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terça-feira, 30 de junho de 2026

SABEDORIA DE CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Sempre útil, vez ou outra, rever passagens da vida do inesquecível Chico Xavier. Há situações em que recolhe-se precisos ensinamentos para os momentos em que os desafios da vida nos procuram afastar das experiências típicas dos habitantes de um planeta de Expiação e Provas. Vejamos alguns:. 1- Um companheiro espírita, certa vez, disse: - Chico, o Evangelho está ultrapassado. Chico respondeu: - Emmanuel está aqui e pede para dizer a vocês que o Evangelho só vai ficar ultrapassado o dia em que toda a Humanidade colocá-lo em prática. 2- Uma pessoa que, ao observar os necessitados tomando sopa, perguntou para Chico Xavier: - O senhor acha que um prato de sopa vai resolver o problema da fome no mundo? Chico, sem titubear respondeu: - O banho também não resolve o problema da higiene no mundo, mas nem por isso podemos dispensá- lo. 3- Certa vez, alguém perguntou a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu: - Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa. 4- Muita gente procurava Chico em seu emprego e isto começou a causar-lhe problemas. Certa vez uma senhora, em adiantado estado de perturbação, foi procurá-lo. O chefe não queria que ele atendesse ninguém em seu ambiente de trabalho, então, foi dito à senhora que o Chico estava em casa. Para lá se dirigiu ela, sendo informada que o Chico estava trabalhando. Voltou, novamente, ao emprego e disseram que o nosso amigo saíra, a serviço. Ela resmungou qualquer palavrão e se foi. À noite, quando as portas do Centro se abriram, ela avançou sobre ele e deu-lhe inúmeros bofetões no rosto. Quando acabou de desabafar, através da agressão, falou com voz nervosa e trêmula: - Está pensando que tenho tempo para andar atrás de você para cima e para baixo? E, agora, já para aquela sala que você vai me dar um passe, cachorro. A senhora sentou-se numa cadeira e ficou esperando. O Chico começou a pensar: “Senhor Jesus, para se transmitir um passe precisamos estar calmos, com o coração voltado para o amor ao próximo. O Senhor sabe todas as coisas e sabe que não estou com raiva dela, mas ela me deixou num estado meio diferente. Ajude-me, Senhor”. Então, o espírito de Emmanuel lhe aparece e diz: - Para ajudá-la é preciso alcançar-lhe o coração. Converse com ela. E o Chico, falou para a irmã em sofrimento: - Minha irmã, a senhora me perdoe ser uma pessoa tão ocupada. Não pude atendê-la em meu emprego porque meu chefe não permite. A senhora compreende, estou ali para servir porque tenho muitos irmãos para ajudar. Foi conversando... conversando, e a mulher se acalmando, para, em seguida, começar a chorar. O Chico, então, transmitiu-lhe o passe e ela foi devolvida à razão. Depois de sua saída, o médium perguntou ao Espírito de Emmanuel: - Emmanuel, eu não estou com a razão? A resposta foi esta jóia da caridade cristã: - Você está com a razão, mas ela está com a necessidade. No outro dia, quando o Chico chegou ao serviço, estava com o rosto todo inchado. Seu chefe indagou o que ocorrera. E ele respondeu: - Bati na porta. Ele, então, olhou-o por sobre os óculos e perguntou, novamente: - Mas, dos dois lados? 5- O Chico passava por grandes dificuldades. Problemas gigantescos se avolumavam sobre sua cabeça. E tão gigantescos que ele perguntou ao Espírito Emmanuel se não era possível rogar às esferas superiores um conselho de Maria de Nazaré, que ajudasse naqueles dias tão difíceis. Alguns dias se passaram, quando o espírito de Emmanuel lhe disse que o generoso espírito de Maria havia atendido ao seu pedido, enviando-lhe a seguinte frase: Isso Também Passa. Contou Chico: - A frase foi para mim como anestesia sobre uma dor imensa. Fez-me tanto bem que a escrevi num papel e o coloquei sobre a cabeceira de minha cama. Todas às noites e todas as manhãs eu lia, sentindo grande consolo. Certo dia, um amigo ao entrar em meu quarto, achou a frase muito interessante, e disse; - Chico, vou fazer o mesmo; colocar esta frase sobre a cabeceira de minha cama. - Faça isso mesmo, meu filho, mas não se esqueça de que o espírito Emmanuel também me disse que ela serve tanto para os momentos tristes, como para os momentos alegres


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

A primeira questão de hoje, levantada por um ouvinte, é a seguinte: “De que maneira os Espíritos obsessores usam as pessoas para fazer mal ao obsidiado”?

  Esta é uma questão muito presente no meio espírita, tratada por inúmeras obras mas que, pela sua importância, sempre exige novas abordagens.

O que chamamos obsessão, no dizer de Allan Kardec, é a ação de um Espírito mau intencionado sobre um encarnado.

  O porquê da obsessão? Evidentemente, essa atuação não vem por mero acaso, sempre existem motivos – às vezes muito fortes – que fazem com que um desencarnado queira prejudicar um encarnado.

  Quase sempre trata-se de uma ação de vingança de um dano ou prejuízo que o obsessor sofreu do obsidiado nesta ou em precedente existência, uma dívida moral. A obsessão não acontece entre Espíritos de elevada conduta.

  Como se dá a obsessão? O primeiro passo é a localização do obsidiado por parte do obsessor. Quando se trata de um mal causado em encarnação anterior, quase sempre essa localização demora um certo tempo para acontecer.

  Por isso mesmo, na maioria das vezes, o obsessor só vai localizar o obsidiado quando este já é adulto, e este é um dos fatores que contribuem para que haja muito pouca obsessão em crianças.

  Mas, quando a desavença entre ambos se deu nesta mesma encarnação, o processo obsessivo pode começar imediatamente. O ódio, como dizem os Espíritos instrutores, aproximam mais as pessoas que o amor.

  A ação obsessiva pode ser das mais variadas formas. A mais simples é quando o obsessor entra em contato mental com o obsidiado, porque geralmente são Espíritos que estão na mesma faixa de pensamento e pelo princípio da reciprocidade são atraídos um ao outro.

O que facilita a localização do culpado pelo obsessor é seu sentimento de culpa que perdura subliminarmente na sua consciência moral e produz onda mental de baixa frequência. Esse sentimento vai atrair o inimigo, como o odor do lixo atrai insetos.

Quanto ao envolvimento de outras pessoas- esta é a questão que o ouvinte coloca – ela realmente pode acontecer. Mas não ocorre aleatoriamente. Essas pessoas podem estar envolvidas na questão, podem ter vínculos com o obsessor ou podem ser apenas inimigos que não simpatizam com o obsidiado.

Logo, os Espíritos podem se servir de outras pessoas para nos atingir, sempre que haja vínculo e o fazem pelo processo da sintonia de pensamentos.

 


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