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sexta-feira, 1 de maio de 2026

O PASSE - dicas e informações; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Procedimento largamente usado em praticantes do Espiritismo, a transfusão de fluidos denominada passe começa a merecer estudos e discussões que certamente ampliam os conhecimentos a respeito da sua utilidade e eficiência. Allan Kardec em seus escritos e ponderações antevira a evolução do tema dizendo que a Teoria do Fluido Cósmico Individualizado em cada Ser sob o nome de fluido perispiritual, abre campo inteiramente novo para a solução de uma imensidade de problemas até agora insolúveis. Em outro momento escreveu que                       o Espiritismo, esclarecendo-nos sobre as propriedades dos fluidos que são os agentes e meios de ação do Mundo Invisível e constituem uma das forças e um dos poderes da Natureza, nos dá a chave de uma multidão de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer outro meio, e que puderam, nos tempos recuados, passar por prodígios ou engendrando a superstição.  Partindo da sua visão a respeito do FLUIDO COSMICO UNIVERSAL, considera que os FLUIDOS ESPIRITUAIS são a matéria do Mundo Espiritual; É a atmosfera dos Seres Espirituais; Está para as necessidades do Espírito como a atmosfera para as dos encarnados; Manipulados pelos Espíritos através do Pensamento e da Vontade, são o que a mão é para o homem. Tendo convivido com os experimentos e das evoluções em torno dos conceitos do médico Franz Anton Mesmer na questão 71 d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS apresenta as características do FLUIDO VITAL também chamado fluido elétrico animalizado, fluido magnético, fluido nervoso é uma modificação do fluido Cósmico Universal.; É a matéria sutil e etérea, imponderável para nós, sendo princípio de nossa matéria pesada; Dá movimento e atividade aos seres orgânicos; A quantidade de fluido vital se esgota.; O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro;  Os órgãos do corpo estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital, o qual dá a todas as partes do organismo uma atividade que as une em certas lesões e restabelece as funções momentaneamente suspensas. A quantidade de fluido vital não é fator absoluto para todos os seres orgânicos. Varia segundo as espécies e não é fator constante, seja no mesmo indivíduo, seja nos indivíduos da mesma espécie; Quando os seres orgânicos morrem, o fluido vital remanescente retorna à massa. Revela a existência do FLUIDO PERISPIRITUAL que é a expansão do fluido perispiritual , uma espécie de fio condutor do pensamento; que projeta raios pela vontade do Espírito, servindo à transmissão do pensamento;  insensível, que transmite a sensação ao centro sensitivo do Espírito; o que faz com que  pelo sentido espiritual ou psíquico, as sensações se generalizam esclarecendo que o Espírito vê, ouve e sente por todo seu SER, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico.   Oferece inúmeros esclarecimentos sobre FLUIDO E PENSAMENTO, entre os quais que pensamentos modificam propriedades dos fluidos, os quais são veículos do pensamento e que o pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias, saneando ou viciando os FLUIDOS ambientes, conforme seja bom ou mau; FLUIDO E CORPO FISICO dizendo que o corpo é, ao mesmo tempo, o envoltório e o instrumento do Espírito; a diversidade na maneira de sentir resulta de uma lei física: a da assimilação e da repulsão de fluidos e que cada ente humano carrega consigo sua atmosfera fluídica, como o caracol carrega sua concha deixando essa traços de sua passagem; como uma esteira luminosa, inacessível aos nossos sentidos no estado de vigília, servindo contudo aos videntes e aos Espíritos desencarnados, para reconstituírem os fatos realizados e analisar o motivo que os fez executar. No tópico FLUIDO E CURA afirma que todo efeito mediúnico, é o resultado da combinação dos fluidos emitidos por um Espírito e pelo médium; por essa associação, esses fluidos adquirem propriedades novas que não teriam separadamente, ou pelo menos não teriam no mesmo grau acrescentando que a substância fluídica produz um efeito análogo ao da substância medicamentosa, com a diferença que, sendo maior a sua penetração, em razão da tenuidade de seus princípios constitutivos, age mais diretamente sobre as moléculas primeiras do organismo do que o podem fazer as moléculas mais grosseiras das substâncias materiais; previne que a ação fluídica é poderosamente secundada pela confiança do doente. No item FLUIDOS E PASSE elucida que a faculdade de curar pela imposição das mãos tem, evidentemente, seu princípio numa força excepcional de expansão, mas é aumentada por diversas causas, entre as quais é necessário colocar em primeira linha: a pureza de sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o ardente desejo de aliviar, a prece fervorosa e a confiança em Deus, em uma palavra, todas as qualidades morais.

Explica ainda que o encarnado absorve FLUIDOS pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo doenças contagiosas graves, salientando que a mediunidade curadora não vem suplantar a Medicina e os médicos; vem simplesmente provar a estes últimos que há coisas que eles não sabem e os convidar a estudá-las; que a natureza tem recursos que eles ignoram.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES

 A tentação de Jesus e a expulsão dos vendilhões do templo são interpolações ou realmente aconteceram?

Primeiramente precisamos esclarecer os ouvintes que interpolações seriam textos adicionados ou inseridos posteriormente aos evangelhos para justificar dogmas religiosos.

É que os evangelhos só começaram a ser escritos vários anos depois de Jesus, aproveitando informações dadas por apóstolos que com que conviveram, como são os casos de Marcos, Lucas, Mateus e João.

Na época, a escrita era feita em folhas de pergaminho, material preparado a partir de couro de animais, sobre os quais se grafava os textos com estilete aquecido.

Não havia livros, e essas folhas eram enroladas e guardadas em vasos de gargalo alto. Quem quisesse uma cópia de algum texto devia contratar uma pessoa- um copista -  que soubesse ler e escrever, e dominasse a arte de grafar escritas no pergaminho.

Dependendo dos copistas e das pessoas que encomendavam o evangelho, esses originais sofreram alterações com o tempo, ficando sujeitos a acréscimos, supressões e troca de palavras e expressões.

Muitas dessas traduções, como é fácil perceber,  atendiam ao interesse das pessoas que procuravam conformar a doutrina de Jesus à sua maneira de pensar, visto que nos primeiros séculos várias foram as interpretações que se deram aos evangelhos.

Por tal razão, o nosso ouvinte levanta a questão sobre possíveis acréscimos ou interpolações, dos quais poderiam ter derivado essas duas passagens citadas nos evangelhos.

Na verdade, prezado ouvinte, nada podemos afirmar com absoluta certeza, mas ao que nos parece algumas narrativas, que constam dos evangelhos, conflitam com os próprios ensinamentos de Jesus, como essa que conta que Jesus usou de violência para expulsar os vendilhões do templo.

De outras vezes, as narrativas deixam dúvida se a situação apresentada foi real ou não passou de uma parábola, como é o caso do conhecido episódio da tentação de Jesus.

É claro que a narrativa da tentação pelo demônio nos deixa um grande ensinamento, mas é bem possível que ela tenha sido contada por Jesus como as outras parábolas,  para ensinar de modo mais fácil e didático as grandes virtudes cristãs.

Os judeus tinham o demônio em alta conta, pois o igualava em força ao próprio Deus, de tal modo que ele (o demônio) poderia disputar com as forças divinas o domínio  sobre o mundo e sobre os homens.

Essa concepção, os hebreus herdaram dos persas, povo sob o qual ficaram dominados durante séculos, e que acreditavam na existência do deus do bem sempre em disputa com o deus do mal.

Além disso, o confronto entre Jesus e o demônio é simplesmente impossível do ponto de vista da razão, pois o mal não tem o condão de defrontar com o bem e, ainda mais, de desafiá-lo como conta a parábola.