faça sua pesquisa

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

AINDA SOBRE A ESCRAVATURA NO BRASIL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Escolhida por editores e leitores como uma das mais importantes obras mediúnicas do século 20, curiosamente esperou quase três décadas para se tornar conhecida pelo grande público na forma de um livro. Tudo pelo temor da médium Yvonne do Amaral Pereira em relação aos possíveis efeitos na mente e coração dos leitores. Uma revisão do Espírito Léon Denis, todavia, infundiu-lhe a segurança necessária para nos anos 50, disponibilizar a obra MEMÓRIAS DE UM SUICÍDA (feb, 1954). O trabalho descortina a intensa atividade desenvolvida nos Planos Espirituais em favor dos que cedem aos impulsos pessoais ou induzidos para a consumação do suicídio. No terceiro capítulo da segunda parte, uma revelação histórica importante e interessante é apresentada. Comenta um Instrutor Espiritual de nome Epaminondas de Vigo: "— As sociedades brasileiras, meus caros discípulos, sofrem hoje e sofrerão ainda por espaço de tempo que estará ao seu alcance o dilatar ou reprimir, as consequências das iniquidades que em pleno domínio da Era Cristã permitiram fossem cometidas em seu seio. Refiro-me, como bem percebeis, à escravização de seres humanos, tratados por elas com maior rigor do que o eram os próprios animais inferiores, para a extração de posses e haveres que lhes facultassem o gozo e o império das paixões! Se não foi crime individual e sim coletivo, será a coletividade que expiará e reparará o grande opróbrio, o grande martírio infligido a uma raça carecedora do amparo fraternal da Civilização cristã, a fim de que, por sua vez, também se gloriasse as alvíssaras da educação fornecida através da Boa Nova do Reino de Deus! Sob os céus assinalados pelo símbolo augusto da Iniciação como do Cristianismo — a Cruz —, ressoam ainda, ecoando aflitivamente na Espiritualidade, os brados angustiosos de milhares de corações torturados que durante o dobar dos decênios se compungiram ante a infâmia de que eram vítimas! Não deixaram de repercutir ainda nas ondas delicadas do éter, onde se assentam as Esferas de proteção às sociedades humanas, os rumores trágicos dos látegos sanhudos dos capatazes diabólicos, a vergastarem homens e mulheres indefesos, cujas lágrimas, recolhidas uma a uma pela Incorruptível Justiça do Todo Poderoso, foram, por lei, espalhadas, em seguida, sobre essa mesma coletividade criminosa, para que, por sua vez, as sorvesse em pelejas posteriores, a se purificarem do acervo de maldades e infâmias praticadas! (...) E assim prosseguirão até que a Voz Celeste dos Missionários do Senhor as oriente para finalidade apaziguadora, no trabalho sublime da reconciliação individual por amor do Cristo de Deus! (...) Sabei que entre os escravos que, sob os céus do Cruzeiro Sublime, choraram, vergados sob o trabalho excessivo, famintos, rotos, doentes, tristes, saudosos, desesperados frente à opressão, à fadiga, à maldade, nem todos traziam os característicos íntimos da inferioridade, como bastas vezes foi comprovado por testemunhas idôneas; nem todos apresentavam caracteres primitivos! Grandes falanges de romanos ilustres, do império dos Césares; de patrícios orgulhosos, de guerreiros altivos, autoridades das hostes de Diocleciano, como de Adriano e Maxêncio, dolorosamente arrependidas das monstruosas séries de arbitrariedades cometidas em nome da Força e do Poder contra pacíficos adeptos do Cordeiro Imaculado, pediram reencarnações na África infeliz e desolada, a fim de testemunharem novos propósitos ao contacto de expiações decisivas, fustigando, assim, o desmedido orgulho que a raça poderosa dos romanos adquirira com as mentirosas glórias do extermínio da dignidade e dos direitos alheios! Suplicaram, ainda e sempre corajosos e fortes, novas conquistas! Mas, agora, nas pelejas contra si próprios, no combate ao orgulho daninho que os perdera! Suplicaram disfarce carnal qual armadura redentora, em envoltórios negros, onde peadas fossem suas possibilidades de reação, e arvorada em suas consciências a branca bandeira da paz, flâmula augusta concedida pela reparação do mal! E os escravizadores de tantos povos e tantas gerações dignas!


Gostaria que vocês me respondessem se as “curas espirituais”, feitas pelos médiuns, não são apenas conseqüência do chamado “efeito placebo”. (Alexandre)


Primeiramente, vamos explicar o que é “efeito placebo”. Uma pessoa queixa-se, por exemplo, de uma forte dor de cabeça. Alguém lhe dá um comprimido, dizendo que se trata de um remédio infalível e que, portanto, a dor passará em seguida. E é o que realmente acontece: logo após tomar o comprimido, a dor passa e a pessoa se sente aliviada. Acontece que ela não sabe que o comprimido, que tomou, não tem nenhum princípio ativo. Era apenas um comprimido de farinha.


Casos, como esse, realmente existem. Aliás, recentemente, uma pesquisa realizada na Universidade de Michigan, Estados Unidos, demonstrou que esse tipo de procedimento funciona, para algumas pessoas mais do que para outras. Geralmente, dizemos que o efeito do comprimido foi psicológico, pois ele não continha nenhuma substância que pudesse agir no organismo para tirar a dor. No entanto, a dor passou. Os neurocientistas, nesse estudo, verificaram que, após a ingestão do comprimido, um determinado núcleo do cérebro do paciente, chamado “núcleo accumbens”, liberou um neurotransmissor chamado dopamina, associado ao bem-estar.


Não é difícil concluir que houve uma espécie de cura ( ou seja, alívio do sintoma, já que não sabemos qual a causa da dor de cabeça) e que o desaparecimento do sintoma de dor foi provocado pelo fato de o paciente acreditar no efeito do suposto medicamento. Isso nos leva a concluir que “acreditar” ou “ter fé” ,de fato, funciona. E, assim como funcionou para tirar a dor de cabeça, poderia funcionar também para causar o efeito contrário - ou seja, causar a dor de cabeça, se a pessoa acreditar que determinado comprimido pode causá-la. É o poder mental do individuo – ou seja, o poder do pensamento.


O pensamento, quando fortalecido pela fé e pela vontade, aciona o cérebro, assim como os nossos dedos acionam as teclas do computador. Acionando o respectivo núcleo cerebral, acaba provocando um mecanismo próprio para eliminar a dor, através da liberação da dopamina. Portanto, esse fenômeno já está provado pela ciência, e nós acreditamos que, em toda cura – seja a cura promovida pela medicina ou mesmo por um médium – esse componente da “fé” é fundamental. Às vezes, como no placebo, pode ser decisivo. Entretanto, isso não quer dizer que toda “cura espiritual” se limita apenas ao efeito placebo.


Há estudos, inclusive feito por universidades, mostrando, por exemplo, o efeito da prece em pacientes cardíacos, em casos em que os pacientes não sabiam que estavam se submetendo à pesquisa. Um desses estudos foi realizado recentemente na Universidade de Brasília e consistiu no seguinte: um grupo de pacientes recebia preces, feitas à distância, e o outro grupo não recebia. Nenhum deles sabia que essas preces estavam sendo feitas. Durante esse período de semanas e meses, os médicos acompanharam os dois grupos de pacientes cardiopatas e, ao final, verificaram que o grupo de pacientes que recebeu as preces intercessórias demonstrou maior capacidade de recuperação.


Casos, como esse, não podem ser atribuídos simplesmente ao efeito placebo, pois o efeito placebo implica necessariamente em que o paciente se convença de que será curado ou desaparecerão os sintomas desagradáveis da doença. Também não podem ser consideradas apenas efeito placebo as curas, que se realizam em bebês, por exemplo. A Doutrina Espírita, no entanto, afirma que a fé é um componente importante nos processos terapêuticos, tanto no tratamento médico quanto no tratamento espiritual, pois todos nós trazemos conosco um mecanismo eficiente de auto cura, de que somos dotados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário