faça sua pesquisa

domingo, 23 de abril de 2023

O PROBLEMA DAS MISTIFICAÇÕES ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Atualmente, surpreendem textos, mensagens e mesmo livros mediúnicos com conteúdo contraditório e, até mesmo, absurdo, atribuído ao Espírito de personalidades que, enquanto reencarnados, se destacaram no meio social, pela sobriedade e mesmo sabedoria, demonstrado em opiniões emitidas. Naturalmente considerando a vulnerabilidade dos médiuns, derivada da própria invigilância, compreende-se esse efeito tão prejudicial à generalização dos princípios revolucionários do Espiritismo. A falta de comprometimento maior com a causa e menos com o personalismo e a presunção são fatores determinantes de tal quadro. Um dos efeitos diretos é, sem dúvida, a mistificação, tanto do médium quanto do Espírito comunicante. Na seção QUESTÕES E PROBLEMAS do número de agosto de 1863, da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec comenta trecho de uma carta recebida de Locarno, Suíça, relatando experiência vivida pelo destinatário com sua filha, muito bom médium, que teria sido instrumento para mistificações, o que o faz indagar “por que Deus permite que os bem intencionados sejam assim enganados pelos que os deveriam esclarecer?”. Embora a possibilidade tenha sido prevista e analisada n’ O LIVRO DOS MÉDIUNS, naturalmente por tratar-se de fato constatável em qualquer tempo e lugar pelos praticantes do fenômeno mediúnico, o editor aproveita para tecer mais alguns comentários sobre as mistificações. Escreveu ele:- “Derramando-se o mundo corpóreo, pela morte no Mundo Espiritual, e o Mundo Espiritual derramando-se no mundo corpóreo pela encarnação, daí resulta que a população normal do espaço que rodeia a Terra é composta de Espírito provenientes da Humanidade terrena; sendo esta Humanidade uma das mais imperfeitas, não pode dar senão produtos imperfeitos. Eis a razão por que em torno dela pululam os maus Espíritos. Pela mesma razão, nos Mundos mais adiantados, onde o Bem reina sem partilha, só há Espíritos bons. Admitindo isto, compreender-se-á que a intromissão, tão frequente, dos maus Espíritos nas relações mediúnicas, é inerente à inferioridade do nosso Globo; corre-se o risco de ser vítima dos Espíritos enganadores, como num País de ladrões o de ser roubado. Não se poderia, também, perguntar por que Deus permite que pessoas honestas sejam despojadas por ladrões, vítimas da malevolência, expostas a toda sorte de misérias? Perguntai antes por que estais na Terra; e vos será respondido que é porque não merecestes um lugar melhor, salvo os Espíritos que aqui estão em missão. É preciso, pois, sofrer-lhe as consequências e fazer esforços para dele sair o mais cedo possível. Enquanto se espera, é necessário esforçar-se por se preservar dos assaltos dos maus Espíritos, que só se consegue fechando-lhes todas as entradas que lhes poderiam dar acesso em nossa alma, a eles se impondo pela superioridade moral, a coragem, a perseverança e uma fé inquebrantável na proteção de Deus e dos Bons Espíritos, no futuro que é tudo, ao passo que o presente nada é. Mas como ninguém é perfeito na Terra, ninguém se pode gabar, sem orgulho, de estar ao abrigo de suas malícias de maneira absoluta. Sem dúvida a pureza de intenções é muito; é o caminho que conduz à perfeição, mas não é a perfeição e, ainda, pode haver, no fundo da alma, algum velho fermento. Eis por que não é ele o único médium que tenha sido mais ou menos enganado. Diz-nos a simples razão que os Bons Espíritos não podem fazer senão o Bem, pois, do contrário, não seriam bons e que o mal não pode vir senão de Espíritos imperfeitos. Assim, as mistificações não podem ser senão de Espíritos levianos ou mentirosos, que abusam da credulidade e, muitas vezes, exploram o orgulho, a vaidade e outras paixões. Tais mistificações tem o objetivo de por à prova a perseverança, a firmeza na fé e exercitar o julgamento. Se os bons Espíritos as permitem em certas ocasiões, não é por impotência de sua parte, mas para nos deixar o mérito da luta. A experiência que se adquire às suas custas sendo a mais proveitosa, se a coragem faltar, é uma prova de fraqueza, que nos deixa à mercê dos maus Espíritos. Os Bons Espíritos velam por nós, assistem-nos e nos ajudam, mas com a condição que nos ajudemos a nós mesmos. O homem está na Terra para a luta: precisa vencer para dela sair; senão, nela ficará”.


A história de anjos decaídos de onde teria originado o demônio, conforme Ezequiel, capítulo 28, além de absurda, é no mínimo contraditória, porque nega a perfeição e a bondade de Deus. Gostaria de um comentário a respeito.

O comentário já está feito: a história dos anjos decaídos serve, no mínimo, para negar a onipotência e a bondade de Deus e sua Justiça.

Em doutrina espírita, sabemos que todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, ficando por conta de cada um percorrer o caminho da sua própria evolução.

Nenhum privilégio: todos somos criados iguais. Neste caso, criar anjos, como seres perfeitos para habitar o céu, enquanto os imperfeitos ficam na Terra, seria privilegiar os anjos e prejudicar os demais. Nesse caso, onde estaria a Justiça?.

Ademais, se os anjos foram criados perfeitos para habitar o céu, eles seriam necessariamente bons e perfeitos e , portanto, não poderiam decair.

Sabemos, no entanto, que para o Espírito alcançar a condição de anjo, ele mesmo deve realizar o seu caminho de evolução, mas partiu da mesma condição inicial como todos.

Por outro lado, se Deus é bom e perfeito –conhece o presente, o passado e o futuro – como poderia criar Espíritos que, de antemão, já sabia que eles iriam se perder para criar o reino do mal?

Se Ele não sabia, não seria onisciente; se sabia não seria bom e nem justo.

Outra contradição: como que a criatura de Deus poderia se contrapor ao seu criador, pois o poder de Deus é absoluto e isso quer dizer que não existe e nunca poderá existir um segundo poder no universo?

Todavia, os Espíritos simples e ignorantes, foram criados para se tornarem perfeitos mediante seus próprios esforços.

Isso significa, em última análise, que nenhum deles se perderá, pois, mais cedo ou mais tarde, todos conquistarão sua perfeição. O Pai não perde nenhum de seus filhos.

A imperfeição dos Espíritos se transformará em perfeição e os erros que cometemos, até alcançar essa perfeição, não afetam o Criador. Qualquer que sejam os nossos atos, nada pode atingir Deus. Deus é inatingível.

Tudo isso faz parte do plano divino: ninguém se perderá e todos alcançarão a perfeição.

O problema humano está no caminho que cada um de nós percorre até a perfeição. Alguns o fazem mais rapidamente que outros.

Quanto mais demorado o aperfeiçoamento, mais sofrimento certamente. Mas isso se deve aos méritos e deméritos de cada um.

É assim que se realiza a Justiça Divina.

Por último podemos afirmar que a ideia de anjo do mal, satanás, diabo ou demônio – ser inteiramente voltado par ao mal – veio da influência da religião persa, que concebia a dualidade de forças atuando sobre o universo.

Um pouco de História Antiga nos dirá que os hebreus estiveram séculos dominados politicamente pelos persas, séculos antes de Cristo, e adquiriram muito de suas crenças.


sábado, 22 de abril de 2023

INSTIGANTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A contribuição do estudioso e pesquisador Hermínio Correia de Miranda precisa ser mais conhecida pelos que chegam ao Espiritismo. Criterioso, sensato, produziu trabalhos que demonstram sua erudição, oferecendo aos interessados na verdade dos fatos e evidências. Um deles, A MEMÓRIA E O TEMPO (edicel, 1980), com antecedência de alguns anos, incursões no campo da regressão de memória na confirmação da reencarnação. Outro, EU SOU CAMILLE DEMOULINS (lachâtre, 1993), fascinante, lamentavelmente não mais publicado – pelo que sei por divergências com o pesquisado -, revela detalhes e minúcias da incursão pelo inconsciente profundo de um jornalista recentemente desencarnado que, em transe repetidas vezes induzido, revelou-se um personagem da Revolução Francesa, no século 20 reencarnado no Brasil. Nele, encontramos o depoimento em carta, do advogado, médium e também pesquisador, Dr Cesar Burnier, na verdade Cesar Gouveia Pessoa de Melo, amigo pessoal de Chico Xavier a quem conheceu – ou reencontrou – em 2 de abril de 1938, poucos dias após a morte surpreendente de um de seus filhos vitimado por insidioso quadro de meningite. Na referida obra, vamos encontrar interessante relato do Dr. Burnier, envolvendo o grande médium mineiro. Segundo ele, Chico Xavier, “ao tempo da Grande Revolução, era uma moçoila um tanto caipira da cidade francesa de Arras. Chamava-se Jennne D’Arencourt, sendo protegida de Andréa de Taverne, condessa de Charny, que a introduziu na corte de Maria Antonieta. Sua permanência na corte foi muito curta. É que Jeannne, sem jeito e extremamente acanhada, quebrou logo o protocolo real pisando nos pés da Rainha. Foi sua felicidade. Esse acidente, afastando-a da alta nobreza, evitou-lhe a morte na guilhotina, mas não evitou que a lâmina desta cortasse a cabeça do seu pai, pequeno nobre da terra de Robespierre. Jeannne era amiga de Danton. Apelou para o ardoroso tribuno pedindo sua juda junto ao “incorruptível”. Danton levou-a à presença do “todo poderoso detentor das pulcritudes cívicas”. Durante o trajeto, Danton recomendou-lhe: -“Atire-se aos pés do homem; diga-lhe que seu pai é pessoa moderada, nas cida em sua terra – Arras; chame-o de Citoyen, mostre-se humilde e confiante no seu poder e na sua magnanimidade”. Jeanne cumpriu religiosamente os conselhos do amigo, enquanto Danton se dirigia ao Pontífice das Virtudes Cívicas, implorando sua piedade para com a infeliz moça. Robespierre ouviu das culminâncias do seu orgulho. Depis, num gesto todo seu, atirou a cabeça para trás, trincou os maxilares e exclamou: - “Minha filha, Robespierre comoveu-se com a a sua rogativa, mas é o Comitê de Salvação Pública que está encarregado dos assuntos da pátria. Todo traidor terá de morrer!”.No dia seguinte o pai de Jeanne perdeu a cabeça na guilhotina, e a moça, banhada em lágrima, fugiu para a Espanha, onde faleceu, algum tempo depois, vítima de tuberculose, em Barcelona, na Igreja de Sant’Ana. Emmanuel, o magnífico guia do Chico, fugiu de Paris, do terror de Robespierre. Chama-se Jean Jacques Tourville ou Turville. Era professor da nobreza e se refugiou igualmente na Espanha. Surpreendente Lei de Causa e Efeito, contudo, tem suas sutilezas. Ainda segundo o Dr. Burnier, “Robespierre reencarnou no Brasil na figura de uma médica, em Minas Gerais. Seu novo sexo – ao que julgo – deveria dar-lhe novas perspectivas da vida, principalmente na faixa da sentimentalidade reparadora”. Sua história seria ligada novamente ao Espírito conhecido como Chico Xavier em episódio, certamente, refletido daqueles resgatados no testemunho do Dr. Burnier. Sua continuidade e desfecho, porém, ficam para outra oportunidade.



Comentário de um integrante de nosso grupo de estudo - Lendo a Bíblia encontrei no Antigo Testamento várias referências à violência com que Deus mandava tratar os inimigos, como esta que está em Números, cap. 31: “O Senhor falou a Moisés dizendo: Vinga primeiro os filhos de Israel dos medianitas, depois serás unidos ao teu povo”. E no final desse mesmo capítulo Ele ordena: “ Matai, pois, todos os varões, mesmo os de tenra idade, e degolai as mulheres que tiveram comércio com os homens, mas reservai para vós as donzelas e todas as mulheres virgens”. Fica difícil conciliar passagens como esta com os ensinamentos de Jesus, que mandou amar até mesmo os inimigos.

A Bíblia, no testamento antigo, menciona uma série de massacres, apedrejamentos e outras formas violentas de matar ou de se vingar, dizendo que tudo isso foi feito por ordem de Deus.

Acreditamos que uma grande parte das pessoas, que vivem com a bíblia na mão e que frequentam seus cultos, não sabe disso, porque na verdade só conhecem da Bíblia alguns versículos isolados.

A Bíblia, antes de tudo, é um documento histórico importante, porque mostra o caminho pelo qual o povo de Israel veio passando ao longo dos séculos, mas ela não deve ser lida sem um conhecimento mais aprofundado da história e da cultura desse povo.

Nesta passagem que você cita, por exemplo, vemos Deus descarregando toda a sua ira sobre um dos vários povos que disputavam com Israel um pedaço de Terra junto ao Rio Jordão, os medianitas.

Desde vários séculos antes de Cristo, naquela região, vários pequenos povos se encontraram, cada qual defendendo seu pedaço de terra fértil, onde podia praticar a agricultura e a criação.

Logo, uma série de lutas ali se travaram e o povo de Abraão reclamava exclusividade, porque se considerava o único protegido ou escolhido por Deus. (Ficamos sem saber por que Deus criou os outros povos e por que os tratava de forma diferente))

Evidentemente, as guerras entre povos era o que mais acontecia na antiguidade e elas fazem parte do caminho que a humanidade escolheu.

Deus, segundo os textos bíblicos, agia como um tirano, como um usurpador dos mais violentos, não economizando reações de ira para exterminar os inimigos de Israel.

E o pior de tudo – Ele não se contentava em dominar o inimigo, pois queria a morte dos homens, das mulheres e das crianças, além de reservar para os vencedores as virgens.

Séculos depois, um jovem carpinteiro de nome Jesus, deixou a família para combater o ódio e ensinar o amor, proclamando:

Diziam os antigos: amai vossos amigos e odiai vossos inimigos. Eu, porém, vos digo: amai até mesmo os vossos inimigos, fazei bem os que vos perseguem e caluniam”.

Jesus não podia concordar com a ideia de um Deus violento e cruel. Deus para Jesus é o Pai, de onde emana todo amor do mundo.

E o Pai ama a todos os seus filhos, sejam quem sejam, amigos ou inimigos, bons ou maus... Afinal Ele o Pai Perfeito, Bom e Justo.

Portanto, caros ouvintes, a única verdade do mundo, que pode resumir tudo quanto se disse de Deus, é que Deus é amor e somente pelo caminho do amor a humanidade encontrará o caminho de sua salvação.

Então, perguntamos: será que Deus, antes um tirano, se transformou num Pai amoroso e bom?

Não, meus amigos. Deus não mudou, Deus é sempre o mesmo; aliás é a única perfeição que existe. O que mudou foi o conceito distorcido que o homem sempre fez de Deus.

Quando Jesus entrou no cenário do mundo, mais de 12 séculos depois de Moises, já era possível compreender que Deus é amor e que só, através do amor, poderemos alcançar a paz e a felicidade.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

KARDEC E OS CENTROS GRANDES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Indiscutivelmente, o Centro Espírita cumpre importante papel na divulgação do Espiritismo. Por ser ele uma proposta de interpretações livres, apesar da aparente institucionalização do movimento em torno das ideias em federações – ou similares - estaduais ou na nacional a que, hipoteticamente, as demais estariam subordinadas, essa dinâmica não funciona dessa forma. O impulso derivado das duas aparições de Chico Xavier em programas de televisão no ano de 1971, marcos na época das pesquisas de audiência, resultou no surgimento de inúmeros Centros Espíritas, em cidades e regiões em que as atividades práticas inspiradas na Doutrina Espírita, aconteciam em garagens ou salas de visita da residência de seguidores. Consequentemente, algumas dessas instituições foram ampliando atividades e absorvendo trabalhadores transformando as Casas em polos de assistência espiritual e material através de departamentos ou setores de assistência social. Grupos grandes, contudo, dão origem a outros problemas associados à imperfeições humanas como a vaidade, o egoísmo, observados nos “donos” de áreas onde se desdobram atividades importantes no atendimento das necessidades humanas. Deserções, intrigas, disputas internas, não são incomuns em situações como estas. Curiosamente na edição de outubro de 1861, da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec registrou sua opinião sobre tal situação. Atendia a consulta de espíritas da cidade de Lyon, durante discurso em banquete organizado um ano antes, em 19 de setembro de 1860, para homenageá-lo. Esquivando-se dos elogios a ele dirigidos, creditando o valor que viam nele ao próprio Espiritismo, entre as considerações importantes emitidas, diz haver “três categorias de adeptos do movimento nascente: os que se limitam a acreditar na realidade das manifestações e que antes, de mais nada, buscam os fenômenos. Para estes o Espiritismo é simplesmente uma série de fatos mais ou menos importantes. Os segundo veem mais que os fatos. Compreendem seu alcance filosófico; admiram a moral dele decorrente, mas não a praticam. Para eles, a caridade cristã é uma bela máxima, eis tudo. Os terceiros, enfim, não se contentam em admirar a moral: praticam-na e aceitam todas as suas consequências. Bem convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, buscam tirar proveito desses curtos instantes para marchar na via do progresso que lhes traçam os Espíritos, esforçam-se por fazer o Bem e reprimir suas inclinações más. Suas relações são sempre seguras, porque suas convicções os afastam de todo pensamento do mal. Em tudo, a caridade lhe é regra de conduta. Estes são os verdadeiros Espíritas, ou melhor, os Espíritas cristãos”. Prevenindo que seu parecer não passava de opinião pessoal, passível da ponderação de cada um, a propósito da intenção dos anfitriões de formar uma grande sociedade, acrescentou: -“Sabe-se que as melhores comunicações são obtidas em reuniões pouco numerosas, nas quais reina a harmonia e uma comunhão de sentimentos. Ora, quanto maior for o número, tanto mais difícil será a obtenção dessa homogeneidade (...). Ao contrário, os pequenos grupos serão sempre mais homogêneos. Todos se conhecem melhor, estão mais em família, e podem ser melhor admitidos aqueles de desejamos. E como em definitivo, todos tendem para um mesmo fim, podem entender-se perfeitamente e entender-se-ão tanto melhor quanto não haja aquela discordância incessante, que é incompatível com o recolhimento e a concentração de espírito. Os maus Espíritos, que buscam incessantemente semear a discórdia, irritando suscetibilidades, terão sempre menos domínio num pequeno grupo do que num meio numeroso e heterogêneo. Numa palavra, a unidade de vistas e de sentimento será aí mais fácil de se estabelecer”. Pondera que “a multiplicidade de grupos tem outra vantagem: a de obter uma variedade muito maior de comunicações, pela diversidade de aptidões dos médiuns. Que essas reuniões parciais comuniquem reciprocamente o que elas obtem, cada uma por seu lado, e todas aproveitarão assim os seus mútuos trabalhos (...). Do ponto de vista da propaganda – é ainda um fato certo – não é nas grandes reuniões que os neófitos podem colher elementos de convicção, mas bem na intimidade. Há, pois, um duplo motivo para preferir os pequenos grupos, que se podem multiplicar ao infinito. Ora, vinte grupos de dez pessoas, por exemplo, inquestionavelmente obterão mais e farão mais prosélitos que uma reunião única de duzentas pessoas. Falei, a pouco, das divergências que podem surgir, e disse que estas não devem criar obstáculos ao perfeito entendimento entre os Centros. Com efeito, essas divergências só podem dar-se nos detalhes e não sobre o fundo. O objetivo é o mesmo: o melhoramento moral; o meio é o mesmo: o ensinamento dado pelos Espíritos”.


Uma pessoa, que frequenta o centro, relatou o caso seguinte: - Um jovem, no auge da sua virilidade, envolveu-se num grave acidente e acabou perdendo sua capacidade de se relacionar sexualmente. Isso lhe causou grande frustração, a tal ponto de levá-lo cogitar de suicídio, que só não aconteceu porque a família agiu a tempo com a intervenção de um profissional. A pergunta é: será que essa perda se deve a deslizes que ele cometeu na última encarnação?

É possível, mas nós não devemos ter certeza disso. Mesmo sabendo que erros do passado têm repercussão na vida presente, precisamos entender, neste caso, que o sofrimento também pode ter causa nesta vida.

Ou ainda, as causas dessa perda por parte do jovem podem estar nas duas encarnações: na sua conduta do passado e na sua atual conduta.

Geralmente, o que acontece é uma concorrência de causas, considerando quem, numa situação como essa, o Espírito reencarnou para corrigir os erros que cometeu anteriormente.

Mas, existe ainda a possibilidade de o Espírito, que foi mal no passado por conta de uma conduta leviana e irresponsável, ele mesmo pediu que ficasse privado do sexo para não recair nos mesmos deslizes na outra encarnação.

A revolta, que ocorreu após a perda da virilidade, teria sido uma reação brusca de quem não aprendeu a cultivar valores mais elevados.

Na verdade, o mais importante não é saber exatamente a causa dos problemas, mas encontrar um meio de combater em nós as más tendências.

Disso esse jovem teria certeza se, ao menos, conhecesse o Espiritismo, porque a doutrina nos dá os parâmetros necessários para encararmos os problemas com mais confiança e serenidade, com mais fé em Deus e em nós mesmos.

Desse modo, o mais importante é se conseguimos nos superar. O conhecimento do Espiritismo nos coloca a par das leis divinas e nos dá a força moral para suportar qualquer situação.


quinta-feira, 20 de abril de 2023

DEPENDÊNCIAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Argumento usado pelos evasivos materialistas para justificar atitudes contrárias ao bom senso resultante do conhecimento da Verdade seja ela a revelada pela ciência ou pela experiência, expressão ‘a carne é fraca’ perde sentido com a confirmação da imortalidade do Ser. Os Espíritos revelaram isso a Allan Kardec nas pesquisas que fez acerca da situação dos Espíritos após a morte ou mesmo dos depoimentos de inúmeros que foram entrevistados através de diferentes médiuns nas reuniões da Sociedade Espírita de Paris. No fundo reflete o estágio evolutivo daquele que no início do processo de aprendizado através da experiência cede às pressões do instinto em detrimento da inteligência que em algum momento prevalecerá funcionando como um mecanismo de controle na ânsia do progresso. Nas avaliações da nossa realidade eram denominados vícios, hoje com os avanços das pesquisas para entender o comportamento humano, os podemos classificar dependências. E, há muitas: afetivas, químicas, econômicas, sexuais, espirituais, doenças, da ilusão do poder e, entre outras, até de Espíritos obsessores. Num interessante comentário reproduzido pelo Espírito André Luiz no livro OS MENSAGEIROS (feb,1944), O Instrutor Aniceto considera: -“Demoramo-nos todos a escapar da velha concha do individualismo. A visão da universalidade custa preço alto e nem sempre estamos dispostos a pagá-lo. Não queremos renunciar ao gosto antigo, fugimos aos sacrifícios louváveis. Nessas circunstâncias, o mundo que prevalece para a alma desencarnada, por longo tempo, é o reino pessoas de nossas criações inferiores”. Nas revelações contidas na obra NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE (feb,1954), cenas que ilustram bem o tema: -“Transpusemos a entrada. As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes. Indicando-as, informou o orientador: – Muitos de nossos irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se cosem àqueles nossos amigos terrestres temporariamente desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam influenciar. (...) O que a vida começou, a morte continua... Esses nossos companheiros situaram a mente nos apetites mais baixos do mundo, alimentando-se com um tipo de emoções que os localiza na vizinhança da animalidade. Não obstante haverem frequentado santuários religiosos, não se preocuparam em atender aos princípios da fé que abraçaram, acreditando que a existência devia ser para eles o culto de satisfações menos dignas, com a exaltação dos mais astuciosos e dos mais fortes. O chamamento da morte encontrou-os na esfera de impressões delituosas e escuras e, como é da Lei que cada alma receba da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontram interesse senão nos lugares onde podem nutrir as lhes são peculiares, porquanto, na posição em que se veem, temem a verdade e abominam-na, procedendo como a coruja que foge à luz. (...) Chegará o dia em que a própria Natureza lhes esvaziará o cálice Há mil processos de reajuste, no Universo Infinito em que se cumprem os Desígnios do Senhor, chamem-se eles aflição, desencanto, cansaço, tédio, sofrimento, cárcere... (...) Quando não se fatiguem, a Lei poderá conduzi-los a prisão regeneradora(...) Há dolorosas reencarnações que significam tremenda luta expiatória para as almas necrosadas no vício. Temos, por exemplo, o mongolismo, a hidrocefalia, a paralisia, a cegueira, a epilepsia secundária, o idiotismo, o aleijão de nascença e muitos outros recursos, angustiosos embora, mas necessários, e que podem funcionar, em benefício da mente desequilibrada, desde o berço, em plena fase infantil. Na maioria das vezes, semelhantes processos de cura prodigalizam bons resultados pelas provações obrigatórias que oferecem...




Vim de família católica e, depois que me casei, por insistência de minha mulher, passei a ir ao centro espírita tomar passe. Só agora percebi que não sou espírita, mas que me sinto bem tomando passes no centro. Parece que o Espiritismo não se preocupa com o fato de eu não ser espírita, mas já percebi que algumas pessoas de minha família me criticam porque vou ao centro.

Não só você mas muita gente que vai ao centro, tem a mesma preocupação e o mesmo problema; ás vezes, até problemas com a família por causa de sua nova opção e quer falar sobre isso.

Certamente você, como muitos outros, encontram acolhida no centro, porque o Espiritismo só dá importância aos princípios morais de Jesus e esses princípios estão acima de todas as religiões e convenções humanas.

Não há no Espiritismo preocupação em que todas as pessoas se tornem espíritas e tampouco os espíritas fazem campanha para aumentar o número de adeptos.

Logo, seguindo os passos de Jesus, que não pregou nenhuma religião exclusiva, o Espiritismo está preocupado com que cada um melhore sua conduta e, nesse sentido, dedique muito mais à ação do que à oração.

Porém, há quem ainda acredite que é só a religião que salva, que se a pessoa não seguir as práticas de uma determinada crença não será reconhecida por Deus.

Baseado nessa visão distorcida dos ensinamentos de Jesus é que surgiram e ainda surgem as mais diversas religiões, cada qual se arvorando como dona exclusiva da verdade.

Sem dúvida alguma, a religião é sempre uma boa opção, mas ela pode se tornar nociva, quando só serve para estabelecer fronteiras e divisão entre as pessoas, a começar da família.

Dentro desta visão espírita, todas as pessoas – sejam de que religião forem, ou mesmo as que não professam religião – são sempre bem vindas ao centro espírita.

Sobre a questão do melhor caminho a seguir, vamos recordar aqui um episódio do Dr. Roberto Shiniashiki, quando era criança e morava em Santos.

Num dia de domingo, seu pai o convidou a visitar o ponto mais alto da cidade, de onde se pode descortinar toda a região urbana.

Disse=lhe que deveriam escolher o melhor caminho para fazer essa longa viagem. E assim foi feito.

Quando chegaram ao ponto em que podiam contemplar toda a cidade, Roberto percebeu que várias outras pessoas também chegavam ali, mas elas vinham por outros caminhos.

Surpreso, Roberto perguntou ao pai: “Pai, o senhor disse que viriamos pelo melhor caminho. Por que, então, a maioria das pessoas que aqui chegam vêm por outros caminhos?”

Roberto – respondeu o pai – você precisa entender que fizemos o melhor caminho para nós, mas outras pessoas, dependendo de onde partiram, fizeram o melhor caminho para elas”.

E arrematou: “O importante é que todos chegamos aqui”.
















 

quarta-feira, 19 de abril de 2023

JÁ ACONTECEU COM VOCÊ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Você já teve a impressão de ter sido salvo de algum perigo por uma voz de origem desconhecida? Já teceu fluente comentário sobre assunto não tão conhecido por você? Pois essa inspiração, segundo o Espiritismo, tem origem em acompanhantes espirituais ligados a você que, exercem salvadora influência em momentos, por vezes, críticos. No número de janeiro de 1861, da REVISTA ESPÍRITA, seção Ensino Espontâneo dos Espíritos, encontramos uma mensagem assinada pelo Espírito Chaning oferecendo interessantes elementos para nossas reflexões a propósito da ação dos Amigos Espirituais em nossa vida diária. Channing, cujo nome completo é William Ellery Channing, viveu por 62 anos entre 1780 e 1842, nos Estados Unidos da América do Norte. Tendo estudado Teologia em Newport e Harvard, tornou-se um pregador de sucesso em várias igrejas protestantes de Boston, tendo trabalhado em seu País, para a eliminação da escravidão, do alcoolismo, da pobreza e da guerra. Preferindo evitar temas polêmicos da Doutrina que seguia, pregava a moralidade, a caridade e as responsabilidades cristãs. Não acreditava que a sociedade pudesse ser melhorada por ações coletivas, descrevendo sua própria luta “como um sistema racional e amável contra o não entendimento dos homens da caridade e da piedade”. Pelas suas participações nas publicações assinadas por Allan Kardec, percebe-se que inclui-se entre os integrantes da equipe do ESPIRITO DA VERDADE empenhados na formulação da proposta revolucionária do Espiritismo. No capítulo 21 d’O Livro dos Médiuns, por exemplo, opinando sobre as resistências impostas à Doutrina Espírita, diz: -“Qual a instituição humana, ou mesmo divina, que não encontrou obstáculos a vencer, cismas contra os quais lutar? Se apenas tivesses existência triste e lânguida, ninguém vos atacaria, sabendo perfeitamente, que havíeis de sucumbir de um momento para o outro. Mas, como a vossa vitalidade é forte e ativa, como a árvore espírita tem fortes raízes, admitem que ela viverá longo tempo e tentam golpeá-la a machado. Que conseguirão esses invejosos? Quando muito deceparão alguns galhos, que renascerão com seiva nova e serão mais robustos que nunca”. Na referida manifestação versando sobre a ação desses protetores espirituais, Channing diz: -“Todos os homens são médiuns; todos tem um Espírito que os dirige para o Bem, quando sabem escutá-lo. Agora, se alguns com ele se comunicam por meio de uma mediunidade particular, se outros não o escutam senão pela voz do coração e da inteligência, pouco importa: nem por isso deixa de ser o seu Espírito familiar que os aconselha. Chamai-o Espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz que responde a vossa alma e vos dita boas palavras. Apenas nem sempre as compreendeis. Nem todos sabem agir segundo os conselhos dessa razão – não dessa razão que se arrasta e se roja, em vez de marchar, dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta para as regiões desconhecidas; chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que eleva o filósofo, sopro que arrasta os indivíduos e os povos, razão que o vulgo não pode compreender, mas que aproxima o homem da Divindade mais que outra criatura; entendimento que sabe conduzi-lo do conhecido para o desconhecido e o faz executar as mais sublimes coisas. Escutai, pois, esta voz interior, esse bom gênio, que vos fala incessantemente, e chegareis, progressivamente, a ouvir o vosso Anjo da guarda, que do alto do céu vos estende as mãos”. Como podemos concluir, a suscetibilidade mental para captarmos o pensamento dos Espíritos, não só “rastreia” as sugestões más. Acolhe também as boas.



Por que existem pessoas, que dizem acreditar na vida depois da morte e, no entanto, continuam praticando ato de maldade, mesmo sabendo que deverão responder por isso?

Nós todos, neste estágio de evolução em que nos encontramos, ainda agimos como a criança que não mede as consequências de seus atos.

Se agíssemos com um mínimo de bom senso, reduziríamos em muito nossos problemas e, com certeza, teríamos mais saúde.

Mas, no geral, não é o que vimos acontecer. Como costumava dizer o pesquisador e escritor Henrique Rodrigues, “se prova valesse, médico não fumava”.

Quantos atos inconsequentes praticamos no dia a dia? Quantos problemas de saúde criamos para nós mesmos, porque não sabemos ser comedidos no comer ou no beber?

Ora, se para as coisas desta vida não damos a devida atenção e vivemos tropeçando neste ou naquele erro de conduta, imagine o que acontece em relação à vida futura.

Há uma corrente de estudiosos do comportamento humano que afirma que vivemos aquilo que valorizamos.

Assim, quem age com indisciplina é porque, no fundo, não acredita no valor da disciplina.

Quem se entrega a toda sorte de abuso, comprometendo a própria saúde, na verdade, não sabe o que é viver.

Há pouco tempo vivenciamos uma pandemia, que movimentou pesquisadores de todo o mundo na busca de uma vacina.

Nós, brasileiros, já temos um histórico de vacinas, pois já passamos por vários surtos de enfermidades que as vacinas conseguiram debelar.

Contudo, quando desta vez surgiram várias vacinas ao mesmo tempo, pois o mundo está mais preparado, muita gente se negou a tomar.

Uma atitude lastimável, já que a vacina serve para proteger toda uma população e não apenas os indivíduos vacinados.

O mesmo podemos dizer em relação à vida futura, à continuidade da existência além da morte, o nosso futuro espiritual.

Muita gente diz acreditar em Deus, na continuidade da vida e na imortalidade. Todavia, são poucos os que vivem de acordo com essa crença.

Então, perguntamos: será que essas pessoas realmente acreditam no que dizem acreditar? Ou será que elas querem acreditar, mas não conseguem?

A questão colocada pela ouvinte vem em boa hora e nos leva a refletir melhor sobre o que dizemos acreditar.

Quem acredita na honestidade é honesto. Quem acredita na força do trabalho, nunca deixa de trabalhar.

Quem acredita no valor da higiene está sempre limpo. Quem acredita na felicidade já é feliz.

Se acreditamos na continuidade da vida, se acreditamos num Deus-Pai bom e misericordioso, se queremos estar bem conosco mesmos, com certeza, vamos demonstrar nosso esforço pessoa para nos tornar melhores do que somos.

Do contrário, se acreditamos mas não vivemos de acordo com esse ideal, vamos permanecer inquietos, temeroso, inseguros conosco mesmos, pois sabemos das consequências que poderão advir de nossa conduta. 




terça-feira, 18 de abril de 2023

O MÉTODO DE ALLAN KARDEC; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Lembrando a passagem do dia 18 de abril de 1857, um sábado de manhã em Paris, data em que materializava-se para a Humanidade do Planeta Terra a primeira edição de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, o início do cumprimento da promessa de Jesus no capítulo 14, versículo 26 do EVANGELHO DE JOÃO, reunimos a seguir informações sobre o método utilizado pelo Codificador do Espiritismo para validar o conteúdo da pioneira obra. As informações são daquele que se ocultaria no pseudônimo Allan Kardec, nome que utilizara em remota encarnação como sacerdote Celta. Conta ele: Numa das reuniões da Sra. Plainemaison, travei conhecimento com a família Baudin, que residia então à rua Rochechouart. O Sr. Baudin me convidou para assistir às sessões hebdomadárias que se realizavam em sua casa e às quais me tornei desde logo muito assíduo. Eram bastante numerosas essas reuniões; além dos frequentadores habituais, admitiam-se todos os que solicitavam permissão para assistir a elas. Os médiuns eram as duas senhoritas Baudin, que escreviam numa ardósia com o auxílio de uma cesta, chamada carrapeta e que se encontra descrita em O Livro dos Médiuns. Esse processo, que exige o concurso de duas pessoas, exclui toda possibilidade de intromissão das ideias do médium. Aí, tive ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes, até, a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. Eram geralmente frívolos os assuntos tratados. Os assistentes se ocupavam, principalmente, de coisas respeitantes à vida material, ao futuro, numa palavra, de coisas que nada tinham de realmente sério; a curiosidade e o divertimento eram os móveis capitais de todos. Dava o nome de Zéfiro o Espírito que costumava manifestar-se, nome perfeitamente acorde com o seu caráter e com o da reunião. Entretanto, era muito bom e se dissera protetor da família. Se com frequência fazia rir, também sabia, quando preciso, dar ponderados conselhos e manejar, se ensejo se apresentava, o epigrama, espirituoso e mordaz. Relacionamo-nos de pronto e ele me ofereceu constantes provas de grande simpatia. Não era um Espírito muito adiantado, porém, mais tarde, assistido por Espíritos superiores, me auxiliou nos meus trabalhos. Depois, disse que tinha de reencarnar e dele não mais ouvi falar. Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo, menos, ainda, por meio de revelações, do que de observações. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental; nunca elaborei teorias preconcebidas; observava cuidadosamente, comparava, deduzia conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão. Foi assim procedi sempre em meus trabalhos anteriores, desde a idade de 15 a 16 anos. Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos, a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida. Era, em suma, toda uma revolução nas ideias e nas crenças; fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspeção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir. Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles. O simples fato da comunicação com os Espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imenso campo aberto às nossas explorações, a chave de inúmeros fenômenos até então inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia se conhecessem o estado desse mundo, seus costumes, se assim nos podemos exprimir. Vi logo que cada Espírito, em virtude da sua posição pessoal e de seus conhecimentos, me desvendava uma face daquele mundo, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país, interrogando habitantes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo. Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de diferentes lados, colecionados, coordenados e comparados uns com outros. Conduzi-me, pois, com os Espíritos, como houvera feito com homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar e não reveladores predestinados. Tais as disposições com que empreendi meus estudos e neles prossegui sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui. Até ali, as sessões em casa do Sr. Baudin nenhum fim determinado tinham tido. Tentei lá obter a resolução dos problemas que me interessavam, do ponto de vista da Filosofia, da Psicologia e da natureza do mundo invisível. Levava para cada sessão uma série de questões preparadas e metodicamente dispostas. Eram sempre respondidas com precisão, profundeza e lógica. A partir de então, as sessões assumiram caráter muito diverso. Entre os assistentes contavam-se pessoas sérias, que tomaram por elas vivo interesse e, se me acontecia faltar, ficavam sem saberem o que fazer. As perguntas fúteis haviam perdido, para a maioria, todo atrativo. Eu, a princípio, cuidara apenas de instruir-me; mais tarde, quando vi que aquilo constituía um todo e ganhava as proporções de uma doutrina, tive a ideia de publicar os ensinos recebidos, para instrução de toda a gente. Foram aquelas mesmas questões que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, constituíram a base de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. No ano seguinte, em 1856, frequentei ao mesmo tempo as reuniões espíritas que se celebravam à rua Tiquetone, em casa do Sr. Roustan e Srta. Japhet, sonâmbula. Eram sérias essas reuniões e se realizavam com ordem. As comunicações eram transmitidas por intermédio da Srta. Japhet, médium, com auxílio da cesta de bico. Estava concluído, em grande parte, o meu trabalho e tinha as proporções de um livro. Eu, porém, fazia questão de submetê-lo ao exame de outros Espíritos, com o auxílio de diferentes médiuns. Lembrei-me de fazer dele objeto de estudo nas reuniões do Sr. Roustan. Ao cabo de algumas sessões, disseram os Espíritos que preferiam revê-lo na intimidade e marcaram para tal efeito certos dias nos quais eu trabalharia em particular com a Srta. Japhet, a fim de fazê-lo com mais calma e também de evitar as indiscrições e os comentários prematuros do público. Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857. Pelos fins desse mesmo ano, as duas Srtas. Baudin se casaram; as reuniões cessaram e a família se dispersou. Mas, então, já as minhas relações começavam a dilatar-se e os Espíritos me multiplicaram os meios de instrução, tendo em vista meus ulteriores trabalhos. INSTRUMENTO “É pela mediunidade efetiva, consciente e facultativa, que se chegou a constatar a existência do mundo invisível e, pela diversidade das manifestações obtidas ou provocadas, que foi possível esclarecer a qualidade dos seres que o compõem e o papel que representam na natureza. O médium fez pelo mundo invisível o mesmo que o microscópio pelo mundo dos infinitamente pequenos”. CAMPO DE PESQUISA Reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, muitas das quais resumidas ou relatadas nos números da REVISTA ESPÍRITA, bem como contribuições de correspondentes em várias partes da França e Europa que se mantinham em contato com Allan Kardec, dirimindo dúvidas ou relatando experiências. 

Uma ouvinte habitual de MOMENTO ESPÍRITA nos encaminhou o seguinte comentário: “ Costumo fazer minhas orações todos os dias, mas sinto que elas não têm muito efeito em minha vida. Será que não sei orar? Ultimamente até fico um tanto confusa quando oro e chego a trocar palavras.”

Não existe um jeito de orar melhor do que aquele que Jesus ensinou, cara ouvinte. Deveríamos nos ater à simplicidade do ensinamento do mestre.

Infelizmente, a nossa cultura religiosa de muitos séculos ainda está nos prendendo a formalidades, a orações longas e repetitivas o que, na verdade, destoa daquele ensinamento.

Orar é muito mais simples do que geralmente as pessoas imaginam. Nós ainda estamos muito presos ao ritualismo das religiões antigas – das celebrações e dos sacrifícios - ao invés de buscarmos a simplicidade da prece ensinada por Jesus.

Falar com Deus pode ser um ato de qualquer momento e em qualquer circunstância. Deus é a presença constante em nossa vida – de todos nós, de cada um de nós.

É claro que, no fundo, o que vale na prece é a intenção, mas mesmo com boa intenção, se quisermos, podemos melhorar a qualidade de nossos contatos com Deus.

Veja que Jesus, diante de seu povo angustiado e infeliz, poderia simplesmente recomendar, dentro de sua religiosidade, que frequentassem mais as sinagogas, que fossem mais vezes ao templo, que contribuíssem mais com o dízimo ou se submetessem mais ao sacrifício do jejum ou a oferendas mais valiosas.

No entanto, o que disse ele ao povo? “Quando orares, não sejas como os hipócritas, que apreciam orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem admirados pelos outros.

Com toda a certeza vos afirmo que eles já receberam a sua recompensa. 

Tu, porém, quando orares, vai para teu quarto e, após ter fechado a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará plenamente. 

E, quando orardes, não useis de vãs repetições, como fazem os pagãos; pois eles imaginam que devido ao seu muito falar é que serão ouvidos. …”

E, em seguida, Jesus ensina uma prece simples, curta, rica de sentido e de sentimento: o Pai Nosso, que você sabe e que todos nós sabemos.

De tão simples que até uma criança sabe. Para Jesus prece é isso. Todavia, não é a prece em si que vale e nem quantas vezes a repetimos, mas o sentimento que nela colocamos e sinceridade de nosso coração.

Para que o nosso sentimento possa se expressar com toda intensidade, a prece não pode ser longa, porque numa prece muito longa nos cansamos e perdemos a concentração, pois o pensamento passeia com muita facilidade.

O poder da oração, portanto, não está nas palavras em si, mas no sentimento que expressamos e que, na maioria das vezes, as palavras não conseguem traduzir.

Logo, o valor da oração, caro ouvinte, não está nem mesmo no local ou no momento em que a fazemos.

Jesus usou a figura do quarto justamente para deixar claro que a oração - sendo uma conversa secreta com Deus, e Deus estando em toda parte - ela deve ser feita de Espírito para Espírito – ou seja, no silêncio de nosso coração, na intimidade da alma, porque ela é pessoal e intransferível.

O quarto, como nosso aposento mais íntimo, representa o lugar mais secreto de nossa alma. Contudo, caro ouvinte, se imaginamos Deus longe de nós, diminuímos nossa capacidade de chegar até Ele, mas se O imaginamos em nosso coração, o contato com o Pai já está feito, aqui e agora.

Veja bem. A única condição, que Jesus coloca para a prece, é a do coração sincero e desejoso de melhorar.

Se a prece é a busca de Deus, precisamos ter consciência de que só vamos encontrar Deus em nosso coração, se estivermos decididos a vencer os nossos maus sentimentos, se estivermos usando de sinceridade para conosco mesmos. [

É por isso que ele, afirma a necessidade da busca da reconciliação com o adversário, antes mesmo da oferta, porque sem o perdão ou sem o desejo da reconciliação nenhuma oferta tem valor.

Assim, uma boa recomendação para quem quer orar bem, é rever a oração do Pai Nosso, refletir sobre cada frase, cada palavra, e verificar, acima de tudo, se realmente estamos procurando seguir os passos de Jesus, perdoando nossos ofensores, assim como queremos que Deus nos perdoe as faltas e nos livre do mal.

Quando a prece é bem feita, ainda que seja uma prece de um minuto, ela nos deixa uma elevada sensação de leveza e bem estar.

Desse modo, caro ouvinte, a oração deve ter um significado claro para a mente e para o coração.

Ela não pode ser apenas uma obrigação, não pode ser apenas uma vã repetição de palavras e nem precisa de um lugar especial ou de qualquer ritual.

A oração é um ato espiritual. Ela precisa apenas e tão somente de um coração sincero, decidido a melhorar-se a partir de então. Cada prece, em nossa vida, deve ser única, pois em cada uma delas devemos colocar toda a nossa força interior, buscando perdoar nossos ofensores e confiando na justiça de Deus.


segunda-feira, 17 de abril de 2023

CHIPS ESPIRITUAIS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A questão da obsessão inicialmente identificada por Allan Kardec e explicada n’O LIVRO DOS MÉDIUNS, ao longo do século 20, foi sendo exposta em seus aspectos espantosos e perturbadores a interferir na experiência reencarnatória de milhões de criaturas. Num dos primeiros livros publicados com o resultado de suas psicografias, o médium Robson Pinheiro abria campo para contribuições do Espírito de um ex-homem de comunicação em nossa Dimensão identificado como Angelo Inácio. A obra intitulada TAMBORES DE ANGOLA, gira em torno de um engenheiro vitimado por um insidioso processo do que o Espiritismo chama de fascinação em suas revelações sobre os diferentes níveis de manifestação da Obsessão denominado fascinação. A surpresa do caso encontra-se no trecho em que descreve: -“Dirigiu-se, então, para a maca onde o espírito desdobrado do rapaz se encontrava e começou uma estranha cirurgia. Pequeno aparelho foi implantado em determinada região do cérebro perispiritual e Erasmino, para produzir impulsos e imagens mentais, caso a pratica de indução falhasse. Eram extremamente rigorosos em suas realizações e não cometiam nenhuma imprudência”. Desdobrando maiores detalhes sobre o observado pelo autor espiritual, diz o Instrutor que este acompanhava: - “Vê, meu amigo, como os Espíritos trevosos são organizados? Neste prédio, encontra-se um dos postos mais avançados das sombras. Nele trabalham cientistas que se especializaram em doenças viróticas, em epidemias e processos requintados de interferência nas estruturas celulares dos irmãos encarnados. Outros, psicólogos, psiquiatras e psicanalistas, os quais, como estes que presenciamos, são especialistas nas questões da mente, nas modernas técnicas de fixoterapia, com objetivos diabólicos, pretendendo atuar diretamente nas mentes de dirigentes mundiais, em pessoas que ocupam cargos importantes no mundo terreno, em religiosos, pastores e dirigentes espirituais, pelo uso do magnetismo, que sabem manipular com maestria. Toda essa organização utiliza os modernos métodos desenvolvidos na Terra. Entretanto, fazem-no para prejudicar, atrasando o progresso da Humanidade, pois sabem que bem pouco tempo lhes resta para continuarem com seus desequilíbrios, espalhando a infelicidade na morada dos homens: em breve poderão ser banidos da psicosfera do Planeta e não ignoram o destino que podem ter. (...) Calados, seguimos Erasmino de volta ao ambiente domestico onde repousava seu corpo físico. De olhos esbugalhados, aproximou-se do veiculo de carne e justapôs-se a ele, embora permanecesse entre o sono e a vigília”. Surpreendentemente, contudo, décadas antes – ano de 1970 -, o Espírito Manuel Philomeno de Miranda através do médium Divaldo Pereira Franco na obra NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO (feb) tratando do caso de um Espírito que renascera no corpo físico dentro de um quadro de inversão sexual, ou seja, um espírito feminino preso a corpo masculino. Tal condição, na verdade, objetivava oferecer-lhe a oportunidade de se redimir de ações em vida passada no campo da infidelidade conjugal, homicídio, vida boêmia, promíscua, encerrando a jornada no campo da matéria vitimada pela tuberculose. Reencarnada, em pleno amadurecimento das faculdades sexuais, tornou-se assediada por vítima do passado que, apoiado por hipnotizador ligado à organização criminosa do Plano Espiritual, passou a vampiriza-la no sentido de locupletar-se, explorando sua a libido, situação agravada pelas orientações de psicanalista renomado que inspirado pelo obsessor sugeriu-lhe que o essencial na vida é a pessoa realizar-se como achar conveniente e que tudo o mais são tabus que devem ser quebrados, em prol da felicidade de cada um. No processo de que era vítima, teve implantada nos centros da memória perispiritual, pequena célula fotoelétrica de material especial, com mensagem repetindo insistentemente “você vai enlouquecer! Suicide-se!”.



Se não sabemos nada sobre a vida passada e nem mesmo o que prometemos para esta encarnação, como podemos ser responsabilizados pelos atos que vamos praticar nesta vida?

O fato de não lembrarmos de vidas passadas serve de argumento para quem combate a reencarnação, pois neste caso a pessoa alega que, se nada lembramos de vidas anteriores, é porque não vivemos antes. Mas o argumento é insuficiente porque não leva em consideração o sentido filosófico da reencarnação.

Recentemente, uma revista internacional de neurociência publicou um trabalho sobre um novo caminho para remover memórias indesejáveis da mente de pessoas que vivem traumatizadas com lembranças de situações que precisariam esquecer. Nesse novo estudo os cientistas descobriram que esquecer intencionalmente requer maior esforço mental do que o necessário para memorizar.

Ora, neste caso estamos falando apenas de esquecimento de fatos da vida presente e não de vidas passadas, e de fatos perturbadores ( como grandes decepções, acidentes graves, assaltos, sequestros, enfermidades, grandes perdas), cuja repercussão pode causar, ao longo dos anos, transtornos emocionais graves, levando o paciente a buscar ajuda de especialistas, sobretudo psiquiatras e psicoterapeutas, afim de que possa apagar tais lembranças da memória.

Esta questão, reacende nosso interesse em estudar mais a fundo a reencarnação, pois sabemos que, na reencarnação, o esquecimento exerce papel fundamental. Quando tomamos consciência desta vida, via de regra, nada lembramos de experiências anteriores, como se elas não tivessem existido. E por quê? Porque memórias indesejáveis de vidas passadas podem causar grandes transtornos emocionais ao Espírito.

Por isso, a regra é esquecer de vez o passado, como se ele jamais tivesse existido. Imaginem um filho que se lembrasse que fora assassinado pelo seu pai atual em vida anterior. Que problema se criaria entre eles! Estamos apenas dando um exemplo. É claro! Não haveria clima para uma reaproximação; pelo contrário, o ódio que existira entre eles reacenderia e a vida em comum seria simplesmente impraticável.

Neste caso, para que serviria, então, a reencarnação? Assim como durante esta vida há uma necessidade muito pronunciada de nos desligarmos de experiências traumáticas, preferindo esquecê-las, conforme os estudos citados, com muito maior razão o processo de esquecimento acontece em relação ao Espírito que renasce para outra vida.

A natureza é sábia, muitos afirmam. E, de fato, é. Quando a reencarnação acontece, é acionado de forma automática no Espírito um mecanismo que cuida de apagar memórias indesejáveis. Além disso, devemos levar em consideração que o cérebro, que retém memórias, é outro; não é mais o cérebro da vida anterior.

É a oportunidade de o Espírito renascer com um novo cérebro para retomar seu caminho e principalmente para tomar contato com novos valores aprendendo a compreender e perdoar o adversário. Por isso, no meio espírita é comum as pessoas afirmarem que o esquecimento é uma benção.

De fato, é uma benção. É a sabedoria e a misericórdia divinas em ação, através das leis dada natureza, dando a cada um nova existência para a retomada da vida de uma maneira mais elevada, mais consentânea com a lei do amor.

É claro que, embora não ocorram lembranças de uma encarnação para o outra, o Espírito nasce com tendências e geralmente manifesta aversões ante aqueles que o prejudicaram. No entanto, isso só acontece em nível inconsciente, atribuindo-se essas aversões a meras antipatias. Desse modo, as barreiras do ódio, por exemplo, ficam mais fáceis de serem superadas no processo de reencarnação.