faça sua pesquisa

domingo, 21 de setembro de 2025

EM MÉDIA 50 HORAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Verdade ou mentira? Fantasia ou realidade? Uma amiga comentou há poucos dias que, embora não goste de ir a enterros, atendeu ao pedido de colega para darem uma passada no de pessoa de seu relacionamento visto estar próximo   do horário do enterro. Acedendo, embora não tenha entrado no recinto onde   se dava o velório, enquanto aguardava o retorno da amiga, médium que é, começou a ouvir os pedidos de socorro da entidade desperta ainda ligada ao corpo do qual estava em processo de desencarnação, gritando estar viva, perguntando por que não a atendiam ou ouviam. Apesar de intimamente guardarmos a certeza de que a vida continua, mesmo, por vezes, seguidores do Espiritismo, preferimos ignorar o conteúdo substancial oferecido pela Doutrina que, ao contrário, de inúmeras outras, fala de forma clara e objetiva sobre os detalhes dessa transição de nossa Dimensão para aquela para a qual nos dirigiremos. O Espírito Emmanuel, respondendo a uma das inúmeras questões a ele dirigidas pelo jornalista Clementino de Alencar para o jornal O GLOBO – ver o livro NOTÁVEIS REPORTAGENS COM CHICO XAVIER (ide)-, enquanto opinava a respeito da cremação, esclareceu que em condições normais, o desligamento do corpo espiritual do corpo físico a ser abandonado pelo fenômeno da morte, demanda em média 50 horas. O próprio Emmanuel havia dito na obra O CONSOLADOR (feb,1940), que “a situação de surpresa ante os acontecimentos supremos e irremediáveis que determinam a morte física, proporcionam sensações muito desconfortáveis à alma desencarnada” e o Espírito Abel Gomes, em mensagem contida na obra FALANDO Á TERRA (feb,1954), pondera que “somente alguns poucos Espíritos treinados no conhecimento superior conseguem evitar as deprimentes crises de medo que, em muitos casos, perduram por longo tempo”. Chico Xavier, em comentário registrado na obra INESQUECÍVEL CHICO XAVIER (geem), “revela que oitenta porcento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem condições de ascenderem a Planos Elevados. Apenas vinte porcento gravitam para Esferas mais altas”. Isso nos lembra depoimento de um empresário desencarnado  através do próprio médium, na noite de 14 de junho de 1955. Disse, entre outras coisas: -“Industrial, administrador e homem público, em atividade intensa e incessante, não admitia que o sepulcro me requisitasse tão apressadamente à meditação. A angina, porém, espreitava-me, vigilante, e fulminou-me sem que eu pudesse lutar. Recordo-me de haver sido arremessado a uma espécie de sono que me não furtava-me  a consciência e a lucidez, embora me aniquilasse os movimentos. Incapaz de falar, ouvi gritos dos meus e senti que mãos amigas me tateavam o peito, tentando debalde restituir-me a respiração. Não posso precisar quantos minutos gastei na vertigem que me tomara de assalto, até que, em minha aflição por despertar, notei que a forma inerte me retomava a si, que minhalma entontecida regressava ao corpo pesado; no entanto, espessa cortina de sombra parecia interpor-se entre os meus afeiçoados e a minha palavra ressoante, que ninguém atendia...Inexplicavelmente, assombrado, em vão pedia socorro, mas acabei por resignar-me à ideia de que estava sendo vítima de estranho pesadelo, prestes a terminar. Ainda assim, amedrontava-me a ausência de vitalidade e calor a que me via sentenciado. Após alguns minutos de pavoroso conflito, que a palavra terrestre não consegue determinar, tive a impressão de que me aplicavam sacos de gelo aos pés. Por mais verberasse contra semelhante medicação, o frio alcançava-me todo o corpo, até que não pude mais...Aquilo valia por expulsão em regra. Procurei libertar-me e vi-me fora do leito, leve e ágil, pensando, ouvindo e vendo...Contudo, buscando afastar-me, reparei que um fio tênue de névoa branquicenta ligava minha cabeça móvel à minha cabeça inerte. Indiscutivelmente delirava – dizia de mim para comigo-, no entanto aquele sonho me dividia em duas personalidade distintas, não obstante guardar a noção perfeita de minha identidade. Apavorado, não conseguia maior afastamento da câmara íntima, reconhecendo, inquieto, que me vestiam caprichosamente a estátua de carne, a enregelar-se. Dominava-me indizível receio. Sensações de terror neutralizavam-me o raciocínio. Mesmo assim, concentrei minhas forças na resistência. Retomaria o corpo. Lutaria por reaver-me. O delíquio inesperado teria fim. Contudo, escoavam-se as horas e, não obstante contrariado, vi-me exposto à visitação publica”...Depois de detalhar interessantes lances da exposição publica do seu velório, o Doutor G, acrescentou: -“Estava inegavelmente morto e vivo (...). Curtia dolorosas indagações, quando, em dado instante arrebataram-me o corpo. Achava-me livre para pensar, mas preso aos despojos hirtos pelo cordão que eu não podia compreender e, em razão disso, acompanhei o cortejo triste, cauteloso e desapontado (...). A vizinhança do cemitério abalava a escassa confiança que passara a sustentar em mim mesmo. O largo portão aberto, a contemplação dos túmulos à entrada e a multidão que me seguia, compacta, faziam-me estarrecer. Tentei apoiar-me em velhos companheiros de ideal e de luta, mas o ambiente repleto de palavras vazias e orações pagas como que me acentuava a aflição e o desespero. Senti-me fraquejar. Chamei debalde por socorro, até que, com os primeiros punhados de terra atirados sobre o esquife, caí na sepultura acolhedora, sem qualquer noção de mim mesmo (...). Por vários dias repousei, até que, ao clarão da verdade, reconheci que as tarefas do industrial e político haviam terminado (...). Antigas afeições surgiram, amparando-me a luta nova”.   



Do ponto de vista espírita que consequências têm os crimes cometidos contra um órgão que beneficia milhões de aposentados? Quem vai pagar por isso?

Como você sabe, tudo que fazemos neste mundo sempre terá consequências, segundo a lei de causa e efeito. Um ato bom terá consequências boas e agradáveis; um ato mal, consequências desagradáveis. É uma lei da natureza.

Segundo o Espírito Clélia Duplantier, que esclareceu Kardec nesse ponto, nossos atos podem prejudicar pessoas. Sendo assim, cedo ou tarde, é diante dessas determinadas pessoas que vamos responder.

Mas, quando nossos atos prejudicam a sociedade, estaremos cometendo um crime de lesa-sociedade, e responderemos, cedo ou tarde, perante essa sociedade.

Como isso acontece? Você vai perguntar. A lei humana – vamos dizer assim, a lei brasileira – tem todo um aparato judicial, que começa na investigação policial dos culpados até a condenação, incluindo as responsabilidades do órgão pagador.

Para isso existem os órgãos da justiça, desde o órgão local até o supremo tribunal, que são acionados para promover a justiça, e isso implica em promotores, juízes, advogados, etc.

A lei divina não tem nada disso. O primeiro órgão da justiça divina é a própria consciência de cada um dos culpados. É ela que é acionada desde o momento do crime ou até antes, quando o crime ainda está sendo planejado.

O homem criminoso (geralmente vários) pode fugir da justiça humana, pode se defender de tal forma que o crime em si não pareça mais crime e, então, ele é absolvido.

Contudo, diante da sua consciência moral, ele sabe muito bem o mal que praticou e, muitas vezes, talvez na maioria delas, procura se convencer de que não praticou mal nenhum.

Mas a sua consciência não se comove com isso. Ela apenas registra o fato e a motivação que deu origem ao fato, de tal forma que o criminoso, cedo ou tarde, vai ter que se enfrentar a si mesmo, e disso não tem como escapar.

Então, não é Deus que nos julga. Deus não precisa nos julgar e muito menos nos condenar. Ele já nos conhece e sabe do que somos capazes. O julgamento implacável virá de nossa consciência moral ou do nosso superego, na linguagem freudiana.

Quando se trata de um crime solidário – ou seja, quando muitos estão envolvidos no mesmo crime – acontece o mesmo com cada um e geralmente esses Espíritos criminosos tendem a responder solidariamente pelo mal que fizeram.

É claro que existem as diferenças individuais. As pessoas são diferentes e, dependendo de cada um, ele pode responder na mesma ou em outra encarnação das mais diferentes formas. Não dá para enumerá-las agora.

Mas, uma forma muito conhecida de expiação ou provação coletiva, é quando esses Espíritos se reúnem no futuro, em outra encarnação, para responderem todos ao mesmo tempo, sendo vítimas de flagelos naturais ou desastres provocados, que acabam causando grande comoção na sociedade.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                     

 

sábado, 20 de setembro de 2025

CRIANÇAS NO PLANO ESPIRITUAL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Estima a ONU que seis mil crianças morrem diariamente na Terra, a maioria por causas derivadas da precariedade do saneamento ambiental (falta de água, saneamento básico, fome). A esses sintomas nascidos na visão imediatista dos políticos, em sua maioria sem maiores comprometimentos com o povo pelo qual deveria trabalhar, deve-se acrescer, segundo autoridade espiritual o “infanticídio inconsciente e indireto largamente praticado no mundo, havendo mulheres cujo coração ainda se encontra em plena sombra, mais fêmeas que mães, obcecadas pela ideia do prazer e da posse. De um ângulo mais abrangente, Allan Kardec ouviu daqueles que o auxiliaram na elaboração d’ O LIVRO DOS ESPIRITOS, questão 199, que “a duração da vida de uma criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do termo devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais”. A propósito, comentário sobre a dor de pais diante dessas perdas inesperadas, no livro AÇÃO E REAÇÃO, encontramos que “as entidades que necessitam de tais lutas expiatórias, são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente, ou, ainda, aos pais que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família”. O que acontece, porém com esses Espíritos, em sua maioria, praticamente expulsos da vida física recentemente iniciada? “- Antigamente, na Terra, conforme a teologia clássica, supúnhamos que os inocentes, depois da morte, permaneciam recolhidos ao descanso do limbo, sem a glória do Céu e sem o tormento do inferno e, com as novas concepções do Espiritualismo, acreditávamos que o menino reencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto. Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva”. (...) “Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo”. Através de Chico Xavier, não só o assunto ganhou conteúdo mais dilatado, como objetivo. Já em NOSSO LAR (feb,1943), encontramos referências a educandário para jovens e crianças. No ENTRE A TERRA E O CÉU (feb,1954), André Luiz ouve explicações sobre o Lar da Bênção,  parte de vasto estabelecimento de assistência e educação, com capacidade para atender  duas mil crianças, distribuídas em grande conjunto de lares abrigando até doze assistidos, quase todos destinados ao retorno à nossa Dimensão para a reintegração no aprendizado que lhes compete”. Um manancial de informações do ponto de vista quantitativo desprende-se das centenas de cartas psicografadas pelo médium nas reuniões públicas de Uberaba, entre os anos 70 e 90. Nelas, muitos elementos para reflexões. Numa das escritas por Moacyr Stella aos pais dos quais se separou aos 32 anos, em consequência de um câncer de cabeça, formado recentemente em Medicina, especialização em pediatria, conta que, ultrapassados os difíceis primeiros tempos após sua desencarnação, integrara-se ao serviço em um berçário, que o prendia a duzentos pequeninos, crianças desterradas do lar em que nasceram. Há, todavia, interessante livro publicado em 1988, assinado por Cláudia Pinheiro Galasse, desencarnada, seis anos antes, aos 18 de idade, em tratamento de recuperação, só em princípios de 1983, conseguiu equilibrar-se à custa de persistente esforço mental. Admitida em 1984, em um dos vários Institutos de apoio à infância no Além, promovida a professora em 1985. No livro intitulado ESCOLA NO ALÉM (ideal,1988), Claudia revela dedicar-se com amigas durante o dia a uma espécie de creche onde as crianças são separadas por faixa etária ( no seu caso, de meses até dois anos), sendo substituídas à noite, por mães desencarnadas. Explica serem as crianças enviadas pela Direção Geral, com instruções e avisos referentes a cada uma, que as abrigadas onde trabalha em sua maioria são de São Paulo, que trabalha com mais de cem, aplicando-se programas educativos recebidos semanalmente de Departamento Superior. Disciplina, horários específicos, passeios e hora de recreio fazem parte dessas atividades. Afirma ainda, entre inúmeras informações, não existir nenhuma desamparada e que muitas mães, durante o repouso físico, são levadas a visitar os filhos já domiciliados no Plano Espiritual.



O que os espíritas mais falam é sobre a vida depois da morte. Disso eles têm convicção. Mas os bilhões de pessoas do mundo, que não são espíritas, e que também morrem. Como eles enfrentam essa situação quando chegarem do lado de lá?

A crença na vida depois da morte não é nova. Pelo contrário, os primeiros humanos, desde as épocas mais primitivas da pré-história, quando já prepararam túmulos para seus mortos, preocupando-se em homenageá-los, eles o faziam porque acreditavam na sobrevivência do Espírito.

Ademais, as religiões, de um modo geral em todo o mundo, tanto no Oriente como no Ocidente, consideram que a vida não termina com a morte, que há algo além. Elas só não detalham como é isso; e seus adeptos acreditam que sobreviverão à morte.

A crença na vida após a morte, portanto, é uma tendência muito forte no ser humano; ela está nas bases de toda as culturas, de todos os povos. Allan Kardec, em suas obras, afirma que nunca existiu um povo ateu.

De fato, nunca houve ateísmo no passado, pois, ao que parece, essa disposição de acreditar na continuidade da vida faz parte de nosso instinto de sobrevivência, falando aqui de sobrevivência após a morte.

Mais recentemente, alguns geneticistas de renome passaram a falar num “gene de Deus” e neurologistas respeitáveis também parece terem localizado nas circunvoluções do cérebro os pontos referentes à crença em Deus e na imortalidade.

A situação do Brasil é muito peculiar, porque somos uma nação basicamente religiosa. Fomos catequisados pela Igreja Católica durante séculos e acreditamos que boa parte dos católicos e evangélicos já levam em conta a continuidade da vida, embora não saibam como isso acontece.

Desse modo, não é novidade para ninguém, despertar do outro lado da vida e encontrar familiares e conhecidos que partiram antes.

Nos relatos de André Luiz encontramos inúmeros relatos a respeito. Na grande maioria das vezes os Espíritos, que não foram espíritas, não se assustam e até experimentam um alívio ao constatar que escaparam da morte, principalmente aqueles que esperavam serem condenados ao inferno.

É claro que existem as exceções: Espíritos que não se deram conta de que não estão mais nesta vida e outros revoltados porque não encontram o céu que lhes foi prometido.

Alguns casos, relatados por André Luiz, mostram como pessoas, que tinham a certeza do céu – principalmente aquelas que estiverem muito próximo às religiões – revoltam-se, quando se veem em sofrimento, cobrando de seus padres ou pastores recompensas espirituais por terem contribuído com bens materiais para suas igrejas.

Mas, como acreditar na continuidade da vida é uma forte tendência, a grande maioria das pessoas vai descobrir o que já suspeitavam: há uma vida depois desta.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

VÍTIMA DA ‘SAIDINHA’ DE BANCO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Modalidade de delito que vitima centenas de pessoas diariamente, algumas fatais, é praticada tanto em grandes centros como em pequenas localidades. O fato seguinte deu-se em 16 de novembro de 1992, em São Caetano do Sul, São Paulo. Naquele dia, após sacar dinheiro em agência bancária para saldar compromissos empresariais, o advogado Cláudio Giannelli, foi perseguido por assaltantes, abordado a poucos metros de sua residência e atingido por um disparo efetuado por um dos bandidos.  Socorrido, chegou vivo ao hospital para onde foi levado, falecendo antes de medidas mais efetivas para salvá-lo. Cláudio, 45 anos, casado, pai de cinco filhos, dias antes de desencarnar, deixava transparecer em vários comentários a familiares uma insistente preocupação de que a sua partida deste Plano Terreno estaria prestes a se cumprir. Cláudio rapidamente se refez na Espiritualidade. Alguns meses após o ocorrido, seus irmãos Odília e Gilberto, estavam em Uberaba, na esperança de alguma informação de Chico Xavier. Da emocionante e emocionada carta por ele psicografada  destacamos: -“Estou bem, no entanto, ver a esposa tão atribulada não me permite um passo a mais na renovação de que necessito. A morte do corpo é mudança de vestimenta, sem alterar-nos naquilo que realmente somos. (...) Para esclarecimento, especialmente à nossa Zilda­, comuniquem a ela que estive consciente, embora plenamente anulado, até o Hospital São Caetano. Quando me vi cercado por médicos e enfermeiros, um homem chegou, de leve, até onde me achava estirado e se aproximou de meus ouvidos, dizendo-­me: “Filho, não tenha medo! Jesus não nos abandona. Não se aflija com a agressão de que foi vítima! Descanse o seu pensamento que a dor esfacela e pense na Bondade de Deus! Entregue a esposa e os filhos à Misericórdia Divina e repouse...” Quem me falava assim no tom que não posso esquecer? Ele respondeu-me: “Estamos juntos. Sou o seu pai Mario que volta a você para transportá-lo comigo!” Ao ouvir aquelas palavras as lágrimas me brotaram dos olhos e procurei a tranquilidade na oração última. Então, senti que, enquanto ali se preocupavam com o meu corpo ensanguentado pelo tiro que me alcançara, meu pai ali estava comigo auxiliando-me a confiar em Deus. Uma bênção de paz me desceu ao coração, e, entreguei-me aos braços de meu pai, que se fazia acompanhar de outros amigos. Retiraram-me do corpo devagarzinho, como se para ele houvesse, voltado a ser criança. Colocou-me de pé e abraçou-me como se eu estivesse nos dias da primeira infância e, tão pacificado me vi, que entrei num sono calmante para mim naquela hora incompreensível. Em seguida, carregando-me nos próprios braços, notei que deixávamos o Hospital e nos puséramos a caminho. Chegamos, seguidos pelos amigos que lhe partilhavam aquele maravilhoso transporte e fui internado numa clínica de grande tamanho, numa paisagem que não era mais a nossa. Ali, com a passagem de algumas horas, meu pai informou-me quanto a minha nova situação. Fiquei ciente de que alguém projetara sobre mim uma bala mortífera. Mas quando tive o primeiro impulso de revolta, meu pai asserenou-me, pedindo que eu entregasse tudo a Deus e de nada me queixasse. Segui aqueles conselhos que me tocavam a alma e pude esperar que passassem alguns dias até o momento de rever Zilda e os filhos. Chegou esse momento, em dezembro, (...) Cheguei emocionado em nossa casa da Rua Thomé de Souza e achei a querida Esposa tão ferida no íntimo que não suportei o pranto que se represava dentro de mim. Chorei ou choramos juntos e, até agora, estou trabalhando para asserenar-lhe o pensamento de mãe que enfrenta as provações da viuvez. (...)Cláudio Giannelli”.



Existe um “método científico não oficial” para fornecer evidências empíricas da existência dos Espíritos?

Primeiro, precisamos entender a palavra “oficial”, pois o ouvinte fala de método científico não oficial.

Na verdade, o termo “oficial” – que quer dizer, emanado de autoridade competente – não pode se aplicar à ciência, porque não existe um órgão, uma instituição ou uma pessoa que tenha autoridade suficiente para dizer o que é ou o que não é verdade.

A ciência, representada pelos pesquisadores, é sempre um campo aberto à busca de novas verdades e isso parece não ter fim.

Cabe aos cientistas – hoje, através das universidades de todo o mundo -  buscarem a verdade no seu campo de experiência, mas, por mais que proclamem uma verdade, sempre haverá quem descubra uma verdade maior.

Desse modo, o que caracteriza a ciência é esse anseio de descobrir novas leis e novos caminhos, sem a perspectiva de tudo resolver.

Os primeiros passos da ciência foram mais fáceis: Copérnico anunciou que era a Terra que girava em torno do Sol, Galileu descobriu a lei de queda dos corpos, em Newton vemos confirmada a lei de causa e efeito, Robert Hooke descobriu a célula que só foi confirmada quase dois séculos depois, Mendel antecipou em muitos anos a existência dos genes.

Entretanto, mesmo considerando os pais da ciência, muitas outras descobertas aconteceram depois, reajustando, ampliando ou aprofundando conceitos, de tal modo que nenhuma delas foi completa ou perfeita.

Hoje, no campo científico, o procedimento comum é a realização de congressos em todo o mundo nas várias áreas de conhecimento, para onde os especialistas levam o resultado de suas pesquisas para serem discutidos.

A verdade se impõe, evidentemente, pela maioria da comunidade científica e mesmo assim sem a pretensão de esgotar qualquer assunto.

Como já dissemos aqui, neste programa, temos e tivemos muitos pesquisadores que se debruçaram sobre fenômenos espíritas, mas que sequer foram ouvidos.

  A comunidade científica, de uma maneira geral, preocupada exclusivamente com o estudo da matéria, através do qual sempre encontram motivos para obter vantagens materiais, não dá chance para os que se propõem a estudar o espírito.

Isso se explica em grande parte pela guerra que a religião travou com a ciência durante séculos, perseguindo cientistas e querendo demonstrar que a fé sobrepuja a razão na busca da verdade.

Criou-se, então, uma barreira, principalmente depois que a ciência passou a se impor, principalmente a partir do século XIX, de tal modo que o campo da religião passou a ser visto como equivocado e perigoso.

Para você fazer uma ideia se como a comunidade científica despreza toda pesquisa no campo do Espirito, vamos citar um caso dos mais significativos que ocorreu na época de Kardec.

  Quando Charles Darwin publicou “Seleção das Espécies”, em 1859, havia um outro naturalista inglês que chegara, antes dele, às mesmas conclusões sobre a Teoria da Evolução e que não foi sequer mencionado nesses estudos.

Esse naturalista era Alfred Russel Wallace que, na ocasião, fazia pesquisa sobre materialização de Espíritos na Malásia. Justamente por isso, ele foi riscado do meio científico e deixou de ser considerado como co-criador da Teoria da Evolução. 

 

 

 

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

APRENDENDO COM CHICO XAVIER ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Os anos de convívio com a Espiritualidade transformaram o médium Chico Xavier numa fonte extraordinária de aprendizado sobre a Humanidade que se serve da Terra para o trabalho da evolução espiritual. Destacaremos a seguir alguns deles preservados pelo companheiro Adelino da Silveira um dos que desfrutou da intimidade do incomparável médium mineiro nos últimos anos de sua vida. 1- Por que Joanna D’Arc foi considerada santa apesar de ter liderado soldados franceses em batalhas certamente muito sangrentas?  Chico Xavier – “Naquela época, os Espíritos encarregados da evolução do Planeta estavam selecionando os gens que viriam servir na formação do compor da plêiade de entidades nobres que reencarnariam para ampliar o desenvolvimento geral da Terra, através do chamado Iluminismo francês. Era preciso suportar a dinâmica das inteligências que surgiriam. Se a França fosse invadida, perder-se-ia o trabalho de muitos séculos. Então Joanna D’Arc foi convocada para que impedisse a invasão, a fim de que se preservassem as sementes genésicas, para a formação de instrumentalidade destinada aos gênios da cultura e do progresso que renasceriam na França, especialmente em se tratando da França do século 19 que preparou, no mundo, a organização da Era Tecnológica que passou a viver-se no século 20”. 2- Porque jamais uma nação conseguiu invadir o Brasil e tomar parte de nossa Pátria, quando temos uma costa litorânea tão imensa? - Chico Xavier- “Porque toda vez que alguma Nação planejava isso, Jesus determinava que alguns milhares de Espíritos desencarnados e que ainda habitavam esse País, reencarnassem no Brasil e, ao invés de entrarem invadindo-nos pelas fronteiras geográficas faziam-no pelas fronteiras genéticas. As Leis de Segurança Planetária não permitiram, até agora, a invasão deliberada, decerto a fim de reservar determinada tarefa ou missão para os brasileiros do futuro, milhares dos quais filhos do pretenso invasor”. 3- Em 1952, quando Chico psicografava AVE CRISTO, certa noite, visitou-o um Espírito que viveu na época de Moisés. Tentou conversar com o médium mentalmente, mas este olhou para Emmanuel e disse-lhe: - Não entendi nada do que ele quis me dizer. Então, o bondoso guia explicou-lhe: - Ele está dizendo que não vem à Terra aproximadamente há 4 mil anos e que achou as construções um pouco diferentes, mas a evolução moral foi muito pequena”. 4- Francisco de Assis era a reencarnação do Apóstolo João Evangelista? Chico Xavier– “Acreditamos que a elevação de São Francisco de Assis foi a continuidade de João Evangelista na divulgação da obra do Cristo em todo o mundo, especialmente na Vida Ocidental. Creio que o assunto exposto é a expressão da verdade”. 5- Qual o animal mais adiantado? Chico Xavier – “O cão. O cão desperta muito amor e é um modelo de fidelidade. As pessoas que amem e cultivem a convivência com os animais, especialmente os cães ou descendentes das raças caninas, se observarem com atenção, decerto verificarão que os vários espécimes são portadores de qualidade que consideramos quase humanas, raiando pela prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência, improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos a ideia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham, preparando-se para o estágio mais próximo da hierarquia espiritual”.


Filmes espíritas, como “Nosso Lar” e outros, costumam mostrar cenas horripilantes de Espíritos em sofrimento, de Espíritos revoltados e violentos. Será que essas cenas não causam mais medo nas pessoas, mais do que ajudam? Será que os espectadores não ficam mais impressionadas com a questão da morte e do que lhes pode acontecer depois?

   Nós não conhecemos a arte cinematográfica para dizer que tais cenas poderiam ser apresentadas de outra maneira. Mas podemos dizer que, geralmente, os filmes procuram mostrar aquilo que vem descrito nos livros.

É claro que uma coisa é você ler, outra você visualizar no filme. Pode parecer que as cenas dos cinemas, por meio das imagens e dos efeitos sonoros, expressem com mais realidade as cenas que os livros descrevem.

Aliás, no cinema, de uma maneira geral e não só em filmes espíritas, tendem ao exagero, justamente para impressionar mais os sentidos dos espectadores.

No entanto, podemos dizer que é o objetivo é mostrar e não causar medo no espectador. Cada qual vai ver, sentir e interpretar da sua maneira.

Por outro lado, não podemos deixar de considerar que o cinema explora muito as cenas de violência nos filmes em geral, principalmente nas ficções e filmes para adolescentes, e de uma maneira exagerada.

Não vemos pais e educadores se manifestarem a respeito, até porque esses filmes predominam nas telas, procurando mostrar que somente a violência vence a violência, coisa em que não acreditamos.

Para os espíritas, e para os espiritualistas em geral, somente o amor vence a violência, e é isso que os filmes procuram mostrar, uma vez que não temos como negar a realidade da violência no mundo.

Portanto, caro ouvinte, não sabemos como a literatura espírita e o cinema podem abordar essas questões de outra forma.


terça-feira, 16 de setembro de 2025

SUTILEZAS DA REENCARNAÇÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Múltiplos aspectos existem a serem investigados a respeito da reencarnação, especialmente porque cada renascimento traz para nossa Dimensão, Espíritos com históricos, anseios e condições familiares diferentes. Reunimos três situações que complementadas pelas informações finais, fornecem elementos para diferentes cogitações e reflexões. CASO 1 - Seis anos após o casamento, a confirmação da programada gravidez revelou um comportamento inusitado: a implicância da esposa em relação a qualquer gesto ou ação do marido. A situação chegou a tal ponto que a separação parecia ser a melhor solução até que consultado, um amigo sensitivo, começou a insistir para que o candidato a pai deixasse aquele Espírito reencarnar. Ante a estranheza do candidato a pai, reiteradas vezes repetiu o orientador –“Fulano, deixa esse menino nascer”. A simples aproximação da esposa à medida que a gestação evoluía, parecia provocar inquietação no feto em desenvolvimento, desencadeando na mãe, crises acentuadas de repulsa ao marido. Após o nascimento, com o passar dos dias, qualquer tentativa do pai de segurar a criança nos braços, desencadeava no pequeno, crises violentas de choro, provocando, agora no irritado pai, ímpetos de compreensível aversão até que, procurado, o inspirado conselheiro, sugeriu: -“Aproveite as horas de sono do bebe e converse com ele. Peça-lhe uma oportunidade, desculpas por eventuais prejuízos a ele causados, diga-lhe que o ama. Creia, ela o estará ouvindo!”.  Acatada e implementada a recomendação, após algumas semanas, o quadro, como que por encanto, se modificou. Sete anos se passaram e, hoje, filho e pai não se separam, o pequeno vendo no genitor, seu amigo e parceiro de todos os momentos. CASO 2- A poucas semanas do casamento, em meio aos preparativos finais, uma séria discussão por motivo banal, parecia ter posto fim ao sonho de vários anos. Numa conversa do pai da moça com médium conhecido de longa data, a revelação de um dado inimaginável: por traz daquele efeito, havia a influência de um Espírito que, pela Lei de Causa e Efeito, estava programado para renascer da união do casal que não mais queria cumprir o combinado, desistindo do plano, tentando tudo o que podia para evitar a consumação do compromisso matrimonial. Sugestão: a mãe conversar bastante com o Espírito, tentando dissuadi-lo de seu intento; submeter-se à terapia do passe juntamente da criança que se desenvolvia em seu ventre. Apesar do acato à orientação, a gravidez foi pautada por inúmeras intercorrências, colocando em risco o ciclo natural da gestação. CASO 3- Durante entrevista de Chico Xavier em visita à Goiânia, capital de Goiás, no dia 7 de maio de 1974, questionado sobre porque motivo o casal, muitas vezes, tem no noivado uma paixão marcante e experimenta a diminuição do interesse afetivo nas relações recíprocas, após o nascimento dos filhos, o médium respondeu: -“Grande número de enlaces na Terra obedece a determinações de resgates, escolhidas pelos próprios cônjuges, antes do renascimento no berço físico. E aqueles amigos que serão filhos do casal, muitas vezes, agindo no Além, transformam, ou melhor, omitem as dificuldades prováveis do casamento em perspectiva para que os cônjuges se aproximem afetuosamente um do outro (...). O namoro e o noivado, em muitas ocasiões, estão presididos pelos Espíritos que serão filhos do casal. Quando esses mesmos Espíritos se corporificam em nossa casa, na posição de nossos próprios filhos (...), existe, sim, o decréscimo da paixão, no capítulo das feições possessivas que nos cabe evitar ”. Em revelações do Espírito Vetterini através da jovem médium Reinne, em pesquisas conduzidas pelo pintor Corneille, entre 1912/1913, a entidade explicou que “durante 2 ou 3 meses após a concepção, o Espírito é relativamente livre e é bem raro ele vir visitar o próprio corpo que está sendo construído no ventre da mãe; frequência intensificada à medida que o tempo passa, imprimindo suas características ao corpo em formação, modelando-o dissimuladamente de acordo com seu desejo, fixando-se quase por definitivo aí pelos 7 meses”. No livro AS VIDAS SUCESSIVAS (lachâtre), publicado em 1911, pelo do pesquisador Albert De Rochas relatando como praticamente redescobriu a possibilidade da regressão de memória a encarnações anteriores, o caso número 3, a regressão de Eugénie, mostra que “aproximando-se daquela que deveria ser sua mãe e que acabava de concebê-la, não entrou no feto, porém ficou em torno de sua mãe até o momento em que a criança veio ao mundo, entrando pouco a pouco, ‘por ímpetos’, no pequenino corpo, só ficando completamente ligada a ele por volta dos 7 anos, vivendo parcialmente fora de seu corpo carnal, que via nos primeiros meses de vida como se estivesse colocada fora dele”.


  É verdade – disse ele - que Chico Xavier foi processado pela família de Humberto de Campos porque publicou livros psicografados com o nome do escritor falecido?

  Esse foi um dos casos mais extraordinários – com certeza, o único no mundo - não só para o meio espírita, como também para o mundo jurídico, que ocorreu  no ano de 1944, há cerca de 80 anos.

O escritor Humberto de Campos, primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, autor de várias obras durante sua vida no Rio de Janeiro, passou a escrever por Chico Xavier cerca de três anos após seu falecimento.

Na época Chico era um jovem, tinha apenas 27 anos. Seus livros eram publicados pela editora da Federação Espírita Brasileira.

Os livros atribuídos a Humberto de Campos-Espírito eram Crônicas de Além-Túmulo; Reportagens de Além-Túmulo; Luz Acima; Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho e  Novas Mensagens.

Humberto de Campos, por outro lado, cronista e escritor de renome, deixou algumas dezenas de obras publicadas, sobretudo crônicas e contos.

Mas, sua família – ao saber que as obras psicografadas passaram a ser mais procuradas do que aquelas que ele publicou em vida, entrou com uma ação contra Chico Xavier e contra a editora.

A família alegava que não havia prova de que as obras tinham sido realmente produzidas por Humberto de Campos, não obstante demonstrassem o estilo inconfundível do autor. E, diante disso, ela reivindicava provas concretas fornecidas por críticos literários, e se as ditas obras psicografadas fossem realmente de Humberto-Espírito, que os direitos autorais provenientes da venda dessas obras viessem para a família.

Na ocasião, para defender o Chico e se defender, a Federação Espírita Brasileira contratou o advogado Miguel Timponi, um nome muito respeitável no meio jurídico. Timponi pediu à FEB uma assessoria doutrinária para provar que as obras psicografadas eram autênticas, o que não foi difícil conseguir, reunindo grandes estudiosos do Espiritismo.

O assunto gerou polêmica na época e repercutiu durante dias nos principais periódicos do país, transformando-se em livro intitulado "A PSICOGRAFIA ANTE OS TRIBUNAIS".

Nessa obra Timponi relata todo o processo – juntando pareceres de críticos literários -  até a decisão final da justiça que reconheceu que, para fins legais, os direitos autorais não poderiam ser atribuídos a um espírito desencarnado.

A justiça não era competente para resolver a questão da autoria espiritual, uma vez que o assunto está fora de sua alçada e pertence mais à filosofia e à ciência.

A viúva levou o processo ao Tribunal de Apelação do Distrito Federal, onde o relator, Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa, indeferiu o provimento ao recurso, confirmando a sentença. 

Ao analisar o caso, Rodrigo Kaufmann, na obra "Memória Jurisprudencial", acredita que entre os vários casos no qual atuou o ministro Ribeiro da Costa, nenhum ganhou tanto destaque quanto o processo de Humberto de Campos.  

Por outro lado, a mãe de Humberto de Campos, Ana de Campos Veras, ainda encarnada na época, havia reconhecido o estilo do filho nas obras psicografadas, fez amizade com o Chico, e foi entrevistada pela imprensa.

Dona Ana de Campos declarou para o jornal o Globo de julho de 1944: "Não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério (...) Só um homem muito inteligente, muito culto e de fino talento literário poderia ter escrito essa produção, tão identificada com a de meu filho ".

Mais tarde, o filho mais velho do autor, Humberto de Campos Filho declarou-se espírita e escreveu um livro a respeito do caso, intitulado “IRMÃO X, MEU PAI”, alusão ao cognome que Humberto de Campos-Espírito passou a utilizar nas várias obras que psicografou posteriormente.

 Para se conhecer o caso, que teve vários desdobramentos, e também o processo movido contra o médium e a editora, você, prezado ouvinte, deve ler os livros “PSICOGRAFIA ANTE OS TRIBUNAIS”, “NOVAS MENSAGENS”, este último como várias cartas enviadas por Humberto-Espírito aos seus familiares, mais o livro  ‘IRMÃO X, MEU PAI” de Humberto de Campos Filho.



 

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A HIPÓTESE/CERTEZA DE HERMÍNIO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Lançado no ano de 1975, o livro VIDA DEPOIS DA VIDA (edibolso), apresenta o resultado de cinco anos de pesquisa conduzida pelo médico Raymond A. Moody Jr, a respeito do que se popularizou como EQM – Experiência de Quase Morte, ou seja, daquelas pessoas que por fatores diversos, foram trazidas de volta à vida por processos naturais ou induzidos. O trabalho prefaciado, antes de ser publicado, por outra médica especialista no assunto, Elizabeth Kubler-Ross, revela informações muito interessantes, como a do paciente moribundo continuar a ter informação consciente do seu ambiente depois de ter sido declarado clinicamente morto; um flutuar para fora de seus corpos físicos;  grande sensação de paz e totalidade; estarem cônscios do auxílio de outra pessoa em sua transição para outro plano de existência; a presença de pessoas amadas que tinham morrido antes, e, uma das mais instigantes é a chamada recapitulação extremamente rápida da própria vida, para alguns em ordem cronológica, enquanto para outros não. Segundo os relatos, instantânea, de uma vez, abrangendo todas as coisas só com um relance, vívida e real, cada imagem sendo percebida e reconhecida, apesar da rapidez. Surpreendentemente, Allan Kardec, nos depoimentos sobre percepções e sensações no instante da morte, selecionados para compor a segunda parte d’ O CÉU E O INFERNO, incluiu dois em que contam que “toda a minha vida se desenrolou diante de minha lembrança” (J. Sanson,) e, “senti um abalo e lembrei-me, de repente, meu nascimento, juventude, minha idade madura, toda a minha vida se retratou nitidamente em minha lembrança” (M. Jobard). Já no início do século 20, o incansável pesquisador Ernesto Bozzano, apresenta na obra A CRISE DA MORTE (feb), casos como o do juiz Peckam, “no momento da morte, revi, como num panorama, os acontecimentos de toda minha existência, todas as cenas, ações que praticara, passaram ante meu olhar”; do Dr. Horace Abraham Ackley, “logo que voltei a mim, todos os acontecimentos de minha vida desfilaram sob as vistas, como num panorama, visões vivas, muito reais, em dimensões naturais, como se meu passado se houvera tornado presente”, ou,  Jim Nolam, “um pouco antes da crise fatal, minha mente se tornara muito ativa; lembrei-me subitamente de todos os acontecimentos da minha vida; vi e ouvi tudo que fizera, dissera, pensara, todas as coisas a a que estivera associado”. Em outro dos seus extraordinários trabalhos, A MORTE E SEUS MISTÉRIOS (eco), Bozzano reúne relatos de pessoas que passando por traumatizantes situações de perigo de vida, também vivenciaram experiências da visão panorâmica. Um grupo de alpinistas e turistas que sofreram quedas das montanhas, vendo a morte de perto, relataram que além de um sentimento de beatitude; ausência do tato e da dor, com a visão e audição conservando acuidade normal; extrema rapidez do pensamento e imaginação; em inúmeros casos, reviram todo o curso de sua vida passada (“vislumbrei todos os fatos de minha vida terrena que se desenrolaram diante de meus olhos em imagens inumeráveis, com extraordinária rapidez e clareza”); Alphonse Bué, vitima de queda que o fez perder a consciência durante dois ou três segundos, conta que “desenrolaram-se, clara e lentamente, no seu Espírito, cenas, brinquedos infantis, vida escolar, curso na escola militar, a vida de soldado na guerra da Itália, etc.”. Bozzano agrupa ainda  casos de pessoas que passaram por asfixia por submersão (1- “vi, num vasto panorama, toda minha existência terrena, desde as recordações infantis até o momento em que nadei para o mar alto”; 2- “diante de minha visão, se sucedia, com a maior rapidez, todo o painel de minha vida, em projeção panorâmica”, 3- “no instante em que desapareci na água, se produziu em minha mente verdadeira revolução, graças à qual as menores particularidades de minha vida terrena se imprimiram em caracteres profundos em minha memória, de acordo com as épocas em que as vivi”). O riquíssimo documentário produzido através do médium Chico Xavier, através das cartas de entes queridos,inclui inúmeras demonstrações dessa recapitulação no instante imediato à morte. O erudito e respeitado Hermínio Correia de Miranda, na obra AS DUAS FACES DA VIDA (lachâtre, 2005), no capítulo Psiquismo Biológico, recordando hipótese formulada no extraordinário A MEMÓRIA E O TEMPO (edicel,1981), de que “ao finalizar-se a existência na carne, ou mesmo ante ameaça mais vigorosa e eminente de que ela está para terminar, dispara um dispositivo de transcrição dos arquivos biológicos para os perispirituais, do que resulta aquele belo e curioso espetáculo de replay da vida, para o qual estamos propondo o nome de recapitulação. Uma vez transcrita a gravação dos tapes espirituais, o corpo físico é liberado para a desintegração celular inevitável”. Quatro décadas depois dessa suposição, conclui: “As pesquisas posteriores(...), me asseguram de que não há, ainda razões para rejeitar a hipótese, havendo, ao contrário, suportes confiáveis para ela, não apenas em textos doutrinários básicos, como em informes trazidos por André Luiz, bem como, no convincente depoimento de um confrade experimentado como Romeu do Amaral Camargo”, acrescentando: “- Assim, o Espírito pode proceder a uma reavaliação das suas vivências, ao mesmo tempo em que se prepara para novas tarefas no Mundo Espiritual e para a eventual retomada da experiência física, em outra etapa reencarnatória”..



Dizem que o casamento é um compromisso muito sério, que foi firmado na espiritualidade antes desta vida. Se isso é verdade, para o Espiritismo, as separações não têm sentido, porque mais cedo ou mais tarde, mulher e marido voltarão a se encontrar, mesmo que seja depois desta vida. Então, pergunto, não vale mais aquele juramento que diz “até que a morte os separe”?

  O casamento ou a união realizada aqui na Terra pode ser um compromisso do passado. Mas esse compromisso nem sempre significa que marido e mulher tiveram boa convivência em existência anterior.

Às vezes, a união do casal em forma de casamento é para resolver problemas que ainda não foram resolvidos. Nesse caso, sempre um dos parceiros está mais preparado para buscar entendimento.

Mas, essa experiência pode ser apenas uma tentativa, que nem sempre dá certo. Já viveram juntos e não se entenderam. Voltam para numa nova experiências juntos e não conseguem se conciliar, separando de novo.

Um caso de tentativa frustrada encontramos no livro AÇÃO E REAÇÃO de André Luiz, onde o autor conta o caso do casal MARCELA e ILDEU. Apesar do sacrifício de Marcela, retornando à vida terrena para ajudar o marido, todos os esforços foram em vão.

Por outro lado, existem aqueles casos em que o casal vem para realizar uma tarefa importante, uma verdadeira missão, seja junto aos filhos, ao restante da família e até mesmo no seio da comunidade onde vão viver.

Não é difícil perceber quando isso acontece, até porque as relações entre eles são boas e geralmente eles estão dispostos a renunciar pela causa que abraçam.

  Porém, a reaproximação daqueles que não se entenderam, como marido e mulher, não precisa vir necessariamente por meio do casamento. Muitos Espíritos retornam para reconciliarem em outras circunstâncias, como pais e filhos ou mesmo como irmãos.

Desse modo não é sempre verdadeira aquela afirmação de que, separando nesta encarnação, deverão voltar na outra como marido e mulher para completar a jornada.

Os casamentos, hoje, tendem a durar muito pouco, em face do reconhecimento dos direitos da mulher. No passado, a mulher suportava o marido, porque tinha medo de se separar, por causa da pressão das famílias e da sociedade.

Hoje, mais dona de seus direitos, a mulher reage melhor a imposições descabidas de seu marido. Essas mudanças fazem parte do processo de evolução que não vai se resolver em uma ou duas gerações.

Por conta da evolução, a condição atual da sociedade é outra, e isto só foi descoberto há pouco tempo, gerando essa crise de separações que envolve os casamentos. Vamos precisar de várias gerações para reestabilizar o casamento, tornando-o uma instituição mais segura.

CHICO XAVIER E AS MENSAGENS EM OUTROS IDIOMAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Allan Kardec, desenvolvendo uma classificação inicial da variedade dos médiuns escreventes no excelente compêndio intitulado O LIVRO DOS MÉDIUNS, chamou de médium poliglota, “o que tem a faculdade de falar ou escrever em línguas que não conhecem”, acrescentando, contudo, serem “muito raros”. Uma dentre as hipóteses alinhadas na referida compilação é que o fenômeno só seria possível pela existência, no inconsciente da individualidade de registros arquivados em encarnações em que se serviu desse idioma para se expressar e comunicar na região, raça ou pátria em que renascera. Chico Xavier, entre as múltiplas formas em que sua mediunidade foi utilizada foi para a recepção de mensagens, está a em outros idiomas. Vários, em sua longa jornada a serviço dos Espíritos. Sabe-se que Chico não teve formação além do antigo primário, tendo repetido duas vezes a quarta série, O primeiro a fazer referências a esse tipo de mensagem foi o repórter Clementino de Alencar, enviado especial do jornal O Globo, para investigar Chico Xavier, a origem dos escritos pós-morte do escritor Humberto de Campos e dos vários poetas do PARNASO DE ALEM TÚMULO. Surpreso com o que encontrou - um jovem humilde, pobre, cultura incipiente -, permaneceu em Pedro Leopoldo, MG, por dois meses testando o objeto de sua pesquisa, obtendo da Espiritualidade inúmeras demonstrações de sua ação junto ao médium. Um dos fatos que o surpreendeu foram relatos que davam conta da recepção por ele de mensagens em inglês e italiano, cujo aprendizado, à época, somente era acessível nos grandes centros. E Chico, pelos rudes labores e carga de trabalho remunerado na venda do “seu” Zé Felizardo, não permitiam tais “luxos”. Numa de suas matérias, de doze de maio de 1935 – Chico contava 25 anos de idade -, Alencar faz referências a algumas dirigidas em inglês ao doutor Romulo Joviano. Formara-se ele em Zootecnia pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, sendo seu autor Alexander Seggie, colega de estudos e amigo íntimo durante os anos de formação, desencarnado na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Nas referidas páginas, Alexander, cuja existência o jovem médium ignorava, referia-se ao amigo, num trocadilho, “Jove”,alusão ao sobrenome Joviano. Ainda no texto enviado ao diário carioca, o repórter reproduz mensagem recebida na reunião de 23 de novembro de 1933, assinada por Emmanuel escrita em ingles com as letras enfileiradas ao inverso. Ao reescrevê-la no sentido correto, o destinatário, profundo conhecedor do inglês, identificou um erro na colocação de um artigo e um pronome. Resolve, em inglês, interpelar Emmanuel, recebendo dele extensa resposta no mesmo idioma, entre outras coisas desculpando-se pelos erros cometidos, dizendo-se, apenas um aluno inábil e não um mestre na utilização da língua. Alencar inclui ainda uma mensagem em italiano, grafada da mesma maneira curiosa que a precedente. Objetivando testar se por trás daquele jovem ingênuo havia algo mais, quando solicitado a encerrar aqueles dois meses de experiência, formulou quatro perguntas em inglês, a última das quais mentalmente, obtendo dezoito linhas de resposta a esta, também em inglês. Mais ou menos na mesma época, o médium psicografou mensagem em inglês ao Consul da Inglaterra, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Senhor Harold Walter. Anos depois, presente à solenidade levada a efeito no Teatro Municipal de São Paulo, Chico psicografaria perante numeroso público, entre outras, uma mensagem/ saudação de Emmanuel aos presentes, em inglês, escrita de trás para frente, a chamada especular, somente possível de ser lida diante de um espelho.  Testemunha de muitos desses momentos, o doutor Rômulo Joviano, contou ao amigo Clóvis Tavares que, por força do trabalho, “em visita, certa vez, a uma fazenda do Doutor Louis Ensch, engenheiro luxemburguês, fundador da Usina de Monlevade da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, em Monlevade, MG, Chico recebeu mensagem, endereçada ao mesmo, em idioma luxemburguês. Maravilhado, o destinatário declarou que as páginas foram escritas no melhor estilo da língua nacional de sua pátria, o Grão Ducado de Luxemburgo”. Noutra ocasião, em visita a uma parenta sua residente em Barbacena, MG, a escritora Maria Lacerda de Moura, assistindo uma reunião de estudos orientalistas, após esta ter escrito no quadro-negro algumas palavras em português, possivelmente um “mantra”, para meditação dos presentes, “Chico recebe, através da psicofonia sonambúlica, uma mensagem em idioma hindu, havendo a entidade comunicante, conduzido o médium até o mesmo quadro-negro, traçando diversas expressões ininteligíveis para os presentes, posteriormente reconhecidas como mantras grafados em caracteres sânscritos”.  Inúmeras mensagens particulares foram recebidas ao longo dos anos, em vários idiomas, que o médium também ignorava completamente: alemão, árabe e grego. Perderam-se, no entanto, pelo seu caráter estritamente pessoal dos destinatários.

Ultimamente tenho visto algumas cartas psicografadas de pessoas famosas, que a imprensa publica. Será que essas cartas são verdadeiras? Como saber?

O médium que se destacou no Brasil no recebimento de cartas psicografadas foi Chico Xavier.  Acreditamos que recebeu milhares de cartas, cada uma endereçada a familiares.

Na última etapa de sua mediunidade, era comum comparecerem centenas de pessoas à Casa Espírita da Prece, em Uberaba, buscando contato com familiares desencarna

A maioria delas era de jovens que voltavam para atender aos apelos dos pais, sobretudo das mães, que pretendiam uma prova de que seus filhos tinham sobrevivido à morte e estavam bem.

Chico Xavier, porém, foi um caso muito especial na história da mediunidade, que se impôs pela sua conduta e pelo seu espírito cristão, fazendo-se respeitar por todos os cantos do Brasil.

Isso não quer dizer, porém, que não existam outros médiuns que possam receber cartas psicografadas, mas não podemos desconsiderar que a moral do médium é um dos atestados mais autênticos das comunicações que recebem.

De fato, temos visto algumas dessas cartas de gente famosa, mas não temos elementos para dizer se são autênticas ou não.

Quem pode dizer melhor sobre a autenticidade das cartas é a família do desencarnado, até porque os Espíritos, quando querem se fazer reconhecer, sempre deixam alguma marca especial para se fazerem reconhecidos.

Famosos, que se dirigem ao público e especialmente a seus admiradores, nas cartas que pudemos ler, geralmente falam de forma muito generalizada e superficial que, em si, não trazem novidades.

Não sabemos se esses Espíritos de famosos se dirigem diretamente aos seus familiares. O ideal seria que isso acontecesse, porque facilitaria o reconhecimento.

Por outro lado, sabemos que, muitas vezes, não é fácil para um Espírito conseguir um médium com quem se afine, pois, em matéria de comunicação mediúnica, a sintonia entre o Espírito e o médium é fundamental.

Desse modo, antes de questionarmos se a carta é autêntica ou não, porque não temos elementos comprobatórios, devemos considerar o teor da mensagem e verificar se ele traz alguma mensagem que possa ser bem utilizada por todos.

O mais importante, numa mensagem da espiritualidade, porém, é a mensagem em si, se ela é séria, sóbria e construtiva; se vai servir para ajudar os admiradores desses famosos a acreditar em Deus e na vida após a morte.