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quinta-feira, 7 de março de 2024

A REALIDADE INSUSPEITA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

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Olhai bem, observadores; considerai os atos desses exploradores dos flagelos humanos, e distinguireis, mesmo com os olhos do corpo, os homens predestinados à decadência. Vede-os ávidos de honras, inflexíveis no ganho, presos, como sua vida, a todas as posses terrenas, e sofrendo mil mortes pela perda de uma parcela do que, entretanto, precisarão deixar... Como será terrível para eles a Pena de Talião”. A afirmação foi feita em mensagem psicográfica reproduzida por Allan Kardec na REVISTA ESPÍRITA, edição de julho de 1867 e, quase um século depois, o Espírito André Luiz na narrativa com que compõem o livro NO MUNDO MAIOR (feb, 1947) dá uma ideia de como podem ser os quadros compostos pelo aglomerado de Espíritos como os do perfil traçado, em um dos sub-planos dos bastidores da invisibilidade. Descreve ele: - A proporção que nos adiantávamos, descendo, modificava-se a gritaria; ouvíamos também gargalhadas, imprecações. Estacamos em enorme planície pantanosa, onde numerosos grupos de entidades humanas desencarnadas se perdiam de vista, em assombrosa desordem, à maneira de milhares de loucos, separados uns dos outros, ou aos magotes, segundo a espécie de desequilíbrio que lhes era peculiar. Não me era possível calcular a extensão da várzea imensa e, ainda que houvesse marcos topográficos, para tal apreciação, o nevoeiro era demasiado denso para que se pudessem computar distâncias. Logo após, Calderaro e eu nos achamos a sós na atra vastidão povoada de habitantes estranhos. As conversações em torno eram inúmeras e complexas. Pareceu-me que aquele povo desencarnado não se dava conta da própria situação, pelo que me foi possível ajuizar de início. Enquanto densas turbas de almas torturadas se debatiam em substância viscosa, no solo onde andávamos, assembleias de Espíritos dementes enxameavam não longe, em intermináveis contendas por interesses mesquinhos. A paisagem era francamente impressionante pelos característicos infernais que nos circundavam. (...) Calderaro explicou: - Aqui, se congregam verdadeiras tribos de criminosos e delinquentes, atraídos uns aos outros, consoante a natureza de faltas que os identificam. Muitos são inteligentes e, intelectualmente falando, esclarecidos, mas, sem réstia de amor que lhes exalce o coração, erram de obstáculo a obstáculo, de pesadelo a pesadelo... O choque da desencarnação para eles, ainda impermeáveis ao auxílio santificante, pela dureza que lhes assinala os sentimentos, parece galvanizá-los na posição mental em que se encontravam no momento do trânsito entre as duas Esferas e, dessa forma, não é fácil de logo arrancá-los do desequilíbrio a que imprevidentes se precipitaram. Retardam-se, às vezes, anos a fio, obstinando-se nos erros a que se habituaram, e, vigorando impulsos inferiores pela incessante permuta de energias uns com o outros, passam, em geral, a viver, não só a perturbação própria, mas também o desequilíbrio dos demais companheiros de infortúnio. (...) Os lugares purgatoriais dos desejos e das ações criminosas, aguardando as almas enodoadas pelos desvarios, constituem realidades lógicas, nas zonas espirituais do mundo. Aqui, os avarentos, os homicidas, os cúpidos e os viciados de todos os matizes se agregam em deplorável situação de cegueira íntima. Formam cordões compactos, inclinando-se mais e mais para os despenhadeiros. (...) Estes infelizes permanecem jungidos uns aos outros em obediência a afinidades quase perfeitas, e são contidos apenas pelas leis vibratórias que os regem. Este bando de Espíritos miseráveis, que se movimentam como lhes é possível, é constituído de antigos negociantes terrenos, cujo exclusivo anseio foi amontoar dinheiro para satisfazer a própria cupidez, sem beneficiar a ninguém. O ouro, que a mente lhes pertencia, jamais serviu para semear a gratidão num só companheiro de jornada humana. Famintos de fortuna fácil, inventaram mil recursos de monopolizar os lucros grandes e pequenos, em nada lhes interessando a paz do próximo. Foram homens de pensamento ágil, sabiam voar mentalmente a longas distâncias, garantindo êxito absoluto às empresas materiais que levavam a termo com finalidade exclusivamente egoística. Não lhes incomodava o sofrimento dos vizinhos, ignoravam as dificuldades alheias, despreocupavam-se do valor do tempo em relação ao aprimoramento da alma. Queriam unicamente acumular vantagens financeiras e nada mais. Divorciados da caridade, da compreensão e da luz divina, criaram para si mesmos o mito frio e rígido do ouro, fundindo com ele a mente vigorosa e o tacanho coração... Escravizados, agora, à ideia fixa de ganhar sempre, voam pesadamente aqui e acolá, dementados e confundidos, procurando monopólios e lucros que não mais encontrarão”.



Um dos problemas, que mais preocupam a família hoje em dia, é o comportamento da criança – muito diferente do que se observada algumas gerações atrás. São várias as pessoas que nos têm abordado a esse respeito, e a voz corrente é que a rebeldia da criança de hoje está nos levando a um mundo cada vez mais agitado e violento. Será que o ser humano está piorando?


Nada é estático no mundo. O Espiritismo tem mostrado que tudo – absolutamente tudo - está em constante e ininterrupta transformação, tanto do ponto de vista material como espiritual. Nós próprios estamos nos transformando, dia-a-dia. O mundo está passando por uma profunda mudança em todos os setores da vida humana – político, econômico, social, cultural, religioso, etc. E é natural que tais mudanças reflitam na família, principalmente na educação das novas gerações.


A nossa visão ainda é muito acanhada a respeito dessas transformações. Sabemos muito pouco a respeito. Para entendê-las melhor, precisaríamos saber mais sobre espiritualidade, mas, com certeza, a nossa atual condição moral ainda não nos permite tudo compreender. Aliás, por causa do nosso comodismo, gostaríamos que nada mudasse, que tudo continuasse como antes. Seria mais fácil. No passado de algumas décadas atrás, a vida familiar estava sujeita a poucas mudanças e tudo parecia mais calmo, mais tranqüilo. Até mesmo as crianças eram mais obedientes do que as de hoje. Mas será que aquela era a família ideal?


Infelizmente, o progresso moral não seguiu o progresso material e intelectual do mundo. A família, a religião e a escola não cumpriram seu papel na formação moral de um novo homem. Pais e professores se preocuparam mais com a educação da inteligência do que com a formação do caráter das crianças e jovens. Por outro lado, o homem mudou em pouco tempo a face do planeta. Em muito pouco tempo, a sociedade sofreu o impacto de novas descobertas e invenções. Antes, era a família e talvez a escola que tinham maior influência na educação. Hoje, temos a televisão, o DVD, a internet (com as redes sociais), o vídeo-game, o celular, etc. Quem segura tudo isso?


Além do mais, cada nova geração de novos espíritos reencarnados é mais inteligente que a anterior. No passado, as crianças eram mais passivas, hoje são muito ativas. Antes, elas aceitavam tudo, submetidas ao autoritarismo dos pais; hoje, sem conhecer limites, elas se manifestam como são, pois, desde cedo, já têm suas próprias opiniões. Está tudo certo? Com certeza, não. É preciso mudar, é preciso melhorar. Antes, porém, é preciso despertar. Sem a concepção de que a vida não é uma só, de que já existíamos antes e vamos continuar a existir depois desta vida, fica mais difícil mudar alguma coisa, por faltar consciência das metas que pretendemos alcançar.


Se a religião é o veículo da educação moral das pessoas, precisamos desenvolver um outro conceito de religião. Não mais o sectarismo religioso, não mais as religiões que disputam adeptos, que vivem agredindo umas às outras, criando cisões e alimentando preconceitos. Não mais as religiões que se dizem únicas e exclusivas donas da verdade e da salvação, mas a religião universal – que respeita todas as crenças, mas que tem algo fundamental: a necessidade urgente e imediata de retomar o caminho do amor e da união pelo bem-comum, retomando a essência dos ensinamentos do mestre de Nazaré.


Os pais precisam entender que devem transformar seus lares em santuários – não no sentido de práticas religiosas convencionais – mas no sentido de promover um ambiente de respeito uns pelos outros, de gestos de amor e de solidariedade, combatendo o egoísmo e o orgulho – não como algo que está fora, mas que está dentro deles mesmos. A criança de hoje, inteligente como ela é, não aceita mais a imposição da regra “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. Ela precisa ver nos pais modelos e guias de conduta, que merecem ser seguidos. Quando isso ocorrer, mesmo que sejam duras e resistentes, elas acabarão, mais cedo ou mais tarde, rendendo-se aos ideais que o lar semeou no seu espírito.


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