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segunda-feira, 13 de abril de 2026

LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 O médium mineiro Francisco Cândido Xavier, desencarnado em 30 de junho de 2002, era conhecido por sua paciência, pela atenção com que recebia e atendia cada pessoa que o buscava.

Certa ocasião, atendendo à fila interminável, sentado, na mesma posição, por horas seguidas, aproximou-se dele uma senhora magra, de estatura mediana.

Trazia os olhos vermelhos de onde rolava um rio de lágrimas, que ela não conseguia conter. Tomou uma das mãos do velho servidor de Jesus e falou: Seu Chico, me ajude. Não aguento mais tanto sofrimento.

Com a voz mansa, repassada de ternura, sem pressa alguma, o apóstolo do bem, perguntou: O que se passa, minha filha? Conte-me.

É coisa demais, falou a senhora, ainda chorosa. Fiquei viúva, há alguns anos. Meu marido se foi. Deixou-me duas filhas pequenas. Parecia que aquela dor da partida dele, o vazio que ele deixou em minha vida não acabaria nunca.

No entanto, os anos foram acalmando a minha dor. Mas, triste, me afastei de tudo. As meninas cresceram. Estavam com treze e quinze anos.

Há poucos dias, uma vizinha nos convidou para um piquenique. Eu não queria ir, não tinha vontade. No entanto, li nos olhos brilhantes das minhas filhas o desejo que tinham de ir.

Preparei tudo, rodeada pela alegria das duas. O domingo chegou ensolarado, maravilhoso.

O local era muito bonito, próximo a um rio. Um lugar encantador. Logo verificamos que, por causa das chuvas de dias anteriores, o rio estava muito cheio.

As águas rolavam velozes, como se estivessem furiosas por alguma coisa.

Avisei às filhas que não se aproximassem das margens e me envolvi, na organização, com as amigas.

De repente, a gritaria me despertou para o desespero. Um mau pressentimento me apertou o coração.

Todos corremos para próximo do rio e eu vi as minhas duas filhas sendo arrastadas pela correnteza.

Quis me jogar no rio, na tentativa de as resgatar, mas fui impedida pelas pessoas. Estava alucinada de dor.

Mais tarde, fiquei sabendo que minha filha mais nova se debruçara sobre uma pedra levando as mãos à água, a pedra se deslocou e ela foi projetada no rio.

A irmã correra para ajudá-la e escorregou, caindo, também, na corrente.

Elas se foram, Chico. Estou totalmente sozinha, agora. Não quero mais viver. Não tenho mais nada neste mundo.

As pessoas olharam para Chico Xavier. Dos olhos dele corriam lágrimas. Ele se levantou e envolvendo num abraço aquela mãe sofrida, disse:

Minha filha, deixe-me abraçá-la. Existem dores para as quais não temos palavras. Agora, só posso misturar as suas com as minhas lágrimas. Vamos chorar juntos.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 Os Espíritos desencarnados também precisam comer, beber e dormir no mundo espiritual?  (Vera Cruz)

As obras de André Luiz, sobretudo EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, abordam esta questão.

Nessa obra o autor mostra a importância do fenômeno da respiração na alimentação humana, esclarecendo que a medicina ainda não conhece o envolvimento do perispírito nesse processo, para o qual deveríamos dar mais atenção.

Pessoas, que cultivam o hábito de comer muito, vão sentir dificuldade quando estiverem no mundo espiritual, onde a alimentação é apenas fluídica, embora parecida com a da Terra.

Afirma André Luiz que o corpo espiritual, que ainda é material – mas de uma matéria muito sutil em relação ao corpo humano – “através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados...”

  Esses produtos são, na verdade, “sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório da natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si”.

Diz o autor espiritual que “essa alimentação psíquica, por intermédio das projeções magnéticas trocadas entre os que se amam, é muito mais importante que os nutricionistas do mundo possam imaginar, de vez que, por ela, se origina a ideal euforia orgânica e mental da personalidade”.

Dessa forma, o corpo espiritual consegue refazer seus potenciais energéticos, de tal modo que tudo é integralmente aproveitável, sem qualquer necessidade de excreção, ao contrário do que acontece conosco aqui na Terra, pois temos necessidade de expelir do corpo o material não aproveitado.

Quanto à segunda parte da pergunta do nosso ouvinte e colaborador, se os Espíritos dormem ou repouso, buscamos a resposta no periódico do Grupo Espírita Seara do Mestre que diz o seguinte:

“Os espíritos (de um modo geral) não sentem o cansaço como nós encarnados entendemos, não tendo a necessidade de repouso corporal, pois não possuem órgãos cujas forças necessitam ser reparadas. O espírito repousa, mas no sentido de não ter uma atividade constante, embora não atuando materialmente”.

 “A sua atividade é intelectual e seu repouso moral. Há momentos em que seu pensamento fica menos ativo, não se fixando em um objetivo determinado. Esse é o momento do verdadeiro repouso, nunca comparado ao do corpo”.

 “O cansaço, sensações de medo, frio, calor e angústias que pode sentir o espírito estão muito mais em razão de sua inferioridade, visto que quanto mais elevado menos o repouso lhe é necessário”.

  Evidentemente, gostaríamos de prevenir nosso ouvinte, nós, os encarnados, temos dificuldade de compreender ou de imaginar de forma perfeita tudo que se passa no mundo espiritual, tanto quanto André Luiz tem dificuldade de nos passar as informações, o que ele próprio esclareceu desde a produção do livro NOSSO LAR.

 

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