faça sua pesquisa

domingo, 10 de março de 2024

APROVEITADORES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 ACOMPANHE AS ATUALIZAÇÕES DIARIAS DE luizarmandoff NO INSTAGRAM

Eles sempre estiveram presentes: os que tentam vender os serviços dos Espíritos para poupar os interessados de qualquer tipo de esforço. Problemas de relacionamento, casamento, emprego, rivalidades, são algumas das opções oferecidas. Na REVISTA ESPÍRITA de maio de 1860, Allan Kardec se serve de uma notícia publicada pelo jornal SIÈCLE para comentar o assunto. Dizia a mesma que “um senhor de nome Felix N., jardineiro das proximidades de Órleans, passava por ter a habilidade de isentar os candidatos à prestação do serviço militar do sorteio, isto é, de os fazer alcançar um bom número. Prometeu a um deles, jovem vinhateiro, fazê-lo tirar o número que quisesse, mediante 60 francos, dos quais 30 adiantadamente e 30 após o sorteio. O segredo consistia em rezar três Pater e três Ave Maria durante nove dias. Além disso, o feiticeiro afirmava que, graças ao que fazia de sua parte, a coisa favorecia o rapaz e o impediria de dormir durante a última noite, mas ficaria isento. Infelizmente o encanto não funcionou: o candidato dormiu como de costume e tirou o número 31, que o fez soldado. Repetidos os fatos duas vezes, o segredo não foi mantido e o feiticeiro Felix foi levado à Justiça”. Comenta Kardec: “Os adversários do Espiritismo, o acusam de despertar ideias supersticiosas. Mas, que é o que há de comum entre a Doutrina que ensina a existência do Mundo Invisível, comunicando-se com o visível, e os fatos da natureza do que relatamos, que são os verdadeiros tipos de superstição? Onde se viu o Espiritismo ensinar semelhantes absurdos? Se os que o atacam a tal respeito se tivessem dado ao trabalho de estuda-lo, antes de o julgar tão levianamente, saberiam que não só condena todas as práticas divinatórias, como lhes demonstra a nulidade. Portanto, como temos dito muitas vezes, o estudo sério do Espiritismo tende a destruir as crenças realmente supersticiosas. Na maioria das crenças populares há, quase sempre, um fundo de verdade, mas desnaturado, amplificado. São os acessórios, as falsas aplicações que, a bem dizer, constituem a superstição. Assim é que os contos de fadas e de gênios repousam sobre a existência de Espíritos bons e maus, protetores e malévolos; que todas as histórias de aparições tem sua fonte no fenômeno real das manifestações espíritas, visíveis e, mesmo, tangíveis. Tal fenômeno, hoje perfeitamente verificado e explicado, entra na categoria dos fenômenos naturais, que são uma consequência das Leis Eternas da Criação. Mas o homem raramente se contenta com a Verdade que lhe parece muito simples: ela a reveste com todas as quimeras criadas pela imaginação e é então que cai no absurdo. Vem depois os que tem interesse em explorar essas mesmas crenças, às quais juntam um prestigio fantástico, próprio a servir aos seus objetivos. Daí essa turba de adivinhos, feiticeiros, ledores de sorte, contra os quais a lei se ergue com justiça. O Espiritismo verdadeiro, racional, não é, pois, mais responsável pelo abuso que dele possam fazer, do que o é a Medicina pelas fórmulas ridículas e práticas empregadas por charlatães ou ignorantes. Ainda uma vez, antes de julgá-lo, dai-vos ao trabalho de o estudar. Concebe-se o fundo de verdade de certas crenças. Mas talvez se pergunte sobre o que pode repousar a que deu lugar ao fato acima, crença muito espalhada no nosso interior, como se sabe. Parece-nos que tem sua origem no sentimento intuitivo dos seres invisíveis, aos quais se é levado a atribuir um poder que, por vezes, não tem. A existência de Espíritos enganadores, que pululam à nossa volta, por força da inferioridade do nosso Globo, como insetos daninhos num pântano, e que se divertem à custa dos crédulos, predizendo-lhes um futuro quimérico, sempre próprio a adular seus gostos e desejos, é um fato do qual temos provas diárias pelos médiuns atuais. O que se passa aos nossos olhos aconteceu em todas as épocas, por meios de comunicação em uso conforme o tempo e o lugar. Eis a realidade. Com o auxílio do charlatanismo e da cupidez, a realidade passou para o estado de crença supersticiosa”.



O que a gente deve fazer para não sofrer decepções? A gente sofre muito por causa das atitudes dos outros, principalmente de parentes. (Marilda)


A receita, que Jesus recomendou, para os revezes do dia-a-dia, sem nos deixarmos abater demasiado, é a humildade. E a humildade consiste em saber nos colocar exatamente no lugar em que nos situamos diante de Deus e daqueles que estão ao nosso lado. Para isso, precisamos dar dois passos importantes. Primeiro, procurar conhecer as leis divinas e, em segundo lugar, procurar nos conhecer a nós mesmos, exatamente para sabermos avaliar os próprios limites.


Conhecer as leis divinas é tomar consciência de que somos Espíritos imortais, que não estamos na Terra pela primeira nem tampouco pela última vez; que as pessoas com quem convivemos são aquelas com quem temos maiores compromissos; que elas não são melhores nem piores do que nós e que, como nós, estão aqui para aprender e ensinar; que precisamos aprender uns com os outros, mas que sejamos nós a dar o primeiro passo para exercitar o amor, sem exigir do próximo a perfeição que ainda não temos.


As decepções em relação aos outros acontecem quando queremos que eles sejam perfeitos, que nunca errem e, principalmente, que jamais nos critiquem. Mas não é isso que exigimos de nós, porque nós também erramos e não queremos reconhecer nossos erros. Se estivermos preparados para compreender os limites das pessoas com quem convivemos, com certeza, saberemos aceitar suas dificuldades e, ao invés de nos decepcionarmos com elas, vamos fazer de tudo para ajudá-las a errar menos e acertar mais.


Se quisermos refletir mais sobre este tema, a humildade, basta lembrarmos as palavras de Jesus e tentar aplicá-las em nossa vida: “ Como é que vês um cisco no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu próprio olho. Hipócrita, tira a primeiro a trave de teu olho, para depois tirares o cisco do olho de teu irmão”. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário