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terça-feira, 9 de agosto de 2022

CHICO XAVIER E AS MENSAGENS EM OUTROS IDIOMAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Allan Kardec, desenvolvendo uma classificação inicial da variedade dos médiuns escreventes no excelente compêndio intitulado O LIVRO DOS MÉDIUNS, chamou de médium poliglota, “o que tem a faculdade de falar ou escrever em línguas que não conhecem”, acrescentando, contudo, serem “muito raros”. Uma dentre as hipóteses alinhadas na referida compilação é que o fenômeno só seria possível pela existência, no inconsciente da individualidade de registros arquivados em encarnações em que se serviu desse idioma para se expressar e comunicar na região, raça ou pátria em que renascera. Chico Xavier, entre as múltiplas formas em que sua mediunidade foi utilizada foi para a recepção de mensagens, está a em outros idiomas. Vários, em sua longa jornada a serviço dos Espíritos. Sabe-se que Chico não teve formação além do antigo primário, tendo repetido duas vezes a quarta série, O primeiro a fazer referências a esse tipo de mensagem foi o repórter Clementino de Alencar, enviado especial do jornal O Globo, para investigar Chico Xavier, a origem dos escritos pós-morte do escritor Humberto de Campos e dos vários poetas do PARNASO DE ALEM TÚMULO. Surpreso com o que encontrou - um jovem humilde, pobre, cultura incipiente -, permaneceu em Pedro Leopoldo, MG, por dois meses testando o objeto de sua pesquisa, obtendo da Espiritualidade inúmeras demonstrações de sua ação junto ao médium. Um dos fatos que o surpreendeu foram relatos que davam conta da recepção por ele de mensagens em inglês e italiano, cujo aprendizado, à época, somente era acessível nos grandes centros. E Chico, pelos rudes labores e carga de trabalho remunerado na venda do “seu” Zé Felizardo, não permitiam tais “luxos”. Numa de suas matérias, de doze de maio de 1935 – Chico contava 25 anos de idade -, Alencar faz referências a algumas dirigidas em inglês ao doutor Romulo Joviano. Formara-se ele em Zootecnia pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, sendo seu autor Alexander Seggie, colega de estudos e amigo íntimo durante os anos de formação, desencarnado na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Nas referidas páginas, Alexander, cuja existência o jovem médium ignorava, referia-se ao amigo, num trocadilho, “Jove”,alusão ao sobrenome Joviano. Ainda no texto enviado ao diário carioca, o repórter reproduz mensagem recebida na reunião de 23 de novembro de 1933, assinada por Emmanuel escrita em ingles com as letras enfileiradas ao inverso. Ao reescrevê-la no sentido correto, o destinatário, profundo conhecedor do inglês, identificou um erro na colocação de um artigo e um pronome. Resolve, em inglês, interpelar Emmanuel, recebendo dele extensa resposta no mesmo idioma, entre outras coisas desculpando-se pelos erros cometidos, dizendo-se, apenas um aluno inábil e não um mestre na utilização da língua. Alencar inclui ainda uma mensagem em italiano, grafada da mesma maneira curiosa que a precedente. Objetivando testar se por trás daquele jovem ingênuo havia algo mais, quando solicitado a encerrar aqueles dois meses de experiência, formulou quatro perguntas em inglês, a última das quais mentalmente, obtendo dezoito linhas de resposta a esta, também em inglês. Mais ou menos na mesma época, o médium psicografou mensagem em inglês ao Consul da Inglaterra, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Senhor Harold Walter. Anos depois, presente à solenidade levada a efeito no Teatro Municipal de São Paulo, Chico psicografaria perante numeroso público, entre outras, uma mensagem/ saudação de Emmanuel aos presentes, em inglês, escrita de trás para frente, a chamada especular, somente possível de ser lida diante de um espelho. Testemunha de muitos desses momentos, o doutor Rômulo Joviano, contou ao amigo Clóvis Tavares que, por força do trabalho, “em visita, certa vez, a uma fazenda do Doutor Louis Ensch, engenheiro luxemburguês, fundador da Usina de Monlevade da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, em Monlevade, MG, Chico recebeu mensagem, endereçada ao mesmo, em idioma luxemburguês. Maravilhado, o destinatário declarou que as páginas foram escritas no melhor estilo da língua nacional de sua pátria, o Grão Ducado de Luxemburgo”. Noutra ocasião, em visita a uma parenta sua residente em Barbacena, MG, a escritora Maria Lacerda de Moura, assistindo uma reunião de estudos orientalistas, após esta ter escrito no quadro-negro algumas palavras em português, possivelmente um “mantra”, para meditação dos presentes, “Chico recebe, através da psicofonia sonambúlica, uma mensagem em idioma hindu, havendo a entidade comunicante, conduzido o médium até o mesmo quadro-negro, traçando diversas expressões ininteligíveis para os presentes, posteriormente reconhecidas como mantras grafados em caracteres sânscritos”. Inúmeras mensagens particulares foram recebidas ao longo dos anos, em vários idiomas, que o médium também ignorava completamente: alemão, árabe e grego. Perderam-se, no entanto, pelo seu caráter estritamente pessoal dos destinatários.


Vocês não acham que o preconceito é fruto da imaturidade espiritual?

Não temos dúvida sobre isso. A vida nos tem ensinado, à medida que os anos passam, que as nossas concepções sobre tudo e sobre todos vão mudando. É por isso que os mais velhos, com o tempo, vão adquirindo uma natural sabedoria, que se revela em cada um de uma forma. E esse processo, que vai conferindo maturidade a cada um de nós, ao longo dos anos, acontece de forma natural, porque está na lei de evolução. Logo, não há como viver uma vida, sem mudanças e sem surpresas.

Esse processo de amadurecimento, portanto, é natural. E ele pode acontecer de forma consciente ( quando a pessoa percebe que está mudando) ou de forma inconsciente ( quando ela só vai dar conta que mudou lá na frente, depois de muito tempo). A questão do preconceito, de fato, está atrelada a esse desenvolvimento, embora entendamos que ele se dá em ritmo e de maneira diferente em cada pessoa.

Há pessoas que, durante a vida toda, não conseguem grandes avanços nesse terreno, ou seja, elas continuam alimentando preconceitos por muito tempo. Com certeza não é a maioria. Outras, porém, em matéria de preconceito dão grandes saltos e conseguem se libertar quase que completamente de sentimentos negativos que nutriam quando jovens. De qualquer forma, convém observar que, no contexto amplo da humanidade, os preconceitos tendem a desaparecer.

Preconceitos ainda existem muitos: preconceito de raça, preconceito de cor, de religião, preconceito social, preconceito contra minorias, etc. Não podemos achar que não temos nenhum preconceito. Acreditamos que ainda não chegamos a esse nível, até porque há preconceitos instalados na sociedade, difíceis de ser eliminados, por estarem enraizados em nossos costumes e tradições. Vencê-los é um desafio que hoje sabemos melhor como fazer, mas que, por algum tempo ainda, exigirá muito de cada um de nós.

Ninguém, mais que Jesus, combateu tanto os preconceitos de uma época. Ele teve a coragem de encarar os costumes rígidos e arcaicos que ainda vigoravam em seu tempo. Alguns fatos de sua vida denotam muito vem isso, como os episódios da mulher adúltera e da prostituta, que causaram um grande mal estar nos doutores da lei, os homens que representavam o pensamento religioso da época. Nesse sentido, podemos afirmar que a religião, de um modo geral, são uma das forças estimuladores dos preconceitos no mundo.




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