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terça-feira, 30 de junho de 2026

SABEDORIA DE CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Sempre útil, vez ou outra, rever passagens da vida do inesquecível Chico Xavier. Há situações em que recolhe-se precisos ensinamentos para os momentos em que os desafios da vida nos procuram afastar das experiências típicas dos habitantes de um planeta de Expiação e Provas. Vejamos alguns:. 1- Um companheiro espírita, certa vez, disse: - Chico, o Evangelho está ultrapassado. Chico respondeu: - Emmanuel está aqui e pede para dizer a vocês que o Evangelho só vai ficar ultrapassado o dia em que toda a Humanidade colocá-lo em prática. 2- Uma pessoa que, ao observar os necessitados tomando sopa, perguntou para Chico Xavier: - O senhor acha que um prato de sopa vai resolver o problema da fome no mundo? Chico, sem titubear respondeu: - O banho também não resolve o problema da higiene no mundo, mas nem por isso podemos dispensá- lo. 3- Certa vez, alguém perguntou a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu: - Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa. 4- Muita gente procurava Chico em seu emprego e isto começou a causar-lhe problemas. Certa vez uma senhora, em adiantado estado de perturbação, foi procurá-lo. O chefe não queria que ele atendesse ninguém em seu ambiente de trabalho, então, foi dito à senhora que o Chico estava em casa. Para lá se dirigiu ela, sendo informada que o Chico estava trabalhando. Voltou, novamente, ao emprego e disseram que o nosso amigo saíra, a serviço. Ela resmungou qualquer palavrão e se foi. À noite, quando as portas do Centro se abriram, ela avançou sobre ele e deu-lhe inúmeros bofetões no rosto. Quando acabou de desabafar, através da agressão, falou com voz nervosa e trêmula: - Está pensando que tenho tempo para andar atrás de você para cima e para baixo? E, agora, já para aquela sala que você vai me dar um passe, cachorro. A senhora sentou-se numa cadeira e ficou esperando. O Chico começou a pensar: “Senhor Jesus, para se transmitir um passe precisamos estar calmos, com o coração voltado para o amor ao próximo. O Senhor sabe todas as coisas e sabe que não estou com raiva dela, mas ela me deixou num estado meio diferente. Ajude-me, Senhor”. Então, o espírito de Emmanuel lhe aparece e diz: - Para ajudá-la é preciso alcançar-lhe o coração. Converse com ela. E o Chico, falou para a irmã em sofrimento: - Minha irmã, a senhora me perdoe ser uma pessoa tão ocupada. Não pude atendê-la em meu emprego porque meu chefe não permite. A senhora compreende, estou ali para servir porque tenho muitos irmãos para ajudar. Foi conversando... conversando, e a mulher se acalmando, para, em seguida, começar a chorar. O Chico, então, transmitiu-lhe o passe e ela foi devolvida à razão. Depois de sua saída, o médium perguntou ao Espírito de Emmanuel: - Emmanuel, eu não estou com a razão? A resposta foi esta jóia da caridade cristã: - Você está com a razão, mas ela está com a necessidade. No outro dia, quando o Chico chegou ao serviço, estava com o rosto todo inchado. Seu chefe indagou o que ocorrera. E ele respondeu: - Bati na porta. Ele, então, olhou-o por sobre os óculos e perguntou, novamente: - Mas, dos dois lados? 5- O Chico passava por grandes dificuldades. Problemas gigantescos se avolumavam sobre sua cabeça. E tão gigantescos que ele perguntou ao Espírito Emmanuel se não era possível rogar às esferas superiores um conselho de Maria de Nazaré, que ajudasse naqueles dias tão difíceis. Alguns dias se passaram, quando o espírito de Emmanuel lhe disse que o generoso espírito de Maria havia atendido ao seu pedido, enviando-lhe a seguinte frase: Isso Também Passa. Contou Chico: - A frase foi para mim como anestesia sobre uma dor imensa. Fez-me tanto bem que a escrevi num papel e o coloquei sobre a cabeceira de minha cama. Todas às noites e todas as manhãs eu lia, sentindo grande consolo. Certo dia, um amigo ao entrar em meu quarto, achou a frase muito interessante, e disse; - Chico, vou fazer o mesmo; colocar esta frase sobre a cabeceira de minha cama. - Faça isso mesmo, meu filho, mas não se esqueça de que o espírito Emmanuel também me disse que ela serve tanto para os momentos tristes, como para os momentos alegres


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

A primeira questão de hoje, levantada por um ouvinte, é a seguinte: “De que maneira os Espíritos obsessores usam as pessoas para fazer mal ao obsidiado”?

  Esta é uma questão muito presente no meio espírita, tratada por inúmeras obras mas que, pela sua importância, sempre exige novas abordagens.

O que chamamos obsessão, no dizer de Allan Kardec, é a ação de um Espírito mau intencionado sobre um encarnado.

  O porquê da obsessão? Evidentemente, essa atuação não vem por mero acaso, sempre existem motivos – às vezes muito fortes – que fazem com que um desencarnado queira prejudicar um encarnado.

  Quase sempre trata-se de uma ação de vingança de um dano ou prejuízo que o obsessor sofreu do obsidiado nesta ou em precedente existência, uma dívida moral. A obsessão não acontece entre Espíritos de elevada conduta.

  Como se dá a obsessão? O primeiro passo é a localização do obsidiado por parte do obsessor. Quando se trata de um mal causado em encarnação anterior, quase sempre essa localização demora um certo tempo para acontecer.

  Por isso mesmo, na maioria das vezes, o obsessor só vai localizar o obsidiado quando este já é adulto, e este é um dos fatores que contribuem para que haja muito pouca obsessão em crianças.

  Mas, quando a desavença entre ambos se deu nesta mesma encarnação, o processo obsessivo pode começar imediatamente. O ódio, como dizem os Espíritos instrutores, aproximam mais as pessoas que o amor.

  A ação obsessiva pode ser das mais variadas formas. A mais simples é quando o obsessor entra em contato mental com o obsidiado, porque geralmente são Espíritos que estão na mesma faixa de pensamento e pelo princípio da reciprocidade são atraídos um ao outro.

O que facilita a localização do culpado pelo obsessor é seu sentimento de culpa que perdura subliminarmente na sua consciência moral e produz onda mental de baixa frequência. Esse sentimento vai atrair o inimigo, como o odor do lixo atrai insetos.

Quanto ao envolvimento de outras pessoas- esta é a questão que o ouvinte coloca – ela realmente pode acontecer. Mas não ocorre aleatoriamente. Essas pessoas podem estar envolvidas na questão, podem ter vínculos com o obsessor ou podem ser apenas inimigos que não simpatizam com o obsidiado.

Logo, os Espíritos podem se servir de outras pessoas para nos atingir, sempre que haja vínculo e o fazem pelo processo da sintonia de pensamentos.

 


segunda-feira, 29 de junho de 2026

NINGUÉM FOGE DE SI MESMO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

NINGUÉM FOGE DE SI MESMO!... Haverá princípio capaz de infundir mais confiança na Justiça de Deus que este? A partir dele entende-se a recomendação de Jesus quanto ao “não julgar”, pois ele conhecia o sentido oculto do “a cada um conforme as próprias obras”. Através dele, temos a garantia de que todos, do explorador ao explorado, do corruptor ao corrupto, do algoz à vítima, do opressor ao oprimido, todos enfim, experimentarão os efeitos das próprias ações ou reações no devido tempo. Estamos destinados ao progresso espiritual (fim) através das vidas sucessivas (meio), que nos conduzirá à felicidade e à paz tão sonhada, tendo como roteiro o caminho do auto-descobrimento, do auto-conhecimento. Uma reencarnação sob o ângulo da Eternidade, representa “menos que um relâmpago”, como informaram os Espíritos à Allan Kardec (questão 738, L.E.), e inexoravelmente o pedágio da morte aguarda a todos na estrada da vida. O Codificador através de observações, comparações, deduções e conclusões, analisando o depoimento de centenas de espíritos, delineou o conjunto que ele denominou CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA, inserido no livro “O CÉU E O INFERNO” (Capítulo 7), ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Por serem informações que precisam ser difundidas e meditadas para que um número cada vez maior desperte para a responsabilidade de viver, alinhamos a seguir alguns desses artigos. 1- Onde está escrita a Lei de Deus? – Na consciência. 2- A completa felicidade prende-se à perfeição, isto é, à purificação completa do Espírito. Toda imperfeição é, por sua vez, causa de sofrimento e da privação da satisfação, do mesmo modo que toda perfeição adquirida é fonte de prazer e atenuante de sofrimentos (2.º). 3- O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a conseqüência das suas imperfeições. As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências. Pela natureza dos sofrimentos e vicissitudes da vida corpórea, pode julgar-se a natureza das faltas cometidas em anterior existência, e das imperfeições que as originaram. (10.º) 4- Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade boa que não seja fonte de prazer. (3.º) 5- Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em urna existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes. (9.º) 6- O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a repara- ção. Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação. (16.º) 7- O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência, por fraqueza ou má-vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contacto com as mesmas pessoas que de si tiverem queixas, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo; em tais casos a reparação se opera, fazendo-se o que se deveria fazer e foi descurado; cumprindo os deveres desprezados, as missões não preenchidas; praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se se tem sido orgulhoso, amável se se foi austero, caridoso se se tem sido egoísta, benigno se se tem sido perverso, laborioso se se tem sido ocioso, útil se se tem sido inútil, frugal se se tem sido intemperante, trocando em suma por bons os maus exemplos perpetrados. E desse modo progride o Espírito, aproveitando-se do próprio passado. (17.º) NOTA – A necessidade da reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar verdadeira lei de reabilitação moral dos Espíritos. Entretanto, essa doutrina religião alguma ainda a proclamou. Algumas pessoas repelem-na porque acham mais cômodo o poder quitarem-se das más ações por um simples arrependimento, que não custa mais que palavras, por meio de algumas fórmulas; contudo, crendo-se, assim, quites, verão mais tarde se isso lhes bastava. Nós poderíamos perguntar se esse princípio não é consagrado pela lei humana, e se a justiça divina pode ser inferior à dos homens? E mais, se essas leis se dariam por desafrontadas desde que o indivíduo que as transgredisse, por abuso de confiança, se limitasse a dizer que as respeita infinitamente. Por que hão de vacilar tais pessoas perante uma obrigação que todo homem honesto se impõe como dever, segundo o grau de suas forças? Quando esta perspectiva de reparação for inculcada na crença das massas, será um outro freio aos seus desmandos, e bem mais poderoso que o inferno e respectivas penas eternas, visto como interessa à vida em sua plena atualidade, podendo o homem compreender a procedência das circunstâncias que a tornam penosa, ou a sua verdadeira situação. 8- A expiação varia segundo a natureza e gravidade da falta, podendo, portanto, a mesma falta determinar expiações diversas, conforme as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que for cometida. (11.º) 9- A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por erros alheios, salvo se a eles dê origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer não os impedindo quando poderia fazê-lo. Assim, o suicida é sempre punido; mas aquele que por maldade impele outro a cometê-lo, esse sofre ainda maior pena. (21.º) 10- Dependendo o sofrimento da imperfeição, como o gozo da perfeição, a alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito. O inferno está por toda parte em que haja almas sofredoras, e o céu igualmente onde houver almas felizes. (5.º) 11- O único meio de evitar ou atenuar as conseqüências futuras de uma falta, está no repará-la, desfazendo-a no presente. Quanto mais nos demorarmos na reparação de uma falta, tanto mais penosas e rigorosas serão, no futuro, as suas conseqüências. (27.º) 12- A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão a por si mesmo preparada na vida corpórea. Mais tarde, outra encarnação se lhe faculta para novas provas de expiação e reparação, com maior ou menor proveito, dependentes do seu livre arbítrio; e se ele não se corrige, terá sempre uma missão a recomeçar, sempre e sempre mais acerba, de sorte que pode dizer-se que aquele que muito sofre na Terra, muito tinha a expiar; e os que gozam uma felicidade aparente, em que pesem aos seus vícios e inutilidades, paga-la-ão mui caro em ulterior existência. Nesse sentido foi que Jesus disse: – "Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados," (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V.) (28.º) 13- O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre. (6.º) 14- O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua atenção constantemente dirigida para as conseqüências desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se. (7.º) 15- Sendo infinita a Justiça de Deus, o bem e o mal são rigorosamente considerados, não havendo uma só ação, um só pensamento mau que não tenha conseqüências fatais, como não há uma única ação meritória, um só bom movimento da alma que se perca, mesmo para os mais perversos, por isso que constituem tais ações um começo de progresso. (8.º) 16- Não há regra absoluta nem uniforme quanto à natureza e duração do sofrimento: – a única lei geral é que toda falta terá punição, e terá recompensa todo ato meritório, segundo o seu valor. (12.º) 17- A duração do sofrimento depende da melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação por tempo determinado lhe é prescrita. O que Deus exige por termo de sofrimentos é um melhoramento sério, efetivo, sincero, de volta ao bem. Deste modo o Espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar os sofrimentos pela pertinácia no mal, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem. Uma condenação por tempo predeterminado teria o duplo inconveniente de continuar o martírio do Espírito renegado, ou de libertá-lo do sofrimento quando ainda permanecesse no mal. Ora, Deus, que é justo, só pune o mal enquanto existe, e deixa de o punir quando não existe mais; por outra, o mal moral, sendo por si mesmo causa de sofrimento, fará este durar enquanto subsistir aquele, ou diminuirá de intensidade à medida que ele decresça. (13.º) 18- Como o Espírito tem sempre o livre-arbítrio, o progresso por vezes se lhe torna lento, e tenaz a sua obstinação no mal. Nesse estado pode persistir anos e séculos, vindo por fim um momento em que a sua contumácia se modifica pelo sofrimento, e, a despeito da sua jactância, reconhece o poder superior que o domina. Então, desde que se manifestam os primeiros vislumbres de arrependimento, Deus lhe faz entrever a esperança. Nem há Espírito incapaz de nunca progredir, votado a eterna inferioridade, o que seria a negação da lei de progresso, que providencialmente rege todas as criaturas. (19.º) 19- Em virtude da lei do progresso que dá a toda alma a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, como de despojar-se do que tem de mau, conforme o esforço e vontade próprios, temos que o futuro é aberto a todas as criaturas. Deus não repudia nenhum de seus filhos, antes recebe-os em seu seio à medida que atingem a perfeição, deixando a cada qual o mérito das suas obras. (4.º) 20- Dependendo da melhoria do Espírito a duração do sofrimento, o culpado que jamais melhorasse sofreria sempre, e, para ele, a pena seria eterna. (14.º) 21- Uma condição inerente à inferioridade dos Espíritos é não verem o termo da provação, acreditando-a eterna, como eterno lhes deva ser um tal sofrimento (15)

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE


Gostaria de uma explicação sobre a passagem em que uma mãe vai pedir a Deus que reserve lugares para seus dois filhos no reino de Deus. Isso me faz lembrar das pessoas que querem obter privilégios para seus familiares, o tal do nepotismo no mundo político.

De fato, é um momento interessante que uma mãe amorosa  intercede junto a Jesus em favor de seus dois filhos, os jovens João e Tiago que estavam entre os seus apóstolos.

Mateus narra assim esse fato: “Aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, prostrando-se para lhe fazer um pedido. Jesus disse: que queres?

Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino, um à sua direita e outro à sua esquerda.

Jesus respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vos beber o cálice que hei de beber? Eles responderam: Podemos. 

Disse-lhes Jesus:  Efetivamente haveis de beber o meu cálice, mas quanto a estardes sentados à minha direita e à minha esquerda, não pertence a mim conceder-lhes, mas será para aqueles para quem está reservado por meu Pai.

É fácil perceber que, como toda mãe, aquela mulher queria o melhor para seus filhos. Como ouvira Jesus falar sobre o reino de Deus, ela achava que se tratava de um reino material como os da Terra, em que o rei sempre tem seus protegidos.

Mas Jesus não falava de um reino material, mas sim de um reino espiritual, do qual participariam aqueles que fazem a vontade de Deus.

  Nesse reino, portanto, o mérito está em ser bom e, principalmente, em amar o próximo como a si mesmo. Só quem cumprisse a lei do Amor, que é a lei de Deus, poderia participar desse reino.

Aliás, esse reino de que fala Jesus não é conseguido a partir de pedidos, mas, sim, pelo mérito que a pessoa reúne, pois é uma concessão de Deus.

Muitos não entendiam Jesus, mesmo quando usava de uma linguagem figurada, como é o caso da palavra “reino”.

Jesus procurou explicar que o reino de Deus é a conquista da paz íntima e, portanto, o maior bem espiritual.

“O reino de Deus está entre vós”- explicou certa ocasião.

Mas, ele percebeu que aquela mãe, ansiosa em proteger os filhos, não adquirira esse entendimento e, portanto, lhe pedia algo que não competia a ele resolver.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

SENTIMOS FOME; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Admitindo-se como verdadeira a visão proposta pelo Espiritismo sobre a continuidade da vida, dizendo-a mera continuação desta que desfrutamos, falando sobre tratamentos hospitalares; sobre organizações beneméritas ou criminosas; sobre regiões de confinamento o sofrimento; como encarar, por exemplo, a questão da alimentação, das dependências químicas, a que os indivíduos se prendem no tempo de permanência no corpo chamado físico? Se sentimos fome ou necessidade da satisfação das transtornantes sensações dos vícios, como as suprimos? Allan Kardec, em manifestação ocorrida na Sociedade Espírita de Paris, ouvira depoimento emocionado do Espírito do padre Bizet, morto aos 47 anos, em virtude de incansável atuação durante epidemia de cólera agravada pela fome na região de Sétif, Bélgica, e, que, descrevendo seus primeiros momentos no despertar no Plano Espiritual, diz ter tido sob os olhos o atroz espetáculo da fome entre os Espíritos. Mortos nas torturas da fome, ainda procurando em vão satisfazer uma necessidade imaginária, lutando uns contra os outros para arrancar um pedaço de comida que se esconde nas mãos, se entre rasgando e, se assim posso dizer, se entredevorando; uma cena horrível, pavorosa, ultrapassando tudo quanto a imaginação humana pode conceber”. Indagado sobre a situação após a morte física das pessoas que não foram más e que também não se interessaram pelo conhecimento das coisas espirituais durante a vida física, Chico Xavier respondeu que “oitenta por cento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem condições de ascenderem aos planos elevados. Apenas vinte por cento gravitam para os Planos mais altos. A maioria delas, portanto, fica vinculada aos familiares e amigos”. Isso nos faz lembrar cena descrita pelo Espírito André Luiz em seu livro MISSIONÁRIOS DA LUZ (1945, feb), psicografado pelo médium mineiro, na qual, acompanhando o Instrutor Alexandre, visitam a casa de uma viúva, localizada em rua modesta e, que embora relativamente confortável, parecia habitada por muitas entidades de condição inferior, o que observou sem dificuldade, pelo movimento de entradas e saídas, antes mesmo da penetração deles no ambiente doméstico, o que aconteceu sem que os desencarnados infelizes identificassem a presença dos visitantes, em virtude do baixo padrão vibratório que lhes caracterizava as percepções. Relata André Luiz que a família, constituída da viúva, três filhos e um casal de velhos, permanecia à mesa de refeições, no almoço muito simples, observando um fato até então inédito para ele: seis entidades envolvidas em círculos escuros acompanhavam-nos ao repasto, como se estivessem tomando alimentos por absorção. Aturdido, questionando o Instrutor, ouve dele que os quadros de viciação mental e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas da paz de espírito, o que é intuitivo para todos os que estimem o pensamento reto. Acrescenta que “os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantêm ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico”. A propósito da satisfação das entidades ali congregadas, absorvendo gostosamente as emanações dos pratos fumegantes, ouviu de Alexandre a contra pergunta: - Tanta admiração somente por vê-los tomando alimentos pelas narinas? E nós outros? Desconhece você, porventura, que o próprio homem encarnado recebe mais de setenta por cento da alimentação comum através dos princípios atmosféricos, captados pelos condutos respiratórios? Você não ignora também que as substâncias cozidas ao fogo sofrem profunda desintegração. Ora, nossos irmãos, viciados nas sensações fisiológicas, encontram nos elementos desintegrados o mesmo sabor que experimentavam quando em uso no envoltório carnal. Opinando considerar desagradável tomar refeições na companhia de desconhecidos, mormente da espécie ali observada, o Benfeitor esclareceu “não se tratar de gente anônima, mas sim familiares diversos, que os próprios encarnados retêm com suas pesadas vibrações de apego doentio. Admitindo-se a hipótese que a mesa doméstica estivesse rodeada de entidades indignas, estranhas aos laços consanguíneos, resta a certeza de que obedecem às tendências que lhes são características e à circunstância de que cada Espírito tem as companhias que prefere”. Pondera que “a mesa familiar é sempre um receptáculo de influencias de natureza invisível. Valendo-se dela, medite o homem no Bem, e os trabalhadores espirituais, nas vizinhanças do pensador, virão partilhar-lhe o serviço no campo abençoado dos bons pensamentos (...). Entretanto, pelos mesmos dispositivos da Lei da Afinidade, a maledicência atrairá os caluniadores invisíveis e a ironia buscará, sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação (...). É o vampirismo recíproco”.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 “Se a obsessão é, quase sempre, o resultado de uma vingança exercida por um Espírito e que, na maioria das vezes, tem sua origem das relações que ambos tiveram numa existência anterior, eu pergunto:  como o obsessor pode localizar o obsidiado, se este está reencarnado em outro corpo e, às vezes, até num corpo do sexo oposto de sua reencarnação passada?” ( Cristiano Alves)

Vamos entender melhor pergunta do Cristiano.  Há uma pessoa, que está sofrendo a ação de um obsessor, com quem se relacionou em vida passada. Como é que esse Espírito conseguiu localizar seu desafeto nesta encarnação, se ele (o obsidiado), além de estar ocupando um outro corpo , pode, inclusive, ter um sexo diferente do que teve naquela vida?

A questão é interessante para mostrar como o Espiritismo pensa. Devemos entender que o sentimento que une os Espíritos entre si – pode ser um sentimento amor, mas também pode ser um sentimento de ódio – perdura além desta vida.

Ora o sentimento não é uma coisa material, mas espiritual. É por isso que ele sobrevive à morte do corpo, mantendo essa conexão entre os Espíritos.

Ora, para nós, os encarnados, um inimigo também encarnado pode se esconder de diferentes maneiras, até mesmo usando um disfarce, como por exemplo, assumindo as feições de uma pessoa do sexo oposto.

Nossos sentidos são limitados (a visão, por exemplo) e eles podem nos enganar, mas em relação aos desencarnados é diferente, porque os desencarnados não se utilizam de sentidos físicos para localizar as pessoas, mas conseguem localizá-las por meio das vibrações mentais.

No entanto, devemos lembrar que, mesmo nessa questão de percepção, há diferenças entre os Espíritos. Dependendo de suas condições, alguns têm mais facilidade de perceber essas vibrações, outros têm mais dificuldade.

Mas, certamente, de conformidade com a lei de atração, pela qual os sentimentos se identificam, os Espíritos que se ligam por amor ou mesmo por ódio, se sentem atraídos uns pelos outros. Então, nesses casos, eles podem se localizar.

Em vários casos de obsessão, que chegam ao centro espírita, o processo de desobsessão – ou seja, o afastamento do obsessor – torna-se difícil e, às vezes, impossível, porque o pensamento do obsidiado atrai o obsessor.

Um exemplo típico dessa situação é o caso em que o encarnado traz em seu inconsciente mais profundo um grande sentimento de culpa pelo mal que causou ao atual obsessor em vida passada. Tanto a culpa quanto a mágoa podem servir de ligação entre ambos.

Por outro lado, existem Espíritos que procuram se esconder do inimigo e fazem uso da reencarnação para não serem identificados. Dependendo do grau de ligação que existe entre eles e o inimigo, eles podem ser localizados pelo princípio da atração.

 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

PROFUNDA BELEZA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Na prodigiosa contribuição do Espírito Emmanuel através do médium Chico Xavier, existem textos que revelam superior inspiração. Um deles, ao que tudo indica, constituiu-se em mensagem dirigida a um grande trabalhador da Doutrina Espírita, desencarnado em acidente automobilístico em 1978, aos 65 anos de idade. Seu nome Rubens Romanelli, cujo histórico de vida revela um Espírito que cumpriu um programa reencarnatorio marcado por extremas dificuldades, mas que certamente cumpriu a maioria dos desafiantes itens previstos. Tendo iniciado sua vida profissional aos onze anos o que impossibilitou continuar os estudos, aos 21 anos, em seis meses fez o chamado curso de madureza, aos 26, ingressou por vocação na Faculdade de Filosofia, ingressando, posteriormente no magistério onde lecionou durante alguns anos, para, posteriormente, dedicar-se a professor na mesma Faculdade em que se formara, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais. A suposição baseia-se no fato de que o texto pode ser encontrado em duas obras. A primeira, em PRIMADO DO ESPÍRITO (2000;Lachâtre),  próprio Romanelli, publicada inicialmente pelos fins da década de 50. A segunda, no livro PAZ E LIBERTAÇÃO, (1966; CEU), de Autores Diversos. A suposição prende-se ao início da primeira transcrição onde o autor dirige-se ao destinatário “Meu filho”. Na segunda, o tratamento é omitido. Excetuando-se o título – na primeira QUANDO e na segunda MEDITAÇÃO e, o final da primeira em que se observa um paragrafo a mais, todo o resto é de profunda beleza. O teor da carta é o seguinte:  - “Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: "eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas”.

Quando te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que em torno há indiferença, acerca-te de mim: "eu sou a luz, sob cujos raios te aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos!"

Quando se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: "eu sou a força capaz de remover-te as pedras do caminho e sobrepôrte às adversidades do mundo!"

Quando inclementemente te açoitarem os vendavais da sorte e se já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: "eu sou o refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranquilidade para teu espírito!..."

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: "eu sou a paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis."

Quando te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos, grita por mim: "eu sou o bálsamo que cicatriza as chagas e te minora os padecimentos!"

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: "eu sou a sinceridade que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à excelsitude de teus ideais!"

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, chama por mim: "eu sou a alegria que insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior!"

Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela por mim: "eu sou a esperança que te robustece a fé e te acalenta os sonhos!"

Quando a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: "eu sou o perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação do teu espírito!"

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te avassalar a alma, recorre-te a mim: "eu sou a crença que te inunda de luz e entendimento e te habilita para a conquista da felicidade!"

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento do teu semelhante, aproxima-te de mim: "eu sou a renúncia que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo!"

E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda.

"Chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito! Eu, sou JESUS!"

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Um  ouvinte habitual de nosso programa pergunta se o obsessor pode causar insônia no obsidiado.

Na verdade a insônia pode ser causada por inúmeros fatores, sobretudo os de ordem psíquica ou emocional.

Ansiedade, por exemplo, pode tirar o sono de qualquer um de nós. Basta termos algum problema que nos preocupe muito e acabamos por manter o cérebro em vigilância à noite, trabalhando a todo vapor e dificultando o sono.

Portanto, não podemos atribuir toda situação insônia aos Espíritos, por mais que o problema persista. Geralmente a causa principal da insônia está no encarnado e o tratamento é de ordem médica ou psicológica.

Entretanto, é possível que um Espírito, aproximando-se do encarnado, provoque um estado de sonolência. E é possível que esse obsessor, aproveitando a insônia do obsidiado, procura complicá-la ainda mais.

Mas a influência espiritual nesses casos não precisa partir necessariamente de um obsessor. Pode ser até mesmo um Espírito familiar ou de um amigo em busca de ajuda.

Essa aproximação se faz pela sintonia de pensamento ou de sentimento, que pode estar relacionada com relações de afetividade no caso de membro da família.

Cada caso é um caso, como dizemos sempre.  Mas recomendamos para casos de insônia também o tratamento espiritual por meio de passes, por exemplo, independente da causa do problema e da assistência médico-psicológica.

O passe, porém, não tem poder mágico. Somente o passe não resolve. Ele serve para dar alívio, disposição e autoconfiança. Mas precisa de um complemento.

O complemento está no estilo de vida que levamos no dia a dia, principalmente na convivência com familiares, com amigos  e com colegas de trabalho.

 É a nossa capacidade de estabelecermos relações fraternas com as pessoas da nossa convivência, e mesmo estranhos, que ao final vai determinar a qualidade de nosso sono. 

 

 

 

 

domingo, 21 de junho de 2026

MORTE - RESPOSTAS QUE O ESPIRITISMO DÁ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Buscando esclarecimentos substanciais e lógicos, parte dos que se veem inesperadamente diante da perda de em ente querido quer respostas. E, cumprindo sua missão principal, a Doutrina Espírita esclarece dúvidas de muitos. Eis 5 delas: 1 - Supondo que a existência do Espírito seja real, qual a situação dos Espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e até anos em estado de coma ? Dependerá da sua situação mental. Há casos em que o Espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores Espirituais. São pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação. Em outros casos, os Espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédioB do períspirito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem paisagens e contatos com seres que já os precederam na passagem para a vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos. Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços na tentativa de auxílio. Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra amiga e fraterna, da transmissão de paz, das conversações edificantes para que haja maiores condições ao trabalho do Bem que se direciona, nessas horas, tanto ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos) 2- Como o Espiritismo vê a Eutanásia, Ortotanásia ou Distanásia? Emmanuel - Os profissionais e responsáveis por pacientes que consentem com a prática da eutanásia, imbuídos de ideias materialistas, desconhecem a realidade maior quanto à mortalidade do Espírito. A morte voluntária é entendida como o fim de todos os sofrimentos, mas trata-se de considerável engano. A fuga de uma situação difícil, como a enfermidade, não resolverá as causas profundas que a produziram, já que estas se encontram em nossa consciência. É necessário confiar, antes de tudo, na Providência Divina, já que tais situações consistem em valiosas lições em processos de depuração do Espírito.”. (PR,61) 3 - Doação do corpo ou de órgãos do mesmo para transplantes pode causar sofrimento para o Espírito do doador?  Espírito André Luiz - Excetuando-se determinados casos de mortes em acidentes e outros casos excepcionais, em que a criatura necessita daquela provação, ou seja, o sofrimento intenso no momento da morte esta de um modo geral, não traz dor alguma porque a demasiada concentração do dióxido de carbono no organismo determina anestesia do sistema nervoso central, sem qualquer repercussão no Espírito que se afasta. 4 - Cremação pode causar sofrimento ao Espírito?  Emmanuel -  “Geralmente, nas primeiras horas após a morte, ainda sente o Espírito ligado aos elementos cadavéricos. Laços fluídicos, imperceptíveis ao nosso poder visual, ainda se conservam unindo a alma recém-liberta ao corpo exausto.; esses elos impedem a decomposição imediata da matéria. E, por esta razão, na maioria dos casos, o Espírito pode experimentar os sofrimentos oriundos da cremação, a qual, nunca deverá ser levada a efeito antes do prazo de 50 horas após o desenlace. 5- No retorno ao Plano Espiritual, a pessoa encontra os que a precederam nesta passagem? O Espírito encontra aqueles que conheceu na Terra e morreram antes dele, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao Mundo dos Espíritos e o ajudam a se libertar das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar. (LE, 160)

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

– “No livro VIDA E SEXO, ditado por Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, cap. 21, “Homossexualidade”, lemos: “Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual”, pergunto: substituir a expressão “tendências homossexuais” por “tendências transgêneras” e substituir a expressão “a maioria heterossexual” por maioria cisgênera deixaria a frase ainda de acordo com a Doutrina Espírita”?

Tudo é uma questão de nomenclatura, caro ouvinte. Na época em que VIDA E SEXO foi lançado, ano de 1970, aqui no Brasil dávamos o nome de homossexuais indiscriminadamente a todos os homens com tendências femininas e de lésbicas a todas as mulheres que demonstravam tendências masculinas.

Emmanuel se baseou nessa forma generalizada de tratar a questão, qualificando as pessoas de homossexuais e heterossexuais.

Foi somente nos últimos anos da década de 1980 que o termo transexual, mais amplo e abrangente, passou a ser utilizado no Brasil, por influência de autores ingleses, que já cunharam o termo “transgender”, que depois originou “transgênero” em língua portuguesa.

O termo “cisgênero” veio a propósito dos que são identificados segundo as características dos órgãos sexuais com que nasceram.

  Essas mudanças de nomenclatura ocorreram, antes nos países de língua inglesa e anos depois no Brasil, principalmente a partir da década de 1990, em razão dos novos entendimentos que os cientistas passaram a ter em relação à complexa questão.   

É importante ressaltar que Emmanuel, na sua afirmação, ao falar dos então conhecidos por “homossexuais” fala em “companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência”.

Isso significa, segundo a Doutrina Espírita, que cada caso é um caso específico, de modo que cometemos muitos equívocos se quisermos enquadrar todos os casos como se tivessem a mesma causa.

Em 1980, quando o Dr. Jorge Andréa publicou AS FORÇAS SEXUAIS DA ALMA pela Federação Espírita Brasileira, a nomenclatura ainda era a antiga, mas mesmo assim os conceitos utilizados pelo autor naquela obra, conformando-os ao entendimento espírita, parecem corresponder aos estudos que se verificaram posteriormente.

 

 

 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

PARA COMPREENDERMOS A FUNÇÃO DO EGOÍSMO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Um dos principais intelectuais do Espiritismo no Brasil ao longo do século 20, Herculano Pires é pouco conhecido pelos estudiosos contemporâneos. Olhar crítico sobre o comportamento daqueles que fundaram e dirigiam Obras Sociais em nome da Doutrina Espírita, pelo conhecimento adquirido fez análises precisas sobre os desvios revelados nas ações observadas. Na obra CURSO DINÂMICO DE ESPIRITISMO – o grande desconhecido (paidéia,1979), várias dessas análises. Numa delas, sentimos a profundidade e racionalidade de seus raciocínios.-“Tudo tem a sua utilidade na Natureza. O Universo é teleológico, finalista, busca sempre e em tudo uma finalidade. Os filósofos ante finalistas apoiam suas teorias no erro humano, de todos os tempos, que interpreta a Natureza como criada especialmente para o homem. Esse erro surgiu nas selvas, permaneceu nas civilizações primitivas e projetou-se nas civilizações posteriores. Os próprios deuses e demônios de toda a Antiguidade foram postos ao serviço do homem, que embora os reverenciando, pretendiam utilizá-los como seus auxiliares. O Universo tem, naturalmente, uma finalidade única e superior, em que todas as finalidades se conjugam num resultado único. Mas esse resultado escapa às nossas possibilidades de pesquisa, de compreensão e mesmo de imaginação. A mais inútil das coisas e os mais prejudiciais dos seres são necessários. E ser necessário é ser indispensável, é pertencer a um elo da cadeia inimaginável que Kardec nos apresenta nesta frase tantas vezes repetida no Livro dos Espíritos: Tudo se encadeia no Universo. (...) O egoísmo, a vaidade, o orgulho, a pretensão, a ambição representam elementos negativos da constituição do ser humano, que devem ser eliminados. Mas essa eliminação não se dá pelos métodos antigos das corporações religiosas, até hoje empregados, apesar dos terríveis malefícios causados. Kardec e os Espíritos Superiores, em suas comunicações, consideraram o egoísmo como verdadeira praga que impediu .o desenvolvimento real do Cristianismo na Terra. Mas jamais aconselharam métodos artificiais para o combate ao egoísmo. (...) Todos nós carregamos ainda as marcas profundas e dolorosas, deformantes, do relacionamento humano na Terra. Com a caridade os homens vão aprendendo a sair do egoísmo para o altruísmo, a não pensar, apenas nos seus problemas particulares, a não dividir o seu tempo e bem-estar apenas com os familiares, mas levar um pouco de si mesmos e dos seus recursos para a família maior que sofre lá fora. É essa a finalidade do princípio cristão da caridade no Espiritismo. Por isso a caridade espírita não pode cercar-se de barreiras e dificuldades, de exigências e desconfianças. Deve ser ampla e generosa, acessível a todos, evitando constranger ou humilhar os que a recebem. O ego é como uma flor que primeiro se fecha no botão para depois desabrochar na corola e por fim doar-se nos frutos.  Tentemos visualizar o processo de formação do ego, para compreendermos a função do egoísmo. A dialética espírita nos ensina que o espírito (não individualizado, mas como o elemento espiritual catalisador, capaz de atrair e aglutinar a matéria esparsa no espaço) liga-se à matéria para lhe dar forma, estrutura. Podemos seguir esse processo no caso humano, em que o ego aparece como um pivô da personalidade em formação, desde a infância. A criança é egocêntrica, é um pivô em torno do qual giram as atenções e as afeições da família. Ela se torna, naturalmente, no centro do mundo. Porque esse é o meio de consolidação da sua individualidade. Tudo quanto ela atrai e absorve do ambiente, do exemplo familial, das relações progressivas na escola e nos brinquedos, é automaticamente centralizado no ego, que é o seu ponto interior de segurança ante a dispersividade do mundo. O botão fechado centraliza as suas energias, preparando o momento de abrir-se na corola colorida e perfumada. Essa a primeira função do ego, e essa função não é egoísta, mas centralizadora por necessidade de estruturação interna. Quando essa estruturação se define como tal, a criança se abre timidamente para oferecer ao mundo a sua contribuição inicial de beleza e ternura. E um novo ser que surge no mundo, vestido com a roupagem da inocência, como diz Kardec, e ao mesmo tempo trazendo a incógnita de um passado que se revelava pouco a pouco no esquema de um destino com ideias e hábitos negativos que nos foram impostos à força milênios de brutalidade civilizadora. Por isso o nosso tempo, em que tomamos consciência do absurdo desse massacre universal realizado em nome de Deus, mostra-se dominado por inquietações e desesperos, revolta e loucura, psicopatias e obsessões que levam a espécie humana a todos os desvarios e ao suicídio individual e coletivo. Temos de examinar essa situação à luz do Evangelho desfigurado e mal interpretado, muitas vezes contraditado frontalmente pelas teologias do absurdo.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Eu ainda não entendi – disse um companheiro de estudo - porque Jesus disse ao povo “sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”. Ora, ninguém pode chegar à perfeição de Deus. Por que ele disse isso?

Muito das falas atribuídas a Jesus acabam parecendo estranhas, ou porque são mal traduzidas, ou porque não encontram uma correspondente em nossa língua, ou ainda porque são mal interpretadas.

Mas, nesse caso específico, convém analisar a frase com um pouco mais de cuidado com as palavras. Ao dizer “como vosso Pai celestial é perfeito”, Jesus não estava dizendo que devemos ser tão perfeitos quanto Deus.

Se fosse assim, Jesus teria dito “sede perfeitos quanto vosso Pai celestial é perfeito”, ou seja utilizando a o advérbio “quanto” e não o advérbio “como”. Prestem atenção nos advérbios.

O advérbio “quanto” se refere à quantidade e o advérbio “como” se refere à qualidade.

Logo, o advérbio “como” é sua para comparar, mas não para quantificar: ”Sede perfeitos como Vosso Pai Celestial é perfeito”.

No caso de Jesus o advérbio foi de comparação e não de quantificação, de modo que Jesus poderia ter dito “sede perfeitos assim ou do mesmo modo que vosso Pai celestial é perfeito”.

Neste caso, Jesus quis dizer o seguinte: O Pai é perfeito e vós também devem ser perfeitos”. Porém, precisamos considerar que a perfeição de Deus é Absoluta, não existe outra.

 Já a nossa perfeição, que somos filhos de Deus, é relativa – ou seja, cada um de seus filhos vai alcançar a sua própria perfeição (que é relativa), como Deus tem a sua perfeição ( que é absoluta).

No cômputo geral, Jesus estava se referindo à Lei de Evolução, segundo a qual todos os seres relativos, como nós, chegaremos à nossa própria perfeição por meio de um processo constante de aperfeiçoamento, o que vai acontecer através das reencarnações.

Para melhor compreensão do ouvinte, vamos dar exemplo do que acontece nesta vida. José, ao longo de sua experiência profissional, alcançará sua perfeição como mecânico. Maria também alcançará a sua perfeição como cozinheira. Isso é perfeição relativa.

  Seguindo este mesmo raciocínio em relação à jornada do Espírito: cada um, percorrendo seu longo processo de aperfeiçoamento, atingirá a sua própria perfeição, de tal modo que a perfeição de um não será a perfeição de outro.

Estamos dando este exemplo para entendermos o que é perfeição relativa, que cada um de nós vai alcançar. Deus, porém, só Deus tem a perfeição absoluta.

terça-feira, 16 de junho de 2026

O INCANSÁVEL CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Além das riquíssimas informações sobre sua atividade no campo do livro espírita, Chico Xavier foi protagonista de inúmeros fatos testemunhados por inúmeras pessoas mostrando a diversidade de suas percepções no campo da mediunidade. No depoimento de pessoas cuja credibilidade é insuspeita, recolhemos algumas passagens do conhecimento dos que as testemunharam. Alguns estão preservados no livro LUZ BENDITA (ideal,1977), organizado pelo querido amigo Rubens Silvio Germinhasi para celebrar o cinquentenário do trabalho ininterrupto de Chico Xavier. Pertencem à hoje também desencarnada Maria Philomena Aluotto Beruto, dirigente por várias décadas da UEM- União Espírita Mineira, no estado de Minas Gerais.  Dentre suas lembranças ali contidas, destacamos duas. Diz ela: - Valendo-nos da oportunidade de nossa presença em sua casa, em Uberaba outro acontecimento mediúnico. Encontrava-se ali o comandante Santinônimo (assim entendemos o seu nome), que nos relatou singular ocorrência. Aterrisara ele seu avião em pequena cidade do interior do Maranhão, a fim de pernoitar e levantar voo na manhã seguinte. Como a temperatura estivesse elevada, deixou aberta a janela do quarto, pensando fechá-la mais tarde, antes de adormecer, o que não fez, porque dormiu profundamente. Mais ou menos às 4 horas da madrugada, despertando, lembrou-se da janela aberta. Levantou-se para fechá-la, mas verificou, surpreso, que estava fechada. Estranhou, naturalmente, o fato, mas logo o esqueceu. Semanas depois foi a Uberaba para visitar o Chico, que o recebeu com as seguintes palavras: "Meu caro Santinônimo, que susto você me deu, deixando aberta a janela do hotel! Receoso de que algo lhe acontecesse, fui fechá-la, enquanto você dormia! Relato, agora. outro episódio revelador da personalidade espiritual de Chico Xavier, ocorrido por ocasião de sua vinda a capital mineira para receber, na Secretaria de Saúde, em 8 de novembro de 1974, o diploma de Cidadão de Belo Horizonte. Dia seguinte, visitou a União Espírita Mineira. Após 7 horas de atendimento aos que o procuravam, com a bondade de sempre, fomos surpreendidos com ruidosa manifestação em um grupo de pessoas que vinham em nossa direção. Empunhando uma arma, alguém bradava: "Ninguém vai tocarem Chico Xavier: Eu o defenderei de qualquer um. Ele é um santo!" Notava-se o desequilíbrio da pessoa, o que aumentava a apreensão de todos, especialmente porque em sua mão havia a realidade de uma arma de fogo, de grosso calibre... A movimentação aumenta no recinto, uns se apavorando, outros procurando correr, e outros, ainda, tentando controlar a pessoa. O Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe se em silêncio, permanecendo, contudo, no recinto. Descemos ao andar térreo pensando em providências defensivas, e, para, nosso alívio, um jipe com militares da PMMG estaciona junto ao meio-fio e os seus ocupantes, comandados por um distinto sargento, vêm ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras:

"Graças a Deus vocês chegaram em boa hora: estamos com problemas lá em cima!" E antes de qualquer explicação, para surpresa, nossa, o Chefe da Patrulha fala: "Não tem nada não, vamos subir. O senhor Chico Xavier FOI NOS CHAMAR NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA, onde nos encontrávamos em serviço de ronda. Viemos logo atender ao chamado!" Fora evidente o fenômeno de bilocação. Em poucos minutos a situação normalizava-se. O difícil foi impedir os nossos estarrecidos comentários...

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Vocês falaram que nós somos Espíritos a caminho da perfeição. Então, pergunto: quando atingir essa perfeição, o que vamos ser? Deuses?

Interessante sua colocação. Aliás, foi o próprio Jesus quem disse: “Vós sois deuses”, fazendo alusão à nossa condição de Espíritos em evolução.

Dentro da concepção espírita, vemos dois níveis de perfeição: a perfeição absoluta que é Deus e a perfeição relativa que é aquela que cada Espírito deve atingir.

Quando falamos que Deus é o absoluto, estamos dizendo que Ele é único, que não existe outro, porque o absoluto é tudo. Nada existe além dele.

E sendo único e exclusivo, porque outro não existe, Ele é a própria perfeição, ou seja, Ele é a perfeição em si.

Contudo, nós Espíritos, por Ele criado, tendemos para a perfeição, mas não a perfeição absoluta porque, como dissemos, a perfeição absoluta é inalcançável.

Somos milhões, bilhões, trilhões de Espíritos que caminhamos nessa direção, ou seja, em direção a Deus, para sermos tão perfeitos quanto possível nessa escalada contínua. Não sabemos até quando vai isso.

Embora Deus seja único, o que mais caracteriza sua criação, que chamamos de Natureza, é a diversidade. Somos todos diferentes uns dos outros.

Essa diferença não nos foi dada, foi conquistada por cada um, através do caminho que percorreu. Cada um é construtor de seu próprio caminho ou, se quiserem, de seu próprio destino.

Dizemos, então, que a perfeição que cada um de nós pode alcançar nessa corrida é sua perfeição relativa.

Sendo relativa, cada um pode ter a sua própria perfeição. Não existem duas perfeições iguais. Desse modo, a perfeição de “A” é diferente da perfeição de “B” e de todos os demais.

Esse caminhar para a perfeição é que chamamos de evolução. Evolução é transformação, é aperfeiçoamento. Todos estamos evoluindo, ou seja, todos estamos em busca de nossa própria perfeição.

E o que caracteriza a evolução é que, na longa escalada evolutiva, quando mais o indivíduo se aperfeiçoa, mais ele se torna diferente de todos os outros.

 

 

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

SERÁ A SOLUÇÃO NO FUTURO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Intelectual expressando-se sobre as mudanças pretendidas na legislação brasileira sobre o aborto comentou que pesquisa recente efetuada com jovens indica o crescimento expressivo dos que afirmam não pretender ter filhos. Confirmando-se a tendência, surge a pergunta: o que será da espécie humana no futuro?  Considerando, segundo o Espiritismo, a importância do corpo físico no processo evolutivo e que na nossa Dimensão seguimos a direção induzida pela Espiritualidade de onde muitos dos avanços observados ao longo do século 20 nada mais são que a materialização do já existente nas realidades vibratórias adjacentes ao  chamado Plano Material. Aí uma nova possibilidade: não será  a reprodução assistida um prenúncio do amanhã no que se refere à disponibilização de corpos para a continuidade da vida física? O médium Chico Xavier, deixou-nos algumas pistas. A primeira registrada pelo Advogado e escritor Rafael Ranieri, amigos desde o final dos anos 40, que em 1969, após longo tempo, em visita a Chico em Uberaba, participando de bate-papo na casa do médium, ante a pergunta de alguém sobre pesquisas objetivando a replicação humana em laboratório, ouviu-o dizer: -“ A Ciência vai desenvolver o Ser humano em laboratório. Os cientistas vão fabricar um enorme útero e aí dentro vão gerar o Ser. Levarão talvez de duzentos a quatrocentos anos até conseguirem realizar. Aí libertarão a mulher do parto. E tem outra coisa: nesse útero, os Espíritos vão reencarnar, tudo direitinho, sem problema. Esse fato não vai alterar coisa alguma, a ciência vai conseguir isso. O avanço da Ciência é obra da Espiritualidade”. No ano seguinte, em entrevista a jornal uberabense, voltaria ao assunto esclarecendo: - O Espirito Emmanuel diz que o nosso respeito à Ciência deve ser inconteste e que o progresso da ciência é infinito, porque a solução do problema do tubo de ensaio, para o descanso do claustro materno é viável. Mas, restará à Ciência um grande problema, o problema do amor com que o Espírito reencarnante é envolvido no lar pelas vibrações de carinho, de esperança, ternura, confiança de pai e mãe, no período também da infância, em que a criança é rodeada de amor, muito mais alimentada de amor do que de recursos nutrientes da terra! Vamos ver como é que a Ciência poderá resolver este problema para que não venhamos a cair em monstruosidades do ponto de vista mental. Dias depois em conversa após o encerramento das atividades publicas com a mediunidade, disse que ‘no futuro, o Ciência libertará a mulher de gerar o filho no claustro materno. Teremos bancos de sêmem com doadores selecionados. O controle será de acordo com os óbitos e os homens de laboratório serão responsáveis pelos tubos de ensaio’. Ante o espanto causado, acrescentou: -‘Como é que nós nascemos? Nascemos como grama. Isso não vai continuar assim. No futuro haverá organização mais controlada. Mas tudo isso só acontecerá quando tivermos governos magnânimos. Quem sabe daqui uns bons tempos... Vamos aguardar. Os aparelhos poderão ser instalados no reduto do lar para receber as vibrações de amor dos pais, haverá mais fecundação espiritual do que material’. Como a história registra, 8 anos depois, em 1978, as experiências desenvolvidas resultaram no sucesso da primeira criança criada como se diz através do tubo de ensaio, naturalmente se servindo de  outro corpo humano para promover a gestação após a implantação de óvulos fecundados através do processo conhecido como reprodução assistida. Os avanços não ficaram por aí, resultando na progressiva evolução. Talvez no tempo presumível apontado por Chico décadas atrás, consiga-se consumar-se renascimentos fora dos mecanismos que impõe à mulher tantos sacrificios.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

A pessoa não-binária é um espírito em expiação ou em provação ou até missão?

Como já tivemos oportunidade de dizer, uma pessoa é considerada não-binária, segundo a expressão atualmente utilizada, quando ela não se identifica sexualmente como homem ou mulher, ou seja, quando se situa fora do binário tradicional de masculino/feminino.

Nós todos sabemos que não se enquadrar nos padrões que a sociedade considera “normal” é, no mínimo, desconfortável e até desastroso para o indivíduo, por conta do forte preconceito que ainda perdura em nosso meio.

Tal condição, evidentemente, foi muito mais difícil quanto mais nos recuamos no tempo, mas infelizmente ainda persiste, de modo que uma pessoa não-binária vai ter muitos problemas de rejeição, a começar dentro de sua própria família.

Quer queiramos ou não, ainda somos demasiados preconceituosos em relação às pessoas que acreditamos não se enquadrarem dentro do que consideramos “normalidade”, até porque o preconceito é um atavismo muito profundo em nós, vem de nossos ancestrais.

Por conta disso, a pessoa não-binária sempre sofreu muito neste mundo e teve que permanecer na defensiva dentro de seu âmbito de ação, quando não optou pelo completo isolamento social. Podemos considerar essas situações tanto como expiação como provação.

  Seria expiação, se a sua conduta em encarnações anteriores desse Espirito causou sofrimento ou prejuízo em outras pessoas em termos de sexualidade, de modo que, com isso, ela ficou com alguma dívida moral que lhe custará desconforto futuro.

Seria provação, se ela – talvez por ter tripudiado sobre pessoas não-binárias noutras épocas e, depois se arrependendo do mal que praticou, decidiu experimentar situação semelhante para avaliar sua condição espiritual.

Há Espíritos de elevada condição intelectual ou mesmo moral, que vêm ao mundo para realizar grandes trabalhos no campo das artes, da religião e da ciência e, dependendo do papel que vão desempenhar para atender ao seu compromisso, apresentam-se como verdadeiros missionários.

Muitas vezes são Espíritos que, na sua escalada evolutiva, já sublimaram o sexo de periferia ( que é o sexo dos encarnados) e podem não demonstrar qualquer interesse em termos de atração sexual.

domingo, 14 de junho de 2026

PENSANDO EM MORRER. VEJA ESTE CASO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

O estudo aprofundado do Espiritismo leva progressivamente a conclusão sobre a não existência de padrões que generalizam a aplicação das Leis que orientam o processo evolutivo das criaturas. O caso da desencarnação é um deles. Não existe um caso igual ao outro a partir da extinção das funções vitais do corpo físico utilizado pelo Espírito em sua passagem pela nossa Dimensão. Allan Kardec na REVISTA ESPÍRITA de julho de 1866 escreveu que ‘O LIVRO DOS ESPÍRITOS não é um tratado completo de Espiritismo; apenas apresenta as bases e os pontos fundamentais, que se devem desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação’. Na edição definitiva desse verdadeiro tratado, obteve dos Espíritos que o auxiliavam na construção da base da Doutrina Espírita que o Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele, conforme à afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na Erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar”. E a evolução do pensamento humano foi ampliando essa visão. Na obra OBREIROS DA VIDA ETERNA, do Espírito André Luiz, pelo médium Chico Xavier, por exemplo, o autor obtém a infprmação de que “nem todas as desencarnações de pessoas dignas contam com o amparo de grupos socorristas, embora todos os fenômenos do decesso contem com o amparo da caridade afeta às organizações de assistência indiscriminado. Salienta, no entanto,  que a missão especialista não pode ser concedida a quem não se distinguiu no esforço perseverante do bem. A titulo de exemplo, se serve do caso de respeitável senhora, jovem ainda, que pelas disposições sadias que demonstrou no campo da benemerência social, foi ligada a dedicada corrente de serviço. Verificando-se, contudo, pequenas rusgas entre ela e o esposo, e tendo conhecimento da imortalidade da vida, além do sepulcro, desejou a pobre criatura ardentemente morrer. Tolas leviandades do marido bastaram para que maldissesse o mundo e a Humanidade. Não soube quebrar a concha do personalismo inferior e colocar-se a caminho da vida maior. Pela cólera, pela intemperança mental, criou a ideia fixa de libertar-se do corpo de qualquer maneira, embora sem utilizar o suicídio direto. Conhecia os Amigos Espirituais a que se havia unido, mas, longe de assimilar-lhes ajuizadamente os conselhos, repelia-lhes as advertências fraternas para aceitar tão somente as palavras de consolação que lhe eram agradáveis, dentre as admoestações salutares que lhe endereçavam. E tanto pediu a morte, insistindo por ela, entre a mágoa e a irritação persistentes, que veio a desencarnar em manifestação de icterícia complicada com simples surto gripal. Tratava-se de verdadeiro suicídio inconsciente, mas a senhora, no fundo, era extraordinariamente caridosa e ingênua. Não se recebeu qualquer autorização para conceder-lhe descanso e muito menos auxílio especial. Os Benfeitores de nossa Esfera, apesar de eficiente intercessão em beneficio da infeliz, somente puderam afastá-la das vísceras cadavéricas, há dois dias, em condições impressionantes e tristes. Não havendo qualquer determinação de assistência particularizada, por parte das Autoridades Superiores, e porque não seria aconselhável entregá-la ao sabor da própria sorte, em face das virtudes potenciais de que era portadora, o diretor da comissão de serviço, a que se filiara a imprevidente amiga, recolheu-a, por espírito de compaixão, em plena luta, e ela se foi, de roldão, a trabalhar por aí, ativamente, em condições muito mais sérias e complicadas”. Conclui sua ilustração dizendo quenão frutifica a paz legítima sem a semeadura necessária. Alguém, para gozar o descanso, precisa, antes de tudo, merecê-lo. As almas inquietas entregam-se facilmente ao desespero, gerando causas de sofrimento cruel”.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 Eu já me acostumei a vir ao Centro tomar passes. Acredito nisso  e essa é a única maneira de cuidar de minha alma.  Não posso dizer que sou espírita, mas também não sou católica, que é a religião da família. Estou me sentindo bem. Só isso. Nunca quis me envolver com religião.

A doutrina espírita nunca exigiu declaração de fidelidade de ninguém, minha senhora. O Espiritismo veio para atender a todos. No fundo, não importa o que a pessoa se considere. O importante é que ela seja sincera e acredite no amor, naquele amor fraterno que Jesus ensinou. O amor cabe em qualquer lugar.

Logo, não há preocupação com o rótulo religioso. Se você está se sentindo bem, continue. Se sua crença no passe é sincera, se você está no centro com bons propósitos para se ajudar e, principalmente, se você pensa em ser útil para os outros, siga o caminho de sua consciência e esteja bem consigo mesma.

No final é a nossa consciência que vai dizer o que realmente somos e se estamos fazendo o que deveríamos fazer, perante nós mesmos e perante Deus. Nada melhor do que agir no bem, sem preocupação em se dizer desta ou daquela religião.

Se você vem frequentando os trabalhos de passe, com certeza já aprendeu muita coisa e ainda tem muito a aprender. Isso vem naturalmente. Mas se você se interessar em saber mais sobre o passe e o Espiritismo, então recomendamos que leia. Temos muitos livros da biblioteca do centro que você utilizar.

O conhecimento nos proporciona a oportunidade de nos conhecer melhor e de saber o sentido de nossas escolhas diante da vida. Deus não pede nós mais do que podemos dar.