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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

ESQUIZOFRENIA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A evolução no século 20 do conhecimento sobre o corpo humano, seus distúrbios e comportamento deles derivados, abriu campo para a grande ampliação e aprofundamento das chamadas doenças mentais bem como diagnósticos e terapias observadas na atualidade. Novas nomenclaturas baseadas nas especificidades de cada caso ante o adensamento demográfico do Planeta. Um dos tipos foi descoberto pelo médico Eugen Broiler que a denominou esquizofrenia já na primeira década do século passado mantinha intensos debates com Freud e Jung. Estima-se atingir hoje algo em torno de 24 milhões de pessoas, sendo que a doença caracteriza-se pela chamada demência precoce, atingindo com uma deterioração mental em jovens recém entrando na vida adulta. Apesar das conquistas desde os debates citados há muito a pesquisar no que tange às origens do problema. Nesse sentido, a visão oferecida pelo Espiritismo tem algo a dizer. Afirmando o Ser humano na verdade é a resultante do complexo mente (Espírito)/ corpo espiritual/ corpo físico integrado num processo denominado reencarnação que objetiva a evolução da individualidade e que tem a regulá-lo a chamada Lei de Causa e Efeito, oferece elementos importantes para a compreensão das origens da doença até porque o problema atinge faixas etárias compreendidas pela infância e juventude. Solicitado algumas vezes a se manifestar sobre a questão, o médium Chico Xavier explicou: SOBRE A ORIGEM: -Muitas vezes, nascemos com processos alusivos a moléstias chamadas incuráveis, como resultados de complexos de culpas adquiridos por nós mesmos em existências passadas. Por exemplo: um homem extermina a vida de outro homem e parte para o Além; a vítima perdoou ao verdugo, mas a consciência do verdugo não concordou com esse perdão, e ele continua com o remorso, com o problema da culpa a lhe estragar a tranquilidade íntima. Dessa forma, os pensamentos de remorso repercurtem sobre o corpo espiritual e determinam o desequilíbrio da distribuição dos agentes químicas do organismo, já que, em verdade, cada um de nós tem determinada farmácia na sua própria vida íntima e as substâncias químicas errem o seu nível ideal, particularmente no cérebro, a cabine por onde o espírito se manifesta. Adquirindo culpas intensas e profundas, é muito natural que e criatura renasça com problemas de esquizofrenia. SOBRE A INCIDÊNCIA NA INFÂNCIA: - A esquizofrenia, na essência, decorre de transformações de caráter negativo do quimismo da vida cerebral. Esse problema, no entanto, procede da Vida Espiritual, antes do processo reencarnatório, de vez que o problema da culpa, instalando em nós, por nós mesmos, na experiência terrestre, se transfere conosco, pela desencarnação, no rumo do mais Além. Muitas vezes, atravessamos condições de vida purgatorial, no Outro Mundo, mas somos devolvidos à Terra mesmo, aos núcleos habitacionais em que as nossas culpas foram adquiridas, e, frequentemente, carreamos conosco as telas da esquizofrenia. Quando o processo da esquizofrenização se patenteia violento, eis que as pertubações consequentes se manifestam na criatura em período de desenvolvimento infantil, mas na maioria dos caso a esquizofrenia aparece depois da puberdade ou logo após a maioridade física. Os Instrutores Espirituais são unânimes em afirmar que esse desequilíbrio decorre de nossos próprios débitos, nas áreas das forças espirituais de que dispomos no campo da própria consciência. SOBRE O FATOR PREPONDERANTE: -A esquizofrenia pode, muitas vezes, indicar o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrível que aquilo se reflete na própria vida física da criatura durante algum tempo ou muito tempo.


Sou muito crítica. Aprendi a desconfiar desde criança: o relacionamento em casa sempre foi difícil e eu nunca tive uma orientação religiosa. Mas, como ter fé? Existe um meio de se adquirir essa fé ou ela vem com o tempo? (Fabiana)

Você está se referindo à fé religiosa. Isso porque a fé tem um sentido amplo. No capítulo “A Fé remove montanhas” de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec aborda muito bem esse tema. Primeiramente, ele fala sobre a fé, como um sentimento que nos dá segurança diante da vida e a certeza de que vamos alcançar algum resultado. A fé, portanto, é um sentimento inato, que nasce conosco, mas ela pode ser desenvolvida, aperfeiçoada e geralmente o é, durante a vida, podendo tomar vários rumos diferentes.

Portanto, a fé não é só religiosa. Fé na vida, fé em si mesmo, nas pessoas, nas instituições e em valores ( como Justiça, Honestidade, Lealdade, por exemplo) são indispensáveis em nossa vida. A fé em Deus é um princípio de fé religiosa. Há pessoas que acreditam em Deus, mas não adotam nenhuma religião em particular e outras, que adotam uma religião, mas não demonstram uma fé robusta A fé em Deus é o ultimo recurso que temos em mãos, quando todos os outros falharam. Aquele que, de fato, crê em Deus, por maior problema que venha a enfrentar, nunca se julga sozinho e saberá enfrentar situações difíceis sem perder a serenidade.

Kardec afirma que a fé não se impõe e nem se passa por receita a ninguém. Isto porque ela parte de um sentimento, e o sentimento nasce do coração. A fé imposta não é fé de verdade; é simulacro de fé. Quando uma pessoa diz ter fé, apenas para agradar alguém ou para obter alguma recompensa ou, simplesmente, para não sofrer discriminação ou preconceito, essa fé também é fingida, e a pessoa passa a agir com hipocrisia. Muita gente se diz religiosa, mas, no fundo, não acreditam em nada que a religião ensina.

A verdadeira fé dá segurança e serenidade. Entretanto, Kardec ainda considera que a fé pode ser cega ou racional. Cega quando aceita tudo sem examinar; racional, quando procura compreender aquilo em que crê. A fé cega, tanto aceita como nega com facilidade qualquer coisa: ela é puro sentimento e não contém nada de racional, nenhum discernimento. Para o Espiritismo, a verdadeira fé é a raciocinada. É a razão que guia a fé. Comparemos a vida a um barco. A razão é o leme, a direção – a fé é motor que move o barco. “Fé inabalável – diz Kardec – é somente aquela que pode enfrentar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”.

Respondendo à sua pergunta, é possível cultivar a fé. Mas, primeiramente, a pessoa precisa querer. A vontade é o primeiro ingrediente da fé. Querer crer é uma atitude positiva diante da vida. Mas essa atitude só pode ser consolidada de fato, como algo sólido e inabalável, se a pessoa procurar entender o objeto de sua crença. Para isso, ela deve procurar um meio adequado, que lhe possa possibilitar o exercício do raciocínio ao lado da fé. Fé sem raciocínio, fé sem compreensão daquilo em que se quer crer, é como um barco sem leme, navegando à deriva: não resistirá à primeira tempestade.

O Espiritismo tem uma proposta de fé a quem desejar crer. Mas não é uma simples proposta de conversão. O Espiritismo não tem a tola pretensão de converter ninguém, mas apenas a intenção de oferecer às pessoas oportunidade de desenvolver a fé, através do estudo e da compreensão das leis que regem o universo. A partir daí ela vai começar a entender Deus que, para o Espiritismo, “é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” .


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