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sábado, 9 de outubro de 2021

MAUS ESPÍRITOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 “Os Espíritos constituem todo um mundo, toda uma população que enche o espaço, circula ao nosso lado, mistura-se a tudo quanto fazemos. Se o véu que nô-los oculta viesse a ser levantado, nós os veríamos à nossa volta, indo e vindo, seguindo-nos ou nos evitando, conforme o grau de simpatia; uns indiferentes, verdadeiros desocupados do mundo oculto, outros muito ocupados, quer consigo mesmos, quer com os homens aos quais se ligam, com um propósito mais ou menos louvável, segundo as qualidades que os distinguem”. O comentário de Allan Kardec é amplamente autenticado por outro, o do físico Marcelo Gleiser no seu livro CRIAÇÃO IMPERFEITA (record) ao se referir visão da Teoria das Supercordas ao considerar que diz, “mesmo que as dimensões do espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”. Se pensarmos o nível de exposição às influências possíveis na atualidade pela desconexão que as pessoas vivem pelo afastamento dos assuntos da Espiritualidade, bem como, o desconhecimento sobre a realidade da revelação oferecida pelo Espiritismo, vale a pena avaliarmos o exposto no artigo que abre a edição de setembro de 1859 da REVISTA ESPÍRITA. Entre outras coisas, escreveu o autor da matéria sobre essas influências recíprocas do Mundo Espiritual ao Material e vice-versa: -“uma cópia perfeita do gênero humano, com suas boas e más qualidades, com suas virtudes e vícios. Esse envolvimento, ao qual não podemos escapar, já que não há recantos por demais ocultos que sejam inacessíveis aos Espíritos, exerce sobre nós e à nossa revelia, uma influência permanente. Uns nos impelem ao bem, outros ao mal; muitas vezes as nossas determinações resultam de suas sugestões; felizes daqueles que têm juízo suficiente para discernir o bom ou o mau caminho por onde nos procuram arrastar. Considerando-se que os Espíritos nada mais são que os próprios homens despojados de sua indumentária grosseira, ou almas que sobrevivem aos corpos, segue-se que há Espíritos desde que há seres humanos no Universo”. Tratando do fator desencadeador de qualquer processo de envolvimento e influencia observa: -“Antes de tudo podemos estabelecer como princípio que os Espíritos maus não aparecem senão onde alguma coisa os atrai. Portanto, quando se intrometem nas comunicações, é que encontram simpatias no meio onde se apresentam ou, pelo menos, lados fracos que esperam aproveitar; em todo caso, porque não encontram uma força moral suficiente para os repelir. Entre as causas que os atraem, é preciso colocar em primeira linha as imperfeições morais de qualquer natureza, porque o mal simpatiza sempre com o mal”. Como orientação para nos precavermos contra as más influências, devemos refletir sobre o seguinte: -“A primeira coisa é não os atrair e evitar tudo quanto lhes possa dar acesso. Como vimos, as disposições morais são uma causa preponderante. Todavia, abstração feita dessa causa, o modo empregado não deixa de ter influência. (...). Ora, se nos recordarmos do que já dissemos sobre a variada e numerosa população dos Espíritos que nos cercam, compreenderemos sem dificuldade que isso seria colocar-nos à mercê do primeiro que viesse, bom ou mau. E como nessa multidão há mais Espíritos maus do que bons, existe mais oportunidade para os maus, exatamente como se abríssemos a porta a todos os passantes da rua”., (...) Os bons chegam mesmo a permiti-lo para exercitar a nossa sagacidade em reconhecê-los, mas não terão nenhuma influência”.



Como é possível, no mundo espiritual, existirem florestas, animais, água e tudo o mais que André Luiz descreve em seus livros? Onde estão essas paisagens, que nós não vemos? Entre a Terra e o céu? No espaço?


Não é fácil explicar como é o mundo espiritual, justamente porque nós, seres humanos, na condição de Espíritos encarnados, não o percebemos. Nossos sentidos - a visão, a audição, o tato, o olfato e o paladar – não foram feitos para isso: eles existem para que percebamos apenas o mundo material mais próximo, ou seja, esta parte material do mundo em que vivemos. Assim mesmo, por mais aguçado sejam esses sentidos, hoje está provado que também não percebemos muita coisa e muitos fenômenos que ocorrem neste mundo físico. Por exemplo: nossos olhos não vêem a cor ultravioleta e nossos ouvidos não registram os chamados infra-sons e ultra-sons, que os cães ( por exemplo) percebem.


Assim, também, não é fácil descrever o que é um sentimento, como a tristeza, por exemplo. Sabemos que a tristeza existe, que está em nós, mas como dizer o que ela é. Nós a transmitimos através de nossas expressões, de nossos gestos, mas como vamos dizer exatamente o que ela é? É que os sentimentos não coisas materiais – que podemos ver, ouvir, tocar ou cheirar. Só podemos senti-los. Eles apenas podem se expressar através de nossos gestos, atitudes e comportamento. Do mesmo modo, até mesmo um médium que possa visualizar uma cena do mundo espiritual, ele só poderá dizer o que está vendo, mas não saberá dizer sobre a natureza daquele mundo.


Uma pessoa, que nasceu cega , afirma Kardec, não tem a noção do que seja a luz. Por mais que possamos dizer o que a luz é, ela, no máximo, poderá fazer uma pálida idéia do que estamos falando, de acordo com seus outros sentidos e o que passo ser criado em sua mente, através da imaginação. Igualmente nos acontece em relação ao mundo espiritual, que não vemos. André Luiz, ao descrever o que existe do outro lado da vida, diz encontrar muita dificuldade para expressar o que realmente vê; por isso ele descreve por comparações. Nós só vamos ter uma noção mais precisa do mundo espiritual quando estivermos nele e, assim mesmo, depois de certo tempo de adaptação às novas condições desse mundo..


Entretanto, os Espíritos orientadores têm feito de tudo para nos transmitir noções da Espiritualidade, das quais podemos ter, apenas, pálidas noções. Sabemos, no entanto, que o mundo espiritual para os Espíritos é tão concreto e real como o mundo material para nós. Praticamente tudo o que existe aqui existe lá. Logo, a natureza, que percebemos, não é toda a natureza que realmente existe. Do mesmo modo que, ao descrevermos uma pessoa, apontamos apenas os seus dotes físicos e não sua alma, assim também só apreciamos um aspecto da natureza, que é o aspecto material. Se você reler com mais atenção as obras de André Luiz, vai entender com mais profundidade de que estamos falando.


André Luiz, o notável repórter espiritual, deixa claro que o mundo dos Espíritos – ou seja, a dimensão do mundo que não vemos – é semelhante ao nosso, ou melhor, está integrado no nosso como um único mundo. Por isso, quando o Espírito desencarna – deixando os sentidos físicos e passando a usar seus sentidos espirituais – ele percebe um mundo semelhante ao que via quando encarnado. E é até comum que muitos, que já desencarnaram, nem percebam que já estão do outro lado, tal a semelhança entre um mundo e outro.









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