faça sua pesquisa

quarta-feira, 29 de julho de 2026

UMA MENSAGEM PROFUNDA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Vários foram os líderes que surgiram e se projetaram no cenário do Movimento Espírita por influência de Chico Xavier. Um deles, convertido pela dor da perda de um ente muito querido, exerceu importante papel na região de Campos (RJ), fundando e dirigindo uma instituição modelo na área social especialmente na formação e encaminhamento da infância. Seu nome: Clovis Tavares, autor, entre outros, de TRINTA ANOS COM CHICO XAVIER (cec). Contando sobre suas experiências com o incomparável médium mineiro lembra:. “Foram sem conta as lições, as benesses, as profundas experiências espirituais a mim concedidas, misericordiosa e ininterruptamente, na querida escola evangélica de Pedro Leopoldo. Considerando os limites destas singelas memórias, vou respingando, aqui e ali, de meus queridos arquivos ou de meus rascunhos de viagem, o trigo bom e farto das bênçãos do Alto. São lembretes, são mensagens, são observações, são advertências, são carinhos — tudo testificando a inefável bondade de Deus. Em julho de 1948, como sempre o fazia nas férias, pus-me a caminho de Pedro Leopoldo. Saí de Campos, na manhã do dia 14, no velho e moroso trem da Leopoldina. Durante a viagem, recordo-me bem, meu pensamento se fixou intensamente na personalidade de Santos Dumont: sua vida, suas dedicações, sua morte dolorosa. Relembrava as páginas de Gondin da Fonseca, depoimentos sobre seus trabalhos aeronáuticos, observações do seu ‘Dans L’Air”. Mentalmente recapitulava episódios da vida do Pai da Aviação: a infância extraordinária, o balãozinho Brasil, o 14-Bis... Cabangu, Saint-Cloud, Guarujá. . . E meditava, outrossim, na confortadora notícia que o Chico me dera, dois anos antes, de que Santos Dumont, desde 1936, era um dos mais devotados Amigos Espirituais de nossa Escola Jesus Cristo. Seis dias depois, na noite de 20 de julho, numa reunião íntima com nosso Chico, em recordando a data natalícia do genial brasileiro, pedi aos companheiros do nosso pequeno grupo permissão para formular uma prece em memória do Benfeitor Espiritual. O querido médium, havendo percebido a presença de Alberto Santos Dumont em nosso círculo íntimo, transmite-me suas palavras de carinho e também uma notícia que me provocou profundo impacto emocional, pois eu guardara, natural e modestamente, completo silêncio sobre minhas cogitações durante a viagem Campos-Rio. Revela-me, então, o Chico que Santos Dumont lhe estava dizendo que muito se sensibilizara com minhas lembranças de sua pessoa, durante a referida viagem e, comovido, me agradecia as recordações afetuosas, desejando escrever uma página destinada ao nosso pequeno grupo. E assim o fez. A mensagem do Pai da Aviação, farta de profundos conceitos, foi inicialmente publicada no jornal campista “A CIDADE” e, mais tarde no livro TEMPO E AMOR (ide). Diz ela: “Amigos, Deus vos recompense. A lembrança da prece me comove as fibras mais intimas. O Espírito liberto esquece o homem prisioneiro. A alvorada entende a sombra. Tenho hoje dificuldades para compreender a luta que passou e, não fosse a responsabilidade que me enlaça ainda ao campo humano, em vista das aflições que me povoaram as últimas vigílias na carne, preferiria que as vossas recordações, ainda mesmo carinhosas e doces, muito me envolvessem o nome de lutador insignificante. Descobrir caminhos foi a obsessão do meu pensamento. Reconheço hoje, porém, que outra deve ser a vocação da altura. Dominar continentes e subjugar povos, através dos ares, será, talvez, extensão de domínio da inteligência perversa que se distancia de Deus. Facilitar comunicações às criaturas que ainda não se entendem, possivelmente será acentuar os processos de ataque e morte, de surpresa, nas aventuras da guerra. Dolorosa é a situação do missionário da ciência que se vê confundido nos ideais superiores. Atormentada vive a cultura que não alcançou o cerne sublime da vida. Terei errado, buscando rotas diferentes? Certo, não. O mundo e os homens aprenderão sempre. A evolução é fatal. Todavia, recolhido presentemente à humildade de mim mesmo, procuro caminhos mais altos e estradas desconhecidas, no aprendizado do roteiro para o Cristo, Senhor de nossas vidas. Não há vôo mais divino que o da alma. Não existe mundo mais nobre a conquistar. além do que se localiza na própria consciência, quando deliberamos converter-nos ao Bem supremo. Sejamos descobridores de nós mesmos. Alcemos corações e pensamentos ao Cristo. Aprimoremo-nos para refletir a vontade soberana e divina do Alto por onde passarmos. Crescimento sem Deus é curso preparatório da queda espetacular. Humilharmo-nos para servir em nome Dele é o caminho da verdadeira glória. De qualquer modo, agradeço-vos. O trabalhador que repara as possibilidades para ser mais util jamais se esquecerá de endereçar reconhecimento às flores que lhe desabrocham na senda. Crede! Não passo de servidor pequenino. Que o Senhor nos enriqueça com Sua divina bênção”. Alberto Santos Dummont

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Disse ele que foi abordado por uma pessoa que questionou a ação caritativa dos espíritas, dizendo que os espíritas criam essas situações de carência as pessoas para poder ajuda-las e assim fazer caridade para obter salvação; 

O que nós podemos responder, caros ouvintes. Cada comunidade conhece o trabalho social que os espíritas realizam dentro delas. Em todo lugar as instituições espíritas são credenciadas pelo testemunho do povo.

A ferramenta Gêmini de Inteligência Artificial comenta a atuação dessas instituições afirmando:

“No Brasil, as instituições espíritas desenvolvem diversas atividades sociais e assistenciais, com foco em caridade material e espiritual, além de promoverem o estudo e a difusão da doutrina”. E prossegue:

“Essas instituições atuam em áreas como saúde, assistência social, educação e cultura, seguindo os princípios espíritas de amor ao próximo e busca pelo bem-estar integral”. 

Temos cerca de 30 mil centros espíritas no Brasil e cada um deles, por menor que seja, sempre oferece algum serviço de atendimento a pessoas ou famílias em estado de vulnerabilidade.

Oxalá não tivéssemos pessoas e famílias carentes em nosso país e, desse modo, estaríamos inventando uma situação que não existe, só para mostrar que os espíritas praticam a caridade!

É mais uma vez a ferramenta Gêmini de Inteligência Artificial, que vem nos ajudar nesta resposta, oferecendo números gritantes da vulnerabilidade que ainda grassa em nosso país:

No Brasil, cerca de 20,6 milhões de famílias vivem em situação de extrema pobreza, de acordo com os critérios do Programa Bolsa Família. O Cadastro Único, principal ferramenta de identificação de famílias em situação de vulnerabilidade, registrava 23,5 milhões de famílias em 2024. Além disso, mais de 335 mil pessoas vivem em situação de rua no país. 

Portanto, prezados irmãos, vemos nessas afirmações descabidas contra os espíritas uma tentativa de desmoralizar o sentimento mais elevado que a doutrina procura cultivar em seus seguidores, retomando o que Jesus nos ensinou reiteradamente, que está nos evangelhos, e que só não vê quem fecha os olhos à verdade. Veja quem tem olhos de ver, ouça quem tem ouvidos de ouvir.

Além do mais, precisamos deixar bem claro que caridade não é só assistencialismo. É muito mais que isso. Aliás dar algo a alguém é apenas um dos três aspectos da caridade e não é o mais importante.

O Espiritismo entende, segundo os ensinos de Jesus, que a caridade ( que também chamamos de prática do bem) compreende além da benevolência, a indulgência para com os erros dos outros e o perdão.

Benevolência é  a prática do bem. Indulgência é a compreensão quanto às limitações das pessoas, nos seus equívocos, sem pretender julgá-las. E perdão é a compreensão para com aqueles que nos prejudicam, sem desejar-lhes o mal.

Fica, assim, respondida a dúvida dos que se preocupam apenas e tão somente em render cultos a Jesus, mas não em seguir-lhe as verdadeiras recomendações.


Nenhum comentário:

Postar um comentário