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quarta-feira, 15 de abril de 2026

SEXO ALÉM DA MORTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

 “...seu filho anda partido em dois, tamanho é o meu anseio de realizar-me na condição de homem(...). Muitos rapazes se desligam facilmente desses anseios. Tenho visto centenas que me participam estarem transfigurados pela religião e outros adotam exercícios de ioga com o objetivo de cortarem essas raízes da mocidade com o mundo(...).Meu tio Ivo fala em amor entre jovens apenas usufruindo o magnetismo das mãos dadas, e até já experimentei, mas a pequena não apresentava energias que atraíssem para longos diálogos sobre as maravilhas da vida por aqui. Fiz força e ela também; no entanto, nos separamos espontaneamente, porque não nos alimentávamos espiritualmente um ao outro. Creio que meu caso é uma provação que apenas vencerei com o apoio do tempo(...). Dizem por aqui que os pares certos trocam emoções criativas e maravilhosas no simples toque de mãos; no entanto, estou esperando o milagre”. O desabafo foi feito por Ivo Barros Correia Menezes à mãe, em carta psicografada por Chico Xavier, seis anos após seu desencarne aos 18 de idade, quando o veículo em que se encontrava com amigos foi colhido por ônibus cujo motorista ultrapassou o sinal vermelho. Embora o sexo além da morte não tenha sido objeto de mais aprofundados estudos por Allan Kardec, os Espíritos que auxiliaram no cumprimento do programa desenvolvido através do médium de Pedro Leopoldo, deixaram importantes subsídios para nossas reflexões. André Luiz, por exemplo, acompanhando a benfeitora Narcisa num atendimento num dos pavilhões em que começava a servir na colônia descrita em NOSSO LAR (feb), atraído por gritaria próxima, foi contido por ela, no instintivo movimento de aproximação, ouvindo dela: “- Não prossiga, localizam-se ali os desequilibrados do sexo. O quadro seria extremamente doloroso para seus olhos”. MISSIONÁRIOS DA LUZ (feb), expõem situação verificada com  Marcondes que “no desdobramento natural do sono físico deveria estar em palestra proferida durante a madrugada pelo Instrutor Alexandre, em instituição localizada na Crosta e que é localizado em seu quarto de dormir, parcialmente desligado do corpo que descansava com bonita aparência, sob as colchas rendadas (...), revelando posição de relaxamento, característica dos viciados do ópio, tendo a seu lado, três entidades femininas” - definidas por André como da pior espécie de quantas já tinha visto nas regiões das sombras -, em atitude menos edificante, atraídas, segundo disseram pelos pensamentos curtidos pelo encarnado no dia anterior”.  O caso de Odila apresentado no ENTRE A TERRA E O CÉU (feb), mostra a situação de mulher desencarnada, evidenciando no corpo espiritual, o centro genésico plenamente descontrolado, não querendo senão o marido, em vista do apego enlouquecedor aos vínculos do sexo, que a paixão nada faz senão desvirtuar”. Segundo análise do Instrutor Clarêncio, embora “possua admiráveis qualidades morais, jazem eclipsadas. Desencarnou em largo vigor de seu idealismo, sem uma fé religiosa capaz de reeducar lhe os impulsos, justificando-se desse modo a superexcitação em que se encontra”. Calderaro, o Benfeitor apresentado em NO MUNDO MAIOR (feb), explica que “a sede do sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização”.  Na mesma obra, acompanhando tarefa socorrista efetuada em recinto reservado de um clube de dança, André observa: “-Algumas dezenas de pares encarnados dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava. Indefinível e dilacerante impressão dominou-me o Ser. Não provinha da estranheza que a indiferença dos cavalheiros e a leviandade das mulheres me provocaram; o que me enchia de assombro era o quadro que eles não vinham. A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da música inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis”. Comentando a cena, o Orientador diz: “- Observamos, neste recinto, homens e mulheres dotados de alto raciocínio, mas assumindo atitudes de que muitos símios talvez se pejassem(...). Muitos deles são profundamente infelizes, precisando de nossa ajuda e compaixão. Procuram sufocar no vinho ou nos prazeres certas noções de responsabilidade que não logram esquecer”.  Finalizando, porém, destacamos um que de certo modo surpreende por sua peculiaridade. Provém do E A VIDA CONTINUA (feb), envolvendo Ernesto Fantini que, vários meses após ter desencarnado, ansioso, retorna ao lar que fora dele defrontando-se com um quadro que jamais poderia imaginar. Conta: “-Elisa – a esposa -, descansava... O corpo magro, o rosto mais profusamente vincado de rugas e os cabelos mais grisalhos. No entanto, junto dela, estirava-se um homem desencarnado”. Tratava-se de colega de infância, cuja amizade conservara adulto e que, embora também casado, pressentia nutrir atração anormal por sua esposa, a qual, a compartilhava. Anos antes, acreditava ter eliminado o rival numa caçada – na verdade atingido por tiro fatal desferido por outro – e, desligado compulsoriamente do corpo, passou a viver a partir de então  na casa e na cama com a pretendida  que o percebia pela ignorada mediunidade, ao longo do anos que se seguiram até aquele momento de reencontro”.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Os Espíritos, lá do plano espiritual – digo assim, aqueles que estão mais próximos de nós aqui na Terra – também se interessam por política, futebol e religião, etc.?  Eles podem influenciar os encarnados que se interessam por isso?

O fato em si de a pessoa desencarnar, no fundo, não muda de imediato seus interesses pelos assuntos do mundo em que viveu, mas a forma como esses interesses vão se manifestar depende muito de sua condição espiritual.

  Assim como uma pessoa, aqui na Terra, muitas vezes precisa pôr seus interesses de lado, quando fica doente ou quando ela entra numa fase muito difícil de sua vida pessoal, que a impede de prosseguir no caminho que escolheu, isso também acontece com os Espíritos no mundo espiritual.

É por isso que dissemos que essa atuação ou esse envolvimento depende de sua condição espiritual do desencarnado, mas a tendência é preservar valores e sentimentos o que lhe pareciam mais importantes nesta vida.

Assim é natural que existam Espíritos ligados à política, outros ao esporte, outros às artes, outros à ciência e outros à religião, cada qual dando a participação que está a seu alcance.

Há, por exemplo, Espíritos mais elevados que atuam junto aos homens de bem em suas diferentes ocupações para ajudá-los a desempenhar bem a sua tarefa e contribuir para o bem da sociedade.

Assim, precisamos nos conscientizar que nunca estamos sozinhos, seja qual for a atividade que realizamos ou o papel que desempenhamos no cenário da vida.

Há os bons e os maus intencionados e, dependendo do nosso caráter, de nossos propósitos – se esses propósitos são bons ou maus – podemos saber com que tipo de companhia nós contamos no dia a dia.

Você poderia perguntar se há Espíritos que atuam na área da criminalidade, e não é difícil responder. É claro que sim.

O que eles ganhariam com isso? São Espíritos espiritualmente doentes, que estão ligados às pessoas envolvidas no crime.

Mas há, sobretudo, os que estão ligados às boas causas, empregando para isso sentimentos que já levaram daqui, mas que no mundo espiritual pode se mostrar mais intensos.

O importante é que cada um de nós se conscientize de que o Bem é Deus.  Se estamos nos dedicando a uma atividade ou a uma causa, devemos saber discernir de que lado estamos e o que nos compete fazer, para sermos úteis aos outros e a nós mesmos.

Disso depende a companhia espiritual que atraímos e a proteção que podemos receber, guardando a consciência de que só o Bem nos levará à felicidade que buscamos.

 

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