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sábado, 3 de janeiro de 2026

REMORSO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Convivendo com o infortúnio de encarnados e desencarnados por muitas décadas, o médium Chico Xavier comentou que “tudo passa, mas o remorso faz com que o tempo pare dentro da gente. O relógio não espera ninguém, mas a consciência culpada se recusa a avançar”. O caso seguinte comprova esta afirmação. Começa com uma manifestação psicofônica havida ao final da reunião de 13 de maio de 1954, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Usando a mediunidade de Chico, comunicou-se um Espírito identificado apenas pelas iniciais J.P. que, curiosamente, ligava-se a uma das integrantes do grupo ali presente, a qual, meses antes da mensagem, revelava todos os sintomas de uma gravidez aparente e dolorosa, tendo sido tratada espontaneamente em várias reuniões sucessivas por um dos Benfeitores Espirituais que, carinhosamente, a libertou, através de passes magnéticos, das estranhas impressões de que se via possuída. Com grande surpresa para todos, soube-se que o Espírito J.P., era o candidato ao renascimento que não chegou a positivar-se. A história de J.P. talvez possa ser iniciada pela noite/madrugada de março de 1866, após o mesmo ter retornado de uma reunião de que participara na Câmara Municipal de Vassouras (MG), a convite de amigo pessoal para tratar de assunto que lhe era inteiramente desagradável: “a adoção de medidas compatíveis com a campanha abolicionista, então na culminância”. Admitindo que o negro havia nascido para o eito, não cogitando de concessões nem transações, apoiado  por outros que lhe partilhavam das opiniões, viu sua causa vencedora, em meio a acalorados debates. Retornando à sua propriedade, todavia, tomou conhecimento que a inspiração da providencia sugerida partira inicialmente de um dos servos de sua casa, Ricardo, a quem presumia dedicar sua melhor afeição. A ele se ligara desde pequeno por profunda simpatia por sua inteligência invulgar, propiciando-lhe condições de uma formação esmerada que o tornara hábil tradutor do francês. Afeiçoado ao rapaz, tornara-o companheiro, confidente, amigo, tudo, reconhecia hoje, por implacável egoísmo, por admirar-lhe as qualidades inatas, aproveitando-lhe o concurso, como quem se reconhece dono de uma animal raro, querendo-o como se não passasse de mera propriedade sua. Enraivecido, disposto a castiga-lo apesar do horário, determinou sua imediata prisão, contra a qual não houve nenhuma resistência e, após interrogatório encarado com calma, resignação e bondade, que só fez atiçar a ira do que se julgava seu senhor, ordenou que a prisão no tronco fosse transformada em suplício comandado através de gritos, para que sua gente por meio de violentas pancadas, dilacerassem o dorso nu de Ricardo que, apesar do jorro abundante de sangue, mergulhara em lacrimoso silêncio. À face daquela resistência tranquila, induziu o capataz a massacrar-lhe mãos e pés, recomendação imediatamente cumprida, após o que os grilhões foram dasatados. Recorda J.R., que “aquele homem, que parecia guardar no peito um coração diferente, ainda teve forças para arrastar-se, nas vascas da morte e, endereçando-me inesquecível olhar, inclinou-se à maneira de um cão agonizante e beijou-me os pés”... Acrescenta “não haver quem possa compreender o martírio de um Espírito que abandona a Terra, não posição em que deixei. Um pelourinho de brasas que me retivesse por mil anos sucessivos talvez me fizesse sofrer menos, pois desde aquele instante a existência se me tornou insuportável e odiosa”. Sem noção de tempo, em dado instante, na treva em que se debatia, a voz de Ricardo se fez ouvir aos seus pés: -Meu filho!..Meu filho!...Conta que “num prodígio de memória, em vago relâmpago na escuridão de minh’alma, recordei cenas que haviam ficado a distância, quadros que a carne da Terra havia conseguido transitoriamente apagar. Com emoção indizível, vi-me de novo nos braços de Ricardo, nele identificando meu próprio pai, meu próprio pai que algemara cruelmente ao poste de martírio e a cuja flagelação eu assistira, insensível, até ao fim... Não posso entender os sentimentos contraditórios que então me dominaram... Envergonhado, em vão tentei fugir de mim mesmo. Em desabalada carreira, desprendi-me dos braços carinhosos que me enlaçavam e busquei a sombra, qual o morcego que se compraz tão somente com a noite, a fim de chorar o remorso que meu pai, meu amigo, meu escravo e minha vítima não poderia compreender. No entanto, como se a Justiça, naquele momento, houvesse acabado de lavrar contra mim a merecida sentença condenatória, após tantos anos de inquietação, reconheci, assombrado, que meus pés e minhas mãos estavam retorcidos. Procurei levantar-me e não consegui. A Justiça vencera”. O testemunho de J.R. prossegue, narrando outras desventuras que experimentou a partir daquele dia, provocadas por cativos que lhe conheceram a truculência, até que, décadas depois, no calendário de nossa Dimensão, começasse a ser preparado para nova reencarnação a se efetivar em breve, possibilitando-lhe expiar o tenebroso e triste passado.


Se o método científico não é infalível, que autoridade ele tem para afirmar que os Espíritos não existem?

A comunidade científica procura de alguma forma preservar a metodologia existente, porque até agora ela deu resultados práticos que lhe interessam, mas tem medo de penetrar um campo desconhecido para o qual não se sente preparada.

Ela nada pode dizer sobre o Espirito – nem que existe, nem que inexiste – porque não conta com estudo específico sobre esse campo de conhecimento. 

Aliás, os cientistas, que já se propuseram a isso ao longo dos anos, foram ignorados ou rechaçados, porque são poucos e quase sempre estão sozinhos. Na verdade, não há nenhum interesse em se pesquisar o espírito, como afirma a pesquisadora brasileira Sônia Rinaldi, que estuda os fenômenos de comunicação instrumental com a espiritualidade.

Alguns estudiosos, desde o século XIX, ousaram cuidar do assunto e não conseguiram convencer seus colegas sobre o resultado de suas pesquisas. Foram ignorados e perseguidos,

  Já houve pesquisas de fenômenos físicos, como a do inglês William Crookes por exemplo, mas não foram desconsideradas pelos meios científicos da época.

Alguns estudiosos mais ousados acabaram caindo no descrédito e ficaram isolados do meio científico, demonstrando o quanto é perigoso entrar nesse campo.

Atualmente temos alguns estudos mais no campo da Psiquiatria e da Psicologia, que são os menos dispendiosos financeiramente, que abordam, temas como reencarnação e fenômenos inteligentes.

  Acontece, prezado ouvinte, que não há nenhum interesse em se descobrir o Espírito, porque isso não traria nenhuma vantagem financeira.

  Por isso, as pesquisas acabam servindo, hoje, aos interesses de grupos econômicos, que visam lucro imediato, até porque essas pesquisas exigem elevados recursos.

  Por outro lado, convém considerar que a ciência não é um órgão ou uma instituição, que poderia dizer o que está certo e o que não está.

Ela é formada pelo conjunto dos cientistas do mundo todo, que se dividem em áreas de estudo e que decidem o que deve e o que não deve ser aceito em congressos que se realizam em várias partes do mundo.

Desse modo, para a ciência não há uma verdade pronta e estabelecida. Ela simplesmente pesquisa e, aos poucos, vai perfazendo seu caminho, utilizando de sua metodologia e dentro de suas possibilidades.


 

 

 

 

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