faça sua pesquisa

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

ÚTEIS À EVOLUÇÃO E À INSTRUÇÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR.

“Se queimas o dedo, isso é apenas a consequência de tua imprudência e da condição da matéria. Somente as grandes dores, os acontecimentos importantes e capazes de influir na tua evolução estão previstos”, responderam a Allan Kardec na questão 859-a - Há fatos que devem ocorrer forçosamente e que a vontade dos Espíritos não pode evitar?-, os Instrutores Espirituais que ajudaram a construir O LIVRO DOS ESPÍRITOS, a base do Espiritismo. Fatos registrados na vida de muitas histórias de vida confirmam essa informação. Na obra O DESCONHECIDO E OS PROBLEMAS PSÍQUICOS (feb), o autor Camille Flammarion  preserva o de um Juiz e Político de nome Bérard que, obrigado por necessidade a pernoitar numa estalagem de segunda categoria em viagem que empreendia entre montanhas selváticas, presenciou, em sonhos, todos os detalhes de um assassinato que havia de ser cometido, três anos mais tarde, no quarto que ocupava, e de que foi vítima o advogado Victor Arnaud. E, graças à lembrança desse sonho é que o Sr. Bérard ajudou a descobrir os assassinos. Esclarecendo dúvidas sobre o processo pelo qual somos avisados de certos acontecimentos, geralmente importantes e graves, a se realizarem conosco, e que muitas vezes se cumprem como os vimos em sonhos ou em visões, o Orientador Espiritual Charles, explicou à médium Yvonne Pereira, explicou existirem vários processos pelos quais o homem poderá ser informado de um ou outro acontecimento futuro da sua vida, todos, porém condicionados a certo mérito ou desenvolvimento psíquico do que recebe o aviso. Diz que um amigo espiritual, um parente, alguém para isso designado, tentam preparar os envolvidos, para o evento, geralmente grave e doloroso, normalmente em linguagem figurada, seja através de sonhos ou intuitivamente. Pode ocorrer também que o próprio indivíduo recorde acontecimentos delineados no Plano Espiritual entre os preparativos para a reencarnação, objetivando sua reabilitação perante as Leis Divinas. A própria Dona Yvonne conta no seu excelente RECORDAÇÕES DA MEDIUNIDADE (feb, 1966), algumas passagens de sua existência tão marcada por duras provas. Uma delas quando ela contava 39 anos, passando a sonhar ao longo de seis meses de forma frequente, com uma cerimônia de concorrido enterro, com todas as características de realidade, tendo à frente um homem carregando uma linda coroa de flores naturais. Via-se acompanhando o féretro logo após o esquife mortuário, banhada em lágrimas e sentindo o coração angustiado, ignorando a identidade do morto. Médium de desdobramento, contemplava as mesmas cenas, sistematicamente. Certa noite, viu os acompanhantes pararem, apoiando o caixão sobre uma banqueta. Reconheceu o local da cena: certa rua da cidade de Barra do Piraí (RJ), onde residia sua mãe. Aproximando-se, por irresistível automatismo, ao levantarem a tampa do caixão, reconheceu sua mãe. Meses depois, em setembro sua genitora adoeceu gravemente, vindo a desencarnar no dia 18 do mês seguinte, repetindo-se conforme antevira inúmeras vezes as cenas visualizadas de forma minuciosa. Relata também a experiência da amiga Rosa Amélia S.G.,  que residindo no interior fluminense, às vésperas do casamento, sonhara que, ao abrir a caixa entregue pelo correio, contendo o vestido de noiva que encomendara  a conhecida casa de modas da cidade do Rio de Janeiro (RJ), cercada por ansiosos e curiosos familiares, encontra um traje completo de viúva, inclusive com o véu negro em uso à época. Emitindo um grito de horror, acordou chorando convulsivamente. Absorvida pelos preparativos, esqueceu o pesadelo, recebendo a encomenda certa na semana da cerimônia. Dois meses após o casamento, o marido em viagem ao Rio de Janeiro, contraiu uma infecção tífica, morrendo dias após regressar à sua casa, em estado grave. Somente na missa do sétimo dia, Dona Rosa Amélia, ao se reconhecer trajada exatamente como o sonho profetizara, se lembraria do mesmo. Por fim, o caso da senhora N.C, que residente em famosa cidade mineira, fora ao Rio de Janeiro a fim de se submeter a melindrosa cirurgia, deixando para traz a família, inclusive o filho mais moço, então com 15 anos. Três dias após a operação, sem que soubesse os 120 alunos do colégio interno em que o jovem estudava, aproveitando uma bela manhã de domingo, excursionaram à represa de água que abastecia a cidade. Temerariamente, acompanhados pelos professores, ao tentarem em massa atravessar frágil ponte de madeira, esta não resistiu ao peso, ruindo, atirando às águas numerosos alunos, dentre os quais o filho da enferma, que com mais quatro colegas morreu afogado. Temerosos de informarem à enferma, silenciaram sobre a ocorrência, esperando seu restabelecimento. Cinco dias após o desastre, contudo, ainda no quarto do hospital, a convalescente, na penumbra viu formar como que uma cerração, tendo a impressão que ela se elevava do leito de um grande rio, vendo o filho elevar-se do fundo das águas, dizendo, após ter sido reconhecido: -“Mamãe, venho participar à senhora que no domingo, pela manhã, morri afogado na represa de...”.  Revelada a estranha experiência aos familiares, tiveram de confirmar o acontecimento, suportado, ao que parece, pela pobre mãe com resignação. 



Um  ouvinte habitual de nosso programa pergunta se o obsessor pode causar insônia no obsidiado.

Na verdade a insônia pode ser causada por inúmeros fatores, sobretudo os de ordem psíquica ou emocional.

Ansiedade, por exemplo, pode tirar o sono de qualquer um de nós. Basta termos algum problema que nos preocupe muito e acabamos por manter o cérebro em vigilância à noite, trabalhando a todo vapor e dificultando o sono.

Portanto, não podemos atribuir toda situação insônia aos Espíritos, por mais que o problema persista. Geralmente a causa principal da insônia está no encarnado e o tratamento é de ordem médica ou psicológica.

Entretanto, é possível que um Espírito, aproximando-se do encarnado, provoque um estado de sonolência. E é possível que esse obsessor, aproveitando a insônia do obsidiado, procura complicá-la ainda mais.

Mas a influência espiritual nesses casos não precisa partir necessariamente de um obsessor. Pode ser até mesmo um Espírito familiar ou de um amigo em busca de ajuda.

B- Essa aproximação se faz pela sintonia de pensamento ou de sentimento, que pode estar relacionada com relações de afetividade no caso de membro da família.

Cada caso é um caso, como dizemos sempre.  Mas recomendamos para casos de insônia também o tratamento espiritual por meio de passes, por exemplo, independente da causa do problema e da assistência médico-psicológica.

O passe, porém, não tem poder mágico. Somente o passe não resolve. Ele serve para dar alívio, disposição e autoconfiança. Mas precisa de um complemento.

O complemento está no estilo de vida que levamos no dia a dia, principalmente na convivência com familiares, com amigos  e com colegas de trabalho.

É a nossa capacidade de estabelecermos relações fraternas com as pessoas da nossa convivência, e mesmo estranhos, que ao final vai determinar a qualidade de nosso sono.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

ENTENDENDO A TURBULENTA CONVULSÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Se tentarmos conversar com uma criança de cinco anos sobre a Teoria da Relatividade será que obteremos sucesso?  Se nos dirigirmos a um dos habitantes das diversas comunidades rurais da Papua-Nova Guiné para ouvi-lo sobre planejamento estratégico haveria reciprocidade? Se falássemos para um intolerante radical religioso que há inúmeras evidências confirmando a realidade da reencarnação, teríamos chance de prolongar o entendimento? Uma breve reflexão sobre tais questões resultariam numa óbvia resposta: não! As imagens se associadas a outra criada pelo Espírito Emmanuel através do médium Chico Xavier na mensagem O GRANDE EDUCANDÁRIO no livro ROTEIRO (feb,1952) sobre a Terra ser uma das muitas escolas dedicadas à evolução espiritual abrigando “mais de vinte bilhões de almas conscientes desencarnadas”, permitem-nos entender o que acontece neste momento do Planeta em que vivemos. Na segunda mensagem selecionada por Allan Kardec para compor as Instruções dos Espíritos do Capítulo 3 – Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai, d’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Santo Agostinho traça um perfil dos Mundos de Expiação e de Provas entre os quais se insere ainda a Terra.  Diz, entre outras coisas, que “a superioridade da inteligência, num grande número de seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de Espíritos ainda mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são a prova de que já viveram e realizarem certo progresso, mas também os numerosos vícios a que se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral”, estando neste mundo como estrangeiros para expiarem suas faltas através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo feliz”, tendo “vivido em outros mundos, dos quais foram excluídos por sua obstinação no mal, que os tornava causa de perturbação para os bons”. Salienta, porém, que “não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação. As raças que chamais selvagens, constituem-se de Espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao contato de Espíritos mais avançados”. Acrescenta que “vem a seguir as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos Espíritos em progresso, sendo de algum modo, as raças indígenas da Terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos”. São Luiz na resposta à última pergunta d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, revela que o momento da “transformação predita para a Humanidade terrena” havia chegado, resultando não só “na remoção dos Espíritos maus mas também dos que tendem a deter a marcha das coisas”. Isto sugere a atuação de um comando a operar essas ações. Nos versículos 3 e 10 do Capítulo 1 do EVANGELHO de João, apresentado Jesus diz “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” e “estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”, sugerindo não ser ele apenas mais que o Mestre reconhecido por todos os que estudam sua história. Obras mediúnicas recebidas por Chico Xavier como A CAMINHO DA LUZ de Emmanuel e, BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO assinada por Irmão X, revelam aspectos de planejamentos tecidos na Espiritualidade para encaminhar a evolução dos habitantes da Terra. Especialmente o segundo, prende-se à nova fase ou Ciclo – estimado recentemente pela ciência como de 2160 anos - em que iria começar entrar o planeta nos séculos seguintes. Para se ter uma ideia de como funcionam as coisas nos bastidores da evolução, em interessante questionamento sobre o fenômeno Joana D’Arc, a aldeã de Orleans, na França, que transformou-se em líder militar na vitória francesa sobre a ambição inglesa no século XIV, Chico Xavier explicou que “naquela época, os Espíritos encarregados da evolução do Planeta estavam selecionando os gens que viriam a servir na formação do corpo da plêiade de entidades nobres que reencarnariam para ampliar o desenvolvimento geral da Terra, através do chamado Iluminismo francês. Era preciso cuidado para que os corpos pudessem suportar a dinâmica das inteligências que surgiriam. Se a França fosse invadida, perder-se-ia o trabalho de muitos séculos. Então Joana D’Arc foi convocada para que impedisse a invasão, a fim de que se preservassem as sementes genitais, para a formação de instrumentalidade destinada aos gênios da cultura e do progresso que renasceriam na França, especialmente em se tratando da França do século XIX que preparou, no mundo, a organização da era tecnológica que estamos vivendo no século XX


A pessoa não-binária é um espírito em expiação ou em provação ou até missão?

Como já tivemos oportunidade de dizer, uma pessoa é considerada não-binária, segundo a expressão atualmente utilizada, quando ela não se identifica sexualmente como homem ou mulher, ou seja, quando se situa fora do binário tradicional de masculino/feminino.

Nós todos sabemos que não se enquadrar nos padrões que a sociedade considera “normal” é, no mínimo, desconfortável e até desastroso para o indivíduo, por conta do forte preconceito que ainda perdura em nosso meio.

Tal condição, evidentemente, foi muito mais difícil quanto mais nos recuamos no tempo, mas infelizmente ainda persiste, de modo que uma pessoa não-binária vai ter muitos problemas de rejeição, a começar dentro de sua própria família.

Quer queiramos ou não, ainda somos demasiados preconceituosos em relação às pessoas que acreditamos não se enquadrarem dentro do que consideramos “normalidade”, até porque o preconceito é um atavismo muito profundo em nós, vem de nossos ancestrais.

Por conta disso, a pessoa não-binária sempre sofreu muito neste mundo e teve que permanecer na defensiva dentro de seu âmbito de ação, quando não optou pelo completo isolamento social. Podemos considerar essas situações tanto como expiação como provação.

  Seria expiação, se a sua conduta em encarnações anteriores desse Espirito causou sofrimento ou prejuízo em outras pessoas em termos de sexualidade, de modo que, com isso, ela ficou com alguma dívida moral que lhe custará desconforto futuro.

  Seria provação, se ela – talvez por ter tripudiado sobre pessoas não-binárias noutras épocas e, depois se arrependendo do mal que praticou, decidiu experimentar situação semelhante para avaliar sua condição espiritual.

Há Espíritos de elevada condição intelectual ou mesmo moral, que vêm ao mundo para realizar grandes trabalhos no campo das artes, da religião e da ciência e, dependendo do papel que vão desempenhar para atender ao seu compromisso, apresentam-se como verdadeiros missionários.

Muitas vezes são Espíritos que, na sua escalada evolutiva, já sublimaram o sexo de periferia ( que é o sexo dos encarnados) e podem não demonstrar qualquer interesse em termos de atração sexual.


quarta-feira, 22 de outubro de 2025

PONTO DE PARTIDA, POIS, NÃO EXISTEM MILAGRES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 -“Seria conhecer bem pouco os homens, pensar que uma causa qualquer pudesse transformá-los por encanto. As ideias se modificam pouco a pouco, com os indivíduos, e são necessárias gerações para que se apaguem completamente os traços dos velhos hábitos. A transformação, portanto, não pode operar-se a não ser com o tempo, gradualmente, pouco a pouco. Em cada geração uma parte do véu se dissipa”, responderam os Espíritos a Allan Kardec quando questionados (pergunta 800) sobre a possibilidade, por exemplo, do Espiritismo “vencer a indiferença dos homens e seu apego às coisas materiais”. Vivia-se apenas metade do século 19 e o materialismo já se constituía no grande obstáculo ao progresso da paz e da felicidade na sociedade humana. Sua destruição, aliada à destruição dos preconceitos de seita, de casta e de cor, conduziriam naturalmente os homens à grande solidariedade que os deve unir como irmãos. Ponderando que “nem o próprio Cristo convenceu seus contemporâneos com os prodígios que realizou”, apontaram a razão, a lógica, como o meio através do qual as mudanças se operariam. O próprio Jesus disse ser necessário “a ocorrência do escândalo” para - quem sabe - sair-se da inércia, da acomodação, da zona de conforto, em que parcela menor da sociedade se mantem.  Porque a maioria sofre apenas os efeitos do descaso dos egoístas e orgulhosos. Necessário, porém, dar o primeiro passo. Inteligências astutas e dissimuladas, em nome de ideologias pessoais, certamente estudam o movimento das massas no sentido de encontrar a melhor forma de manobrá-las na direção de conhecidos interesses. Provavelmente vençam mais uma vez.  A Educação Moral não é nem cogitada por aqueles cujos gritos acordam os letárgicos, liderando-os não se sabe em que direção. Em comentário à questão 685 d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec escreve: -“ Quando se pensa na massa de indivíduos diariamente lançados na corrente da população, sem princípios, em freios, entregues aos próprios instintos, deve-se admirar das consequências desastrosas desse fato?”. Linhas antes, ele ponderara: “Não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar., é necessário também que o que vive do seu trabalho encontre ocupação, e isso nem sempre acontece. Quando a falta de trabalho se generaliza, toma as proporções de um flagelo, como a escassez. A ciência econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo, mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível, sofrerá intermitências e durante essas fases o trabalhador tem necessidade de viver. Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos”. Concluindo suas ilações, Kardec diz: “-Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem seguirá no mundo os hábitos de ordem e previdência para si e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar de maneira menos penosa os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendida pode curar. Nisso está o ponto de partida, o elemento real do bem estar, a garantia da segurança de todos”. Como se vê não é tarefa de um governante durante seu mandato, nem de uma geração. Resultados a médio e longo prazo. Será que o imediatismo derivado da ambição permitirá  que se trabalhe para o futuro, no agora? 


  

 Quando falamos em aborto provocado, pensamos apenas naqueles casos em que a mulher se vale de drogas abortivas ou da intervenção de médicos ou enfermeiros na clandestinidade. Eu pergunto: Quando a mulher quer se ver livre do bebê e o rejeita mentalmente o tempo todo, ela não pode provocar o aborto apenas por sua ação mental?

Essa situação, que você descreve, pode acontecer. Trata-se de um aborto provocado pela rejeição da mulher.  Em certos casos, sua vontade de não ter o filho pode dificultar a gestação e até ser causa de abortamento.

Mas é difícil saber até que ponto um abortamento natural pode decorrer da mentalização ou do pensamento negativo da mulher ou apenas de uma rejeição natural do seu organismo.

-  Casos assim, por enquanto, só a Espiritualidade pode detectar. Mas nunca podemos deixar de levar em conta que, atrás de um aborto, pode haver a participação de um Espírito desencarnado.

No livro E A VIDA CONTINUA, de André Luiz, temos o caso de Evelina Serpa, quando o aborto não foi provocado por ela e sim pelo próprio Espírito que viera apenas passar alguns dias no seu ventre apenas por necessidade reencarnatória.

Ainda sabemos muito pouco sobre esse processo, mas já vimos na literatura espírita casos como o de Evelina, em que há uma programação para que a reencarnação seja interrompida no ventre materno e não ocorra o nascimento.

No caso de Evelina, tratava-se de um Espírito suicida, que estava se readaptando para futura reencarnação. Evelina, por sentir remorso e culpa, por achar que seu noivo Túlio suicidara por sua causa, atraiu essa entidade, que precisava passar apenas alguns dias num brevíssimo processo reencarnatório.  

Regra geral, a gravidez é motivo de alegria para a mulher, e também para seus familiares. Essa alegria é uma fonte de vida, geradora de bem-estar para o embrião, que já está recebendo as vibrações positivas da mãe e da família.

 

ABRAHAM LINCOLN E O SEU MATADOR; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Poucos dias após a posse no início de 1865, para um segundo mandato, Abraham Lincoln, eleito para ser o decimo sexto presidente norte-americano, morreu aos 56 anos, atingido por um tiro na cabeça desferido por um inimigo politico, enquanto assistia a uma peça de teatro. Unificador dos Estados do Norte e do Sul, libertador dos escravos, Lincoln, nascido no Kentucky, de origem humilde, depois de abandonar as rudes tarefas na fazenda do pai aos 21 anos, fixou-se em New Salem, ali vivendo por cinco anos, trabalhando como empregado de fábrica, caixeiro de armazém, agente de correios, até mudar-se para Springfield, onde passou a trabalhar como advogado entrando definitivamente para a politica, que o conduziu ao primeiro mandato de Presidente em 1861. Antevira em sonho premonitório vivido dias antes, seu próprio assassinato. Lincoln e a esposa participaram também de várias sessões com a médium Nettie Colburn Maynard, conforme relatos publicados por ela em 1891, mais tarde recuperados e traduzidos para o português pelo erudito Wallace Leal Rodrigues e publicados sob o título SESSÕES ESPÍRITAS NA CASA BRANCA (clarim). A morte do grande estadista repercutiu no mundo todo, gravando seu nome na História como um exemplo de politico íntegro e honesto. Dois anos depois, Allan Kardec na edição de março de 1867, publicava uma matéria extraída do BANNER OF LIGHT, de Boston, EUA, que, por sua vez, veiculou a análise de uma comunicação de Abraham Lincoln, por um médium chamado Ravenswood. Pelo que se confirma no seu conteúdo, títulos ou posições ocupados na nossa Dimensão, não fazem nenhuma diferença na transição dela para o Plano Espiritual em consequência da morte física. Vamos ao texto: “-Quando Lincoln voltou de seu atordoamento e despertou no Mundo dos Espíritos, ficou surpreendido e perturbado, porque não tinha a menor ideia de que estivesse morto. O tiro que o feriu suspendeu instantaneamente toda sensação e não compreendeu o que lhe havia acontecido. Esta confusão e essa perturbação, contudo, não duraram muito. Ele era bastante espiritualista para compreender o que é a morte e, como muitos outros,  não ficou admirado da nova existência para a qual foi transportado. Viu-se cercado por muitas pessoas que sabia de há muito tempo mortas e logo soube a causa de sua morte. Foi recebido cordialmente por muita gente por quem tinha simpatia. Compreendeu sua afeição por ele e, num olhar, pôde abarcar o mundo feliz no qual tinha entrado. No mesmo instante experimentou um sentimento de angústia pela dor que devia experimentar sua família, e uma grande ansiedade a propósito das consequências que sua morte poderia ter para o País. Seus pensamentos o trouxeram violentamente à Terra. Tendo sabido que William Booth estava mortalmente ferido, veio a ele e curvou-se sobre o seu leito de morte. Nesse momento Lincoln tinha recuperado a perfeita consciência e a tranquilidade de Espírito, e esperou com calma o despertar de Both para a Vida Espiritual. Booth não ficou espantado ao despertar, porque esperava sua morte. O primeiro Espírito que encontrou foi Lincoln; olhou-o com muita afoiteza, como se se glorificasse do ato que havia praticado. O sentimento de Lincoln a seu respeito, entretanto, não alimentava nenhuma ideia de vingança, muito ao contrário; mostrava-se suave e bom e sem a menor animosidade. Booth não pode suportar este estado de coisas, e o deixou cheio de emoção. O ato que cometeu teve vários motivos; primeiro, sua falta de raciocínio, que lho fazia considerar como meritório e, depois, seu amor desregrado aos elogios que o tinham persuadido que seria cumulado deles e olhado como mártir. Depois de ter vagado, sentiu-se de novo atraído  para Lincoln. Às vezes, enchia-se de arrependimento, outras seu orgulho o impedia de emendar-se. Entretanto compreendia quanto seu orgulho era vão, sabendo, sobretudo, que não pode ocultar como em vida, nenhum dos sentimentos que o agitam, e que seus pensamentos de orgulho, vergonha ou remorso são conhecidos pelos que o rodeiam. Sempre em presença de sua vítima e não recebendo dela senão sinais de bondade, eis o seu estado atual e sua punição”. Comentando essas informações Kardec comenta: “-A situação destes dois Espíritos é, em todos os pontos, conforme aquela que diariamente vemos exemplos nos relatos de além-túmulo. É perfeitamente racional e está em relação com o caráter dos dois indivíduos”.




 Um motorista embriagado atropelou e matou um garoto de 9 anos. Uma tragédia provocada por um irresponsável. O que significa isso do ponto de vista espírita?

  Aparentemente apenas um atropelamento e uma morte, provocada por um motorista provavelmente irresponsável, mas atrás desse fato pode haver uma longa história.

Ninguém reencarna para matar. No entanto, o Espirito deve estar alerta quanto às probabilidades de cometer praticar um erro grave que redunde numa morte,  como é o caso do acidente.

Toda pessoa, que dirige um carro – eu, você, todos nós - corremos o risco de atropelar alguém. Nunca devemos nos esquecer disso, desde o momento em que saímos de casa com o nosso carro.

  Mas, se estivermos embriagados por ingestão de bebida alcoólica, com certeza, já estamos fazendo o caminho para algo imprevisível e fatal o risco de matar alguém.

Nunca assuma a direção de um veículo, se você tiver ingerido bebida alcoólica. Nesse caso, nunca confie em você e entregue a direção para outra pessoa. É o melhor que você faz.

Por outro lado, voltando ao caso do atropelamento, nós não sabemos o passado de nenhum desses personagens: nem do motorista bêbado e nem do garoto atropelado.

É possível que o fato se deva inteiramente ao vício do motorista e à sua irresponsabilidade, de modo que o atropelamento era uma probabilidade que poderia, mais cedo ou mais tarde, ocorrer em sua vida.

Mas, o garoto, pelo fato de ter desencarnado tão cedo, deve ter algo no passado que determinou essa vida tão curta

Ele tanto poderia desencarnar por um atropelamento como por outro tipo de acidente ou mesmo por uma doença insidiosa. O fato é que esse motorista entrou na sua vida para o cumprimento de seu destino.

Contudo, Allan Kardec lembra muito bem que a maior parte dos problemas e contratempos que provocamos tem causa nesta mesma existência e pode ser consequência de nossa falta de cuidado, o que Kardec chama de imprevidência.

Infelizmente, o motorista se envolveu com um problema grave, que poderia ser evitado, se fosse mais responsável. Mas como não é, o estrago está feito e não há como voltar atrás.

Não sabemos se ele, como Espírito, tem alguma relação do passado com a vítima. Isso também é possível, mas é apenas uma hipótese.

O que sabemos é que, com o atropelamento seguido de morte, ele passa a ter uma dívida moral com essa criança que, na verdade, é um Espírito que renasceu com a probabilidade de morrer atropelado.

 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

MORTES VIOLENTAS E A SOBREVIVÊNCIA ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

“De fatal, na verdadeira acepção, só o instante da morte”, afirmaram os Espíritos que auxiliaram Allan Kardec a construir O LIVRO DOS ESPÍRITOS. A crescente incidência de mortes violentas nas estatísticas desde as ultimas décadas do século 20, é assustadora. Através da mediunidade, contudo abriram-se caminhos para inúmeras confirmações da sobrevivência. Para os que querem ver é claro. Do extraordinário acervo construído através de Chico Xavier através das cartas que psicografava em reuniões públicas contendo dados, detalhes e informações surpreendentes, destacamos três fragmentos para sua reflexão: Caso 1 - Antônio Martinez Collis (Tico), 24 anos, vitima de assalto em São Paulo, capital: - “Ainda me sinto chocado com o assalto de que a Jane e eu fomos vítimas. Esperávamos o documento de que precisava e dialogávamos com alegria, quando nossos irmãos infelizes nos intimaram de armas na mão. Por que estranhasse em voz alta aquela violência toda, o tiro partiu de um deles, alcançando-me um vaso importante ao longo da garganta e atravessando-me uma das vértebras, varando tecido delicado da medula. Num relance, compreendi tudo, enquanto os assaltantes fugiram depressa, naturalmente receando represálias por parte de amigos que, de imediato, nos chegaram. Quis falar a Jane e fazer algumas recomendações, porque não me enganava quanto ao meu estado orgânico, mas foi impossível. Conduzido ao socorro, ainda pude notar o olhar de comiseração dos médicos e amigos; no entanto, o meu pensamento esmoreceu no cérebro e dormi pesadamente no chamado torpor da morte. Não sei precisar o tempo gasto no desmaio em que eu era visitado por pesadelos e mais pesadelos, quando despertei num lugar aprazível”.  Caso 2 - Osmar Totaro, 21 anos, vitima de assalto nos fundos da Casa Lotérica de seu pai, onde se encontrava conversando com ele e seu irmão. –“Estou a recordar nossa reunião em casa, ao fundo da loja e a chegada repentina dos infelizes irmãos que nos ameaçaram. Lembro-me de que o sangue me subiu à cabeça e me coloquei na defesa do papai, quando o tiro explodiu e o projétil me alcançou. Detive-me por momentos, no esforço de me levantar da queda de forças que me quebrantou o ânimo, no entanto, era impossível erguer-me e seguir no encalço dos pobres amigos que nos experimentaram a fé. Tive alguns momentos de lucidez e dei graças a Deus ao ver que o Papai e Omar estavam livres da agressão. Enquanto me via no centro das aflições gerais, concentrei-me na oração, rogando a Jesus me fizesse aceitar a provação sem revolta e, aos poucos, como que se fez noite para meus olhos, quando estávamos em pleno dia. Em seguida a isso, minhas energias esmoreceram de todo. Por fim, o sono, um torpor implacável que me invadiu todo o corpo, a ponto de não conseguir mover um dedo. Depois, o esquecimento. A memória fugira. Impraticável qualquer esforço para readquirir o domínio da mente agora abatida e desfalecente”.  Caso 3 - João Reis de Andrade, 61 anos, vitimado em meio a corrida com o taxi que possuía, entre municípios do norte do Paraná, atendendo a dois passageiros desconhecidos: -“Penso que não deveria tocar no assunto, mas tenho consentimento para isso porque não desejo pensamentos de mágoa contra ninguém. Aqueles dois companheiros no carro não seriam os executores das Leis de Deus? O carro era meu instrumento de trabalho, a riqueza do pai de família, simples e feliz, que sempre fui. Naturalmente, quando me senti despojado da máquina que valia tanto e que me ajudava a sustentar a família, quis reagir, reclamar...Hoje, não tenho memória para dizer os detalhes da ocorrência, mas lembro-me de que um golpe me retirou qualquer faculdade de reação. Orei, reclamando vocês todos, esposa querida e filhos meus! Sabia, porém, que havia soado a hora, a hora que ninguém espera e sempre chega... Tentei pedir clemência e dizer que entregava tudo, mas me poupassem a vida, no entanto, a voz não saía mais. Notei que mãos vigorosas me deitavam numa plantação que me oferecia repouso”..



Os cães e os gatos podem ver e ouvir os Espíritos?  Pergunta de ouvinte que não quis se identificar.

Uma coisa nós temos certeza: animais não são médiuns. A palavra “médium” (do latim, intermediário) refere-se unicamente ao ser humano, porque só um ser humano pode ser intermediário de um Espírito que também foi humano.

É que mediunidade implica não somente na percepção, que é um ato mecânico, mas na compreensão e na interpretação da mensagem, o que só um ser humano pode fazer no caso da manifestação de um Espírito.

No entanto, o que o ouvinte está perguntando não é isso. Ele quer saber se cães e gatos podem perceber Espíritos.

Os animais também têm um princípio espiritual, que podemos chamar de alma, mas em inteligência ou capacidade de compreensão ainda que se encontrem bem distante da espécie humana.

Contudo, acreditamos que certos animais podem ter percepção de Espíritos, desde que na sua conformação cerebral ele possa contar uma estrutura adequada para se dar o fenômeno da percepção.

A percepção – geralmente visão, audição e olfato – pode decorrer da ação da glândula pineal sobre esses centros perceptivos. Mas, que fique claro: isso não é mediunidade, mas, sim,  o que chamamos “percepção extra-sensorial”.

Temos alguns relatos na literatura espírita de animais que demonstraram perceber “algo imaterial”, que foram considerados Espíritos, pelas próprias reações dos animais.


sexta-feira, 17 de outubro de 2025

O CHICO XAVIER QUE POUCOS CONHECERAM; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Embora reconhecido por sua atuação no campo da psicografia através da qual a Espiritualidade construiu substancial acervo de obras e mensagens documentando a sobrevivência após a morte do corpo físico, a verdade é que Chico Xavier serviu de médium para a ocorrência de outros fenômenos extraordinários no campo dos efeitos físicosconfirmando a ação de inteligências invisíveis aos nossos sentidos. Na sequência, apresentamos alguns depoimentos de pessoas que testemunharam alguns fatos pouco conhecidos. 1-Suzana Maia Mouzinho, no livro LUZ BENDITA (ideal, 1977):-“Certa vez lanchávamos em companhia de Chico, em Uberaba (MG), quando ele passou às minhas mãos uma xícara de café. Em pleno dia, houve então impressionante fenômeno de efeitos físicos; vi, altamente surpreendida, que seus dedos brilhavam e como se fossem de cera a derreter-se com o calor, começou a jorrar perfume. O café ficou perfumado e o chão respingado de agradável perfume que invadiu a sala toda. Ele ocultou a mão, meio sem jeito, e perguntei: -Chico, o que você sente quando isso acontece? Respondeu-me: - Sinto vergonha, minha filha!. Este fato, no meu entender, fala por si só, da humildade e da estatura espiritual desse amado mensageiro de Jesus”.2- Joaquim Alves, no livro CHICO XAVIER – 40 ANOS NO MUNDO DA MEDIUNIDADE (luz no lar): -“Numa das peregrinações, uma das senhoras visitadas rogou ao Chico entrasse em sua casa, para ver um dos parentes que se encontrava acamado e muito enfermo. O lar era modestíssimo. Entramos em pequeno grupo, que mais o dormitório não comportava. O enfermo, no leito, exalava um odor nauseante, a ponto de fazer um dos visitantes sentir-se mal, obrigando-se à retirada e levando os demais a empreender esforços visíveis para sustentar-se no posto de socorro. O médium rogou por uma prece. Quando as primeiras palavras eramarticuladas, na busca do MundoMaior, uma onda de éter varreu todo o ambiente, seguida por uma brisa perfumada em magnólia, transformando a atmosfera interior num recanto de paz”. 3-Ainda Joaquim Alves: -“Uma onda de perfume. materializa-se o Espirito Scheilla, loira e jovial, falando com seu forte sotaque alemão – lingua exercitada em sua derradeira romagem terrena. Bissoli estabeleceu o diálogo. –Eu me sinto mal – dizBissoli. Scheilla, graciosa e delicada, informou: -Você come muita manteiga, Bissoli. Vou tirar uma radiografia de seu estomago.   A pedido, nosso companheiro levantou a camisa. O Espírito materializado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, seus dedos semiabertos sobre a região do estômago de nosso amigo. E tal se lhe incrustasse uma tela de vidro no abdomem, podíamos ver as vísceras em funcionamento. – Pronto!, diz Scheilla, apagando o fenômeno. – Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para que a estudem e lhe deem um remédio”. 4- Maria Philomena Aluotto, no livro LUZ BENDITA (ideal, 1977): -“Era o dia 9 de novembro de 1974, e, recepcionávamos Chico na sede da  União Espírita Mineira, em Belo Horizonte, quando subitamente surge alguém empunhando uma arma, bradando: - “Ninguém vai tocar em Chico Xavier. Eu o defenderei de qualquer um. Ele é um santo”. Notava-se o desequilíbrio da pessoa(...). A movimentação aumenta no recinto, uns se apavorando, outros procurando correr, e, outros tentando controlar a pessoa. O Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe-se em silêncio, permanecendo, contudo, no recinto. Descemos ao andar térreo pensando em providências defensivas, e, para nosso alívio, um jipe com militares da PMMG para junto de ao meio fio e seus ocupantes, vem ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras: - “Graças a Deus vocês chegaram. Estamos com problemas lá em cima!. Antes de qualquer explicação, para surpresa nossa, o Chefe da patrulha fala: -Não tem nada não, vamos subir. O senhor Chico Xavier foi nos chamar na estação rodoviária, onde nos encontrávamos em serviço de ronda. Viemos logo atender ao chamado”. Fora evidente o fenômeno de bilocação. Joaquim Alves, no livro CHICO XAVIER- 40 ANOS NO MUNDO DA MEDIUNIDADE (luz no lar): “Desmaterializando o Espírito Auta de Souza, a voz de quem dirigia o trabalho se fez ouvir, da Espiritualidade. –“Agora peço aos nossos amigos que abram a porta, para ver o médium”. Atendemos. Descerrada a porta, encontramos o ambiente todo iluminado e Chico, permanecia deitado, atravessado na cama, inanimado. De seu peito, no local do coração, um esfuziante foco de luz se lançava ao espaço e, em letras douradas, se escrevia a palavra: AMOR! 


  Gostaria de saber se uma pessoa, para ser médium, não pode fumar, nem beber, nem praticar sexo.

A mediunidade é uma faculdade humana que pode se manifestar até de forma ostensiva em qualquer pessoa.

  Porém, para a grande maioria a mediunidade passa praticamente imperceptível, ou seja, de maneira velada, como a intuição por exemplo, em que a pessoa pode captar, sem perceber, pensamentos de Espíritos.

  Mas a mediunidade ostensiva mostra-se, apresenta-se e, muitas vezes, incomoda, desconfortável, levando a pessoa a tomar alguma providência.

Ela pode recorrer ao Espiritismo ou a qualquer religião. Geralmente, quando a mediunidade está incomodando, ela pede alguma atuação no campo religioso ou em algum serviço voluntário.

Quando o médium ostensivo chega ao Espiritismo, ele vai se deparar com uma necessidade imediata: a de conhecer a doutrina espírita, aprender sobre mediunidade.

Embora existam médiuns em todas as religiões, manifestando de diferentes formas, somente o Espiritismo cuida da mediunidade em si e tem um programa próprio para a educação do médium.

Para a doutrina espírita, mais importante que a pessoa ser médium, é ser cristã, na acepção mais ampla da palavra; quer dizer, desenvolver um espírito fraterno, querer atuar em favor do semelhante.

  Quando ela busca aprender, vai verificar que a maior necessidade do médium espírita, para que ele desempenhe bem sua missão, é dedicar-se ao bem do próximo, sem qualquer pretensão de recompensa.

Então ela vai aprender como é importante não ter vícios ou qualquer tipo de dependência física ou psíquica - seja do fumo, do álcool ou de qualquer outra droga.

Por quê? Porque o médium espírita precisa estar sempre sóbrio e em sintonia com os bons Espíritos e, para tanto, tem necessidade de se libertar de qualquer hábito pernicioso à saúde física e mental.

Quanto ao sexo, ele será uma pessoa também sóbria, que exercerá o sexo com responsabilidade e sobretudo com amor, evitando comprometimentos maiores que possam torná-lo alvo de Espíritos mal-intencionados.


 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O QUE MAIS GEORGE VIU E SENTIU; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Quatro sessões foram necessárias para que o Psiquiatra George Ritchie contasse ao seu paciente a incrível experiência que teve aos 21 anos. Segue sua narrativa lembrando que “ao constatar que o corpo coberto com os braços pendendo ao lado do leito em que se encontrava era igual ao seu, confuso e assustado, entregou-se a raciocínios sobre como conciliar as duas coisas: estar morto e acordado. Preso ao conceito de que a morte era o “nada ”, desesperado, afundou na cama, literalmente, pois o corpo ali acomodado, não conseguiu contatar sua própria substância, aumentando-lhe o receio. Sem ter qualquer certeza, percebeu uma mudança na luminosidade do quarto em que estava. Uma luz cada vez mais intensamente brilhante, que não poderia ser produzida pela lâmpada de 15 watts acesa sobre a mesinha de cabeceira, claridade vinda de parte nenhuma, definiu-se numa forma humana, um homem feito de luz . A partir daí sua intensa e perturbadora vivência tornou - se mais impressionante . pontos positivos, negativos, no habitual e comum , surgindo um questionamento, pensou, originado, como o efeito anterior, do Ser iluminado que tinha diante de si: -“Que fez Você da sua vida? ”, pergunta que parecia dizer respeito a valores, e, não a fatos , seguida de outra ante seu silêncio: -“Que tem você para me mostrar daquilo que fez com sua vida? ”. 3 - Em determinado momento, sentiu-se voar bem alto, sobre a Terra , junto ao Ser iluminado , em direção a um longínquo ponto de luz, impressão diferente da viagem em desdobramento que fizera anos antes, ponto que ganhou as dimensões de uma grande cidade, em que se sentiu descer, em meio à noite.4- Testemunhou uma população invisível interagindo com outra visível a qual influenciava ou usava, na ânsia, muitas vezes, desesperada de ter acesso àquilo que a ausência do corpo não possibilitava. 5- Com a rapidez do pensamento, viajou com o Ser iluminado de cidade a cidade, por lugares aparentemente familiares, dos Estados Unidos e, possivelmente, do Canadá, regiões que conhecidas, exceto pelos milhares de seres não físicos que, agora, observava ocupando também aquele espaço “normal”. 6- Viu um moço dentro de uma casa, seguindo homem mais velho, repetindo “desculpe, pai! Eu não sabia o que aquilo ia causar à mamãe. Eu não compreendia”; um rapaz que pelos corredores de um colégio, dizendo a uma adolescente “desculpe, Nancy!”; uma mulher de meia idade dirigindo a um homem de cabelos grisalhos, súplicas de perdão; fatos explicados mentalmente pelo Ser iluminado como sendo, “suicidas agrilhoados a cada consequência do ato cometido”. 7- Aos poucos, começou a reparar que todas as pessoas vivas que observava, traziam em torno de si mesmas uma pálida luminescência, semelhante a um campo elétrico que sobrepairava à superfície de seus corpos, acompanhando-as em seus movimentos, como se fosse uma segunda pele, uma luz pálida, quase imperceptível. 8- Num bar-churrascaria sujo para o qual foi conduzido, observou que uma parte dos homens que estavam de pé, eram incapazes de levar os drinques até os lábios, seguidamente, tentando agarrar as doses ao alcance da mão que passava através das canecas, do balcão de madeira e, até dos braços e corpos dos beberrões à volta deles. As descrições do registrado por George na Dimensão em que se via se sucedem compondo uma singular história, surpreendendo a cada linha o leitor da obra VOLTAR DO AMANHÃ (nórdica,1980), escrito em 1978. Por fim, deslocando-se velozmente - sempre acompanhado da Presença luminosa -, se viu de volta ao quarto onde localizara seu corpo, com o anel semelhante ao que carregava num dos dedos da mão. A muito custo, moveu os braços, o que lhe pareceu semelhante a tentar içar barras de chumbo, entrelaçando os dedos, de forma que conseguiu com os da mão direita, tocar o aro com a pedra oval, que estava no anular da mão esquerda, girando-o devagar várias vezes. Descobriu mais tarde que na manhã do dia 21, teve sua morte clinicamente confirmada, após diagnóstico de pneumonia dupla, retornando à vida quando já se iniciavam os preparativos para envio do corpo ao necrotério do Hospital. Para surpresa de todos, nove minutos haviam se passado.



Os cientistas sempre estão falado de uma matéria escura, que existe em grande quantidade no universo e que pode explicar uma porção de fenômenos até então misteriosos. Será que essa matéria escura não tem a ver com o Fluido Cósmico Universal de que fala Allan Kardec?

Na época de Allan Kardec pouco se sabia a respeito do universo e a maioria das pessoas acreditava que o espaço, onde rolam estrelas e galáxias, era vazio.

Os Espíritos tentaram explicar que nada no universo é vazio. Em todo lugar, mesmo onde não existe ar ou qualquer outro gás conhecido, existe matéria, porque toda matéria derivou de uma matéria primitiva, que deve ter existido no início do universo.

Segundo os Espíritos, os inúmeros tipos de matéria de que o universo é composto – e, é claro, a ciência ainda não conhece todas elas – derivam da matéria inicial. Naquela época não havia noção de Big Bang, mas certamente essa matéria inicial deve estar ligada a esse fenômeno.

No entanto, essa questão não é propriamente da alçada do Espiritismo. O Espiritismo apenas quis mostrar que nada é por acaso, que tudo provém de uma causa única, que sua forma mais elevada é Deus.

Pelos conhecimentos da doutrina ainda é cedo para emitir opinião, mas, com toda certeza, o que a ciência bem desvendando tende a se aproximar da ideia que o Espiritismo sempre fez deste universo dinâmico e inacabado.