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segunda-feira, 11 de março de 2024

O PROBLEMA DA CREMAÇÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

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O Espírito André Luiz considera que, excetuando-se determinados casos de mortes em acidentes e outros casos excepcionais, em que a criatura necessita daquela provação, ou seja, o sofrimento intenso no momento da morte, esta de um modo geral não traz dor alguma porque a demasiada concentração do dióxido de carbono no organismo determina anestesia do sistema nervoso central. Explica que o fenômeno da concentração do gás carbônico alteia o teor da anestesia do sistema nervoso central provocando um fenômeno que eles chamam de acidose. Com a acidose vem a insensibilidade e a criatura não tem estes fenômenos de sofrimento que imaginamos”. Embora a resposta tenha sido dada pelo médium Chico Xavier em esclarecedora entrevista quando da realização da pioneira cirurgia de transplante de coração realizada em 1968, no Brasil, certamente pode servir para avaliarmos a questão da cremação introduzida no lado Ocidental da Terra, através da Europa, no início do século 20, visto que na milenar e Oriental Índia faz parte das tradições do Bramanismo, atual Hinduísmo. Consultado em 1935 sobre o assunto, o Espírito Emmanuel, esclareceu, contudo, que a mesma “nunca deverá ser levada a efeito antes do prazo de 50 horas após o desenlace”, considerando que “a cremação imediata ao chamado instante da morte é, portanto, nociva e desumana”. Compreende-se porque através da explicação de Allan Kardec sobre experiência da morte: -“Por ocasião da morte corpórea, o Espírito, entra em perturbação, e, perde a consciência de si mesmo, de sorte que jamais testemunha o último suspiro do seu corpo. Pouco a pouco a perturbação se dissipa e o Espírito se recobra, como um homem que desperta de profundo sono. Sua primeira sensação é a de estar livre do fardo carnal; segue-se o espanto, ao reparar no novo meio em que se encontra. Acha-se na situação de um a quem se cloroformiza para uma amputação e que, ainda adormecido, é levado para outro lugar. Ao acordar, ele se sente livre do membro que o fazia sofrer; muitas vezes, procura-o, surpreendido de não mais o possuir. Do mesmo modo, o Espírito, no primeiro momento, procura o corpo que tinha; descobre-o a seu lado; reconhece que é o seu e espanta-se de estar dele separado e só gradativamente se apercebe da sua nova situação. Neste fenômeno, apenas se operou uma mudança de situação material. Quanto ao moral, o Espírito é exatamente o que era algumas horas antes; por nenhuma modificação sensível passou; suas faculdades, suas ideias, seus gostos, seus pendores, seu caráter são os mesmos e as transformações que possa experimentar só gradativamente se operarão, pela influência do que o cerca. Em resumo, unicamente para o corpo houve morte; para o Espírito, apenas sono houve”. A reação diante do fato, porém, depende de cada um. O Espírito Irmão X, através do próprio Chico Xavier pondera: -“Morrer não é libertar-se facilmente. Para quem varou a existência na Terra, entre abstinências e sacrifícios, a arte de dizer adeus é alguma coisa da felicidade ansiosamente saboreada pelo Espírito, mas para o comum dos mortais, afeitos aos “comes e bebes” de cada dia, para os senhores da posse física, para os campeões de conforto material e para os exemplares felizes do prazer humano, na mocidade ou na madureza, a cadaverização não é serviço de algumas horas. Demanda tempo, esforço, auxílio e boa vontade”. No mesmo texto, indaga: -“Não seria justo conferir pelo menos três dias de preparação e refazimento ao peregrino das sombras para a desistência voluntária dos enigmas que o afligem na retaguarda?”. O extraordinário acervo constituído de mensagens-depoimento psicografadas pelo famoso médium demonstra a utilidade dessa precaução, prevista, por sinal, na legislação brasileira. De qualquer forma, oportuno considerarmos o comentário do Espírito Emmanuel: -“Mesmo que a separação entre o Espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos...”.




Um dos problemas, que mais preocupam a família hoje em dia, é o comportamento da criança – muito diferente do que se observada algumas gerações atrás. São várias as pessoas que nos têm abordado a esse respeito, e a voz corrente é que a rebeldia da criança de hoje está nos levando a um mundo cada vez mais agitado e violento. Será que o ser humano está piorando?


Nada é estático no mundo. O Espiritismo tem mostrado que tudo – absolutamente tudo - está em constante e ininterrupta transformação, tanto do ponto de vista material como espiritual. Nós próprios estamos nos transformando, dia-a-dia. O mundo está passando por uma profunda mudança em todos os setores da vida humana – político, econômico, social, cultural, religioso, etc. E é natural que tais mudanças reflitam na família, principalmente na educação das novas gerações.


A nossa visão ainda é muito acanhada a respeito dessas transformações. Sabemos muito pouco a respeito. Para entendê-las melhor, precisaríamos saber mais sobre espiritualidade, mas, com certeza, a nossa atual condição moral ainda não nos permite tudo compreender. Aliás, por causa do nosso comodismo, gostaríamos que nada mudasse, que tudo continuasse como antes. Seria mais fácil. No passado de algumas décadas atrás, a vida familiar estava sujeita a poucas mudanças e tudo parecia mais calmo, mais tranqüilo. Até mesmo as crianças eram mais obedientes do que as de hoje. Mas será que aquela era a família ideal?


Infelizmente, o progresso moral não seguiu o progresso material e intelectual do mundo. A família, a religião e a escola não cumpriram seu papel na formação moral de um novo homem. Pais e professores se preocuparam mais com a educação da inteligência do que com a formação do caráter das crianças e jovens. Por outro lado, o homem mudou em pouco tempo a face do planeta. Em muito pouco tempo, a sociedade sofreu o impacto de novas descobertas e invenções. Antes, era a família e talvez a escola que tinham maior influência na educação. Hoje, temos a televisão, o DVD, a internet (com as redes sociais), o vídeo-game, o celular, etc. Quem segura tudo isso?


Além do mais, cada nova geração de novos espíritos reencarnados é mais inteligente que a anterior. No passado, as crianças eram mais passivas, hoje são muito ativas. Antes, elas aceitavam tudo, submetidas ao autoritarismo dos pais; hoje, sem conhecer limites, elas se manifestam como são, pois, desde cedo, já têm suas próprias opiniões. Está tudo certo? Com certeza, não. É preciso mudar, é preciso melhorar. Antes, porém, é preciso despertar. Sem a concepção de que a vida não é uma só, de que já existíamos antes e vamos continuar a existir depois desta vida, fica mais difícil mudar alguma coisa, por faltar consciência das metas que pretendemos alcançar.


Se a religião é o veículo da educação moral das pessoas, precisamos desenvolver um outro conceito de religião. Não mais o sectarismo religioso, não mais as religiões que disputam adeptos, que vivem agredindo umas às outras, criando cisões e alimentando preconceitos. Não mais as religiões que se dizem únicas e exclusivas donas da verdade e da salvação, mas a religião universal – que respeita todas as crenças, mas que tem algo fundamental: a necessidade urgente e imediata de retomar o caminho do amor e da união pelo bem-comum, retomando a essência dos ensinamentos do mestre de Nazaré.


Os pais precisam entender que devem transformar seus lares em santuários – não no sentido de práticas religiosas convencionais – mas no sentido de promover um ambiente de respeito uns pelos outros, de gestos de amor e de solidariedade, combatendo o egoísmo e o orgulho – não como algo que está fora, mas que está dentro deles mesmos. A criança de hoje, inteligente como ela é, não aceita mais a imposição da regra “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. Ela precisa ver nos pais modelos e guias de conduta, que merecem ser seguidos. Quando isso ocorrer, mesmo que sejam duras e resistentes, elas acabarão, mais cedo ou mais tarde, rendendo-se aos ideais que o lar semeou no seu espírito.

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