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terça-feira, 16 de junho de 2026

O INCANSÁVEL CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Além das riquíssimas informações sobre sua atividade no campo do livro espírita, Chico Xavier foi protagonista de inúmeros fatos testemunhados por inúmeras pessoas mostrando a diversidade de suas percepções no campo da mediunidade. No depoimento de pessoas cuja credibilidade é insuspeita, recolhemos algumas passagens do conhecimento dos que as testemunharam. Alguns estão preservados no livro LUZ BENDITA (ideal,1977), organizado pelo querido amigo Rubens Silvio Germinhasi para celebrar o cinquentenário do trabalho ininterrupto de Chico Xavier. Pertencem à hoje também desencarnada Maria Philomena Aluotto Beruto, dirigente por várias décadas da UEM- União Espírita Mineira, no estado de Minas Gerais.  Dentre suas lembranças ali contidas, destacamos duas. Diz ela: - Valendo-nos da oportunidade de nossa presença em sua casa, em Uberaba outro acontecimento mediúnico. Encontrava-se ali o comandante Santinônimo (assim entendemos o seu nome), que nos relatou singular ocorrência. Aterrisara ele seu avião em pequena cidade do interior do Maranhão, a fim de pernoitar e levantar voo na manhã seguinte. Como a temperatura estivesse elevada, deixou aberta a janela do quarto, pensando fechá-la mais tarde, antes de adormecer, o que não fez, porque dormiu profundamente. Mais ou menos às 4 horas da madrugada, despertando, lembrou-se da janela aberta. Levantou-se para fechá-la, mas verificou, surpreso, que estava fechada. Estranhou, naturalmente, o fato, mas logo o esqueceu. Semanas depois foi a Uberaba para visitar o Chico, que o recebeu com as seguintes palavras: "Meu caro Santinônimo, que susto você me deu, deixando aberta a janela do hotel! Receoso de que algo lhe acontecesse, fui fechá-la, enquanto você dormia! Relato, agora. outro episódio revelador da personalidade espiritual de Chico Xavier, ocorrido por ocasião de sua vinda a capital mineira para receber, na Secretaria de Saúde, em 8 de novembro de 1974, o diploma de Cidadão de Belo Horizonte. Dia seguinte, visitou a União Espírita Mineira. Após 7 horas de atendimento aos que o procuravam, com a bondade de sempre, fomos surpreendidos com ruidosa manifestação em um grupo de pessoas que vinham em nossa direção. Empunhando uma arma, alguém bradava: "Ninguém vai tocarem Chico Xavier: Eu o defenderei de qualquer um. Ele é um santo!" Notava-se o desequilíbrio da pessoa, o que aumentava a apreensão de todos, especialmente porque em sua mão havia a realidade de uma arma de fogo, de grosso calibre... A movimentação aumenta no recinto, uns se apavorando, outros procurando correr, e outros, ainda, tentando controlar a pessoa. O Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe se em silêncio, permanecendo, contudo, no recinto. Descemos ao andar térreo pensando em providências defensivas, e, para, nosso alívio, um jipe com militares da PMMG estaciona junto ao meio-fio e os seus ocupantes, comandados por um distinto sargento, vêm ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras:

"Graças a Deus vocês chegaram em boa hora: estamos com problemas lá em cima!" E antes de qualquer explicação, para surpresa, nossa, o Chefe da Patrulha fala: "Não tem nada não, vamos subir. O senhor Chico Xavier FOI NOS CHAMAR NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA, onde nos encontrávamos em serviço de ronda. Viemos logo atender ao chamado!" Fora evidente o fenômeno de bilocação. Em poucos minutos a situação normalizava-se. O difícil foi impedir os nossos estarrecidos comentários...

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Vocês falaram que nós somos Espíritos a caminho da perfeição. Então, pergunto: quando atingir essa perfeição, o que vamos ser? Deuses?

Interessante sua colocação. Aliás, foi o próprio Jesus quem disse: “Vós sois deuses”, fazendo alusão à nossa condição de Espíritos em evolução.

Dentro da concepção espírita, vemos dois níveis de perfeição: a perfeição absoluta que é Deus e a perfeição relativa que é aquela que cada Espírito deve atingir.

Quando falamos que Deus é o absoluto, estamos dizendo que Ele é único, que não existe outro, porque o absoluto é tudo. Nada existe além dele.

E sendo único e exclusivo, porque outro não existe, Ele é a própria perfeição, ou seja, Ele é a perfeição em si.

Contudo, nós Espíritos, por Ele criado, tendemos para a perfeição, mas não a perfeição absoluta porque, como dissemos, a perfeição absoluta é inalcançável.

Somos milhões, bilhões, trilhões de Espíritos que caminhamos nessa direção, ou seja, em direção a Deus, para sermos tão perfeitos quanto possível nessa escalada contínua. Não sabemos até quando vai isso.

Embora Deus seja único, o que mais caracteriza sua criação, que chamamos de Natureza, é a diversidade. Somos todos diferentes uns dos outros.

Essa diferença não nos foi dada, foi conquistada por cada um, através do caminho que percorreu. Cada um é construtor de seu próprio caminho ou, se quiserem, de seu próprio destino.

Dizemos, então, que a perfeição que cada um de nós pode alcançar nessa corrida é sua perfeição relativa.

Sendo relativa, cada um pode ter a sua própria perfeição. Não existem duas perfeições iguais. Desse modo, a perfeição de “A” é diferente da perfeição de “B” e de todos os demais.

Esse caminhar para a perfeição é que chamamos de evolução. Evolução é transformação, é aperfeiçoamento. Todos estamos evoluindo, ou seja, todos estamos em busca de nossa própria perfeição.

E o que caracteriza a evolução é que, na longa escalada evolutiva, quando mais o indivíduo se aperfeiçoa, mais ele se torna diferente de todos os outros.

 

 

 

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