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quinta-feira, 28 de maio de 2026

O ESPÍRITO NA EXPERIENCIA HUMANA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A surpreendente resposta à questão 607ª d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS indica que a Individualidade em que nos tornamos é uma versão avançada do chamado Princípio Inteligente do Universo. E o também surpreendente Allan Kardec nas páginas de suas OBRAS BÁSICAS, particularmente da REVISTA ESPÍRITA preservou material instigante para nossas reflexões. Na sequência alguns pontos para pensarmos. Como teria se operado o início da fase Humanidade? Ignoramos absolutamente em que condições se dão as primeiras encarnações do Espírito; é um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Apenas sabemos que são criados simples e ignorantes, tendo todos, assim, o mesmo ponto de partida, o que é conforme à justiça; o que sabemos ainda é que o livre-arbítrio só se desenvolve pouco a pouco e após numerosas evoluções na vida corpórea.  Não é, pois, nem após a primeira, nem depois da segunda encarnação que o Espírito tem consciência bastante clara de si mesmo, para ser responsável por seus atos; não é senão após a centésima, talvez após a milésima. Dá-se o mesmo com a criança, que não goza da plenitude de suas faculdades, nem um, nem dois dias após o nascimento, mas depois de anos. (RE, 1864) O armazenamento do registro de percepções, sensações e experiências se dá naturalmente através da memória cujos rudimentos podem ser observados no Reino Mineral. Como o Espiritismo a explica?  A memória pode ser comparada a placa sensível que, ao influxo da luz, guarda para sempre as imagens recolhidas pelo Espírito, no curso de seus inumeráveis aprendizados, dentro da vida.  Cada existência de nossa alma, em determinada expressão da forma, é uma adição de experiência, conservada em prodigioso arquivo de imagens que, em se superpondo umas às outras, jamais se confundem. (ETC, 12) Que é a memória, senão uma espécie de álbum mais ou menos volumoso, que se folheia para encontrar de novo as ideias apagadas e reconstituir os acontecimentos que se foram? Esse álbum tem marcas nos pontos capitais.  De alguns fatos o indivíduo imediatamente se recorda; para recordar-se de outros, é-lhe necessário folhear por longo tempo o álbum.(OP) A memória é como um livro! Aquele em que lemos algumas passagens facilmente no-las apresenta aos olhos; as folhas virgens ou raramente perlustradas têm que ser folheadas uma a uma, para que consigamos reconstituir um fato sobre o qual pouco tenhamos demorado a atenção.  Quando o Espírito encarnado se lembra, sua memória lhe apresenta, de certo modo, a fotografia do fato que ele procura.  A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos.  Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos. (LI, 11) O aprofundamento das pesquisas levadas a efeito por diferentes ramos da ciência permitiu concluir-se que o recurso  chamado mente acompanha a evolução da nossa espécie. O Biólogo Bruce Lipton  no livro BIOLOGIA DA CRENÇA (butterfly, 2006) explica essa evolução. O que diz? A evolução dos mamíferos mais desenvolvidos, incluindo os chimpanzés, os cetáceos e os humanos, criou um novo nível de consciência chamado "autoconsciência" ou mente consciente. Foi um passo muito importante em termos de desenvolvimento.  A mente anterior, predominantemente subconsciente, é nosso "piloto automático"; já a mente consciente é nosso controle manual.  Por exemplo: se uma bola é jogada em direção ao seu rosto, a mente consciente, mais lenta, pode não reagir em tempo de evitar a ameaça.  Mas a mente inconsciente, capaz de processar cerca de 20 milhões de estímulos ambientais por segundo versus 40 estímulos interpretados pela mente consciente no mesmo segundo, nos fará piscar e nos desviar. A mente subconsciente, um dos processadores de informações mais poderosos de que se tem notícia até hoje, observa o mundo ao nosso redor e a consciência interna do corpo, interpreta os estímulos do ambiente e entra imediatamente em um processo de comportamento previamente adquirido (aprendido).  Tudo isso sem ajuda ou supervisão da mente consciente.  O subconsciente é um grande centro de dados e programas desprovido de emoção, cuja função é simplesmente ler os sinais do ambiente e seguir uma programação estabelecida sem nenhum tipo de questionamento ou julgamento prévio.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Os cães e os gatos podem ver e ouvir os Espíritos?  Pergunta de ouvinte que não quis se identificar.

Uma coisa nós temos certeza: animais não são médiuns. A palavra “médium” (do latim, intermediário) refere-se unicamente ao ser humano, porque só um ser humano pode ser intermediário de um Espírito que também foi humano.

É que mediunidade implica não somente na percepção, que é um ato mecânico, mas na compreensão e na interpretação da mensagem, o que só um ser humano pode fazer no caso da manifestação de um Espírito.

No entanto, o que o ouvinte está perguntando não é isso. Ele quer saber se cães e gatos podem perceber Espíritos.

Os animais também têm um princípio espiritual, que podemos chamar de alma, mas em inteligência ou capacidade de compreensão ainda que se encontrem bem distante da espécie humana.

Contudo, acreditamos que certos animais podem ter percepção de Espíritos, desde que na sua conformação cerebral ele possa contar uma estrutura adequada para se dar o fenômeno da percepção.

A percepção – geralmente visão, audição e olfato – pode decorrer da ação da glândula pineal sobre esses centros perceptivos. Mas, que fique claro: isso não é mediunidade, mas, sim,  o que chamamos “percepção extra-sensorial”.

Temos alguns relatos na literatura espírita de animais que demonstraram perceber “algo imaterial”, que foram considerados Espíritos, pelas próprias reações dos animais.

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

SABEDORIA DE CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Sempre útil, vez ou outra, rever passagens da vida do inesquecível Chico Xavier. Há situações em que recolhe-se precisos ensinamentos para os momentos em que os desafios da vida nos procuram afastar das experiências típicas dos habitantes de um planeta de Expiação e Provas. Vejamos alguns:. 1- Um companheiro espírita, certa vez, disse: - Chico, o Evangelho está ultrapassado. Chico respondeu: - Emmanuel está aqui e pede para dizer a vocês que o Evangelho só vai ficar ultrapassado o dia em que toda a Humanidade colocá-lo em prática. 2- Uma pessoa que, ao observar os necessitados tomando sopa, perguntou para Chico Xavier: - O senhor acha que um prato de sopa vai resolver o problema da fome no mundo? Chico, sem titubear respondeu: - O banho também não resolve o problema da higiene no mundo, mas nem por isso podemos dispensá- lo. 3- Certa vez, alguém perguntou a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu: - Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa. 4- Muita gente procurava Chico em seu emprego e isto começou a causar-lhe problemas. Certa vez uma senhora, em adiantado estado de perturbação, foi procurá-lo. O chefe não queria que ele atendesse ninguém em seu ambiente de trabalho, então, foi dito à senhora que o Chico estava em casa. Para lá se dirigiu ela, sendo informada que o Chico estava trabalhando. Voltou, novamente, ao emprego e disseram que o nosso amigo saíra, a serviço. Ela resmungou qualquer palavrão e se foi. À noite, quando as portas do Centro se abriram, ela avançou sobre ele e deu-lhe inúmeros bofetões no rosto. Quando acabou de desabafar, através da agressão, falou com voz nervosa e trêmula: - Está pensando que tenho tempo para andar atrás de você para cima e para baixo? E, agora, já para aquela sala que você vai me dar um passe, cachorro. A senhora sentou-se numa cadeira e ficou esperando. O Chico começou a pensar: “Senhor Jesus, para se transmitir um passe precisamos estar calmos, com o coração voltado para o amor ao próximo. O Senhor sabe todas as coisas e sabe que não estou com raiva dela, mas ela me deixou num estado meio diferente. Ajude-me, Senhor”. Então, o espírito de Emmanuel lhe aparece e diz: - Para ajudá-la é preciso alcançar-lhe o coração. Converse com ela. E o Chico, falou para a irmã em sofrimento: - Minha irmã, a senhora me perdoe ser uma pessoa tão ocupada. Não pude atendê-la em meu emprego porque meu chefe não permite. A senhora compreende, estou ali para servir porque tenho muitos irmãos para ajudar. Foi conversando... conversando, e a mulher se acalmando, para, em seguida, começar a chorar. O Chico, então, transmitiu-lhe o passe e ela foi devolvida à razão. Depois de sua saída, o médium perguntou ao Espírito de Emmanuel: - Emmanuel, eu não estou com a razão? A resposta foi esta jóia da caridade cristã: - Você está com a razão, mas ela está com a necessidade. No outro dia, quando o Chico chegou ao serviço, estava com o rosto todo inchado. Seu chefe indagou o que ocorrera. E ele respondeu: - Bati na porta. Ele, então, olhou-o por sobre os óculos e perguntou, novamente: - Mas, dos dois lados? 5- O Chico passava por grandes dificuldades. Problemas gigantescos se avolumavam sobre sua cabeça. E tão gigantescos que ele perguntou ao Espírito Emmanuel se não era possível rogar às esferas superiores um conselho de Maria de Nazaré, que ajudasse naqueles dias tão difíceis. Alguns dias se passaram, quando o espírito de Emmanuel lhe disse que o generoso espírito de Maria havia atendido ao seu pedido, enviando-lhe a seguinte frase: Isso Também Passa. Contou Chico: - A frase foi para mim como anestesia sobre uma dor imensa. Fez-me tanto bem que a escrevi num papel e o coloquei sobre a cabeceira de minha cama. Todas às noites e todas as manhãs eu lia, sentindo grande consolo. Certo dia, um amigo ao entrar em meu quarto, achou a frase muito interessante, e disse; - Chico, vou fazer o mesmo; colocar esta frase sobre a cabeceira de minha cama. - Faça isso mesmo, meu filho, mas não se esqueça de que o espírito Emmanuel também me disse que ela serve tanto para os momentos tristes, como para os momentos alegres.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE


   Uma senhora, que não quis se identificar, relatou o seguinte: “Sou de uma família tradicionalmente católica, mas, de uns tempos para cá, passei a ler livros espíritas e já estive algumas vezes num centro. Mas isso porque, nos últimos anos, vinha com vários problemas de saúde, passando por tratamento médico, porque meus filhos não se descuidam de mim. Me disseram no centro que eu só vou sarar, se desenvolver minha mediunidade. Será que é isso mesmo? “

Não gostamos muito dessa resposta. Desenvolver a mediunidade nada mais é do que colocar a mediunidade a serviço do próximo, e isso se faz se você aderir plenamente ao Espiritismo.

Ora, nem todas as pessoas estão em condições de aceitar o Espiritismo de imediato, porque isso implicaria em estudar e conhecer melhor a doutrina, antes de se ocupar com a mediunidade.

Se você já está vindo e se integrando com as pessoas do centro, se essa opção lhe parece adequada, vindo ao encontro de suas necessidades, então, acreditamos que, mais à frente, poderá pôr sua mediunidade a serviço do bem.

Por enquanto, é o momento do passe em dias regulares da semana, da conversa fraterna com companheiros do centro, da leitura esclarecedora que você deve continuar, do abraço amigo que, certamente, vão ajudá-la a se fortalecer emocionalmente.

No entanto, você não deve se esquecer que somente o Espiritismo não vai curá-la; seu tratamento médico deve continuar com muita confiança nos profissionais e na medicação.

Ao lado da medicina, porém, a doutrina vai preencher suas necessidades espirituais para que você se sinta mais confiante.

Quanto à mediunidade, se apesar desta primeira fase de assistência do centro e do tratamento da saúde, você prosseguir sentindo alguma influência espiritual, então, estará a caminho da prática mediúnica, que poderá vir mais à frente.

Mas o que vai abrir sua visão e lhe preparar para a fase seguinte é o conhecimento espírita que você, aos poucos, está adquirindo. Tal conhecimento lhe abrirá a percepção para o que realmente está acontecendo com você.

Por enquanto, continue vindo ao centro e se alimentando espiritualmente de tudo o que ele lhe pode oferecer.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

UM DIÁLOGO SURPREENDENTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A pergunta inesperada surgiu em reunião publica interativa com frequentadores e trabalhadores de Grupo Espírita da Capital paulista:-Existem reencarnações planejadas nos Planos Espirituais Inferiores? A memória no momento resgatou informação reproduzida em livro de importante médium, dizendo que a reencarnação de Hitler se dera por gestões do tipo. Pesquisando as obras do ‘reporter’ Andre Luiz  através de Chico Xavier, encontramos interessante esclarecimento na intitulada AÇÃO E REAÇÃO (feb, 1957). O referido livro desdobra-se num anexo sob a jurisdição da Colônia Nosso Lar denominado Mansão da Paz situado nas regiões espirituais sombrias da Terra, dedicado ao resgate de Espíritos que devem ser  encaminhados para os processos reencarnatórios previstos para os alunos da escola chamada Terra. Em dialogo com Silas,  um assessor do dirigente Druso, o autor espiritual registra:

– Para que me faça compreendido, convém esclarecer que, se existem reencarnações ligadas aos planos superiores, temos aquelas que se enraízam diretamente nos planos inferiores. Se a penitenciária vigora entre os homens, em função da criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade, em função da culpa nas consciências. E assim como já podemos contar na esfera carnal com uma justiça sinceramente interessada em auxiliar os delinquentes na recuperação, através do livramento condicional e das prisões-escolas, organizadas pelas próprias autoridades que dirigem os tribunais humanos em nome das leis, aqui também os representantes do Amor Divino podem mobilizar recursos de misericórdia, beneficiando Espíritos devedores, desde que se mostrem dignos do socorro que lhes abrevie o resgate e a regeneração. – Quer dizer – exclamei – que, em boa lógica terrena, e utilizando-me de uma linguagem de que usaria um homem na experiência física, há reencarnações em perfeita conexão com os planos infernais... – Sim. Como não? Valem como preciosas oportunidades de libertação dos círculos tenebrosos. E como tais renascimentos na carne não possuem senão característicos de trabalho expiatório,

em muitas ocasiões são empreendimentos planejados e executados daqui mesmo, por benfeitores credenciados para agir e ajudar em nome do Senhor. – E, nesses casos – aduzi –, o Instrutor Druso dispõe da necessária delegação de competência para resolver os problemas dessa espécie? – Nosso dirigente – falou o amigo prestimoso –, como é razoável, não goza de faculdades ilimitadas e esta instituição é suficientemente ampla para absorver-lhe os maiores cuidados. Entretanto, nos processos reencarnatórios, funciona como autoridade intermediária. – De que modo? – Duas vezes por semana reunimo-nos no Cenáculo da Mansão e os mensageiros da luz, por instrumentos adequados, deliberam quanto ao assunto, apreciando os processos que a nossa casa lhes apresenta. – Mensageiros da luz? – Sim, são prepostos das Inteligências angélicas que não perdemde vista as plagas infernais, porque, ainda que os gênios da sombra não o admitam, as forças do Céu velam pelo inferno que, a rigor, existe para controlar o trabalho regenerativo na Terra. E, sorrindo: – Assim como o doente exige remédio, reclamamos a purgação espiritual, a fim de que nos habilitemos para a vida nas esferas superiores. O inferno para a alma que o erigiu em si mesma é aquilo que a forja constitui para o metal: ali ele se apura e se modela convenientemente. . .

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Gostaria de saber se uma pessoa, para ser médium, não pode fumar, nem beber, nem praticar sexo.

A mediunidade é uma faculdade humana que pode se manifestar até de forma ostensiva em qualquer pessoa.

  Porém, para a grande maioria a mediunidade passa praticamente imperceptível, ou seja, de maneira velada, como a intuição por exemplo, em que a pessoa pode captar, sem perceber, pensamentos de Espíritos.

  Mas a mediunidade ostensiva mostra-se, apresenta-se e, muitas vezes, incomoda, desconfortável, levando a pessoa a tomar alguma providência.

Ela pode recorrer ao Espiritismo ou a qualquer religião. Geralmente, quando a mediunidade está incomodando, ela pede alguma atuação no campo religioso ou em algum serviço voluntário.

Quando o médium ostensivo chega ao Espiritismo, ele vai se deparar com uma necessidade imediata: a de conhecer a doutrina espírita, aprender sobre mediunidade.

A- Embora existam médiuns em todas as religiões, manifestando de diferentes formas, somente o Espiritismo cuida da mediunidade em si e tem um programa próprio para a educação do médium.

Para a doutrina espírita, mais importante que a pessoa ser médium, é ser cristã, na acepção mais ampla da palavra; quer dizer, desenvolver um espírito fraterno, querer atuar em favor do semelhante.

  Quando ela busca aprender, vai verificar que a maior necessidade do médium espírita, para que ele desempenhe bem sua missão, é dedicar-se ao bem do próximo, sem qualquer pretensão de recompensa.

Então ela vai aprender como é importante não ter vícios ou qualquer tipo de dependência física ou psíquica - seja do fumo, do álcool ou de qualquer outra droga.

Por quê? Porque o médium espírita precisa estar sempre sóbrio e em sintonia com os bons Espíritos e, para tanto, tem necessidade de se libertar de qualquer hábito pernicioso à saúde física e mental.

Quanto ao sexo, ele será uma pessoa também sóbria, que exercerá o sexo com responsabilidade e sobretudo com amor, evitando comprometimentos maiores que possam torná-lo alvo de Espíritos mal-intencionados.

domingo, 24 de maio de 2026

PERSONALIDADE HUMANA – as respostas que o Espiritismo dá; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Em meio às mudanças extraordinárias do século 19 em relação aos anteriores, lançando as bases do conhecimento e cultura que se refletiu no século 20, Allan Kardec através de suas pesquisas, dois anos antes da Teoria Evolucionista de Charles Darwin e meio século das proposições do Psiquiatra Freud com sua Psicanálise ofereceu, reuniu e disponibilizou elementos para uma compreensão mais ampla do Ser, da Individualidade. Alguns deles estão no conteúdo de PERSONALIDADE HUMANA – as respostas que o Espiritismo dá. Conheça e reflita sobre três delas na sequência: 1-O Espiritismo afirma ser a destinação do Espírito sua evolução que, na condição humana, caracteriza-se pela capacidade do pensamento contínuo como consequência da “individualização do princípio inteligente” que, por sua vez, teria desenvolvido suas potencialidades nas variadas formas e espécies dos reinos mineral, vegetal, animal irracional inferior/superior, estando atualmente na condição do animal racional ou humana. Quando e como teria se iniciado essa caminhada evolutiva? O Espírito está em sua origem, num estado de nulidade moral e intelectual, como a criança que acaba de nascer.(RE, 1864) Semelhante ao estado de infância na vida corpórea. Essa caminhada é cumprida numa série de existências que precedem o período chamado Humanidade (LE) que, não tem na Terra o ponto de partida da primeira encarnação humana, começando, em geral, nos mundos ainda mais inferiores, não sendo, porém, regra absoluta, podendo, ocorrer como exceção..(LE) A Terra oferece um vasto campo de progresso, por reunir variados graus de inteligência e moralidade, desde a selvageria própria do animal até a Civilização mais adiantada(G)  A faculdade dominante no estado selvagem é o instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade em certas coisas, liberdade que se desenvolve com a inteligência (LE)  Suas predisposições instintivas são as de antes da sua encarnação, podendo impeli-lo a atos repreensíveis, no que será secundado por Espíritos simpáticos a essas disposições (LE) Sua inteligência apenas desabrocha; ela ensaia para a vida..(LE)  2- Como o Espiritismo racionaliza a questão da evolução individual e coletiva? Allan Kardec, considera existirem três períodos no trabalho da evolução, abrangendo as condições sempre transitórias do Espírito.  O primeiro, o PERÍODO MATERIAL no qual a influência da matéria domina a do Espírito. É o estado das criaturas dadas às paixões brutais e carnais, à sensualidade, cujas aspirações são exclusivamente terrenas, ligadas aos bens temporais, ou refratárias às ideias espirituais. O segundo, o PERÍODO DE EQUILÍBRIO em que as influências da matéria e do Espírito se exercem simultaneamente; em que, embora submetido às necessidades materiais, a criatura pressente e compreende o estado espiritual, trabalhando para sair do estado corporal. Esses dois períodos realiza nos mundos inferiores e médios, estando sujeito à reencarnação.  Por fim, o PERÍODO ESPIRITUAL em que, tendo dominado completamente a matéria, o Espírito não mais necessita da encarnação, nem do trabalho material; seu trabalho é inteiramente espiritual; é o estado dos Espíritos nos Mundos Superiores. (RE) 3- A memória então, assume um papel decisivo na questão da formação da personalidade? Limitada em suas ideias e aspirações, tendo circunscritos seus horizontes, a criatura na fase humana precisa sedimentar todas as coisas e identifica-las, a fim de guardar delas apreciável lembrança e basear seus futuros estudos nos dados que haja reunido.  Pelo sentido da visão foi que lhe vieram as primeiras noções do conhecimento. Foi a imagem de um objeto que lhe ensinou a existência desse objeto. Quando conheceu muitos, tirou deduções das impressões diferentes que eles lhe produziam no íntimo do Ser. Fixou na inteligência a quintessência deles por meio do fenômeno da memória.  Ora, o que é a memória, senão uma espécie de álbum mais ou menos volumoso, que se folheia para encontrar de novo ideias apagadas e reconstituir os acontecimentos que se foram?

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Os cientistas sempre estão falado de uma matéria escura, que existe em grande quantidade no universo e que pode explicar uma porção de fenômenos até então misteriosos. Será que essa matéria escura não tem a ver com o Fluido Cósmico Universal de que fala Allan Kardec?

Na época de Allan Kardec pouco se sabia a respeito do universo e a maioria das pessoas acreditava que o espaço, onde rolam estrelas e galáxias, era vazio.

Os Espíritos tentaram explicar que nada no universo é vazio. Em todo lugar, mesmo onde não existe ar ou qualquer outro gás conhecido, existe matéria, porque toda matéria derivou de uma matéria primitiva, que deve ter existido no início do universo.

Segundo os Espíritos, os inúmeros tipos de matéria de que o universo é composto – e, é claro, a ciência ainda não conhece todas elas – derivam da matéria inicial. Naquela época não havia noção de Big Bang, mas certamente essa matéria inicial deve estar ligada a esse fenômeno.

No entanto, essa questão não é propriamente da alçada do Espiritismo. O Espiritismo apenas quis mostrar que nada é por acaso, que tudo provém de uma causa única, que sua forma mais elevada é Deus.

Pelos conhecimentos da doutrina ainda é cedo para emitir opinião, mas, com toda certeza, o que a ciência bem desvendando tende a se aproximar da ideia que o Espiritismo sempre fez deste universo dinâmico e inacabado.

 

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

O ESPIRITISMO E A INFERTILIDADE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

O grande número de casais frustrados diante da dificuldade de gerar filhos do próprio sangue leva-os a buscar respostas não obtidas através dos especialistas no assunto em meio a exaustivos exames físicos. O Espiritismo tem algo a dizer sobre o assunto. O esclarecimento a seguir pertence ao Espírito André Luiz que, como se sabe, exerceu a Medicina em sua ultima existência em nossa Dimensão. Diz ele no livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS (feb, 1958): - Segundo o princípio universal do Direito Cósmico a expressar-se, claro, no ensinamento de Jesus que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”, arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados. Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as consequências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitoriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma espécie. (...)  A mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo. Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no Ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino. No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção. Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesamaternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia. Dessarte, ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste. Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina. (...) Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

– Como é a intervenção dos maus Espíritos no mundo corporal no caso da magia negra? E como se defender da magia negra?

A prática da chamada magia negra consiste na utilização de elementos mágicos que, segundo a crença, podem se manifestar através de rituais e objetos que teriam o poder de manipular a vidas das pessoas, causando-lhes sérios prejuízos.

Nem na obra de Allan Kardec ( de mais de século e meio atrás), nem tampouco na obra de André Luiz, bem mais recente, encontramos referências a tais práticas ou, pelo menos, não encontramos nada que se refere a práticas mágicas causando mal ao ser humano.

N’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 549, referindo-se à ação que o Espírito mau pode desferir contra o encarnado – pergunta formulada por Allan Kardec – os instrutores espirituais respondem com um exemplo:

“...queres atormentar o teu vizinho e não sabes como fazê-lo; então, chamas para ti os Espíritos inferiores que, como tu, não querem senão o mal e, para te ajudarem, querem que tu lhes sirvas os seus maus propósitos”.

 “Mas não se segue daí – continuam os instrutores – que teu vizinho não possa se livrar deles por uma conjuração contrária e por sua vontade.  Aquele que quer cometer uma ação má chama, só para isso, maus Espíritos para ajudá-lo”.

E concluem: “Está, então, obrigado a servi-los, como o fazem para si, porque eles também têm necessidade dele para o mal que queiram fazer. É somente nisso que consiste o pacto”.

Nas respostas de O LIVRO DOS ESPÍRITOS e nas referências que encontramos nas obras de André Luiz, vamos perceber que existem Espíritos que se comprazem em fazer o mal, mas isso não quer dizer que eles sempre atingem suas metas.

O Espiritismo considera que toda a ritualística utilizada para fins maldosos tem por finalidade impressionar as pessoas para que elas se tornem alvo fácil da maldade que lhes querem impingir. Mas, objetos e rituais utilizados nessas práticas não têm nenhum poder em si, a não ser aquele que as próprias pessoas lhes atribuem.

Por fim, diz o Espiritismo, a única maneira de nos defender do mal é fazer o bem. Quando praticamos boas ações sem segundas intenções, além de criarmos em torno de nós, um halo de proteção mental pela pureza de nossos pensamentos, atraímos a presença dos bons Espíritos, que nos servem de defesa contra qualquer maldade que seja desferida contra nós.


https://www.youtube.com/live/UVIqMW7jjkQ?si=9JiHVkfBbbR_0m3L

 

 

 

terça-feira, 19 de maio de 2026

O ESPÍRITO NA EXPERIÊNCIA HUMANA ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A surpreendente resposta à questão 607ª d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS indica que a Individualidade em que nos tornamos é uma versão avançada do chamado Princípio Inteligente do Universo. E o também surpreendente Allan Kardec nas páginas de suas OBRAS BÁSICAS, particularmente da REVISTA ESPÍRITA preservou material instigante para nossas reflexões. Na sequência alguns pontos para pensarmos. Como teria se operado o início da fase Humanidade? Ignoramos absolutamente em que condições se dão as primeiras encarnações do Espírito; é um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Apenas sabemos que são criados simples e ignorantes, tendo todos, assim, o mesmo ponto de partida, o que é conforme à justiça; o que sabemos ainda é que o livre-arbítrio só se desenvolve pouco a pouco e após numerosas evoluções na vida corpórea.  Não é, pois, nem após a primeira, nem depois da segunda encarnação que o Espírito tem consciência bastante clara de si mesmo, para ser responsável por seus atos; não é senão após a centésima, talvez após a milésima. Dá-se o mesmo com a criança, que não goza da plenitude de suas faculdades, nem um, nem dois dias após o nascimento, mas depois de anos. (RE, 1864) O armazenamento do registro de percepções, sensações e experiências se dá naturalmente através da memória cujos rudimentos podem ser observados no Reino Mineral. Como o Espiritismo a explica?  A memória pode ser comparada a placa sensível que, ao influxo da luz, guarda para sempre as imagens recolhidas pelo Espírito, no curso de seus inumeráveis aprendizados, dentro da vida.  Cada existência de nossa alma, em determinada expressão da forma, é uma adição de experiência, conservada em prodigioso arquivo de imagens que, em se superpondo umas às outras, jamais se confundem. (ETC, 12) Que é a memória, senão uma espécie de álbum mais ou menos volumoso, que se folheia para encontrar de novo as ideias apagadas e reconstituir os acontecimentos que se foram? Esse álbum tem marcas nos pontos capitais.  De alguns fatos o indivíduo imediatamente se recorda; para recordar-se de outros, é-lhe necessário folhear por longo tempo o álbum.(OP) A memória é como um livro! Aquele em que lemos algumas passagens facilmente no-las apresenta aos olhos; as folhas virgens ou raramente perlustradas têm que ser folheadas uma a uma, para que consigamos reconstituir um fato sobre o qual pouco tenhamos demorado a atenção.  Quando o Espírito encarnado se lembra, sua memória lhe apresenta, de certo modo, a fotografia do fato que ele procura.  A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos.  Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos. (LI, 11) O aprofundamento das pesquisas levadas a efeito por diferentes ramos da ciência permitiu concluir-se que o recurso  chamado mente acompanha a evolução da nossa espécie. O Biólogo Bruce Lipton  no livro BIOLOGIA DA CRENÇA (butterfly, 2006) explica essa evolução. O que diz? A evolução dos mamíferos mais desenvolvidos, incluindo os chimpanzés, os cetáceos e os humanos, criou um novo nível de consciência chamado "autoconsciência" ou mente consciente. Foi um passo muito importante em termos de desenvolvimento.  A mente anterior, predominantemente subconsciente, é nosso "piloto automático"; já a mente consciente é nosso controle manual.  Por exemplo: se uma bola é jogada em direção ao seu rosto, a mente consciente, mais lenta, pode não reagir em tempo de evitar a ameaça.  Mas a mente inconsciente, capaz de processar cerca de 20 milhões de estímulos ambientais por segundo versus 40 estímulos interpretados pela mente consciente no mesmo segundo, nos fará piscar e nos desviar. A mente subconsciente, um dos processadores de informações mais poderosos de que se tem notícia até hoje, observa o mundo ao nosso redor e a consciência interna do corpo, interpreta os estímulos do ambiente e entra imediatamente em um processo de comportamento previamente adquirido (aprendido).  Tudo isso sem ajuda ou supervisão da mente consciente.  O subconsciente é um grande centro de dados e programas desprovido de emoção, cuja função é simplesmente ler os sinais do ambiente e seguir uma programação estabelecida sem nenhum tipo de questionamento ou julgamento prévio.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

– Gostaria de uma explicação sobre a passagem em que uma mãe vai pedir a Deus que reserve lugares para seus dois filhos no reino de Deus. Isso me faz lembrar das pessoas que querem obter privilégios para seus familiares, o tal do nepotismo no mundo político.

De fato, é um momento interessante que uma mãe amorosa  intercede junto a Jesus em favor de seus dois filhos, os jovens João e Tiago que estavam entre os seus apóstolos.

  Mateus narra assim esse fato: “Aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, prostrando-se para lhe fazer um pedido. Jesus disse: que queres?

Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino, um à sua direita e outro à sua esquerda.

Jesus respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vos beber o cálice que hei de beber? Eles responderam: Podemos. 

Disse-lhes Jesus:  Efetivamente haveis de beber o meu cálice, mas quanto a estardes sentados à minha direita e à minha esquerda, não pertence a mim conceder-lhes, mas será para aqueles para quem está reservado por meu Pai.

É fácil perceber que, como toda mãe, aquela mulher queria o melhor para seus filhos. Como ouvira Jesus falar sobre o reino de Deus, ela achava que se tratava de um reino material como os da Terra, em que o rei sempre tem seus protegidos.

Mas Jesus não falava de um reino material, mas sim de um reino espiritual, do qual participariam aqueles que fazem a vontade de Deus.

  Nesse reino, portanto, o mérito está em ser bom e, principalmente, em amar o próximo como a si mesmo. Só quem cumprisse a lei do Amor, que é a lei de Deus, poderia participar desse reino.

Aliás, esse reino de que fala Jesus não é conseguido a partir de pedidos, mas, sim, pelo mérito que a pessoa reúne, pois é uma concessão de Deus.

Muitos não entendiam Jesus, mesmo quando usava de uma linguagem figurada, como é o caso da palavra “reino”.

Jesus procurou explicar que o reino de Deus é a conquista da paz íntima e, portanto, o maior bem espiritual.

“O reino de Deus está entre vós”- explicou certa ocasião.

Mas, ele percebeu que aquela mãe, ansiosa em proteger os filhos, não adquirira esse entendimento e, portanto, lhe pedia algo que não competia a ele resolver.

  Quando Jesus , voltando-se para os rapazes, perguntou  se eles podiam beber do cálice que ele (Jesus) bebia, ingenuamente os dois  responderam que sim, porque certamente pensaram se tratar de um cálice material.

No entanto, Jesus se referia ao cálice das provações e  sofrimentos que ele haveria de passar.

Infelizmente, até hoje, muita gente leva ao pé da letra o que Jesus falava por metáforas, ou seja, por comparação. Essa falta de entendimento das palavras de Jesus, muitas vezes, acaba por desvirtuar o verdadeiro sentido de seus ensinamentos.

  Jesus evitou discutir com a mulher sobre o pedido que ela havia feito, e apenas explicou que só a Deus competia tal resolução.

De que Jesus estava falando?  Estava falando da lei de Deus, porque é assim que a lei funciona.

Como dissemos, segundo a lei, só ganha um lugar especial diante de Deus aquele que faz a sua vontade; quer dizer, aquele que procura amar o próximo como a si mesmo.

A mãe dos jovens, ao ouvir a resposta de Jesus, deve ter saído decepcionada, mas também pode ter acontecido que ela tenha entendido que seus filhos deveriam permanecer mais tempo com Jesus.

Que mãe não quer o melhor para seus filhos? Mesmo que tenha filhos trabalhosos – e, principalmente, nesses casos – as mães são um presente que Deus deu aos filhos para que por ela se sintam amados.


sábado, 16 de maio de 2026

O ESPÍRITO NA EXPERIÊNCIA HUMANA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

A surpreendente resposta à questão 607ª d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS indica que a Individualidade em que nos tornamos é uma versão avançada do chamado Princípio Inteligente do Universo. E o também surpreendente Allan Kardec nas páginas de suas OBRAS BÁSICAS, particularmente da REVISTA ESPÍRITA preservou material instigante para nossas reflexões. Na sequência alguns pontos para pensarmos. Como teria se operado o início da fase Humanidade? Ignoramos absolutamente em que condições se dão as primeiras encarnações do Espírito; é um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Apenas sabemos que são criados simples e ignorantes, tendo todos, assim, o mesmo ponto de partida, o que é conforme à justiça; o que sabemos ainda é que o livre-arbítrio só se desenvolve pouco a pouco e após numerosas evoluções na vida corpórea.  Não é, pois, nem após a primeira, nem depois da segunda encarnação que o Espírito tem consciência bastante clara de si mesmo, para ser responsável por seus atos; não é senão após a centésima, talvez após a milésima. Dá-se o mesmo com a criança, que não goza da plenitude de suas faculdades, nem um, nem dois dias após o nascimento, mas depois de anos. (RE, 1864) O armazenamento do registro de percepções, sensações e experiências se dá naturalmente através da memória cujos rudimentos podem ser observados no Reino Mineral. Como o Espiritismo a explica?  A memória pode ser comparada a placa sensível que, ao influxo da luz, guarda para sempre as imagens recolhidas pelo Espírito, no curso de seus inumeráveis aprendizados, dentro da vida.  Cada existência de nossa alma, em determinada expressão da forma, é uma adição de experiência, conservada em prodigioso arquivo de imagens que, em se superpondo umas às outras, jamais se confundem. (ETC, 12) Que é a memória, senão uma espécie de álbum mais ou menos volumoso, que se folheia para encontrar de novo as ideias apagadas e reconstituir os acontecimentos que se foram? Esse álbum tem marcas nos pontos capitais.  De alguns fatos o indivíduo imediatamente se recorda; para recordar-se de outros, é-lhe necessário folhear por longo tempo o álbum.(OP) A memória é como um livro! Aquele em que lemos algumas passagens facilmente no-las apresenta aos olhos; as folhas virgens ou raramente perlustradas têm que ser folheadas uma a uma, para que consigamos reconstituir um fato sobre o qual pouco tenhamos demorado a atenção.  Quando o Espírito encarnado se lembra, sua memória lhe apresenta, de certo modo, a fotografia do fato que ele procura.  A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos.  Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos. (LI, 11) O aprofundamento das pesquisas levadas a efeito por diferentes ramos da ciência permitiu concluir-se que o recurso  chamado mente acompanha a evolução da nossa espécie. O Biólogo Bruce Lipton  no livro BIOLOGIA DA CRENÇA (butterfly, 2006) explica essa evolução. O que diz? A evolução dos mamíferos mais desenvolvidos, incluindo os chimpanzés, os cetáceos e os humanos, criou um novo nível de consciência chamado "autoconsciência" ou mente consciente. Foi um passo muito importante em termos de desenvolvimento.  A mente anterior, predominantemente subconsciente, é nosso "piloto automático"; já a mente consciente é nosso controle manual.  Por exemplo: se uma bola é jogada em direção ao seu rosto, a mente consciente, mais lenta, pode não reagir em tempo de evitar a ameaça.  Mas a mente inconsciente, capaz de processar cerca de 20 milhões de estímulos ambientais por segundo versus 40 estímulos interpretados pela mente consciente no mesmo segundo, nos fará piscar e nos desviar. A mente subconsciente, um dos processadores de informações mais poderosos de que se tem notícia até hoje, observa o mundo ao nosso redor e a consciência interna do corpo, interpreta os estímulos do ambiente e entra imediatamente em um processo de comportamento previamente adquirido (aprendido).  Tudo isso sem ajuda ou supervisão da mente consciente.  O subconsciente é um grande centro de dados e programas desprovido de emoção, cuja função é simplesmente ler os sinais do ambiente e seguir uma programação estabelecida sem nenhum tipo de questionamento ou julgamento prévio.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ

 BENEVIDES CAVALCANTE

  Luzinete de Lourdes Martins, telefonou domingo passado para dizer que, lendo o livro “AS DORES DA ALMA”, surgiu-lhe a seguinte dúvida: “O que realmente podemos considerar egoísmo e orgulho? Existe um limite de sentimento, a partir do qual podemos dizer por exemplo “isto que estou sentindo é orgulho”, “isto é egoísmo”?, etc.?

Interessante a sua pergunta, Luzinete. Revela que você tem um espírito observador e bastante perspicaz. Deve ser isso o que pretendeu o autor do livro “As DORES DA ALMA”, que é o Espírito Hammed, com psicografia do médium Francisco do Espírito Santo Neto – aliás, uma excelente indicação para quem quiser de se conhecer melhor e analisar a si mesmo à luz do pensamento espírita.

  O campo dos sentimentos é, sem dúvida, o mais difícil de se conhecer. Sentimento a gente sente (como o próprio nome já diz), mas saber exatamente o que é ou até que ponto vai, não é fácil. Há uma base indispensável em todos nós, para ter condições de reconhecer e analisar os próprios sentimentos: a honestidade. Primeiramente, precisamos ser absolutamente honestos conosco mesmos. A pessoa, que costuma analisar os próprios sentimentos, procura se conhecer pelos seus impulsos quando diz, por exemplo: “acho que fui muito egoísta exigindo aquilo de fulano”.

Quando ela diz isso é porque já é capaz de se colocar no lugar do outro; ou melhor, numa relação com a outra pessoa, em pensamento ela consegue trocar de lugar com essa pessoa, pensando assim: “ se eu estivesse no lugar de fulano e se ele estivesse no meu lugar, o que eu sentiria?” Neste caso, ela já deu um importante passo para seu amadurecimento e está se esforçando por melhorar-se. Desse modo, podemos deduzir que o egoísmo, tanto quanto o orgulho, começa no ponto que nos machucaria, se estivéssemos no lugar do outro.

Aliás, não há novidade nisso, pois o próprio Jesus deixou claro que o que é amar: amar é fazer ao outro aquilo que gostaria que ele nos fizesse, e não fazer aquilo que não gostaria que nos fizesse. Essa qualidade de saber se colocar no lugar do outro, é conhecida como “empatia”. Logo, quanto mais empatia tem uma pessoa, menos egoísta ela é, quanto menos empatia mais egoísta. Só podemos avaliar nossos sentimentos pelas consequências de nossas ações.

Egoísmo – como o próprio nome está dizendo – é cultivar o próprio “eu” (em latim, a palavra “ego” quer dizer “eu”), e quem cultiva demasiado o próprio eu está constantemente invadindo o direito dos outros, ofendendo, ferindo, prejudicando; pois o egoísta, acima de tudo, pensa apenas em si mesmo, não importando com as necessidades e o sofrimento do próximo. Existem outros termos que têm sentido semelhante, como egocentrismo ( que quer dizer “colocar-se no centro de tudo e de todos”) e egolatria ( adorar-se a si mesmo, idolatrar-se).

  O orgulho, no seu sentido negativo, é o sentimento que nos coloca sempre acima das outras pessoas. É quando nos achamos o melhor, o mais importante ou o único. O orgulhoso, no sentido estrito da palavra, quer mostrar só qualidades, não admite defeitos. Pelo contrário, ele vive escondendo os defeitos o tempo todo ( dos outros e de si mesmo)  para parecer o que não é; é o fingir-se a si mesmo, vivendo num mundo ilusório, sem querer admitir a própria pequenez ou os próprios fracassos.

Dos sentimentos, o orgulho é um dos que mais nos faz sofrer, pois nos obriga a representar o tempo todo, como se estivéssemos desempenhando um papel num palco. Leva a pessoa a fugir de si mesma, pois, no fundo, ela não se aceita e não quer ser o que realmente é.  É um sentimento que acaba atingindo o próximo – e, às vezes, de forma violenta e cruel -  pois o orgulhoso tende a querer impor sua grandeza, desprezando, ferindo e prejudicando as pessoas. Do orgulho vêm a prepotência e a arrogância.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

DESAGRADÁVEL, MAS INEVITÁVEL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 O assunto causa desconforto e, geralmente, é evitado. Mais ou menos como aquela prova da escola para a qual não nos preparamos ou deixamos para rever a matéria na última hora, surpreendendo-nos pelo volume de assuntos a serem entendidos. O tema é o inevitável retorno determinado pelo fenômeno da morte para o Universo Paralelo ou Dimensão, Plano ou Sub Plano, de onde saímos anos antes para reencarnarmos, tratando-nos dos transtornos conscienciais resultantes dos dados arquivados no disco prodigioso denominado memória.  Argumento forte nesse sentido é comentário do Chico Xavier incluído no livro INESQUECÍVEL CHICO XAVIER (geem) em que diz: -“ Oitenta por cento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem condições de ascenderem aos planos elevados. Apenas vinte por cento gravitam para os planos mais altos. A maioria delas, portanto, fica vinculada aos familiares e amigos”. Outro detalhe ressaltado pelo médium é que “no Mundo Espiritual, muita gente vai se surpreender. Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa importância no mundo... Os Espíritos nem ligam para a gente: estão ocupados, cuidando da sua própria evolução. Se pudermos acompanha-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar.  Ledo engano!. Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo. O que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em sim mesmo. Esse negócio de ter sido fulano de tal, interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou...Os Espíritos são indiferentes a essa coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizamos e ao convencionalismo – coisas que nos fazem supor o que não somos”. Vejamos alguns pontos reunidos para reflexões sobre o tema: 1- A morte, em geral, ocorre sempre no instante determinado. Há, todavia, exceções e essas se verificam segundo o livre-arbítrio do homem. A liberdade individual está, pois, acima de todas as circunstâncias e, daí, se depreende a necessidade da educação da vontade e da disciplina de emoções de cada um” 2- “Geralmente, nas primeiras horas após a morte, ainda se sente o Espírito ligado ao elementos cadavéricos. Laços fluídicos, imperceptíveis ao vosso poder visual, ainda se conservam unindo a alma recém-liberta ao corpo exausto; esses elos impedem a decomposição imediata da matéria. E, por esta razão, na maioria dos casos o Espírito pode experimentar os sofrimentos oriundos da cremação, a qual, nunca deverá ser levada a efeito antes do prazo de cinquenta horas após o desenlace”(nossa Legislação determina que a cremação ocorra somente após 72 horas após a morte).3- Duas etapas  por mecanismos naturais são cumpridas durante o início do transe da desencarnação, ou seja, o desligamento do corpo espiritual do corpo físico a ser liberado – ou não, pois aqueles que vivenciam a chamada EQM – Experiência de Quase morte registraram a mesma experiência: o primeiro, a “visão retrospectiva”, na feliz imagem deixada por Hermínio Correia de Miranda, o rebobinar da fita ou transferência de dados da memória biológica para a perispiritual em questão de segundos. O segundo, o torpor, uma espécie de desmaio de curta ou longa duração, definida esta pelo estado emocional ou mental do que está passando pela morte. Tanto uma como outra, fazem parte das revelações inseridas por Allan Kardec na obra O CÉU E O INFERNO ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Bem, e o que vem depois? Bem, o próprio Chico, comentou certa vez: -“É muito complexa a situação de quem vive, na Terra, fugindo de si mesmo. Após a desencarnação, o Espírito não consegue evitar o encontro consigo mesmo. Alias, o Espírito que, na condição de desencarnado, já consegue fitar-se no espelho da própria consciência, mesmo que a imagem de si não lhe agrade, o que na maioria das vezes acontece, é inegável seu progresso. Pior é aquele que faz questão de alimentar ilusões a seu próprio respeito”. Alertando o que frequentam escolas espíritas ou acessam os conhecimentos do Espiritismo, deixou um alerta: -“Dos companheiros espíritas desencarnados que tenho visto, nenhum está satisfeito consigo mesmo – todos eles tem se queixado da sua falta de empenho no melhor aproveita.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  No caso da loucura causada por obsessão  os remédios psiquiátricos teriam algum efeito benéfico?

Se  a obsessão é uma atuação perturbadora de um Espírito sobre o encarnado, devemos primeiramente entender que essa atuação não se dá sem o envolvimento do cérebro do encarnado.

Aliás, toda influência espiritual, seja benéfica ou maléfica, acontece de mente para mente, e não de outra forma. Emissões mentais desferidas pelo obsessor, quando há sintonia de pensamento entre ambos, podem perturbar a vida mental do encarnado, principalmente no aspecto emocional

Isso quer dizer que se trata de uma atuação mental, quando um feixe de pensamentos do desencarnado incide sobre a epífese ou glândula pineal ( que é o ponto de recepção de emissões mentais), e o resto depende da fisiologia cerebral.

Ora, o funcionamento do cérebro depende da produção de substâncias conhecidas por neurotransmissores, que fazem a parte mais importante das conexões mentais e que podem provir de alguma influência espiritual.

  Por outro lado, medicamentos, prescritos por psiquiatras, geralmente atuam sobre o mecanismo de produção desses neurotransmissores e, dessa forma, podem inibir ou dificultar pelo menos temporariamente os efeitos da influência do obsessor.

Entretanto, o tratamento à base desses medicamentos não afasta a obsessão, porque não lhe atinge as causas mais profundas, mas podem atenuar seus efeitos, dando a falsa impressão que o paciente está curado.

 Desse modo, o Espiritismo sugere que portadores de doenças mentais, além do tratamento convencional da medicina, também recebam um tratamento espiritual.