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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

UMA ANÁLISE SOBRE A REALIDADE DA HUMANIDADE TERRENA (PARTE 1); EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

1 – “Um século em nosso Calendário é comparável a um relâmpago na Eternidade” segundo O ESPÍRITO DA VERDADE n’O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Como a Espiritualidade avalia a saída do Século 20 e a entrada no Terceiro Milênio ante os momentos tumultuados que marcam a realidade da Terra atualmente?

- A Humanidade terrena, atualmente, é como um grande organismo coletivo, cujas células, que são as personalidades humanas, se envolvem no desequilíbrio entre si, em processo mundial de reajustamento e redenção. Criminosos agarram-se a criminosos, doentes associam-se a doentes. A Humanidade terrena aproximou-se, dia a dia (no século que encerrou o Milênio), da Esfera de vibrações dos invisíveis de condição inferior, que a rodeia em todos os sentidos. Esmagadora percentagem de habitantes da Terra não se preparou para os atuais acontecimentos evolutivos. E os mais angustiosos conflitos se verificam no ambiente humano. A Ciência progride vertiginosamente no Planeta, e, no entanto, à medida que se suprimem sofrimentos do corpo, multiplicam-se aflições das almas. Os jornais do mundo estão cheios de notícias maravilhosas, quanto ao progresso material. Segredos sublimes da Natureza são surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar; mas a estatística dos crimes humanos é espantosa. Os assassínios da guerra, apresentam requintes de perversidade muito além dos que foram conhecidos em épocas anteriores. Os homicídios, os suicídios, as tragédias conjugais, os desastres do sentimento, as greves, os impulsos revolucionários da indisciplina, a sede de experimentação inferior, a inquietação sexual, as moléstias desconhecidas, a loucura, invadem os lares humanos. Não existe em país algum preparo espiritual bastante para o conforto físico. Entretanto, esse conforto tende a aumentar naturalmente. O homem dominará, cada vez mais, a paisagem exterior que lhe constitui moradia, embora não se conheça a si mesmo. Atendido, porém, o corpo revelará as necessidades de cima e vemos agora a criatura terrestre assoberbada de problemas graves, não só pelas deficiências de si própria, senão também pela espontânea aproximação psíquica com a Esfera vibratória de milhões de desencarnados, que se agarram à Crosta Planetária, sequiosos de renovar a existência que menosprezaram, sem maior consideração aos desígnios do Eterno. (M,1) Sopros imensos da onda evolucionista varrem os ambientes da Terra. Todos os dias ruem princípios convencionais, mantidos a titulo de invioláveis durante séculos. A mente humana, perplexa, é compelida a transições angustiosas. A subversão de valores, a experiência social e o processo acelerado de seleção pelo sofrimento coletivo perturbam os tímidos e os invigilantes, que representam esmagadora maioria em toda parte... (NMM,1 )

2- Por que os temas espirituais não empolgam as criaturas humanas tanto quanto os assuntos sensoriais e materiais?

Estamos ainda presos às aglutinações celulares dos elementos físio-perispiríticos, tanto quanto a tartaruga permanece algemada à carapaça. Imergimo-nos dentro dos fluidos carnais e deles nos libertamos, em vicioso vaivém, através de existências numerosas, até que acordemos a vida mental para expressões santificadoras. Somos quais arbustos do solo planetário. Nossas raízes emocionais se mergulham mais ou menos profundamente nos círculos da animalidade primitiva. Vem a foice da morte e sega-nos os ramos dos desejos terrenos; todavia, nossos vínculos guardam extrema vitalidade nas camadas inferiores e renascemos entre aqueles mesmos que se converteram em nossos associados de longas eras, através de lutas vividas em comum, e aos quais nos agrilhoamos pela comunhão de interesses da linha evolutiva em que nos encontramos. A vida física é puro estágio educativo, dentro da Eternidade, e a ela ninguém é chamado a fim de candidatar-se a paraísos de favor e, sim, à moldagem viva do céu no santuário do Espírito, pelo máximo aproveitamento das oportunidades recebidas no aprimoramento de nossos valores mentais, com o desabrochar e evolver das Sementes Divinas que trazemos conosco. O trabalho incessante para o bem, a elevação de motivos na experiência transitória, a disciplina dos impulsos pessoais, com amplo curso às manifestações mais nobres do sentimento, o esforço perseverante no infinito bem, constituem as vias de crescimento mental, com aquisição de luz para a vida imperecível. Cada criatura nasce na Crosta da Terra para enriquecer-se através do serviço à coletividade. Sacrificar-se é superar-se, conquistando a vida maior. Por isto mesmo, o Cristo asseverou que o maior no Reino Celeste é aquele que se converter em servo de todos. Um homem poderá ser temido e respeitado no Planeta pelos títulos que adquiriu à convenção humana, mas se não progrediu no domínio das ideias, melhorando-se e aperfeiçoando-se, guarda consigo mente estreita e enfermiça. Em suma, ir à matéria física e dela regressar ao campo de trabalho em que nos achamos presentemente, é submetermo-nos a profundos choques biológicos, destinados à expansão dos elementos divinos que nos integrarão, um dia, a forma gloriosa. Voltemos ao símbolo da árvore. O vaso físico é o vegetal, limitado no espaço e no tempo, o corpo perispirítico é o fruto que consubstancia o resultado das variadas operações da árvore, depois de certo período de maturação, e a matéria mental é a semente que representa o substrato da árvore e do fruto, condensando-lhes as experiências. A criatura para adquirir sabedoria e amor renasce inúmeras vezes, no campo fisiológico, à maneira da semente que regressa ao chão. E quantos se complicam, deliberadamente, afastando-se do caminho reto na direção de zonas irregulares em que recolhem experimentos doentios, atrasam, como é natural, a própria marcha, perdendo longo tempo para se afastarem do terreno resvaladiço a que se relegaram, ligados a grupos infelizes de companheiros que, em companhia deles, se extraviaram através de graves compromissos com a leviandade ou com o desequilíbrio. (L)



3- As Religiões tradicionais que teoricamente deveriam trabalhar pelo despertar da consciência espiritual das criaturas parece terem se contaminado em demasia com os interesses sensoriais e materiais em detrimento do Espiritual afastando os Seres Humanos de sua destinação evolutiva. Há uma forma de atenuar ou reverter esse quadro?

É preciso oferecer no mundo os instrumentos adequados às retificações espirituais, habilitando os encarnados a um maior entendimento do Espírito do Cristo. Para consegui-lo necessário colaboradores fiéis, que não cogitem de condições, compensações e discussões, mas que se interessem pela sublimidade do sacrifício e de renunciação com o Senhor. Quem não deseje servir, procure outros gêneros de tarefa. A Comunicação não comporta perda de tempo nem experimentação doentia, sem grave prejuízo dos cooperadores incautos. Acima de trabalhadores, precisamos de servidores que atendam de boa vontade,M O Espiritualismo, nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um templo da Terra, porque sua missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus.

4- Numa população de mais de 20 bilhões de Seres Espirituais em que um terço se renova em experiências materiais constantemente, há colaboradores em numero suficiente para fazer frente a problemas de Dimensões tão gigantescas?

A codificação do Plano Mental das criaturas ninguém jamais impõe: é fruto de tempo, de esforço, de evolução; e o edifício da sociedade humana, no atual momento do mundo, vem sendo abalado nos próprios alicerces, compelindo imenso número de pessoas a imprevistas renovações. Em face do surto da inteligência moderna, que embate na paralisia do sentimento, periclita a razão. O progresso material atordoa a alma do homem desatento. Grandes massas, há séculos, permanecem distanciadas da luz espiritual. A Civilização puramente científica é um Saturno devorador e a Humanidade de agora se defronta com implacáveis exigências de acelerado crescer mental. Daí o agravo de obrigações no setor da assistência. As necessidades de preparação do Espírito intensificam-se em ritmo assustador. O acaso não opera prodígios. Qualquer realização há que planejar, atacar, por a termo. Para que o homem físico se converta em homem espiritual, o milagre exige muita colaboração do Plano Invisível.

5 - Uma apreciação da situação Global sugere a ideia de que o barco está à deriva, afundando, como se estivéssemos entregues à própria sorte. Isso é um falso ou verdadeiro?

O desequilíbrio generalizado e crescente invade os departamentos da mente humana. Contudo, Soberanas e indefectíveis leis nos presidem aos destinos. Somos conhecidos e examinados em toda parte. As facilidades concedidas aos Espíritos santificados, que admiramos, são prodigalizadas a nós, por Deus, em todos os lugares. O aproveitamento, porém, é obra nossa. As máquinas terrestres podem alçar-vos o corpo físico a consideráveis alturas, mas o voo espiritual, com que nos libertaremos da animalidade, jamais o desferiremos sem asas próprias. A consolação e a amizade de Benfeitores encarnados e desencarnados enriquecer-vos-ão de conforto, quais suaves e abençoadas flores da alma; entretanto, fenecerão como as rosas de um dia, se não fertilizarmos o coração com a fé e o entendimento, com a esperança inquebrantável e o amor imortal, sublimes adubos que propiciem o desenvolvimento no terreno do nosso esforço sem tréguas. Não cobicemos o repouso das mãos e dos pés; antes de abrigar semelhante propósito, procuremos a paz interior na suprema tranquilidade da consciência. Abandonemos a ilusão, antes que a ilusão nos abandone. Deixemos plantado o Bem na esteira de nossos passos. Somente os servos que trabalham gravam no tempo os marcos da evolução; só os que se banham no suor da responsabilidade conseguem cunhar novas formas de vida e de ideal renovador. Os demais, chamem-se monarcas ou príncipes, ministros ou legisladores, sacerdotes ou generais, entregues à ociosidade, classificam-se na ordem dos sugadores da Terra; não chegam a assinalar sua permanência provisória na Crosta do Planeta; adejam como insetos multicores, tornando à poeira de que se alçaram por alguns minutos.(segue)



O Cristiano faz a seguinte colocação: “Existe Lei de Ação e Reação para os Animais? Como o Espiritismo entende as doenças e consequentemente o sofrimento dos animais?”

Muito oportuna a questão, Cristiano. Ela nos coloca, frente a frente, com a questão da Justiça Divina. Em geral, as religiões não pensaram nisso, elas se preocupam unicamente com o sofrimento humano e, consequentemente, com o nosso destino espiritual. E os animais? Em que termos podemos colocar os animais no cenário do mundo? Eles têm uma finalidade especial? Por que existem? Por que sofrem? Deus não estaria sendo injusto deixar que os animais sofram?

Presume-se que o homem, ao longo de sua história, sofre por causa de seus muitos pecados; que, em razão disso, seu destino será definido por uma lei de justiça para salvação ou para a perdição. E os animais? Por que sofrem? Não são eles seres vivos? Que lugar lhes está reservado no cenário do mundo? É claro que para entender esta questão, não podemos esquecer que existe uma Lei de Evolução, segundo a qual tudo caminha para uma meta e, portanto, tudo tem finalidade nos planos de Deus.

A Doutrina Espírita esclarece que nós, seres humanos, passamos pela vida, do mesmo modo que o estudante passa pela escola. Já vivemos antes em outras experiências, estamos vivendo agora e viveremos depois. Cada existência na Terra é como uma série ou grau na escalada evolutiva do Espírito. Estamos aprendendo a viver, com nossos erros e acertos, adequando-nos o quanto possível às leis da vida, pois é esse o sentido da evolução: vamos nos adaptando às leis e, por conseguinte, aperfeiçoando-nos para uma finalidade elevada. A obra de Deus é perfeita.

Os animais fazem parte da criação, mas eles representam apenas etapas inferiores da escalada evolutiva, pois também devem ter um destino. Tudo que sofremos neste mundo decorre da necessidade de aprendizado, tanto os seres humanos quanto os animais. A maior parte do sofrimento humano, porém, decorre de erros: aliás, qualquer erro implica em sofrimento; basta você bater o martelo no dedo ou invés de bater no prego, e vem uma dor. Isso é causa é efeito, isso é ação e reação ou lei de causalidade.

Existem, no entanto, os erros morais, que os animais não têm, erros que implicam em fazer o bem ou o mal. O nível de consciência dos animais ainda não é suficiente para discernir o bem do mal. Por isso, os animais não sofrem por erros morais como nós, que erramos sabendo o que devemos ou que não devemos fazer. Esse tipo de sofrimento, em virtude de nossas infrações às leis morais, é o que chamamos de expiação. Os animais não sofrem por expiação.

Mas, então, por que sofrem? Eis a pergunta do Cristiano. Os animais sofrem unicamente por necessidade de evolução. A vida em si é uma experiência evolutiva; todo ser vivo sofre: sofre para nascer, sofre para viver, sofre para morrer. Mas esse sofrimento ocorre porque a vida é transformação constante e cada transformação provoca um tipo de desconforto. Os animais, que ainda vivem o mundo dos instintos, estão aprendendo a se adaptar à vida, estão se transformando física e espiritualmente e, por isso, sofrem.

É claro que o sofrimento do animal não é o sofrimento humano, pois o animais não tem a consciência que temos sofre a vida, sofre suas finalidades, sobre seus valores ( como o bem, a verdade e a justiça). O maior sofrimento humano, portanto, não é o sofrimento físico, mas o sofrimento moral, decorrente de seu grau de consciência. O homem, além da dor física, sofre desesperadamente a dor moral, que acaba se constituindo a maior parte de seu padecimento na Terra. Além do mais, não podemos esquecer que nós, seres humanos, ao longo de nosso caminhar evolutivo, já passamos pela fase animal.


 

terça-feira, 6 de setembro de 2022

FALSOS PROFETAS - PROBLEMA SEMPRE ATUAL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A questão das profecias estapafúrdias e das revelações fantásticas atribuídas a Espíritos desencarnados através de médiuns com nomes associados ao Espiritismo já era assunto nas páginas da REVISTA ESPÍRITA. Atualmente, basta a mediunidade mais pronunciada se tornar conhecida pelo seu portador para que ele se julgue infalível e porta voz de entidades que julga “donas da verdade”. Chico Xavier contava ter sido orientado em 1931, pelo guia espiritual Emmanuel logo no primeiro encontro que tiveram, a jogar fora toda a produção desde quando o jovem psicografara quatro anos antes, sua primeira mensagem, pois, até ali fizera parte apenas de seu treinamento. Para nos basearmos em informação confiável, no número de abril de 1860, Allan Kardec, desenvolve algumas considerações sobre carta recebida do amigo Sr Jobard, abordando a TEORIA DA FORMAÇÃO DA TERRA PELA INCRUSTAÇÃO DE VÁRIOS CORPOS PLANETÁRIOS. Dizendo-se não adepto da mesma apesar de ter sido dada em várias épocas por certos Espíritos e através de médiuns desconhecidos uns dos outros, salienta não passarem de hipóteses, até que dados mais positivos venham confirma-las ou desmenti-las. Destacando que sua posição geraria críticas do tipo não tendes confiança nos Espíritos e duvidais de suas afirmações” ou como inteligências desprendidas da matéria, não podem remover todas as dúvidas da Ciência e lançar a luz onde reina a obscuridade?, Allan Kardec pondera “ser esta uma questão séria, que se liga à própria base do Espiritismo, e que não poderíamos resolver no momento, sem repetir o que temos dito a respeito; acrescentaremos apenas algumas palavras, a fim de justificar nossas reservas. Para começar, responderemos que nos tornaríamos sábios muito facilmente se tratássemos apenas de interrogar os Espíritos para conhecer tudo quanto se ignora. Deus quer que adquiramos a Ciência pelo trabalho, e não encarregou os Espíritos de nô-la trazer preparada, favorecendo nossa preguiça. Em segundo lugar, a Humanidade, como os indivíduos, tem a sua infância, sua adolescência, sua juventude e sua idade viril. Encarregados por Deus de instruir os homens, devem pois, os Espíritos proporcionar-lhes ensinos para o desenvolvimento da inteligência; não dirão tudo a todos e, antes de semear, esperam que a Terra esteja pronta para receber a semente, a fim de fazê-la frutificar. Eis por que certas verdades que nos são ensinadas hoje não o foram aos nossos pais, que também interrogavam os Espíritos; eis por que, ainda, verdades para as quais não estamos maduros só serão ensinadas aos que vierem depois de nós. Nosso equívoco está em nos julgarmos chegados ao topo da escada, quando apenas nos achamos a meio caminho”. Observando que “os Espíritos podem instruir os de instruir os homens tanto se comunicando diretamente – como provam todas as histórias sagradas ou profanas -, quanto encarnando-se entre eles, para o desempenho das missões de progresso”, salienta que “não basta ser Espírito para possuir a Ciência universal, pois assim a morte nos faria quase iguais a Deus. Aliás, o simples bom senso se recusa a admitir que o Espírito de um selvagem, de um ignorante ou de um malvado, desde que separado da matéria, esteja no nível do cientista ou do homem de Bem. Isto não seria racional. Há, pois, Espíritos adiantados, e outros mais ou menos atrasados, que devem superar ainda várias etapas, passar por numerosas peneiras antes de se despojarem de todas as imperfeições. Disso resulta que, no mundo dos Espíritos, são encontradas todas as variedades morais e intelectuais existentes entre os homens e outras mais. Ora, a experiência prova que os maus se comunicam tanto quanto os bons. Os que são francamente maus, são facilmente reconhecíveis; mas há também os meio sábios, falsos sábios presunçosos, sistemáticos e até hipócritas. Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência séria, de ciência e de sabedoria, em favor da qual proclamam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as mais absurdas coisa. E para melhor enganar, não receiam enfeitar-se com os mais respeitáveis nomes. Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da ciência espírita. Para superá-la, faz-se necessária uma longa experiência, conhecer todas as sutilezas de que são capazes os Espíritos de baixa classe, ter muita prudência, ver as coisas com o mais imperturbável sangue frio, e guardar-se principalmente contra o entusiasmo que cega. (...). Mas infeliz do médium que se julga infalível, que se ilude com as comunicações que recebe: o Espírito que o domina pode fasciná-lo a ponto de fazê-lo achar sublime aquilo que, por vezes, é apenas absurdo e salta aos olhos de todos, menos os seus”.


Pergunta do Cristiano, da cidade de Vera Cruz: Segundo o Espiritismo, qual é a causa da assexualidade humana? A causa estaria em existências passadas? Seria uma prova ou uma expiação?”

Primeiramente, vamos dizer o que é ASSEXUALIDADE . A palavra já está dizendo, trata-se de uma completa ausência de atividade sexual. Assim, podemos dizer que assexual é todo indivíduo que não pratica o sexo – ou por opção, ou por não ter necessidade. Neste último caso, porque não sente atração sexual por ninguém e, por isso mesmo, é indiferente ao sexo. Esse indivíduo pode ser homem ou mulher. Uma pesquisa, realizada na Inglaterra em 2004, mostrou que apenas 1% da população daquele país é assexual.

Não é difícil, sob o ponto de vista espírita, fazer-se uma ideia do que pode estar atrás dessa condição de assexualidade. De um modo geral, podemos dizer que há causas desta mesma vida e causas quer provêm de vidas anteriores. Pode ser expiação? Sim, pode, quando uma conduta sexual pervertida de encarnação ou encarnações anteriores acabou por afetar o centro genésico do indivíduo, de tal forma que ele renasceu sem as funções sexuais.

Pode ser uma prova? Pode, quando o próprio Espírito decidiu renascer nessa condição, sem capacidade sexual ou de procriação, para sofrer o que ele próprio pode ter feito alguém sofrer no passado. Alguns Espíritos, logo que tomam consciência dos danos que causaram em suas relações amorosas, passam a sofrer as consequências da culpa e do remorso e, por isso mesmo, se predispõem a passar uma vida sem o sexo, como uma forma de autopunição para alívio de sua consciência.

De outras vezes ainda, poderia ser o caso de Espíritos que pedem para nascer sem a libido para não fazer outras pessoas sofrerem, como já fizeram no passado, com medo de contrair mais dívidas morais. Um caso como esse poderia se enquadrar como dor-auxílio, na classificação de André Luiz. Portanto, é possível que o assexuado tenha trazido essa condição por motivos do passado.

No entanto, não podemos deixar de considerar que a não utilização do sexo ou a repressão sexual pode ser uma opção da pessoa que escolheu esse caminho para se dedicar a alguma missão específica. Neste caso trata-se do que em Psicologia chamamos de sublimação. É o que acontece, por exemplo, com as pessoas que decidiram por uma carreira sacerdotal, onde a abstinência sexual é uma regra. Muitos autores, entretanto, consideram ainda que a assexualidade pode decorrer de uma condição psicológica causada pela educação que o indivíduo recebeu da família. Isso era mais comum no passado, quando a educação familiar era muito conservadora.


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

ESCRAVO E JUIZ DE SI MESMO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

No processo evolutivo do Espírito, as personalidades construídas a cada nova encarnação vão extravasando as imperfeições carregadas por cada um. Pelo que o Espiritismo revela, o desenvolvimento da inteligência gera o conhecimento através da experiência, dotando o Ser da noção de responsabilidade que, por sua vez, vai expandindo a consciência. A noção de erro se manifesta e a culpa vai, a partir do remorso e arrependimento, levando-o a desejar a liberação dos registros gravados no inconsciente profundo com vistas a acessar a felicidade e a paz. Sem maior estudo do Espírito em sua estrutura profunda, a ciência mental não conseguirá entender a questão da origem dos transtornos. Na continuidade, algumas considerações de Allan Kardec capazes de nos auxiliar nessa busca: 1- Como se constrói no Espírito em evolução o mecanismo da culpa? Dominado pelo instinto - uma espécie de inteligência irracional - o Espírito começa a desenvolver a inteligência racional a partir das experiências que vai vivenciando. Os conhecimentos resultantes, registrados na memória de profundidade ou inconsciente, vão compondo um acervo de informações que cria a noção de responsabilidade que, por sua vez, vai expandindo a consciência, instrumento indutor e controlador da evolução. Nasce a compreensão do dever, a obrigação moral, primeiro consigo mesmo e depois com os outros. O dever começa precisamente no ponto em que alguém ameaça a felicidade ou tranquilidade do próximo, e termina no limite que não se deseja seja transposto em relação a si mesmo. O Espírito cumprindo seu dever é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa. As ações intencionalmente executadas geram - quando contrárias às referências preservadas no Ser imortal ou Espírito - desarmonias que chamamos culpa conduzindo num primeiro momento ao remorso, no segundo ao arrependimento determinando o desejo da expiação e a necessidade de reparação para a dissipação daquilo que representa a dor de consciência. 2- Considerando valido que “na sua origem, o homem possui instintos; mais avançado e corrompido, possui sensações; mais instruído e purificado, possui sentimentos”, em que ponto os valores adquiridos e incorporados vão influenciando positivamente o trabalho evolutivo? À medida que as sensações corporais se tornam maiores, mais aperfeiçoadas, suas sensações espirituais também despertam e crescem. Então começa o trabalho moral e a depuração da alma se une à aspiração do corpo para chegar ao estado superior. Esse estado de igualdade de aspirações materiais e espirituais não é de longa duração. Logo o Espírito se eleva acima da matéria e suas sensações não mais podem ser satisfeitas por ela; necessita mais; precisa de melhor. Nesse ponto, tendo sido o corpo levado à perfeição sensitiva, não pode acompanhar o Espírito que, então, o domina e dele se desprende cada vez mais, como de um instrumento inútil. 3- Na escala de seres humanos presentes na Terra, o início da evolução se localiza entre os chamados selvagens? Sem dúvida os nossos selvagens estão muito atrasados em relação a nós, no entanto, já se acham bem longe de seu ponto de partida. Durante longos períodos, o Espírito encarnado é submetido à influência exclusiva dos instintos de conservação; pouco a pouco esses instintos se transformam em instintos inteligentes ou, melhor dizendo, se equilibram com a inteligência; mais tarde, e sempre gradualmente, a inteligência domina os instintos. Só então é que começa a séria responsabilidade. Se houvesse acaso ou fatalidade, toda responsabilidade seria injusta. O Espírito fica num estado inconsciente durante numerosas encarnações; a luz da inteligência não se faz senão aos poucos e a responsabilidade real só começa quando o Espírito age livremente e com conhecimento de causa.


Este comentário foi feito por uma ouvinte de iniciais A.M.S., que considera o tema muito importante. “Uma coisa, que me preocupa hoje – disse ela - é ver este mundo virado de cabeça pra baixo. Parece que não existe mais limite para nada, principalmente em questão de sexo. Cinquenta anos atrás até esta palavra “sexo” era proibida. Hoje vemos sexo toda hora na televisão e de forma vergonhosa, como uma coisa banal, os crimes estão aumentando por causa disso e a mulher, que era tão recatada, está tão envolvida quanto o homem. Não vejo esperança para a humanidade.

Quando Chico Xavier se apresentou na televisão para o famoso pinga-fogo, há mais de 40 anos atrás, uma questão muito semelhante a esta foi formulada por um jornalista ao Chico. E veja, cara ouvinte, que estávamos ainda na década de 1970, mais de 40 anos atrás, quando os valores morais eram diferentes dos de hoje. Naquele tempo, a questão sexual ainda era vista com muita reserva e poucos ousavam tratar o assunto num programa de televisão.

Pois, bem! O jornalista em questão perguntou ao Chico para onde caminhava a humanidade diante da nova onda do “sexo livre”, que era como se chamava na época a prática sexual sem compromisso e fora do casamento. Chico Xavier encarou com serenidade a questão, e respondeu. Segundo ele, Emmanuel estava lhe dizendo que aquilo (referindo-se ao sexo) que fora tratado até então com tanto preconceito, que foi reprimido com excessivo rigor durante séculos e milênios, criando um ambiente de muita tensão, agora eclodia de forma violenta.

Essa violenta eclosão estava apenas produzindo seus primeiros efeitos na sociedade, mas ela certamente causaria muito mais problemas do que podíamos imaginar, com repercussões por muito e muito tempo, até que a humanidade, colhendo resultados desagradáveis, aos poucos encontrasse um caminho mais seguro para saber lidar com o problema. Chico queria dizer que tudo é aprendizado, que nós criamos os problemas e precisamos encontrar soluções, mas que a solução viria com sofrimento e com o avanço moral da humanidade.

Alguém perguntou quanto demoraria para que a questão sexual atingisse um estágio de mais equilíbrio e menos problema. Ele respondeu isso demoraria, pelo menos, uns dois séculos. Nesta resposta do Chico podemos perceber o processo de transformação que acontece no mundo através da História. Nada muda de um momento para outro. Tudo aquilo que depende do homem – principalmente em termos de educação – exige muito tempo, porque implica em várias fases de desenvolvimento. Pelo que disse o Chico, portanto, não é para as próximas gerações que veremos soluções adequadas a este tipo de problema.

No entanto, prezada ouvinte, precisamos compreender a Lei de Deus. Se considerarmos que a vida humana é curta, que já vivemos antes e vamos continuar vivendo depois, que somos Espíritos imortais, vamos perceber que todos estamos aqui neste mundo para ajudar no progresso moral do planeta e que esse progresso ainda é lento por causa de nossas limitações e, principalmente, por causa de nossa acomodação. Todos temos participação nisso e precisamos incrementar a educação educando-nos. Os pais e os educadores, principalmente, tem um papel muito importante na formação de uma nova consciência moral para o futuro.

Logo, não devemos descrer da humanidade. Quando Jesus renasceu em nosso mundo, há 2 mil anos atrás, embora a população do planeta fosse bem menor, os problemas eram muito mais complicados do que os de hoje, a vida humana era bem mais sofrida e mais curta, havia mais intolerância e mais violência, mais perseguição e mais ignorância. Nem por isso Jesus desistiu de investir na humanidade e sacrificando a própria vida, deixou-nos uma lição de amor e sabedoria que nos ajudará a vencer outros grandes obstáculos.

domingo, 4 de setembro de 2022

FALSOS PROFETAS - PROBLEMA SEMPRE ATUAL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A questão das profecias estapafúrdias e das revelações fantásticas atribuídas a Espíritos desencarnados através de médiuns com nomes associados ao Espiritismo já era assunto nas páginas da REVISTA ESPÍRITA. Atualmente, basta a mediunidade mais pronunciada se tornar conhecida pelo seu portador para que ele se julgue infalível e porta voz de entidades que julga “donas da verdade”. Chico Xavier contava ter sido orientado em 1931, pelo guia espiritual Emmanuel logo no primeiro encontro que tiveram, a jogar fora toda a produção desde quando o jovem psicografara quatro anos antes, sua primeira mensagem, pois, até ali fizera parte apenas de seu treinamento. Para nos basearmos em informação confiável, no número de abril de 1860, Allan Kardec, desenvolve algumas considerações sobre carta recebida do amigo Sr Jobard, abordando a TEORIA DA FORMAÇÃO DA TERRA PELA INCRUSTAÇÃO DE VÁRIOS CORPOS PLANETÁRIOS. Dizendo-se não adepto da mesma apesar de ter sido dada em várias épocas por certos Espíritos e através de médiuns desconhecidos uns dos outros, salienta não passarem de hipóteses, até que dados mais positivos venham confirma-las ou desmenti-las. Destacando que sua posição geraria críticas do tipo não tendes confiança nos Espíritos e duvidais de suas afirmações” ou como inteligências desprendidas da matéria, não podem remover todas as dúvidas da Ciência e lançar a luz onde reina a obscuridade?, Allan Kardec pondera “ser esta uma questão séria, que se liga à própria base do Espiritismo, e que não poderíamos resolver no momento, sem repetir o que temos dito a respeito; acrescentaremos apenas algumas palavras, a fim de justificar nossas reservas. Para começar, responderemos que nos tornaríamos sábios muito facilmente se tratássemos apenas de interrogar os Espíritos para conhecer tudo quanto se ignora. Deus quer que adquiramos a Ciência pelo trabalho, e não encarregou os Espíritos de nô-la trazer preparada, favorecendo nossa preguiça. Em segundo lugar, a Humanidade, como os indivíduos, tem a sua infância, sua adolescência, sua juventude e sua idade viril. Encarregados por Deus de instruir os homens, devem pois, os Espíritos proporcionar-lhes ensinos para o desenvolvimento da inteligência; não dirão tudo a todos e, antes de semear, esperam que a Terra esteja pronta para receber a semente, a fim de fazê-la frutificar. Eis por que certas verdades que nos são ensinadas hoje não o foram aos nossos pais, que também interrogavam os Espíritos; eis por que, ainda, verdades para as quais não estamos maduros só serão ensinadas aos que vierem depois de nós. Nosso equívoco está em nos julgarmos chegados ao topo da escada, quando apenas nos achamos a meio caminho”. Observando que “os Espíritos podem instruir os de instruir os homens tanto se comunicando diretamente – como provam todas as histórias sagradas ou profanas -, quanto encarnando-se entre eles, para o desempenho das missões de progresso”, salienta que “não basta ser Espírito para possuir a Ciência universal, pois assim a morte nos faria quase iguais a Deus. Aliás, o simples bom senso se recusa a admitir que o Espírito de um selvagem, de um ignorante ou de um malvado, desde que separado da matéria, esteja no nível do cientista ou do homem de Bem. Isto não seria racional. Há, pois, Espíritos adiantados, e outros mais ou menos atrasados, que devem superar ainda várias etapas, passar por numerosas peneiras antes de se despojarem de todas as imperfeições. Disso resulta que, no mundo dos Espíritos, são encontradas todas as variedades morais e intelectuais existentes entre os homens e outras mais. Ora, a experiência prova que os maus se comunicam tanto quanto os bons. Os que são francamente maus, são facilmente reconhecíveis; mas há também os meio sábios, falsos sábios presunçosos, sistemáticos e até hipócritas. Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência séria, de ciência e de sabedoria, em favor da qual proclamam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as mais absurdas coisa. E para melhor enganar, não receiam enfeitar-se com os mais respeitáveis nomes. Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da ciência espírita. Para superá-la, faz-se necessária uma longa experiência, conhecer todas as sutilezas de que são capazes os Espíritos de baixa classe, ter muita prudência, ver as coisas com o mais imperturbável sangue frio, e guardar-se principalmente contra o entusiasmo que cega. (...). Mas infeliz do médium que se julga infalível, que se ilude com as comunicações que recebe: o Espírito que o domina pode fasciná-lo a ponto de fazê-lo achar sublime aquilo que, por vezes, é apenas absurdo e salta aos olhos de todos, menos os seus”.


Uma ouvinte, que não quer ser identificada, pergunta: “Fui a um centro espírita com uma amiga, que estava passando por vários problemas, e lá disseram que ela é médium e precisa desenvolver a mediunidade. Fiquei pensando sobre muitas coisas que aconteceu comigo e se eu também não seria médium. A pergunta que faço é a seguinte: “Qualquer pessoa pode desenvolver a mediunidade?”

Antes de pensar em mediunidade, você deveria procurar saber primeiramente o que é o Espiritismo, começando pelas obras de Allan Kardec, até porque o Espiritismo oferece uma visão ampla da vida, que nos permite entender o que é mediunidade, sua origem, seus mecanismos e principalmente sua finalidade. Antes de pensarmos em exercitar a mediunidade, devemos compreender de que se trata e qual sua finalidade.

Vamos responder sua pergunta em dois lances. O primeiro é tentando explicar a mediunidade, como veículo de comunicação com o plano espiritual. O médium, de uma maneira geral, é a pessoa que, por sua constituição orgânica, tem percepções que vão além dos sentidos físicos e que, por isso mesmo, pode perceber os Espíritos ou servir de intermediário para que eles se manifestes.

Allan Kardec afirma que todos somos mais ou menos médiuns, ou seja, todos temos em potencial a capacidade de interagir com os Espíritos, embora a grande maioria das pessoas não tenha consciência disso. Alguns poucos têm essa faculdade tão aflorada e perceptível que não é possível desconhecê-la. Essas são as pessoas que chamamos de médiuns propriamente dito. A expressiva maioria nada percebe.

A segunda parte de nossa resposta refere-se ao aspecto moral da mediunidade, que é um instrumento que deve ser usado somente para fazer o bem, para ajudar quem necessita. Entretanto, isso não impede que pessoas mal orientadas ou mesmo inescrupulosas a utilizem para outras finalidades, até contrárias ao ideal de Jesus. É por isso que, antes de estudar a mediunidade, você deve se inteirar das finalidades do Espiritismo, até porque para a doutrina somente interessa a mediunidade, praticada dentro do princípio do amor ao próximo.

Hoje, o acesso ao conhecimento é relativamente fácil, o que não acontecia no passado. Além dos livros de iniciação espírita, principalmente os de Allan Kardec, um bom centro espírita sempre está aberto aos que querem aprender a doutrina, por meios de cursos e estudos. Daí a facilidade com que a pessoa pode chegar ao conhecimento dos princípios da doutrina e, a partir daí, buscar na mediunidade a oportunidade de fazer a caridade.

Também devemos dizer que só devemos nos preocupar em desenvolver a mediunidade quando tivermos um conhecimento pleno de sua finalidade e estivermos dispostos a uma tarefa de dedicação pela causa do bem. Acreditamos que, para que haja tais condições, é imperioso que a pessoa esteja identificada com o ideal espírita, que é o ideal de Jesus, porque certamente enfrentará dificuldades, que exigirão alguma renúncia de sua parte

Por último, vamos considerar que a mediunidade em si não é causa de problemas, mesmo que as faculdades mediúnicas possam estar envolvidas. Os problemas dizem respeito à nossa maneira de viver e principalmente de conviver. Allan Kardec, no último capítulo de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, “prece aos obsidiados”, deixa claro esta questão ao afirmar que em grande parte dos casos, a pessoa poderá resolver seu problema apenas fazendo algumas mudanças em sua conduta.



sábado, 3 de setembro de 2022

ABORTO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 -“A mente, tanto quanto o corpo físico, pode e deve sofrer intervenções para reequilibrar-se. Mais tarde, a ciência humana evolverá em cirurgia psíquica, tanto quanto hoje vai avançando em técnica operatória, com vistas às necessidades do veiculo de matéria carnal. No grande futuro, o médico terrestre desentranhará um labirinto mental, com a mesma facilidade com que atualmente extrai um apêndice condenado. O comentário é encontrado no capítulo 12 do livro ENTRE A TERRA E O CÉU, do Espírito André Luiz pelo médium Chico Xavier. Mais à frente reproduz outro apontamento do Instrutor que ouvia: -“Em obras de assistência ante quadros de transtornos psicológicos, é preciso recorrer aos arquivos mentais, de modo a produzir certos tipos de vibração, para descerrar os escaninhos da mente, nas fibras recônditas em que ela detém as suas aflições e feridas invisíveis.. Adverte contudo que “as recordações do pretérito não devem ser totalmente despertadas para que ansiedades inúteis não nos dilacerem o presente. A Verdade para a alma é como o pão para o corpo que não pode exorbitar da quota necessária a cada dia. Toda precipitação gera desastres. A técnica que no futuro certamente será melhor utilizada pelos profissionais da saúde mental foi tema da série AS RESPOSTAS QUE O ESPIRITISMO DÁ que pode ser conferido no YOUTUBE.. Dela destacamos alguns tópicos para sua avaliação: 1- O que vem a ser regressão de memória? Um procedimento que, ao longo do tempo vem ganhando importância em discussões a respeito de tratamentos na esfera de transtornos mentais e sociais. Consiste na recuperação de dados ou informações através de estados alterados de consciência que trazem para o nível consciente registros armazenados no inconsciente próximo ou remoto. 2- Como surgiu essa possibilidade? Embora existam indícios de ter sido prática utilizada em Civilizações remotas como no Egito dos Faraós ou na Índia milenar, o primeiro registro sobre uma experiência do tipo foi incluída na edição da REVISTA ESPÍRITA publicada por Allan Kardec, no número correspondente a junho de 1866. Em texto intitulado VISÃO RETROSPECTIVA DAS VÁRIAS ENCARNAÇÕES DE UM ESPÍRITO, é citada uma manifestação mediúnica havida na reunião de 11 de maio p.p. em que uma entidade de nome Cailleux morto recentemente na cidade de Lyon onde fora dedicado médico, relata ter sentido certo dia uma espécie de torpor apoderar-se dele, magnetizado pelo fluido de Amigos Espirituais; adormecido num sono magnético-espiritual; viu o passado formar-se num presente fictício. A despeito de conservar a consciência do seu EU, sentiu-se transportado no espaço; vendo-se numa reunião de Espíritos que, em vida, tinham conquistado alguma celebridade por descobertas feitas. Ficou surpreso ao reconhecer personalidades antigas de todas as idades e épocas, com semelhança perispiritual consigo. Perguntou-se o que tudo aquilo significava; dirigiu-lhes as perguntas sugeridas por sua posição, mas sua surpresa foi ainda maior, ouvindo-se responder a si mesmo. Voltou-se, então, para eles e vi que estava só. Quando seu Espírito sofreu essa espécie de entorpecimento, viu os diferentes corpos que seu Espírito animou desde um certo número de encarnações, e todos trabalharam a ciência médica sem jamais se afastarem dos princípios que o primeiro havia elaborado. Esta última encarnação não era para aumentar o saber, mas simplesmente para praticar o que ensinava sua teoria. 3- E na nossa Dimensão? O primeiro registro pode ser verificado no livro VIDAS SUCESSIVAS de Albert de Rochas, engenheiro, militar e ex-diretor da Escola Politécnica de Paris, publicado em 1905, em Paris, França, relatando suas pesquisas com o magnetismo proposto no século 18 pelo médico alemão Franz Mesmer. Nelas deparou-se no estado alterado de consciência observado em indivíduos em estudo, com relatos sobre experiências pessoais pregressas, bem como futuras. Na obra, preserva detalhes sobre 19 experimentos conduzidos por ele ou amigos da Universidade de Paris, casos em que os investigados retroagiram no tempo voltando a vidas passadas, evidenciando o fato da reencarnação ser uma ocorrência natural na evolução do Espírito.


O que diz o Espiritismo sobre o aborto? –

De uma maneira geral, cara ouvinte, as religiões condenam o aborto, baseando-se no fato de que só Deus pode decidir sobre a vida humana. Por essa razão, não compete ao ser humano, muito menos às mães, tomar a decisão de retirar de seu ventre um ser que mal iniciou sua vida na Terra e tampouco tem condições de se defender. Diante de Deus, segundo as religiões, a prática do aborto é um pecado dos mais graves, correspondendo ao assassinato de um ser indefeso.

Movida pelo princípio de que a vida é o bem maior do homem e do cidadão, segundo os princípios fundamentais dos direitos humanos, a Constituição da República Federativa do Brasil – ou seja, a lei máxima do nosso país - considera o aborto como crime, exceção feita a alguns casos específicos.

Porém, o Espiritismo tem, ainda, mais fortes razões para condenar o aborto, porque o Espiritismo considera que todos somos Espíritos imortais passando por um estágio de aprendizado nesta vida. Isso significa que o Espírito existia antes de nascer e continuará a existir depois da morte do corpo. Mas, ao reencarnar ele vêm para cumprir um plano de vida, que lhe será de grande importância no seu processo evolutivo.

Logo, tirar a vida de um ser, que ainda não nasceu, é interromper de forma violenta e cruel seu plano de vida, dificultando o caminho que terá que trilhar depois. Negar-lhe a vida na Terra é fechar as portas ao seu desenvolvimento espiritual, obrigando-o a buscar outra solução, o que quase sempre é muito difícil, pois a reencarnação do Espírito, nas condições que ele necessita, está cada vez mais difícil.

A mulher, de uma maneira geral, ainda tem muito a se esclarecer nesse sentido, a fim de compreender a importância de seu papel de mãe como mediadora da reencarnação e estimuladora do progresso dos Espíritos que reencarnam por seu intermédio. Quando ela toma consciência disso, conhecendo a Doutrina Espírita, certamente passa a pensar diferente do que pensava antes, e a ver na maternidade uma missão gloriosa, a ponto de se sentir realizada em se sacrificar por ela.

São os princípios materialistas, hoje muito em voga em nossa sociedade, que restringem a vida a esta única e pálida existência e que, na maioria das vezes, desconsidera Deus e a vida futura, esquecendo-se inclusive dos valores morais. Esses princípios, que estimulam o egoísmo e o orgulho, acabam convencendo a mulher à prática do aborto, como forma de descartar a sua missão divina.

Logo, a grande solução para essa intrincada questão é a reeducação espiritual do ser humano, principalmente da mulher, para que aprendamos que esta vida, que estamos vivendo agora, é apenas uma rápida passagem que nos dá mais uma grande oportunidade de crescer, superando o egoísmo e o orgulho que ainda residem em nós. 




sexta-feira, 2 de setembro de 2022

VERDADE INCONVENIENTE ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Artigo assinado por Allan Kardec, no número de agosto de 1859 da REVISTA ESPÍRITA esclarece: -“ Desde que os Espíritos não são senão os próprios homens despojados do seu invólucro grosseiro ou almas que sobrevivem aos corpos, segue-se que há Espíritos, desde que há seres humanos no Universo”. Diante dessa ponderação acrescenta: -“É preciso não perder de vista que os Espíritos constituem todo um mundo, toda uma população que enche o espaço, circula ao nosso lado, mistura-se em tudo quanto fazemos. Se se viesse a levantar o véu que nô-los oculta, vê-los-íamos em redor de nós, indo e vindo, seguindo-nos, ou nos evitando segundo o grau de simpatia; uns indiferentes, verdadeiros vagabundos do mundo oculto, outros muito ocupados, quer consigo mesmos, quer com os homens, aos quais se ligam, com um propósito mais ou menos louvável, segundo as qualidades que os distinguem. Numa palavra veríamos uma réplica do gênero humano, com suas boas e más qualidades, com suas virtudes e com seus vícios. Este acompanhamento, ao qual não podemos escapar, porque não há recanto bastante oculto para se tornar inacessível aos Espíritos, exerce sobre nós, queiramos ou não, uma influência permanente. Uns, nos impelem para o Bem, outros para o mal; muitas vezes as nossas determinações são resultado de sua sugestão; felizes quando temos juízo bastante para discernir o bom e o mau caminho, por onde nos procuram arrastar”. Décadas depois, um médium brasileiro – Chico Xavier -, começa a verter para nossa Dimensão uma série de livros – NOSSO LAR -, elaborados por um médico – André Luiz - desencarnado em meados dos anos 30, com fins de despertamento da Humanidade visto que a evolução do materialismo a afastava cada vez mais das questões espirituais. Tais narrativas resultaram em treze obras reunindo inúmeros casos que exemplificam a interação comentada por Allan Kardec. Selecionamos algumas dessas cenas para que se tenha uma ideia de como funciona tal interação: CASO 1 - NA VIA PÚBLICA: -“No longo percurso, através de ruas movimentadas, surpreendia-me, sobremaneira, por se me depararem quadros totalmente novos. Identificava, agora, a presença de muitos desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos de transeuntes vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muito se dependuravam a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes. Alguns, em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras nuvens escuras que houvessem baixado repentinamente ao solo. Assustei-me. Não havia notado tais ocorrências nas excursões anteriores ao círculo carnal. (...) Não dissimulava, entretanto, minha surpresa. As sombras sucediam-se umas às outras e posso assegurar que o número de entidades inferiores, invisíveis ao homem comum, não era menor, nas ruas, ao de pessoas encarnadas, em continuo vaivém (...). Tinha a impressão nítida de havermos mergulhado num oceano de vibrações muito diferentes, onde respirávamos com certa dificuldade”. CASO 2 - NUMA RESIDÊNCIA COMUM : -“A família, constituída da viúva, três filhos e um casal de velhos, permanecia à mesa de refeições, no almoço muito simples. Entretanto, um fato, até então inédito para mim, feriu-me a observação: seis entidades envolvidas em círculos escuros acompanhavam-nos ao repasto, como se estivessem tomando alimentos por absorção.(...) Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantém ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e, dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico”. CASO 3 - NUM RESTAURANTE: -“Transpusemos a entrada. As emanações do ambiente produziam em nós, indefinível mal estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcóolatras impenitentes”. CASO 4 - NUM HOSPITAL: -“A enfermaria estava repleta de cenas deploráveis. Entidades inferiores, retidas pelos próprios enfermos, em grande viciação da mente, postavam-se em leitos diversos, lhes infringindo padecimentos atrozes, sugando-lhes vampirescamente preciosas forças, bem como atormentando e perseguindo-os”. CASO 5 - NUMA CASA NOTURNA: -“Champanha correndo e música lasciva. Entidades perturbadoras e perturbadas, jungidas ao corpo de bailarinos, enquanto outras iam e vinham, a se inclinarem sobre taças, cujo conteúdo lábios entediados não haviam conseguido sorver totalmente. Em recanto multicolorido, onde algumas jovens exibiam formas seminuas em coleios esquisitos, vampiros articulavam trejeitos, completando, em sentido menos digno, os quadros que o mau gosto humano pretendia apresentar, em nome da arte. Tudo rasteiro, impróprio, inconveniente”. CASO 6 - MULHER, FAIXA DOS 50 ANOS, CASADA DEVANEANDO SOBRE AMOR PLATÔNICO : - “Dona Marcia parecia regressar de outro país. Adereçada, sorridente. Os cabelos em penteado excêntrico lhe realçavam a graça, remoçando-a inteiramente. Harmonizava-se a maquiagem com o róseo vestido novo. O porte se lhe erguia nos sapatos de salto alto, com a esbelteza da cegonha jovem, quando caminha descuidada em campo livre. Exibia cores, destilava perfumes. Contudo, a flor humana em que se metamorfoseara não escondia para nós as larvas que a carcomiam. Jazia Dona Marcia assessorada por pequena corte de vampirizadores desencarnados que lhe alteravam a cabeça”.


Questão formulada pelo Kleber Antonio dos Santos. Uma pessoa, que não acredita em Deus, deveria ir para o inferno, segundo as religiões sempre ensinaram. Eu fico pensando nos ateus que são pessoas de bem e, muitas vezes, mais caridosos do que os que dizem ter religião. Há muitos religiosos que não são gente de bem. E daí? Será que o fato de a pessoa acreditar ou não acreditar, ser ou não ser religioso, vai por si só determinar o seu destino depois da morte ou é preciso mais?

A religião, que afirma isso, não seguem Jesus. Pelo menos demonstra que não entendeu sua mensagem, pois o que Jesus condenou foram a indiferença, o ódio, o orgulho, a violência, a ganância. Essa concepção de que os ateus estão condenados nada tem a ver com o evangelho e demonstram apenas os interesses exclusivo dos religiosos em querer demonstrar que só os seus rebanhos estão salvos, enquanto que os outros estão perdidos.

Ninguém está perdido, Kleber. Quando Jesus contou a parábola da ovelha, que se desgarrou do rebanho, e que passou a ser o principal móvel de interesse do pastor, ele quis dizer que Deus faz questão de que todos os seus filhos caminhem numa mesma direção em busca da felicidade. Se Deus perdesse um só de seus filhos, Ele teria falhado em suas pretensões. Isso jamais poderá acontecer. Afinal, Deus é Pai bom e perfeito: o que dele saiu pra Ele tem que voltar.

Além do mais, não dá para entender o evangelho sem a reencarnação. Uma vida é apenas uma vida, por mais longa que seja, até porque uma vida pode ser tão curta que não dê tempo do indivíduo tomar consciência de que vive. Mas como temos inúmeras existências, nossos limites e imperfeições, que não conseguimos vencer numa só existência, vão sendo aos poucos superados. O ateu de hoje pode ter sido o religioso decepcionado de ontem, mas isso quer dizer que não despertará para outra realidade mais ampla amanhã.

Aliás, não sabemos porque ele tem essa posição, o que realmente o levou a isso, mas o que interessa não é propriamente o que pensa sobre o sentido da vida. Se ele é uma pessoa de bem, já deu à vida o sentido que ela merece, já atingiu o que chamamos vontade de Deus, assim como o samaritano da parábola – combatido porque não frequentava o templo – mas que foi o único apto a fazer a vontade de Deus diante do homem ferido e abandonado.

Para a Doutrina Espírita as obras estão em primeiro lugar; a fé vem depois. É claro que a fé em Deus serve de sustentáculo à fé, principalmente nas horas difíceis da vida, pois a fé é uma força poderosa para dar um rumo à nossa vida. Mas se a pessoa é do bem, ela está cumprindo sua parte de responsabilidade nos planos de Deus, o que mais vamos querer dela? Se você tiver um serviço a fazer, a quem irá confiar: a um religioso mau caráter ou a um ateu responsável? De que lado você acha que Deus está?

Por outro lado, a fé sem obras, como diz Tiago em sua carta, é morta – não tem valor nenhum, porque não mostra resultado prático na vida, não contribui para o crescimento espiritual da pessoa. Se uma pessoa estiver com fome à sua frente, qual deve ser sua atitude cristã: insistir para que ela se converta à sua religião ou simplesmente dar-lhe o que comer?

Considere que um homem bom se apresenta diante de Jesus para ouvi-lo. Esse homem é ateu, mas ama o próximo como a si mesmo e, como o samaritano da parábola, não frequenta o templo. O que Jesus lhe diria? Considere, agora, um homem religioso, um adorador, que participa de cultos e louvores, mas que, como o sacerdote e levita da parábola, passa adiante, insensível à necessidade do próximo. O que Jesus a este diria?

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

DEPENDENCIAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 O perispírito serve de intermediário ao Espírito e ao corpo. É o órgão de transmissão de todas as sensações. Relativamente às que vêm do exterior, pode-se dizer que o corpo recebe a impressão; o perispirito a transmite ao Espírito, que é o Ser sensível e inteligente, que a recebe. Quando o ato é de iniciativa do Espírito, pode dizer-se que o Espírito quer, o perispírito transmite e o corpo executa’, afirma Allan Kardec, na compilação OBRAS PÓSTUMAS organizada quase uma década após sua morte. N’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, das questões 907 a 912, é tratado o tema ‘paixões’ obviamente ligado ao problema das dependências. Estudando as revelações da Espiritualidade, aprendemos que qualquer seja a dependência, ela será sempre do Espiriito, visto que ele comanda as ações do corpo físico através do corpo espiritual ou períspirito. Segundo eles, 1- a paixão está no excesso acrescentado à vontade, porque o princípio foi concedido ao homem para o bem e as paixões podem levá-lo ;as grandes coisas, sendo o abuso que delas se faça que causa o mal”; 2-o homem poderia sempre vencer suas más tendências por seus esforços, e, algumas vezes, por fracos esforços, faltando-lhe a vontade; 3- não há paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tem poder para superá-las, havendo muitas pessoas que dizem: ‘eu quero’, mas a vontade não está senão nos lábios; elas querem, mas estão contentes que assim não seja.”. Nos anos 70, o jornalista Fernando Worm realizou uma entrevista com o Orientador Espiritual Emmanuel através do médium Chico Xavier sobre a questão da dependência do cigarro, cujas respostas contidas no livro JANELA PARA A VIDA se aplicam a qualquer tipo de dependência. Dela, destacamos alguns esclarecimentos uteis aos interessados. Vamos a algumas delas: 1- A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? – Continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante. 2Uma criança, nascida de pais fumantes, já teria nessa circunstância uma prova inicial a ser vencida, em conseqüência de certas tendências negativas de vidas passadas? R – Muitas vezes os filhos ou netos de fumantes e dipsômanos inveterados são aqueles mesmos espíritos afins que já fumavam ou usavam agentes alcoólicos em companhia deles mesmos, antes do retorno à reencarnação. Compreensível, assim, que muitas crianças (espíritos extremamente ligados aos hábitos e idiossincrasias dos pais e dos avós) apresentem, desde muito cedo, tendências compulsivas para o fumo ou para o álcool, reclamando trabalho persistente e amoroso de reeducação.” 4-É viável imaginar-se que um fumante, tendo desencarnado, tão logo desperte do letargo da morte física sinta desde aí o prosseguimento da vontade insopitável de fumar? – "Quando o Espírito não conseguiu desvencilhar-se de hábitos determinados, enquanto no corpo físico, é compreensível que esses mesmos hábitos não o deixem tão logo se veja desencarnado Certa ocasião Chico Xavier conversando com uma senhora que lutava para se livrar do vício deu uma sugestão importante dizendo: -“O problema do fumo é mito delicado e difícil de solucionar, assim como todos os costumes que temos firmemente arraigados em nosso psiquismo. Temos que falar e acreditar em nossas palavras, pois se fumamos durante muitos anos, se estamos querendo libertar-nos dele, é porque não estamos mais precisando do fumo. Para ajudar, podemos tomar Calladium da quinta dinamização, 3 gotas, 5 vezes ao dia. O remédio nos auxiliará a proceder à mais rápida liberação da vontade de fumar. Porém este desejo tem de ser firme e valioso, pois na natureza nada se faz com violências.


Gostaria de saber como os ateus vão encarar Deus depois da morte, se eles negam sua existência.

Você se lembra da parábola do bom samaritano? Pois é, aproveitando a linha de pensamento de Jesus, vamos raciocinar sobre um caso similar. Um homem muito religioso, que vivia louvando a Deus e sempre participava dos cultos e das obrigações de sua igreja, deixou de socorrer um doente abandonado na rua. Veio, porém, um ateu e, vendo o homem abandonado, compadeceu-se dele e o socorreu. A pergunta é a seguinte: Qual desses dois homens tem maior mérito perante Deus? Qual deles reúne as virtudes ensinadas por Jesus? Qual deles fez a vontade do Pai?

Qualquer pessoa de bom senso saberá dizer imediatamente que o ateu, que socorreu o necessitado, tem mais méritos perante Deus do que o crente, que passou indiferente ao seu sofrimento. A virtudes de que Jesus falou não podiam se apoiar numa fé festiva e inoperante, Elas se apoiam sobre a fé, a razão e a prática da caridade ao mesmo tempo. A fé, que Jesus pregou, portanto, não é apenas a crença em Deus que muita gente proclama, mas é sobretudo a disposição de amar o próximo e de fazer o bem.

O homem, que se passa por crente diante da sociedade, mas nada faz pelo bem do próximo, embora o estardalhaço que possa provocar em nome de Jesus, faz o papel do religioso egoísta que louva a Deus, pensando na própria salvação. Na linguagem de Jesus ele é o religioso que tem Deus nos lábios, mas não o tem no coração. A religião só tem sentido se for para tornar o homem melhor; caso contrário, ela será apenas um rótulo, como a dos fariseus, a quem Jesus comparou com o túmulo caiado – bonito por fora, mas cheio de podridão por dentro.

Deus, na concepção de Jesus, é para ser amado e não para ser temido. Quem teme a Deus, apenas o obedece por medo de ser castigado, mas quem ama a Deus, tudo o que faz pelo próximo, faz de coração, por amor, e é feliz pelo bem que espalha. Desse modo, diante de Deus, mais vale o homem de bom caráter sem religião do que o de caráter duvidoso, que vive de louvores na busca vantagens pessoais, mas não está nada interessado no bem de seus semelhantes.

N’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão , quando Allan Kardec pergunta onde está escrita a lei de Deus, os Espíritos não afirmam que é na Bíblia, que é no Alcorão, que é no Vedas ou em outro livro sagrado qualquer. Eles simplesmente respondem que a Lei de Deus está em nossa consciência. Isso significa que todos trazemos no imo da alma as concepções do Bem, da Verdade e da Justiça – independente se professamos esta ou aquela religião, ou se não adotamos religião alguma. A centelha divina, que existe em nós, é capaz de gerar os mais elevados sentimentos e nos conduzir às mais nobres ações. Quem chega ao plano espiritual, após a morte do corpo, com uma bagagem considerável de boas ações sempre encontrará motivos para ser feliz.