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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

AS REVELAÇÕES DE EMMANUEL. EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Desde que se fez visível pela primeira vez a Chico Xavier, numa tarde de domingo, nas cercanias de Pedro Leopoldo (MG), o Espírito Emmanuel, assumiu, de forma ostensiva, a orientação das atividades mediúnicas do médium. Começava a se cumprir a tarefa assumida por ambos no Plano Espiritual de trabalharem na produção de livros objetivando a divulgação do Espiritismo. Foram décadas de convivência quase diária, exceção, segundo Chico, durante a Segunda Guerra, pouco antes da França ser invadida, quando o Benfeitor se ausentou durante dois anos, a pedido de Estevão ( do livro PAULO E ESTEVÃO), para auxiliar alguns amigos dele que viviam na Grécia,  sendo substituído por uma entidade de nome Nathanael). Foi  a partir de 1937 que Emmanuel começou sua produção pessoal. Primeiro, com o crítico EMMANUEL (feb), que quase não foi publicado. Na sequência, em 1938, o excelente A CAMINHO DA LUZ (feb), revelando detalhes sobre a história da Terra, seu surgimento no Sistema Solar e, parte de suas Civilizações. Em 1939, começa a escrever sobre sua fieira de encarnações com HÁ DOIS MIL ANOS, seguido, no mesmo ano, por 50 ANOS DEPOIS e, mais tarde, RENÚNCIA (1942) e AVE CRISTO (1953). Entre estes, em 1940, organiza O CONSOLADOR, compreendendo 411 perguntas e respostas formuladas a partir de sugestão de amigo do Plano Espiritual aos participantes das reuniões de estudo do Grupo Espírita Luiz Gonzaga. Em 1941, transmitiu PAULO E ESTEVÃO, narrando lances da historia do Apóstolo dos Gentios. Detalhe curioso, , seria revelado em mensagem de 16/3/1941, em que Emmanuel diz que “a biografia de Paulo trouxe muitas lembranças amáveis e preciosas de antigos companheiros de lutas”, de modo que, “se fosse registrar todos os pedidos de amigos do grande apóstolo, o livro custaria a chegar ao término”. Eram “negociantes de Colossos, proprietários de Laudiceia, antigos trabalhadores de Tessalonica, figuras de toda a Ásia, antigos filhos do cativeiro e do patriciado de Roma, trazendo subsídios para iluminar o quadro em que viveu o inesquecível Apóstolo, tornando impraticável o aproveitamento de todos”. No ano de 1952, entre os quatro trabalhos publicados naquele ano, encontrava-se ROTEIRO, em que Emmanuel discorrendo sobre a Terra, revela que “mais de 20 bilhões de almas conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de evolução”. Anos depois, na edição de janeiro de 1956 da revista ALIANÇA PARA O TERCEIRO MILÊNIO, o Instrutor Espiritual, entre outras informações, diz que “a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui grandes repousos e atividades, em períodos determinados. Cada período pode ser calculado em 260 mil anos. Os Grandes Instrutores da Humanidade, nos Planos Superiores, consideram que, desses 260 mil anos, 60 a 64 mil, são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.Depois temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos. De modo que, no  período de atividade que estamos atravessando,  tivemos duas grandes raças na Terra, cujos traços se perderam, pelo primitivismo delas mesmo. Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de uma inteligência mais avançada, como detentora de valores mais altos, nos domínios do Espírito. Em seguida, possuímos o grande período da raça Atlante, em outros 28 mil anos de grande trabalho, no qual a inteligência do mundo se elevou de modo considerável”. Confirma que “as últimas ilhas que guardavam os remanescentes da Civilização Atlante, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos antes da Grécia de Sócrates”, acrescentando ‘acharmo-nos nos últimos períodos da grande raça Atlantica .Dentre as milhares de revelações, particulares e de interesse coletivo, feitas em décadas de trabalho com Chico Xavier, há uma, publicada no livro PLANTÃO DE RESPOSTAS (ceu), prefaciado por ele em setembro de 1994, merecedora de nossas reflexões: “A Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este o caminho”.


  Por que João, num de seus escritos, afirma que o Espirito que negar que o corpo de Jesus era de carne não podia provir de Deus.

-  Dias depois da morte na cruz, quando seu corpo já tinha sido sepultado, Jesus passou a aparecer; primeiro para as mulheres, depois para os discípulos.

Essa surpreendente aparição de Jesus, não só reavivou a fé daqueles que o seguiram em vida, como provocou uma série de discussões sobre a natureza do corpo de Jesus.

Como podia um corpo morto ressuscitar? Os judeus não tinham noção de espírito, como tinham por exemplo os gregos. Eles não podiam compreender que Jesus reaparecia em espírito.

Aliás, em perispírito – corpo espiritual ao qual Paulo de Tarso de referiu mais tarde, de tal forma que ele podia se materializar de forma concreta, como o fez no episódio em que se manifestou a Tomé.

Foi dessa crença que surgiu a ideia de que Jesus não tivera um corpo de carne como o nosso, que ele ressuscitara porque de fato seu corpo não morrera.

Essa crença, que passou a ser cultivada entre muitos seguidores de Jesus, à qual Allan Kardec atribuir aos docetas, persistiu por muitos séculos, e foi causa de muitas dissensões entre os primeiros cristãos.

Por incrível que pareça, até mesmo no meio espírita, na época de Allan Kardec, ela teve seguidores, após publicação de uma obra conhecida por OS QUATRO EVANGELHOS de Ernesto Roustain (Rustém).

Os espíritas, mais tarde, tiveram que restabelecer o pensamento de Kardec para mostrar que Jesus era, antes de tudo, um ser humano – um Espírito puro, que reencarnou entre nós, e que passou por um grande martírio por conta das ideias inovadoras que trazia ao mundo.

No entanto, alguns dos apóstolos, inclusive João, autor das epistolas, chama a atenção sobre a incongruência dessa maneira de crer, como neste versículo em que reafirma que o corpo de Jesus era de carne como o nosso.

E nem podia ser diferente. Caso contrário, o nascimento, a vida e o martírio de Jesus, até mesmo a gravidez de Maria,  teriam sido uma simulação, uma mera representação teatral que nada tivera a ver com a realidade.

A violência que os soldados praticaram contra ele, as chicotadas, as perfurações das lanças, os pregos que o sustentaram na cruz, o sangue que correu pelo seu corpo – tudo isso teria sido uma mera simulação.

João vinha reafirmar assim que Jesus, acima de tudo, fora um homem, um ser humano como nós, que viveu e sofreu para nos deixar a maior lição que o mundo já conheceu.


 

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