faça sua pesquisa

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A OBSESSÃO SOB ANGULOS INUSITADOS ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Um encontro casual após um esbarrão no final da tarde de 22 de outubro de 1946, numa das principais avenidas de Belo Horizonte, resultou numa amizade e convivência quase diária pelos próximos doze anos, até que as circunstancias obrigassem Chico Xavier a se mudar para Uberaba, no Triângulo Mineiro. Assim explica Arnaldo Rocha sua ligação com o médium mineiro, que já na primeira oportunidade, surpreendeu o ateu e materialista Arnaldo, ainda abalado com a morte da querida esposa 21 dias antes. Após as apresentações, Chico, sem nunca tê-lo visto nesta existência, comenta sobre a beleza da jovem falecida, pedindo para ver a foto guardada no bolso traseiro de sua calça. A jovem chamara-se na existência recem terminada, Irma de Castro, apelidada Meimei, forma carinhosa com que o apaixonado esposo a tratava.. No início dos anos 50, Chico assoberbado pelo grande número de necessitados que o cercavam insistiu na importância de reativar de forma regular os trabalhos de desobsessão a que se consagrou até a morte de seu irmão José Xavier, em 1939. Assim , em 31 de julho de 1952, começava a funcionar o Grupo Meimei, sob a coordenação em nosso Plano de Arnaldo, apesar de não se reconhecer com o preparo necessário. Mergulhou numa confusão mental, como escreveria no livro MANDATO DE AMOR (uem), derivada do entristecimento pela “ vivência e participação em situações tão infelizes ”. Ocorreu-lhe a idéia de, através de Chico, pedir ao orientador espiritual Emmanuel, fornecesse maiores esclarecimentos sobre a obsessão. Instantes depois, o médium disse-lhe: “- Nosso Benfeitor pede para inteirar-lhe que no momento acha-se ocupado em determinados setores de serviço, que o impedem de atender-nos, como seria de seu desejo. Mas solicitará a um amigo a cooperação fraterna de sua experiência nesse mister ”. Semanas depois, nos instantes finais das reuniões do Grupo Meimei, após modificações significativas na fisionomia de Chico, o Espírito do Dr. Francisco Menezes Dias da Cruz. Era a noite de 15 de julho de 1954, e o médico desencarnado, explicou estar atendendo às solicitações de Emmanuel, desdobrando desde então um ciclo de sete explanações sobre o assunto solicitado. Na primeira intitulada ALERGIA E OBSESSÃO , estabelece interessante proposição afirmando que “a obsessão é um processo alérgico, interessando o equilíbrio da mente ”. Didaticamente explica: “- Recordemos que as radiações mentais, que podemos classificar por agentes “R”, na maioria das vezes se apresentam, na base de formação da substância “H”, desempenhando importante papel em quase todas as perturbações neuropsíquicas e usando o cérebro como órgão de choque. Todos os nossos pensamentos definidos por vibrações, palavras ou atos, arrojam de nós raios específicos. Assim sendo, é indispensável cuidar de nossas próprias atitudes, na autodefesa e no amparo aos semelhantes”. Na abordagem seguinte, PARASITOSE MENTAL, aprecia o vampirismo, figurando-o como sendo inquietante fenômeno de parasitose mental. Considera que “pelo imã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzí-lo à escabiose e à ulceração, à dispsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinquência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte”. Na terceira manifestação, tratou do DOMÍNIO MAGNÉTICO, serve-se do hipnotismo, comparando o estado de sujeição da vontade do hipnotizado ao do obsediado. Diz que “o processo se assemelha ao utilizado pelos desencarnados de condição inferior, consciente ou inconscientemente, na cultura do vampirismo. Justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade e, sugando-lhes as energias, senhoreiam-lhes as zonas motoras e sensórias, inclusive os centros cerebrais, em que o espírito conserva as suas conquistas de linguagem e sensibilidade, memória e percepção, dominando-as à maneira do artista que controla as teclas de um piano, criando assim as doenças-fantasmas de todos os tipos que, em se alongando no tempo, operam a degenerescência dos tecidos orgânicos, estabelecendo o império de moléstias reais, que persistem até a morte”. Seguindo, o Dr. Dias da Cruz, comentou a FIXAÇÃOMENTAL, dizendo que “as reações contínuas, hauridas pelos nervos da organização sensorial, determinando a compulsória movimentação do cérebro, associadas aos múltiplos serviços da alimentação, da higiene e da preservação orgânica, estabelecem todo um conjunto vibratório de emoções e sensações sobre as cordas sensíveis da memória. Na visita seguinte, o assunto foi A TERAPEUTICA DA PRECE, em que ele considera que “ no tratamento da obsessão, é necessário salientá-la como elemento valioso na introdução à cura ”. As duas últimas abordagens seriam dedicadas à AUTOFLAGELAÇÃO, em que lembra que “ toda violência praticada por nós, contra os outros, significa dilaceração em nós mesmos ”. Concluindo, o comentário dedicou-se à OBSESSÃO OCULTA , salientando o “impositivo de nossa vigilância em todos os estados passivos de nossa alma, porque, através da meditação e do sono, nos identificamos, muita vez de modo imperceptível, com os pensamentos que nos são sugeridos pelas inteligências desencarnadas ou não, que se afinam conosco e, se não nos guardamos na fortaleza das obrigações retamente cumpridas, caímos sem dificuldade nas malhas da obsessão oculta ”.


Gostaria de uma explicação sobre a passagem em que uma mãe vai pedir a Deus que reserve lugares para seus dois filhos no reino de Deus. Isso me faz lembrar das pessoas que querem obter privilégios para seus familiares, o tal do nepotismo no mundo político.

De fato, é um momento interessante que uma mãe amorosa  intercede junto a Jesus em favor de seus dois filhos, os jovens João e Tiago que estavam entre os seus apóstolos.

Mateus narra assim esse fato: “Aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, prostrando-se para lhe fazer um pedido. Jesus disse: que queres?

Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino, um à sua direita e outro à sua esquerda.

Jesus respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vos beber o cálice que hei de beber? Eles responderam: Podemos

Disse-lhes Jesus:  Efetivamente haveis de beber o meu cálice, mas quanto a estardes sentados à minha direita e à minha esquerda, não pertence a mim conceder-lhes, mas será para aqueles para quem está reservado por meu Pai.

É fácil perceber que, como toda mãe, aquela mulher queria o melhor para seus filhos. Como ouvira Jesus falar sobre o reino de Deus, ela achava que se tratava de um reino material como os da Terra, em que o rei sempre tem seus protegidos.

Mas Jesus não falava de um reino material, mas sim de um reino espiritual, do qual participariam aqueles que fazem a vontade de Deus.

Nesse reino, portanto, o mérito está em ser bom e, principalmente, em amar o próximo como a si mesmo. Só quem cumprisse a lei do Amor, que é a lei de Deus, poderia participar desse reino.

Aliás, esse reino de que fala Jesus não é conseguido a partir de pedidos, mas, sim, pelo mérito que a pessoa reúne, pois é uma concessão de Deus.

Muitos não entendiam Jesus, mesmo quando usava de uma linguagem figurada, como é o caso da palavra “reino”.

Jesus procurou explicar que o reino de Deus é a conquista da paz íntima e, portanto, o maior bem espiritual.

“O reino de Deus está entre vós”- explicou certa ocasião.

Mas, ele percebeu que aquela mãe, ansiosa em proteger os filhos, não adquirira esse entendimento e, portanto, lhe pedia algo que não competia a ele resolver.

  Quando Jesus , voltando-se para os rapazes, perguntou  se eles podiam beber do cálice que ele (Jesus) bebia, ingenuamente os dois  responderam que sim, porque certamente pensaram se tratar de um cálice material.

  No entanto, Jesus se referia ao cálice das provações e  sofrimentos que ele haveria de passar.

Infelizmente, até hoje, muita gente leva ao pé da letra o que Jesus falava por metáforas, ou seja, por comparação. Essa falta de entendimento das palavras de Jesus, muitas vezes, acaba por desvirtuar o verdadeiro sentido de seus ensinamentos.

  Jesus evitou discutir com a mulher sobre o pedido que ela havia feito, e apenas explicou que só a Deus competia tal resolução.

De que Jesus estava falando?  Estava falando da lei de Deus, porque é assim que a lei funciona.

Como dissemos, segundo a lei, só ganha um lugar especial diante de Deus aquele que faz a sua vontade; quer dizer, aquele que procura amar o próximo como a si mesmo.

A mãe dos jovens, ao ouvir a resposta de Jesus, deve ter saído decepcionada, mas também pode ter acontecido que ela tenha entendido que seus filhos deveriam permanecer mais tempo com Jesus.

Que mãe não quer o melhor para seus filhos? Mesmo que tenha filhos trabalhosos – e, principalmente, nesses casos – as mães são um presente que Deus deu aos filhos para que por ela se sintam amados.

 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

ALLAN KADEC E A MEDIUNIDADE DE CURA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Poucos sabem, mas, quando da eclosão dos fenômenos que deram origem ao Espiritismo, um dos que surpreendiam eram os resultantes da mediunidade de cura . Allan Kardec também deu atenção aos fatos ligados a essas ocorrências, abstraindo várias conclusões expostas não apenas nas chamadas OBRAS BÁSICAS , mas também em números da REVISTA ESPÍRITA . A propósito das doenças, a explicação da Doutrina Espírita sobre as doenças é que pertencem às provas e às vicissitudes da vida terrena. São inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda espécie, por sua vez, criam em nossos organismos, condições nocivas, frequentemente transmissíveis pela hereditariedade” e que as “doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, a imbecilidade, etc (...), são efeitos que devem ter uma causa, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa. A partir da farta documentação disponível, podem ser encontradas informações importantes sobre CASOS DE CURA SEM AUXÍLIO DOS MÉDIUNS , nas edições de fevereiro 1863 ; dezembro, outubro e novembro 1866 ; agosto, outubro e novembro 1867. Adotando um método compreendendo procedimentos simples (1- evocação dos bons Espíritos , 2- recolhimento , 3- braços estendidos , 4- dedos esticados sobre o corpo do paciente ) foram registrados resultados surpreendentes para a época , como os relatados nos números de janeiro de 1864: 1- Cura de nevralgia violenta, após 5 minutos de emissão fluídica simples com as mãos; 2-Cura de uma sensibilidade aguda de pele, manifestada 15 anos antes, após emissão fluídica diária de 15 minutos, durante 35 dias e 3- Cura de individuo acometido de epilepsia durante 25 anos, com crises diárias, após 35 dias de emissão de fluido direcionado para estômago e nuca . Dois importantes personagens espirituais da história do Espiritismo em seu início, ofereceram suas opiniões sobre os requisitos imprescindíveis para o êxito nos trabalhos mediúnicos em torno da assistência ao que convive com as doenças . , que em mensagem psicografada alinhou três sugestões aos candidatos a esse trabalho: 1- Vontade de curar desenvolve fluido animalizado e espiritual; 2- Prece e 3- Curas milagrosas, se devem à natureza do fluido derramado pelo médium através da imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos quando há fé sincera e pureza de intenção. O outro, o Espírito Paulo, o Apóstolo que alinha duas recomendações: 1- Fé sincera; desinteresse, humildade e perseverança e 2- A Prece que deve ser guia e ponto de apoio do médium. As observações sobre o tema, permitiu a Allan Kardec formular um conjunto de conclusões estampadas em matéria apresentada em novembro de 1866: 1- Os médiuns curadores curam só pela ação fluídica, em mais ou menos tempo, mas, às vezes, instantaneamente , sem o emprego de qualquer remédio .2- O poder curativo está nos fluidos depurados dos bons Espíritos para os quais os médiuns curadores servem de condutores . 3- O exercício dessa faculdade curadora só tem lugar com o concurso dos Espíritos . 4- A mediunidade curadora pode curar algumas doenças, mas há doenças fundamentalmente incuráveis ​​​​e seria ilusão crer que a mediunidade curadora vá livrar a Humanidade de todas as suas enfermidades . 5- A mediunidade curadora depende de uma disposição orgânica, de forma que muitas pessoas a possuem ao menos em gérmem, que fica em estado latente , por falta de exercício e desenvolvimento . 6- A mediunidade curadora exige imperiosamente o concurso dos Espíritos depurados. 7- Há, para o médium curador, a necessidade de atrair o concurso dos Espíritos superiores, se quiser conservar e desenvolver sua faculdade . 8- A primeira condição para o médium curador é trabalhar em sua própria depuração , a fim de não alterar os fluidos salutares que está encarregado de transmitir ao doente, com completo desinteresse material e moral . 9- As qualidades do médium curador devem ser o devotamento , a abnegação , a humildade , além do desejo de fazer o Bem e se tornar útil aos semelhantes. 10-   A Mediunidade curadora escapa completamente da lei sobre o exercício legal da Medicina, porque não prescreve qualquer tratamento, é exercida pela influência pessoal do médium.  Este último enunciado é passível de revisão, naturalmente, pelos impactantes fenômenos manifestados ao longo do século que se seguiu após ter sido elaborado. De qualquer modo, dispomos de excelente conteúdo para estudos e reflexões.


 


  

Dias atrás, um homem foi linchado pela multidão em plena via pública, depois de ser acusado de matar uma criança de dois anos. A pergunta que faço é a seguinte: se esse homem cometeu esse crime bárbaro, sua morte por linchamento não contempla a lei de Deus?  Nesse caso, o que a multidão fez não foi apenas cumprir a lei de Deus?

  De forma nenhuma. Está errado. Linchamento é violência, é vingança, cometida no calor de emoções descontroladas da multidão que não pensa. Todo ser humano, por pior o crime que pratique, não pode ser condenado e muito menos executado de forma cruel sem ter o direito de defesa.

O linchamento é um retorno à terra sem lei do passado distante, antes mesmo da civilização, quando os conflitos eram resolvidos de maneira violenta entre as partes quase sempre alimentado pelo ódio e pelo rancor em forma de vingança.

  Mas isso, como dissemos, antes da civilização, antes de a sociedade se organizar e criar leis para regular as relações entre as pessoas e impedir que a justiça foi feita pelas mãos das vítimas.

A partir do momento em que o ser humano compreendeu que não deveria mais ser mais o indivíduo, mas a sociedade que cuidaria do julgamento e da condenação do criminoso, ela (a sociedade) assumiu esse papel.

Desse modo, a lei, estabelecida pelo Estado, foi um avanço moral da sociedade, fazendo com que os criminosos fossem julgados por um tribunal organizado dentro de princípios de justiça.

Isso não quer dizer que a verdadeira justiça sempre seja feita pela sociedade, mas que, nesse caso, é menos danoso que a sociedade erre do que deixar que as pessoas e as comunidades se digladiem, promovendo matanças e massacres.

Quem pode dizer se a pessoa é culpada ou inocente, portanto, é a sociedade e não mais os indivíduos envolvidos em disputas pessoais

Para tanto, o acusado faz jus à sua defesa, por meio de advogados. No caso de homicídio, diante de um corpo de jurados formado de cidadãos respeitáveis.

É o que chamamos de devido Processo Legal, sem o qual não pode haver absolvição ou condenação de ninguém.

Além do mais, a morte provocada pela multidão, mesmo em se tratando de um crime bárbaro, pode decorrer de um entendimento equivocado e nesse caso causar a morte de um inocente.

Por outro lado, o crime diante da Lei de Deus sempre terá a devida resposta ao seu autor. Mesmo que ele se livre da condenação da sociedade, mesmo que a sociedade erre em seu julgamento, mais cedo ou mais tarde, terá que se haver perante a justiça Divina que não erra. Para isso existe a reencarnação.

 

 

 

domingo, 12 de outubro de 2025

OBSESSÃO - ÁREAS DE CONTÁGIO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Quando Allan Kardec ouviu do Espírito da Verdade na resposta à questão 459 d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS que a “influência dos desencarnados sobre nossos pensamentos e atos é muito maior que imaginamos e invariavelmente são eles que nos conduzem”, dava importante passo para concluir ser isso possível pela condição de médium ser inerente à condição humana, manifestando-se de forma ostensiva ou mantendo-se latente, por vezes, por uma existência inteira. Hoje, se sabe que essa percepção, conforme dito pelos Espíritos é possível graças a uma das funções da epífise, uma diminuta glândula situada internamente no centro de nossa cabeça, conhecimento, por sinal, de domínio de escolas religiosas do passado, como as da Índia, do Egito ou da África. Kardec associando a revelação às evidências observadas, apresenta n’ O LIVRO DOS MÉDIUNS, a obsessão definida por ele como a influência maior ou menor dos Espíritos desencarnados sobre nossa Dimensão, o que explica inúmeros registros até então incompreensíveis feitos ao longo da história da Humanidade. Na referida obra, encontramos uma classificação genérica sobre os tipos de obsessão, observadas em três níveis os quais abrangem uma infinidade de comportamentos individuais ou coletivos: obsessão simples, fascinação ou subjugação (chamada possessão em algumas manifestações religiosas). Embora a fascinação e a subjugação possam ser a justificativa de inúmeros atos socialmente inexplicáveis na atualidade, como suicídios, homicídios, radicalismos ideológicos - político e religiosos -, a obsessão simples é a mais comum produzindo vítimas a todo momento pela vulnerabilidade mento/emocional das pessoas, distanciadas da imunidade resultante dos pensamentos equilibrados pela ligação com propostas filosófico/religiosas mais espiritualizadas. Espiritualidade hoje é definida como um clima resultante de esforços e ações no nosso mundo interior almejando a conquista e preservação do equilíbrio. A exposição à vivência predominantemente do nosso lado sensorial no liga às influências de inteligências afins com a mesma busca. Alertam algumas obras ilustradas do Espírito André Luiz, existirem algumas áreas ou formas de contágio, não imaginados pela maioria das pessoas. Alinhamos a seguir, as principais: 1 - RUA - É repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos e perigosas bactérias de variada procedência, em vista da maioria dos transeuntes lançar em circulação, não só as colônias de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem”. 2 - AMBIENTES - Doméstico - “Os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas de paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento”. “Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantém ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico”. “Os viciados nas sensações fisiológicas encontram nos elementos desintegrados pelo cozimento, o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal, já que mais de setenta porcento da alimentação comum, o encarnado capta pelos condutos respiratórios”. Casas Noturnas - “O ambiente sufocava. Desagradáveis ​​emanações se faziam cada vez mais espessas, à medida que avançávamos. No salão principal do edifício, onde abundavam extravagantes adornos, algumas dezenas de pares dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava (...). A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos, não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da musica inferior, a gestos ridículos dos companheiros irresponsáveis ​​que lhes eram invisíveis”. 3 - Sono físico - “ A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre, se acham nas zonas de contato com o Plano Espiritual e a maior percentagem desses semi libertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração. Neles, muitas vezes, se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes tem nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas ”. “Através das correntes magnéticas suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo destruidor, tentações diversas ”. “Muitas vezes, a mente obsidiada arquiva ordens e avisos do obsessor durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar, ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase imediato..   

 


Eu nunca tinha visto uma pessoa falecer, mas quando assisti os últimos momentos do meu tio, estremeci. Se é assim que as pessoas morrem, elas devem sofrer muito pra morrer.

Sobre os últimos momentos de uma pessoa, devemos considerar o seguinte: uma coisa é morte do corpo, outra o desprendimento do espírito.

Esses dois fenômenos não se dão precisamente no mesmo instante. Há situações em que a desencarnação tem início bem antes da morte como, por exemplo, nos casos de doença prolongada.

Mas pode acontecer o contrário, se o Espírito insiste em não desencarnar. Nesses casos é possível que o espírito permaneça precariamente ligado ao corpo, mesmo quando se deu a morte clínica.

Mas a questão mais importante é esta: como era em vida a pessoa está desencarnando? Que tipo de vida levava? Que tipo de relações tinha com a família ou com os estranhos?

A condição moral da pessoa, portanto, é muito importante para a situação que vai se configurar no momento de seu desencarne.

Mesmo assim, no livro OBREIROS DA VIDA ETERNA, André Luiz, ao relatar o desencarne de Dimas, um homem bom, em certo momento volta-se para o cadáver de Dimas para acompanhar os últimos instantes da vida biológica.

E, quando Dimas já está desencarnado, no colo de sua mãe também desencarnada, conversando com ela, seu corpo ainda está lutando para sobreviver, porque sobreviver é lei da natureza.

A vantagem é que Dimas, espírita, não estava preocupado com o corpo, pois se desligara definitiva e mentalmente dele, razão pela qual a luta do corpo para sobreviver nele não tinha nenhuma repercussão.

  Desse modo, caro ouvinte, nem sempre é possível saber da condição do espírito com base apenas nas reações tormentosas que o corpo experimenta nos momentos de agonia.

Se você quiser mais detalhes sobre essa situação, leia com atenção o capítulo 15 de OBREIROS DA VIDA ETERNA, intitulado “Aprendendo sempre”.

 

  

sábado, 11 de outubro de 2025

O JUIZ/POETA E A LEI DE CAUSA E EFEITO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Sobre ele pouco se tem sabe, a não ser que era do Ceará, onde, em diferentes localidades, teria exercido o cargo de Juiz; publicado, em 1924, um livro com suas criações poéticas, intitulado ESCADA DE JACÓ, não se tendo notícia que tenha conhecido o Espiritismo enquanto encarnado. De volta ao Plano Espiritual, nos processos de aprendizado possíveis ao seu nível evolutivo, aprofundou-se no estudo da Justiça Divina, mais especificamente a Lei de Causa e Efeito. Nas décadas de 60 e 70, serviu-se do médium Chico Xavier para oferecer-nos em doze poesias, os resultados de suas pesquisas, revelando em versos belíssimos a situação de muitos Espíritos com os quais se envolveu em múltiplas encarnações anteriores à terminada no século 20. Seu nome Epiphanio Leite e, atendendo às limitações de espaço, exporemos parte de seu trabalho apresentando os Efeitos de agora, seguido da Causa determinante de outrora. O primeiro deles, por sinal, sobre um Espírito que lhe fora filho em vida passada.CASO 1 – Efeito: homem cego e surdo vivendo de esmolas obtidas na mendicância Causa: Existência em que, embora exortado a amar, construir e ensinar, armou-se de ouro e lança, transformando o mando em presença assassina, deixando uma trilha de fogo nas vidas e regiões por onde passou (Meu Filho)CASO 2Efeito: mulher, vivendo em extrema penúria entre humildes choupanas, trazendo nos braços um filhinho sem fala, mutilado ao nascer Causa:Existência em que, mulher ligada à nobreza, induz jovem por ela apaixonado ao suicídio durante festa que promovia em sala de seu castelo (Santa Maternidade)CASO 3Efeito: Homem confinado a hospício em função da insanidade mental Causa: Soberano que, em excursões bizarras, ordena invasões, ferindo, vencendo, dominando e deixando um rastro de dor, castelos em ruínas, agonia e pavor (Renascença da Alma)CASO 4 - Efeito: Mulher insana mentalmente vivendo na mendicância, carregando um boneco nos braços, o que lhe valeu a alcunha de Maria BonecaCausa: Dama da nobreza que na ânsia de continuar a desfrutar dos prazeres da vida, três séculos antes, livra-se do filho consanguíneo, atira-o à fossa do castelo em que vivia (Maria Boneca)CASO 5 Efeito: Mulher, anônima e solitária, presa à prova da hanseníase, confinada em Hospital/Colônia para LeprososCausa:                        Existência em que na condição de conhecida rainha europeia, quatrocentos anos antes, cria dominações, ordena, expandindo penúria e lágrimas, enquanto suas arcas repletavam-se. ( Fim de Prova)CASO 6Efeito: menino morador de aldeia remota, em corpo limitado pela idiotia e a mudez. Causa: intelectual que, pela palavra falada e escrita, na última década do século 18, espalhou ateísmo e violência, suscitando rebeldia e delinquência (Gênio Enfermo)CASO 7Efeito: Morador de rua, vivendo da caridade alheia, preso ao estigma da hanseníaseCausa: Existência há quatro séculos, em que, à custa de mortes, destruição, violência, conquista o poder, tornando-se, por fim, chefe e Rei, pouco antes de morrer (Dor Bendita)CASO 8Efeito: Mulher carregando a dura prova da cegueira, obcecada por encontrar a origem de sua limitação nos estudos reencarnacionistas. Causa: Soberana feudal que, seiscentos anos antes, através de hordas assassinas espalhou fogo e lama, oprimindo o povo dominado (Cegueira)CASO9Efeito: Mulher cumprindo o papel da maternidade, triste, entre penúria e pó, chagas, sombras, ruínasCausa: Existência em que, há quatro séculos, exercendo o poder, amada e desumana, destrói lares, gasta a vida insana, humilhando os homens que avassalava (Prova e Libertação)CASO 10Efeito: Homem, morador de rua, enfermo, relegado à via pública, sobrevivendo da caridade alheia Causa: Existência seiscentos anos antes em que, de conquista em conquista, abusa do amor, arrastando filhas, esposas, mães, seduzidas egoisticamente (Mendigo)CASO 11Efeito: Mulher enferma, vivendo da mendicância em praça pública Causa: Existência no século 19, em que exibindo riqueza e beleza perturbadora, por ciúmes de alguém, mata a própria filha preservando os domínios do prazer em que se comprazia. Os livros em que podem ser consultados os documentos aqui citados, são respectivamente LUZ NO LAR (feb,1968); POETAS REDIVIVOS (feb,1969); CAMINHOS DE VOLTA (geem, 1975) e ALGO MAIS (ideal, 1979). 


 

Se o método científico não é infalível, que autoridade ele tem para afirmar que os Espíritos não existem?

A comunidade científica procura de alguma forma preservar a metodologia existente, porque até agora ela deu resultados práticos que lhe interessam, mas tem medo de penetrar um campo desconhecido para o qual não se sente preparada.

Ela nada pode dizer sobre o Espirito – nem que existe, nem que inexiste – porque não conta com estudo específico sobre esse campo de conhecimento. 

Aliás, os cientistas, que já se propuseram a isso ao longo dos anos, foram ignorados ou rechaçados, porque são poucos e quase sempre estão sozinhos. Na verdade, não há nenhum interesse em se pesquisar o espírito, como afirma a pesquisadora brasileira Sônia Rinaldi, que estuda os fenômenos de comunicação instrumental com a espiritualidade.

Alguns estudiosos, desde o século XIX, ousaram cuidar do assunto e não conseguiram convencer seus colegas sobre o resultado de suas pesquisas. Foram ignorados e perseguidos,

Já houve pesquisas de fenômenos físicos, como a do inglês William Crookes por exemplo, mas não foram desconsideradas pelos meios científicos da época.

A – Alguns estudiosos mais ousados acabaram caindo no descrédito e ficaram isolados do meio científico, demonstrando o quanto é perigoso entrar nesse campo.

Atualmente temos alguns estudos mais no campo da Psiquiatria e da Psicologia, que são os menos dispendiosos financeiramente, que abordam, temas como reencarnação e fenômenos inteligentes.

Acontece, prezado ouvinte, que não há nenhum interesse em se descobrir o Espírito, porque isso não traria nenhuma vantagem financeira.

  Por isso, as pesquisas acabam servindo, hoje, aos interesses de grupos econômicos, que visam lucro imediato, até porque essas pesquisas exigem elevados recursos.

  Por outro lado, convém considerar que a ciência não é um órgão ou uma instituição, que poderia dizer o que está certo e o que não está.

Ela é formada pelo conjunto dos cientistas do mundo todo, que se dividem em áreas de estudo e que decidem o que deve e o que não deve ser aceito em congressos que se realizam em várias partes do mundo.

Desse modo, para a ciência não há uma verdade pronta e estabelecida. Ela simplesmente pesquisa e, aos poucos, vai perfazendo seu caminho, utilizando de sua metodologia e dentro de suas possibilidades.