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terça-feira, 14 de abril de 2026

QUAL A NOVIDADE? EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Há pessoas que perguntam quais são as conquistas novas que devemos ao Espiritismo. Do fato de que não dotou o mundo de uma nova indústria produtiva, como o vapor, concluem que nada produziu. A maioria daqueles que fazem esta pergunta não se dando ao trabalho de estudá-lo, não conhece senão o Espiritismo de fantasia, criado pelas necessidades da crítica, e que nada tem de comum com o Espiritismo sério; não é, pois, espantoso que se pergunte o que pode dele ser o lado útil e prático. Teriam-no aprendido se tivessem ido procurá-lo em sua fonte, e não nas caricaturas que dele fizeram aqueles que têm interesse em denegri-lo. Numa outra ordem de ideias, alguns acham, ao contrário, a marcha do Espiritismo muito lenta para o gosto de sua impaciência; espantam-se de que não haja ainda sondado todos os mistérios da Natureza, nem abordado todas as questões que parecem ser de sua alçada; gostariam de vê-lo todos os dias ensinar novidade, ou se enriquecer de uma nova descoberta; e, do fato de que ainda não resolveu a questão da origem dos seres, do princípio e do fim de todas as coisas, da essência divina, e algumas outras da mesma importância, concluem que não saiu do alfabeto, e que não entrou no verdadeiro caminho filosófico, e que se arrasta nos lugares comuns, porque prega sem cessar a humildade e a caridade. "Até este dia, dizem eles, não nos ensinou nada de novo, porque a reencarnação, a negação das penas eternas, a imortalidade da alma, a gradação através dos períodos da vitalidade intelectual, o perispírito, não são descobertas espíritas propriamente ditas; é preciso, pois, caminhar para descobertas mais verdadeiras e mais sólidas." Cremos dever, a este respeito, apresentar algumas observações, que não serão nada de novo, mas há coisas que é útil repetir sob diversas formas. O Espiritismo, é verdade, nada inventou de tudo isto, porque não há de verdades absolutas senão aquelas que são Eternas, e que, por isto mesmo, deveram germinar em todas as épocas; mas não é nada de tê-las tirado, senão do nada, ao menos do esquecimento; de um germe haver feito uma planta vivaz; de uma ideia individual, perdida na noite dos tempos, ou abafada sob os preconceitos, haver feito uma crença geral; de ter provado o que estava no estado de hipótese; de ter demonstrado a existência de uma lei naquilo que parecia excepcional e fortuito; de uma teoria vaga ter feito uma coisa prática; de uma ideia improdutiva haver tirado aplicações úteis? Nada é mais verdadeiro do que o provérbio: "Não há nada de novo sob o Sol," e esta própria verdade não é nova; também não é uma descoberta das quais não se encontrem os vestígios e o princípio em algum lugar. Nessa conta Copérnico não teria o mérito de seu sistema, porque o movimento da Terra havia sido suspeitado antes da era cristã. Se fosse coisa tão simples, seria preciso, pois, encontrá-la. A história do ovo de Colombo será sempre uma eterna verdade. Além disso, é incontestável que o Espiritismo tem muito a nos ensinar; é o que nunca cessamos de repetir, porque jamais pretendemos que ele tenha dito sua última palavra. Mas do fato de que resta ainda a fazer segue-se que não tenha saído do alfabeto? Seu alfabeto foram as mesas girantes, e desde então deu, isto nos parece, alguns passos; parece-nos mesmo que tem a fazer bastante grandes em alguns anos, se o compararmos às outras ciências que aportaram séculos para chegar ao ponto onde estão. Nenhuma chegou ao seu apogeu do primeiro salto; elas avançam, não pela vontade dos homens, mas à medida que as circunstâncias colocam sob o caminho de novas descobertas; ora, não está no poder de ninguém comandar essas circunstâncias, e a prova disto é que, todas as vezes que uma ideia é prematura, ela aborta, para aparecer mais tarde em tempo oportuno. (RE/8/65)


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Vi um filme recente sobre Sigmund Freud, o pai da Psicanálise. Ele discutia com um médico sobre a existência de Deus. No filme ele negava o Deus da Bíblia, porque acha que se tratava de um mito, como outros mitos da história. Mas eu percebi que não se refere ao Deus de que trata do Espiritismo. Será que Freud nunca leu nada sobre o Espiritismo?

É possível que não. Pelo que sabemos quem leu algo sobre o Espiritismo foi Carl Gustav Jung, um de seus principais discípulos. Jung acabou entrando em confronto direto com seu mestre justamente por causa da intransigência de Freud na questão religiosa, e até rompeu relações com ele.

Se você quiser saber o que Jung pensava sobre religião e espiritualidade, e até sobre fenômenos anímicos e mediúnicos que ele próprio vivenciou em toda a sua vida, leia com atenção o livro de sua autoria, MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÃO, da Editora Record. Nesse livro Jung discute demoradamente esta questão.

É incrível que aconteceu na vida de Jung, conforme detalhados relatos desse livro, que é quase uma biografia do autor, porque se reporta à sua vida desde a infância. Após escrever esse livro Jung pediu à sua secretária o editasse somente depois de sua morte, temendo que seu depoimento o comprometesse perante a comunidade científica.

  Os cientistas, de um modo geral, têm medo de tratar desse tema, porque aqueles que o fizeram no passado foram mal vistos e discriminados pelos colegas e alguns acabaram esquecidos e até execrados, mesmo tendo realizados importantes descobertas para a ciência. Há uma relação deles que, oportunidade, estaremos trazendo a este programa.

Para a comunidade cientifica, caro jovem, o tema Deus ou religião é considerado tabu: segundo o conceito geral, o cientista que se preza não deve se envolver com essa questão. Isso decorre em parte da perseguição que muitos cientistas sofreram por parte da religião, quando se propuseram a estudá-la.

Evidentemente, dentro da concepção de Allan Kardec, a ciência não tem meios de se ocupar com o estudo de Deus (que é um tema estritamente filosófico), mas ela pode estudar com seriedade os fenômenos que envolvem espiritualidade, como fatos mediúnicos e reencarnação.

Mesmo assim, os poucos que se propuseram a investigar esse campo de estudo, sempre tiveram que enfrentar o preconceito daqueles que se negam a encarar uma nova ordem de fenômenos que, na verdade, não estão fora das leis naturais.

Freud, como outros pesquisadores, alimentaram fortes preconceitos a respeito e não tiveram coragem de verificar mais a fundo a mente humana que, aliás, é um caminho para entrarmos na questão da vida após a morte e da reencarnação.

Esse foi um dos principais motivos porque Freud e Jung se separaram, uma vez que Jung estava convencido da sobrevivência da alma, embora não tivesse integrado esse tema na sua teoria psicanalítica, conforme podemos verificar pela obra citada: MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES.

Contudo, o físico Amit Goswami, para solucionar a relação Deus-ciência, em sua obra A FÍSICA DA ALMA, sobre o Deus do Antigo Testamento afirma: “Esse Deus não é, de fato, necessário em nossa ciência.

“Mas Deus é necessário na ciência – continua ele -  como princípio criativo, não só para resolver o paradoxo da mensuração quântica, mas como princípio explicativo da criatividade da evolução biológica, na cura mente-corpo e assim por diante.

Logo, conclui,  a nova visão de Deus é a solução para ambos os dogmas, religioso e científico”.

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