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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

ESTAVA ESCRITO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 No ultimo dia 2 de novembro, recebi de um amigo replica de uma carta atribuída a uma médica que trabalha em Munique, na Alemanha, expondo a difícil situação enfrentada pelos alemães com a chegada de mais de um milhão de refugiados, carregados de doenças, fanatismo religioso, agressivos, impondo um clima de grande instabilidade na até bem pouco tempo vida dos moradores da importante nação europeia, fatos e aspectos que a mídia local e internacional não divulga.  Aproveitando a presença no Velho Continente de outro amigo que por lá realiza trabalhos jornalísticos encaminhei-lhe o texto, solicitando confirmasse as informações, respondeu: -“Na tive nem terei, acho, contato com os alemães, porém, com franceses e suíços,  isso realmente esta acontecendo. Estão infelizes e horrorizados e - a grande maioria -  revoltados com tudo isso. A informação procede. Estão chegando dessa maneira mesmo e a TV e mídia não estão noticiando. Na França, em Lyon onde estive até hoje, tudo esta um caos”. Revendo o capítulo 18 do livro A GÊNESE, de Allan Kardec, curiosos e atuais comentários podem ser lidos: 1 - A Humanidade tem realizado, até o presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral.. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho. 2 - Não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região, ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado.  3 - Uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode realizar-se sem comoções. Há, inevitavelmente, luta de ideias. Desse conflito forçosamente se originarão passageiras perturbações, até que o terreno se ache aplanado e restabelecido o equilíbrio. É, pois, da luta das ideias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. 4 - A Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e, cada transformação se assinala por uma crise que é, para o gênero humano, o que são, para os indivíduos, as crises de crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas, dolorosas, e arrebatam consigo as gerações e as instituições, mas, são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. 5 - A humanidade é um ser coletivo em quem se operam as mesmas revoluções morais por que passa todo ser individual, com a diferença de que umas se realizam de ano em ano e as outras de século em século. 6 - De duas maneiras se opera, como já o dissemos, a marcha progressiva da humanidade: uma, gradual, lenta, imperceptível, se se considerarem as épocas consecutivas, a traduzir-se por sucessivas melhoras nos costumes, nas leis, nos usos, melhoras que só com a continuação se podem perceber, como as mudanças que as correntes de água ocasionam na superfície do globo; a outra, por movimentos relativamente bruscos, semelhantes aos de uma torrente que, rompendo os diques que a continham, transpõe nalguns anos o espaço que levaria séculos a percorrer. É, então, um cataclismo moral que traga em breves instantes as instituições do passado e ao qual sobrevém uma nova ordem de coisas que pouco a pouco se estabiliza, à medida que se restabelece a calma, e que acaba por se tornar definitiva. 7 - O progresso intelectual realizado até o presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir. 8- Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.



Filmes espíritas, como “Nosso Lar” e outros, costumam mostrar cenas horripilantes de Espíritos em sofrimento, de Espíritos revoltados e violentos. Será que essas cenas não causam mais medo nas pessoas, mais do que ajudam? Será que os espectadores não ficam mais impressionadas com a questão da morte e do que lhes pode acontecer depois?

Nós não conhecemos a arte cinematográfica para dizer que tais cenas poderiam ser apresentadas de outra maneira. Mas podemos dizer que, geralmente, os filmes procuram mostrar aquilo que vem descrito nos livros.

É claro que uma coisa é você ler, outra você visualizar no filme. Pode parecer que as cenas dos cinemas, por meio das imagens e dos efeitos sonoros, expressem com mais realidade as cenas que os livros descrevem.

Aliás, no cinema, de uma maneira geral e não só em filmes espíritas, tendem ao exagero, justamente para impressionar mais os sentidos dos espectadores.

No entanto, podemos dizer que é o objetivo é mostrar e não causar medo no espectador. Cada qual vai ver, sentir e interpretar da sua maneira.

Por outro lado, não podemos deixar de considerar que o cinema explora muito as cenas de violência nos filmes em geral, principalmente nas ficções e filmes para adolescentes, e de uma maneira exagerada.

Não vemos pais e educadores se manifestarem a respeito, até porque esses filmes predominam nas telas, procurando mostrar que somente a violência vence a violência, coisa em que não acreditamos.

Para os espíritas, e para os espiritualistas em geral, somente o amor vence a violência, e é isso que os filmes procuram mostrar, uma vez que não temos como negar a realidade da violência no mundo.

Portanto, não sabemos como a literatura espírita e o cinema podem abordar essas questões de outra forma

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

MUITO ALÉM DO QUE VOCÊ VÊ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A explicação é de Allan Kardec, fundamentada nas observações e informações reveladas pelos Espíritos que o auxiliaram na formulação dos conteúdos do Espiritismo. Segundo ele, o ponto de partida de tudo que há é o que chama de Fluido Cósmico Universal. Diz que “o fluído cósmico, conquanto emane de uma fonte universal, se individualiza, por assim dizer, em cada Ser, adquirindo propriedades características, que permitem distingui-lo de todos os outros. Nem mesmo a morte apaga esses caracteres de individualização, que persistem longos anos após a cessação da vida (...). Cada um de nós tem, pois, seu fluido próprio, que o envolve e acompanha em todos os movimentos, como a atmosfera acompanha cada planeta. É muito variável a extensão da irradiação dessas atmosferas individuais. Achando-se o Espírito em estado de absoluto repouso, pode essa irradiação ficar circunscrita nos limites de alguns passos; mas, atuando a vontade, pode alcançar distâncias infinitas. A vontade como que dilata o fluido, do mesmo modo que o calor dilata os gases. As diferentes atmosferas individuais se entrecruzam e misturam, sem jamais se confundirem, exatamente como as ondas sonoras que se conservam distintas, a despeito da imensidade de sons que simultaneamente abalam o ar. Pode-se, por conseguinte, dizer que cada indivíduo é centro de uma onda fluídica, cuja extensão se acha em relação com a força da vontade, do mesmo modo que cada ponto brilhante é centro de uma onda sonora, cuja extensão está na razão propulsora do fluido, como o choque é a causa de vibração do ar e propulsor das ondas sonoras. Das qualidades peculiares a cada fluido resulta uma espécie de harmonia ou desacordo entre eles, uma tendência a se unirem ou evitarem, uma atração ou repulsão, numa palavra: as simpatias ou antipatias que se experimentam, muitas vezes sem manifestas causas determinantes. Se nos colocamos na esfera de atividade de um indivíduo, sua presença não raro se nos revela pela impressão agradável ou desagradável que nos produz seu fluido. Se estamos entre pessoas de cujos sentimentos não partilhamos, cujos fluidos não se harmonizam com os nossos, penosa reação entra a oprimir-nos e sentimo-nos ali como nota dissonante num concerto! Se, ao contrário, muitos indivíduos se acham reunidos em comunhão de propósitos e intenções, os sentimentos de cada um se exaltam na proporção mesma da massa das forças atuantes. Quem não conhece a força de arrastamento que domina as aglomerações onde há homogeneidade de pensamentos e de vontades? Ninguém pode imaginar, a quantas influências estamos assim submetidos, à nossa revelia”. Embora reconhecendo não poder pronunciar-se afirmativamente sobre a possibilidade, Kardec cogita: -“Não podem essas influências ser a causa determinante de certas ideias, dessas ideias que em dado momento se nos tornam comuns e a outras pessoas, desses pressentimentos que nos levam a dizer: paira alguma coisa no ar, pressagiando tal ou tal acontecimento? Enfim, certas sensações indefiníveis de bem estar ou mal estar moral, de alegria ou tristeza, não serão efeitos da reação do meio fluídico em que nos encontramos, dos eflúvios simpáticos ou antipáticos que recebemos e que nos envolvem como as emanações de um corpo odorífico?”. Acrescenta “que é preciso convir, pelo menos, que a teoria do Fluido Cósmico individualizado em cada Ser sob o nome de fluido perispirítico, abre um campo inteiramente novo para a solução de uma infinidade de problemas até agora insolúveis”. Evoluindo seu raciocínio, afirma que “em seu movimento de translação, cada um de nós leva consigo a sua atmosfera fluídica, como caracol leva sua concha; esse fluido, porém, deixa vestígios da sua passagem; deixa um como sulco luminoso, inacessível aos nossos sentidos, no estado de vigília, mas que serve para que os sonâmbulos reconstituam os fatos ocorridos e examinem os motivos que os ocasionaram. Toda ação física ou moral, ostensiva ou não, de um Ser sobre si mesmo, ou sobre outro, pressupõem, de um lado, uma força atuante e, de outro, uma sensibilidade passiva. Em todas as coisas, duas forças iguais se neutralizam e a fraqueza cede à força. Ora, não sendo todos os homens dotados da mesma energia fluídica, ou, não tendo o fluido perispirítico, em todos, a mesma potência ativa, explicado fica por que, nuns, essa potência é quase irresistível, ao passo que, noutros, é nula; por que algumas pessoas são muito sensíveis à sua ação, enquanto outras refratárias”.



Li uma matéria interessante sobre memória. Mas, como se trata de matéria científica, o autor apenas falou sobre a complexidade da memória cerebral, como se o espírito não existisse. Existem áreas específicas no cérebro responsáveis pela memória. Então, eu pergunto:  e essas pessoas que dizem se lembrar de vidas passadas, de onde vem essa memória? Ela também está no cérebro? (Cássia Arruda Dias)

É claro que memórias de vida passada não podem estar em nosso cérebro atual, até porque o cérebro que continha a memória da vida anterior  já morreu e não existe mais.

  Desse modo, se há quem possa vislumbrar episódios de vidas passadas, se não faz uso de sua memória cerebral, deve obter tais informações de outra fonte. Essa fonte, segundo o Espiritismo, é o perispírito que vai acumulando memórias ao longo das encarnações.

Segundo André Luiz, a conexão mente-espírito se dá por meio de uma glândula endócrina, chamada pineal ou epífese, situada na parte central do cérebro. Por motivos que desconhecemos, por meio da pineal, alguma memória passa do perispírito para o cérebro, fazendo vir à tona episódios de vida passada.

Alguns estudiosos da reencarnação, sobretudo o Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, trouxeram rico material mostrando centenas de casos de crianças de várias partes do mundo que trazem esse tipo de lembrança, conforme o livro CRIANÇAS QUE SE LEMBRAM DE VIDAS PASSADAS. 

Para nós são casos excepcionais, que exigem paciência e muito estudo, até porque raramente são detectados, mas podem servir de parâmetro para o estudo da reencarnação. Recordações de vida anterior, quando confirmadas por meio de pesquisas, são fortes indícios de reencarnação.

No Brasil tivemos os estudos científicos do Dr. Hernani Guimarães Andrade, autor do livro REENCARNAÇÃO NO BRASIL, demonstrando inclusive a dificuldade de se localizar e se documentar tais casos devido ao preconceito que ainda paira na sociedade sobre a questão da reencarnação.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A LEI DE CAUSA E EFEITO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Foram 300 anos de exploração, violência, dores e amores que, certamente, gerou não só dívidas coletivas, mas também individuais para os pioneiros que ajudaram a construir a nação brasileira. Historiadores, por outro lado, consideram que o braço cativo foi o elemento propulsor da nossa economia. Caçados, aprisionados, transportados acorrentados em porões de navios infectos, vendidos em lotes ou individualmente como mercadoria a que se atribuía valor pela dentição ou massa muscular, tratados como animais capazes de gerar crias, castigados cruel e selvagemente, às vezes morriam em função das agressões físicas a que eram submetidos. Fêmeas, como eram tratadas, vítimas de estupros, tinham seus filhotes separados para venda, mal nasciam. Oriundos do Continente Africano estima-se chegassem ao Brasil em torno de 130 mil anualmente, procedentes de Luanda e Benguela, Congo, Guiné Moçambique. Entre seis e nove milhões em três séculos. Como sabemos, a interpretação da Lei de Causa e Efeito explica que além das transgressões cometidas pelo indivíduo, há aquelas que podem ser assumidas por uma família, uma nação, uma raça, ao conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.. A mediunidade em nossa Dimensão, tem contribuído para o reequilíbrio de muitas criaturas presas a fatos por elas gerados durante a referida época. Na incalculável legião de necessitados que o abordaram ao longo das décadas em que serviu ao próximo em nome do Espiritismo, Chico Xavier, se fez instrumento para que muitos casos dolorosos e enigmáticos pudessem ser avaliados sob a ótica de Lei de Causa e Efeito. Dentre os que ficaram registrados em livro, selecionamos alguns, que apresentaremos começando pelo Efeito, remontando a Causa. CASO 1 – EFEITO – Menino, 10 anos, mudo, conduzido pela mão pelo pai, acometido por convulsões intermitentes epilépticas. CAUSA – Ações em encarnação anterior, em que ele, senhor de escravos, se comprazia em exercitar sua crueldade na boca dos cativos, aplicando ferro em brasa na boca dos coitados. Os acessos que tem são provocados pelo aflorar das lembranças das surras e castigos impostos aos escravos. CASO 2 – EFEITO – Mulher, cujo corpo era acometido de estranha moléstia que lhe impunha constantes cirurgias pelo aparecimento nos tendões nervosos, vermes, provocando-lhe dores atrozes, até serem extraídos pelas operações. CAUSA - Em vida passada, rica fazendeira, ao perceber a atração de seu marido por escrava moça recem comprada, roída pelo ciúme, a enclausurou num dos quartos da Fazenda, em lugar ermo, deixando-a morrer de fome e sede. Localizado o quarto, dias depois, pelo mau cheiro exalado, aberta a porta, foi encontrado o corpo da bela escrava todo coberto de vermes. CASO 3 – EFEITO – Homem, braço direito deformado com uns babados de carne mole, arroxeada, esquisita, mais parecendo um açoite enrolado, cheio de nós. CAUSA – Ações praticadas em encarnação anterior em que na condição de capataz, açoitou uma infinidade de escravos, levando muitos ao desencarne, por sua impiedade. Na existência atual, traz no braço o que lhe está no Espírito, um eco dos açoites irados que deu, impondo sofrimentos indescritíveis nas suas vítimas, que experimentará com o endurecimento gradual dos tais babados que se converterão num câncer que o ajudará a se livrar da culpa que carrega.CASO 4 – EFEITO - Três moças tratadas nos trabalhos de desobsessão no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo (MG), uma das quais tinha o estranho hábito de mastigar vidros, o que deixava os anfitriões que as hospedavam em sua casa, assustados e preocupados. CAUSA – Tratamento impiedoso aplicado a escravos de sua propriedade em vida anterior. Como ”Sinhás” da fazenda, usavam a força e o poder através de cruéis capatazes. Uma delas, por motivo fútil, fez enterrar um escravo – o Espirito que se manifestava – deixando apenas a cabeça de fora, mandando a besuntassem com mel, a fim de atrair insetos, onde permaneceu sozinho, em intermináveis sofrimentos, até encontrar a morte. Nas horas finais, em desespero ele clamava: “- Sinhá! Se existe alma depois desta vida, eu vou me vingar”, convertendo-se a jura, atualmente, na forte obsessão que acometera as três jovens...



 

Filmes espíritas, como “Nosso Lar” e outros, costumam mostrar cenas horripilantes de Espíritos em sofrimento, de Espíritos revoltados e violentos. Será que essas cenas não causam mais medo nas pessoas, mais do que ajudam? Será que os espectadores não ficam mais impressionadas com a questão da morte e do que lhes pode acontecer depois?

   Nós não conhecemos a arte cinematográfica para dizer que tais cenas poderiam ser apresentadas de outra maneira. Mas podemos dizer que, geralmente, os filmes procuram mostrar aquilo que vem descrito nos livros.

É claro que uma coisa é você ler, outra você visualizar no filme. Pode parecer que as cenas dos cinemas, por meio das imagens e dos efeitos sonoros, expressem com mais realidade as cenas que os livros descrevem.

Aliás, no cinema, de uma maneira geral e não só em filmes espíritas, tendem ao exagero, justamente para impressionar mais os sentidos dos espectadores.

No entanto, podemos dizer que é o objetivo é mostrar e não causar medo no espectador. Cada qual vai ver, sentir e interpretar da sua maneira.

Por outro lado, não podemos deixar de considerar que o cinema explora muito as cenas de violência nos filmes em geral, principalmente nas ficções e filmes para adolescentes, e de uma maneira exagerada.

Não vemos pais e educadores se manifestarem a respeito, até porque esses filmes predominam nas telas, procurando mostrar que somente a violência vence a violência, coisa em que não acreditamos.

Para os espíritas, e para os espiritualistas em geral, somente o amor vence a violência, e é isso que os filmes procuram mostrar, uma vez que não temos como negar a realidade da violência no mundo.

Portanto, caro ouvinte, não sabemos como a literatura espírita e o cinema podem abordar essas questões de outra forma.

domingo, 28 de dezembro de 2025

ESQUECIMENTO DO PASSADO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A dúvida é bastante comum: - Como pode o homem aproveitar da experiência adquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas, pois que, desde que lhe falta essa reminiscência, cada existência é para ele qual se fora a primeira; deste modo, está sempre a recomeçar. Suponhamos que cada dia, ao despertar, perdemos a memória de tudo quanto fizemos no dia anterior; quando chegássemos aos 70 anos, não estaríamos mais adiantados do que aos 10; ao passo que recordando as nossas faltas, inaptidões e punições que disso nos provieram, esforçar-nos-emos por evitá-las. Allan Kardec questionado por argumentos semelhantes, com sua costumeira sensatez, explicou: -“Tudo se encadeia no Espiritismo, e, quando se toma o conjunto, vê-se que seus princípios emanam uns dos outros, servindo-se mutuamente de apoio; e, então, o que parecia uma anomalia contrária à justiça e à sabedoria de Deus, se torna natural e vem confirmar essa justiça e essa sabedoria. Tal é o problema do esquecimento do passado, que se prende a outras questões de não menor importância e, por isso, não farei aqui senão tocar levemente o assunto. Se em cada uma de suas existências um véu esconde o passado do Espírito, com isso nada perde ele das suas aquisições, apenas esquece o modo por que as conquistou. Servindo-me ainda da comparação com o aluno, direi que pouco importa saber onde, como, com que professores ele estudou as matérias de uma classe, uma vez que as saiba, quando passa para a classe seguinte. Se os castigos o tornaram laborioso e dócil, que lhe importa saber quando foi castigado por preguiçoso e insubordinado? É assim que, reencarnando, o homem traz por intuição e como ideias inatas, o que adquiriu em ciência e moralidade. Digo em moralidade porque se, no curso de uma existência, ele se melhorou, se soube tirar proveito das lições da experiência, se tornará melhor quando voltar; seu Espírito, amadurecido na escola do sofrimento e do trabalho, terá mais firmeza; longe de ter de recomeçar tudo, ele possui um fundo que vai sempre crescendo e sobre o qual se apoia para fazer maiores conquistas. A objeção relativa ao aniquilamento do pensamento, não tem base mais segura, porque esse olvido só se dá durante a vida corporal; uma vez terminada ela, o Espírito recobra a lembrança do seu passado; então poderá julgar do caminho que seguiu e do que lhe resta ainda fazer; de modo que não há essa solução de continuidade em sua vida espiritual, que é a vida normal do Espírito. Esse esquecimento temporário é um benefício da Providência; a experiência só se adquire, muitas vezes, por provas rudes e terríveis expiações, cuja recordação seria muito penosa e viria aumentar as angústias e tribulações da vida presente. Se os sofrimentos da vida parecem longos, que seria se a eles se juntasse a lembrança do passado? (...) Livre da reminiscência de um passado importuno, viveis com mais liberdade; é para vós um novo ponto de partida; vossas dívidas anteriores estão pagas, cumprindo-vos ter cuidado de não contrair outras. Quantos homens desejariam assim poder, durante a vida, lançar um véu sobre os seus primeiros anos! Quantos, ao chegar ao termo de sua carreira, não têm dito: “Se eu tivesse de recomeçar, não faria mais o que fiz!” Pois bem, o que eles não podem fazer nesta mesma vida, fá-lo-ão em outra; em uma nova existência, seu Espírito trará, em estado de intuição, as boas resoluções que tiver tomado. É assim que se efetua gradualmente o progresso da Humanidade.



  É verdade – disse ele - que Chico Xavier foi processado pela família de Humberto de Campos porque publicou livros psicografados com o nome do escritor falecido?

  Esse foi um dos casos mais extraordinários – com certeza, o único no mundo - não só para o meio espírita, como também para o mundo jurídico, que ocorreu  no ano de 1944, há cerca de 80 anos.

O escritor Humberto de Campos, primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, autor de várias obras durante sua vida no Rio de Janeiro, passou a escrever por Chico Xavier cerca de três anos após seu falecimento.

Na época Chico era um jovem, tinha apenas 27 anos. Seus livros eram publicados pela editora da Federação Espírita Brasileira.

Os livros atribuídos a Humberto de Campos-Espírito eram Crônicas de Além-Túmulo; Reportagens de Além-Túmulo; Luz Acima; Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho e  Novas Mensagens.

Humberto de Campos, por outro lado, cronista e escritor de renome, deixou algumas dezenas de obras publicadas, sobretudo crônicas e contos.

Mas, sua família – ao saber que as obras psicografadas passaram a ser mais procuradas do que aquelas que ele publicou em vida, entrou com uma ação contra Chico Xavier e contra a editora.

A família alegava que não havia prova de que as obras tinham sido realmente produzidas por Humberto de Campos, não obstante demonstrassem o estilo inconfundível do autor. E, diante disso, ela reivindicava provas concretas fornecidas por críticos literários, e se as ditas obras psicografadas fossem realmente de Humberto-Espírito, que os direitos autorais provenientes da venda dessas obras viessem para a família.

  Na ocasião, para defender o Chico e se defender, a Federação Espírita Brasileira contratou o advogado Miguel Timponi, um nome muito respeitável no meio jurídico. Timponi pediu à FEB uma assessoria doutrinária para provar que as obras psicografadas eram autênticas, o que não foi difícil conseguir, reunindo grandes estudiosos do Espiritismo.

O assunto gerou polêmica na época e repercutiu durante dias nos principais periódicos do país, transformando-se em livro intitulado "A PSICOGRAFIA ANTE OS TRIBUNAIS".

Nessa obra Timponi relata todo o processo – juntando pareceres de críticos literários -  até a decisão final da justiça que reconheceu que, para fins legais, os direitos autorais não poderiam ser atribuídos a um espírito desencarnado.

 A justiça não era competente para resolver a questão da autoria espiritual, uma vez que o assunto está fora de sua alçada e pertence mais à filosofia e à ciência.

A viúva levou o processo ao Tribunal de Apelação do Distrito Federal, onde o relator, Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa, indeferiu o provimento ao recurso, confirmando a sentença. 

Ao analisar o caso, Rodrigo Kaufmann, na obra "Memória Jurisprudencial", acredita que entre os vários casos no qual atuou o ministro Ribeiro da Costa, nenhum ganhou tanto destaque quanto o processo de Humberto de Campos.  

Por outro lado, a mãe de Humberto de Campos, Ana de Campos Veras, ainda encarnada na época, havia reconhecido o estilo do filho nas obras psicografadas, fez amizade com o Chico, e foi entrevistada pela imprensa.

Dona Ana de Campos declarou para o jornal o Globo de julho de 1944: "Não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério (...) Só um homem muito inteligente, muito culto e de fino talento literário poderia ter escrito essa produção, tão identificada com a de meu filho ".

Mais tarde, o filho mais velho do autor, Humberto de Campos Filho declarou-se espírita e escreveu um livro a respeito do caso, intitulado “IRMÃO X, MEU PAI”, alusão ao cognome que Humberto de Campos-Espírito passou a utilizar nas várias obras que psicografou posteriormente.

Para se conhecer o caso, que teve vários desdobramentos, e também o processo movido contra o médium e a editora, você, prezado ouvinte, deve ler os livros “PSICOGRAFIA ANTE OS TRIBUNAIS”, “NOVAS MENSAGENS”, este último como várias cartas enviadas por Humberto-Espírito aos seus familiares, mais o livro  ‘IRMÃO X, MEU PAI” de Humberto de Campos Filho.


sábado, 27 de dezembro de 2025

CASAMENTO E COMPROMISSO ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Dos 20 CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO (Nova Cultural,1971) reunidos em 1966 no livro do mesmo título, pelo psiquiatra canadense Ian Stevenson, dois foram coletados no Brasil. Curiosamente numa mesma família, residente em Dom Feliciano, Estado do Rio Grande do Sul. Um deles, o da jovem Maria Januária de Oliveira que, na véspera de sua morte por tuberculose contraída pelo desinteresse pela vida ao ver frustrados seus sonhos afetivos por intransigência do pai, prometeu à amiga Ida Lorenz que retornaria e renasceria como sua filha, predizendo ainda que quando começasse novamente a falar, contaria muitas coisas sobre a vida que estava abandonando voluntariamente. Dez meses após sua morte, Ida deu à luz a uma menina batizada Marta, que, efetivamente, ao atingir os dois anos e meio, começou, para espanto dos familiares, a falar sobre fatos da vida de Sinhá. O outro caso é de Paulo que, como destaca o Dr Stevenson, responsável pela cadeira de Psiquiatria na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos da América do Norte, ilustra, primeiro “uma diferença de sexo nas duas personalidades”; segundo, “uma personificação altamente desenvolvida da primeira, por parte da segunda pessoa”; e, terceiro, “a manifestação, nas segunda personalidade, de um talento especial para a costura que, embora nada tendo em si de incomum, foi nesta família, na verdade, grande e quase especificamente desenvolvido nestes dois filhos, em mais nenhum outro, numa família de 13 filhos”. Paulo seria a reencarnação de Emília, a segunda filha do casal Ida e Francisco Valdomiro Lorenz. Apurou o professor Stevenson que “Emília em sua curta existência foi uma pessoa profundamente infeliz, sentindo-se constrangida como menina e, alguns anos antes de sua morte, disse, a vários de seus irmãos e irmãs, mas não aos pais, que se existisse reencarnação, ela retornaria como homem. Disse também que desejava morrer solteira, e, embora tenha tido várias propostas de casamento, recusou todos os pretendentes. Cometeu várias tentativas de suicídio. Em uma delas, tomou arsênico, cuja ação foi neutralizada pela grande quantidade de leite que a fizeram tomar. Afinal tomou cianureto, em consequência do que morreu aos 19 anos, em 12 de outubro de 1921”. Na época da morte de Emília, Ida Lorenz já tinha tido doze filhos, e, embora não esperasse engravidar novamente, o fato se repetiu e, pouco mais de uma ano e meio depois da morte de Emília, deu à luz a um menino a que deram o nome Emílio, tratado na intimidade familiar de Paulo. Nos primeiros quatro ou cinco anos de vida, Paulo recusou resolutamente usar roupas de menino. Usava de menina ou nenhuma. Brincava com meninas e bonecas.  Quando tinha quatro ou cinco anos, fizeram-lhe um par de calças de uma saia que havia sido de Emília, o que agradou-lhe, consentindo, desde então, em usar roupas de menino. Fez vários comentários, confirmando sua identidade com Emília, tendo também em comum vários outros traços ou interesses como Emília. Na personalidade de Emília, demonstrava talento para costura, ultrapassando muito em competência suas irmãs mais novas e a própria mãe, Ida, que não gostava de coser, nunca tendo usado uma máquina de costura, que compraram para Emília que a usou bastante. Depois da morte de Emília, fracassaram as tentativas de ter uma sucessora para ela e, mesmo as que aprenderam, não demonstraram a mesma habilidade da irmã. Ao contrário, Paulo manifestou real habilidade antes de ter recebido qualquer instrução, quando tinha menos de 5 anos, pois após a mudança no sentido do desenvolvimento mais masculino, não prosseguiu demonstrando a perícia em costurar, praticamente esquecida na fase adulta. Segundo Stevenson, aos 39 anos, quando o conheceu, Paulo conservava uma tendência mais feminina que muitos homens de sua idade, não tendo se casado e lidando pouco com mulheres, exceto suas irmãs. Submetido a teste específicos, o Dr Stevenson concluiu que, “embora Paulo estivesse com menos tendência à feminilidade do que quando criança, persistia nele um grau definitivamente maior de tal tendência do que em homens de sua idade”.



 Dizem que o casamento é um compromisso muito sério, que foi firmado na espiritualidade antes desta vida. Se isso é verdade, para o Espiritismo, as separações não têm sentido, porque mais cedo ou mais tarde, mulher e marido voltarão a se encontrar, mesmo que seja depois desta vida. Então, pergunto, não vale mais aquele juramento que diz “até que a morte os separe”?

O casamento ou a união realizada aqui na Terra pode ser um compromisso do passado. Mas esse compromisso nem sempre significa que marido e mulher tiveram boa convivência em existência anterior.

Às vezes, a união do casal em forma de casamento é para resolver problemas que ainda não foram resolvidos. Nesse caso, sempre um dos parceiros está mais preparado para buscar entendimento.

Mas, essa experiência pode ser apenas uma tentativa, que nem sempre dá certo. Já viveram juntos e não se entenderam. Voltam para numa nova experiências juntos e não conseguem se conciliar, separando de novo.

Um caso de tentativa frustrada encontramos no livro AÇÃO E REAÇÃO de André Luiz, onde o autor conta o caso do casal MARCELA e ILDEU. Apesar do sacrifício de Marcela, retornando à vida terrena para ajudar o marido, todos os esforços foram em vão.

Por outro lado, existem aqueles casos em que o casal vem para realizar uma tarefa importante, uma verdadeira missão, seja junto aos filhos, ao restante da família e até mesmo no seio da comunidade onde vão viver.

Não é difícil perceber quando isso acontece, até porque as relações entre eles são boas e geralmente eles estão dispostos a renunciar pela causa que abraçam.

Porém, a reaproximação daqueles que não se entenderam, como marido e mulher, não precisa vir necessariamente por meio do casamento. Muitos Espíritos retornam para reconciliarem em outras circunstâncias, como pais e filhos ou mesmo como irmãos.

Desse modo não é sempre verdadeira aquela afirmação de que, separando nesta encarnação, deverão voltar na outra como marido e mulher para completar a jornada.

Os casamentos, hoje, tendem a durar muito pouco, em face do reconhecimento dos direitos da mulher. No passado, a mulher suportava o marido, porque tinha medo de se separar, por causa da pressão das famílias e da sociedade.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

TATUAGENS E PIERCINGS- REFLEXÃO LÓGICA E SIMPLES ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 O Espiritismo revela que o Espírito em grande parte de sua caminhada evolutiva se reveste de um corpo sutil denominado por Allan Kardec períspirito. Na verdade, o mesmo corpo espiritual citado por Paulo de Tarso em suas cartas ou corpo astral das tradições hindus. Segundo a Doutrina Espírita, não apenas mero veículo de manifestação, mas, intermediário de impressões do Espírito e do corpo físico através de complexo de comunicação que se serve do sistema endócrino no corpo físico e os chamados centros de força - ou chackras -, no perispirito. Serve para a constatação da individualidade do Espírito sem o corpo material, fazendo dele um Ser distinto dos outros, como explicado n’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Acrescentando informações sobre as linhas morfológicas dos desencarnados, o Espírito André Luiz informa no livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS (1958, feb), serem “comumente aquelas que trouxeram do mundo, a evoluírem, contudo, constantemente para melhor apresentação, toda vez que esse conjunto social se demore em esfera de sentimentos elevados”. Acrescenta que “a forma individual em si obedece ao reflexo mental dominante”, visto que “fora do arcabouço físico, a mente se exterioriza no veículo espiritual com admirável precisão de controle espontâneo sobre as células sutis que o constituem”. Ressalva que “se o progresso mental não é positivamente acentuado, mantém a personalidade desencarnada, nos planos inferiores, por tempo indefinível, a plástica que lhe era própria entre os homens, sofrendo nos planos relativamente superiores, processos de metamorfose, mais lentos ou mais rápidos, conforme suas disposições íntimas”. Exemplifica citando o “caso da alma desenleada do envoltório físico transferida para a moradia espiritual, em adiantada senectude, a qual gastará algum tempo para desfazer-se dos sinais de ancianidade corpórea, desejosa de remoçar o próprio aspecto, que deverá esperar o auxílio do tempo - caso da maioria esmagadora de Espíritos desencarnados -, por não disporem ainda de bastante aperfeiçoamento moral e intelectual, condição imprescindível para revelar o poder plástico sobre as células que lhes entretecem o instrumento de manifestação”. Sabemos através de Allan Kardec que “conforme o Espírito for mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver, o aspecto das coisas, as sensações que experimentar, as percepções que possuir, determinará não apenas infinitas possibilidades de seu estado feliz ou infeliz no Plano Espiritual situando-o em diferentes moradas, não localizadas nem circunscritas”, sabe-se hoje, agrupadas segundo os impositivos da afinidade, consoante a onda mental ou frequência vibratória, em que se encontram, conforme explicações do Espírito Abel Gomes, através do médium Chico Xavier, que aduz “existirem milhões de Espíritos, apaixonados pela forma, que se obstinam em colônias, por muito tempo, até que abalos afetivos ou conscienciais os constranjam à frente ou ao renascimento no campo físico já que cada mente vive na Dimensão com que se harmonize”. Tais comentários  tornam compreensíveis imagens oferecidas pelo Espírito Luiz Sérgio no livro MAIS ALÉM DO MEU OLHAR (2001, recanto), psicografado pela médium Irene Pacheco Machado, relatadas no capítulo seis descrevendo incursão pelo Vale dos Tatuados, situado em faixas espirituais sombrias existentes ao redor do Planeta Terra. Cita contato com jovem desencarnado ostentando uma “tatuagem de Jesus, com lenço amarrado na boca, amordaçado para que não o convertesse”, dizendo ser visitante frequente do Plano físico por “gostar demais de ficar intuindo caras que fazem tatuagens, para que sejam mais criativos”. Viu jovens mulheres com o corpo todo marcado por tatuagens, uma das quais não adepta dos “piercings” que considerava uma agressão ao corpo, indicando alguém que morreu de “câncer na língua, tantos “piercings” colocou nela”. Descreve cenas impactantes do que vê acompanhando a equipe em transito por aquele quase surreal Vale, tendo sua atenção atraída, em dado instante, para “várias mulheres com “piercings” nos lugares mais estranhos, exibidos em meio a gargalhadas, tendo a língua caída até o busto, pelo peso dos adornos nela implantadas quando encarnadas”. Afastando-se daquele cenário dantesco, foi seguro pelas pernas por jovem implorando lhe fosse removida de seu corpo perispiritual tatuagem em que se via a figura de Satanás batendo no Cristo, imagem, segundo ela, escolhida para chamar a atenção do grupo em que se enturmara, o que lhe valeu a liderança do mesmo. Ponderando sobre o assunto, Luiz Sérgio lembra que “antes a tatuagem era usada somente por presidiários e marinheiros, tornou-se modismo, pelo desejo de muitos Espíritos de agredir a sociedade, por sinal, em sua maioria, oriundos de lares desajustados”. Por representar opção assumida no exercício consciente do livre arbítrio, e no uso da mente na definição das imagens gravadas no próprio corpo, entende-se por que após a morte, tais inscrições conservam-se no corpo espiritual.



                                                                                 Ultimamente tenho visto algumas cartas psicografadas de pessoas famosas, que a imprensa publica. Será que essas cartas são verdadeiras? Como saber?

O médium que se destacou no Brasil no recebimento de cartas psicografadas foi Chico Xavier.  Acreditamos que recebeu milhares de cartas, cada uma endereçada a familiares.

Na última etapa de sua mediunidade, era comum comparecerem centenas de pessoas à Casa Espírita da Prece, em Uberaba, buscando contato com familiares desencarna

A maioria delas era de jovens que voltavam para atender aos apelos dos pais, sobretudo das mães, que pretendiam uma prova de que seus filhos tinham sobrevivido à morte e estavam bem.

Chico Xavier, porém, foi um caso muito especial na história da mediunidade, que se impôs pela sua conduta e pelo seu espírito cristão, fazendo-se respeitar por todos os cantos do Brasil.

Isso não quer dizer, porém, que não existam outros médiuns que possam receber cartas psicografadas, mas não podemos desconsiderar que a moral do médium é um dos atestados mais autênticos das comunicações que recebem.

De fato, temos visto algumas dessas cartas de gente famosa, mas não temos elementos para dizer se são autênticas ou não.

Quem pode dizer melhor sobre a autenticidade das cartas é a família do desencarnado, até porque os Espíritos, quando querem se fazer reconhecer, sempre deixam alguma marca especial para se fazerem reconhecidos.

Famosos, que se dirigem ao público e especialmente a seus admiradores, nas cartas que pudemos ler, geralmente falam de forma muito generalizada e superficial que, em si, não trazem novidades.

Não sabemos se esses Espíritos de famosos se dirigem diretamente aos seus familiares. O ideal seria que isso acontecesse, porque facilitaria o reconhecimento.

Por outro lado, sabemos que, muitas vezes, não é fácil para um Espírito conseguir um médium com quem se afine, pois, em matéria de comunicação mediúnica, a sintonia entre o Espírito e o médium é fundamental.

Desse modo, antes de questionarmos se a carta é autêntica ou não, porque não temos elementos comprobatórios, devemos considerar o teor da mensagem e verificar se ele traz alguma mensagem que possa ser bem utilizada por todos.

O mais importante, numa mensagem da espiritualidade, porém, é a mensagem em si, se ela é séria, sóbria e construtiva; se vai servir para ajudar os admiradores desses famosos a acreditar em Deus e na vida após a morte.

 

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

ILUSÃO DAS APARÊNCIAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

As chamadas reuniões de tratamento da obsessão poderão se constituir em fonte inesgotável de confirmação dos Princípios da Reencarnação, bem como dos mecanismos do instrumento que os regula que é a Lei de Causa e Efeito. O caso do Espírito Joaquim tratado no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo (MG), enquadra-se na situação. Segundo o dirigente encarnado dos trabalhos ali realizados em favor da desobsessão, a entidade manifestou-se numa das reuniões através do médium Chico Xavier, revoltada e infeliz. Dizia-se molestado por fortes jatos de água fria, alegando estar sendo dissecado vivo numa aula de anatomia numa Faculdade de Medicina. Afirmava sentir pavoroso sofrimento, repetindo, a cada passo, entre lágrimas: -“Como é possível aplicar semelhante procedimento a um homem vivo? Não há justiça na Terra?”. Meses depois, retornaria, segundo ele, para trazer ao grupo notícias suas. Na comunicação preservada em um gravador disponibilizado por admirador daquelas tarefas e depois transcrita, Joaquim conta o seguinte: -“Minha derradeira máscara física era a de um pobre homem, que tombou na via pública, num insulto cataléptico. Tão pobre que ninguém lhe reclamou o suposto cadáver. Conduzido à laje úmida, não consegui falar e nem var, contudo, não obstante a inércia, meus sentidos da audição e do olfato, tanto quanto a noção de mim mesmo, estavam vigilante. Impossível para mim descrever-nos o que significa o pavor de um morto-vivo. Depois de muitas horas de expectação e agonia moral, carregaram-me seminu para a câmara fria. Suportei o ar gelado, gritando intimamente sem que a minha boca hirta obedecesse. Não posso enumerar as horas de aflição que me pareceram intermináveis. Após algum tempo, fui transportado para certo recinto, em que grande turma de jovens me cercou, em animada conversação que primava pela indiferença à minha dor. Inutilmente procurei reagir. Achava-me cego, mudo, paralítico... Assinalava, porém, as frases irreverentes em torno e conseguia ajuizar, quanto à posição dos grupos a se dispersarem junto de mim... Mais alguns minutos de espera ansiosa e senti que lâmina afiada me rasgava o abdômen.  Protestei com mais força, no imo de minha alma, no entanto, minha língua jazia imóvel. Tolerando padecimentos inenarráveis, observei que me abriam o tórax e me arrebatavam o coração para estudo. Em seguida, um hoque no crânio para a trepanação fez-me perder a noção de mim mesmo e desprendi-me, enfim, daquele fardo de carne viva e inerte, fugindo horrorizado qual se fora um cão hidrófobo, sem rumo... Não tenho palavras para expressar a perturbação a que me reduzira. E, até agora, não sou capaz de imaginar, com exatidão, as horas que despendi na correria martirizante. Trazido, porém, à vossa casa, suave calor me requentou o corpo frio. Escutei vossas advertências e orações. E braços piedosos de enfermeiros abnegados conduziram-me de maca a um hospital que funciona como santa retaguarda, além do campo em que sustentais abençoada luta. Banhado em águas balsâmicas, aliviaram-se-me as dores. Transcorridos alguns dias, implorei o favor de vir ao vosso núcleo de prece, solicitando-vos cooperação para que todos os cadáveres, constrangidos aos tormentos da autopsia, recebessem, por misericórdia, o socorro de injeções anestésicas (...). Em resposta, porém, à minha alegação, um de vossos amigos, que considero agora também por meus amigos e benfeitores -, numa simples operação magnética, mergulhou-me no conhecimento da realidade e vi-me, em tempo recuado, envergando o chapéu de um mandarim principal. O rubi simbólico investia-me na posse de larga autoridade. Revi-me, numa noite de festa, determinando que um de meus companheiros, por mero capricho de meu orgulho, fosse lançado em plena nudez num pátio gelado. Ao amanhecer, recomendei lhe furtassem os olhos. Mandei algemá-lo qual se fora um potro selvagem, embora clamasse compaixão. Impassível, ordenei fosse ele esfolado vivo. Depois, quando o infeliz se debatia nas vascas da morte, decidi fosse o seu crânio aberto, antes de entregue aos abutres, em pleno campo. Exigi, ainda, lhe abrissem o abdômen e o tórax. Reclamei-lhe o coração numa bandeja de prata. O toque magnético impusera-me o conhecimento de minha dívida”.


Sabemos que todos nós estamos no lugar certo, passando o que realmente precisamos passar, sofrendo o que realmente precisamos sofrer, porque tudo isso é Lei do Carma. Pergunto: pensando assim, por que ajudar as pessoas nos seus problemas, por que procurar minorar o sofrimento do próximo quando é pelo sofrimento que ele deve aprender? Não estamos interferindo indevidamente no seu carma?

Quando madre Teresa de Calcutá passou a trabalhar pelos pobres e abandonados da Índia, logo teve contra si os religiosos hindus, que usavam desse mesmo argumento.

Hinduísmo, que é reencarnacionistas e muito mais antigo que o Cristianismo, afirma que não devemos ajudar as pessoas que sofrem, porque estaríamos interferindo no seu carma e impedindo sua evolução.

Não é assim que o Espiritismo entende. O Espiritismo segue Jesus e acredita num Pai bom e misericordioso. A reencarnação é uma oportunidade de que o Espirito desfruta para avançar.

Contudo, a lei divina não é tão implacável, a ponto de esquecer o nosso sofrimento. Ao longo da reencarnação pode contar com o auxílio daqueles que se propõem a nos ajudar nesse caminho evolutivo.

O auxílio dos outros, portanto, ao invés de ser um mal ( como pensam os hindus) é um bem, que acaba contribuindo para que aprendamos a importância da caridade nesse caminhar.

Portanto, essa conduta cristã, a caridade, tem dois grandes objetivos: ajudar quem necessidade e nos dar ensejo de aprender a praticar o bem.

É por isso que Jesus ensinou o amor ao próximo, pois este é o seu ideal, a construção de uma sociedade fraterna, onde as pessoas se amem e se entreajudem, não só em situações extremas – como a miséria, a fome, a doença – mas do dia a dia de nossas relações.

- Um aluno, que está com dificuldade nos estudos, não merece ser ajudado para aprender a vencer certos conteúdos? Um trabalhador, que não está dando conta do serviço, não precisa de uma orientação para desenvolver suas atividades?

Logo, ajudar alguém não é interferir no seu carma ou atrapalhar sua jornada. Pelo contrário. Ajudar alguém é estimulá-lo a caminhar mais depressa em busca de suas metas de aperfeiçoamento, e também para que aprenda a amar ao se sentir amado.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O QUE MAIS GEORGE VIU E SENTIU; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Quatro sessões foram necessárias para que o Psiquiatra George Ritchie contasse ao seu paciente a incrível experiência que teve aos 21 anos. Segue sua narrativa lembrando que “ao constatar que o corpo coberto com os braços pendendo ao lado do leito em que se encontrava era igual ao seu, confuso e assustado, entregou-se a raciocínios sobre como conciliar as duas coisas: estar morto e acordado. Preso ao conceito de que a morte era o “nada”, desesperado, afundou na cama, literalmente, pois o corpo ali acomodado, não conseguiu contatar sua própria substância, aumentando-lhe o receio. Sem ter qualquer certeza, percebeu uma mudança na luminosidade do quarto em que estava. Uma luz cada vez mais intensamente brilhante, que não poderia ser produzida pela lâmpada de 15 watts acesa sobre a mesinha de cabeceira, claridade vinda de parte nenhuma, definiu-se numa forma humana, um homem feito de luz. A partir daí sua intensa e perturbadora vivência tornou-se mais impressionante. Alguns dos aspectos mostrando uma face da vida nunca antes cogitada foram os seguintes: 1- Telepaticamente, como se as ideias e conceitos estruturarem-se dentro dele, o Ser iluminado, que, a princípio pensou fosse Jesus, ordenou que levantasse, após o que, ocorreu como que uma recapitulação de toda sua vida, desde a infância, revendo em frações de tempo, detalhes perdidos na memória. 2- Cada pormenor dos 20 anos até ali vividos por ele foi recuperado nos seus pontos positivos, negativos, no habitual e comum, surgindo um questionamento, pensou, originado, como o efeito anterior, do Ser iluminado que tinha diante de si: -“Que fez Você da sua vida?”, pergunta que parecia dizer respeito a valores, e, não a fatos, seguida de outra ante seu silêncio: -“Que tem você para me mostrar daquilo que fez com sua vida?”. 3- Em determinado momento, sentiu-se voar bem alto, sobre a Terra, junto ao Ser iluminado, em direção a um longínquo ponto de luz, impressão diferente da viagem em desdobramento que fizera anos antes, ponto que ganhou as dimensões de uma grande cidade, em que se sentiu descer, em meio à noite. 4- Testemunhou uma população invisível interagindo com outra visível a qual influenciava ou usava, na ânsia, muitas vezes, desesperada de ter acesso àquilo que a ausência do corpo não possibilitava. 5- Com a rapidez do pensamento, viajou com o Ser iluminado de cidade a cidade, por lugares aparentemente familiares, dos Estados Unidos e, possivelmente, do Canadá, regiões que conhecidas, exceto pelos milhares de seres não físicos que, agora, observava ocupando também aquele espaço “normal”. 6- Viu um moço dentro de uma casa, seguindo homem mais velho, repetindo “desculpe, pai! Eu não sabia o que aquilo ia causar à mamãe. Eu não compreendia”; um rapaz que pelos corredores de um colégio, dizendo a uma adolescente “desculpe, Nancy!”; uma mulher de meia idade dirigindo a um homem de cabelos grisalhos, súplicas de perdão; fatos explicados mentalmente pelo Ser iluminado como sendo, “suicidas agrilhoados a cada consequência do ato cometido”. 7- Aos poucos, começou a reparar que todas as pessoas vivas que observava, traziam em torno de si mesmas uma pálida luminescência, semelhante a um campo elétrico que sobrepairava à superfície de seus corpos, acompanhando-as em seus movimentos, como se fosse uma segunda pele, uma luz pálida, quase imperceptível. 8- Num bar-churrascaria sujo para o qual foi conduzido, observou que uma parte dos homens que estavam de pé, eram incapazes de levar os drinques até os lábios, seguidamente, tentando agarrar as doses ao alcance da mão que passava através das canecas, do balcão de madeira e, até dos braços e corpos dos beberrões à volta deles. As descrições do registrado por George na Dimensão em que se via se sucedem compondo uma singular história, surpreendendo a cada linha o leitor da obra VOLTAR DO AMANHÃ (nórdica,1980), escrito em 1978. Por fim, deslocando-se velozmente - sempre acompanhado da Presença luminosa -, se viu de volta ao quarto onde localizara seu corpo, com o anel semelhante ao que carregava num dos dedos da mão. A muito custo, moveu os braços, o que lhe pareceu semelhante a tentar içar barras de chumbo, entrelaçando os dedos, de forma que conseguiu com os da mão direita, tocar o aro com a pedra oval, que estava no anular da mão esquerda, girando-o devagar várias vezes. Descobriu mais tarde que na manhã do dia 21, teve sua morte clinicamente confirmada, após diagnóstico de pneumonia dupla, retornando à vida quando já se iniciavam os preparativos para envio do corpo ao necrotério do Hospital. Para surpresa de todos, nove minutos haviam se passado.


- Ao afirmar que “fora da caridade não há salvação”, o Espiritismo quer dizer que basta a gente ajudar os pobres e socorrer os que precisam de nós, sem necessidade de religião, e a gente já está salvo?

Não é bem assim, caros ouvintes. Há, pelo menos três pontos que devemos considerar para explicar esse lema escolhido por Kardec. Primeiro, o que é caridade?

A maioria entende que caridade é dar alguma coisa a alguém, principalmente bens materiais, como roupa, alimento, calçado, etc. No Espiritismo, a caridade implica em praticar a benevolência, ser indulgente para os erros alheios e o perdão da ofensa.

Só aí já dá para perceber que a caridade não é apenas ser benevolente. Faltam a compreensão para com os erros alheios e o perdão das ofensas, o quer já pode ser vivenciado no dia a dia, a partir das relações com os mais próximos, principalmente familiares.

Em segundo lugar, salvação não apenas é obter um céu depois da morte, como geralmente asa pessoas imaginam,  mas reabilitar-se espiritualmente agora, nesta vida, vencendo o egoísmo e o orgulho, através do exercício do amor, pois somente o amor nos identifica com Deus.

No dizer de Chico Xavier, dar comida ao faminto, fornecer agasalho ao pobre, socorrer o doente, etc. são ferramentas, que Deus nos dá, para que com elas possamos aprender a amar. O objetivo da vida é o amor.

Se não estivermos aprendendo a amar, essas ferramentas ( ou seja, essas oportunidades de fazer bem ) estarão sendo mal aproveitadas. Elas podem, sim,  ajudar os outros a quem socorremos, mas não nos ajudarão a nós mesmos crescer espiritualmente.

  Logo, como não é difícil perceber, o mérito não está propriamente em ajudar, mas em como ajudar. Por que? Porque podemos servir aos outros, mas  com indiferença ou desprezo, para alimentar nosso orgulho. Neste caso, estamos deixando de praticar a caridade para nós mesmos.

Desse modo, é fácil compreender que a finalidade da prática do bem ( de ajudar os pobres e necessitados) é primeiramente de exercitar nossos sentimentos para o bem e desse modo sairmos desta vida numa condição espiritual melhor do que quando aqui chegamos.

É claro que auxiliar os outros sempre terá algum mérito, mas se seguirmos Jesus quando disse “não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita”, ou seja, fazendo o bem para ostentação (isto é, com orgulho) e não o fazendo com humildade, deixaremos de obter o melhor resultado com as nossas boas ações.

Cavalcante, um personagem do livro OBREIROS DA VIDA ETERNA, foi preparado em Nosso Lar para vir à Terra e atuar no meio católico como tarefeiro do bem.

Ele, de fato, se dedicou com muito empenho a atividades caritativas da Igreja, permanecendo a maior parte do tempo junto aos pobres. No entanto, Cavalcante negligenciou o lar, não tratou a esposa como deveria e acabou se separando dela.

Quando chegou o momento de seu desencarne, ele estremeceu. Pensando na esposa que, inclusive, já estava desencarnada, passou a amargar um profundo sentimento de culpa, que o impedia de desencarnar em paz.

Entre a morte e a desencarnação, com o corpo que já iniciara a decomposição, houve um largo período de sofrimento que levou o médico a pensar na possibilidade da eutanásia.

Devido aos seus méritos, no entanto, os Espíritos protetores conseguiram interceder em seu favor, facilitando a presença de sua esposa, com que ele finalmente pôde conversar e se entender.

Somente assim, aliviado do enorme peso moral da culpa que o retivera ao corpo, Cavalcante conseguiu desencarnar.  


domingo, 21 de dezembro de 2025

PRECE FUNCIONA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

“-Fui induzida a contemplar o que podemos chamar de aura da Terra. Meu guia exclamou: - Busca ver como a Humanidade se une pelo pensamento aos Planos Invisíveis. O teu golpe de vista abrangeu a paisagem, procure agora os detalhes. Fixando atentamente o quadro, notei que filamentos estranhos, em posição vertical, se entrelaçavam nas vastidões sem se confundirem. Não havia dois iguais e suas cores variavam do escuro ao claro mais brilhante. Alguns se apagavam, outros se acendiam em extraordinária sucessão e todos eram possuídos de movimento natural, sem uniformidade em suas particularidades. ‘-Esses filamentosdisse com bondade -, são os pensamentos emitidos pelas personalidades encarnadas. Esses raros que aí vês, e que se caracterizam pela sua alvura fulgurante, são os emitidos pela virtude e quando nos colocamos em imediata relação com uma dessas manifestações, que nos chegam dos Espíritos da Terra, o contato direto se verifica entre nós e a individualidade que nos interessa’.  Aguçada minha curiosidade, quis entrar em relação com um pensamento luminoso que me seduzia, abandonando todos os outros, que nos circundavam, para só fixar a atenção sobre ele. Afigurou-se-me que os demais desapareciam, enquanto me envolvia nas irradiações simpáticas daquele traço de luz clara e brilhante. Ouvi comovedora prece, vendo igualmente uma figura de mulher ajoelhada e banhada em pranto. Num átimo de tempo, por intermédio de extraordinária interfluência de pensamentos, pude saber qual a razão das suas lágrimas, das suas preocupações e como eram amargos seus sofrimentos. Sensibilizada, instintivamente enviei-lhe pensamentos consoladores. Como se houvera pressentido, via-a meditar por instante com o olhar cheio de estranho brilho, levantando-se reconfortada para enfrentar a luta, sentindo grande alívio”. O curioso depoimento pertence ao Espírito Maria João de Deus que possibilitou a reencarnação a Chico Xavier, na condição de mãe, e que, em 1935, atendendo-lhe pedido começou a escrever CARTAS DE UMA MORTA (lake), concluído no ano seguinte. Pesquisando a prece, Allan Kardec, entrevistando os Espíritos que o auxiliaram a viabilizar a obra O LIVRO DOS ESPÍRITOS, obteve, entre outras, a informação na questão 662 que “pela prece aquele que ora, atrai os bons Espíritos que se associam ao Bem que deseja fazer”, comentando que “possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea”. N’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Kardec escreveu que “a prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação mental com o Ser a que nos dirigimos(...). As dirigidas a Deus são ouvidas pelo Espíritos  encarregados da execução dos seus desígnios(...). O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento (...). Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no Fluido Universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do Fluido Universal se ampliam ao Infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum Ser, na Terra ou no Espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som. É assim que “a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, que então nos transmitem suas inspirações”. Abordando o poder da prece diz que “está no pensamento, e não depende das palavras,  do lugar, nem do momento em que é feita, podendo-se orar em qualquer lugar e a qualquer hora, a sós ou em conjunto”. Afirma que a “prece em comum tem ação mais poderosa”. Nas “reportagens” escritas através de Chico Xavier pelo Espírito conhecido como André Luiz, encontramos inúmeros ensinos a propósito da prece.  No ENTRE A TERRA E O CÉU (feb), o Ministro Clarêncio afirma que a “prece, qualquer que ela seja, é ação provocando reação. Conforme sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo a finalidade a que se destina.”. André aprende existir a oração refratada, ou seja, aquela cujo impulso luminoso teve sua direção desviada, passando a outro objetivo”. Tal prece, no livro, fora formulada por adolescente órfã, 15 anos, rogando auxílio à mãe desencarnada, supondo que ela se encontrasse junto a Deus, quando na verdade, inconformada e atormentada, ela se mantinha na invisibilidade do próprio lar que deixara compulsoriamente pelo fenômeno da morte física. Mais à frente, ouve que “a oração é o meio mais seguro para obter-se a influência espiritual que se faz através do pensamento, no canal da intuição”, sendo ainda “o remédio eficaz de nossas moléstias íntimas”, abrindo um caminho de reajuste para o que ora.




O que vemos atualmente na televisão principalmente é essa busca frenética do prazer, a preocupação excessiva com a aparência (começando pelos artistas) e também com a condição social. Isso não pode ser por influência de entidades que querem impedir a chegada do mundo de regeneração?

Quando o ser humano estiver preocupado mais com a sua espiritualidade, essa preocupação com as aparências e essa busca do prazer sensual sofrerá significativa queda.

Mas nós ainda estamos distantes dessa condição e, muitas vezes, ao invés de caminharmos em direção ao nosso crescimento espiritual, vamos em sentido contrário; preferimos fugir de nós mesmos na busca de vantagens no mundo exterior, numa sociedade cada vez mais materialista.

Não estamos subestimando os cuidados com a aparência, tampouco as experiências prazerosas que fazem parte da vida. Não é isso. Estamos nos referindo ao excesso, àquilo que fere o bom senso e que acaba afetando demasiado a nossa vida emocional por causa da dessa saciedade sem limites e das frustrações.

Tudo aquilo que nos prende demasiado ao mundo material, tudo que ultrapassa os limites do bom senso, do equilíbrio, além de nos atormentar a mente, acaba nos levando ao individualismo e à disputa de poder uns diante dos outros e, por isso mesmo, é prejudicial ao espírito.

Mais cedo ou mais tarde, o corpo fica e o espírito vai. Se ele ainda estiver muito apegado a esses valores transitórios, como a exaltação da aparência física e a busca desenfreada do prazer, certamente sofrerá essa perda e poderá ser vítima de muitos tormentos.

No entanto, temos de considerar que a humanidade, ao longo de sua evolução, sempre esteve sujeita às mais variadas influências que a distanciaram da espiritualidade.

Através dos séculos tivemos momentos muito propícios ao cultivo de valores materiais e que não nos ajudaram a crescer espiritualmente. Ao contrário, sempre foram causa de disputas individuais, de autodestruição e até de tragédias.

Jesus de Nazaré, o Cristo, foi o maior propagador da espiritualidade no mundo ocidental, Buda e outros mestres destacaram as qualidades do espírito no mundo oriental, mas a  lembrança deque esses mestres ensinaram ainda ecoa nos recônditos da consciência coletiva.

  A influência espiritual sobre nós nesse sentido certamente existe, mas os Espíritos são apenas homens desencarnados, que levaram daqui suas experiências e, por isso, ainda sentem as sensações dos momentos que viveram na Terra, podendo agir sobre os encarnados no anseio de compartilhar com eles essas sensações.

Por outro lado, o mundo tem urgência em retomar o caminho da ascensão espiritual, retomando os princípios de vida ensinados pelos mestres da antiguidade e isso só vai conseguir despertando para a triste realidade que vivemos e a necessidade de nos organizarmos para conter o avanço do materialismo e a disseminação das ações solidárias.

O que você está fazendo, dentro de sua casa, para melhorar a convivência e estabelecer a paz? O que você pode fazer no âmbito de sua comunidade para vivenciar o amor e espalhar o bom exemplo? O que estamos fazendo para que o  mundo seja melhor e a humanidade mais feliz?