O assunto causa desconforto e, geralmente, é evitado. Mais ou menos como aquela prova da escola para a qual não nos preparamos ou deixamos para rever a matéria na última hora, surpreendendo-nos pelo volume de assuntos a serem entendidos. O tema é o inevitável retorno determinado pelo fenômeno da morte para o Universo Paralelo ou Dimensão, Plano ou Sub Plano, de onde saímos anos antes para reencarnarmos, tratando-nos dos transtornos conscienciais resultantes dos dados arquivados no disco prodigioso denominado memória. Argumento forte nesse sentido é comentário do Chico Xavier incluído no livro INESQUECÍVEL CHICO XAVIER (geem) em que diz: -“ Oitenta por cento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem condições de ascenderem aos planos elevados. Apenas vinte por cento gravitam para os planos mais altos. A maioria delas, portanto, fica vinculada aos familiares e amigos”. Outro detalhe ressaltado pelo médium é que “no Mundo Espiritual, muita gente vai se surpreender. Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa importância no mundo... Os Espíritos nem ligam para a gente: estão ocupados, cuidando da sua própria evolução. Se pudermos acompanha-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar. Ledo engano!. Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo. O que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em sim mesmo. Esse negócio de ter sido fulano de tal, interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou...Os Espíritos são indiferentes a essa coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizamos e ao convencionalismo – coisas que nos fazem supor o que não somos”. Vejamos alguns pontos reunidos para reflexões sobre o tema: 1- A morte, em geral, ocorre sempre no instante determinado. Há, todavia, exceções e essas se verificam segundo o livre-arbítrio do homem. A liberdade individual está, pois, acima de todas as circunstâncias e, daí, se depreende a necessidade da educação da vontade e da disciplina de emoções de cada um” 2- “Geralmente, nas primeiras horas após a morte, ainda se sente o Espírito ligado ao elementos cadavéricos. Laços fluídicos, imperceptíveis ao vosso poder visual, ainda se conservam unindo a alma recém-liberta ao corpo exausto; esses elos impedem a decomposição imediata da matéria. E, por esta razão, na maioria dos casos o Espírito pode experimentar os sofrimentos oriundos da cremação, a qual, nunca deverá ser levada a efeito antes do prazo de cinquenta horas após o desenlace”(nossa Legislação determina que a cremação ocorra somente após 72 horas após a morte).3- Duas etapas por mecanismos naturais são cumpridas durante o início do transe da desencarnação, ou seja, o desligamento do corpo espiritual do corpo físico a ser liberado – ou não, pois aqueles que vivenciam a chamada EQM – Experiência de Quase morte registraram a mesma experiência: o primeiro, a “visão retrospectiva”, na feliz imagem deixada por Hermínio Correia de Miranda, o rebobinar da fita ou transferência de dados da memória biológica para a perispiritual em questão de segundos. O segundo, o torpor, uma espécie de desmaio de curta ou longa duração, definida esta pelo estado emocional ou mental do que está passando pela morte. Tanto uma como outra, fazem parte das revelações inseridas por Allan Kardec na obra O CÉU E O INFERNO ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Bem, e o que vem depois? Bem, o próprio Chico, comentou certa vez: -“É muito complexa a situação de quem vive, na Terra, fugindo de si mesmo. Após a desencarnação, o Espírito não consegue evitar o encontro consigo mesmo. Alias, o Espírito que, na condição de desencarnado, já consegue fitar-se no espelho da própria consciência, mesmo que a imagem de si não lhe agrade, o que na maioria das vezes acontece, é inegável seu progresso. Pior é aquele que faz questão de alimentar ilusões a seu próprio respeito”. Alertando o que frequentam escolas espíritas ou acessam os conhecimentos do Espiritismo, deixou um alerta: -“Dos companheiros espíritas desencarnados que tenho visto, nenhum está satisfeito consigo mesmo – todos eles tem se queixado da sua falta de empenho no melhor aproveita.
EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE
No caso da loucura causada por obsessão os remédios psiquiátricos teriam algum efeito
benéfico?
Se a obsessão é uma atuação perturbadora de um
Espírito sobre o encarnado, devemos primeiramente entender que essa atuação não
se dá sem o envolvimento do cérebro do encarnado.
Aliás, toda influência espiritual, seja
benéfica ou maléfica, acontece de mente para mente, e não de outra forma.
Emissões mentais desferidas pelo obsessor, quando há sintonia de pensamento
entre ambos, podem perturbar a vida mental do encarnado, principalmente no
aspecto emocional
Isso quer dizer que se trata de uma
atuação mental, quando um feixe de pensamentos do desencarnado incide sobre a
epífese ou glândula pineal ( que é o ponto de recepção de emissões mentais), e
o resto depende da fisiologia cerebral.
Ora, o funcionamento do cérebro depende
da produção de substâncias conhecidas por neurotransmissores, que fazem a parte
mais importante das conexões mentais e que podem provir de alguma influência
espiritual.
Por
outro lado, medicamentos, prescritos por psiquiatras, geralmente atuam sobre o
mecanismo de produção desses neurotransmissores e, dessa forma, podem inibir ou
dificultar pelo menos temporariamente os efeitos da influência do obsessor.
Entretanto, o tratamento à base desses
medicamentos não afasta a obsessão, porque não lhe atinge as causas mais
profundas, mas podem atenuar seus efeitos, dando a falsa impressão que o
paciente está curado.
Desse
modo, o Espiritismo sugere que portadores de doenças mentais, além do
tratamento convencional da medicina, também recebam um tratamento espiritual.
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