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segunda-feira, 23 de maio de 2022

UM FATO DESCONHECIDO SOBRE CHICO XAVIER; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A lógica da Doutrina Espírita não oferece espeço para lamúrias diante dos infortúnios que nos surpreendem nas experiências dessa Dimensão em que nos encontramos. Especialmente aquelas mais difíceis. O caso que apresentaremos a seguir confirma esse argumento. Para conhece-lo, vamos voltar a 23 de agosto de 1982, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Naquele dia, concluía sua rápida passagem por nossa Dimensão, o menino Artur Francisco Koller, então com três anos e meio, em consequência de um câncer no fígado. Filho temporão de uma família de três meninas com 17, 18 e 19 anos respectivamente, além de um irmão de 12 anos, era o centro das atenções de todos pela sua vivaz inteligência, tendo aprendido a falar com apenas um ano, e aos dois se comunicava como um adulto. Segundo sua mãe, começou a aprender a ler sem que ninguém o ensinasse, juntando as letras e dizendo o que estava escrito. Apenas cinco meses após sua desencarnação sua mãe e sua tia estavam no Grupo Espírita da Prece, na expectativa de receberem notícias do querido filho e sobrinho. Sua tia, a propósito, apenas 20 dias após a morte do menino, recebera uma primeira mensagem, captada mediúnicamente, na qual cita um detalhe somente do conhecimento do menino e da mãe. Um mês e meio após sua partida, outra mensagem através da tia, que, duvidando, escondeu numa estante de sua casa, atrás de alguns livros. No encontro com Chico, no dia 28 de janeiro de 1983, em Uberaba, mostrou-lhe a primeira mensagem que havia recebido, ouvindo do médium: “Minha irmãzinha, dê à sua irmã também a outra mensagem que você tem em sua casa escondida atrás dos livros, na estante. É tão verdadeira como esta. Continue a receber, minha irmãzinha, porque você está recebendo tesouros dos céus”. À noite, Chico psicografaria a primeira das duas cartas escritas por Artur Francisco, confirmando em algumas palavras sua autoria. Um ano depois, na reunião de 17 de fevereiro, a volta do Espirito escrevendo a segunda mensagem da qual destacamos o trecho em que o Espirito faz surpreendente revelação: -“Após receber muitas indagações do papai Erny, indagações do silêncio e da dor que lhe ficaram no espírito, empenhei-me a saber porque a moléstia de nosso conhecimento me alcançara tão cedo; subtraindo-me a possibilidade de continuar em nossa casa. E o meu avô me conduziu a um Instituto de Reconhecimento, dedicado ao auxílio de nossas inquirições, acerca de nós mesmos -,e, com auxílio de dois Amigos Espirituais do sul, Dr Paulo Hecker e o Dr Pedro Rosa, - fui submetido aos exames necessários, no sentido de penetrar na causa do meu problema orgânico e, através de quadros vivos em aparelhos de que a nossa televisão é pálida imagem, pude ser conduzido a recessos no tempo que ignoro como esclarecer. Em companhia do avô Clarindo e outros amigos, vi-me na condição de um homem ainda jovem a envenenar-se voluntariamente num capricho de afeição incompreendida pelo meu grupo familiar e, em seguida a muitas dificuldades no Plano Espiritual, observei-me reconduzido ao Plano Físico, onde renasci dos meus queridos pais de agora, mas carregando comigo o desequilíbrio celular que se manifestaria especialmente em meu campo orgânico no momento justo. O avô Belarmino é de parecer que lhes diga tudo isso porque existem multidões de crianças portadoras de males irreversíveis em consequência de suicídio próximo, ‘em me referindo ao tempo que passou e não no futuro. Quero dizer suicídio recente. Aí está em poucas palavras para os pais queridos a explicação do câncer considerado prematuro e inexplicável no mundo físico, que me destruiu as forças, dia por dia. Vejamos que a doença foi para mim algo semelhante a um exaustor de resultados infelizes, exaustor que me restituía a forma perfeita. Presentemente, busco novas lições para desenvolver-me mais depressa e conquistar o crescimento de ordem mental de que necessito.


Quando uma criança nasce deficiente é porque ela cometeu suicídio na outra encarnação?


Isso pode acontecer, de fato; mas nem sempre. O perigo de as pessoas aceitarem a lei da reencarnação de uma maneira muito simplista é querer dar solução muito simples a todos os casos. Sabemos, no entanto, pelos próprios princípios espíritas, que nos ensinam a usar sempre a razão e o bom senso, que nunca devemos tirar conclusões apressadas, sem examinar e sem conhecer cada caso em particular. Cada situação tem suas próprias peculiaridades e as leis da natureza têm inúmeras soluções para cada problema; e não uma só.


Quando falamos em Lei de Causa e Efeito, de fato, estamos dizendo que “todo efeito tem uma causa”. “Uma causa” é modo de dizer; na verdade, o efeito pode ter muitas causas ao mesmo tempo, ou seja, um conjunto de causas. Por isso, não devemos “concluir”, sem ter uma visão mais profunda de cada problema, pois uma determinada ação pode gerar diferentes efeitos, dependendo da situação, do lugar, da pessoa e uma série de outros fatores concorrentes. Um caso de deficiência mental ou física pode ter, assim, várias causas.


Vamos examinar um caso. Um suicídio pode causar lesão no perispírito, além da morte do corpo. Se esse Espírito reencarnar logo em seguida, sem que haja tempo para curar essas lesões, ele pode transferi-la para o novo cérebro, provocando, então, a deficiência. Mas isso depende da pessoa e das circunstâncias em que o suicídio ocorreu. Se ele foi provocado por uma doença mental, se por instigação de alguém que levou o individuo a matar-se ou mesmo por uma obsessão, o efeito poderá ser outro. Em princípio, o suicídio só causaria a lesão, se fosse resultado de uma decisão consciente da pessoa.


Uma lesão no perispírito pode decorrer de várias causas, mas ela é bem pronunciada quando parte da vontade, pois, para o Espírito o pensamento pode alterar tecidos e células. O ato de a pessoa voltar-se contra si mesma, desejando morrer, pode lhe causar uma lesão perispiritual, o que não aconteceria se ela fosse assassinada ou levada ao matar-se. Contudo, não é só o suicídio consciente e deliberado que pode lesar o perispírito. Há outras causas de ordem cármica ou pode ser, até mesmo, uma prova que o Espírito pediu por necessidade de elevação.


Há um caso, que pode ilustrar o que estamos falando. Dentre os inúmeros casos de reencarnação, estudados pelo Dr. Guimarães Andrade ( que se encontra no livro “REENCARNAÇÃO NO BRASIL”) foi da menina Jacira, numa cidade do Noroeste do Estado. Essa menina era reencarnação de um jovem tio, que morrera por suicídio há muitos anos. Ela nasceu perfeita, sem nenhum problema aparente, demonstrando apenas ser uma alma masculona; mas era saudável. Na verdade, o suicídio, que ocorreu numa fase relativamente boa do rapaz, fora uma manobra de obsessor. 



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