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quarta-feira, 29 de abril de 2026

EMMANUEL E OS CICLOS EVOLUTIVOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A Terra, em sua constituição física propriamente considerada, tem grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da matéria planetária, pode ser calculado, cada um, em 260.000 mil anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os grandes instrutores da Humanidade, nos planos superiores, consideram que,
desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada. Logo em seguida surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.

Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária temos sempre grandes transformações de 28 em 28 mil anos. Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra cujos traços se perderam por causa de seu primitivismo. Logo em seguida podemos considerar a grande raça Lemuriana como portadora de uma inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito. Após a raça Lemuriana - em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado - chegamos ao grande período da raça Atlântida, com outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.

Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças como grandes ciclos de serviços em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

EM BUSCA DA VERDADE COM O 

PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES 

Eu nunca tinha visto uma pessoa falecer, mas quando assisti os últimos momentos do meu tio, estremeci. Se é assim que as pessoas morrem, elas devem sofrer muito pra morrer.

Sobre os últimos momentos de uma pessoa, devemos considerar o seguinte: uma coisa é morte do corpo, outra o desprendimento do espírito.

Esses dois fenômenos não se dão precisamente no mesmo instante. Há situações em que a desencarnação tem início bem antes da morte como, por exemplo, nos casos de doença prolongada.

Mas pode acontecer o contrário, se o Espírito insiste em não desencarnar. Nesses casos é possível que o espírito permaneça precariamente ligado ao corpo, mesmo quando se deu a morte clínica.

  Mas a questão mais importante é esta: como era em vida a pessoa está desencarnando? Que tipo de vida levava? Que tipo de relações tinha com a família ou com os estranhos?

A condição moral da pessoa, portanto, é muito importante para a situação que vai se configurar no momento de seu desencarne.

Mesmo assim, no livro OBREIROS DA VIDA ETERNA, André Luiz, ao relatar o desencarne de Dimas, um homem bom, em certo momento volta-se para o cadáver de Dimas para acompanhar os últimos instantes da vida biológica.

E, quando Dimas já está desencarnado, no colo de sua mãe também desencarnada, conversando com ela, seu corpo ainda está lutando para sobreviver, porque sobreviver é lei da natureza.

A vantagem é que Dimas, espírita, não estava preocupado com o corpo, pois se desligara definitiva e mentalmente dele, razão pela qual a luta do corpo para sobreviver nele não tinha nenhuma repercussão.

  Desse modo, caro ouvinte, nem sempre é possível saber da condição do espírito com base apenas nas reações tormentosas que o corpo experimenta nos momentos de agonia.

Se você quiser mais detalhes sobre essa situação, leia com atenção o capítulo 15 de OBREIROS DA VIDA ETERNA, intitulado “Aprendendo sempre”. 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

PARA ENTENDER A FILOSOFIA ESPÍRITA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Autodidata, tinha 11 anos de idade quando, em Paris, Allan Kardec recebeu a encomenda dos primeiros exemplares impressos d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Residente em Tours, cidade a pouco mais de trezentos quilômetros da capital francesa, encontrou-se com a consoladora Doutrina, aos 18, conhecendo seu Codificador, aos 21, quando da visita do mesmo à cidade em que residia para proferir palestra para a qual foi convidado, em 1867. Viveria até os 81 anos, sendo que desde vinte anos antes, praticamente ficou cego, tendo sido secretariado no trabalho de seus escritos nessa fase, por uma admiradora chamada Claire Baumart, cuja convivência permitiu escrever o livro LÉON DENIS NA INTIMIDADE (clarim). Dentre os três grandes personagens da primeira hora do Espiritismo - o engenheiro Gabriel Dellane, o astrônomo Camille Flammarion  -, ele, Léon Denis, preparado pela rudeza da própria vida na luta pela sobrevivência, certamente é o que melhor desenvolveu o aspecto filosófico da Doutrina. A leitura de seus livros transporta os que perpassam suas páginas para níveis vibratórios superiores. Quem leu O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, entende o que dizemos. Para demonstrar essas conjecturas, apreciemos um trecho do texto d’ O PORQUÊ DA VIDA: “O homem deve antes de tudo aprender a se conhecer a fim de clarear seu porvir. Para caminhar com passo firme, precisa saber para onde vai. É conformando seus atos com as leis superiores que o homem trabalhará eficazmente para a própria melhoria e do meio social. O importante é discernir essas leis, determinar os deveres que elas nos impõem, prever as consequências de suas ações. O dia em que estiver compenetrado da grandeza de sua função, o Ser humano poderá melhor se desapegar daquilo que o diminui e rebaixa; poderá se governar com sabedoria, preparar por seus esforços a união fecunda dos homens em uma grande família de irmãos. Mas estamos longe desse estado de coisas. Ainda que a Humanidade avance na via do progresso, pode-se dizer, entretanto, que a imensa maioria de seus membros caminha pela via comum, em meio à noite escura, ignorante de si mesma, nada compreendendo do propósito real da existência. Espessas trevas obscurecem a razão humana. (...)  Por que é assim? Por que o homem desce fraco e desarmado na grande arena onde trava sem trégua, sem descanso, a eterna e gigantesca batalha? É porque este Globo, a Terra, está em um degrau inferior na escala dos mundos. Aqui residem em sua maior parte espíritos infantis, isto é, almas nascidas há pouco tempo para a razão. A matéria reina soberana em nosso mundo. Nos curva sob seu jugo, limita nossas faculdades, estanca nossos impulsos para o bem e nossas aspirações para o ideal. Além disso, para discernir o porquê da vida, para entrever a Lei Suprema que rege as almas e os mundos, é preciso saber se libertar dessas pesadas influências, desapegar-se das preocupações de ordem material, de todas essas coisas passageiras e cambiantes que encobrem nosso Espírito e que obscurecem nossos julgamentos. É nos elevando pelo pensamento acima dos horizontes da vida, fazendo abstração do tempo e do lugar, pairando, de alguma forma, acima dos detalhes da existência, que perceberemos a Verdade”.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  Usar a inteligência artificial Gemini do Google como ferramenta para estudar o Espiritismo, mesmo sabendo que ela pode cometer erros nas respostas, seria recomendável? Por exemplo, colando um texto do LIVRO DOS ESPÍRITOS em PDF e colando na caixa de texto do Gemini. IA e pedindo a ela uma explicação mais profunda do texto.

A inteligência artificial, mais conhecida pelas iniciais I.A.,  é um campo da ciência da computação que nos ajuda na execução de múltiplas tarefas, inclusive a de pesquisar sobre os mais diversos campos do conhecimento humano.

  A inteligência artificial é uma conquista da inteligência humana como instrumento de trabalho, para fazê-lo com mais eficiência e rapidez. Portanto, ela realiza tarefas que o homem levaria muito mais tempo para realizar e o faz muitas vezes com mais competência.

Vamos encontrar a IA nos computadores e nos smartphone ( que são os celulares conectados à internet) nos ajudando a encontrar respostas para muitas perguntas. Uma dessas’ ferramentas de IA que encontramos é a Gêmini do Google, citada pelo ouvinte.

A questão, que o ouvinte nos coloca, é se essa ferramenta, Gêmini, pode nos ensinar Espiritismo.

Podemos dizer que nós ainda estamos numa fase de transição entre o uso dos recursos clássicos de estudo ( como o livro, por exemplo) e as facilidades oferecidas pela inteligência artificial, que nos atende com mais rapidez.

Acreditamos que a IA veio para ficar e, como tudo que depende da inteligência humana, ela tende a se aperfeiçoar cada vez mais ao longo dos anos, já que é uma ferramenta útil de trabalho.

Acreditamos mesmo, depois de fazermos algumas consultas sobre vários pontos da doutrina, tanto na Gêmini como no chat GTP, que, de um modo geral, o Espiritismo tem sido respeitado naquilo que ele tem a dizer e a ensinar.

Com isso queremos dizer que, nos textos da IA que pudemos ler, ainda não observamos nenhum ponto conflitante com as ideias fundamentais da doutrina.

  No entanto, ainda, confiamos mais nos livros de Allan Kardec, até porque consulta no estilo tradicional parece exigir um pouco mais das pessoas e, do ponto de vista didático, ser mais interessante para as primeiras pesquisas sobre a doutrina.

O contato direto com os livros (tanto as obras fundamentais como a Revista Espírita, por exemplo) parece nos dizer mais sobre a origem do Espiritismo e a qualidade do trabalho de Allan Kardec.

Mas, isso não quer dizer que não reconhecemos a validade da IA naquilo que ela nos tem a oferecer, pois achamos que ela ainda deve ser utilizada como um dos instrumentos de estudo.

Por fim podemos afirmar que estamos no início de uma nova era e que ainda não podemos dizer com firme convicção que os livros, na forma original como foram elaborados, possam ser deixados de lado.

domingo, 26 de abril de 2026

O PRINCÍPIO DA REENCARNAÇÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Dentre os temas reveladores oferecidos pelo Espiritismo, o Princípio da Reencarnação oferece dados surpreendentes. Dissipa-se, portanto, a falsa visão mística da questão. Na sequência uma pequena demonstração disso nas respostas às questões geralmente comuns entre aqueles que verdadeiramente querem saber a Verdade. Como ocorre a concepção? Quando o Espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluidico (...), liga-o ao germe para o qual se sente atraído, por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o feto se desenvolve, o laço se aperta; sob a influência do princípio material do embrião, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, com o corpo que se forma. Quando o feto está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e, então, ele nasce para a vida exterior. (G.XI,18) A ligação inicial é no corpo perispiritual do filho com o da mãe. Do ponto de vista físico, através dos condutos naturais, correm os elementos sexuais masculinos, em busca do óvulo, em velocidade de três milímetros, aproximadamente, por minuto. Aos milhares, seguem, em massa para a frente, em impulso instintivo. O futuro óvulo materno, preside ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se. A célula feminina, sofrida a dilaceração da cutícula, enrijece-se cerrando os poros tenuíssimos, recebe o esperado visitante, impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a primeira posição na grande prova. Pouco mais de quatro minutos após atravessar a periferia do óvulo, alcança seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formam agora uma só, convertendo-se do ponto de visa espiritual, num tenuíssimo foco de luz.(...). Prossegue a divisão da cromatina, ajustando-se a forma reduzida do reencarnante, interpenetrando-se com o organismo perispiritico da mãe no microscópico globo de luz, que, impregnado de vida, começa a movimentar-se, sequencia que consome em torno de 15 minutos .(ML,13) - E nos casos de Espíritos que chegam ao Plano Espiritual com as sequelas das desarmonias que desenvolveram no corpo abandonado pelo impositivo da morte? O problema é de natureza espiritual. Durante a gravidez, a mente do reencarnante permanecerá associada à materna, influenciando a formação do embrião. Todo o cosmo celular do novo organismo estará impregnado pelas forças do pensamento enfermiço do que regressa ao mundo, renascendo com as deficiências de que é ainda portador, embora favorecido pelo material genético que recolherá dos pais, nos limites da lei de herança, para a constituição do novo envoltório. Na mente reside o comando. A consciência traça o destino, o corpo reflete a alma. Toda agregação da matéria obedece a impulsos do Espírito. Nossos pensamentos fabricam as formas de que nos utilizamos na vida .(ETC,29)  Como entender as gestações difíceis para a futura mãe? A mulher grávida, além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna, é igualmente constrangida a lhe suportar o contato espiritual, sempre sacrificial quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. A organização feminina, durante a gestação, sofre verdadeira enxertia mental. Os pensamentos do Ser que se acolhe ao santuário íntimo, lhe envolvem totalmente, determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. Se o filho é senhor de larga evolução e dono de elogiáveis qualidades morais, consegue auxiliar o campo materno, prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade, habitualmente dolorosa, em estação de esperanças e alegrias intraduzíveis. (ETC,30) E no caso dos que se situam nas mesmas dívidas e posição evolutiva? Influenciam-se mutuamente. Se a mãe atua de maneira decisiva, na formação do novo corpo, o Espírito atua vigorosamente nela, estabelecendo fenômenos perturbadores em sua constituição de mulher.  A permuta de impressões entre ambos é inevitável e os padecimentos que o reencarnante traz, se imprimem na mente maternal, que os reproduz no próprio corpo. A corrente de troca entre mãe e filho não se circunscreve à alimentação de natureza material, estendendo-se ao intercâmbio constante de sensações diversas (...). As mentes de um e de outro como que se justapõem, mantendo-se em permanente comunhão, até que a Natureza complete o serviço que lhe cabe no tempo. De semelhante associação, procedem os chamados “sinais de nascença”, pois, certos estados íntimos da mulher alcançam, de algum modo o princípio fetal, marcando-o para a existência inteira, já que o trabalho da maternidade assemelha-se a delicado processo de modelagem.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  Um ouvinte fez a seguinte colocação: hoje, com a inteligência artificial, já se possível fazer tudo quanto se quer. Será que a I.A. (Inteligência Artificial) não pode forjar uma comunicação mediúnica e todos acreditarem que foi um Espírito?

É claro que pode. Não  é  preciso de Inteligência Artificial para fazer isso. Qualquer pessoa pode forjar uma comunicação mediúnica, se ela tiver habilidade e interesse em enganar e levar alguma vantagem nisso.

  Por isso, precisamos sempre estar atento a comunicações, que podem não ser autênticas, embora tenham aspecto de verdade. Allan Kardec fala disso em O LIVRO DOS MÉDIUNS, de 1868.

Aliás, nessa obra, Kardec colocou uma série de mensagens, supostamente escrita por Espíritos de renome e que ele analisa e apontas falhas que podem atestar sua falsidade.

A essas mensagens ele deu o nome de “mensagens apócrifas”, lembrando as recomendações do Espírito Erasto, seu orientador em termos de mediunidade, que afirmava “é preferível rejeitar nove verdades e aceitar uma só falsidade”.

As mensagens autênticas, quando os Espíritos julgam necessário e quando o médium oferece condições, sempre deixam transparecer algumas pistas que atestam sua verdadeira origem, convencendo seus familiares que são verdadeiras.

Nas cartas recebidas por Chico Xavier sempre havia referências a familiares, parentes ou amigos do desencarnado e sua família, bem como a situações que somente as pessoas mais íntimas conheciam.

Um caso, que lembramos agora, é o da atriz Nair Bello. A carta enviada por seu filho, desencarnado num acidente, revela um fato que só ela e o filho sabiam, além de mencionar o nome de uma pessoa que ela, o marido e os demais familiares desconheciam.

  No entanto, pesquisando, descobriram que essa personagem foi uma pessoa amiga de gerações anteriores que participara ativamente da vida da família e que estava sempre por perto nas horas difíceis.

Evidentemente, a Inteligência Artificial pode muita coisa, mas uma carta por ela elaborada não poderia mencionar um fato ou uma pessoa que não estivesse inserido no seu programa.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

O ESPIRITISMO E A INFERTILIDADE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 O grande número de casais frustrados diante da dificuldade de gerar filhos do próprio sangue leva-os a buscar respostas não obtidas através dos especialistas no assunto em meio a exaustivos exames físicos. O Espiritismo tem algo a dizer sobre o assunto. O esclarecimento a seguir pertence ao Espírito André Luiz que, como se sabe, exerceu a Medicina em sua ultima existência em nossa Dimensão. Diz ele no livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS (feb, 1958): - Segundo o princípio universal do Direito Cósmico a expressar-se, claro, no ensinamento de Jesus que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”, arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados. Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as consequências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitoriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma espécie. (...)  A mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo. Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no Ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino. No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção. Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesamaternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia. Dessarte, ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste. Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina. (...) Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  Não me consta que a Bíblia aprova a invocação de Espíritos e nem tampouco que fale em reencarnação – afirma um ouvinte. Essas crenças não têm nada a ver com os ensinamentos bíblicos.

  Embora se propague que a Bíblia seja o livro mais lido no mundo podemos afirmar que é o livro mais mal lido, porque muito pouco compreendido.

  Impossível compreender a Bíblia sem conhecer a história de seu povo e os momentos mais significativos de sua evolução como foi a da participação decisiva de Moisés como autoridade política e religiosa.

Hoje, as religiões utilizam a Bíblia como ferramenta para embasar suas crenças, mas, na verdade, para o grande público frequentador de igrejas, somente algumas citações pontuais são repetidamente usadas e não a Bíblia como um todo.

Quando se conhece a história do povo hebreu, utilizando a Bíblia como documento, vamos perceber que, diferentemente dos povos orientais, os hebreus, sob o comando de Moisés bem pouco ou nada sabiam sobre a vida após a morte.

Aliás, Moisés não se interessou por isso, porque as consultas que se faziam aos Espíritos na época – qualquer um podia fazer e do modo que entendia -  ameaçavam a sua autoridade quando ele se dizia inspirado diretamente por Deus, razão pela qual ele não hesitou em proibir qualquer contato com o mundo espiritual.

No entanto, se pegamos o primeiro livro de Samuel, no capítulo 28, vamos encontrar Saul, por volta do século XI A.C., desesperado e sem orientação, procurando uma feiticeira para invocar o espírito de Samuel, um profeta morto. 

Saul busca conselhos sobre a guerra de seu povo contra os filisteus e a feiticeira de Êndor, ao ser questionada por Saul, consegue, de alguma forma, trazer o espírito de Samuel, que é reconhecido por Saul. 

Na época, feiticeira era toda pessoa que tinha alguma relação com o outro mundo. Hoje nós chamaríamos de médium, mas o conceito de mediunidade é coisa nova; só veio com o Espiritismo há pouco mais de 160 anos.

Ou seja, pessoas que, naquela época, demonstravam ter certas faculdades psíquicas - mas que elas próprias nem sabiam como utilizá-las -  eram chamadas de feiticeiras, bruxas ou outro nome qualquer que o povo lhes dava. Na Idade Média muitas dessas mulheres foram sacrificadas nas fogueiras da inquisição, no célebre episódio de “caça às bruxas”.

Contudo, fenômenos – que no Espiritismo chamamos mediúnicos – aconteceram em toda a história bíblica, como aparições de anjos, vozes do além, materializações e outros de efeitos físicos.

Nos evangelhos tais fenômenos chegam ao auge, quando os Espíritos de Moisés e Elias se materializam para conversar com Jesus, sob os olhares atônicos de Pedro, João e Tiago no Monte Tabor.

Porém, o mais extraordinário fenômeno de efeito físico – na linguagem espírita – são as aparições de Jesus após sua morte –um fenômeno típico de materialização, que no Espiritismo chamamos de agênere -  quando o mestre veio aos seus seguidores para confirmar que a vida continua e reavivar a propagação do evangelho.

  Jesus não se preocupou com a reencarnação diretamente, porque ela não fazia parte da crença do povo. Ele não entrou em detalhes a respeito de um tema não era propício para o momento. Apenas deu a entender, em alguns lances isolados, que a reencarnação é uma realidade.

Quanto a isso, basta consultar os evangelhos nos episódios em que Jesus afirma categoricamente que João Batista e Elias era a mesma pessoa, ou seja, na linguagem espírita, que João Batista era Elias reencarnado.

Se bem que a exata compreensão de quem foi Elias e quem era João Batista, nós vamos encontrar lendo vários textos do Antigo e do Novo Testamento a respeito desses dois personagens, Jesus fala expressamente quem era João Batista em Mateus, capítulo 11, versículos de 13 a 15.

 

 

 

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

OS ESPÍRITOS DO SENHOR; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

As - certamente angustiantes - horas que antecederam a prisão de Jesus resultante das tramas urdidas por inimigos, encarnados e desencarnados, segundo relatado no capítulo quatorze do Evangelho atribuído ao discípulo João, demonstram a dificuldade dos seguidores mais próximos em entender o real significado do que o líder e Mestre, estava tentando dizer. No versículo 26, porém ele afirma: -“Eu rogarei a Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de Verdade, que o mundo pode receber, porque não o vê nem conhece; mas vos o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (...). Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Quase 20 séculos se passaram e, no prefácio de uma das obras básicas do Espiritismo – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO -, Allan Kardec inseriu trecho de uma mensagem assinada pelo Espírito da Verdade – supostamente o próprio Jesus - dizendo: -“Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se movimenta ao receber a ordem de comando, espalham-se sobre toda a face da Terra. Semelhantes a estrelas cadentes, vem iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos. Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos”. Observa-se que no texto não fica explícita essa ação seja em nome do Espiritismo, restringindo-a, portanto.  Embora o trabalho de observações e pesquisas de Kardec tenham se iniciado somente em 1854, mensagem de um Espírito identificado como Dr. Barry, inserida no capítulo dezoito do livro A GÊNESE revela que as ações dos Espíritos do Senhor, se iniciaram um século antes da Codificação dos princípios espíritas. Vários fatos confirmam que os chamados fenômenos de efeitos físicos, a princípio, e, intelectuais, na continuidade, já atraiam atenções na Europa e América do Norte. O livro JOANA D’ARC POR ELA MESMA, recebida pela médium Ermance Dufaux, quando ela contava apenas 14 anos, foi publicada em 1855, dois anos antes d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Concluída a tarefa de Kardec, teria se interrompido tal processo? A lógica e o bom senso dizem que não. Considerando a condição espiritual de encarnados e desencarnados, problemas culturais, interferências decorrentes do personalismo, após a desencarnação do professor Rivail que se ocultava no pseudônimo Allan Kardec, em todo planeta prosseguiu o trabalho dos Espíritos do Senhor, semeando as verdades ofuscadas pelas ambições humanas ao longo dos quase 20 séculos transcorridos desde a passagem de Jesus por nossa Dimensão. Se nos aprofundarmos no conhecimento sobre o surgimento de muitas obras e descobertas que influenciaram movimentos e inovações no pensamento da coletividade humana, constataremos que a ação da Espiritualidade fica evidenciada. A dinâmica, se deu através de AÇÕES OBJETIVAS (mediunidade ostensiva dos efeitos inteligentes e efeitos físicos) e de AÇÕES SUBJETIVAS (mediunidade oculta – inspiração - na literatura, artes, cultura, cinema, terapias psicológicas, novas propostas filosófico / religiosas). Inúmeras podem ser essas constatações, entendidas a partir de dois comentários presentes n’ O LIVRO DOS MÉDIUNS. No item 294: “Quando é chegado o tempo de uma descoberta, os Espíritos encarregados de dirigir-lhe a marcha procuram o homem capaz de conduzi-la a bom termo, e lhe inspiram as ideias necessárias, de maneira a deixar-lhe todo o mérito, porque, essas ideias, é preciso que as elabore e as execute. Ocorre o mesmo com todos os grandes trabalhos de inteligência humana”. E, no item 183: -“Artistas, sábios, literatos, são sem dúvida, Espíritos avançados, capazes por si mesmos de compreender e de conceber grandes coisas; ora, é precisamente por que são julgados capazes, que, os Espíritos que querem o cumprimento de certos trabalhos lhes sugerem as ideias necessárias, e é assim que, o mais frequentemente, são médiuns sem o saberem. Tem, no entanto, uma vaga intuição de uma assistência estranha, porque quem apela para a inspiração, não faz outra coisas senão uma evocação”. Apenas para citar alguns na categoria de subjetivas, destacamos três exemplos, por localidade e cronologia: 1- Paris (FR) – 1903 – Investigando o possível fenômeno de exteriorização da consciência em estado de transe, o engenheiro Albert de Rochas, depara-se com a regressão de memória a vidas passadas. 2 - Suécia – 1959 – Friedrich Juergenson capta pela primeira vez vozes de Espíritos desencarnados através de um gravador magnético enquanto tentava registrar o canto de pássaros. 3 - Colorado (EUA) – 1966 – Ian Stevenson, catedrático de Psiquiatria na Universidade da Virgínia, publica VINTE CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE 

Gostaria de saber se a explicação da inteligência artificial Gemini sobre a respostas dos Espíritos à questão 664 do L.E. está correta?

  A questão apresentada pela Gêmini é a seguinte: “É inútil orar pelos mortos e pelos sofredores? E, neste caso, como podem as nossas preces lhes proporcionar alívio e abreviar os sofrimentos? Têm elas o poder de fazer dobrar-se a Justiça de Deus?”

Eis o que diz a IA -  “A resposta dos espíritos é que a prece não muda a justiça divina, mas pode ser um poderoso instrumento de auxílio e consolo para aqueles que sofrem.

As preces, quando sinceras e cheias de amor, podem proporcionar alívio e consolo, podem suavizar o sofrimento dos espíritos, trazendo-lhes esperança.

Elas podem fortalecer a fé e o arrependimento. Podem inspirar nos espíritos sofredores um sentimento de arrependimento e fé em Deus, auxiliando-os em sua jornada de evolução.

A prece pelos outros fortalece os laços de amor e solidariedade entre os seres, demonstrando a importância da fraternidade universal.

  Podem atrair espíritos protetores e benfeitores, que podem assistência aos espíritos sofredores.

Em resumo: a prece pelos mortos e pelos espíritos sofredores é útil, pois, embora não altere a justiça divina, pode trazer alívio, esperança e fortalecer os laços de amor e solidariedade entre os seres”.

Por fim, respondendo ao nosso ouvinte perguntador, podemos dizer que a resposta da inteligência artificial está correta.

 

domingo, 19 de abril de 2026

O SURPREENDENTE E INCANSÁVEL CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Além das riquíssimas informações sobre sua atividade no campo do livro espírita, Chico Xavier foi protagonista de inúmeros fatos testemunhados por inúmeras pessoas mostrando a diversidade de suas percepções no campo da mediunidade. No depoimento de pessoas cuja credibilidade é insuspeita, recolhemos algumas passagens do conhecimento dos que as testemunharam. Alguns estão preservados no livro LUZ BENDITA (ideal,1977), organizado pelo querido amigo Rubens Silvio Germinhasi para celebrar o cinquentenário do trabalho ininterrupto de Chico Xavier. Pertencem à hoje também desencarnada Maria Philomena Aluotto Beruto, dirigente por várias décadas da UEM- União Espírita Mineira, no estado de Minas Gerais.  Dentre suas lembranças ali contidas, destacamos duas. Diz ela: - Valendo-nos da oportunidade de nossa presença em sua casa, em Uberaba outro acontecimento mediúnico. Encontrava-se ali o comandante Santinônimo (assim entendemos o seu nome), que nos relatou singular ocorrência. Aterrisara ele seu avião em pequena cidade do interior do Maranhão, a fim de pernoitar e levantar voo na manhã seguinte. Como a temperatura estivesse elevada, deixou aberta a janela do quarto, pensando fechá-la mais tarde, antes de adormecer, o que não fez, porque dormiu profundamente. Mais ou menos às 4 horas da madrugada, despertando, lembrou-se da janela aberta. Levantou-se para fechá-la, mas verificou, surpreso, que estava fechada. Estranhou, naturalmente, o fato, mas logo o esqueceu. Semanas depois foi a Uberaba para visitar o Chico, que o recebeu com as seguintes palavras: "Meu caro Santinônimo, que susto você me deu, deixando aberta a janela do hotel! Receoso de que algo lhe acontecesse, fui fechá-la, enquanto você dormia! Relato, agora. outro episódio revelador da personalidade espiritual de Chico Xavier, ocorrido por ocasião de sua vinda a capital mineira para receber, na Secretaria de Saúde, em 8 de novembro de 1974, o diploma de Cidadão de Belo Horizonte. Dia seguinte, visitou a União Espírita Mineira. Após 7 horas de atendimento aos que o procuravam, com a bondade de sempre, fomos surpreendidos com ruidosa manifestação em um grupo de pessoas que vinham em nossa direção. Empunhando uma arma, alguém bradava: "Ninguém vai tocarem Chico Xavier: Eu o defenderei de qualquer um. Ele é um santo!" Notava-se o desequilíbrio da pessoa, o que aumentava a apreensão de todos, especialmente porque em sua mão havia a realidade de uma arma de fogo, de grosso calibre... A movimentação aumenta no recinto, uns se apavorando, outros procurando correr, e outros, ainda, tentando controlar a pessoa. O Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe se em silêncio, permanecendo, contudo, no recinto. Descemos ao andar térreo pensando em providências defensivas, e, para, nosso alívio, um jipe com militares da PMMG estaciona junto ao meio-fio e os seus ocupantes, comandados por um distinto sargento, vêm ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras:

"Graças a Deus vocês chegaram em boa hora: estamos com problemas lá em cima!" E antes de qualquer explicação, para surpresa, nossa, o Chefe da Patrulha fala: "Não tem nada não, vamos subir. O senhor Chico Xavier FOI NOS CHAMAR NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA, onde nos encontrávamos em serviço de ronda. Viemos logo atender ao chamado!" Fora evidente o fenômeno de bilocação. Em poucos minutos a situação normalizava-se. O difícil foi impedir os nossos estarrecidos comentários...

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Gostaria de saber qual se, quando as pessoas da família ficam brigando por causa de herança, se isso afeta o Espírito, que era dono dessa herança, e se ele pode ajudar a resolver esse problema. ( Fabrício)

Já tivemos oportunidade de relatar um caso que, há muitos anos, aconteceu em nossa cidade.

Uma jovem de classe média, um tanto assustada, nos procurou para contar que, após o enterro de sua tia, os parentes se reuniram em sua casa, quando passaram a falar sobre os bens que essa tia havia deixado, traçando desde logo um breve plano de partilha.

Ali se encontravam vários irmãos da falecida, reunidos numa sala, alguns residentes noutras localidades. De repente uma das irmãs se levantou num ímpeto e passou a repreender a todos em altos brados, dizendo que eles não a respeitavam mesmo depois de morta.

O susto foi grande. Todos ficaram paralisados, sem dizer palavra, até que, após a repreensão, a tia que fizera o papel de médium se calou, quase desfalecida, sendo logo amparada pelos demais e afirmando nada se lembrar do ocorrido.

Como a família é católica, logo procuraram o padre local, pedindo que viesse benzer a casa. O padre disse que minha tia tivera apenas um momento de exaltação, mas que não ocorrera nada de sobrenatural.

A jovem não se conformou com a explicação do sacerdote e por isso nos procurou para saber o que os espíritas pensavam a respeito.

Nós explicamos que, às vezes, o fenômeno de comunicação mediúnica, logo após a morte, pode ocorrer e que tudo levava a crer, segundo a narrativa da jovem, que realmente se tratava da comunicação de sua tia.

De qualquer forma, a lição ficou e, com certeza, os familiares da desencarnada, passariam a tomar mais cuidado em relação a providências que deveriam tomadas quanto à partilha do espólio.

É claro que as nossas atitudes em relação à herança, se não se pautarem pelo respeito uns aos outros e pelo equilíbrio, podem atormentar o desencarnado, principalmente aquele que estiver mais apegado aos bens que deixou.

Por isso, devemos atentar para a importância do lado espiritual da vida, compreendendo que nossos verdadeiros valores são os espirituais e não os materiais.

 

 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

MEMÓRIAS REMOTAS NO COMPORTAMENTO SOCIAL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Atavismo segundo o dicionário é o reaparecimento numa pessoa das características de um antepassado que permaneceram escondidas por muitas gerações. No sentido figurado é sinônimo de hereditariedade ou o aparecimento de características biológicas, intelectuais ou comportamentais. Analisado o fenômeno do ponto de vista do Espiritismo, é o ressurgimento nas ações e reações do indivíduo de referências arquivadas na memória integral do Ser, da Individualidade, do Espírito. Conforme explicações possíveis de serem acessadas num estudo criterioso da questão da reencarnação explicada pela Doutrina Espírita, a hereditariedade biológica subordina-se à hereditariedade psicológica. O Psiquiatra Jorge Andreia que o fez concluiu que “o Espírito aproveita os potenciais genéticos dos pais, manipulando a dança dos cromossomos na destinação dos fatores hereditários”. Nas obras do Espírito - também médico - conhecido como André Luiz,  recolhemos que “quanto mais vastos os recursos espirituais de quem retorna à carne, mais complexo é o mapa de trabalho a ser obedecido”. Historicamente sabe-se que as religiões institucionalizadas causaram grande prejuízo à evolução do pensamento científico da Humanidade da Terra. A sujeição da Ciência no lado Ocidental do Planeta não tem dois séculos. Associando a visão do atavismo com o desenvolvimento da ciência, da formação de pesquisadores, enfim daqueles que buscam a Verdade naturalmente conclui-se que a isenção certamente não garante que conceitos e preconceitos gravados na memória de profundidade dos diretamente envolvidos no meio que persegue respostas interfiram nos resultados. No século 20, por exemplo,  inúmeras obras, algumas relatando trabalhos desenvolvidos dentro de critérios considerados científicos na visão acadêmica do termo, foram publicados, sem que tenham sido reconhecidos ou considerados pelo meio. Mais ou menos como aconteceu com as proposições do médico Franz Anton Mesmer sobre o magnetismo humano; com a hipnose de James Braid e do Abade Faria; da Homeopatia do médico Samuel Hannemman, superficialmente avaliados pela Comunidade Científica à época do seu surgimento. Sabe-se que à época, inicio do século 19, da França se irradiava a grande virada no campo da cultura que influenciaria o porvir, operando grandes mudanças na visão das coisas. A intolerância, filha preferida da ignorância limitou o aprofundamento das pesquisas sobre, por exemplo, reencarnação do Engenheiro Albert De Rochas descritas no livro VIDAS SUCESSIVAS (1905) que foi por causa das revelações contidas em seu livro foi afastado do cargo de dirigente da Escola Politécnica de Paris; não considerou o respeitável trabalho do Psiquiatra Ian Stevenson descrito na obra VINTE CASOS DE REENCARNAÇÃO (1966); não avaliou o resultado das experiências de Morey Bernstein apresentados no livro O CASO BRIDEY MURPHY; o fenômeno Edgard Cayce relatado em O PROFETA ADORMECIDO. No Brasil, as pioneiras experiências do Psiquiatra Inácio Ferreira contadas no livro NOVOS RUMOS À MEDICINA (1946) ou do Engenheiro Hernani Guimarães Andrade reunidos em A REENCARNAÇAO NO BRASIL; Hermínio Correia de Miranda com A MEMÓRIA E O TEMPO e EU SOU CAMILLE DEMOULIN ou mesmo dos profissionais da saúde mental e comportamental Hellen Wanbach; Edite Fiore ou Brian Weiss. Foram 16 séculos e milhares de gerações desde que o assunto foi proibido por decisão político-religiosa. Dependeremos de quantas gerações para que sejam franqueadas as portas do conhecimento para que as questões da saúde sejam avaliadas de uma forma mais ampla, considerada a condição integral do Ser Humano?

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Até hoje, passados mais de um século e meio de Allan Kardec, a ciência não descobriu esse tal de fluido magnético. Não é estranho que os aparelhos ultrassensíveis inventados pela ciência ainda não tenham feito nenhum registro?

A ciência partirá para isso certamente, mas não agora. Isso porque ainda estamos distantes de uma condição que nos permite viver mais fraternalmente uns com os outros.

Temos observado que, ao longo da História, as descobertas e invenções têm uma grande relação com o desenvolvimento moral do ser humano.

O ouvinte pode estranhar porque estamos dizendo isso.  Mas a verdade é que a humanidade só vai dar um passo decisivo para desvendar o mundo espiritual quando ela estiver espiritualmente mais evoluída para poder compreender o significado da mensagem de Jesus.

Você já imaginou se hoje o homem descobrisse a natureza do pensamento, a maior força do mundo na linguagem de Guimarães Andrade, se ele não utilizaria esse recurso (o poder do pensamento) para explorar e prejudicar o semelhante em busca de metas materiais?

A invenção da internet, que só ocorreu há pouco tempo e que possibilita uma comunicação rápida e fácil entre todos os habitantes do mundo, já está trazendo inúmeros problemas, na medida em que está sendo utilizada para a prática de crimes. Os crimes cibernéticos hoje constituem uma grande preocupação para os governos de todo o mundo.

O mesmo podemos dizer se a ciência desvendasse esse fluido magnético que, para muita gente, ainda é uma fantasia, uma ficção, pois não teria existência real. Portanto, é bom que, por enquanto, ele permaneça desconhecido para não se tornar mais uma arma contra a humanidade.

Essa força natural, o fluido magnético, com a qual nos alimentamos e que emana de de nós é um fator ainda desconhecido da ciência, embora esteja presente em todos os momentos de nossa vida.

Quando aplicamos passe numa pessoa (assim como fez Jesus), procuramos oferecer esse elemento que aciona os recursos curativos dessa pessoa ajudando-a no seu equilíbrio psíquico e orgânico.

Nesses momentos, em gera, no centro espírita, contamos com a cobertura de amigos espirituais que, aproveitando a nossa condição de médium, trazem do mundo espiritual outros elementos que nos ajudam na operação que está sendo realizada.

O fluido magnético que transmitimos ao paciente, disseram os Espíritos a Kardec, deriva do fluido universal, que a ciência ainda não descobriu, tanto quanto do chamado fluido vital, responsável pela manutenção da vida.


 

 

 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O CAMINHO PARA UM MUNDO MELHOR; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Profissional espírita ligada à saúde mental e comportamental afirmou em interessante palestra que “a criança nada mais é que um Espírito num corpo pequeno. A visão dá margem a inúmeras reflexões até porque Allan Kardec reproduzindo o pensamento dos que o auxiliaram na elaboração do alicerce do Espiritismo enfatiza mais uma vez que o descaso com a formação da nova personalidade do Ser a cada encarnação conduz a sociedade aos descalabros como os observados na atualidade. Como construirmos um mundo melhor sem investimentos na criança e no jovem? Fácil concluir que o Centro Espírita tem um papel preponderante nessa tarefa. Há, contudo muitas instituições que não reconhecem o valor dessas ações. Dentre as importantes contribuições da Espiritualidade para o encaminhamento da questão da Evangelização Infanto-Juvenil, os livros do Espírito Luiz Sergio reúnem apontamentos valiosos. Num deles – CASCATA DE LUZ, psicografado pela médium Irene Machado – encontramos elementos para reflexões sobre o tema. Destacamos alguns: 1- Atualmente a criança e o jovem não têm o mesmo modo de pensar de tempos atrás. O que fazer para tomar agradável a evangelização, a fim de ser melhor  aproveitada por todos? —  Evitar a lição longa e entediante, e embelezar as lições práticas com encenações de palco, onde o aluno também participa, e depois a descoberta das aptidões. Dificilmente sentirão enfado e sono. 2- O jovem tem lá fora o que a vida Lhe dá; o atrativo é muito  forte. Se nós, os Espíritos, não nos unirmos com os encarnados em prol da família, veremos o que mais acontece hoje: meninas e meninos brincando de sexo. Devemos combater o aborto, sim, mas também levantar campanhas em prol da família e da felicidade, trazendo a criança e o jovem para os ambientes espíritas. Um Centro bem orientado é a “arca de Noé”, o recanto que irá salvar aquele que o buscar. 3-  Muitos julgam que o jovem na Doutrina só deve cantar e fazer a Campanha Auta de Souza. O jovem é uma semente que precisa do solo fértil para se tornar uma bela árvore, onde amanhã encontraremos abrigo, e cujos frutos, graças à água que hoje lhes ofertamos, serão saborosos e verdadeiros. A Casa que se preocupa com a família faz das suas crianças e jovens as flores do amanhã. O difícil é trazer o jovem para a Casa Espírita, quando lá fora o mundo material oferece uma “vida fácil”, onde tudo lhe é permitido. Não que a Doutrina proíba algo, mas ela faz brilhar nas consciências o Decálogo, e aí é doloroso constatarmos o quanto somos errados ainda.  4- Lá fora o jovem não tem compromisso  com a Lei de Deus. Ele se considera o dono da Terra, tanto é que brinca de viver, por isso qualquer Casa Espírita precisa dar ao jovem motivação, caso contrário ele fugirá dela. Hoje, com pesar, percebemos que poucas senhoras e senhores espíritas têm os seus filhos na Doutrina. Causa­-nos assombro esses mesmos senhores dizerem que o tóxico não é assunto para ser tratado pelos espíritas. Ao mesmo  tempo, levantam campanhas contra o suicídio. E o que é a droga? E o que vem ceifando  vidas dos jovens do mundo inteiro. Os espíritas que são contra falar de tóxico nos Centros deveriam visitar as cadeias e os hospitais. Façam um levantamento das causas dos desencarnes de jovens devido a problemas respiratórios e paradas cardíacas. A família esconde muitos casos, para que no  atestado não conste o  verdadeiro motivo do óbito: o suicídio por overdose. Feliz do Centro Espírita que oferece estudo e trabalho. 5- Para levarmos a juventude à Doutrina é necessário educá­-la de maneira tal que não seja vítima do fanatismo. O jovem tem de sentir­-se útil e não pode ficar preso à letra. O seu  campo energético está transbordando e pede trabalho à Casa. Se os deixarmos sentados, apenas estudando, irão buscar outros meios para dispersar o que têm em demasia: energia. Mocidade sem tarefas causa desinteresse ou  atritos com a diretoria

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  Se a guerra é um mal, o pior de todos os males, por que Deus, que é bom, permite que ela aconteça? Isso não é contraditório com a existência de Deus?

Deus sabe o que faz. Como Ele é todo poder e toda bondade, tudo permite que aconteça, porque tudo – absolutamente tudo – concorre para os seus elevados desígnios

Não disse Jesus: “É necessário que o escândalo venha, mas daquele por quem o escândalo vier”?

O problema é que nós queremos entender Deus da mesma forma que uma criança em tenra idade tenta compreender as atitudes dos pais.  Há muita coisa que está além da nossa compreensão.

Mas o ponto principal nessa questão é relativa à liberdade, que Deus nos dá, para tocarmos a vida consoante o nosso entendimento.

Se existe guerra – que, para nós, é o mal de todos os males -  é porque ainda não encontramos uma forma melhor de resolver nossos problemas. E o maior problema não está fora, está dentro de cada um de nós.

Isso significa, em linhas gerais, que não conseguimos resolver nem mesmo nossos problemas pessoais no seio de nossa família. E nisso está a preocupação de Jesus.

Não foi quem disse “amai o próximo como a si mesmo”. Ora, por acaso, já aprendemos a nos amar a nós mesmos?

Será que não vivemos em guerra constante conosco mesmos, porque, no fundo, não nos entendemos?

A obra de Deus é tão perfeita que Ele decidiu dar a cada um de nós o direito de ser único, diferente de todos os demais

Esse caráter da criação demonstra que Deus não quis criar seres submissos, mas seres livres que criassem seus próprios caminhos.

É por isso que Deus não nos obriga a nada e, é por isso, que enquanto não palmilharmos o caminho do autoconhecimento não nos entenderemos.

A guerra nada mais é do que uma forma de expressar nossa ignorância, achando que podemos ser mais que os outros, mas, na verdade, não estamos conseguindo ser mais do que nós mesmos.

A guerra, portanto, é a manifestação dessa incapacidade de nos aceitarmos como somos para sabermos aceitar os outros a serem o que são.

  Guerras sempre existiram, violência sempre existiu, mas Deus não se abala com isso, porque tudo está previsto em seu Plano e vencer etapas tão complicadas será questão de tempo.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

SEXO ALÉM DA MORTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 “...seu filho anda partido em dois, tamanho é o meu anseio de realizar-me na condição de homem(...). Muitos rapazes se desligam facilmente desses anseios. Tenho visto centenas que me participam estarem transfigurados pela religião e outros adotam exercícios de ioga com o objetivo de cortarem essas raízes da mocidade com o mundo(...).Meu tio Ivo fala em amor entre jovens apenas usufruindo o magnetismo das mãos dadas, e até já experimentei, mas a pequena não apresentava energias que atraíssem para longos diálogos sobre as maravilhas da vida por aqui. Fiz força e ela também; no entanto, nos separamos espontaneamente, porque não nos alimentávamos espiritualmente um ao outro. Creio que meu caso é uma provação que apenas vencerei com o apoio do tempo(...). Dizem por aqui que os pares certos trocam emoções criativas e maravilhosas no simples toque de mãos; no entanto, estou esperando o milagre”. O desabafo foi feito por Ivo Barros Correia Menezes à mãe, em carta psicografada por Chico Xavier, seis anos após seu desencarne aos 18 de idade, quando o veículo em que se encontrava com amigos foi colhido por ônibus cujo motorista ultrapassou o sinal vermelho. Embora o sexo além da morte não tenha sido objeto de mais aprofundados estudos por Allan Kardec, os Espíritos que auxiliaram no cumprimento do programa desenvolvido através do médium de Pedro Leopoldo, deixaram importantes subsídios para nossas reflexões. André Luiz, por exemplo, acompanhando a benfeitora Narcisa num atendimento num dos pavilhões em que começava a servir na colônia descrita em NOSSO LAR (feb), atraído por gritaria próxima, foi contido por ela, no instintivo movimento de aproximação, ouvindo dela: “- Não prossiga, localizam-se ali os desequilibrados do sexo. O quadro seria extremamente doloroso para seus olhos”. MISSIONÁRIOS DA LUZ (feb), expõem situação verificada com  Marcondes que “no desdobramento natural do sono físico deveria estar em palestra proferida durante a madrugada pelo Instrutor Alexandre, em instituição localizada na Crosta e que é localizado em seu quarto de dormir, parcialmente desligado do corpo que descansava com bonita aparência, sob as colchas rendadas (...), revelando posição de relaxamento, característica dos viciados do ópio, tendo a seu lado, três entidades femininas” - definidas por André como da pior espécie de quantas já tinha visto nas regiões das sombras -, em atitude menos edificante, atraídas, segundo disseram pelos pensamentos curtidos pelo encarnado no dia anterior”.  O caso de Odila apresentado no ENTRE A TERRA E O CÉU (feb), mostra a situação de mulher desencarnada, evidenciando no corpo espiritual, o centro genésico plenamente descontrolado, não querendo senão o marido, em vista do apego enlouquecedor aos vínculos do sexo, que a paixão nada faz senão desvirtuar”. Segundo análise do Instrutor Clarêncio, embora “possua admiráveis qualidades morais, jazem eclipsadas. Desencarnou em largo vigor de seu idealismo, sem uma fé religiosa capaz de reeducar lhe os impulsos, justificando-se desse modo a superexcitação em que se encontra”. Calderaro, o Benfeitor apresentado em NO MUNDO MAIOR (feb), explica que “a sede do sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização”.  Na mesma obra, acompanhando tarefa socorrista efetuada em recinto reservado de um clube de dança, André observa: “-Algumas dezenas de pares encarnados dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava. Indefinível e dilacerante impressão dominou-me o Ser. Não provinha da estranheza que a indiferença dos cavalheiros e a leviandade das mulheres me provocaram; o que me enchia de assombro era o quadro que eles não vinham. A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da música inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis”. Comentando a cena, o Orientador diz: “- Observamos, neste recinto, homens e mulheres dotados de alto raciocínio, mas assumindo atitudes de que muitos símios talvez se pejassem(...). Muitos deles são profundamente infelizes, precisando de nossa ajuda e compaixão. Procuram sufocar no vinho ou nos prazeres certas noções de responsabilidade que não logram esquecer”.  Finalizando, porém, destacamos um que de certo modo surpreende por sua peculiaridade. Provém do E A VIDA CONTINUA (feb), envolvendo Ernesto Fantini que, vários meses após ter desencarnado, ansioso, retorna ao lar que fora dele defrontando-se com um quadro que jamais poderia imaginar. Conta: “-Elisa – a esposa -, descansava... O corpo magro, o rosto mais profusamente vincado de rugas e os cabelos mais grisalhos. No entanto, junto dela, estirava-se um homem desencarnado”. Tratava-se de colega de infância, cuja amizade conservara adulto e que, embora também casado, pressentia nutrir atração anormal por sua esposa, a qual, a compartilhava. Anos antes, acreditava ter eliminado o rival numa caçada – na verdade atingido por tiro fatal desferido por outro – e, desligado compulsoriamente do corpo, passou a viver a partir de então  na casa e na cama com a pretendida  que o percebia pela ignorada mediunidade, ao longo do anos que se seguiram até aquele momento de reencontro”.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Os Espíritos, lá do plano espiritual – digo assim, aqueles que estão mais próximos de nós aqui na Terra – também se interessam por política, futebol e religião, etc.?  Eles podem influenciar os encarnados que se interessam por isso?

O fato em si de a pessoa desencarnar, no fundo, não muda de imediato seus interesses pelos assuntos do mundo em que viveu, mas a forma como esses interesses vão se manifestar depende muito de sua condição espiritual.

  Assim como uma pessoa, aqui na Terra, muitas vezes precisa pôr seus interesses de lado, quando fica doente ou quando ela entra numa fase muito difícil de sua vida pessoal, que a impede de prosseguir no caminho que escolheu, isso também acontece com os Espíritos no mundo espiritual.

É por isso que dissemos que essa atuação ou esse envolvimento depende de sua condição espiritual do desencarnado, mas a tendência é preservar valores e sentimentos o que lhe pareciam mais importantes nesta vida.

Assim é natural que existam Espíritos ligados à política, outros ao esporte, outros às artes, outros à ciência e outros à religião, cada qual dando a participação que está a seu alcance.

Há, por exemplo, Espíritos mais elevados que atuam junto aos homens de bem em suas diferentes ocupações para ajudá-los a desempenhar bem a sua tarefa e contribuir para o bem da sociedade.

Assim, precisamos nos conscientizar que nunca estamos sozinhos, seja qual for a atividade que realizamos ou o papel que desempenhamos no cenário da vida.

Há os bons e os maus intencionados e, dependendo do nosso caráter, de nossos propósitos – se esses propósitos são bons ou maus – podemos saber com que tipo de companhia nós contamos no dia a dia.

Você poderia perguntar se há Espíritos que atuam na área da criminalidade, e não é difícil responder. É claro que sim.

O que eles ganhariam com isso? São Espíritos espiritualmente doentes, que estão ligados às pessoas envolvidas no crime.

Mas há, sobretudo, os que estão ligados às boas causas, empregando para isso sentimentos que já levaram daqui, mas que no mundo espiritual pode se mostrar mais intensos.

O importante é que cada um de nós se conscientize de que o Bem é Deus.  Se estamos nos dedicando a uma atividade ou a uma causa, devemos saber discernir de que lado estamos e o que nos compete fazer, para sermos úteis aos outros e a nós mesmos.

Disso depende a companhia espiritual que atraímos e a proteção que podemos receber, guardando a consciência de que só o Bem nos levará à felicidade que buscamos.

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

QUAL A NOVIDADE? EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Há pessoas que perguntam quais são as conquistas novas que devemos ao Espiritismo. Do fato de que não dotou o mundo de uma nova indústria produtiva, como o vapor, concluem que nada produziu. A maioria daqueles que fazem esta pergunta não se dando ao trabalho de estudá-lo, não conhece senão o Espiritismo de fantasia, criado pelas necessidades da crítica, e que nada tem de comum com o Espiritismo sério; não é, pois, espantoso que se pergunte o que pode dele ser o lado útil e prático. Teriam-no aprendido se tivessem ido procurá-lo em sua fonte, e não nas caricaturas que dele fizeram aqueles que têm interesse em denegri-lo. Numa outra ordem de ideias, alguns acham, ao contrário, a marcha do Espiritismo muito lenta para o gosto de sua impaciência; espantam-se de que não haja ainda sondado todos os mistérios da Natureza, nem abordado todas as questões que parecem ser de sua alçada; gostariam de vê-lo todos os dias ensinar novidade, ou se enriquecer de uma nova descoberta; e, do fato de que ainda não resolveu a questão da origem dos seres, do princípio e do fim de todas as coisas, da essência divina, e algumas outras da mesma importância, concluem que não saiu do alfabeto, e que não entrou no verdadeiro caminho filosófico, e que se arrasta nos lugares comuns, porque prega sem cessar a humildade e a caridade. "Até este dia, dizem eles, não nos ensinou nada de novo, porque a reencarnação, a negação das penas eternas, a imortalidade da alma, a gradação através dos períodos da vitalidade intelectual, o perispírito, não são descobertas espíritas propriamente ditas; é preciso, pois, caminhar para descobertas mais verdadeiras e mais sólidas." Cremos dever, a este respeito, apresentar algumas observações, que não serão nada de novo, mas há coisas que é útil repetir sob diversas formas. O Espiritismo, é verdade, nada inventou de tudo isto, porque não há de verdades absolutas senão aquelas que são Eternas, e que, por isto mesmo, deveram germinar em todas as épocas; mas não é nada de tê-las tirado, senão do nada, ao menos do esquecimento; de um germe haver feito uma planta vivaz; de uma ideia individual, perdida na noite dos tempos, ou abafada sob os preconceitos, haver feito uma crença geral; de ter provado o que estava no estado de hipótese; de ter demonstrado a existência de uma lei naquilo que parecia excepcional e fortuito; de uma teoria vaga ter feito uma coisa prática; de uma ideia improdutiva haver tirado aplicações úteis? Nada é mais verdadeiro do que o provérbio: "Não há nada de novo sob o Sol," e esta própria verdade não é nova; também não é uma descoberta das quais não se encontrem os vestígios e o princípio em algum lugar. Nessa conta Copérnico não teria o mérito de seu sistema, porque o movimento da Terra havia sido suspeitado antes da era cristã. Se fosse coisa tão simples, seria preciso, pois, encontrá-la. A história do ovo de Colombo será sempre uma eterna verdade. Além disso, é incontestável que o Espiritismo tem muito a nos ensinar; é o que nunca cessamos de repetir, porque jamais pretendemos que ele tenha dito sua última palavra. Mas do fato de que resta ainda a fazer segue-se que não tenha saído do alfabeto? Seu alfabeto foram as mesas girantes, e desde então deu, isto nos parece, alguns passos; parece-nos mesmo que tem a fazer bastante grandes em alguns anos, se o compararmos às outras ciências que aportaram séculos para chegar ao ponto onde estão. Nenhuma chegou ao seu apogeu do primeiro salto; elas avançam, não pela vontade dos homens, mas à medida que as circunstâncias colocam sob o caminho de novas descobertas; ora, não está no poder de ninguém comandar essas circunstâncias, e a prova disto é que, todas as vezes que uma ideia é prematura, ela aborta, para aparecer mais tarde em tempo oportuno. (RE/8/65)


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Vi um filme recente sobre Sigmund Freud, o pai da Psicanálise. Ele discutia com um médico sobre a existência de Deus. No filme ele negava o Deus da Bíblia, porque acha que se tratava de um mito, como outros mitos da história. Mas eu percebi que não se refere ao Deus de que trata do Espiritismo. Será que Freud nunca leu nada sobre o Espiritismo?

É possível que não. Pelo que sabemos quem leu algo sobre o Espiritismo foi Carl Gustav Jung, um de seus principais discípulos. Jung acabou entrando em confronto direto com seu mestre justamente por causa da intransigência de Freud na questão religiosa, e até rompeu relações com ele.

Se você quiser saber o que Jung pensava sobre religião e espiritualidade, e até sobre fenômenos anímicos e mediúnicos que ele próprio vivenciou em toda a sua vida, leia com atenção o livro de sua autoria, MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÃO, da Editora Record. Nesse livro Jung discute demoradamente esta questão.

É incrível que aconteceu na vida de Jung, conforme detalhados relatos desse livro, que é quase uma biografia do autor, porque se reporta à sua vida desde a infância. Após escrever esse livro Jung pediu à sua secretária o editasse somente depois de sua morte, temendo que seu depoimento o comprometesse perante a comunidade científica.

  Os cientistas, de um modo geral, têm medo de tratar desse tema, porque aqueles que o fizeram no passado foram mal vistos e discriminados pelos colegas e alguns acabaram esquecidos e até execrados, mesmo tendo realizados importantes descobertas para a ciência. Há uma relação deles que, oportunidade, estaremos trazendo a este programa.

Para a comunidade cientifica, caro jovem, o tema Deus ou religião é considerado tabu: segundo o conceito geral, o cientista que se preza não deve se envolver com essa questão. Isso decorre em parte da perseguição que muitos cientistas sofreram por parte da religião, quando se propuseram a estudá-la.

Evidentemente, dentro da concepção de Allan Kardec, a ciência não tem meios de se ocupar com o estudo de Deus (que é um tema estritamente filosófico), mas ela pode estudar com seriedade os fenômenos que envolvem espiritualidade, como fatos mediúnicos e reencarnação.

Mesmo assim, os poucos que se propuseram a investigar esse campo de estudo, sempre tiveram que enfrentar o preconceito daqueles que se negam a encarar uma nova ordem de fenômenos que, na verdade, não estão fora das leis naturais.

Freud, como outros pesquisadores, alimentaram fortes preconceitos a respeito e não tiveram coragem de verificar mais a fundo a mente humana que, aliás, é um caminho para entrarmos na questão da vida após a morte e da reencarnação.

Esse foi um dos principais motivos porque Freud e Jung se separaram, uma vez que Jung estava convencido da sobrevivência da alma, embora não tivesse integrado esse tema na sua teoria psicanalítica, conforme podemos verificar pela obra citada: MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES.

Contudo, o físico Amit Goswami, para solucionar a relação Deus-ciência, em sua obra A FÍSICA DA ALMA, sobre o Deus do Antigo Testamento afirma: “Esse Deus não é, de fato, necessário em nossa ciência.

“Mas Deus é necessário na ciência – continua ele -  como princípio criativo, não só para resolver o paradoxo da mensuração quântica, mas como princípio explicativo da criatividade da evolução biológica, na cura mente-corpo e assim por diante.

Logo, conclui,  a nova visão de Deus é a solução para ambos os dogmas, religioso e científico”.