A história demonstra que sempre houve aqueles que acreditam existir um poder sobrenatural em alguns objetos considerados como talismãs para
resolver questões no campo do amor, da “sorte”, entre outros. Meios
de obter a influência de Espíritos que cuidariam de encaminhar soluções.
Um rentável comércio sempre existiu tirando proveito dessa crença. Haverá,
porém, nessas peças, o poder a elas atribuído? Na edição de setembro de 1858,
da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec
escreveu interessante artigo após ter sido indagado a respeito disso por pessoa
conhecida. Identificado apenas como senhor M., “havia comprado uma medalha que se
lhe afigurou de notável originalidade(...). Tinha o aspecto da prata, pouco
oxidada, estampando nas duas faces, uma porção de sinais, gravados em baixo
relevo, entre os quais se notavam os planetas, círculos entrelaçados, um
triângulo, palavras ininteligíveis e iniciais em caracteres vulgares; depois
outras em caracteres bizarros, tendo algo de árabe, tudo disposto de modo
cabalístico, à maneira dos livros de magia”. Tendo consultado médium
conhecida, ouviu “ser ela composta de sete metais, ter pertencido ao
escritor Jean Cazzote, um dos pais da literatura fantástica, à época morto,
possuindo o poder especial de atrair Espíritos e facilitar as evocações”.
Outro, autor de uma série de comunicações que dizia ter recebido da Virgem
Maria, lhe disse “ser uma coisa maléfica, própria para atrair os
demônios”. Outro, autor de um livro sobre escrita direta, que “a
medalha tinha uma virtude magnética e poderia provocar o sonambulismo”.
Insatisfeito com as respostas contraditórias, mostrou a Kardec a medalha,
pedindo sua opinião, ao mesmo tempo que desejava interrogasse um Espírito Superior
sobre o real valor do ponto de vista da influência que a mesma pudesse ter. Eis
a resposta de Allan Kardec: “-Os Espíritos, são atraídos ou repelidos
pelo pensamento, não por objetos materiais, que nenhum poder exercem sobre
eles. Em todos os tempos os Espíritos Superiores condenaram o emprego de signos
e de formas cabalísticas; e todo Espírito que lhe atribui uma virtude qualquer
ou que pretende dar talismãs que denotam magia, por aí revela a própria
inferioridade, quer quando age de boa fé e por ignorância, levado por antigos
preconceitos terrenos, de que ainda se acha imbuído, quer quando,
conscientemente, se diverte com a credulidade, como Espírito zombeteiro.
Os
sinais cabalísticos, quando não são mera fantasia, são símbolos que lembram
crenças supersticiosas na virtude de certas coisas, como os números, os
planetas e sua correspondência com os metais, crenças nascidas no tempo da
ignorância e que repousam sobre erros manifestos, aos quais a Ciência fez
justiça, mostrando o que há sobre os pretensos sete planetas, os sete metais,
etc. A forma mística e ininteligível de tais emblemas tem o objetivo de os
impor ao vulgo, sempre inclinado a considerar maravilhoso aquilo que não
compreende. Quem quer que tenha estudado racionalmente a natureza dos Espíritos,
não admitirá que sobre eles se exerça a influência de formas convencionais, sem
de substâncias misturadas em certas proporções: seria renovar as práticas do
caldeirão das feiticeiras, dos gatos pretos, das galinhas pretas e de outras
secretas maquinações. Já o mesmo não se dá com um objeto
magnetizado, pois, como se sabe(...), a virtude de tal objeto reside unicamente
no fluido de que se acha momentaneamente impregnado e que assim se transmite,
por via imediata, e não na forma, na cor, nem, principalmente nos signos, que
que possa estar cheio”. Pondera, mais à frente, que “o
sinal traçado é uma expressão do pensamento; é uma evocação trazida de modo
material. Ora, seja qual for sua natureza, os Espíritos não necessitam de
semelhantes meios de comunicação. Os Espíritos Superiores jamais os empregam;
os inferiores podem fazê-lo visando fascinar a imaginação de pessoas crédulas,
que querem sob sua dependência. Regra geral: para os Espíritos Superiores a
forma não nada é; o pensamento é tudo; todo Espírito que liga mais
importância à forma que ao fundo, é inferior, não merece nenhuma confiança,
mesmo quando, vez por outra, diga algumas coisas boas; porque as boas coisas
são, por vezes, um meio de sedução”.
Compartilhamento de informações reveladoras disponibilizadas pelo Espiritismo ampliando nosso nivel cultural
faça sua pesquisa
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Inesperada Solução
Desde a desencarnação de seu irmão José, em fevereiro de
1939, o médium Chico Xavier deixara de servir no trabalho de assistência aos
Espíritos mais necessitados nos serviços convencionalmente denominados nos
círculos espíritas, de desobsessão.
Vivia-se já o ano de 1951 e “o volume crescente dos casos de obsessão
que procuravam incessantemente as reuniões públicas do Centro Espírita Luiz
Gonzaga, nas noites de segunda e sextas-feiras, recomendavam, todavia,
alguma providência nesse sentido”. E, Chico, por várias vezes, falou ao
amigo Arnaldo Rocha, “sobre o desejo expresso pelos Amigos
Espirituais, no sentido de se criar um grupo de irmãos conscientes e
responsáveis para a assistência especializada aos problemas difíceis”.
Arnaldo Rocha - desencarnado em 29 de outubro de 2012-, para quem não sabe, foi
marido durante alguns meses de Irma de Castro, a quem chamava carinhosamente Meimei
(Amor puro), desencarnada jovem em consequência de um quadro de nefrite que a
perseguia há alguns anos. Tornou-se amigo muito próximo de Chico por “casuais”
acontecimentos que, na verdade estavam reaproximando velhos conhecidos de
outras eras. Em meados de 1952, por fim, iniciaram-se os trabalhos. Arnaldo,
descrevia o grupo como reduzido a vinte companheiros que perseveraram unidos
até a mudança de Chico para Uberaba, em 1958. “Dez médiuns com faculdades
psicofônicas apreciáveis seguindo um programa de normas rígidas traçado pelos
Instrutores Espirituais, nas noites de quinta-feira, semanalmente. Atividades
mediúnicas em atmosfera habitual de equipe, assiduidade, horário rigoroso”.
As reuniões se “iniciavam às 20 horas e, após a prece inicial, a leitura de trechos
doutrinários e a palavra rápida do Amigo Espiritual responsável pelos
trabalhos, as vinte e quinze, aproximadamente, começava o socorro aos
desencarnados, constando de esclarecimento e consolo, enfermagem moral e
edificação evangélica, a benefício das entidades conturbadas e sofredoras
durante os próximos noventa minutos, valendo-se da cooperação de todos os
médiuns presentes”. Às 21:45 hs, o ambiente se modificava para a prece
em favor dos enfermos distantes. E, nesses quinze minutos finais, pela psicofonia
sonambúlica de Chico, ouvia-se a palavra direta de Instrutores e
Benfeitores desencarnados. “Eram lições primorosas dos orientadores,
palestras edificantes de amigos, relatos comoventes de irmãos recuperados e
preleções de caráter científico, filosófico e religioso, proferidas por
devotados e cultos mentores, de passagem pelo recinto”. Revelou Arnaldo
que “para
reter-lhes a palavra construtiva e consoladora, muita vez suspiraram pela
colaboração de um taquígrafo, até que, nos primeiros dias de 1954, comentando o
problema com o distinto confrade Professor Carlos Torres Pastorino (
autor do conhecido MINUTOS DE SABEDORIA),
o amigo radicado no Rio de Janeiro, ‘ofereceu-lhes um gravador de sua
propriedade, que permitiu, desde a noite de 11 de março de 1954, o registro
daqueles inesquecíveis momentos”. Assim nasceram dois livros extraordinários INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS e VOZES DO GRANDE ALÉM, ambos publicados
pela FEB e, mais recentemente, recuperados em áudio pela VERSÁTIL que os lançou
em Audio-Livro. Fatos muito interessantes
cercam cada manifestação, sempre explicadas no introito de cada uma
delas. Um deles, porém, constitui-se numa história à parte. Deu-se ao término
da “reunião
da noite de 2 de junho de 1955. O companheiro encarregado do serviço de
gravação, ausentara-se, e Arnaldo, pessoalmente, assumiu a tarefa. E, notando
que Chico denotava expressiva alteração, intuitivamente assinalou que o Grupo
estava sendo visitado por mensageiro espiritual de elevada hierarquia. Não se
enganava. Colocando-se em pé, o Instrutor passou à palavra. Dicção educada. Voz
clara e bela. Em sucinto estudo, exalta a figura excelsa de Jesus, à frente do
Espiritismo. Na saudação final, identifica-se. Tratava-se de Bittencourt
Sampaio. Despede-se e encerra-se a reunião. Ansiosos para estudar a mensagem,
ouvindo-a de novo, a frustrante constatação: o gravador não funcionara. Perdera-se
a palavra do grande Instrutor. Uma hora depois dos seis remanescentes tentarem entender a origem do sucedido, preparando-se para o
retorno aos seus lares, Chico anunciou estar ouvindo o amigo espiritual José Xavier
avisando que não se preocupassem, pois Meimei e ele haviam gravado a palavra do
Benfeitor no aparelho de uso da equipe
espiritual e, que se reunissem em
silêncio para que o médium ouvindo-a, a fixasse no papel. Sentaram-se ao redor
da mesa, com o material de escrita e, depois da prece, Chico esclareceu estar
vendo um pequeno gravador junto deles, manejado pelos Amigos Espirituais,
transcrevendo moderadamente, evidenciando a audição em curso”. No fim,
depois de outros lances inusitados, podia ser lida a belíssima página O CRISTO ESTÁ NO LEME,
contida no primeiro dos livros citados.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Chico Xavier e as Provas da Identidade dos Espíritos
“A identidade é muito mais fácil de constatar quando se trata de
Espíritos contemporâneos, cujos hábitos e caráter são conhecidos. Porque são
precisamente esses hábitos, de que ainda não tiveram tempo de se livrar, que
nos permite reconhece-los. E digamos logo que são eles um dos sinais mais
certos de identidade”. Esse um dos indicadores fornecidos por Allan
Kardec no capítulo 24 d’ O LIVRO DOS MÉDIUNS. Acrescenta mais à frente, que “através
da linguagem, pelo emprego de expressões que lhes eram familiares, pela
referência a alguns fatos significativos e de particularidades de sua vida, às
vezes desconhecidas dos assistentes cuja veracidade se pode verificar”,
encontramos outras provas de identidade, incluindo nesse elenco “a
semelhança de caligrafia e de assinatura”. “Não existe comunicação má que
resista a uma crítica rigorosa”, pondera Kardec. No item 267 do mesmo
capítulo, o Espírito São Luiz, lista vinte e seis critérios para se analisar
uma mensagem espiritual, precedendo-os da recomendação de se “pesar
e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle, da razão todas as comunicações”,
aduzindo a isto que “não há outro critério para se discernir o
valor dos Espíritos senão o bom senso” e que “não devemos julgar os Espíritos
pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas, sondar-lhes o íntimo,
analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente, sem prevenção”.
Como há fraudadores dos dois lados da vida, o propósito do médium deve se
considerado. A “natureza não dá saltos”, também neste aspecto. Dificilmente,
portanto, ocorrem mudanças na personalidade do comunicante que, enquanto
encarnado, era o oposto do que mostra na mensagem transmitida. Não se vira “santo”
da noite para o dia. Na mesma obra, Kardec apresenta vários exemplos de
mensagens apócrifas escritas por farsantes do Plano Espiritual. Naturalmente,
exceções podem ocorrer depois que a “ficha”
da realidade da sobrevivência “cai”
para o que desencarnou. Nada, porém, radical. O incansável pesquisador italiano
Ernesto Bozzano, produziu uma obra muito interessante sobre o assunto,
intitulada CINCO EXCEPCIONAIS CASOS DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÍRITOS (lachâtre),
finalizando-os com o do poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde, psicografado pela
médium inglesa Travers-Smith. Inúmeros detalhes pessoais desconhecidos da
sensitiva foram declinados pelo Espírito, para surpresa dos que leram as
inúmeras cartas por ele escritas. Um dos
casos mais impressionantes pela quantidade e qualidade da produção mediúnica,
sobretudo, nas últimas décadas de sua existência, é Chico Xavier. As cartas escritas por seu intermédio em
reuniões públicas, apresentavam um repertório incrível de dados relacionados
aos seus autores, muitos até desconhecidos pelos próprios familiares, o que,
por fim, confirmado, servia de elemento de autenticação quanto à autoria. Várias delas foram
decisivas em processos judiciais, inocentando suspeitos de homicídios
acidentais. Não bastassem os incríveis detalhes comprobatórios da autenticidade
das mensagens, no início dos anos 90, do século passado, outro método
científico deu a dezenas de cartas recebidas por Chico a credibilidade no que
se refere à sua origem espiritual, confirmando que seus remetentes não haviam
morrido, apenas mudado de Dimensão Existencial. Tudo foi descrito no livro A
PSICOGRAFIA Á LUZ DA GRAFOSCOPIA (fe), assinado pelo professor Carlos Augusto
Perandréa, à época uma dos mais competentes e requisitados especialistas na
técnica de exames de autenticidade e verificação de autoria conhecida como
Grafoscopia. A metodologia, muito conhecida nos meios forenses e instituições
financeiras, focava a partir daí, mensagens psicografadas para saber se
assinatura ou a letra do que a escreveu coincidia com o dos que se presumia ter algo escrito por via mediúnica. Nas peças documentais, o resultado foi tão
surpreendente que o próprio perito, católico até então, rendeu-se ao
conteúdo revelador do Espiritismo. Mas, o que mais importa, é: através de Chico
Xavier, mais uma evidência da sobrevivência após a morte do corpo físico
juntava-se a outras tantas disponibilizadas pelo canal da mediunidade.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Comunicações Mediúnicas Entre Vivos
Discorrendo sobre os caracteres da revelação espírita,
Allan Kardec considera que “como meio de elaboração, o Espiritismo
procede exatamente da mesma maneira que as ciências positivas, isto é, aplica o
método experimental”, acrescentando que “é rigorosamente exato, portanto,
dizer que o Espiritismo é uma ciência da observação e não o produto da
imaginação”. Sua atuação à frente da Sociedade Espírita de Paris documenta o quanto ele ousou,
através de diferentes médiuns, aprofundar os temas relacionados com informações
obtidas com os Espíritos por ele evocados ou que se manifestavam em várias
partes do Planeta abrindo caminho para o conhecimento da realidade do Mundo
Espiritual. Um dos assuntos que o senso perquiridor de Kardec submeteu a
testes, foi a possibilidade de
comunicações mediúnicas de pessoas encarnadas ou, como se costuma dizer, vivas.
Longa e minuciosa pesquisa foi por ele conduzida, evocando Espíritos
encarnados, às vezes, a grandes distâncias, sob controle de entidades
espirituais que dirigiam os trabalhos mediúnicos da Sociedade. .As comunicações
obtidas foram publicadas na íntegra, pois sempre eram psicografadas.
Constituem-se nas primeiras pesquisas e demonstrações da independência do
Espírito em relação ao corpo. Sócios efetivos ou correspondentes da Sociedade
se inscreviam para experiências nesse sentido. Um desses documentos pode
ser encontrado na REVISTA ESPÍRITA, janeiro
de 1860. Compreende oitenta perguntas formuladas a um Conde, oficial
da Marinha Imperial, retido em casa por enfermidade, e, que se oferecia
para estudo, propondo-se a deitar por volta das nove horas do dia 25 de
novembro, calculando que por volta das nove e meia poderia ser evocado. Assim
foi feito na data combinada, em que respondeu à metade das perguntas a ele
dirigidas, retornando na semana seguinte, no dia 2 de dezembro, complementando
a interessante entrevista. Na primeira
série de questões, revelou detalhes importantes como “ter a condição de deslocar-se instantaneamente,
e, à vontade, do local em que se comunicava até sua casa e vice-versa; ter
consciência do trajeto; observar os objetos existentes no caminho; estar num
estado diferente ao de um sonâmbulo pelo fato de seu corpo estar dormindo;
citou um remédio do qual nunca ouvira falar para tratar o mal que o acometia –
a gota – o cólquico; ser capaz de auxiliar um amigo que soubesse em perigo
através da inspiração; sentir-se num estado de grande felicidade como num sonho
bom; sentir-se ligado ao corpo físico por um laço luminoso como uma luz
fosforescente difícil de descrever; atuar sobre a mão do médium para dar-lhe
uma direção que facilitava por uma ação sobre o cérebro; não experimentar
fadiga física durante o fenômeno de que era o centro; ser capaz de responder a perguntas mentais”. No dia
seguinte, contou que tinha sonhado que se achava na Sociedade, entre o médium e
Kardec, o que foi considerado por este uma lembrança da evocação, que também
diz que “sendo o sonho uma lembrança da atividade do Espírito, não é,
evidentemente, o corpo que sonha”. Na segunda evocação, respondendo à entrevista formulada por Kardec, expõem impressões elucidativas como “registrar
de forma muito intensa percepções como a luz, sons e odores, não através dos órgãos dos sentidos como no
corpo físico; ver os Espíritos desencarnados presentes à reunião que se
processava; vê-los por sua própria forma perispiritual; apresentando-se também
através deste corpo que imita a forma do corpo material, embora tendo
consciência de ali estar no corpo fluídico luminoso; de ser capaz de dar um
soco em qualquer um dos presentes, e, embora não fosse sentido pelo agredido,
poderia sê-lo se o quisesse, esclarecendo ainda que o nome do remédio –
cólquico –, sabia por tê-lo usado em encarnação anterior, em que, por sinal, lhe
fizera muito mal”. Além das incursões feitas por Allan Kardec nessa
área, Ernesto Bozzano, anos depois compilou vários relatos na obra COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS ENTRE VIVOS
(edicel, 1968), publicado em tradução de Francisco Klör Werneck
domingo, 17 de fevereiro de 2013
O Esclarecimento de Emmanuel
No ano de 1976, foi lançado no Brasil um surpreendente livro
cujo sugestivo e instigante título representava um estímulo para se conhecer
seu conteúdo: A VIDA SECRETA DAS PLANTAS. Nele, os autores Peter Tompkins e
Christopher Bird relatavam pesquisas feitas nos últimos dez anos, desde que
movido por despretensioso interesse, um americano chamado Cleve Backster,
conectara sensores de um aparelho – o polígrafo, sobre cujo funcionamento era
uma das maiores autoridades no mundo -, às folhas de uma dracena existente num
vaso sobre sua mesa de trabalho. A Dracena é uma planta tropical que lembra
vagamente uma palmeira, com folhas grandes e um denso cacho de flores miúdas e
o equipamento citado é vulgarmente chamado “detector de mentiras”, muito usado
outrora em processos objetivando constatar se pessoas, sob investigação
criminal, mentem em seus depoimentos. No caso em questão, Backster pretendia saber quanto tempo a água oferecida
às raízes fincadas na terra, levava para chegar às suas folhas. O resultado foi
tão inesperado quanto espantoso, pois, desencadearia inúmeras outras
experiências por ele conduzidas com plantas de espécies variadas, que acabaram
por envolver inúmeros outros pesquisadores de reconhecida credibilidade que se
lançaram ao aprofundamento das mesmas. Os resultados reafirmaram o comprovado
por Backster: as plantas percebem - ou sentem - e reagem, positiva ou negativamente, a
estímulos resultantes de situações criadas no ambiente em que se encontram,
fato constatado e registrado nos gráficos do polígrafo a que estavam ligadas.
A hipótese formulada por Backster após
milhares de observações pessoais ou de outros que se envolveram na pesquisa era
que “existe
uma percepção primária ainda não definida na vida das plantas”. O livro
contém inúmeras interessantes informações de experimentos conduzidos por
cientistas importantes da época, formulando conclusões na mesma direção da
Backster. Quando das prospecções feitas com os Espíritos que o auxiliaram a
compor O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec no capítulo XI do Livro Segundo,
dedicou-se ao tema OS TRÊS REINOS, confirmando o encadeamento
lógico da Evolução do Princípio Espiritual do Mineral ao Hominal. Sobre a etapa
vegetal, cinco perguntas foram formuladas. Sobre as plantas terem consciência
de sua existência, disseram que “não, elas não pensam, não tem mais de que a
vida orgânica”; a respeito da possibilidade delas terem sensações,
sofrendo quando mutiladas, afirmaram que “as plantas recebem as impressões físicas da
ação sobre a matéria, mas não tem percepções, por conseguinte, não tem a
sensação da dor”; tomando como exemplo a sensitiva e a dionéia que
demonstram movimentos de grande sensibilidade e, em alguns casos uma espécie de
vontade, como a última, cujos lóbulos apanham a mosca que vem pousar sobre ela
para sugar-lhe o suco, e à qual ela parece haver preparado uma armadilha para
matar, esclareceram que “tudo é transição na natureza, pelo fato de
que nada é semelhante, e, no entanto, tudo se liga. As plantas não pensam e, por
conseguinte não tem vontade. A ostra que se abre e todos os zoófitos não tem
pensamento; nada mais possuem que um instinto natural e cego”.
Finalmente, sobre haver nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação,
responderam que “há, se o quiserdes, uma espécie de instinto, dependendo da extensão
que se atribua a essa palavra, mas é puramente mecânico. Quando, nas reações
químicas, vedes dois corpos se unirem, é que eles se afinam, quer dizer que há
afinidades entre eles”. O jornalista Fernando Worm, baseando-se nas
conclusões reveladas no livro citado no início de nossos comentários e as
informações do livro base do Espiritismo, propôs ao médium Chico Xavier três
indagações associadas ao tema que ampliam o conteúdo apresentado pela
Espiritualidade. Inseridas no livro JANELA PARA A VIDA, as respostas oferecidas
pelo Espírito Emmanuel, nos oferecem elementos para maiores reflexões. A
primeira, sobre como explicar as sensações manifestadas pelas plantas
semelhantes às das pessoas que as cuida e ama, mesmo que essa pessoa esteja a
quilômetros de distância, disse que “o fenômeno de Empatia está presente em todos
os seres e em todos os domínios do Universo”; se, telepaticamente,
afetamos as plantas, afirmou que “todo Ser organizado é sensível ao campo magnético
da criatura que se lhe faça mais próxima”, e, por fim, sobre “experimentos
que demonstraram serem as comunicações biológicas extratemporais, isto é,
acima, fora e além do tempo como o conhecemos”, ponderou: “A
ciência humana continuará com êxito nas investigações em torno das comunicações
biológicas, registrando a presença de forças que se interligam, de acordo com o
tempo mensurável na Terra e de conformidade com recursos, a outras de tempo
extraterrestre”. JÁ ESTÁ DISPONÍVEL MAIS UM DEBATE DOUTRINÁRIO - COMBATENDO O "STRESS". BASTA CLICAR NO LINK INDICADO NA BARRA ABAIXO
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
QUEM FOI (12) - a primeira mensagem
“Para mim, meu caro filho, as últimas impressões da existência terrena e
os primeiros dias transcorridos depois da morte foram muito amargos e
dolorosos. Quero crer que a angústia, que naquele momento avassalou a minha
alma, originou-se da profunda mágoa que me ocasionava a separação do lar e dos
afetos familiares, pois, apesar de crer na imortalidade, sempre enchiam-me de
pavor os aparatos da morte; e dentro do catolicismo, que eu professava
fervorosamente, atemorizava-me a perspectiva de uma eterna ausência. Lutei,
enquanto me permitiam as forças físicas, contra a influência aniquiladora do
meu corpo(...). Unicamente esse amor obrigava-me ao apego à vida, porque os
sofrimentos, que já havia experimentado, desprendiam-me de todo o prazer que
ainda pudesse me advir das coisas terrestres”. Assim começa a série de
mensagens compiladas e transformadas no livro CARTAS DE UMA MORTA (lake), pelo Espírito Maria João de Deus, que,
entre nove encarnações, foi responsável pela de Chico Xavier. Desencarnada com
34 anos, filha de humilde lavadeira, não conheceu o pai, ganhando por
sobrenome o da maternidade em que nasceu,
João de Deus. Contava Chico que, vendo-a partir aos cinco anos para, segundo
ela lhe dissera, “ um hospital”,
passou a avistá-la como Espírito no fundo
do quintal da casa em que foi viver sob
os cuidados de uma madrinha de nome Ritinha que, muito perturbada, lhe impunha
duros castigos e rudes tarefas e trabalhos, muito além da capacidade de uma
criança de sua idade. A leitura dos textos publicados, podem levar-nos a pensar
como uma pessoa de recursos intelectuais limitados nesta existência pode ter
escrito com tanta beleza e coerência sobre suas experiências além desta vida. A
resposta está na edição ampliada da obra MENSAGENS
DE INÊS DE CASTRO (geem), onde seu organizador, o Dr. Caio Ramacciotti,
reproduz emocionante depoimento de
Chico, relatando seu encontro com ela, dois anos antes dele reencarnar em 2 de
abril de 1910. Chico fala de sua impressão de “parecer rever em roupagem
diferente uma irmã querida de quem se afastara sem precisar por quanto tempo (...),
caindo em pranto em que a dor se misturava com a alegria, pois reencontrava uma
criatura afetuosa e amiga”. Quando os Benfeitores que o haviam trazido a
apresentaram, revelaram que ela “em várias existências, brilhara na cultura
do mundo e, por várias vezes, se consagrou à religião em casas de fé”,
e,
“em fins do século dezenove, pediu a maternidade por tarefa primordial, rogando
ambiente de extrema carência material, para burilar-se na própria alma”.
Tal ligação foi desvendada por Arnaldo Rocha, nas memórias reunidas no livro CHICO, DIÁLOGOS E RECORDAÇÕES (uem),
organizado por Carlos Alberto Braga Costa. Arnaldo foi marido de Meimei (Irma
de Castro), e, logo após ter enviuvado em 1946, através de esbarrão “casual” numa avenida de Belo
Horizonte, tornou-se amigo intimo e frequentador habitual da casa de Chico em
Pedro Leopoldo, até 1958, quando o médium se transferiu para Uberaba (MG). No
capítulo onze do referido trabalho, Arnaldo é instado pelo seu entrevistador a
identificar na atualidade alguns personagens do romance HÁ DOIS MIL ANOS (feb), dizendo que “Ana, a serva de Lívia, foi Maria
João de Deus – mãe de Chico Xavier, em sua última encarnação”.
Finalizando, lembraremos relato contido na obra MOMENTOS COM CHICO XAVIER (leep), onde Adelino Silveira recorda
diálogo havido em certa terça-feira de 1977, na qual o amigo revelou
ter recebido naquela dia a visita do Espírito da querida mãe, que lhe informava
que, “após tantos anos no Mundo
Espiritual, estava se formando Assistente Social e que não iria mais aparecer a
ele, pois, seu pai( João Cândido) precisava renascer e dissera que só
reencarnaria se ela viesse como esposa dele. Em conversa com Cidália, sua
segunda mãe, soubera que ela também precisava voltar à Terra, e, lembrando como
esta fora tão boa para seus filhos, não fazendo diferença entre os dela e os
seus, fazendo tantos sacrifícios por eles, suportando tantas humilhações, desde
sua decisão de também voltar ao corpo, refletira muito sobre tudo isso e,
gostaria de saber se ela aceitaria renascer como sua primeira filha. Perguntou
ainda se havia alguma coisa que poderia fazer, quando fosse sua mãe, ouvindo
que ela, Cidália, ‘sempre tivera muita inclinação para música, para o piano,
embora não podendo se aproximar de um instrumento’, pelas extremas carências
materiais em que vivera.” Concluindo o diálogo, Maria disse à amiga e
futura filha: “-Pois bem, vou imprimir em meu coração um desejo para que minha filha
venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de
possuir um piano”. Concluindo, banhado em lágrimas, Chico lembra as
últimas palavras da querida entidade: “- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar
junto dele aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano
2000”, às quais ele contrapôs: “-Mas a senhora já sofreu tanto e vai
renascer para ser esposa e mãe novamente?", ouvindo como resposta: “São
os sacrifícios do amor...Até um dia, meu filho!"... MORTES COLETIVAS? ENTENDA A POSIÇÃO DO ESPIRITISMO CLICANDO NO LINK DEBATES DOUTRINÁRIOS 3..
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Ponto de Vista
Abrindo o número de julho de 1862 da REVISTA ESPÍRITA,
encontramos interessante matéria intitulada PONTO DE VISTA. Allan Kardec, como
sempre, surpreende pela coerência de sua análise. Merece uma reflexão sobre o
tema. Diz o Codificador: “- Não há quem não tenha notado quanto as coisas mudam
de aspecto, conforme o ponto de vista sob o qual são consideradas. Não só se
modifica o aspecto , mas, também, a importância da coisa. Coloquemo-nos no
centro de qualquer coisa, mesma pequena, e parecerá grande; se nos colocarmos
fora, será outra coisa.. Quem vê uma coisa do alto de um monte a vê
insignificante, mas de baixo ela parece grande. É um efeito de ótica, mas
também se aplica às coisas morais. Um dia inteiro de sofrimento parecerá uma
eternidade; à medida que o dia se afasta de nós admiramo-nos de haver
desesperado por tão pouco. Os pesares da infância também tem uma importância
relativa e, para a criança, são tão amargos quanto para a idade adulta. Por
que, então, nos parecem tão fúteis? Porque não mais os sentimos, ao passo que a
criança os sente completamente e não vê além de seu círculo de atividade; ela
os vê do interior, nós, do exterior. Suponhamos um ser colocado, em relação a
nós, na posição em que estamos em relação à criança; ele julgará as nossas preocupações
do mesmo ponto de vista, e as achareis pueris(...). O Espiritismo nos mostra
uma aplicação deste princípio, mas de outra importância nas suas consequências.
Ele nos mostra a vida feita no que ela é, colocando-nos no ponto de vista
futuro; pelas provas materiais que nos oferece, pela intuição clara, precisa,
lógica que nos dá, pelos exemplos postos aos nossos olhos, transporta-nos pelo
pensamento: a gente a vê e a compreende; não essa noção vaga, incerta,
problemática, que nos ensinavam do futuro, e que, involuntariamente, deixava
dúvidas; para o espírita é uma certeza adquirida, uma realidade. Faz mais
ainda: mostra-nos a vida da alma, o Ser essencial, porque é o Ser pensante,
remontando no passado a uma época desconhecida, estendendo-se indefinidamente
pelo futuro, de tal sorte que a vida terena, mesmo de um século, não passa de
um ponto nesse longo percurso. Se vida terrena é pouca coisa comparada com a
vida da alma, que serão os acidentes da vida? Entretanto o homem colocado no
centro da vida, com esta se preocupa como se fosse durar para sempre. Para ele
tudo assume proporções colossais: a menor pedra que o fere, afigura-se-lhe um
rochedo; uma decepção o desespera; m revés o abate; uma palavra o enfurece. Com
a visão limitada ao presente, àquilo que toca imediatamente, exagera a
importância dos menores acidentes; um negócio de Estado; uma injustiça o põe
fora de si. Triunfar é um de seus esforços, o objetivo de todas as suas
combinações; mas, quanto à maioria delas, que é o triunfo? Será, se se não
possuem os meios de vida, criar por meios honestos uma existência tranquila?
Será a nobre emulação de adquirir talento e desenvolver a inteligência? Será o desejo
de deixar, depois de si, um nome justamente honrado e realizar trabalhos úteis
à Humanidade? Não. Triunfar é suplantar o vizinho, eclipsá-lo, afastá-lo,
mesmo derrubá-lo, para lhe tomar o lugar.
E para tão belo “triunfo”, que talvez a morte não deixe aproveitar vinte e
quatro horas, quantas preocupações e tribulações!. Quanto talento por vezes
despendido e que poderia ser melhor empregado! Depois, quanta raiva, quanta insônia
se se não triunfar! Que febre de inveja causa o sucesso de um rival! Assim,
culpam a má estrela, a sorte, a chance fatal, ao passo que a má estrela as mais
das vezes é a inabilidade e a incapacidade. Na verdade dir-se-ia que o homem assume
a tarefa de tornar os mais penosos possíveis os poucos instantes que deve passa
na Terra e dos quais não é senhor, pois jamais tem certeza do dia seguinte.
Como tudo isso muda de aspecto quando, pelo pensamento, sai o homem do vale
estreito da vida terrena e se eleva na radiosa, esplendida e incomensurável vida
além-túmulo?(...) Tal ponto de vista tem para o homem outra enorme consequência
imediata: é a de lhe tornar mais suportáveis as tribulações da vida". OUÇA OS PROGRAMAS JÁ APRESENTADOS DA SÉRIE DESCOBRINDO A REVISTA ESPÍRITA, QUADRO APRESENTADO SEMANALMENTE NO PROGRAMA MANHÃ BOA NOVA, DA RÁDIO BOA NOVA. BASTA CLICAR NO LINK INDICADO NA COLUNA À DIREITA DESTE TEXTO.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A Hipótese/Certeza de Hermínio
Lançado no ano de 1975, o livro VIDA DEPOIS DA VIDA (edibolso), apresenta o resultado de cinco anos
de pesquisa conduzida pelo médico Raymond A. Moody Jr, a respeito do que se
popularizou como EQM – Experiência de Quase Morte, ou seja, daquelas
pessoas que por fatores diversos, foram trazidas de volta à vida por processos
naturais ou induzidos. O trabalho prefaciado, antes de ser publicado, por outra
médica especialista no assunto, Elizabeth Kubler-Ross, revela informações muito
interessantes, como a do paciente moribundo continuar a ter
informação consciente do seu ambiente depois de declarado clinicamente
morto; um "flutuar" para fora de seus corpos físicos; grande sensação de paz e totalidade; estarem
cônscios do auxílio de outra pessoa em sua transição para outro plano de
existência; a presença de pessoas amadas que tinham morrido antes, e,
uma das mais instigantes, a chamada recapitulação extremamente rápida da
própria vida, para alguns em ordem cronológica, para outros não.
Segundo os relatos, instantânea, de uma vez, abrangendo todas as coisas só com
um relance, vívida e real, cada imagem sendo percebida e reconhecida, apesar da
rapidez. Surpreendentemente, Allan Kardec, nos depoimentos sobre percepções e
sensações no instante da morte, selecionados para compor a segunda parte d’ O CÉU E O INFERNO, incluiu dois contando que “toda a minha vida se desenrolou diante de minha lembrança” (J.
Sanson,) e, “senti um abalo e lembrei-me, de repente, meu nascimento, juventude,
minha idade madura, toda a minha vida se retratou nitidamente em minha
lembrança” (M. Jobard). Já no início do século 20, o incansável
pesquisador Ernesto Bozzano, apresenta na obra A CRISE DA MORTE (feb), casos como o do juiz Peckam, “no
momento da morte, revi, como num panorama, os acontecimentos de toda minha
existência, todas as cenas das ações que praticara, passaram ante meu olhar”;
do Dr. Horace Abraham Ackley, “logo que voltei a mim, todos os
acontecimentos de minha vida desfilaram sob as vistas, como num panorama,
visões vivas, muito reais, em dimensões naturais, como se meu passado se
houvera tornado presente”, ou,
Jim Nolam, “um pouco antes da crise fatal, minha mente se tornara muito ativa;
lembrei-me subitamente de todos os acontecimentos da minha vida; vi e ouvi tudo
que fizera, dissera, pensara, todas as coisas a que estivera associado”.
Em outro dos seus extraordinários trabalhos, A MORTE E SEUS MISTÉRIOS (eco), Bozzano reúne relatos de pessoas
que passando por traumatizantes situações de perigo de vida, também
vivenciaram experiências da visão panorâmica. Um grupo de alpinistas e turistas
que sofreram quedas das montanhas, vendo a morte de perto, relataram que além
de um sentimento de beatitude; ausência do tato e dor, com a visão e
audição conservando acuidade normal; extrema rapidez do pensamento e imaginação;
em inúmeros casos, reviram todo o curso de sua vida passada (“vislumbrei todos os fatos de
minha vida terrena que se desenrolaram diante de meus olhos em imagens inumeráveis,
com extraordinária rapidez e clareza”); Alphonse Bué, vitima de queda
que o fez perder a consciência durante dois ou três segundos,
conta que “desenrolaram-se, clara e lentamente, no seu Espírito, cenas, brinquedos
infantis, vida escolar, curso na escola militar, a vida de soldado, etc.”. Bozzano agrupa ainda casos de pessoas que passaram por asfixia
por submersão (1- “vi, num vasto panorama, toda minha
existência terrena, desde as recordações infantis até o momento em que nadei
para o mar alto”; 2- “diante de minha visão, se sucedia, com a maior
rapidez, todo o painel de minha vida, em projeção panorâmica”, 3- “no
instante em que desapareci na água, se produziu em minha mente verdadeira
revolução, graças à qual as menores particularidades de minha vida terrena se
imprimiram em caracteres profundos em minha memória, de acordo com as épocas em
que as vivi”). O riquíssimo documentário
produzido pelo médium Chico Xavier, através das cartas de entes queridos,inclui inúmeras
demonstrações dessa recapitulação no instante imediato à morte. O erudito e
respeitado Hermínio Correia de Miranda, na obra AS DUAS FACES DA VIDA (lachâtre, 2005), no capítulo Psiquismo Biológico, recordando hipótese formulada no
extraordinário A MEMÓRIA E O TEMPO
(edicel,1981), de que “ao finalizar-se a
existência na carne, ou mesmo ante ameaça mais vigorosa e eminente de que ela
está para terminar, dispara um dispositivo de transcrição dos arquivos
biológicos para os perispirituais, do que resulta aquele belo e curioso
espetáculo de replay da vida, para o qual estamos propondo o nome de
recapitulação. Uma vez transcrita a gravação dos tapes espirituais, o corpo
físico é liberado para a desintegração celular inevitável”. Quatro décadas
depois dessa suposição, conclui: “As pesquisas posteriores(...), me asseguram
de que não há, ainda razões para rejeitar a hipótese, havendo, ao contrário,
suportes confiáveis para ela, não apenas em textos doutrinários básicos, como
em informes trazidos por André Luiz, bem como, no convincente depoimento de um
confrade experimentado como Romeu do Amaral Camargo”, acrescentando: “-
Assim,
o Espírito pode proceder a uma reavaliação das suas vivências, ao mesmo tempo
em que se prepara para novas tarefas no Mundo Espiritual e para a eventual
retomada da experiência física, em outra etapa reencarnatória”..CONHEÇA A NOVA OPÇÃO DE REFLEXÃO DESTE BLOG, ACESSANDO OS LINKS DO DEBATES DOUTRINÁRIOS. E, EM BREVE, NOVOS VIDEOS DA SÉRIE INFORMAÇÃO ESPÍRITA
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Coincidências?
Faltavam alguns minutos para o meio-dia da quarta-feira, 30
de janeiro, a primeira depois da tragédia de Santa Maria, quando o telefone
tocou. Do outro lado da linha, o senhor Newton, amigo a quem nos ligamos pela
admiração mútua, músico aposentado que ajudou a escrever belas páginas na história da música popular
brasileira. Frequentador eventual do Grupo Espírita Casa do Caminho, um dos em que proferimos regularmente
palestras, informou estar nos procurando para saber da possibilidade de um
fenômeno ocorrido na madrugada da segunda-feira passada (28/1), em sua casa. O
que o fez se encorajar a fazer a ligação foi uma notícia veiculada pelo caderno
COTIDIANO
do jornal FOLHA DE SÃO PAULO,
daquele dia em que nos telefonava. Ante minha resposta negativa sobre não haver lido o
matutino, disse que a matéria incluía o parecer do pesquisador Anthony Wong,
diretor médico do Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das
Clinicas da Faculdade de Medicina da USP, afirmando que junto com a fuligem e o
monóxido de carbono resultantes da combustão dos materiais de baixa qualidade usados no
revestimento acústico da Kiss, apareceu o cianeto,
um gás inodoro e incolor, capaz de matar em prazo curtíssimo, de quatro
a cinco minutos. Segundo o médico, o mesmo gás usado pelo
nazistas nas câmaras de extermínio da Segunda Guerra. Nosso interlocutor
ficara impressionado com a notícia porque, ainda na noite de domingo,
juntamente com sua esposa fizeram uma prece em favor dos vitimados do acidente,
bem como, dos seus familiares, perguntando-se, reencarnacionistas que são, onde
a origem daquela triste ocorrência. Dormiram e, em meio ao repouso, ele sonhou
que se encontrava numa reunião onde um expositor explicava que os atingidos
pela provação, eram pessoas comprometidas com a utilização das câmaras de gás
usadas para eliminar judeus, ciganos, negros, homossexuais, deficientes mentais
no cruel processo de purificação criado e alimentado pela, segundo entendiam,
raça superior. Ao acordar no dia seguinte, impressionado com o sonho,
comentando com a esposa sua experiência, ela, surpresa e mais espantada ainda, disse que
sonhara algo parecido, cuja essência era a mesma no que concerne à origem da
tragédia atual. Pergunta o Sr. Newton: “-É possível?”. Respondemos que,
embora raro, sim. O Espiritismo, das questões 400 a 412 d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, informa que durante o sono, geralmente nosso
Espírito vivencia experiências no Plano Invisível, e, em condições especiais
conserva fragmentos ou a essência das mesmas. Foi o que se deu com eles, já que
adormeceram mentalmente se perguntando sobre o “por quê?”.
Lembramo-nos então do filme AMEM (2002), do diretor Costa
Gravas, que denuncia a razão da omissão da religião à época predominante no continente
europeu ante as atrocidades cometidas sob o comando de Hitler. Uma das cenas
mais impressionantes recriava a visita de um oficial da SS, personagem principal
da película, a um galpão onde eram executados pelo mórbido processo da inalação
do cianeto,
homens, mulheres, crianças, velhos e jovens, correndo desorientados, no
ambiente fechado à procura de ar. Questão de poucos minutos, tal o poder letal
da substância química. Muitas coincidências foram ainda relacionadas pelo senhor
Newton. Mas uma das que mais impressionam, chegou-nos ao conhecimento na
segunda-feira, quatro de fevereiro. Durante visita a um amigo, ele assistia
pelo YouTube, pronunciamento do
ex-Secretário Geral da ONU, Ban kin Moon,
falando sobre a data escolhida para lembrar o Dia Internacional do
Holocausto, a qual coincide com aniversário da libertação dos
prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. O dia? 27 de janeiro. O mesmo da
ocorrência de Santa Maria.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
ALERTA!
Na edição de março de 1859 da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec
incluiu um artigo comentando a atitude daqueles que se beneficiam economicamente de sua
condição de canal de comunicação entre diferentes Dimensões intitulado MÉDIUNS
INTERESSEIROS. O Codificador, logo no início, considera esse “defeito como um dos que podem dar acesso
aos Espíritos imperfeitos”. Analisando essas considerações, observamos sua
atualidade, não só diante dos médiuns por trás daqueles panfletos que prometem “soluções”
e “revelações”
sobre problemas existenciais como relacionamento afetivo e trabalho, mas também
dos que transformam livros mediúnicos em meios de vida. Vejamos a opinião de
Kardec: “-Na primeira linha dos médiuns interesseiros devem colocar-se aqueles
que poderiam fazer de sua faculdade uma profissão, dando o que se costuma
chamar de sessões ou consultas remuneradas(..). Como, porém, tudo pode
tornar-se objeto de exploração, não seria de admirar que um dia quisessem
explorar os Espíritos. Resta saber como eles encarariam o fato, se acaso se
tentasse introduzir uma tal especulação. Mesmo sem iniciação ao Espiritismo,
compreende-se quanto isso representa de aviltante; mas quem quer que conheça um
pouco o quanto é difícil aos bons Espíritos virem comunicar-se conosco e quão
pouco é preciso para os afastar, bem como sua repulsa por tudo quanto represente
interesse egoístico, jamais poderá admitir que os Espíritos superiores sirvam
ao capricho do primeiro que os evocasse a tanto por hora. O simples bom senso
repele tal suposição. Não será ainda uma
profanação evocar pai, mãe, filhos e amigos por semelhante meio? Sem dúvida que
dessa maneira se podem ter comunicações; mas só Deus sabe de que fonte! Os
Espíritos levianos, mentirosos, travessos, zombeteiros e toda a caterva de Espíritos
inferiores vem sempre: estão sempre prontos a tudo responder. São Luiz nos dizia outro dia, na Sociedade: Evocai
um rochedo, e ele vos responderá. Quem quiser comunicações sérias deve
antes de tudo informar-se quanto às simpatias do médium com os seres do Plano
Espiritual; aquelas que são dadas pela ambição do lucro só podem inspirar uma
confiança falsa e precária. Médiuns interesseiros não são apenas os que
poderiam exigir uma determinada importância: o interesse nem sempre se traduz
na esperança de um lucro material, mas também nos pontos de vista ambiciosos de
qualquer natureza, sobre os quais pode fundar-se a esperança pessoal. É ainda
um tropeço que os Espíritos zombadores sabem utilizar muito bem, e de que se
aproveitam com uma destreza e com uma desfaçatez verdadeiramente notáveis,
acalentando enganadoras ilusões naqueles que assim se colocam sob sua
dependência. Em resumo, a mediunidade é uma faculdade dada para o Bem e os bons
Espíritos se afastam de quem quer que pretenda transformá-la em escada para
alcançar seja o que for que não corresponda aos desígnios da Providência. O egoísmo é a chaga da
sociedade; os Bons Espíritos o combatem e, portanto,
não é possível supor que venham servi-lo. Isto é tão racional, que sobre tal
ponto seria inútil insistir. Os médiuns de efeitos físicos não estão nas mesmas
condições: seus efeitos sendo produzidos por Espíritos inferiores, pouco
escrupulosos quanto aos sentimentos morais, um médium dessa natureza, que
quisesse explorar sua faculdade, poderia encontrar os que o assistissem sem
muita repugnância. Mas teríamos ainda outro inconveniente. Assim como o médium
de comunicações inteligentes, o de efeitos físicos não recebeu sua faculdade
para seu prazer; esta lhe foi dada com a condição de usá-la bem e, se abusar,
ela lhe pode ser retirada ou revertida em seu prejuízo porque, afinal de
contas, os Espíritos inferiores estão às ordens dos Espíritos Superiores. Os
inferiores gostam de mistificar, mas não gostam de ser mistificados; se de boa
vontade se prestam às brincadeiras e questões de curiosidade, como os demais,
não gostam de ser explorados e, a cada momento, provam que tem vontade própria,
que agem quando e como bem entendem, o que faz com que o médium de efeitos
físicos esteja ainda menos seguro da regularidade das manifestações que os
médiuns escreventes. Pretender as produzir em dias e horas predeterminados seria dar mostras
de profunda ignorância. Que fazer então para ganhar o seu
dinheiro? Simular os fenômenos. Eis o que pode acontecer, não só aos que disso
fizessem uma profissão declarada, como também às criaturas aparentemente
simples, que se limitam a receber uma retribuição qualquer dos visitantes. Se o Espírito nada produz, elas
produzem: a imaginação é muito fecunda quando se trata de ganhar dinheiro”.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Como o Espiritismo Pode Ajudar (final)
Os anos 70 do século 20, revelam uma intensificação do
número de mortes violentas, individuais e coletivas, curiosamente no momento
em que o Espiritismo saia do segregacionismo em que socialmente era mantido,
para a popularização, a partir das marcantes aparições de Chico Xavier, no
programa PINGA-FOGO, da extinta TV
TUPI, de São Paulo. Uberaba (MG), tornou-se ponto de referência dos que, atingidos pela superlativa dor da perda de entes queridos, buscavam na Espiritualidade
a informação, o consolo, a esperança, a certeza da continuidade da vida. E o ‘correio
mediúnico’, transformou Chico Xavier, no “carteiro” com que Deus
permitia a chegada de tão aguardadas notícias. Centenas de recém-desencarnados,
atendendo a intensivo programa de despertamento e conforto espiritual, sob a
coordenação e supervisão do Orientador Espiritual Emmanuel, marcaram presença
nas memoráveis reuniões publicas das sextas e sábados ao longo de vários anos.
O próprio Benfeitor psicografou várias mensagens. Publicadas em 1973, estão “À
FRENTE DA MORTE”, inserida no livro ESCRÍNIO DE LUZ (clarim), onde diz: “-Não olvides que, além da morte,
continua vivendo e lutando o Espírito amado que partiu(...).Nada perece. Tudo
se transforma na direção do Infinito Bem”; e, MORTOS AMADOS, integrante
do NA ERA DO ESPÍRITO (geem),
em que aconselha: “-Lembra a criatura querida que não
mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que
desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo
distante”, frisando: “Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a
imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam
angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas
com as tuas”. Em 1974, começaram a surgir os primeiros livros com tais
cartas, destacando-se JOVENS NO ALÉM
e SOMOS SEIS (geem), contendo
mensagens de jovens desencarnados no incêndio do Edifício Joelma na capital paulista. Em 1975, ELES
ESTÃO VIVOS, presente no livro CAMINHOS
DA VOLTA (geem), afirmando: “-Ainda quando não reconheças, de pronto,
semelhante verdade, eles te veem e te escutam!. Quanto possível, seguem-te os
passos compartilhando-te problemas e aflições!(...) Não estão mortos. Entraram
em novas Dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu
coração”. Uma das mais conhecidas e confortadoras é ELES
VIVEM, contida no livro RETORNARAM
CONTANDO (ide), onde o Benfeitor diz: “-Ante os que partiram,
precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o
coração. Eles não morreram. Estão vivos. Compartilham-te as aflições, quando te
lastimas sem consolo. Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia
quando te afaste da confiança em Deus. Eles sabem igualmente quanto dói a
separação. Conhecem-te o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no
adeus, conservando na acústica do Espírito as palavras que pronunciaste, quando
não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da
amargura. Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre
sem eles e quase sempre se transformam em cireneus de ternura incessante,
amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias
a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque...Pensa neles com saudade
convertida em oração. As tuas preces de amor representam acordes de esperança e
devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida. Quando puderes,
realiza as tarefas em que estimariam prosseguir e te-los-ás contigo por
infatigáveis zeladores de teus dias. Se muitos deles são teu refúgio e
inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles
és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária. Quando te
disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas
na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no Plano
Material....Contempla os céus em que Mundos inumeráveis nos falam da união sem
adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam
na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar”. CONHEÇA TAMBÉM AS DUAS
PRIMEIRAS PARTES DESTA POSTAGEM
Como o Espiritismo Pode Ajudar (2/3)
O impacto da tragédia de Santa Maria (RS), levará algum tempo para
ser absorvido pelo inconsciente coletivo, deixando aos diretamente envolvidos a
carga de dor com que ninguém nunca conta. A eles o Espiritismo tem muito mais
coisas a dizer. N’ O EVANGELHO SEGUNDO O
ESPIRITISMO, por exemplo, no capítulo cinco, entre as INSTRUÇÕES DOS ESPIRITOS, encontra-se a mensagem do Espírito
Sanson, antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, abordando a Perda de Pessoas Amadas e Mortes Prematuras, orientando aos que
enfrentam essas provações: “-Tendes necessidade de vos elevar acima do
terra-a-terra da vida, para compreender que o Bem, frequentemente, está onde
credes ver o mal, a sábia Providência aí onde credes ver a cega fatalidade do Destino.
Porque medir a Justiça Divina pelo valor da vossa? Podeis pensar que o Senhor
dos mundos queira, por um simples capricho, vos infligir penas cruéis? Nada se
faz sem um objetivo inteligente e, qualquer que seja ao que se chegue, cada
coisa tem sua razão de ser(...). É uma horrível infelicidade, dizeis, que uma
vida tão plena de esperanças seja tão cedo cortada! De quais esperanças quereis
falar? Das da Terra, onde aquele que dela se vai teria podido brilhar,
construir seu caminho e sua fortuna? Sempre essa visão estreita que não pode se
elevar acima da matéria. Sabeis qual seria a sorte dessa vida tão plena de
esperanças segundo vós? Quem vos diz que ela não poderia ser cheia de
amarguras?(...). Vós que compreendeis a Vida Espiritual, escutai as pulsações
de vosso coração chamando esses bem amados, e se pedirdes a Deus para os
abençoar, sentireis em vós essas poderosas consolações que secam as lágrimas,
essas aspirações maravilhosas que vos mostrarão o futuro prometido pelo
Soberano Senhor”. Em entrevista constante do livro A TERRA E O SEMEADOR (ide), Chico Xavier indagado sobre a
incidência crescente das desencarnações em massa, respondeu: “-Acreditamos
na Doutrina Espírita, segundo a qual todas essas ocorrência são subordinadas à Lei
de Causa e Efeito. Apesar disso, estamos caminhando (1973) cada vez mais
para um mundo de tecnologia muito avançada. E se não iluminarmos nossas
conquistas com o amor que Jesus nos legou na Civilização Cristã, sem dúvida
seremos obrigados a admitir que a tecnologia pode nos conduzir a desastres
coletivos de maior expressão, comprometendo o progresso da Humanidade”.
Meses antes, o Espírito Emmanuel, através do próprio Chico, respondeu a
pergunta, posteriormente, inserida no livro CHICO XAVIER PEDE LICENÇA (geem), sobre como sendo Deus a Bondade
Infinita, permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas,
como nos casos dos grandes incêndios?, dizendo: “-Realmente reconhecemos em Deus
o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo
em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em
qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio. Quando retornamos da
Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados dos nossos débitos passados, rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente. É assim que, muitas
vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.
Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na
volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de
encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito
pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias
arrasadoras. Promotores de guerras
manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos
fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de
sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos
de sangue e lágrimas. Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na
conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da
culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos
incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação. Criamos a culpa e nós
engenhamos os processos destinados a extinguir-lhes as consequências. E a Sabedoria Divina se
vale de nossos esforços e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à
nossa própria segurança. É por esse motivo que, de todas as calamidades
terrestres, o homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no
coração, para defender-se e valorizar a vida. Lamentemos sem desespero quantos
se fizeram vitimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos
eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente
nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença da
Misericórdia Divina, que o sofrimento é,
invariavelmente, reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se
renova para o Bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor".
( LEIA TAMBÉM AS OUTRAS DUAS
PARTES DESTA POSTAGEM )
Como o Espiritismo pode Ajudar (1/3)
“-Lá mesmo, ante a visão do campo aberto, uma
equipe de enfermeiros nos aguardava. Aquilo nos fez pensar em preparação.
Agarradas comigo, as nossas filhas Patrícia e Beatriz me tomavam a alma toda.
Gritos e lamentações surgiam, próximos de nós, no entanto, as ambulâncias
que não conhecíamos nos recolhiam com pressa. Zélia, como que aparvalhada,
buscava em meus olhos alguma força que também a mim faltava, de todo, naquela
hora em que unicamente a ideia de Deus me dominava os pensamentos(...) Uma
fogueira que nos despojasse do corpo, deliberadamente, não nos faria tanto
pânico. Uma espécie de pânico mortal, se pudéssemos dizer que penetrávamos num
domínio em que a morte existisse. Sentia-me exausta, com cérebro tangido por
alucinações de tal pavor que não conseguiria comunicar ao papel se o desejasse, me
marcando todas as emoções, quando uma senhora de semblante simpático se abeirou
de mim e notificou-me que o acidente imprevisível na Terra, fora anotado na
Vida Espiritual antes de vir a ser e que ela estava junto de nós, com o fim de
estender-nos mãos amigas”. Assim, através do médium Chico Xavier, o Espírito da jovem senhora Laura Maria Machado Pinto
narra em mensagem ao marido os dramáticos momentos que se seguiram à colisão
seguida de incêndio do veículo em que se encontrava com as filhas, uma amiga e
o pai desta, na enluarada noite de 22 de julho de 1982, na altura do quilometro
12 da Rodovia Cândido Portinari. Tal carta inserida no livro CONTINUIDADE (ideal), se soma a
inúmeras outras de centenas de remetentes que se serviram de Chico para
confirmar aos familiares sua sobrevivência e a presença
do resgate espiritual no local do acidente. A visão que nos oferece
o Espiritismo sobre as origens desses eventos comoventes, remete-nos sempre à Lei
de Causa e Efeito. Não vivemos numa Dimensão de coincidências
fatídicas, de casualidades, mas de causalidade. Numa outra carta, escrita
perante numeroso público nas dependências do Grupo Espírita da Prece, na
noite/madrugada de 15 de setembro de 1984, nove meses depois do acidente de que
foi vitima fatal e sete após ter psicografado a primeira mensagem, inserida no
livro GRATIDÃO E PAZ (ide), o jovem Luiz
Roberto Estuqui Junior, de São José do Rio Preto (SP), comenta com os
pais que seu tio Joãzinho (João Fausto Estuqui), desencarnado
em 1976, em acidente aéreo na região de Votuporanga(SP), respondendo
perquirições por ele feitas sobre o “por
quê?” da interrupção de suas vidas tão precocemente, disse: “-Por
amigos daqui, vim a saber que milhões de pessoas estão passando pela
desencarnação no tempo áureo da existência, porque nos achamos numa fase de
muitas mudanças na Terra. E aqueles Espíritos, retardatários em caminho, quando
induzidos a considerar a extensão das próprias dívidas, aceitam a prova da
desencarnação mais cedo do que o tempo razoável para a partida, e são atendidos
com a separação de pais e afetos outros, no período em que mais desejariam
continuar vivendo, em razão do tempo que perderam com frivolidades nas vidas
que usufruíram. São muitos os companheiros que se retiraram da Terra,
compulsoriamente, das comodidades em que repousavam, de modo a rematarem o
resgate de certos débitos que os obrigavam a sofrer no âmago da própria
consciência”. Evidente que nem todas as mortes violentas podem ser
creditadas a esses compromissos. O Livre Arbítrio continua a produzir “culpados”
a todo instante. Mas, em O LIVRO DOS
ESPÍRITOS, questão 738, respondendo a Kardec sobre a presença de inocentes
nos flagelos destruidores, o Espírito da Verdade diz que “durante a vida, o homem relaciona
tudo com o seu corpo, mas, depois da morte, ele pensa de outra forma e, como já
o dissemos: a vida do corpo é pouca coisa. Um século do vosso mundo é um
relâmpago na Eternidade (...). Os Espíritos, eis o mundo real, preexistentes e
sobreviventes a tudo, são os filhos de Deus e o objeto de toda a sua
solicitude; os corpos não são senão os trajes com os quais eles aparecem no
mundo”, acrescentando, mais à frente: “-Se se considerasse a vida por
aquilo que ela é, e o pouco que é com relação ao Infinito, se atribuiria menos
importância a isso. Essas vítimas encontrarão, em uma outra existência, uma
larga compensação aos seus sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmurar”, merecendo de Kardec a seguinte nota: “- Quer
chegue a morte por uma flagelo ou por uma causa comum, não se pode escapar a
ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que com isso, no primeiro
caso, parte um maior número de cada vez. Se pudéssemos nos elevar, pelo
pensamento, de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la inteiramente; esses
flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais que tempestades passageiras no
destino do mundo”. (CONHEÇA TAMBÉM A As outras duas PARTEs DESTE TEXTO)
domingo, 27 de janeiro de 2013
Pensamento e Saúde (2/3)
Em 1974, foi lançado no Brasil o livro EXPERIÊNCIAS PSÍQUICAS ALÉM DA CORTINA DE FERRO (cultrix),
publicado quatro anos antes, nos Estados Unidos da América do Norte, relatando
as descobertas das jornalistas Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, em visita autorizada
a vários Centros Universitários de Pesquisa da URSS-União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas. Temas segregados pelo véu do misticismo do lado
Ocidental da Terra, lá, eram objeto de investigações dentro de metodologias que
mostraram surpreendentes resultados. Experimentos que faziam antever uma
revolucionária mudança em muitos conceitos vigentes haviam agitado a comunidade
de cientistas daquela região do Planeta. Um deles, por exemplo, demonstrara que
a distância de 640 quilômetros entre Moscou e Leningrado, não impedira
a comunicação telepática entre dois homens, durante inúmeros testes realizados
com eles. Evidenciava-se, assim, o acerto das ignoradas afirmações de Allan
Kardec em vários de seus escritos sobre a transmissão do pensamento, a distâncias
inimagináveis. Outro a partir da
descoberta pelo casal Valentina e Semion Kirlian, num palpite intuitivo, em
1939, da fotografia de alta frequência, popularizada, posteriormente, como
fotografia Kirlian. As imagens obtidas, a princípio, revelaram uma espécie de
luminescência ao redor de todos os corpos vivos, uma aura, depois definida
como uma intensa e dinâmica irradiação, refletindo os sinais do estado interior
dos organismos, no brilho, na opacidade e na cor dos clarões. Registraram
imagens do desprendimento de energia das mãos de pessoas a quem se
atribuía a possibilidade de curar outras. Concluíram mais tarde que doença,
emoção, estado de espírito, pensamentos, cansaço, provocam uma impressão
característica no padrão de energia que parece circular de contínuo pelo corpo
humano. Avançando nas observações, em
1968, três respeitados e renomados cientistas da Universidade do Cazaquistão, publicaram
o resultado de seus trabalhos na obra A
ESSÊNCIA BIOLÓGICA DO EFEITO KIRLIAN, afirmando que o corpo energético
observado nas imagens obtidas, não é apenas formado por partículas, nem um
sistema caótico. É por si mesmo, todo um organismo unificado. Todas as coisas
vivas – plantas, animais e seres humanos -, possuem não só um corpo físico,
constituído de átomos e moléculas, mas também um corpo energético
equivalente, a que dão o nome de Corpo do Plasma Biológico, ou corpo
bioplasmico. É polarizado e específico de cada organismo, de cada tecido e,
possivelmente, de cada biomolécula, especificidade que determina a forma do
organismo. O corpo etérico, ou corpo energético, e o corpo físico se
interpenetram – sendo o primeiro uma
cópia do segundo. Por ocasião da morte emergimos simplesmente
do nosso involucro de carne e continuamos a viver como corpo energético”.
As jornalistas, viram ainda fotos evidenciando que “embora se corte parte do corpo
físico de um Ser vivo, o corpo bioplásmico subsiste, inteiro e
claramente visível, num campo de alta frequência. Quando o corpo energético
desaparece, a planta ou o animal morre, demonstrando uma relação rigorosa entre
o corpo físico e o corpo energético”. Os pesquisadores perceberam ainda
que, “ao que tudo indica, a respiração carrega o corpo bioplásmico,
renova as reservas de energia vital e ajuda a regularizar os padrões
energéticos perturbados”. Embora não se tenha maiores informações
sobre a aceitação ou aprofundamento dessas conclusões pelos estudiosos do Mundo
Ocidental, o fato é que todas elas, ratificam as informações consideradas por
Allan Kardec no que se refere à força do pensamento, transfusão
de energia e existência do corpo perispiritual .OUÇA O PROGRAMA DESCOBRINDO A REVISTA ESPIRITA, CLICANDO O LINK AO LADO E CONHEÇA OS FATOS QUE MARCARAM OS PRIMEIROS ANOS DO ESPIRITISMO
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Pensamento e Saude
Em seu DISCURSO DO
MÉTODO, o filósofo Renee Descartes com sua famosa afirmação “penso,
logo existo”, dá a dimensão exata da importância do pensamento na busca do entendimento do
Ser acerca de si mesmo. Allan Kardec, a partir do conteúdo derivado das
revelações da Espiritualidade a propósito dos mecanismos estruturadores do
Universo e de tudo que nele há, afirma: “-O pensamento é o atributo característico do
Ser espiritual; é ele que distingue o Espírito da matéria; sem o pensamento o
Espírito não seria Espírito”. Diz também que “o pensamento é uma força”.
Atraves de Chico Xavier, o Espírito André Luiz revela que o pensamento “tem
velocidade superior à da luz” e que o “princípio inteligente gastou
cento e cinquenta milhões de séculos para conquistar a capacidade do pensamento
contínuo”. Já o Espírito Emmanuel afirma que pensamento é precedido do sentimento,
ou seja, sentimos antes de pensar, visão de utilidade apenas
didática, considerando que a interatividade entre ambos é incessante numa
dinâmica em que sentindo/pensamos-pensando/sentimos, com repercussões
reciprocas e reflexos ao nosso redor. Na busca pela evolução espiritual, o
Espírito, se serve das reencarnações em nossa Dimensão, necessitando do corpo
espiritual ou períspirito, em cujo conhecimento,
como concluiu Allan Kardec, está a chave de inúmeros problemas até hoje
insolúveis. Trata-se de um veículo de manifestação renovável,
que, por desconhecimento, a maioria dos estudiosos circunscrevem apenas à “miniaturização”
ou “redução
perispiritual”, nas fases que antecedem a reintrodução no processo de
renascimento em novo corpo físico. Chico Xavier, porém, na obra IMAGENS NO ALÉM, de Heigorina Cunha
(ide, 1984), nos deixou importante comentário que encontra respaldo na obra EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS (feb,1959),
onde, no capítulo doze, o Espírito André Luiz afirma: “Nesse período (preparativos
para reencarnar), afirmamos habitualmente que o desencarnado perdeu
seu corpo espiritual”;
resultando em “forma que, segundo nossa maneira atual
de percepção, expressa o corpo mental da individualidade” e, mais à
frente, “plasma-se-lhe, desse modo, com a nova forma carnal, novo
veículo ao Espírito, que se refaz ou se reconstitui em formação recente,
entretecido de células sutis, veículo este que evoluirá igualmente depois do
berço e que persistirá depois do túmulo”. No comando de tudo, o Espírito
que, através do pensamento, impregnado/revestido dos fluidos peculiares do
emissor, vai moldando o corpo espiritual, que, por sua
vez, modela o novo corpo físico, se servindo das matrizes celulares
masculinas e femininas, heranças genéticas que o identificará na jornada a ser
iniciada em nosso Plano. No automatismo que preside esse mecanismo pela própria
vibração que o caracteriza, o Espírito se sintoniza com o espermatozoide que
carrega o projeto ideal para as experiências a serem vivenciadas no Plano
Físico, seja nas predisposições mentais ou físicas resultantes das desarmonias
decorrentes das atitudes assumidas em outras existências ou orientadas por
Espíritos incumbidos de auxiliá-lo a vencer as lutas consigo mesmo. Distúrbios
mentais, órgãos ou sistemas vulneráveis, são alguns dos efeitos convertidos em
restrições a uma vida corpórea isenta de problemas. O agente responsável por
essa interatividade é o pensamento
que vai provocando inevitáveis reações ante os desafios que se lhe apresentam. No resumo que apresenta sobre a Doutrina de
Sócrates e Platão, na Introdução d’ O
Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec inclui o seguinte comentário
dos notáveis Filósofos e pensadores: “- Se os médicos fracassam na maior parte das
doenças, é porque tratam do corpo sem a alma, e porque, se o todo não se
encontra em bom estado, é impossível que a parte esteja bem”,
comentando na sequência: “-O Espiritismo oferece a chave das relações
entre a alma e o corpo, e prova que existe incessante reação de um sobre o
outro. Ele abre, assim, novo caminho à Ciência: mostrando-lhe a verdadeira
causa de certas afecções, dá-lhe o meio de combatê-las. Quando ela levar em
conta a ação do elemento espiritual na economia orgânica, fracassará menos”.
Agora, além
de assistir os vídeos
da SÉRIE
INFORMAÇÃO ESPÍRITA e ouvir os
programas já apresentados da série CINCO MINUTOS COM VOCÊ, pode conhecer DESCOBRINDO A
REVISTA ESPÍRITA, quadro do programa MANHÃ BOA NOVA, da rádio Boa
Nova. Basta clicar no LINK
correspondente indicado na coluna à direita.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O Magnetismo Perante a Academia
Entre os artigos publicados por Allan Kardec na REVISTA ESPÍRITA, de janeiro de 1860,
há um intitulado O Magnetismo Perante a
Academia, em que escreve, de forma bastante original, sobre a forma como,
após vinte anos de espera, o Magnetismo, disfarçado de Hipnotismo, conseguiu ser considerado pela Academia de Ciências francesa. De forma até bem humorada,
revela-o como filho do primeiro, este, por sinal, “proscrito do Olimpo grego, porque
tinha ferido os privilégios de Esculápio e marchado ao seu lado, gabando-se do
poder de curar sem o seu concurso”. Antevê o fracasso da nova tentativa
do Magnetismo, através do Hipnotismo, de ser aceito pelos homens
da Ciência pela predominância das ideias materialista, ponderando que “vão
dizer qualquer coisa, mas que, seguramente, não é Magnetismo”, embora
viessem a examinar “o fato de todas as maneiras, ainda que por mera curiosidade”.
Demonstrando a origem de seu ceticismo, reproduz um artigo – considerado por
ele como notável -, assinado por Victor Meunier, destacado da revista
científica SIÉCLE, de 16 de dezembro de 1859. Nele, o autor comenta: “-O
Magnetismo animal, conduzido à Academia pelo Dr Paul Broca, apresentado à
ilustre companhia pelo sr. Velpeau, experimentado por vários cirurgiões de hospitais,
é a grande novidade do dia. As descobertas como os livros, tem o seu destino. A
de que vamos tratar não é nova. Data de uns vinte anos, e nem na Inglaterra,
onde nasceu, nem na França, onde, no momento, não se ocupa de outra coisa, lhe
faltou publicidade. Um médico escocês, o Dr Braid, a descobriu e lhe consagrou
um livro: “Neuropnologia ou o
fundamento do sono nervoso, considerado em relação com o magnetismo animal”.
Um
celebre médico inglês, o Dr Carpenter, analisou detidamente a descoberta do Dr Braid
no artigo SONO da Enciclopédia de Anatomia e Fisiologia. Um ilustre cientista
francês, o Dr Littré, reproduziu a análise do Dr Mueler. Enfim, nós mesmos
consagramos um dos nossos folhetins da Presse, de 7/7/1852 ao Hipnotismo, nome
dado pelo Dr Braid ao conjunto de fatos de que se trata. A mais recente das
publicações relativas ao assunto data, pois, de sete anos. E eis que, quando o
julgavam esquecido, ele adquire esta imensa repercussão. Há no Hipnotismo duas
coisas: um conjunto de fenômenos nervosos, e o processo por meio do qual são
produzidos. O processo empregado outrora, se não me engano, pelo Abade Faria, é
de grande simplicidade. Consiste em manter um objeto brilhante em frente aos
olhos da pessoa com a qual se experimenta, a pequena distância da raiz do
nariz, de modo que só o possa olhar enviesando os olhos para dentro; ela deve
fixar os olhos sobre ele. A princípio as pupilas se contraem, depois se dilatam
bastante e, em poucos instantes, produz-se o estado cataléptico. Levantando-se
os membros do paciente, estes conservam a posição que se lhes dá. É apenas um
dos fenômenos produzidos; dos outros falaremos oportunamente”. O autor
descreve experiências visando assegurar-se da realidade do Hipnotismo
e se
a insensibilidade hipnótica resistiria à prova das operações cirúrgicas.
Constatadas
essas evidências, destaca a necessidade de aprofundamento das pesquisas sobre
as causas dos efeitos observados:1- Exaltação da sensibilidade – o
olfato é levado a um grau de sensibilidade pelo menos igual ao que se observa
nos animais de menor olfato. 2- Sentimentos sugeridos - pondo-se o
rosto, o corpo ou os membros do paciente na atitude que convém à expressão de
um sentimento particular e logo se desperta o estado mental correspondente. 3- Ideias
provocadas – Levantem-se a mão do paciente acima da cabeça, dobrem-se os
dedos sobre a palma, e é suscitada a ideia de subir, de se balançar ou puxar
uma corda. 4- Acréscimo de força muscular – Se se quiser suscitar uma
força extraordinária num grupo de músculos, basta sugerir ao paciente a ideia
da ação que reclama essa força e lhe assegurar que o pode realizar com a maior
facilidade, caso queira”. Concluindo sua matéria, Allan Kardec diz: “- Aos
fatos a palavra; as reflexões virão depois”. O tempo, contudo,
consagrou o acerto do prognóstico sobre a vitória do materialismo e sua visão
organicista da vida humana. OUÇA OS QUADROS DA SÉRIE DESCOBRINDO A REVISTA ESPÍRITA JÁ APRESENTADOS NO PROGRAMA MANHÃ BOA NOVA, RADIO BOA NOVA, CLICANDO O LINK INDICADO NA COLUNA AO LADO.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Bem Junto de Nós
“A certa distância, surgia a Terra, não na forma esférica, porque nos
achávamos não longe da Crosta, mas como paisagem além, a interpenetrar-se nas
extensas regiões espirituais. O Sol resplandecia, rumo ao poente, como enorme
lâmpada de ouro (...). Indiferentes à nossa presença, os transeuntes passavam
apressados, de mente chumbada aos problemas de ordem material. Buzinavam ônibus
repletos(...). No longo percurso, através de ruas movimentadas, surpreendia-me,
sobremaneira, por se me depararem quadros totalmente novos. Identificava,
agora, a presença de muitos desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos
de transeuntes vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muitos
dependuravam-se a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes.
Alguns, em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras nuvens escuras que
houvessem baixado repentinamente ao solo. Assustei-me. Não havia anotado tais
ocorrências nas excursões anteriores ao círculo carnal (...). Não
dissilumalava, entretanto, minha surpresa. As sombras sucediam-se umas às
outras e posso assegurar que o número de entidades inferiores, invisíveis ao
homem comum, não era menor, nas ruas, ao de pessoas encarnadas, em contínuo
vaivém(...). Receios imprevistos instalavam-se-me nalma, desagradáveis choques
íntimos assaltavam-me o coração, sem que lhes pudesse localizar a procedência.
Tinha a impressão nítida de havermos mergulhado num oceano de vibrações muito
diferentes, onde respirávamos com certa dificuldade”. O relato pertence
ao Espírito André Luiz e descreve no livro OS
MENSAGEIROS (feb,1944), sua primeira incursão em nossa Dimensão com fins de
observação e aprendizado. Propicia-nos uma ideia da intensa influência do Plano
dos desencarnados sobre todos nós, momentânea e circunstancialmente encarnados.
Como revelado a Allan Kardec e, ele a nós, n’ O LIVROS DOS ESPÍRITOS. Mais informações interessantes nos fornece
o médico Waldo Vieira que no período 1959/1966, desenvolveu profícuas atividades
no campo da mediunidade na cidade de Uberaba (MG), construindo importantes
obras juntamente com Chico Xavier. Em 1980, após anos de silenciosa ausência,
ressurgiu com a publicação do livro PROJEÇÕES
DA CONSCIÊNCIA – diário de experiência fora do corpo físico (lake), com que
lançava as bases da PROJECIOLOGIA, técnica da pratica de desprendimentos do
corpo físico com lucidez. Mais de 60 experiências efetuadas ao longo de um
semestre são relatadas, mostrando a interatividade entre os diferentes Planos Existenciais. Destacamos um que exemplifica como é forte a
presença espiritual em nossas vidas. Relata ele: “- 28/11/79, quarta-feira(..).
O Espírito José Grosso avisou-me categoricamente que haveria uma projeção
consciente relatável assim que me deitasse(...). Ao deixar o corpo físico, a
minha consciência despertou de imediato junto de uma entidade desencarnada que
informou que iríamos dar um giro aqui no Rio mesmo. Em momentos, deixávamos o
edifício do apartamento e saiamos observando as ocorrências na rua e no
trânsito. Estava ainda claro. Pela primeira vez percebi diversos espíritos
desencarnados andando nos carros junto com os encarnados, perto do motorista,
inclusive num posto de gasolina e dentro de um bugre com jovem casal dentro.
Alguns encarnados transitavam acompanhados por um ou mais Espíritos
desencarnados intimamente relacionados, formando na verdade “pessoas
conjugadas” nos processos visíveis de obsessão. Um rapaz falava alto dentro
de um automóvel aberto, impulsionado por uma entidade aderida à ele.
Impressionante assistir ao fenômeno da influenciação às claras, friamente, sem
quaisquer subterfúgios ou envolvimento da matéria. Meu Deus, como as pessoas
podem ser influencidas. Que coisa inverossímil! Isso é pior do que sempre
pensei. O obsessor é um verdadeiro dreno vibratório. Incrível o fato, só vendo
a interrelação “interpessoal”, justaposição perfeita ou imantação da entidade
humana e da desencarnada. Um verdadeiro assalto corpo-a-corpo, vivo e atuante,
fazendo lembrar a coexistência ou coincidência existente entre o psicossoma do
encarnado e o seu próprio físico. Não sei se foi a possibilidade de
visualização ampliada fora do físico, mas estava distinguindo tudo entre as
duas criaturas ‘soldadas’ uma na outra. Na psicosfera do rapaz, o desencarnado
era um homem de meia idade alimentando-se com a mente desprotegida do jovem
encarnado dos seus 25 anos, louro, forte, espadaúdo, queimado de praia,
falando, ou sendo ‘falado’ pelos pensamentos inoculados, em altos gritos
e gesticulando muito com os braços erguidos nas brincadeiras aparentemente
naturais com os amigos em outros carros, ao ar livre. Até que ponto haveria a
influência dos tóxicos nesse caso de obsessão? Dali deslizamos para outros
locais, e muitas minúcias associadas à projeção(...) foram prejudicadas na
minha memória, pela poderosa reação emocional causada pelo fato de presenciar o
processo íntimo da obsessão declarada em plena atividade”. NOVIDADE! AGORA, VOCÊ QUE NÃO OUVIU O QUADRO DESCOBRINDO A REVISTA ESPÍRITA
APRESENTADO
PELO PROGRAMA "MANHÃ BOA NOVA", DA RÁDIO BOA NOVA, PODERÁ FAZÊ-LO CLICANDO O LINK SUGERIDO LOGO ABAIXO DA INFORMAÇÃO SOBRE OS
PROGRAMAS JÁ APRESENTADOS
DA
SÉRIE DESCOBRINDO
A REVISTA ESPÍRITA, REUNINDO PARTE DA HISTÓRIA DOS PRIMEIROS
ANOS DO ESPIRITISMO CONTADA PELO PRÓPRIO ALLAN KARDEC
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