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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A LEI DE CAUSA E EFEITO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Foram 300 anos de exploração, violência, dores e amores que, certamente, gerou não só dívidas coletivas, mas também individuais para os pioneiros que ajudaram a construir a nação brasileira. Historiadores, por outro lado, consideram que o braço cativo foi o elemento propulsor da nossa economia. Caçados, aprisionados, transportados acorrentados em porões de navios infectos, vendidos em lotes ou individualmente como mercadoria a que se atribuía valor pela dentição ou massa muscular, tratados como animais capazes de gerar crias, castigados cruel e selvagemente, às vezes morriam em função das agressões físicas a que eram submetidos. Fêmeas, como eram tratadas, vítimas de estupros, tinham seus filhotes separados para venda, mal nasciam. Oriundos do Continente Africano estima-se chegassem ao Brasil em torno de 130 mil anualmente, procedentes de Luanda e Benguela, Congo, Guiné Moçambique. Entre seis e nove milhões em três séculos. Como sabemos, a interpretação da Lei de Causa e Efeito explica que além das transgressões cometidas pelo indivíduo, há aquelas que podem ser assumidas por uma família, uma nação, uma raça, ao conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.. A mediunidade em nossa Dimensão, tem contribuído para o reequilíbrio de muitas criaturas presas a fatos por elas gerados durante a referida época. Na incalculável legião de necessitados que o abordaram ao longo das décadas em que serviu ao próximo em nome do Espiritismo, Chico Xavier, se fez instrumento para que muitos casos dolorosos e enigmáticos pudessem ser avaliados sob a ótica de Lei de Causa e Efeito. Dentre os que ficaram registrados em livro, selecionamos alguns, que apresentaremos começando pelo Efeito, remontando a Causa. CASO 1 – EFEITO – Menino, 10 anos, mudo, conduzido pela mão pelo pai, acometido por convulsões intermitentes epilépticas. CAUSA – Ações em encarnação anterior, em que ele, senhor de escravos, se comprazia em exercitar sua crueldade na boca dos cativos, aplicando ferro em brasa na boca dos coitados. Os acessos que tem são provocados pelo aflorar das lembranças das surras e castigos impostos aos escravos. CASO 2 – EFEITO – Mulher, cujo corpo era acometido de estranha moléstia que lhe impunha constantes cirurgias pelo aparecimento nos tendões nervosos, vermes, provocando-lhe dores atrozes, até serem extraídos pelas operações. CAUSA - Em vida passada, rica fazendeira, ao perceber a atração de seu marido por escrava moça recem comprada, roída pelo ciúme, a enclausurou num dos quartos da Fazenda, em lugar ermo, deixando-a morrer de fome e sede. Localizado o quarto, dias depois, pelo mau cheiro exalado, aberta a porta, foi encontrado o corpo da bela escrava todo coberto de vermes. CASO 3 – EFEITO – Homem, braço direito deformado com uns babados de carne mole, arroxeada, esquisita, mais parecendo um açoite enrolado, cheio de nós. CAUSA – Ações praticadas em encarnação anterior em que na condição de capataz, açoitou uma infinidade de escravos, levando muitos ao desencarne, por sua impiedade. Na existência atual, traz no braço o que lhe está no Espírito, um eco dos açoites irados que deu, impondo sofrimentos indescritíveis nas suas vítimas, que experimentará com o endurecimento gradual dos tais babados que se converterão num câncer que o ajudará a se livrar da culpa que carrega. CASO 4 – EFEITO - Três moças tratadas nos trabalhos de desobsessão no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo (MG), uma das quais tinha o estranho hábito de mastigar vidros, o que deixava os anfitriões que as hospedavam em sua casa, assustados e preocupados. CAUSA – Tratamento impiedoso aplicado a escravos de sua propriedade em vida anterior. Como ”Sinhás” da fazenda, usavam a força e o poder através de cruéis capatazes. Uma delas, por motivo fútil, fez enterrar um escravo – o Espirito que se manifestava – deixando apenas a cabeça de fora, mandando a besuntassem com mel, a fim de atrair insetos, onde permaneceu sozinho, em intermináveis sofrimentos, até encontrar a morte. Nas horas finais, em desespero ele clamava: “- Sinhá! Se existe alma depois desta vida, eu vou me vingar”, convertendo-se a jura, atualmente, na forte obsessão que acometera as três jovens...



  A tentação de Jesus e a expulsão dos vendilhões do templo são interpolações ou realmente aconteceram?

Primeiramente precisamos esclarecer que interpolações seriam textos adicionados ou inseridos posteriormente aos evangelhos para justificar dogmas religiosos.

É que os evangelhos só começaram a ser escritos vários anos depois de Jesus, aproveitando informações dadas por apóstolos que com que conviveram, como são os casos de Marcos, Lucas, Mateus e João.

Na época, a escrita era feita em folhas de pergaminho, material preparado a partir de couro de animais, sobre os quais se grafava os textos com estilete aquecido.

Não havia livros, e essas folhas eram enroladas e guardadas em vasos de gargalo alto. Quem quisesse uma cópia de algum texto devia contratar uma pessoa- um copista -  que soubesse ler e escrever, e dominasse a arte de grafar escritas no pergaminho.

Dependendo dos copistas e das pessoas que encomendavam o evangelho, esses originais sofreram alterações com o tempo, ficando sujeitos a acréscimos, supressões e troca de palavras e expressões.

Muitas dessas traduções, como é fácil perceber,  atendiam ao interesse das pessoas que procuravam conformar a doutrina de Jesus à sua maneira de pensar, visto que nos primeiros séculos várias foram as interpretações que se deram aos evangelhos.

Por tal razão, o nosso ouvinte levanta a questão sobre possíveis acréscimos ou interpolações, dos quais poderiam ter derivado essas duas passagens citadas nos evangelhos.

Na verdade, prezado ouvinte, nada podemos afirmar com absoluta certeza, mas ao que nos parece algumas narrativas, que constam dos evangelhos, conflitam com os próprios ensinamentos de Jesus, como essa que conta que Jesus usou de violência para expulsar os vendilhões do templo.

De outras vezes, as narrativas deixam dúvida se a situação apresentada foi real ou não passou de uma parábola, como é o caso do conhecido episódio da tentação de Jesus.

É claro que a narrativa da tentação pelo demônio nos deixa um grande ensinamento, mas é bem possível que ela tenha sido contada por Jesus como as outras parábolas,  para ensinar de modo mais fácil e didático as grandes virtudes cristãs.

  Os judeus tinham o demônio em alta conta, pois o igualava em força ao próprio Deus, de tal modo que ele (o demônio) poderia disputar com as forças divinas o domínio  sobre o mundo e sobre os homens.

Essa concepção, os hebreus herdaram dos persas, povo sob o qual ficaram dominados durante séculos, e que acreditavam na existência do deus do bem sempre em disputa com o deus do mal.

Além disso, o confronto entre Jesus e o demônio é simplesmente impossível do ponto de vista da razão, pois o mal não tem o condão de defrontar com o bem e, ainda mais, de desafiá-lo como conta a parábola. 

 

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

SEM FRONTEIRAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A conhecida vila litorânea de Cascais, a meia hora de Lisboa, capital portuguesa, ficou abalada quando se espalhou nos noticiários do dia 15 de fevereiro de 1985, a notícia da morte por acidente com arma de fogo do jovem Carlos Teles Sobral Junior, um dos filhos do casal Yolanda e Carlos Teles Sobral. Aeronauta a serviço de importante companhia aérea, seu pai trabalhava há vários anos na rota Portugal /Brasil /Portugal, o que acabou por fazer que sua filha Mônica fixasse residência na cidade do Rio de Janeiro, o que, por sinal, mantinha na ocasião, sua mãe a seu lado. Seu pai encontrava-se cumprindo folga de sua escala de trabalho, contudo, quando se verificou a tragédia, havia saído para resolver alguns negócios. A perplexidade ante o impacto da ocorrência converteu-se em desespero e dor diante do fato inexplicável. Junior, 25 anos, estudante, trabalhava em uma loja de artigos musicais montada pelo pai para que ele se mantivesse ocupado. Nada justificava por isso um possível suicídio, nem a existência de qualquer tipo de armamento entre os pertences do filho. Dolorosos dias se tornaram semanas quando ouviram sobre Chico Xavier e, desesperados, se mudaram para Uberaba, Minas Gerais. No Grupo Espírita da Prece, na primeira parte das reuniões públicas, dedicada às consultas respondidas, psicograficamente, receberam o seguinte recado: “- Jesus nos abençoe. Notícias solicitadas serão recebidas oportunamente. Confiemos no amparo de Jesus, hoje e sempre”. Esperançosos, retornaram no dia 18 de maio e, entre outras, ouviram o médium ler, ao final das páginas recebidas naquela noite/madrugada, a ansiada, esclarecedora e confortadora carta do amado filho. Logo no início da missiva, Junior revela detalhe somente do conhecimento dos familiares: “... o papai Carlos julgou prudente que me demorasse em Portugal, até que pudéssemos decidir detalhes de nosso reencontro, que ainda não sabíamos se no Rio ou em Lisboa”. Mais adiante, expõe um aspecto de sua personalidade e comportamento, absolutamente desconhecido pelos entes mais próximos   : “- Em minhas travessuras de rapaz, que deveria ajustar-se aos princípios renovadores cabíveis em minha própria idade, em minhas travessuras, repito, não fui amigo de um que se habituara a passar rente a nossa moradia, suscitando-me o desejo de experimentar lhe a paciência com meus pensamentos de rapaz acriançado que eu era. Se tivesse conhecimento de sua passagem, ao lado de nossas portas, alegrava-me vê-lo atarantado com os sustos que lhe impunha, especialmente em jatos de água a descerem do alto sobre o pobre passante. Certa vez em que ele era seguido de uma criança, esculpi a figura de uma serpente em papelão pintado a caráter, controlando o animal imaginário com uma corda quase invisível para ele. Em dado momento, coloquei a estranha figura rente a ele e tamanha foi a sua reação, ao ver que a criança se tomara de terror, que o amigo, vitima de minhas brincadeira de mau gosto, me chamou às contas e prometeu cobrar-me aquela grande série de emoções descontroladas a que lhe submetia o ânimo enfermiço”. Certamente tais detalhes surpreenderam aos familiares, que ignoravam tais atitudes do filho. Prosseguindo, Junior desvenda o mistério que nem a polícia conseguiu esclarecer: “– Pois, o inconcebível aconteceu. Ele esperou que o pai se ausentasse de casa e, percebendo-me a sós, penetrou o recanto e, ao encontrar-me, despejou o projétil que me estirou no piso do quarto... Estava sob a impressão de meu injustificável espanto, quando, incapaz de mover-me, ainda o vi colocar em minha mão esquerda a arma que somente funcionaria, a rigor, em minha destra, largada à imobilidade da desencarnação. Não consegui chamar por socorro porque a hemorragia fulminante me subtraiu todas as possibilidades de movimento e, caindo no estado comatoso em que me vi, ainda lhe consegui observar a cautela com que se retirara de nossa casa, naturalmente receando qualquer punição aberta. Quem foi? Não sei. . Junior prossegue: “- Uma senhora, que se me revelou na condição de minha bisavó Maria Pereira Nunes, às pressas, me retirou do quadro de minha provação. Em seus braços fortes e acolhedores consegui o sono que necessitava e, desde então, despertando transformado em meus sentimentos mais íntimos, refleti sobre a ocorrência que a polícia afinal não desvendaria” . A perícia qualificou a ocorrência apenas como um acidente com arma de fogo mostrando a superficialidade com que foi conduzida, pois o detalhe da posição do revolver na mão esquerda quando Junior era destro, deixou de ser observado.


Eu nunca tinha visto uma pessoa falecer, mas quando assisti os últimos momentos do meu tio, estremeci. Se é assim que as pessoas morrem, elas devem sofrer muito pra morrer.

Sobre os últimos momentos de uma pessoa, devemos considerar o seguinte: uma coisa é morte do corpo, outra o desprendimento do espírito.

Esses dois fenômenos não se dão precisamente no mesmo instante. Há situações em que a desencarnação tem início bem antes da morte como, por exemplo, nos casos de doença prolongada.

Mas pode acontecer o contrário, se o Espírito insiste em não desencarnar. Nesses casos é possível que o espírito permaneça precariamente ligado ao corpo, mesmo quando se deu a morte clínica.

  Mas a questão mais importante é esta: como era em vida a pessoa está desencarnando? Que tipo de vida levava? Que tipo de relações tinha com a família ou com os estranhos?

A condição moral da pessoa, portanto, é muito importante para a situação que vai se configurar no momento de seu desencarne.

Mesmo assim, no livro OBREIROS DA VIDA ETERNA, André Luiz, ao relatar o desencarne de Dimas, um homem bom, em certo momento volta-se para o cadáver de Dimas para acompanhar os últimos instantes da vida biológica.

E, quando Dimas já está desencarnado, no colo de sua mãe também desencarnada, conversando com ela, seu corpo ainda está lutando para sobreviver, porque sobreviver é lei da natureza.

A vantagem é que Dimas, espírita, não estava preocupado com o corpo, pois se desligara definitiva e mentalmente dele, razão pela qual a luta do corpo para sobreviver nele não tinha nenhuma repercussão.

  Desse modo, caro ouvinte, nem sempre é possível saber da condição do espírito com base apenas nas reações tormentosas que o corpo experimenta nos momentos de agonia.

Se você quiser mais detalhes sobre essa situação, leia com atenção o capítulo 15 de OBREIROS DA VIDA ETERNA, intitulado “Aprendendo sempre”.


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

CIDADES NO PLANO ESPIRITUAL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Sacerdote inglês, George ValeOwen levou 25 anos para se convencer de que a comunicação dos Espíritos era um fato verdadeiro e bom, construindo no período de um mês – entre 23 de setembro e 31 de outubro de 1913, uma incrível obra falando do Mundo Espiritual de forma objetiva e rica em detalhes. O processo a escrita automática por inspiração psicográfica, calculando que as 29 comunicações vertidas para nosso Plano tenham surgido na base de 24 palavras por minuto. Conta que o início se deu a partir de orientação recebida por sua esposa em comunicação através da prancheta de que “deveria sentar-se, calmamente, com o lápis na mão e receber todos os pensamentos que viessem à sua mente, projetados por uma personalidade externa e não originados do exercício do seu próprio Espírito”. Relutando por longo tempo, convenceu-se, por fim, de que amigos que estavam próximos, desejavam ardentemente falar-lhe. Na última mensagem recebida, soube ter sido variável o número de entidades espirituais que o assistiam em seu trabalho mediúnico, que acabou resultando no livro A VIDA ALÉM DO VÉU (feb, 1921), compilação das mensagens publicadas pelo magnata da comunicação inglêsLord Northcliffe, em um dos seu jornais. A princípio acionado por sua mãe que havia desencarnado quatro anos antes, foi consecutivamente utilizado porASTRIEL(Regiões Inferiores do Céu), ZABDIEL(Altas Regiões do Céu), LEADER(Os Mistérios do Céu), cada um deles dando oferecendo informações sobre as áreas em que viviam. Destacamos alguns desses informes que expressam as surpreendentes revelações contidas no livro:1- “É a Terra aperfeiçoada. (...) O que chamais quarta dimensão, até certo ponto existe aqui, mas não podemos descrevê-la claramente. Nós temos montes, rios, belas florestas e muitas casas; tudo foi preparado pelos que nos precederam”.2- “Avistamos a cidade e descemos em frente à porta principal, pela qual penetramos na principal rua. Esta cortava toda a cidade e saía em outra porta do lado oposto. De cada lado desta rua larga havia grandes casas ou palácios, em terrenos espaçosos. Quando vínhamos em direção à cidade notamos diversas pessoas trabalhando nos campos e, também, muitos edifícios que não eram evidentemente residências, mas tinham algum fim útil. Agora que estávamos dentro dos seus muros, vimos a perfeição, tanto das construções como da horticultura. Cada casa tinha um jardim típico, em harmonia com ele, tanto na cor quanto no formato”.3-A ponte sobre o abismo, entre as esferas de luz e de trevas, foi construída e ela é toda da mesma cor. Na parte mais afastada, está envolta em trevas e ao emergir gradualmente em direção à região de luz, toma uma cor cada vez mais brilhante”.   4- “Estas regiões são muito extensas e a ponte é mais um trecho de terreno do que uma ponte, e esta é a melhor comparação que me ocorre. Como vi, apenas, pequena parte destas esferas, só me refiro ao que sei. Provavelmente há outros precipícios e pontes; grande número deles”. 5- (A casa) é muito bem acabada, interna e externamente. Dentro possui banheiros, um salão de música e aparelhos registradores do nosso trabalho. É um edifício amplo. (...) Tudo é de tal forma extraordinário que, não sei não se acreditaria como não se compreenderia (...). As árvores, são verdadeiras árvores, e crescem como na Terra, porém estão de acordo com os edifícios”.

 


Um ouvinte fez a seguinte colocação: hoje, com a inteligência artificial, já se possível fazer tudo quanto se quer. Será que a IA (Inteligência Artificial) não pode forjar uma comunicação mediúnica e todos acreditarem que foi um Espírito?

É claro que pode. Não  é  preciso de Inteligência Artificial para fazer isso. Qualquer pessoa pode forjar uma comunicação mediúnica, se ela tiver habilidade e interesse em enganar e levar alguma vantagem nisso.

  Por isso, precisamos sempre estar atento a comunicações, que podem não ser autênticas, embora tenham aspecto de verdade. Allan Kardec fala disso em O LIVRO DOS MÉDIUNS, de 1868.

Aliás, nessa obra, Kardec colocou uma série de mensagens, supostamente escrita por Espíritos de renome e que ele analisa e apontas falhas que podem atestar sua falsidade.

A essas mensagens ele deu o nome de “mensagens apócrifas”, lembrando as recomendações do Espírito Erasto, seu orientador em termos de mediunidade, que afirmava “é preferível rejeitar nove verdades e aceitar uma só falsidade”.

  As mensagens autênticas, quando os Espíritos julgam necessário e quando o médium oferece condições, sempre deixam transparecer algumas pistas que atestam sua verdadeira origem, convencendo seus familiares que são verdadeiras.

Nas cartas recebidas por Chico Xavier sempre havia referências a familiares, parentes ou amigos do desencarnado e sua família, bem como a situações que somente as pessoas mais íntimas conheciam.

Um caso, que lembramos agora, é o da atriz Nair Bello. A carta enviada por seu filho, desencarnado num acidente, revela um fato que só ela e o filho sabiam, além de mencionar o nome de uma pessoa que ela, o marido e os demais familiares desconheciam.

No entanto, pesquisando, descobriram que essa personagem foi uma pessoa amiga de gerações anteriores que participara ativamente da vida da família e que estava sempre por perto nas horas difíceis.

Evidentemente, a Inteligência Artificial pode muita coisa, mas uma carta por ela elaborada não poderia mencionar um fato ou uma pessoa que não estivesse inserido no seu programa.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

REENCARNAÇÃO – DÚVIDAS QUE TALVEZ VOCÊ TENHA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 No século 20 poucos foram os avanços no sentido de se considerar a reencarnação como uma verdade a conduzir o Espírito que há por trás de cada corpo físico na direção da evolução espiritual. Pesquisas como as de Ian Stevenson, Hemendras Banerjee, Hernane Guimarães Andrade parecem ter-se perdido em livros pouco conhecidos, especialmente nos meios acadêmicos. O “estrago” feito por uma das poderosas escolas religiosas do lado Ocidental da Terra, vinculam o conceito de reencarnação às superstições, afastando inteligências que poderiam contribuir com o avanço das investigações sérias sobre o tema. As respostas racionais e substanciais continuam a ser oferecidas pelo Espiritismo, confundido erroneamente com o termo religião. Na sequencia, destacamos alguns tópicos destacados das Obras Básicas da proposta espírita que, certamente, aclaram  muitas dúvidas: 1 - OBJETIVO - Os Espíritos não pertencem eternamente à mesma ordem. Todos melhoram, passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse melhoramento se verifica pela encarnação, que a uns é imposta como uma expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova a que devem se submeter repetidas vezes até atingirem a perfeição absoluta; é uma espécie de peneira ou depurador de que eles saem mais ou menos purificados. (...) A encarnação ocorre sempre na espécie humana. Seria erro acreditar que o Espírito ou alma pudesse encarnar no corpo de animal. (LE) 2- ESTADO NA PRIMEIRA ENCARNAÇÃO - Criado simples e ignorante, o Espírito está em sua origem, num estado de nulidade moral e intelectual, como a criança que acaba de nascer. Se não fez o mal, também não fez o Bem. Nem é feliz, nem infeliz. Age sem consciência e sem responsabilidade. Desde que nada tem, nada pode perder, como não pode retrogradar. Sua responsabilidade só começa no momento em que se desenvolve seu livre-arbítrio. Seu estado primitivo não é, pois, um estado de inocência inteligente e raciocinada. Consequentemente, o mal que fizer mais tarde, infringindo as leis de Deus, abusando das faculdades que lhe foram dadas, não é um retorno do Bem ao mal, mas consequência do mau caminho por onde entrou. (RE, 6/1863)(...) A encarnação ocorre sempre na espécie humana. Seria erro acreditar que o Espírito ou alma pudesse encarnar no corpo de animal.(LE) 3- INTERVALO ENTRE ENCARNAÇÕES? - De algumas horas a alguns milhares de séculos, não havendo limite extremo assinalado para o estado de desencarnado, que pode prolongar-se por muito tempo, não sendo jamais perpétuo, possibilitando ao Espírito cedo ou tarde, oportunidade de recomeçar uma existência que sirva de purificação das anteriores. 4- NUMERO DE EXISTÊNCIAS CORPÓREAS - A cada nova existência o Espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despojou de todas as impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea . (LE) 5 - O MESMO PARA TODOS OS ESPÍRITOS? - Não, aquele que avança rapidamente se poupa das provas. Não obstante, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas porque o progresso é quase infinito (LE,) 6- REENCARNAMOS ONDE QUEREMOS? O Espírito freqüentemente renasce no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhe tenha feito. (LE) Frequentemente, renasce na mesma família, ou pelo menos os membros de uma mesma família renascem juntos para nela constituírem uma nova, numa outra posição social, a fim de estreitarem os seus laços de afeição, ou repararem seus erros recíprocos. Pelas considerações de ordem mais geral, frequentemente, se renasce no mesmo meio, nação, raça, seja por simpatia, seja para continuar estudos que fizeram, se aperfeiçoar, prosseguir trabalhos começados que as circunstâncias ou brevidade da vida não permitiram termina r. (OP) 7 - EM QUE MOMENTO SE OPERA O ESQUECIMENTO DO PASSADO? Desde que o Espírito é preso ao laço fluídico que o liga ao germe (embrião, feto) , a perturbação apodera-se dele, crescendo à medida que o laço se aperta, e, nos últimos momentos, o Espírito perde toda a consciência de si mesmo, de sorte que ele nunca é testemunha consciente de seu nascimento. No momento em que a criança respira, o Espírito começa a recobrar suas faculdades, que se se desenvolveram à medida que se formam e consolidam os órgãos que devem servir para a sua manifestação .(G,) 8 - ISSO SERIA O ESQUECIMENTO DO PASSADO? Não. Ao mesmo tempo que o Espírito recobra a consciência de si mesmo, perde a lembrança de seu passado, sem perder as faculdades, qualidades e aptidões adquiridas anteriormente, aptidões que estavam, momentaneamente, estacionadas em seu estado latente e que, em retomando sua atividade, vão ajudá-lo a fazer mais e melhor que fazia precedentemente. Ele renasce como fizera na encarnação anterior; sendo seu renascimento agora um novo ponto de partida, um novo degrau a subir. . ( G,)



Gostaria de saber qual se, quando as pessoas da família ficam brigando por causa de herança, se isso afeta o Espírito, que era dono dessa herança, e se ele pode ajudar a resolver esse problema. ( Fabrício)

Já tivemos oportunidade de relatar por este programa um caso que, há muitos anos, aconteceu em nossa cidade.

Uma jovem de classe média, um tanto assustada, nos procurou para contar que, após o enterro de sua tia, os parentes se reuniram em sua casa, quando passaram a falar sobre os bens que essa tia havia deixado, traçando desde logo um breve plano de partilha.

Ali estavam vários irmãos da falecida, reunidos em uma sala, alguns moradores de outras localidades. De repente uma das irmãs se levantou num ímpeto e passou a repreender a todos em altos brados, dizendo que eles não a respeitavam mesmo depois de morta.

O susto foi grande. Todos ficaram paralisados, sem dizer palavra, até que, após a repreensão, a tia que fizera o papel de médium se calou, quase desfalecida, sendo logo amparada pelos demais e afirmando nada se lembrar do ocorrido.

Como a família é católica, logo procuraram o padre local, pedindo que viesse benzer a casa. O padre disse que minha tivera apenas um momento de exaltação, mas que não ocorrera nada de sobrenatural.

A jovem não se conformou com a explicação do sacerdote e por isso nos procurou para saber o que os espíritas pensavam a respeito.

Nós explicamos que, às vezes, o fenômeno de comunicação mediúnica, logo após a morte, pode ocorrer e que tudo levava a crer, segundo a narrativa da jovem, que realmente se tratava da comunicação de sua tia.

De qualquer forma, a lição ficou e, com certeza, os familiares da desencarnada, passariam a tomar mais cuidado em relação a providências que deveriam tomadas quanto à partilha do espólio.

É claro que nossas atitudes em relação à herança, se não forem pautadas pelo respeito uns aos outros e pelo equilíbrio, podem atormentar o desencarnado, principalmente aquele que estiver mais apegado aos bens que deixou.

Por isso, devemos atentar para a importância do lado espiritual da vida, compreendendo que nossos verdadeiros valores são os espirituais e não os materiais.

Embora, dependamos dos valores da matéria para viver, devemos dar à matéria o valor que ela realmente tem, pois somos seres espirituais de passagem por este mundo e dele nada levamos.

Muitas vezes, a ganância de herdeiros em relação a bens que desejam se apropriar faz com que eles fiquem cego em relação ao seu próprio destino, esquecendo que estamos aqui por pouco tempo e, às vezes, por muito pouco.

Jesus deixou essa mensagem muita clara, conforme lemos nos evangelhos, quando disse “de que vale ao homem ganhar o mundo, se perder a sua alma”.

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

O UNIVERSO E A DOUTRINA ESPÍRITA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

O Espiritismo bem antes de muitos dos avanços da chamada Ciência ofereceu, através dos conteúdos apresentados por Allan Kardec em suas obras, uma visão avançada considerando os conhecimentos disponíveis na época. A ideia da realidade espiritual anteceder e determinar em vários pontos a em que nós vivemos é uma delas, visto que, como se sabe a Física Quântica através da Teoria das Supercordas, além de afirmar a existência de Universos Paralelos em outras Dimensões, diz que “mesmo que as dimensões ocultas do Espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”.  Na sequência, destacamos alguns pontos interessantes para nossas reflexões: 1- O Universo é ao mesmo tempo um mecanismo incomensurável, acionado por um número incontável de inteligências, e, um imenso governo, no qual cada Ser inteligente tem a sua parte de ação sob as vistas do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda a parte a unidade. Sob o império dessa vasta potência reguladora, tudo se move, tudo funciona em perfeita ordem”. (G,18:4) 2-  O véu do mistério das coisas ocultas ao homem se ergue na medida em que ele  evolui, necessitando, porém, para a compreensão de certas coisas, de faculdades que não possui.(LE,18) 4- ESPAÇO - Espaço é o infinito. 5- VAZIO ABSOLUTO - Não existe, nada é vazio. O que é vazio segundo nossas concepções, está ocupado por uma matéria que nos escapa aos nossos sentidos e instrumentos (LE, 36) 6- TEMPO - O tempo é a sucessão das coisas, estando ligado à Eternidade, do mesmo modo que as coisas estão ligadas ao Infinito. Apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias. 7- MATÉRIA - Segundo a Espiritualidade, existe em estados que não percebemos, podendo ser tão etérea e sutil que não produza impressão nos nossos sentidos, sendo sempre matéria, embora não o seja para nós. 8- ESPÍRITO - É o princípio inteligente do Universo. 9- AS LEIS E AS FORÇAS - “Há um fluido etéreo – fluido cósmico universal - que enche o espaço e penetra os corpos. Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres. Os movimentos vibratórios do agente são conhecidos sob os nomes de som, calor, luz, etc.  Em outros mundos, ela se presentam sob outros aspectos, revelam outros caracteres desconhecidos na Terra e, na imensa amplidão dos céus, forças em número infinito se tem desenvolvido numa escala inimaginável, cuja grandeza tão incapazes somos de avaliar, como o é o crustáceo, no fundo do oceano, para apreender a universalidade dos fenômenos terrestres”. (G; 6:10) NAS OBRAS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ – 1- “O Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a exteriorização do Pensamento Divino, de cuja essência partilhamos, em nossa condição de raios conscientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual” (NDM) 2- “ O Universo enquadra-se na ordem absoluta. Aves livre em limitados céus, interferimos no Plano Divino, criando para nós prisões e liames, libertação e enriquecimento. (NMM). 4-“A nossa Terra, com todas as esferas de substância ultra-física que a circundam, pode ser considerada qual laranja minúscula, perante o Himalaia, e nós outros, confrontados com a excelsitude dos Espíritos Superiores (...), não passamos, por enquanto, de bactérias, controlados pelo impulso da fome e pelo magnetismo do amor”. (L)



 

 Até hoje, passados mais de um século e meio de Allan Kardec, a ciência não descobriu esse tal de fluido magnético. Não é estranho que os aparelhos ultrassensíveis inventados pela ciência ainda não tenham feito nenhum registro?

A ciência partirá para isso certamente, mas não agora. Isso porque ainda estamos distantes de uma condição que nos permite viver mais fraternalmente uns com os outros.

Temos observado que, ao longo da História, as descobertas e invenções têm uma grande relação com o desenvolvimento moral do ser humano.

O ouvinte pode estranhar porque estamos dizendo isso.  Mas a verdade é que a humanidade só vai dar um passo decisivo para desvendar o mundo espiritual quando ela estiver espiritualmente mais evoluída para poder compreender o significado da mensagem de Jesus.

Você já imaginou se hoje o homem descobrisse a natureza do pensamento, a maior força do mundo na linguagem de Guimarães Andrade, se ele não utilizaria esse recurso (o poder do pensamento) para explorar e prejudicar o semelhante em busca de metas materiais?

A invenção da internet, que só ocorreu há pouco tempo e que possibilita uma comunicação rápida e fácil entre todos os habitantes do mundo, já está trazendo inúmeros problemas, na medida em que está sendo utilizada para a prática de crimes. Os crimes cibernéticos hoje constituem uma grande preocupação para os governos de todo o mundo.

O mesmo podemos dizer se a ciência desvendasse esse fluido magnético que, para muita gente, ainda é uma fantasia, uma ficção, pois não teria existência real. Portanto, é bom que, por enquanto, ele permaneça desconhecido para não se tornar mais uma arma contra a humanidade.

Essa força natural, o fluido magnético, com a qual nos alimentamos e que emana de de nós é um fator ainda desconhecido da ciência, embora esteja presente em todos os momentos de nossa vida.

Quando aplicamos passe numa pessoa (assim como fez Jesus), procuramos oferecer esse elemento que aciona os recursos curativos dessa pessoa ajudando-a no seu equilíbrio psíquico e orgânico.

Nesses momentos, em gera, no centro espírita, contamos com a cobertura de amigos espirituais que, aproveitando a nossa condição de médium, trazem do mundo espiritual outros elementos que nos ajudam na operação que está sendo realizada.

O fluido magnético que transmitimos ao paciente, disseram os Espíritos a Kardec, deriva do fluido universal, que a ciência ainda não descobriu, tanto quanto do chamado fluido vital, responsável pela manutenção da vida.

 

 

 

  

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

NÃO É O FIM; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Minha experiência me mostrou que a morte do corpo e do cérebro não é o fim da consciência, e que a existência humana continua no além-túmulo”, escreveu no Prólogo do seu livro UMA PROVA DO CÉU (2012; sextante), o Dr Eben Alexander III, acrescentando: -“O lugar onde estive era real. Tão real a ponto de fazer a vida no aqui e agora parecer uma ilusão”. Tudo se desdobrou em 2008, ao longo de sete angustiantes dias para seus familiares depois de o virem mergulhar num estado de coma numa madrugada de segunda-feira em que acordou, a princípio, com forte dor nas costas que acabou se pronunciando de forma mais aguda na cabeça, originada, saber-se-ia depois, pela infestação de uma variação bacteriana da meningite. Contrariando prognósticos normais que anteviam lesões graves no cérebro e mesmo a morte, o Dr. Eben, retornou à vida quando os colegas médicos comunicavam aos acompanhantes terem esgotado os recursos conhecidos, com uma única radical e definitiva mudança: a certeza de que a morte como é considerada pela dita ciência não existe. Conclusão baseada numa intensa vivência numa realidade nunca cogitada por ele anteriormente, cético que era. Profissional com 25 anos de experiência na área da neurocirurgia, concluiu que a lógica científica ainda não possui todas as respostas para os enigmas da vida. Explicações oferecidas, por sinal, pelo Espiritismo, como podemos perceber pela resposta em 1971, do Espírito Emmanuel através do médium Chico Xavier, em que se manifestando sobre o estado do paciente considerado em coma diz: -“Será de acordo com sua situação mental. Há casos em que o espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores Espirituais. São pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação. Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédio do períspirito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres que já os precederam na passagem para a Vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos”. Foi o caso do Dr. Eben. Enquanto em nossa Dimensão, amigos especialistas se desdobravam na tentativa de entender e tirá-lo da situação complicada em que se encontrava sua saúde, sentiu-se transitar por regiões antes inimaginadas. No primeiro momento, sem ter noção exata do momento em que começou, viu-se ou sentiu-se, em meio à mais absoluta escuridão, rodeado “de alguns objetos, semelhantes a pequenas raízes, ou a vasos sanguíneos, em um grande útero lamacento. Com uma coloração vermelha, escura e brilhante, eles desciam de algum lugar muito lá em cima em direção a outro lugar igualmente distante lá embaixo, o que o fez de chama-lo de Região do Ponto de Vista da Minhoca”. Um mundo subterrâneo em que “caras grotescas de animais borbulhavam na lama, grunhiam, guinchavam, e desapareciam. Escutava urros medonhos, ora dando lugar a cânticos rítmicos e obscuros, ao mesmo tempo assustadores e curiosamente conhecidos”. A certa altura, atraído por uma luz giratória, passou por uma abertura, penetrando num mundo inteiramente novo, para o qual adjetivos como brilhante, vibrante, arrebatador, maravilhoso, são pobres para descrever. Em meio ao deslumbramento, avista uma menina, bela, com maçãs do rosto salientes e olhos de um azul profundo, que, fitando-o de forma arrebatadora, sem sonorizar palavras, tocou seu interior dizendo: -“Você é amado e valorizado imensamente, para sempre. Não há nada a temer. Não há nada que você possa fazer de errado. Nós lhe mostraremos muitas coisas aqui. Mas, no fim, você irá voltar”. Num estágio seguinte, “num lugar cheio de nuvens, avistou num ponto imensuravelmente mais alto, num aglomerado de esferas transparentes, seres deslumbrantes se deslocando em arco por todo o céu, deixando grandes rastros atrás de si. Seres, intuiu, mais evoluídos, Superiores”. Dúvidas fervilhavam em sua cabeça, contudo, “a cada questão que formulava, a resposta vinha instantaneamente em uma explosão de luz e beleza que o invadia por completo”. Noutro estágio, “viu-se entrando num imenso vazio, escuro, infinito em tamanho, mas também infinitamente prazeroso ao mesmo tempo, repleto de luz, em que se sentiu como que diante do Ser dos Seres”, que, entre outras coisas lhe diz, “não existir apenas um Universo, mas muitos – na verdade mais do que poderia conceber – e que o amor está no centro de todos eles”. A riquíssima narrativa do Dr. Eben, prossegue oferecendo instigantes elementos para nossas reflexões, inclusive sobre tais vivências serem absolutamente pessoais, como, a propósito revela a resposta dada pelo Espírito Emmanuel e transcrita neste texto.




É certo dizer que, quando os pais têm filhos que dão muito trabalho e às vezes se perdem no mau caminho, que esses pais estão resgatando culpas do passado por terem abandonado esses filhos?

Embora essa seja uma possibilidade, isso não quer dizer que se aplica a todos os casos, porque várias são as causas que levam os pais a tal situação. Além do mais, quem somos nós para fazer esse ajuizamento.

  Entre os espíritas, devemos tomar muito cuidado para não fazer diagnósticos precipitados. No geral, devemos considerar que mãe e pai são detentores da mais nobre missão, a de educarem seus filhos.

  Os Espíritos que renascem numa família são nossos irmãos, que vieram para ser orientados no bom caminho. Essa missão cabe aos pais.

Algumas vezes, os esforços dos pais não são suficientes para ajuda-los nesse sentido. De outras vezes, os pais ignoram a importância da sua missão. E, de outras ainda, são relapsos no cumprimento de sua tarefa.

Mesmo assim, essas experiências não deixam de ser válidas, não só para despertá-los ou ensiná-los a lidar com filhos rebeldes, mas, algumas vezes, para dar um impulso na vida desses Espíritos.

  Logo, os pais não devem perguntar se são eles devedores dos filhos, mas devem empregar seus esforços no sentido de ajudá-los a compreender as leis da vida, a respeitar e amar o próximo.

O problema, portanto, não está em se indagar se são devedores ou não, mas de se entregarem à divina missão de educar, que é inadiável e imperiosa.

Para tanto, os pais sempre devem lembrar que o fator que mais influi na educação dos seus filhos é o exemplo de vida que eles próprios podem dar, cultivando o bem e evitando o mal.

Não basta a religião, não bastam as orações, não são suficientes os bons conselhos; é preciso que os pais se esforcem para dar o melhor exemplo e que sejam sinceros para com seus filhos.

Evidentemente, os filhos, com o passar dos anos, vão descobrir que seus pais não são perfeitos, que eles também erram, mas eles saberão respeitá-los pelo esforço que fazem e pela sinceridade de seus ensinos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

CEITIL POR CEITIL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A manhã daquele domingo, sete de julho de 1975, surgia como excitante perspectiva de dias de refazimento e lazer para o professor Oswaldo Peixoto Martins que partia da sua querida Campos (RJ), juntamente com a esposa Ruth Maria, os três filhos (Analice, Luciana e André Luiz) e a ama deles, na direção das férias escolares do meio de ano. Quilômetros após, contudo, um acidente no trecho recém-inaugurado da BR 101, entre Campos-Rio, nas imediações de Casimiro de Abreu (RJ), alteraria, para ele e a pajem Eliceia de Souza Batista, o destino anteriormente estabelecido, poupando a esposa e suas crianças. No capotamento ocorrido numa perambeira fora da estrada, o Professor Oswaldo foi projetado fora do veículo, sendo encontrado pela esposa caído numa região de brejo, com água que teria sido suficiente para mata-lo por afogamento, caso não houvesse sido retirado por ela para um lugar mais seco. Profissional do magistério que prestava serviços em três estabelecimentos de ensino da cidade em que vivia, o professor Oswaldo viveria ainda por quatro horas, desencarnando no Hospital da cidade de Macaé (RJ), para onde foi removido do local do acidente. Sua desencarnação repercutiu em toda Campos, pela sua reconhecida contribuição na formação de tantos talentos ao longo dos anos.  Sua esposa, tanto quanto ele, atuante no movimento espírita, particularmente na Escola Jesus Cristo, de Campos (RJ), recebeu notícias do marido através de uma mensagem psicografada na noite de 5 de agosto de 1974, pelo médium Chico Xavier, em reunião na cidade de Peirópolis  (MG), endereçada à Dona Hilda Mussa Tavares, dirigente da instituição a que serviam , presente no local da comunicação espiritual. Assinava-a Lenora, filha do casal, desencarnada sete anos antes. Na esclarecedora e confortadora carta, a menina pede à mãe não chorar mais à noite chamando o papai, porque isso vai até ele “sem que nós possamos saber como evitar-lhe a dor de querer dar resposta sem as forças precisas”. Afirma: -“Papai não está morto. Ele e a nossa companheira estão hospitalizados. Muitos amigos estão velando por nós”. O médium Chico Xavier, no tocante à linha da carta – estávamos com o papai Oswaldo no dia 7 -, revelou à dona Hilda, a destinatária da carta, que seu filho Carlinhos (Carlos Vítor Mussa Tavares), também desencarnado, contou que “na véspera do desastre que vitimara o Prof. Oswaldo, ele, em companhia de outros Amigos Espirituais, conduzira o Espírito das meninas Analaura( desencarnada com apenas dois meses onze anos antes) e Lenora até junto de seu pai Oswaldo, que se encontrava em uma reunião de professores na Escola Técnica Federal, ficando as duas meninas, desde aquele momento, em companhia do papai, a fim de ajuda-lo espiritualmente para a dolorosa provação da manhã do dia 7. Outro detalhe – aqui foi sono aplicado – confirmado por sua esposa, era a sonolência dizia estar sentindo momentos antes do acidente, comentando com a  esposa estar se sentindo muito cansado, desejando interromper por isso a viagem, o que acabou não fazendo. Na verdade, eram providências da Espiritualidade para que não sentisse dores motivadas pelos impactos que seu corpo sofreria ao ser arremessado violentamente à distância. Oito anos depois, no dia 4 de setembro de 1982, o Professor Oswaldo, psicografaria através de Chico uma extensa e emocionada carta à esposa onde, a certa altura, relata que “após despertar na vida nova, começou a perguntar a si mesmo qual a motivação daquela prova, incomodando a tantos amigos, recorreu a tantos mentores para conhecer a causa do acidente que, parecia vir até nós, através do nada, que um orientador, embora conhecendo a sua incapacidade para suportar mergulhos prolongados nos domínios das recordações mais recônditas, relativamente a mim mesmo, conduziu- me a certo instituo em que a hipnose é examinada e praticada nos alicerces de profunda veneração pelos valores humanos e, em minutos, mostrou-me um quadro que ele mesmo desarquivara de passado recente, no qual me vi tutelado por ama generosa, na qual reconheci nossa estimada Elicéia. Em exposição rápida vi-me, ao lado dela combinando a precipitação de um adversário num pântano, desalojando-o da carruagem na qual processaria viagem longa. Não posso dizer o que se passou em mim. Pedi o adiamento para qualquer nova revelação, que me pudesse advir, ante a qual, se surgisse, não me sentiria preparado e continuo a esperar por mim mesmo, no sentido de retomar a experiência”.


É certo dizer que, quando os pais têm filhos que dão muito trabalho e às vezes se perdem no mau caminho, que esses pais estão resgatando culpas do passado por terem abandonado esses filhos?

Embora essa seja uma possibilidade, isso não quer dizer que se aplica a todos os casos, porque várias são as causas que levam os pais a tal situação. Além do mais, quem somos nós para fazer esse ajuizamento.

Entre os espíritas, devemos tomar muito cuidado para não fazer diagnósticos precipitados. No geral, devemos considerar que mãe e pai são detentores da mais nobre missão, a de educarem seus filhos.

Os Espíritos que renascem numa família são nossos irmãos, que vieram para ser orientados no bom caminho. Essa missão cabe aos pais.

Algumas vezes, os esforços dos pais não são suficientes para ajuda-los nesse sentido. De outras vezes, os pais ignoram a importância da sua missão. E, de outras ainda, são relapsos no cumprimento de sua tarefa.

Mesmo assim, essas experiências não deixam de ser válidas, não só para despertá-los ou ensiná-los a lidar com filhos rebeldes, mas, algumas vezes, para dar um impulso na vida desses Espíritos.

Logo, os pais não devem perguntar se são eles devedores dos filhos, mas devem empregar seus esforços no sentido de ajudá-los a compreender as leis da vida, a respeitar e amar o próximo.

O problema, portanto, não está em se indagar se são devedores ou não, mas de se entregarem à divina missão de educar, que é inadiável e imperiosa.

Para tanto, os pais sempre devem lembrar que o fator que mais influi na educação dos seus filhos é o exemplo de vida que eles próprios podem dar, cultivando o bem e evitando o mal.

  Não basta a religião, não bastam as orações, não são suficientes os bons conselhos; é preciso que os pais se esforcem para dar o melhor exemplo e que sejam sinceros para com seus filhos.

Evidentemente, os filhos, com o passar dos anos, vão descobrir que seus pais não são perfeitos, que eles também erram, mas eles saberão respeitá-los pelo esforço que fazem e pela sinceridade de seus ensinos.