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quarta-feira, 22 de abril de 2026

O ESPIRITISMO E A INFERTILIDADE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 O grande número de casais frustrados diante da dificuldade de gerar filhos do próprio sangue leva-os a buscar respostas não obtidas através dos especialistas no assunto em meio a exaustivos exames físicos. O Espiritismo tem algo a dizer sobre o assunto. O esclarecimento a seguir pertence ao Espírito André Luiz que, como se sabe, exerceu a Medicina em sua ultima existência em nossa Dimensão. Diz ele no livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS (feb, 1958): - Segundo o princípio universal do Direito Cósmico a expressar-se, claro, no ensinamento de Jesus que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”, arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados. Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as consequências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitoriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma espécie. (...)  A mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo. Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no Ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino. No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção. Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesamaternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia. Dessarte, ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste. Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina. (...) Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

  Não me consta que a Bíblia aprova a invocação de Espíritos e nem tampouco que fale em reencarnação – afirma um ouvinte. Essas crenças não têm nada a ver com os ensinamentos bíblicos.

  Embora se propague que a Bíblia seja o livro mais lido no mundo podemos afirmar que é o livro mais mal lido, porque muito pouco compreendido.

  Impossível compreender a Bíblia sem conhecer a história de seu povo e os momentos mais significativos de sua evolução como foi a da participação decisiva de Moisés como autoridade política e religiosa.

Hoje, as religiões utilizam a Bíblia como ferramenta para embasar suas crenças, mas, na verdade, para o grande público frequentador de igrejas, somente algumas citações pontuais são repetidamente usadas e não a Bíblia como um todo.

Quando se conhece a história do povo hebreu, utilizando a Bíblia como documento, vamos perceber que, diferentemente dos povos orientais, os hebreus, sob o comando de Moisés bem pouco ou nada sabiam sobre a vida após a morte.

Aliás, Moisés não se interessou por isso, porque as consultas que se faziam aos Espíritos na época – qualquer um podia fazer e do modo que entendia -  ameaçavam a sua autoridade quando ele se dizia inspirado diretamente por Deus, razão pela qual ele não hesitou em proibir qualquer contato com o mundo espiritual.

No entanto, se pegamos o primeiro livro de Samuel, no capítulo 28, vamos encontrar Saul, por volta do século XI A.C., desesperado e sem orientação, procurando uma feiticeira para invocar o espírito de Samuel, um profeta morto. 

Saul busca conselhos sobre a guerra de seu povo contra os filisteus e a feiticeira de Êndor, ao ser questionada por Saul, consegue, de alguma forma, trazer o espírito de Samuel, que é reconhecido por Saul. 

Na época, feiticeira era toda pessoa que tinha alguma relação com o outro mundo. Hoje nós chamaríamos de médium, mas o conceito de mediunidade é coisa nova; só veio com o Espiritismo há pouco mais de 160 anos.

Ou seja, pessoas que, naquela época, demonstravam ter certas faculdades psíquicas - mas que elas próprias nem sabiam como utilizá-las -  eram chamadas de feiticeiras, bruxas ou outro nome qualquer que o povo lhes dava. Na Idade Média muitas dessas mulheres foram sacrificadas nas fogueiras da inquisição, no célebre episódio de “caça às bruxas”.

Contudo, fenômenos – que no Espiritismo chamamos mediúnicos – aconteceram em toda a história bíblica, como aparições de anjos, vozes do além, materializações e outros de efeitos físicos.

Nos evangelhos tais fenômenos chegam ao auge, quando os Espíritos de Moisés e Elias se materializam para conversar com Jesus, sob os olhares atônicos de Pedro, João e Tiago no Monte Tabor.

Porém, o mais extraordinário fenômeno de efeito físico – na linguagem espírita – são as aparições de Jesus após sua morte –um fenômeno típico de materialização, que no Espiritismo chamamos de agênere -  quando o mestre veio aos seus seguidores para confirmar que a vida continua e reavivar a propagação do evangelho.

  Jesus não se preocupou com a reencarnação diretamente, porque ela não fazia parte da crença do povo. Ele não entrou em detalhes a respeito de um tema não era propício para o momento. Apenas deu a entender, em alguns lances isolados, que a reencarnação é uma realidade.

Quanto a isso, basta consultar os evangelhos nos episódios em que Jesus afirma categoricamente que João Batista e Elias era a mesma pessoa, ou seja, na linguagem espírita, que João Batista era Elias reencarnado.

Se bem que a exata compreensão de quem foi Elias e quem era João Batista, nós vamos encontrar lendo vários textos do Antigo e do Novo Testamento a respeito desses dois personagens, Jesus fala expressamente quem era João Batista em Mateus, capítulo 11, versículos de 13 a 15.

 

 

 

 

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