Buscando esclarecimentos substanciais e lógicos, parte dos que se veem inesperadamente diante da perda de em ente querido quer respostas. E, cumprindo sua missão principal, a Doutrina Espírita esclarece dúvidas de muitos. Eis 5 delas: 1 - Supondo que a existência do Espírito seja real, qual a situação dos Espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e até anos em estado de coma ? Dependerá da sua situação mental. Há casos em que o Espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores Espirituais. São pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação. Em outros casos, os Espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédioB do períspirito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem paisagens e contatos com seres que já os precederam na passagem para a vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos. Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços na tentativa de auxílio. Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra amiga e fraterna, da transmissão de paz, das conversações edificantes para que haja maiores condições ao trabalho do Bem que se direciona, nessas horas, tanto ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos) 2- Como o Espiritismo vê a Eutanásia, Ortotanásia ou Distanásia? Emmanuel - Os profissionais e responsáveis por pacientes que consentem com a prática da eutanásia, imbuídos de ideias materialistas, desconhecem a realidade maior quanto à mortalidade do Espírito. A morte voluntária é entendida como o fim de todos os sofrimentos, mas trata-se de considerável engano. A fuga de uma situação difícil, como a enfermidade, não resolverá as causas profundas que a produziram, já que estas se encontram em nossa consciência. É necessário confiar, antes de tudo, na Providência Divina, já que tais situações consistem em valiosas lições em processos de depuração do Espírito.”. (PR,61) 3 - Doação do corpo ou de órgãos do mesmo para transplantes pode causar sofrimento para o Espírito do doador? Espírito André Luiz - Excetuando-se determinados casos de mortes em acidentes e outros casos excepcionais, em que a criatura necessita daquela provação, ou seja, o sofrimento intenso no momento da morte esta de um modo geral, não traz dor alguma porque a demasiada concentração do dióxido de carbono no organismo determina anestesia do sistema nervoso central, sem qualquer repercussão no Espírito que se afasta. 4 - Cremação pode causar sofrimento ao Espírito? Emmanuel - “Geralmente, nas primeiras horas após a morte, ainda sente o Espírito ligado aos elementos cadavéricos. Laços fluídicos, imperceptíveis ao nosso poder visual, ainda se conservam unindo a alma recém-liberta ao corpo exausto.; esses elos impedem a decomposição imediata da matéria. E, por esta razão, na maioria dos casos, o Espírito pode experimentar os sofrimentos oriundos da cremação, a qual, nunca deverá ser levada a efeito antes do prazo de 50 horas após o desenlace. 5- No retorno ao Plano Espiritual, a pessoa encontra os que a precederam nesta passagem? O Espírito encontra aqueles que conheceu na Terra e morreram antes dele, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao Mundo dos Espíritos e o ajudam a se libertar das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar. (LE, 160)
EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE
– “No livro VIDA E SEXO, ditado por Emmanuel,
psicografia de Chico Xavier, cap. 21, “Homossexualidade”, lemos: “Observadas as
tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou
de experiência é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto
se administra instrução à maioria heterossexual”, pergunto: substituir a
expressão “tendências homossexuais” por “tendências transgêneras” e substituir
a expressão “a maioria heterossexual” por maioria cisgênera deixaria a frase
ainda de acordo com a Doutrina Espírita”?
Tudo é uma questão de nomenclatura, caro ouvinte. Na época em
que VIDA E SEXO foi lançado, ano de 1970, aqui no Brasil dávamos o nome de
homossexuais indiscriminadamente a todos os homens com tendências femininas e
de lésbicas a todas as mulheres que demonstravam tendências masculinas.
Emmanuel se baseou nessa forma generalizada de tratar a
questão, qualificando as pessoas de homossexuais e heterossexuais.
Foi somente nos últimos anos da década de 1980 que o termo
transexual, mais amplo e abrangente, passou a ser utilizado no Brasil, por
influência de autores ingleses, que já cunharam o termo “transgender”, que
depois originou “transgênero” em língua portuguesa.
O termo “cisgênero” veio a propósito dos que são
identificados segundo as características dos órgãos sexuais com que nasceram.
Essas mudanças de
nomenclatura ocorreram, antes nos países de língua inglesa e anos depois no
Brasil, principalmente a partir da década de 1990, em razão dos novos
entendimentos que os cientistas passaram a ter em relação à complexa questão.
É importante ressaltar que Emmanuel, na sua afirmação, ao
falar dos então conhecidos por “homossexuais” fala em “companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência”.
Isso significa, segundo a Doutrina Espírita, que cada caso é
um caso específico, de modo que cometemos muitos equívocos se quisermos
enquadrar todos os casos como se tivessem a mesma causa.
Em 1980, quando o Dr. Jorge Andréa publicou AS FORÇAS SEXUAIS
DA ALMA pela Federação Espírita Brasileira, a nomenclatura ainda era a antiga,
mas mesmo assim os conceitos utilizados pelo autor naquela obra, conformando-os
ao entendimento espírita, parecem corresponder aos estudos que se verificaram
posteriormente.
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