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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

LEI DE CAUSA E EFEITO -COMO FUNCIONA E ALGUNS EXEMPLOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Muito se cita o Carma para justificar ocorrências que fazem no mundo de hoje, questionar-se a existência de Deus. Sua concepção, ao que tudo indica, irradiou-se pelo mundo, a partir dos princípios religiosos introduzidos no nosso Planeta, pelo grupo de Espíritos exilados de Capela reencarnados na região conhecida como Índia. Ao menos é o que revela Espírito Emmanuel, através de Chico Xavier, na obra A CAMINHO DA LUZ. A ideia sofreu ao longo das civilizações deformações, deturpações, até que no lado Ocidental da Terra, foi sendo progressivamente esquecida com o apagar doutro princípio, o da reencarnação, a partir das lamentáveis decisões do Segundo Concílio de Constantinopla,  promovido pelo Imperador Justiniano, em 553 DC. Praticamente treze séculos e inúmeras gerações, distanciaram as criaturas humanas da responsabilidade de viver, infundida com as perspectivas do inevitável encontro consigo mesmas e da reparação dos estragos cometidos nos diferentes caminhos da evolução. Coube ao Espiritismo ressuscitar ambas, dentro das exigências de uma Humanidade ávida por respostas sobre porque existimos e sofremos. As pesquisas conduzidas por Allan Kardec nas reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, desde abril de 1858, resultaram em expressiva coleta de dados, obtidos através de inúmeros entrevistados que se manifestaram por diversos médiuns, sendo muitos desses depoimentos reproduzidos na REVISTA ESPÍRITA, publicada sob a direção do Codificador de janeiro de 1858 a março de 1869. Tal material serviu também para que os aterrorizantes conceitos da morte pudessem ser reformulados objetivamente a partir dos exemplos contidos n’ O CÉU E O INFERNO segundo o Espiritismo. Nele, entra-se em contato com interessantes relatos de personalidades evocadas por Kardec, testemunhando as sensações, impressões e realidades registradas por eles na transição desta para outra dimensão. Analisando-os, o Codificador enumerou 32 artigos do que ele chama de Código Penal da Vida Futura, reproduzido no capítulo 7, da Primeira Parte do livro citado. Mostram por variados ângulos a Lei implícita na afirmação “a cada um segundo as suas obras”. A vida mostra-se como uma única realidade, apesar de desenvolver-se em duas dimensões. Toma-se conhecimento, através desse conteúdo, que as leis espirituais que controlam o indivíduo aplicam-se à família, à nação, às raças, ao conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. As faltas do indivíduo, as da família, as da nação, qualquer seja o seu caráter, se expiam em virtude da mesma Lei. Comentando o aspecto, Kardec considera que “a criatura renasce no mesmo meio, na mesma nação, na mesma raça, quer por simpatia, quer para continuar, com os elementos já elaborados, estudos começados, para se aperfeiçoar, prosseguir trabalhos encetados e que a brevidade da vida não lhe permitiu acabar,(...) até que o progresso os haja completamente transformado”. Acrescenta que “não se pode duvidar haver famílias, cidades, nações, raças culpadas, porque, dominadas por instintos de orgulho, egoísmo, ambição, enveredam pelo caminho errado, fazendo coletivamente o que um indivíduo faz isoladamente. Uma família se enriquece a custa de outra; um povo subjuga outro povo, levando-lhe a desolação e a ruína; uma raça se esforça por aniquilar outra raça. Essa a razão por que há famílias, povos e raças sobre os quais desce a pena de Talião”. Identificando cinco exemplos de provas e expiações, individuais e coletivas, destacamos alguns do extraordinário acervo construído por Kardec ou pelo trabalho do médium Chico Xavier. Didaticamente os alinharemos mostrando o efeito e a correspondente causa determinante. CASO 1 Efeito - Industrial, morto doze horas após explosão de caldeira em sua empresa, envolvendo seu corpo em verniz fervente nela contida. Socialmente queridíssimo pela postura pessoal, em toda sua cruel agonia, não se lhe ouviu um só gemido, uma só queixa, apesar das dores lancinantes resultantes das profundas queimaduras sofridas. CausaAção assumida 200 anos antes, quando, na condição de juiz e inquisidor italiano condenou a morrer queimados os envolvidos numa conspiração visando a politica clerical, entre os quais uma jovem entre 12 e 14 anos, contra a qual os executores se recusavam cumprir a sentença, tornando-se ele, além de juiz, o carrasco que ateou fogo na quase menina. CASO 2 – Efeito – Antonio B., escritor, morto repentinamente( provavelmente um ataque cataléptico), teve seu corpo encontrado virado de bruços durante exumação feita 15 dias após o sepultamento, procedimento efetuado para que familiares recuperassem medalhão por acaso esquecido no caixão. Causa – Ação em vida anterior em que descoberta infidelidade da esposa, a enterrou viva num fosso. CASO 3Efeito - João Fausto Estuque, desencarnado em 16/10/1976, em acidente aéreo com avião de pequeno porte, na região de Votuporanga, SP. Causa – Ter sido protagonista 300 anos antes, em ações objetivando conquistar destaque nas posições da finança e do poder,  que culminaram na morte de várias pessoas de vasta comunidade humana, precipitadas em penhascos, sem que seus delitos fossem descobertos ou punidos.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Bilhões de pessoas existem no mundo. Milhões delas estão orando neste momento, pedindo proteção a Deus e cada uma se dirige a Deus como se fosse se ela fosse a única que estivesse orando, como se Deus estivesse ali ao seu lado somente para ela, para atendê-la. Não é assim que acontece? Eu pergunto: como que Deus, que é um só, pode estar ali para atender cada uma dessas milhões de pessoas?

Sua pergunta tem algo de lógico, mas, ao mesmo tempo, questiona a existência de Deus.

Quem nos ensinou a orar foi Jesus. Para Jesus orar (como o próprio sentido da palavra está dizendo) é falar, falar com Deus, a quem ele chamou amorosamente de Pai.

Nós sempre dizemos que a grande revolução que Jesus provocou na religião foi trazer Deus do palácio (onde ele era rei) para dentro de casa, onde passa a ser nosso Pai.

Há uma diferença entre rei e pai, naturalmente. O rei está longe, no palácio. Se você quiser falar com ele, você precisa ir lá, marcar audiência e, se possível, ser recebido.

Para falar com seu pai, você nem precisa sair de casa, porque o pai está ali, no dia a dia, ao seu lado, e sabe mais do que você de que realmente você precisa. Veja, portanto, a grande diferença.

Logo, Jesus comparou Deus ao pai justamente para colocá-lo ao lado de cada um e mostrar como é fácil falar com ele. Aliás, Jesus mostrou que “falar com Deus” é a coisa mais fácil do mundo.

É até mais fácil do que falar com o pai humano, porque o pai humano nem sempre está disponível e, às vezes, nem está atento ao que você está falando. Isso não acontece com Deus, que o nosso Pai Maior.

Mas, como Deus pode estar em todos os lares, ao lado de cada um? – você pergunta.

  Deus é a causa e a razão de tudo. Na verdade, ele não pode ser uma pessoa como nós, porque uma pessoa quando está aqui, não está ali. Deus, porém, está em tudo, porque tudo que existe provém dele e está nele.

Essa concepção é filosófica, porque, como dizia o Hegel, filósofo alemão, Deus, sendo um ser perfeito, possui todas as perfeições, e a onipresença é uma perfeição.

Allan Kardec também se preocupou com esta questão que você levanta, ao perguntar aos Espíritos: “Deus se ocupa pessoalmente de cada homem? Ele não é muito grande e nós muito pequenos para que cada indivíduo em particular tenha alguma importância aos seus olhos”?

Veja a resposta à questão 964 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS: “Deus se ocupa de todos os seres que criou, por menores que sejam. Nada é muito pequeno para sua bondade”.

E quando Kardec insiste, perguntando se Deus estaria atento quanto aos nossos atos, para nos recompensar ou punir, eles respondem: ”Deus tem suas leis que regulam todas as vossas ações; se as violais é vossa falta”.

O fato de Deus ser o Criador ( a causa não causada, segundo Aristóteles) e o mantenedor que tudo que existe faz com que tudo esteja nele e nada acontece que não lhe diz respeito.

Seu comando é sua vontade, razão por que Jesus afirmou “ não cai um só fio de cabelo de vossa cabeça sem que Deus o saiba”.

Por isso, Ele está aqui e ali, está em tudo e em todos. Nenhum fato, por mais insignificante nos pareça, está fora de seus domínios. O universo está em Deus e tudo acontece de acordo com suas leis.

Em razão disso, ninguém está tão perto de nós quanto o Pai de Amor e Misericórdia que Jesus ensinou, motivo pelo qual não precisamos nem mesmo falar quando oramos, em qualquer lugar que estivermos. Basta pensar e já estamos nos comunicando com Deus.


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