A pergunta
inesperada surgiu em reunião publica interativa com frequentadores e
trabalhadores de Grupo Espírita da Capital paulista:-Existem reencarnações planejadas nos
Planos Espirituais Inferiores? A memória no momento resgatou informação
reproduzida em livro de importante médium, dizendo que a reencarnação de Hitler
se dera por gestões do tipo. Pesquisando as obras do ‘reporter’ Andre
Luiz através de Chico
Xavier, encontramos interessante esclarecimento na intitulada AÇÃO E REAÇÃO (feb, 1957). O referido
livro desdobra-se num anexo sob a jurisdição da Colônia Nosso Lar denominado
Mansão da Paz situado nas regiões espirituais sombrias da Terra, dedicado ao
resgate de Espíritos que devem ser encaminhados
para os processos reencarnatórios previstos para os alunos da escola chamada
Terra. Em dialogo com Silas, um assessor
do dirigente Druso, o autor espiritual registra:
– Para que
me faça compreendido, convém esclarecer que, se existem reencarnações ligadas
aos planos superiores, temos aquelas que se enraízam diretamente nos planos
inferiores. Se a penitenciária vigora entre os homens, em função da
criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade, em
função da culpa nas consciências. E assim como já podemos contar na esfera
carnal com uma justiça sinceramente interessada em auxiliar os delinquentes na
recuperação, através do livramento condicional e das prisões-escolas,
organizadas pelas próprias autoridades que dirigem os tribunais humanos em nome
das leis, aqui também os representantes do Amor Divino podem mobilizar recursos
de misericórdia, beneficiando Espíritos devedores, desde que se mostrem dignos
do socorro que lhes abrevie o resgate e a regeneração. – Quer dizer – exclamei – que, em boa lógica terrena, e utilizando-me de uma linguagem
de que usaria um homem na experiência física, há reencarnações em perfeita
conexão com os planos infernais... – Sim. Como não? Valem como preciosas oportunidades de
libertação dos círculos tenebrosos. E como tais renascimentos na carne não
possuem senão característicos de trabalho expiatório,
em muitas
ocasiões são empreendimentos planejados e executados daqui mesmo, por
benfeitores credenciados para agir e ajudar em nome do Senhor. – E, nesses
casos – aduzi –, o Instrutor Druso dispõe da
necessária delegação de competência para resolver os problemas dessa espécie? – Nosso
dirigente – falou o amigo prestimoso –, como é razoável, não goza de
faculdades ilimitadas e esta instituição é suficientemente ampla para
absorver-lhe os maiores cuidados. Entretanto, nos
processos reencarnatórios, funciona como autoridade intermediária.
– De que modo? – Duas vezes por semana reunimo-nos no Cenáculo da Mansão e os
mensageiros da luz, por instrumentos adequados, deliberam quanto ao
assunto, apreciando os processos que a nossa casa lhes apresenta. – Mensageiros
da luz? – Sim, são prepostos das Inteligências
angélicas que não perdem
de vista as
plagas infernais, porque, ainda que os gênios da sombra não o admitam, as
forças do Céu velam pelo inferno que, a rigor, existe para controlar o trabalho
regenerativo na Terra. E, sorrindo: – Assim como o doente exige remédio,
reclamamos a purgação espiritual, a fim de que nos habilitemos para a vida nas
esferas superiores. O inferno para a alma que o erigiu em si mesma é aquilo que
a forja constitui para o metal: ali ele se apura e se modela convenientemente.
. .
EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES
CAVALCANTE
Na época de Jesus os
judeus estavam oprimidos sob o domínio político dos romanos e já existia algum
movimento que pretendia lutar para a libertação. Mas, Jesus, que foi um mestre,
não fez qualquer referência e nem demonstrou qualquer interessa por essa
libertação. Eu pergunto: agindo assim, ele não ignorou o sofrimento de seu povo
e o sentimento de amor à pátria, principalmente porque proclamou em alto e bom
som que deveriam amar o inimigo?
A atuação de Jesus no mundo
foge dos parâmetros conhecidos, porque todo o seu empenho foi no campo moral,
com o objetivo primordial de melhorar o ser humano.
Portanto, embora atuando
dentro de um pequeno povo oprimido, sua doutrina tem um caráter universal e não
pode ser confundida com as doutrinas que se baseiam na luta pelo poder ou pelo
domínio político.
Tanto assim que, depois de
Paulo de Tarso, confundiram a mensagem de Jesus como um esforço pela dominação,
de modo que os próprios grupos lutaram entre si sob o pretexto de estarem
lutando pela verdade.
Desse modo, do ponto de vista
de Jesus, o que se busca é a melhoria moral do homem e não dos sistemas, pois
qualquer que for o sistema, qualquer que for o governo, não haverá paz enquanto
o homem não estiver preparado para isso.
Allan Kardec tratou dessa
questão num discurso que proferiu na cidade de Bordéus, na França, onde deixou
claro que, conforme os verdadeiros ensinamentos cristãos, é preciso preparar o
homem para a coisa, antes de pensar em preparar a coisa para o homem.
“Coisa”, aqui, são os sistemas de governo, as
doutrinas econômicas e políticas, que pensam em se impor pela força de suas
ideias, mas esquecem que a educação do homem é a providência mais sensata para
se pensar num mundo melhor.
Para Jesus a solução do problema humano é o
amor, embora o caminho seja longo e tortuoso, porque se trata da educação dos
sentimentos.
Nós, na estreiteza de nossa
visão, queremos que as coisas se resolvam imediatamente, mas isso não acontece
na ordem natural, sem que o homem esteja moralmente preparado para isso.
Para Jesus, portanto, vitória não é imposição ou domínio; a vitória verdadeira é
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