVOLUTIVOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A Terra, em sua constituição física propriamente considerada, tem grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da matéria planetária, pode ser calculado, cada um, em 260.000 mil anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os grandes instrutores da Humanidade, nos planos superiores, consideram que,
desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada. Logo em seguida surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.

Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária temos sempre grandes transformações de 28 em 28 mil anos. Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra cujos traços se perderam por causa de seu primitivismo. Logo em seguida podemos considerar a grande raça Lemuriana como portadora de uma inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito. Após a raça Lemuriana - em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado - chegamos ao grande período da raça Atlântida, com outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.

Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças como grandes ciclos de serviços em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

EM BUSCA DA VERDADE COM O 

PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES 

Eu nunca tinha visto uma pessoa falecer, mas quando assisti os últimos momentos do meu tio, estremeci. Se é assim que as pessoas morrem, elas devem sofrer muito pra morrer.

Sobre os últimos momentos de uma pessoa, devemos considerar o seguinte: uma coisa é morte do corpo, outra o desprendimento do espírito.

Esses dois fenômenos não se dão precisamente no mesmo instante. Há situações em que a desencarnação tem início bem antes da morte como, por exemplo, nos casos de doença prolongada.

Mas pode acontecer o contrário, se o Espírito insiste em não desencarnar. Nesses casos é possível que o espírito permaneça precariamente ligado ao corpo, mesmo quando se deu a morte clínica.

  Mas a questão mais importante é esta: como era em vida a pessoa está desencarnando? Que tipo de vida levava? Que tipo de relações tinha com a família ou com os estranhos?

A condição moral da pessoa, portanto, é muito importante para a situação que vai se configurar no momento de seu desencarne.

Mesmo assim, no livro OBREIROS DA VIDA ETERNA, André Luiz, ao relatar o desencarne de Dimas, um homem bom, em certo momento volta-se para o cadáver de Dimas para acompanhar os últimos instantes da vida biológica.

E, quando Dimas já está desencarnado, no colo de sua mãe também desencarnada, conversando com ela, seu corpo ainda está lutando para sobreviver, porque sobreviver é lei da natureza.

A vantagem é que Dimas, espírita, não estava preocupado com o corpo, pois se desligara definitiva e mentalmente dele, razão pela qual a luta do corpo para sobreviver nele não tinha nenhuma repercussão.

  Desse modo, caro ouvinte, nem sempre é possível saber da condição do espírito com base apenas nas reações tormentosas que o corpo experimenta nos momentos de agonia.

Se você quiser mais detalhes sobre essa situação, leia com atenção o capítulo 15 de OBREIROS DA VIDA ETERNA, intitulado “Aprendendo sempre”.