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terça-feira, 5 de agosto de 2025

A OBSESSÃO NA VISÃO DO ESPÍRITO DE UM MÉDICO DESENCARNADO (Parte 3); EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Depois do conteúdo explorando diferentes ângulos do tema OBSESSÃO, finalmente chegamos às revelações do Espírito do médico Dr Francisco Menezes Dias da Cruz. Na tentativa de oferecer aos interessados num aprofundamento maior, dividiu sua análise em 7 tópicos: 1- ALERGIA E OBSESSÃO; 2PARASITOSE MENTAL; 3DOMÍNIO MAGNÉTICO; 4FIXAÇÃO MENTAL; 5AUTOFLAGELAÇÃO; 6 OBSESSÃO OCULTA; 7 TERAPEUTICA DA PRECE. Resumindo os textos por ele elaborados, começamos por ALERGIA E OBSESSÃO: Segundo ele, todos os nossos pensamentos definidos por vibrações, palavras ou atos, arrojam de nós raios específicos. Explica que as Radiações mentais (denominadas por ele agentes “R”), na maioria das vezes se apresentam na base de formação da substância “H”, desempenhando importante papel em quase todas as perturbações neuropsíquicas e usando o cérebro como órgão de choque. É indispensável eliminar de nossas próprias atitudes, na autodefesa e no amparo aos semelhantes, a cólera e a irritação, a leviandade e a maledicência, a crueldade e a calúnia, a irreflexão e a brutalidade, a tristeza e o desânimo, porquanto produzem elevada percentagem de agentes “R”, de natureza destrutiva, em nós e em torno de nós, exógenos e endógenos, suscetíveis de fixar-nos, por tempo indeterminado, em deploráveis labirintos da desarmonia mental. Em muitas ocasiões, nossa conduta pode ser nossa enfermidade, tanto quanto o nosso comportamento pode representar a nossa restauração e a nossa cura. Para sanar a obsessão nos outros ou em nós mesmos, é preciso cogitar dos agentes “R” que estamos emitindo. O pensamento é força que determina, estabelece, transforma, edifica, destrói, reconstrói. Nele, ao influxo Divino, reside a gênese de toda a Criação. Tratando da PARASITOSE MENTAL diz que Obsessão / vampirismo é inquietante fenômeno de parasitose mental. Determinam-na fatores internos e externos. Demonstrando a seriedade e profundidade do assunto diz que na esfera da alma, os primeiros dependem dos segundos, não havendo influenciação exterior deprimente para a criatura, quando a própria criatura não se deprime. Pelo imã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dispsomania e à loucura, à cirrose e os tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinquência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte. Imprescindível assim, viver, em guarda contra as ideias fixas, opressivas ou aviltantes, que estabelecem, ao redor de nós, maiores ou menores perturbações, sentenciando-nos à vala comum da frustração. Toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte, que se rende, desajustada, às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva. Comentando sobre DOMÍNIO MAGNÉTICO considera que são técnicas de influência e possessão dos desencarnados que ainda padecem o fascínio pela matéria densa, junto dos companheiros que usufruem o equipamento fisiológico na experiência terrestre. Compara esse efeito ao Hipnotismo – efeitos do fluido magnético a derramar-se do responsável pela hipnose provocada sobre o campo mental do paciente voluntário que lhe obedece ao comando. Neutralizada a vontade, o “sujet” assinala, na intimidade do cosmo intracraniano, a invasão da força que lhe subjuga as células nervosas, reduzindo-o à condição de escravo temporário do hipnotizador com quem se afina, a executar-lhe as ordenações, por mais abstrusas e infantis. Semelhante ao processo de que se utilizam os desencarnados de condição inferior, consciente ou inconscientemente, na cultura do vampirismo. Sobre a FIXAÇÃO MENTAL diz que enquanto encarnado, o Espírito dispõe do equipamento fisiológico que lhe faculta o atrito constante com a natureza exterior. As reações contínuas, hauridas pelos nervos da organização sensorial, determinando a compulsória movimentação do cérebro, associadas aos múltiplos serviços da alimentação, da higiene e da preservação orgânica, estabelecem todo um conjunto vibratório de emoções e sensações sobre as cordas sensíveis da memória, valendo por impactos diretos da luta evolutiva no Espírito em desenvolvimento, obrigando-o a exteriorizar-se para a conquista da experiência. Esse exercício incessante, enquanto a alma se demora no mundo físico, trabalha o cosmo mental, inclinando-o a buscar no Bem o clima da atividade que o investirá na posse dos recursos de elevação. O Bem é expansão, crescimento e harmonia,  é a onda permanente da vida a irradiar-se como o Sol. O Mal é condensação, atraso e desequilíbrio, podendo ser considerado como sendo a mesma onda do Bem, a enovelar-se sobre si mesma, gerando a treva enquistada. Ambos personalizam o amor, que é libertação e o egoísmo, que é cárcere. Se, enquanto na Terra, o Espírito não conseguiu desvencilhar-se das variadas cadeias do egoísmo – ódio e a revolta; perversidade e a delinquência; o fanatismo e a vingança; a paixão e o vício -; em se afastando do corpo de carne, pela imposição da morte, assemelha-se a balão eletromagnético, pejado de sombra e cativo aos processos da vida inferior, a retirar-se dos plexos que lhe garantiam a retenção, através da dupla cadeia de gânglios do grande simpático, projetando-se na esfera espiritual, não com a leveza específica, suscetível de alça-la a níveis superiores, em circuito aberto, mas sim com a densidade característica da fixação mental a que se afeiçoa, sofrendo em si os choques e entrechoques das suas próprias forças desvairadas, em circuito fechado sobre si mesma, revelando lamentável desequilíbrio que pode perdurar até mesmo por séculos, conforme a concentração do pensamento na desarmonia em que se compraz. (segue)



No filme “Nosso Lar”, o médico não foi muito bem na sua missão na Terra e, por isso, depois da morte foi mandado para um lugar de muito sofrimento e, em seguida, levado para Nosso Lar. Mas isso não deve acontecer com todo mundo, porque ouvimos dizer que muitos espíritos ficam por aqui mesmo, às vezes, dentro da própria casa, perturbando as pessoas da família. Como é que isso funciona? Esses Espíritos vão ficar sempre por aqui? Quando que eles vão reencarnar?

 

- Não há um destino fixo para todos os Espíritos e nem tampouco é definitiva a condição de cada um após a morte.   Cada caso tem suas próprias peculiaridades, dependendo do Espírito, - de suas crenças, de seus ideais e de suas buscas - ou seja, da forma como vem se conduzindo ao longo de sua experiência evolutiva. Segundo o conhecido princípio de que “o semelhante atrai o semelhante”, cada qual vai ao encontro daquilo com que mais se afina.  

 

 É o que acontece também entre nós. Quando aposentamos aqui na Terra, por exemplo, podemos tomar os mais diferentes rumos. Alguns preferem o descanso, com o tempo passam a se sentir inúteis, doentes e podem até terminar seus em dias no abandono ou internados num asilo. Outros, porém, ganham nova vida, buscam novas ocupações, integram-se mais com seus entes queridos e tornam-se peças fundamentais na família. A condição do aposentado depende do caráter que ele veio construindo ao longo da vida e que, certamente, terá uma grande influência no que lhe vai acontecer no futuro.

 

– Assim também, quando desencarnamos. Como ninguém foge da lei de causa e efeito, o que vamos obter após a morte é a colheita do que aqui semeamos. Há Espíritos tão plenos de amor e dedicação ao serviço que, mal desencarnam, já estão trabalhando em favor de uma causa ou dos que aqui ficaram. Há outros, tão distantes dos valores espirituais e morais, tão centrados em si mesmos e nas suas necessidades imediatas, que nem percebem para onde são levados. Outros, porém, inseguros ou apegados a pessoas e bens, acabam permanecendo junto à família por um bom tempo, sofrendo e fazendo sofrer.

 

– O caso de André Luiz, conforme mostrado no filme ( e bem melhor no livro, para quem quiser ler), refere-se a um médico carioca, que cultivou muito egoísmo e trabalhou apenas e tão somente para seus próprios interesses, indiferente ao próximo. Na verdade, em razão do que lhe aconteceu depois da morte, ele tinha o necessário discernimento para ter tido uma vida bem melhor, mas não o fez. Preferiu cultivar o comodismo dos que se recusam a encarar a verdade e, por isso, acabou sendo cobrado de forma dura e implacável pela ação de sua própria consciência.

 

– Entretanto, é claro que ele também tinha méritos. Tanto assim que, depois de algum tempo, foi resgatado do sofrimento para um plano de regeneração, onde - não com muita dificuldade – pôde compreender o quanto falhou na sua jornada terrena, passando a assumir uma nova postura diante da vida. André Luiz é apenas um exemplo. Na sua obra – pelo menos nos outros 12 livros seguintes – ele vai apresentar os mais diferentes casos, com outros personagens, cada qual percorrendo seu próprio caminho.

 

– Quanto aos Espíritos que, de imediato, não conseguem se desapegar dos encarnados, a duração dessa condição depende de cada caso, mas sempre há quem os procure ajudar a retomar seu caminho. É preciso considerar, porém, que muitas vezes são os encarnados que prendem seus familiares desencarnados dentro de casa, porque não conseguem se desapegar deles.

 

- Mais ou cedo ou mais tarde, esses Espíritos conseguirão sair desta condição e podem até podem reencarnar mais cedo – ou por disposição própria (quando reúnem poucos méritos e reencarnam por impulso) ou por iniciativa de equipes de trabalho e de amigos espirituais que os ajudam nesse sentido, visando à sua recuperação.


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

A OBSESSÃO NA VISÃO DO ESPÍRITO DE UM MÉDICO DESENCARNADO (Parte 2); EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Os Espíritos desencarnados preocupados em infundir perturbação na vida dos encarnados estão em vantagem pela invisibilidade ou por outro lado, pelo fato de não serem percebidos pelos nossos sentidos conhecidos. Como agem? Segundo os conhecedores do tema, procuram conhecer a natureza de qualquer pessoa, em qualquer plano, através das ocupações e posições em que prefira viver. Identificado o reflexo da criatura, superalimentam-na com excitações constantes, robustecendo-lhes impulsos e quadros já existentes na imaginação, criando outros que se lhes superponham, nutrindo-lhes, dessa forma, a fixação mental. Qual o efeito disso? Semelhante processo cria e mantem facilmente o “delírio psíquico” ou a “obsessão”, que não passa de um estado anormal da mente, subjugada pelo excesso de suas próprias criações a pressionarem o campo sensorial, infinitamente acrescidas de influência direta ou indireta de outras mentes, desencarnadas ou não, atraídas por seu próprio reflexo. Agem sós? Quando, por falta de tempo, não possam criar as telas pretendidas com os fins visados por intermédio da determinação hipnótica, situam no convívio da criatura, entidades que se lhe adaptem ao modo de sentir e ser. “Cada um é tentado exteriormente pela tentação que alimenta em si próprio”, ou seja, “cada qual de nós vive e respira nos reflexos mentais de si mesmo”. Somos (seres humanos) fulcros geradores de vida, com qualidades específicas de emissão e recepção. Obsessão é um processo semelhante ao da hipnose. O campo mental do obsessor, cria no mundo da própria imaginação as formas-pensamento que deseja exteriorizar. Plasmando a imagem da qual se propõe extrair o melhor efeito, usando as forças positivas da vontade, colore-os com recursos de concentração de sua própria mente, e, aproveitando a poderosa energia mental, projeta-as, como um hipnotizador, sobre o campo mental da vítima. Esta transforma as impressões recebidas, reconstituindo as formas-pensamento plasmadas, nos centros cerebrais, por intermédio dos nervos que desempenham o papel de antenas específicas, a lhes fixarem as particularidades na esfera dos  sentidos, num perfeito jogo alucinatório, em que o som e imagem se entrosam harmoniosamente. Tudo é questão de afinidade e sintonia. Toda alma é um imã poderoso. Há uma extensa humanidade invisível, que se segue à humanidade visível. Segundo André Luiz, pelo pensamento os homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de cada um. Toda obsessão começa pelo esboço vago do pensamento alheio que nos visita, oculto. Hoje é um pingo de sombra, amanhã linha firme, para, depois, fazer-se painel vigoroso, do qual assimilamos apelos invisíveis que nos aprisionam . Pelos mesmos dispositivos da Lei de Afinidade, a maledicência atrairá os caluniadores invisíveis e a ironia buscará, sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação. A culpa, consciente ou inconscientemente, instalada no domicílio mental, emite ondas que sintonizam com inteligências doentias, habilitando-se a intercâmbios mórbidos. Enfim, a obsessão resulta de união por afinidade de ambos os parceiros. Cada qual estará em seu grupo e cada grupo em sua comunidade ou faixa de afinidades. Somos mecanicamente impelidos para pessoas e circunstâncias que se afinem conosco ou com os nossos problemas. Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos.  Os agentes causadores são ESPÍRITOS  pois não são iguais nem em poder, nem conhecimento, nem sabedoria. Como escreveu Paulo de Tarso estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no Espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando nossos atos, lendo nossos pensamentos, uns para nos fazer o Bem, outros para nos fazer mal. Pela inferioridade física e moral de nosso Globo, na hierarquia dos mundos, os Espíritos imperfeitos aqui são mais numerosos que os superiores. Entre os Espíritos que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais particularmente sobre nosso pensamento, aconselham-nos, e cujo impulso seguimos sem nos apercebermos. Ligam-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais tem acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsidiam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança. A obsessão jamais se dá senão por Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento: aconselham, combatem a influência dos maus, se afastando, desde que não sejam ouvidos. O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação. As áreas de contágio são as mais variadas, compreensivelmente em destaque a RUA, por ser um repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos e perigosas bactérias de variada procedência, em vista da maioria dos transeuntes lançar em circulação, não só as colônias de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem”. Outra é representada pelo  SONO FÍSICO, visto que “a determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre, se acham nas zonas de contato com o Plano Espiritual e a maior percentagem desses semi libertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração. Neles, muitas vezes, se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes tem nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas”. “Através das correntes magnéticas suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo destruidor, tentações diversas.  “Muitas vezes, a mente obsidiada arquiva ordens e avisos do obsessor durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar, ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase imediato.. Nesse sentido não podem ser esquecidos AMBIENTES como o Doméstico.  Segundo os Espíritos mais esclarecidos, “Os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não  há defesas  de paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento. Outro fator determinantes advem do fato que os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantém ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico. Os viciados nas sensações fisiológicas encontram nos elementos desintegrados pelo cozimento, o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal, já que mais de setenta porcento da alimentação comum, o encarnado capta pelos condutos respiratórios. Há ainda as CASAS NOTURNAS. Numa descrição de André Luiz ao adentrar uma delas, “o ambiente sufocava. Desagradáveis emanações se faziam cada vez mais espessas, à medida que avançávamos. No salão principal do edifício, onde abundavam extravagantes adornos, algumas dezenas de pares dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava (...). A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da música inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis. (segue)

COM A PALAVRA O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Questão colocada pela professora Helena Lourenço de Araújo Gonçalves, Leninha, da rua São João: “Vi uma reportagem na TV, em que a repórter entrevistou cerca de 15 crianças ( numa faixa de  8 e 10 anos, aproximadamente). Essas crianças têm a  “internet” como principal meio de diversão e muito pouco contato pessoal com outras crianças. A repórter as convidou para uma atividade diferente, no campo. À princípio, elas se mostraram reticentes, mas quando foram levadas para o campo e puderam correr, brincar de roda, cantar e participarem de várias brincadeiras coletivas,  elas mudaram de opinião, e disseram que é muito mais gostoso estar com outras crianças, no campo, do que trancadas em suas casas, vendo TV e internet. Diante disso, a minha pergunta é a seguinte: esses instrumentos eletrônicos não estariam tirando a criança de um contato direto com a natureza e de um contato natural com outras crianças? Não seria esse um fator que está atrapalhando a sua evolução?”

 

 Não temos dúvida que sim, professora Leninha. Nós, pais e educadores, não estamos sabendo usar esses instrumentos eletrônicos nem para nós adultos, quanto mais para as crianças, que são seres ainda em pleno desenvolvimento físico, mental e social. Na verdade, esse surto de progresso no campo da eletrônica – trazendo para dentro de casa ou colocando em nossas mãos os mais sofisticados aparelhos, como esses que você citou -  nos pegou desprevenidos, sem uma base de compreensão das verdadeiras necessidades do ser humano.

 

 Por aí, podemos perceber que o problema da educação não se resolve – como os políticos costumam propalar em suas campanhas – apenas e tão somente com recursos materiais. Nossas escolas, por exemplo, poderão ter de tudo, desde de construções imponentes e vistosas até internet e computadores de última geração, e isso não resolver absolutamente nada em matéria de educação. Pelo contrário, tais providências poderão até mesmo ser nocivas à formação de nossas crianças, caso não haja uma utilização adequada desses recursos e, antes de tudo, a valorização dos professores e das pessoas que lidam com a educação, tanto quanto um ambiente que, acima de tudo, ajude o aluno, tanto no seu desenvolvimento psicológico, quanto moral e intelectual.

 

 A nossa proposta é que a escola, de um modo geral, se transforme num centro de estudos sobre educação, onde pais e professores se reúnam regularmente para a troca idéias e experiências sobre a melhor forma de educar as crianças. E, neste caso, a questão da adequada utilização dos meios eletrônicos deveria aparecer como prioritária. A facilidade com que hoje se adquire esses aparelhos está levando a família, cada vez mais, a uma acomodação perigosa. Ficamos à frente da TV, dos vídeo-games e da internet muito mais tempo do que deveríamos, criando barreiras de comunicação pessoal, contribuindo para que cada um construa seu próprio espaço, cada vez mais distante dos demais membros da família.

 

 O problema começa aí. Temos necessidade de reprogramar a vida familiar, tomando consciência de que os aparelhos eletrônicos jamais poderão substituir a presença dos amigos, dos colegas, dos pais, dos demais familiares e, principalmente, do professor. Sabemos, por outro lado, que já existem algumas doenças físicas e transtornos de comportamento, principalmente em crianças. Elas decorrem em boa parte do uso indevido desses aparelhos, já foram catalogadas e estão sendo objeto de estudo em vários países, inclusive na China e no Japão, onde o problema é maior.

 

 Para a Doutrina Espírita essa questão é importantíssima. Os Espíritos estão reencarnando, cada vez mais inteligentes,  para uma experiência proveitosa, visando principalmente à sua evolução moral. E um dos mais importantes aspectos dessa experiência é a convivência, é  contato uns com os outros que, infelizmente, vem sendo colocado em segundo plano, quando a internet, por exemplo, estimula apenas egoisticamente o contato indireto e distante, que jamais preenche as necessidades íntimas de cada um. Além disso, estamos nos afastando cada vez mais da natureza, preferindo contemplá-la apenas pelas imagens virtuais e não pela vivência no ambiente natural, que é indispensável para a saúde e paz interior.

 

domingo, 3 de agosto de 2025

  A OBSESSÃO NA VISÃO DO ESPÍRITO DE UM MÉDICO DESENCARNADO (Parte 1); EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Quando, em 1952,  assumiu a direção do Grupo que recolocaria o médium Chico Xavier no trabalho de desobsessão interrompido desde a morte de José Xavier anos antes, Arnaldo Rocha solicitou ao Espírito Emmanuel que apresentasse material sobre o assunto ouvindo dele que iria pensar. Dias depois, apresentou ao Grupo de trabalhadores através do médium o Espírito do Dr Francisco Menezes Dias da Cruz, explicando ser profundo conhecedor do assunto. Este repassou psicofonicamente pelo Chico algumas mensagens focando sob diferentes ângulos a temática, material posteriormente aproveitado nas obras INSTRUÇÕES PSICOFONICAS e VOZES DO GRANDE ALÉM, publicados pela editora da FEB. Desde o surgimento do ESPIRITISMO um século antes, muito se avançou na compreensão da influência revelada pela Espiritualidade na questão 459 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS que explicita quea influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos é maior do que cremos porque, frequentemente, são eles que nos dirigem”. Na REVISTA ESPÍRITA de outubro de 1858, três anos, portanto antes do surgimento d’O LIVRO DOS MÉDIUNS, Allan Kardec já tinha escrito que a “obsessão é a ação quase permanente de um Espírito que leva a pessoa a ser solicitada por uma necessidade incessante de agir desta ou daquela maneira e de fazer isto ou aquilo”. Já no século 20, no surpreendente livro PENSAMENTO E VIDA, Emmanuel explicou que “Obsessão é o equilíbrio de forças inferiores, retratando-se entre si” e que “Não há, obsessão unilateral, nutrindo-se toda ocorrência desta espécie à base de intercâmbio mais ou menos completo”. A observação desde o surgimento das Obras Básicas demonstrou que o processos obsessivos podem ser de dois tipos: 1- INDIVIDUAL   / 2- COLETIVO, expressando-se de forma CONSCIENTE    / INCONSCIENTE, podendo evoluir da obsessão simples para: Fascinação uma espécie de ilusão produzida, ora pela ação direta de um Espírito estranho, ora por seus raciocínios capciosos; e esta ilusão produz um logro sobre as coisas morais, falseia o julgamento e leva a tomar-se o mal pelo Bem. e Subjugação (ou possessão) ligação moral que paralisa a vontade de quem a sofre, impelindo a pessoa às mais desarrazoadas ações e, por vezes, às mais contrárias ao seu próprio interesse. As CONDIÇÕES NECESSÁRIAS para sua instalação dependerão sempre da situação do Espírito desencarnado derivada de dependências desenvolvidas enquanto  esteve encarnado. Os FATORES INDUTORES são as substancias aditivas (álcool, drogas, etc); comportamentos emocionais (trocas de energias); comportamentos sensoriais (sexo, alimentação); desejo de vingança por divergências originadas em vidas anteriores (lesões afetivas, prejuízos); ações coletivas objetivando disseminar a desordem (familiar e social) dificultando a evolução planetária. Por quais indícios poderíamos indentificá-los: 1 -   Desestruturação Familiar 2 -   Descontentamento e Desencanto resultantes de críticas sofridas ou feitas 3 -   Ânsia dissimulada pelo poder 4 -   Encantamento e Deslumbramento por si mesmo 5 - Atração e Fixação em temas ligados à sexualidade desequilibrada ( sexo promíscuo, fora do casamento, na mente de pessoas pervertidas, desejo de prazer custe o que custar, etc) 6 -   Agressividade descontrolada no trânsito, em casa, no trabalho 7 -    Interesse anormal por minúcias de crimes bárbaros, violências passionais 8 -  Crescimento incessante do consumo de álcool, drogas, sexo descompromissado, liberação dos sentidos primitivos. 9 -    Vulgarização pela televisão dos costumes através de programas com fachadas de populares, exaltando valores supérfluos, liberalidade sexual, importância do sucesso a qualquer custo, o despropósito dos bons princípios, a astúcia para levar vantagem em tudo o enaltecimento das futilidades e dos falsos heróis. Atualmente sabemos quea mente pode ser comparada a espelho vivo, que reflete as imagens que procura” e quea obsessão em qualquer tipo pelo qual se expresse, está profundamente vinculada aos processos mentais em que se baseiam os interesses da criatura”. Sendo assim, “pensamento é a base de tudo, alavanca de ligação para o Bem e para o mal. Aprendemos também que “o pensamento é atributo característico do Ser espiritual, da individualidade”. Aprendemos também que o pensamento é FLUIDO, matéria, radiação mental;   que “pensamentos modificam propriedades dos FLUIDOS, os quais são veículos do pensamento;
que  além dos pensamentos comuns (experiência rotineira), emitimos com mais frequência os pensamentos nascidos dodesejo-centralque nos caracteriza, pensamentos esses que passam a constituir o reflexo dominante de nossa personalidade”. EXEMPLIFICANDO: Crueldade é o reflexo do criminoso,  cobiça é o reflexo do usurário,  maledicência é o reflexo do caluniador,  escárnio é o reflexo do ironista ,   irritação é o reflexo do desequilibrado,    elevação moral é o reflexo do santo. Sendo assim, “emitindo um pensamento, colocamos um agente energético em circulação, no organismo da vida, - agente esse que retornará fatalmente a nós, acrescido do bem ou do mal de que o revestimos. Assimilamos dos outros o que damos e nós. Entre emissão e recepção, prevalece o imperativo da sintonia.  Acumuladores, retemos forças construtivas ou destrutivas que geramos. Atraímos forças iguais àquelas que exteriorizamos, no rumo dos semelhantes. Determo-nos em qualquer aspecto do mal, é aumentar-lhe a influência, sobre nós e sobre os outros. Focando na DINÂMICA DA OBSESSÃO EM PROCESSOS INTENCIONAIS veremos que as Estratégias/ Vantagens dos Espíritos desencarnados, fundamentam-se na  1 - Invisibilidade 2 - Disponibilidade de Tempo   3 – Individualismo 4 -Ambição ilimitada  5 -Propensão a todo tipo de tentação  6 -Fraqueza, Imperfeição, egoísmo 7 - Fé vacilante e fraca  8 - Sexo desvirtuado  9- Campo mental favorável ( vaidade, sentimento de inveja) 10-   Projeções Mentais dirigidas.  (segue)

COM A PALAVRA O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE 


   “Se Deus criou Adão e Eva imperfeitos e moralmente fracos, eles só poderiam desobedecê-lo. Mas, por causa disso, Deus os expulsou do paraíso, como está escrito na Bíblia. Então, eu pergunto, por que Deus os criou?  Eles nem poderiam ser castigados, porque não pediram para ser criados, porque não tinham culpa de serem imperfeitos e porque eram vítimas indefesas do Todo-Poderoso.. Será que Deus não sabia o que estava fazendo?  ( João Luiz Mangeli – Marília)

 

João Luiz, boa a pergunta!... Você está usando o raciocínio para compreender uma narrativa que, do nosso ponto de vista do homem de hoje, não é lógica e, portanto, do ponto de vista da razão, não pode ser entendida. Na verdade, a criação bíblica do homem é um mito. O que é mito? Mito é toda narrativa da antiguidade, em que o homem procurava explicar as coisas pela forma como imaginava que tivesse sido. Os mitos sempre envolvem poderes mágicos e sobrenaturais e existem em todas as culturas antigas, inclusive a dos hebreus, autores de um dos mitos da criação.

 

  Será, portanto, que eles estavam errados? Não, propriamente. Era essa a forma como podiam conceber Deus. Cada povo concebia suas divindades da sua maneira. Aliás, toda concepção humana é imperfeita. Até hoje, passados milhares de anos, o Deus que nós concebemos também é imperfeito, porque nossa inteligência é limitada e não pode compreender a perfeição. Com certeza, Deus é muito mais do que qualquer um de nós pode imaginar. É algo que ainda está fora de nossas cogitações. Muito mal estamos tentando conhecer o mundo concreto, e nem sequer conhecemos a nós mesmos.

 

No “Gênese”, primeiro livro da Bíblia, livro atribuído a Moisés, fala-se da criação. Era assim que o homem, vários séculos antes de Cristo, imaginava que fosse. E assim ficou na concepção popular do povo ocidental, até porque, nesse passado distante toda informação, todo conhecimento passava de geração em geração através da palavra falada – a chamada tradição oral, até alguém, depois de muito tempo, escrevia alguma coisa. A escrita era algo muito raro e difícil e a grande maioria não sabia ler.

 

É claro que, hoje, quando pensamos em Deus como a Suprema Perfeição, não podemos conceber que ele cometa algum erro, que se engane a respeito do que for. Caso contrário, não pode ser Deus. Mas, a idéia de Deus – ou seja da Perfeição – é algo que não cabe em nossa cabeça. O universo é extraordinariamente imenso para imaginarmos, sequer, a extensão de tudo que foi criado, de modo que, não podendo compreender nem mesmo a criação, como é que vamos compreender o Criador?

 

Quando Jesus esteve entre nós, sendo um Espírito de elevados conhecimentos, ele procurou simplificar a idéia de Deus para o seu povo, tirando de Deus tudo aquilo que manchava sua imagem. Por exemplo, ele tirou aquela imagem de um deus imperfeito, fraco, vingativo, violento. Ele procurou tirar tudo isso da cabeça do povo, e buscou uma figura mansa,  terna, bondosa, compreensiva – que é o pai. Assim, Jesus chamou Deus de Pai, porque era de um pai que o povo precisava, e não de um rei cheio de caprichos e violento.

 

Portanto, João Luiz, a idéia de Deus – como tudo neste mundo – veio sofrendo modificações ao longo dos séculos, de modo que aquele deus de Moisés ficou para trás. Os profetas que o sucederam e, principalmente, Jesus mudou completamente essa concepção, e trouxe para o homem de hoje a idéia de Deus, nosso Pai, como a suprema perfeição.


 

sábado, 2 de agosto de 2025

O PRECE FUNCIONA?; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Procedimento presente desde tempos remotos em todas as culturas especialmente nas diferentes escolas religiosas na atualidade assume papel de muita importância face às crises individuais e sociais, com o surgimento do ESPIRITISMO ganha sentido prático e claro reforçado mais ao final do século 20 com a experiências no campo das energias demonstradas pelas experiências Kyrlian (EXPERIENCIAS PSIQUICAS ALÉM DA CORTINA DE FERRO), de Massaru Emoto (A VIDA SECRETA DA AGUA) ou do Poligrafo Cleve Bakster (A VIDA SECRETA DAS PLANTAS). Em meados do século 19, na obra básica O LIVRO DOS ESPÍRITOS organizada por Allan Kardec e também n’O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO são encontrados muitos elementos para reflexões sobre o tema. Alinhamos a seguir, algumas questões definidas pela Doutrina Espírita: 1- Que é a PRECE ?  A prece é uma invocação. Ao fazê-la o homem entra em comunicação pelo pensamento com o Ser ao qual se dirige; pode ser para pedir, para agradecer ou para glorificar. Podemos orar por nós mesmos, por outras pessoas, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução das vontades d'Ele, e as que são dirigidas aos bons Espíritos são igualmente levadas a Deus.. Quando oramos para outros seres que não a Deus, é somente na qualidade de intermediários que eles as recebem, pois nada pode se realizar sem a vontade de Deus. Quando dirigida a DEUS ele mesmo vem em nosso auxílio? A prece é uma invocação e, em certos casos uma evocação, pela qual chamamos este ou aquele Espírito. 2- Quando dirigida a Deus, ele nos envia seus mensageiros, os Bons Espíritos? A prece não pode alterar os desígnios da Providência; mas por ela os Bons Espíritos podem vir em nosso auxílio, seja para nos dar a força moral que nos falta, seja para nos sugerir os pensamentos necessários.  Daí vem o alívio que se experimenta quando se ora com fervor. Daí vem, também, o alívio que experimentam os Espíritos sofredores, quando se ora por eles. Eles mesmos pedem essas preces sob a forma que lhes é mais familiar e que está mais em relação com as ideias que conservaram de sua existência corpórea.  Diz-nos, porém, a razão, aliás de acordo com os Espíritos, que a prece dos lábios é uma fórmula vã, quando nela não participa o coração. 3- Como compreender seu mecanismo? A prece aciona uma espécie de ação magnética entre aquele que ora e aquele a quem ela se dirige.  Poderia se pensar que o efeito da prece depende desse magnetismo, da força fluídica, daquele que ora, mas não é bem assim.  Os Espíritos têm a condição de poder acionar essa ação magnética fluídica sobre os homens e em razão disso complementam, quando se faz necessário, a insuficiência daquele que ora, seja agindo diretamente “em seu próprio nome”, seja dando-lhes, naquele momento, uma força excepcional, desde que os julguem dignos dessa ajuda ou quando ela possa ser proveitosa. O homem que não acredita ser suficientemente bom para praticar pela prece uma ação benéfica não deve, por isso, deixar de orar em favor de outro, por julgar-se indigno de ser escutado 4- Pode se medir o poder de uma Prece? O poder da prece está no pensamento, não depende nem de palavras, nem do lugar, nem do momento, nem da forma como é feita.  Pode-se orar em qualquer lugar e a qualquer hora, sozinho ou com mais pessoas. A influência do lugar ou do tempo de duração só se faz sentir nas condições que podem favorecer a meditação.  A prece em conjunto tem uma ação mais poderosa quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e têm um mesmo objetivo, porque, então, é como se muitos clamassem a uma só voz. Mas o que valerá estarem reunidos num grande número para orar se cada um atuar isoladamente e por sua própria conta?  Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, unidas por um ideal comum, orarão como verdadeiros irmãos, filhos de Deus, e sua prece terá mais poder do que a daquelas cem pessoas. 5- Há pessoas que contestam a importancia da prece, baseando-se no fato de que, se Deus conhece nossas necessidades, não é necessário que as revelemos. Acrescentam ainda que, como tudo se encadeia no Universo pelas leis eternas, nossas preces não podem mudar as leis de Deus. Eles não tem razão?  Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que Deus não anulará conforme os caprichos de cada um. Mas daí a se acreditar que todas as circunstâncias da vida estejam submetidas ao que se usa chamar de fatalidade, há uma grande diferença.  Se fosse assim, o homem seria apenas um instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa e, neste caso, só lhe restaria curvar a cabeça aos golpes dos acontecimentos, sem procurar evitá-los; não tentaria procurar desviar-se dos perigos.  No entanto, Deus deu ao homem a razão e a inteligência para utilizar-se delas, deu-lhe a vontade para querer; a atividade para ser ativo. Porém, tendo o homem liberdade de ação em todos os sentidos, seus atos lhe acarretam para si e para os outros consequências conforme o que faça ou deixe de fazer.  É por essa razão que certos acontecimentos acabam, obrigatoriamente, escapando ao que costumamos chamar de fatalidade, mas que em nada alteram a harmonia das LEIS UNIVERSAIS, da mesma maneira que o avanço ou o atraso dos ponteiros de um relógio não anula a lei do movimento que rege o seu mecanismo. Deus pode, portanto, atender a alguns pedidos sem alterar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, desde que se submetam à sua soberana vontade. 6- Então a prece sempre adiantará alguma coisa? O trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. Não há prece sem resposta. E a oração não é apenas súplica. É comunhão entre o Criador e a criatura, constituindo, assim, o mais poderoso influxo magnético que conhecemos.  A rogativa maléfica conta, igualmente, com enorme potencial de influenciação.  Toda vez que o Espírito se coloca nessa atitude mental, estabelece um laço de correspondência entre ele e o Além.  Se a oração traduz atividade no Bem Divino, venha donde vier, encaminhar-se-á para o Além em sentido vertical, buscando as bênçãos da Vida Superior, cumprindo-nos advertir que os maus respondem aos maus nos Planos Inferiores, entrelaçando-se mentalmente uns com os outros.  É razoável, porém, destacar que toda prece impessoal dirigida às Forças Supremas do Bem, delas recebe resposta imediata, em nome de Deus.  Sobre os que oram nessas tarefas benditas, fluem, das Esferas mais altas, os elementos-força que vitalizam nosso mundo interior, edificando-nos as esperanças divinas, e se exteriorizam, em seguida, contagiados de nosso magnetismo pessoal, no intenso desejo de servir com o Senhor. (M, 25)


Se eu amo uma pessoa, mas ela não me ama, e tudo indica que ela é aquela a quem devo amar, o que posso fazer para despertar seu interesse por mim? (anônimo )

 

É muito complicado a gente tratar de um assunto tão pessoal como este que você nos coloca, cara ouvinte , até porque,como seres humanos, não temos capacidade de penetrar no sentimento dos outros.Além disso, temos dificuldade de resolver os nossos próprios problemas. A questão do chamado “amor não correspondido”, no entanto, pode ser tratada pelo Espiritismo, cuja visão vai muito além desta vida, uma vez que o Espírito não só sobrevive à morte do corpo, como terá outras encarnações e, portanto, outras oportunidades de viver.

 

Quando a nossa visão percebe apenas esta vida, sentimos que nossos problemas devem ser definitivamente resolvidos de imediato, aqui e agora, pois a vida terrena é curta e nem sabemos quando dela vamos partir. O anseio de termos conosco a pessoa, que escolhemos para conviver, em muitos casos, pode tornar-se até numa paixão irrefreável, numa verdadeira obsessão. Mas, quando entendemos que estamos aqui, só de passagem, aceitamos com mais facilidade as adversidades, compreendendo que o que não podemos ter agora, poderemos ter depois.

 

Este é apenas um aspecto da questão. Um segundo aspecto é o seguinte: nenhum de nós tem o condão de mudar o sentimento do outro. Aliás, se temos dificuldade até de mudar o próprio sentimento,quanto  mais o sentimento de outra pessoa  a nosso respeito. Quando amamos alguém – no sentido mais amplo do amor – a nossa postura é a de querer o bem da pessoa amada e, por isso, fazemos tudo para que ela seja feliz, até o ponto de renunciarmos a esse amor, se não houver outra alternativa. Se não tivermos dispostos à renúncia, é porque não amamos de verdade: temos apenas desejo de possuí-la, de tê-la sob o nosso controle. É o que comumente se chama de amor possessivo.

 

Todos ainda somos aprendizes incipientes em matéria de amor. Precisamos tomar cuidado para não confundir amor com a necessidade de ter a pessoa aos nossos pés e sob o nosso comando, para que ela só faça a nossa vontade. Neste caso, trata-se de uma forma egoística de pensar que ama: na verdade, queremos ter, como queremos ter um objeto só para nós. O amor, do ponto de vista espírita, precisa ir bem mais fundo. Na sua expressão mais nobre, o amor é aquele que renuncia a si mesmo e que, portanto, é capaz de compreender o sentimento do outro, de suportar a sua ausência, se necessário.

 

Isso não quer dizer, absolutamente, que não podemos cativar as pessoas pelo nosso modo de ser, desde que aprendamos a nos conduzir, primeiramente, com respeito e, em segundo lugar, dispostos até mesmo à  renúncia. Aquele que ama de verdade é capaz de abrir mão de seu conforto, de sua comodidade – como fazem as mães em relação aos filhos, que não se importam em sofrer pelo bem deles  – , transformando-se intimamente para fazer jus à presença da pessoa amada, conquistando-a pelo coração.


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

CONFORME AS PROPRIAS AÇÕES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 As revelações oferecidas por Jesus quando de sua passagem por nossa Dimensão há 20 séculos, incluem a informação sobre o condicionamento dos processos evolutivos que norteiam a evolução do Ser aos Princípios da LEI DE CAUSA E EFEITO que determinam o a cada um segundo às próprias obras”. O ESPIRITISMO através de vários médiuns tem apresentado inúmeros casos confirmando inclusive que as sentenças lavradas pelas criaturas humanas são ajustadas a cada um, não existindo padrões apesar da similitude das infrações à LEI DE DEUS que as geraram. Reunimos na sequência, 6 casos para reflexões: CASO 1- EFEITO - Três moças obsidiadas atendidas no grupo em que servia Chico Xavier em Pedro Leopoldo (MG), uma das quais tinha o estranho hábito de mastigar vidros CAUSA - Influência de Espírito de antigo escravo, mandado enterrar pela vítima de agora, por motivo fútil, deixando apenas a cabeça de fora que a mesma determinou fosse besuntada com mel a fim atrair insetos, assim permanecendo, até encontrar a morte, em meio a sofrimentos intermináveis. Nas horas finais, em desespero, ele clamava à Sinhá que fez da força e poder sua marca, através de capatazes cruéis, que ,se existisse alma depois desta vida ele se vingaria (ICX)  CASO 2EFEITO Família constituída de casal de idade avançada, dez filhos menores, portadores de faculdades mediúnicas ignoradas, alheios a qualquer tipo de sentimento religioso, convencionalmente católicos, presos a ímpetos suicidas que já tinha produzido duas vítimas – o chefe do lar e a primogênita de 20 anos -, ameaçando um terceiro integrante que fracassara em duas tentativas. CAUSA Falange de Espíritos presos à ideia de vingança derivada do ódio pelas violências e crueldades sofridas - praticadas pelas vítimas de agora -na condição de prisioneiros da Inquisição que atuou em Portugal durante o século XVI, impondo implacável perseguição aos seguidores do Judaísmo.(DO,YP) CASO 3 EFEITO EAS, desencarnado aos 13 anos, após ter sido arrastado por cavalo em cuja sela prendera o pé ao apoiar-se  na tentativa de colher algumas tangerinas maduras em penca que o atraíra. CAUSA Castigo violento e cruel imposto em vida anterior, a escravo de sua propriedade ao surpreende-lo roubando algumas laranjas do pomar, chicoteando-o inúmeras vezes, e, não satisfeito, determinou fosse atado à cauda de potro selvagem que o arrastou por um campo ainda não destocado, surdo e insensível às suplicas dele e de ninguém, causando-lhe a morte. (EV) CASO 4   EFEITO   Morte de três irmãos adolescentes, por afogamento, em piscina de existente na sede da fazenda de amigos de sua família, após um deles ter caído acidentalmente na mesma, seguido pelos outros dois na desesperada tentativa de salvá-lo. CAUSA  Afogamento intencional de moradores das margens do Rio Paraguai em batalha naval de que participaram no final do século 19, indiferentes aos pedidos de misericórdia e vida, sob o pretexto de que em guerra tudo resulta em guerra. (RC) CASO 5 EFEITO FMH, morto aos 24 anos, quando saindo de uma “balada” em Cuiabá (MT) com amigo, foi abordado por outro frequentador que alterado por efeito do alcool, sacou um revolver, disparando varias vezes e atingindo-o fatalmente. CAUSA Suicídio praticado em existência terminada em 1920, na cidade de Lucca, na Itália, onde vivia e trabalhava. Revelou, portanto, ter sido o bisavô de si mesmo, renascido para livrar-se do débito com a Providência Divina. (AVM) CASO 6 EB, casada, mãe de nove filhos, tendo, ao longo dos anos,  perdido para a morte cinco deles  , quatro de forma violenta – um, criança, aos 7 anos e demais adultos, respectivamente por afogamento, suicídio e acidentes de trânsito. CAUSA Influência decisiva sobre a as dúvidas da Rainha francesa Catarina de Médicis para defragar a caça e morte dos Huguenotes presentes em Paris e cidades do interior, reunidos para o casamento de sua filha Margot e Henrique de Navarra na noite de agosto de 1572, no episódio registrado pela História como Noite de São Bartolomeu, lavando sua sentença cármica ao afirmar que “dar nossos filhos a semelhante empresa é privilégio que devemos disputar”, ante a pergunta – “e meus filhos?” - de alguém presente à fatídica reunião que resultou na morte por intolerância religiosa de milhares de pessoas.





– “Qual é o maior compromisso dos pais para com seus filhos? Como podemos saber que cumprimos nosso dever para com eles?”  - pergunta formulada por Helena Lourenço de Araújo Gonçalves, professora Leninha, que reside na Rua S. João.

 

  Pergunta muito importante, professora! Esta questão está presente em todas as grandes obras espíritas, a começar de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec. Não há dúvida de que os pais, neste mundo, desempenham verdadeira missão. Educar é a arte mais nobre que existe. É mais difícil e complexa do que qualquer outra, até porque se trata da educação de Espíritos, que passam justamente pela fase da infância, a fim de se tornarem mais receptivos à influência de seus educadores.

 

Para os pais, portanto, educar os filhos é seu compromisso número um. E eles devem aproveitar a oportunidade da infância, porque é nessa fase que o Espírito, submetido ao desenvolvimento de um novo corpo, está mais apto a receber as impressões do mundo exterior, mais propenso a aceitar e, conseqüentemente, a aprender e a incorporar valores espirituais, como o respeito e o amor ao semelhante. Se os pais descuidarem desse período, dificilmente escaparão de problemas posteriores.

 

Para tanto, o prenúncio da vinda de um filho já é uma alerta. Pais, que verdadeiramente querem educar, primeiramente precisam aprender a se educar a si mesmos. Eles devem passar para o filho aquilo que eles são: suas atitudes e seu comportamento diante da vida. Pais religiosos e cumpridores de seus deveres semearão na alma dos filhos sementes de responsabilidade e de religiosidade. Pais descompromissados com o lar ou com valores elevados de vida, semearão nos filhos sementes de egoísmo e irresponsabilidade, com certeza.

 

Entretanto, convém considerar que cada Espírito é um Espírito. Não há duas almas iguais. E, quando elas chegam num lar, elas não trazem as mesmas tendências ou as mesmas disposições de caráter. Devem ser vistos como pessoas diferentes. Algumas serão mais dóceis, mais fáceis de serem talhadas nos princípios que os pais esposam. Outras, porém, serão mais resistentes e, por essa razão, vão exigir bem mais dos pais, em termos de compreensão, paciência e perseverança.

 

A Doutrina Espírita ensina que tanto a paternidade quanto a maternidade exigem, acima de tudo, um certo grau de renúncia. Pais, que não se sacrificam pelos filhos – quando crianças, poderão ter amargas decepções quando eles crescerem, notadamente na adolescência. Por isso, o prenuncio da chegada dos filhos, já deve provocar nos pais uma atitude nova diante da vida, para que planejem essa educação com tempo, procurando aprender mais sobre a psicologia infantil, a fim de aplicá-la no dia-a-dia.

 

A família – na concepção espírita – geralmente, é uma fonte de conflitos, entre pais e filhos, esposo e esposa, e entre irmãos. Isso porque, quase sempre, aí se reúnem Espíritos que trazem incompatibilidades do passado. Mas também sempre há, no seio familiar, Espíritos simpáticos e amigos. Compete aos pais trabalhar mais por aqueles que têm dificuldades de se ajustar à boa convivência, fazendo o máximo ao seu alcance. Se, mesmo assim, não tiverem o êxito almejado, não terão, pelo menos, problema de consciência, principalmente quando tiverem de partir desta vida.