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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Histórias de Uma História Épica

O médium Chico Xavier revelou em entrevista à REVISTA INTERNACIONAL DO ESPIRITISMO, edição de julho de 1967, que uma das “maiores alegrias de sua vida, se verificou no término da psicografia do livro PAULO E ESTEVÃO (feb,1941) quando os Benfeitores desencarnados lhe permitiram contemplar quadros do Mundo Espiritual que ficaram para ele inesquecíveis”. A propósito desta magistral obra, encontramos noutro trabalho DEUS CONOSCO (fonteviva,2007), uma mensagem – obtida com a utilização da prancheta -, recebida na casa do Dr Romulo Joviano na reunião de 16 de março de 1941, expondo um detalhe extremamente curioso sobre a construção do livro. Segundo o Espírito Emmanuel, “quando os homens se reúnem e invocam os grandes pecados de calamidade, os crimes, os rebaixamentos humanos oferecem a oportunidade para que despertem nos seus caminhos os “dragões do mal” que jaziam adormecidos. Mas quando nos reunimos para as rememorações de feitos gloriosos do Bem, os amigos de nossa redenção surgem inesperadamente para afirmar que estão conosco. A biografia de Paulo tem trazido muitas lembranças amáveis e preciosas de antigos companheiros de lutas. Se fosse registrar todos os pedidos de amigos do grande Apóstolo, o livro custaria a chegar ao término. São negociantes de Colossos, proprietários de Laudiceia, antigos trabalhadores de Tessalonica, figuras de toda a Ásia, antigos filhos do cativeiro e do patriciado de Roma, que me trazem subsídios para iluminar o quadro em que viveu o inesquecível Apóstolo. Mas a relação se torna impraticável, contudo, tudo o que eu puder trazer-vos de agradável não deixarei de o fazer”. A recepção da narrativa consumiu oito meses, exigindo a dedicação diária do médium, exceção dos domingos, assim que terminava do expediente no escritório da Fazenda Modelo, onde era funcionário. Descia, então, para o porão da casa do seu chefe, Dr Rômulo Joviano, pondo-se a trabalhar na psicografia. Começava pelas 17:15 horas, por vezes, indo até a uma da madrugada, dividindo-se o trabalho em três partes: psicografava, passava a limpo, depois datilografando na máquina de escrever emprestada pelo senhor Rômulo, já que não a possuía. Rememorando aqueles inesquecíveis dias, Chico contou a Carlos Baccelli que “quando começou a psicografar o trabalho, todas as noites aparecia um enorme sapo no porão. A princípio, não estimava sua companhia, mas Emmanuel foi me explicando que ele era uma forma de transição entre outras espécies animais, também evoluindo como nós para Deus, e acabei por me habituar com a sua presença. Aquele sapo era estranho... Todas as tardes, ele me esperava à porta do improvisado gabinete no porão da residência do Sr. Rômulo. Entrava comigo e ficava quieto no canto. Quando eu saía, ele saia junto e se embrenhava pelo mato...No outro dia, lá estava ele. À medida que o PAULO E ESTEVÃO ia sendo psicografado, meu chefe e sua esposa iam acompanhando o livro, como hoje se acompanha os capítulos de uma novela. O PAULO E ESTEVÃO me emocionou muito. Chorei quase durante os oito meses que Emmanuel levou para escrevê-lo por meu intermédio. Quando terminamos, vi que um Espírito, que também sempre estava presente, começou a desmontar uma espécie de painel, que, de certa forma, transformava aquele porão numa cabine que me isolava de todo ambiente externo. E comecei a sentir saudades. Saudades dos personagens do livros, saudades daqueles meses maravilhosos, saudades de quando a narrativa de Emmanuel me transportava para aquela época. E pensei comigo mesmo de que forma poderia manifestar a minha gratidão por ter concluído aquele trabalho que me havia feito tão bem ao coração. Olhando o piso do porão, percebi as pegadas luminescentes de Emmanuel e tive ímpetos de beijá-las. Sentia minh’alma invadida por uma onda de amor e fé! Correndo os olhos por aquele quarto subterrâneo, notei um monte de areia grossa e, ao meu lado, o sapo que foi minha única companhia do mundo durante todo aquele tempo. Levantei-me da cadeira e ajoelhei-me sobre a areia, rente ao sapo, que não se moveu, e comecei a orar agradecendo a Deus. Agradeci por ter sido, na minha imperfeição, o médium daquela obra que seria tão importante em nosso meio doutrinário.. E agradeci ao sapo, que me fitava com os seus olhos imóveis, dizendo a ele: -Irmão Sapo, a graça Divina há também de brilhar para você!... Por alguma razão que não conheço, você esteve aqui comigo nesses oito meses; que Deus o abençoe em seus caminhos!... Daquele dia em diante, o sapo desapareceu!”. (Este relato foi preservado no livro CHICO XAVIER,MEDIUNIDADE E LUZ, de Carlos A. Baccelli, publicado pelo IDEAL)




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