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segunda-feira, 11 de maio de 2026

UM DIÁLOGO SURPREENDENTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A pergunta inesperada surgiu em reunião publica interativa com frequentadores e trabalhadores de Grupo Espírita da Capital paulista:-Existem reencarnações planejadas nos Planos Espirituais Inferiores? A memória no momento resgatou informação reproduzida em livro de importante médium, dizendo que a reencarnação de Hitler se dera por gestões do tipo. Pesquisando as obras do ‘reporter’ Andre Luiz  através de Chico Xavier, encontramos interessante esclarecimento na intitulada AÇÃO E REAÇÃO (feb, 1957). O referido livro desdobra-se num anexo sob a jurisdição da Colônia Nosso Lar denominado Mansão da Paz situado nas regiões espirituais sombrias da Terra, dedicado ao resgate de Espíritos que devem ser  encaminhados para os processos reencarnatórios previstos para os alunos da escola chamada Terra. Em dialogo com Silas,  um assessor do dirigente Druso, o autor espiritual registra:

– Para que me faça compreendido, convém esclarecer que, se existem reencarnações ligadas aos planos superiores, temos aquelas que se enraízam diretamente nos planos inferiores. Se a penitenciária vigora entre os homens, em função da criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade, em função da culpa nas consciências. E assim como já podemos contar na esfera carnal com uma justiça sinceramente interessada em auxiliar os delinquentes na recuperação, através do livramento condicional e das prisões-escolas, organizadas pelas próprias autoridades que dirigem os tribunais humanos em nome das leis, aqui também os representantes do Amor Divino podem mobilizar recursos de misericórdia, beneficiando Espíritos devedores, desde que se mostrem dignos do socorro que lhes abrevie o resgate e a regeneração. – Quer dizer – exclamei – que, em boa lógica terrena, e utilizando-me de uma linguagem de que usaria um homem na experiência física, há reencarnações em perfeita conexão com os planos infernais... – Sim. Como não? Valem como preciosas oportunidades de libertação dos círculos tenebrosos. E como tais renascimentos na carne não possuem senão característicos de trabalho expiatório,

em muitas ocasiões são empreendimentos planejados e executados daqui mesmo, por benfeitores credenciados para agir e ajudar em nome do Senhor. – E, nesses casos – aduzi –, o Instrutor Druso dispõe da necessária delegação de competência para resolver os problemas dessa espécie? – Nosso dirigente – falou o amigo prestimoso –, como é razoável, não goza de faculdades ilimitadas e esta instituição é suficientemente ampla para absorver-lhe os maiores cuidados. Entretanto, nos processos reencarnatórios, funciona como autoridade intermediária. – De que modo? – Duas vezes por semana reunimo-nos no Cenáculo da Mansão e os mensageiros da luz, por instrumentos adequados, deliberam quanto ao assunto, apreciando os processos que a nossa casa lhes apresenta. – Mensageiros da luz? – Sim, são prepostos das Inteligências angélicas que não perdem

de vista as plagas infernais, porque, ainda que os gênios da sombra não o admitam, as forças do Céu velam pelo inferno que, a rigor, existe para controlar o trabalho regenerativo na Terra. E, sorrindo: – Assim como o doente exige remédio, reclamamos a purgação espiritual, a fim de que nos habilitemos para a vida nas esferas superiores. O inferno para a alma que o erigiu em si mesma é aquilo que a forja constitui para o metal: ali ele se apura e se modela convenientemente. . .

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES

CAVALCANTE

Na época de Jesus os judeus estavam oprimidos sob o domínio político dos romanos e já existia algum movimento que pretendia lutar para a libertação. Mas, Jesus, que foi um mestre, não fez qualquer referência e nem demonstrou qualquer interessa por essa libertação. Eu pergunto: agindo assim, ele não ignorou o sofrimento de seu povo e o sentimento de amor à pátria, principalmente porque proclamou em alto e bom som que deveriam amar o inimigo?

A atuação de Jesus no mundo foge dos parâmetros conhecidos, porque todo o seu empenho foi no campo moral, com o objetivo primordial de melhorar o ser humano.

Portanto, embora atuando dentro de um pequeno povo oprimido, sua doutrina tem um caráter universal e não pode ser confundida com as doutrinas que se baseiam na luta pelo poder ou pelo domínio político.

Tanto assim que, depois de Paulo de Tarso, confundiram a mensagem de Jesus como um esforço pela dominação, de modo que os próprios grupos lutaram entre si sob o pretexto de estarem lutando pela verdade.

Desse modo, do ponto de vista de Jesus, o que se busca é a melhoria moral do homem e não dos sistemas, pois qualquer que for o sistema, qualquer que for o governo, não haverá paz enquanto o homem não estiver preparado para isso.

Allan Kardec tratou dessa questão num discurso que proferiu na cidade de Bordéus, na França, onde deixou claro que, conforme os verdadeiros ensinamentos cristãos, é preciso preparar o homem para a coisa, antes de pensar em preparar a coisa para o homem.

  “Coisa”, aqui, são os sistemas de governo, as doutrinas econômicas e políticas, que pensam em se impor pela força de suas ideias, mas esquecem que a educação do homem é a providência mais sensata para se pensar num mundo melhor.

  Para Jesus a solução do problema humano é o amor, embora o caminho seja longo e tortuoso, porque se trata da educação dos sentimentos.

Nós, na estreiteza de nossa visão, queremos que as coisas se resolvam imediatamente, mas isso não acontece na ordem natural, sem que o homem esteja moralmente preparado para isso.

Para Jesus, portanto, vitória não é imposição ou domínio; a vitória verdadeira é

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