Considerando a prevalência do Plano Espiritual ou dos
Universos Paralelos sobre nossa realidade, interessante ampliarmos conhecimentos a respeito dos habitantes dessas Dimensões. Pioneiro nas
prospecções sobre o assunto, Allan Kardec deixou-nos um legado disponibilizando
elementos importantes para cogitações e reflexões sobre a influência que deles
recebemos. Abrindo a segunda parte d’ O
LIVRO DOS ESPÍRITOS, em que aborda o Mundo Espírita ou dos Espíritos,
desenvolve alguns raciocínios sobre uma Escala Espírita, resultante de classificação fundamentada no grau de desenvolvimento dos Espíritos, nas
qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se
livraram. Ressalva, contudo que "nada tem de absoluta, podendo-se
formar um número maior ou menor de classes, conforme o modo porque se
considerar o tema". Salienta que os Espíritos não pertencem para sempre
e exclusivamente a esta ou àquela classe, realizando seu progresso gradualmente
e como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro, eles podem reunir as
características de várias categorias. Numa visão mais abrangente, na edição de outubro
de 1858 da REVISTA ESPÍRITA,
na matéria em que aborda o tema OBSEDADOS E SUBJUGADOS,
alinha alguns pontos importantes para entendermos como eles agem em nossas
vidas: 1) Os Espíritos não são iguais nem em poder,
nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas desembaraçadas
de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade maior que a que
encontramos entre os homens da Terra, por isso que vem de todos os mundos, e
porque entre os mundos a Terra nem é o mais atrasado, nem o mais adiantado. Há,
pois, Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores; muitos bons e
maus; muitos sábios e muitos ignorantes; há os levianos, mentirosos, astutos,
hipócritas, etc. 2) Estamos
incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, nem por serem
invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no espaço, em redor de
nós, ao lado, espiando nossos atos, lendo nossos pensamentos, uns para nos
fazer bem, outros para nos fazer mal, segundo os Espíritos bons ou maus.
3) Pela inferioridade física e moral de nossos
Globo na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos
que os superiores. 4) Entre
os Espíritos que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais
particularmente sobre o nosso pensamento, aconselham-nos, e cujo impulso
seguimos sem nos apercebermos. 5) Ligam-se os Espíritos inferiores àqueles que
os ouvem, junto aos quais tem acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem
estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito,
fascinam-no, obsediam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança.
Aprofundando mais o tema, elucida que a obsessão jamais se dá senão por Espíritos
inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento: aconselham,
combatem a influência dos maus que afastam-se, desde que não sejam ouvidos”. No
que tange ao grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz, ele é
que marca a diferença entre a obsessão simples, a subjugação
e a fascinação. A obsessão, elucida, é a ação quase permanente de um Espírito
estranho, que leva a pessoa a ser solicitada por uma necessidade incessante de
agir desta ou daquela maneira e de fazer isto ou aquilo”. A fascinação, “é uma
espécie de ilusão produzida ora pela ação direta de um Espírito estranho, ora
por seus raciocínios capciosos; e esta ilusão produz um logro sobre as coisas
morais, falseia o julgamento e leva a toma-se o mal pelo Bem. A subjugação “é uma ligação moral que paralisa a vontade
de quem a sofre, impelindo a pessoa às mais desarrazoadas ações e, por vezes,
às mais contrárias ao seu próprio interesse”. Considera Kardec que “por
sua vontade, a pessoa pode sempre neutralizar a influência dos Espíritos
imperfeitos, porque em virtude de seu livre arbítrio, há escolha entre o Bem e
o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade e se a
fascinação é tão grande que oblitera a razão, então a vontade de uma terceira
pessoa pode substituí-la”.
Compartilhamento de informações reveladoras disponibilizadas pelo Espiritismo ampliando nosso nivel cultural
faça sua pesquisa
domingo, 23 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
O Ponto de Partida, pois, Não Existem Milagres
-“Seria conhecer bem pouco os homens, pensar
que uma causa
qualquer pudesse transformá-los por encanto. As ideias se modificam
pouco a pouco, com os indivíduos, e são necessárias gerações para que se apaguem completamente
os traços dos velhos hábitos. A transformação, portanto, não pode operar-se a
não ser com o tempo, gradualmente, pouco a pouco. Em cada geração uma parte do
véu se dissipa”, responderam os Espíritos a Allan Kardec quando
questionados (pergunta 800) sobre a possibilidade, por exemplo, do Espiritismo “vencer
a indiferença dos homens e seu apego às coisas materiais”. Vivia-se
apenas metade do século 19 e o materialismo já se constituía no
grande obstáculo ao progresso da paz e da felicidade na sociedade humana. Sua
destruição, aliada à destruição dos preconceitos de seita, de casta e de cor,
conduziriam naturalmente os homens à grande solidariedade que os deve unir como
irmãos. Ponderando que “nem o próprio Cristo convenceu seus
contemporâneos com os prodígios que realizou”, apontaram a razão, a lógica, como
o meio através do qual as mudanças se operariam. O próprio Jesus disse ser
necessário “a ocorrência do escândalo” para - quem sabe - sair-se da
inércia, da acomodação, da zona de conforto, em que parcela menor da sociedade
se mantem. Porque a maioria sofre apenas
os efeitos do descaso resultante da sede de poder e riquezas dos egoístas e orgulhosos. Necessário, porém, dar o
primeiro passo. Inteligências astutas e dissimuladas, em nome de ideologias
pessoais, certamente estudam o movimento das massas no sentido de encontrar a
melhor forma de manobrá-las na direção de conhecidos interesses. Provavelmente
vençam mais uma vez. A Educação Moral não é nem cogitada
por aqueles cujos gritos acordam os letárgicos, liderando-os não se sabe em que
direção. Em comentário à questão 685 d’O
LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec escreve: -“ Quando se pensa na massa de indivíduos
diariamente lançados na corrente da população, sem princípios, sem freios,
entregues aos próprios instintos, deve-se admirar das consequências desastrosas desse fato?”.
Linhas antes, ele ponderara: “Não basta dizer ao homem que ele deve
trabalhar., é necessário também que o que vive do seu trabalho encontre
ocupação, e isso nem sempre acontece. Quando a falta de trabalho se generaliza, toma as
proporções de um flagelo, como a escassez. A ciência econômica
procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo, mas esse
equilíbrio, supondo-se que seja possível, sofrerá intermitências e durante
essas fases o trabalhador tem necessidade de viver. Há um elemento que não se
ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a
educação. Não a
educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros,
mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria hábitos,
porque educação é conjunto de hábitos adquiridos”. Concluindo suas
ilações, Kardec diz: “-Quando essa arte for conhecida, compreendida
e praticada, o homem seguirá no mundo os hábitos de ordem e previdência para si e para os seus,
de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão
atravessar de maneira menos penosa os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que
somente uma educação bem compreendida pode curar. Nisso está o ponto de partida,
o elemento real do bem estar, a garantia da segurança de todos”. Como
se vê não é tarefa de um governante durante seu mandato, nem de uma geração.
Resultados a médio e longo prazo. Será que o imediatismo derivado da ambição
permitirá que se trabalhe para o futuro,
no agora?
terça-feira, 18 de junho de 2013
Bastante Lógico
-“O Mundo Espiritual preexiste e sobrevive a tudo”, disseram os
Espíritos a Allan Kardec quando
indagados sobre qual dos dois, o Mundo Espiritual ou o Mundo Material, é o
principal na ordem das coisas. “Mesmo que as Dimensões do Espaço sejam imperceptíveis,
são elas que determinam a realidade física em que vivemos”, escreveu o Físico e Astrônomo Marcelo Gleiser em seu livro CRIAÇÃO IMPERFEITA
(record, 2010), baseado em conclusões recentes da Física Quântica. Num
intervalo de mais de um século e meio, um respeitado representante do
pensamento científico revela que a comunidade da qual faz parte demonstra que,
embora ignorando o revelado pelo Espiritismo, avança-se na direção da
concordância quanto àquelas informações. Sendo assim, nosso mundo que é o
virtual e não aquele que decorre do fim de nossa jornada por aqui. Somos um
Espírito que carrega um corpo e não um corpo que carrega um Espírito que se
desprenderá após a morte do corpo físico. Diante disso, as surpresas do médico
oculto por traz do pseudônimo André Luiz, relatadas no capítulo 12 do livro MISSIONÁRIOS DA LUZ (feb,1945), assumem
um caráter bastante lógico. Narra o autor espiritual que, após testemunhar
interessante diálogo do Instrutor Alexandre - a nós apresentado no referido
livro como um especialista em mediunidade e reencarnação – é encaminhado por
ele a visitar instituto dedicado ao Planejamento
de Reencarnações, localizada na própria Colônia em que trabalhavam.
Descreve o mesmo como sendo movimentado centro de serviço de vários
prédios e numerosas instalações. Árvores acolhedoras enfileiravam-se através de
extensos jardins. Entidades em grupo ou sós, produziam intenso movimento de
entrada e saída dos edifícios imponentes. Segundo Alexandre, ali ele via Espíritos
interessados em reencarnações próximas. Nem todos, disse ele, estão diretamente
ligados a semelhante propósito, visto que conforme o grau de adiantamento do
futuro reencarnante e de acordo com o serviço que lhe é designado no corpo
carnal, é necessário estabelecer planos adequados aos fins essenciais.
Isto explicava os rolos brancos que portavam: eram pequenos mapas de formas
orgânicas, elaborados por orientadores da Dimensão em que se encontravam,
especializados em conhecimentos biológicos da existência terrena. Indagado
sobre a herediteriedade fisiológica, ouviu que funciona com
inalienável domínio sobre todos os seres em evolução, sofrendo, naturalmente, a
influência de todos aqueles que alcançam qualidades superiores ao ambiente
geral, os chamados “serviços intercessórios”, o que, possibilita “às forças mais elevadas imprimir
certas modificações à matéria, desde as atividades embriológicas, determinando
alterações favoráveis ao trabalho de redenção”. André descobre o que
não poderia imaginar existir nos bastidores da nossa realidade: vê protótipos
luminosos (hologramas?) de corpos masculino e feminino perfeitos em sua
anatomia; uma área inteira consagrada aos serviços de desenho onde pequenas
telas, demonstravam peças do organismo humano, tendo a impressão fiel de que se
encontrava num grande centro de anatomistas, cercados de auxiliares competentes
e operosos, produzindo desenhos de membros, tecidos, glândulas, fibras, órgãos de
todos os feitios e para todos os gostos. Inteira-se serem técnicos em questões
de Embriologia e Biologia em geral, aptos a orientar futuras experiências
individuais. A visita o leva a se inteirar de quatro casos em que os envolvidos deveriam renascer, para conviver
com situações na visão que no nosso Plano representam
falhas genéticas ou fatalidades sociais: 1-
um, deveria renascer com defeito na perna, o que o ajudaria a
prevenir reincidências na vaidade; 2-outra,
em meio a grandes restrições sociais, receberia de volta os filhos de outra vida
em que na função de mãe os desviou dos propósitos de crescimentos espiritual,
sendo que dois – pelo erros cometidos – na condição de paralíticos,
outro
deficiente mental e uma filha portadora de prementes necessidades de
retificação. 3- outra, por
solicitação dela, com problemas na tiroide e paratiróides
que evitariam quedas em erros em que incorrera em outras vidas. 4-Indivíduo que, na maioridade física,
sofrerá – por escolha dele - com a manifestação de úlcera de importância na região
gástrica, que o auxiliará a apagar de sua memória registros feitos há
mais de cem anos, em que cometera
revoltante crime, assassinando um pobre homem a facadas. Em meio a instigantes
informações aprende que na busca da evolução em nossa Dimensão existem quatro
potenciais riscos para a queda do Espírito nas armadilhas de suas próprias
imperfeições: inteligência, poder,
beleza e autoridade
domingo, 16 de junho de 2013
Em Média 50 horas
Verdade ou mentira? Fantasia ou realidade? Uma amiga
comentou há poucos dias que, embora não goste de ir a funerais, atendeu ao
pedido de colega para darem uma passada no de pessoa de seu relacionamento
visto estar próximo do horário do
enterro. Acedendo, embora não tenha entrado no recinto onde se dava o velório, enquanto aguardava o
retorno da amiga, médium que é, começou a ouvir os pedidos de socorro da entidade
desperta ainda ligada ao corpo do qual estava em processo de desencarnação, gritando
estar viva, perguntando por que não a atendiam ou ouviam. Apesar de
intimamente guardarmos a certeza de que a vida continua, mesmo, por vezes,
seguidores do Espiritismo, preferimos ignorar o conteúdo substancial oferecido
pela Doutrina que, ao contrário, de inúmeras outras, fala de forma clara e
objetiva sobre os detalhes dessa transição de nossa Dimensão para aquela para a
qual nos dirigiremos. O Espírito Emmanuel,
respondendo a uma das inúmeras questões a ele dirigidas pelo jornalista
Clementino de Alencar para o jornal O
GLOBO – ver o livro NOTÁVEIS
REPORTAGENS COM CHICO XAVIER (ide)-, enquanto opinava a respeito da
cremação, esclareceu que em condições normais, o desligamento do corpo
espiritual do corpo físico a ser abandonado pelo fenômeno da morte, demanda em
média 50 horas. O próprio Emmanuel havia
dito na obra O CONSOLADOR
(feb,1940), que “a situação de surpresa ante os acontecimentos supremos e irremediáveis
que determinam a morte física, proporcionam sensações muito desconfortáveis à
alma desencarnada” e o Espírito Abel
Gomes, em mensagem contida na obra FALANDO
Á TERRA (feb,1954), pondera que “somente alguns poucos Espíritos treinados
no conhecimento superior conseguem evitar as deprimentes crises de medo que, em
muitos casos, perduram por longo tempo”. Chico Xavier, em comentário
registrado na obra INESQUECÍVEL CHICO
XAVIER (geem), “revela que oitenta porcento das criaturas que desencarnam, voltam-se para a retaguarda sem
condições de ascenderem a Planos Elevados. Apenas vinte porcento
gravitam para Esferas mais altas”. Isso nos lembra depoimento de um
empresário desencarnado através do
próprio médium, na noite de 14 de junho de 1955. Disse, entre outras coisas: -“Industrial,
administrador e homem público, em atividade intensa e incessante, não admitia
que o sepulcro me requisitasse tão apressadamente à meditação. A angina, porém,
espreitava-me, vigilante, e fulminou-me sem que eu pudesse lutar. Recordo-me de
haver sido arremessado a uma espécie de sono que me não furtava a consciência e a lucidez, embora me
aniquilasse os movimentos. Incapaz de falar, ouvi gritos dos meus e senti que
mãos amigas me tateavam o peito, tentando debalde restituir-me a respiração.
Não posso precisar quantos minutos gastei na vertigem que me tomara de assalto,
até que, em minha aflição por despertar, notei que a forma inerte me retomava a
si, que minhalma entontecida regressava ao corpo pesado; no entanto, espessa
cortina de sombra parecia interpor-se entre os meus afeiçoados e a minha
palavra ressoante, que ninguém atendia...Inexplicavelmente, assombrado, em vão
pedia socorro, mas acabei por resignar-me à ideia de que estava sendo vítima de
estranho pesadelo, prestes a terminar. Ainda assim, amedrontava-me a ausência
de vitalidade e calor a que me via sentenciado. Após alguns minutos de pavoroso
conflito, que a palavra terrestre não consegue determinar, tive a impressão de
que me aplicavam sacos de gelo aos pés. Por mais verberasse contra semelhante
medicação, o frio alcançava-me todo o corpo, até que não pude mais...Aquilo
valia por expulsão em regra. Procurei libertar-me e vi-me fora do leito, leve e
ágil, pensando, ouvindo e vendo...Contudo, buscando afastar-me, reparei que um fio tênue
de névoa branquicenta ligava minha cabeça móvel à minha cabeça inerte.
Indiscutivelmente delirava – dizia de mim para comigo-, no entanto aquele sonho
me dividia em duas personalidade distintas, não obstante guardar a noção
perfeita de minha identidade. Apavorado, não conseguia maior afastamento da
câmara íntima, reconhecendo, inquieto, que me vestiam caprichosamente a estátua
de carne, a enregelar-se. Dominava-me indizível receio. Sensações de terror
neutralizavam-me o raciocínio. Mesmo assim, concentrei minhas forças na resistência.
Retomaria o corpo. Lutaria por reaver-me. O delíquio inesperado teria fim.
Contudo, escoavam-se as horas e, não obstante contrariado, vi-me exposto à visitação
publica”...Depois de detalhar interessantes lances da exposição publica do seu
velório, o Doutor G, acrescentou: -“Estava inegavelmente morto e vivo (...).
Curtia dolorosas indagações, quando, em dado instante arrebataram-me o corpo.
Achava-me livre para pensar, mas preso aos despojos hirtos pelo cordão que eu não podia
compreender e, em razão disso, acompanhei o cortejo triste, cauteloso e
desapontado (...). A vizinhança do cemitério abalava a escassa confiança que
passara a sustentar em mim mesmo. O largo portão aberto, a contemplação dos
túmulos à entrada e a multidão que me seguia, compacta, faziam-me estarrecer.
Tentei apoiar-me em velhos companheiros de ideal e de luta, mas o ambiente
repleto de palavras vazias e orações pagas como que me acentuava a aflição e o
desespero. Senti-me fraquejar. Chamei debalde por socorro, até que, com os
primeiros punhados de terra atirados sobre o esquife, caí na sepultura
acolhedora, sem qualquer noção de mim mesmo (...). Por vários dias repousei,
até que, ao clarão da verdade, reconheci que as tarefas do industrial e
político haviam terminado (...). Antigas afeições surgiram, amparando-me a luta
nova”.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A Verdade
Uma
análise fria dos fatos demonstra que nos 156 anos passados desde que o
Espiritismo foi apresentado publicamente através da primeira edição d’O LIVRO
DOS ESPÍRITOS, sua influência ficou restrita mesmo aos seus seguidores, por
vezes perturbados em meio ao emaranhado de interpretações pessoais que, muitos
creem serem mais acertadas que a de outros estudiosos. É verdade que fenômenos
despertaram a atenção de respeitados homens da chamada ciência, sem contudo
serem associados publicamente ao Espiritismo, em suas explicações e
conceituações. O ingles William Crookes, o italiano Ernesto Bozzano, o francês
Charles Richet, o russo Alexandre Aksakof, o alemão Zollner, debruçaram-se
sobre a evidência dos fenômenos, sem estabelecerem conexões com a proposição de
Allan Kardec e dos Espíritos que lhe auxiliaram a formular sua proposta. No
século XX, Rhine e sua Parapsicologia, a escola soviética da Psicotrônica; o
canadense Ian Stevenson, o indiano Hemendra Banerjee, aprofundaram-se na
questão do corpo energético, da transmissão das ondas mentais, da reencarnação,
sem que tenham prestado maior atenção ao conteúdo do Espiritismo. O século XX
ficou no passado, esses vultos foram alcançados pela inevitável morte, caíram
no esquecimento, bem como, seus trabalhos, muitos dos quais, por sinal, nem
seriam lembrados não fosse o esforço de editoras, expositores e renomados
palestrantes espíritas que os usam como referência ou publicam seus livros. O
meio acadêmico - do qual muitos fizeram parte - os ignorou, bem como, aos seus
trabalhos. Acontecimentos que alcançaram diminuta parcela da sociedade humana
ocorreram no Brasil, onde respeitáveis indivíduos identificados como operosos
médiuns como Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco ocuparam a mídia por quem
foram solicitados e, de forma competente, realçaram aspectos importantes do intercâmbio entre o mundo dos chamados vivos
e mortos, da reencarnação, das influências mútuas, das repercussões das nossas
emoções, pensamentos e atos na saúde física e mental, familiar e social. O
social, aplacou dores, canalizou, cresceu e se multiplicou, assumindo um papel
que talvez não existisse se a conscientização sobre o “porquê da vida”, da necessidade de erradicação do egoísmo e do orgulho em cada um, fosse a dominante numa sociedade cada vez mais
materialista. Kardec, todavia, continua disponível para percebermos como o
Espiritismo antecipou conhecimentos e conceitos que vão - numa estrada paralela
- gradativa e paulatinamente sendo acessados pelo pensamento científico. Vamos
a alguns exemplos, sempre partindo de afirmações contidas nas obras publicadas
com conteúdos originados no pensamento de Kardec: 1- 1857: -“Nada é vazio. O que é vazio para ti, está ocupado por uma matéria
que escapa aos teus sentidos e instrumentos” (LE,
questão 36) e, “O mundo espiritual é o principal na ordem das coisas; ele preexiste e
sobrevive a tudo” (LE, questão 85) Século XX: - TEORIA DAS SUPERCORDAS: “mesmo que as dimensões do espaço sejam
imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”. 2-
BIOLOGIA - “O corpo físico, não passa
de um envoltório destinado a receber o Espírito./ Pouco importam sua origem e os materiais que
entraram em sua construção(..). Tem a formá-lo os mesmos elementos que o dos animais(...)
Abstraindo o Espírito, o homem nada tem
que o distinga do animal. Tudo, porém, muda de aspecto, logo que se estabelece
distinção entre a habitação e o habitante”.(G, cap 11, item
14) SÉCULO XXI: - 13/6/2012 – Divulgado
que Cientistas constataram que o DNA do macaco Bonobo é igual ao dos humanos em
98,7%. A descoberta concluiu que Bonobos
e homens têm o mesmo mapa genético compartilhado entre os Chimpanzés e humanos.
Já entre esses macacos, a semelhança no DNA é de 99,6%. 3- 1857 PENSAMENTO - é uma força real; atributo do espírito,
tendo o cérebro apenas como um instrumento; propaga-se impregnado de fluido
perispiritual que o transmite em ondas e irradiações ao infinito, sem que se
consiga isolá-lo, sem obstáculos, sem se confundir; atuante sobre os fluidos
ambientes que perturba ou harmoniza como o som sobre o ar; se negativo, emite
uma corrente fluídica que causa penosa impressão e, se positivo, um eflúvio
agradável se reflete no envoltório perispiritual como num espelho – SÉCULO
XXI: - 4/7/2012 / VEJA / iBrain - dispositivo portátil
desenvolvido pelo neurocientista Phillip Low para decodificar e mapear
ondas eletromagnéticas
produzidas pelo ato de pensar
analisadas por um computador
Funciona assim: O indivíduo pensa, o aparelho detecta e capta a onda eletromagnética específica, a qual
contem a palavra codificada. que captada permite
a comunicação com os outros, via computador. Outra novidade é o Exoesqueleto, que é uma veste robótica controlada pelo pensamento
que vem sendo desenvolvida para possibilitar que lesionados de medula voltem a
andar.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Lucidez
As questões de ordem mental não estavam entre as prioridades
da Medicina em meados do século 19. Os portadores de distúrbios nesta área eram, por sinal, tratados de forma desumana. N’ O LIVRO
DOS ESPÍRITOS, questões 371 a 374, Allan Kardec argui a Espiritualidade
sobre o assunto, obtendo informações interessantes a respeito da chamada idiotia,
hoje classificada pela Psiquiatria como tríade oligofrênica que é
caracterizada pelo menor grau de desenvolvimento intelectual, sendo incapaz de
articular palavras; assimilar noções de higiene ou mesmo desenvolver pudor. O
século 20 abriu campo para evoluções no conhecimento e tratamento dos
portadores do chamado - durante bom tempo - excepcional, substituído hoje, pelo termo especial. Mas, por traz do corpo limitado por várias
restrições, nem sempre somente mentais, como se encontra o Espírito dele
prisioneiro? Está inconsciente? Na REVISTA ESPÍRITA de junho
de 1860, seu editor Allan Kardec incluiu interessante material em torno de uma
abordagem havida na reunião da Sociedade Espírita de Paris, de 25 de maio passado. Como campo de estudo, Charles de Saint-G..., um jovem idiota de treze anos, encarnado, e cujas faculdades intelectuais eram tais que nem
conhecia os pais e apenas podia alimentar-se. Havia nele uma parada completa do
desenvolvimento em todo o sistema orgânico. Pensou-se que poderia ser assunto
interessante de estudo psicológico. Consultado, o Espírito São Luiz,
responsável pelas atividades da Sociedade
Espírita de Paris, respondeu afirmativamente, explicando que isso “poderia
ser feito a qualquer momento, pelo fato de sua alma se ligar ao corpo por laços
materiais, mas não espirituais, podendo sempre desprender-se”.
Cumpridos os procedimentos habituais, o comunicante começou sua
manifestação dizendo ser “um pobre Espírito ligado a Terra, como uma
ave por um pé”. Indagado se tinha consciência de sua nulidade no mundo,
responde: -“Certamente:
sinto bem meu cativeiro”. Perguntado se quando seu corpo dormia
e seu Espírito se desprendia, tinha ideias tão lúcidas quanto se estivesse em
estado normal, informou que “estava um pouco mais livre para se elevar ao
Céu a que aspirava”. Questionado se como Espírito experimentava um
sentimento penoso quanto ao seu estado corporal, respondeu que sim, “por se tratar de uma punição”.
Quanto a se lembrar de sua existência anterior, disse que “sim, por ser ela a causa de seu exílio atual”. Revelou na
entrevista conduzida por Allan Kardec que a encarnação onde se desencadeou sua desventura na
presente existência, ocorreu ao tempo em que reinava Henrique III;
que a forma como se processava seu reajuste não resultara de uma decisão sua,
mas uma imposição como forma de punição; que embora parecesse nula pelas
limitações em que vivia, tal existência perante as Leis de Deus tem sua
utilidade; que não viveria muitos anos mais; que da existência em que gerou a desarmonia atual trezentos anos antes até
a reencarnação recém-terminada, permaneceu no Plano Espiritual. Sobre se no
estado de vigília tinha consciência do que se passava ao seu redor, a despeito
da imperfeição dos órgãos de seu corpo físico, disse: -“Vejo, entendo, mas o corpo não compreende nem vê”.
Se algo de útil poderia ser-lhe feito, afirmou que “nada”. Finalizando a
entrevista, Kardec procurou ouvir de São Luiz se as preces poderiam ter a mesma
eficácia que por um Espírito errante, que explicou: -“As preces são sempre boas e agradáveis a Deus. Na
posição deste pobre Espírito, elas não lhe podem servir; servirão mais tarde”. Comentando a
experiência daquela reunião, Kardec acrescentou: -“Ninguém desconhecerá o alto
ensinamento moral que decorre desta evocação. Além disso, ela confirma o que
sempre foi dito sobre os idiotas. Sua nulidade moral não significa nulidade do Espírito, que, abstração
feita dos órgãos, goza de todas as faculdades. A imperfeição dos órgãos é apenas
um obstáculo à livre manifestação das faculdades; não as aniquila. É o caso de
um homem vigoroso, cujos membros fossem comprimidos por laços. Sabe-se que, em
certas regiões, longe de serem objeto de desprezo, os cretinos são cercados de
cuidados benevolentes. Este sentimento não brotaria de uma intuição do
verdadeiro estado desses infelizes, tanto mais dignos de atenções quanto seu
Espírito, que compreende sua posição, deve sofrer por se ver como um refugo da
sociedade?”.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Homossexualismo na Visão de Emmanuel (Espírito)
O livro, pouco conhecido hoje, nasceu no caminho da década
de 70, ante a “agitação que os problemas do sexo, incontestavelmente, já impunha a
vastos setores da vida humana”, explica seu autor no prefácio.
Respondia a indagação sobre “de que forma, as teses do sexo são tratadas
do Plano Espiritual para o Plano Terrestre?”. Nada mais pretendia, que “reformular
o pensamento e a definição dos Mensageiros Espirituais que orientaram Allan
Kardec, nos primórdios da Doutrina Espírita, em sua função de Consolador Prometido
ao mundo pelo Cristo”. Demonstra que já no século 19, “previa-se
o choque de opiniões, em matéria afetiva, que a Humanidade enfrenta”.
E, em suas abordagens, o Espírito Emmanuel, através do médium Chico Xavier,
inseriu entre os capítulos de LEIS DE
AMOR (feb), Homossexualidade, com
a qual concluiremos a série de
postagens sobre o assunto:-“A homossexualidade, também hoje chamada
transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de
suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma
outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos
psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente
compreensível, à luz da reencarnação. Observada a ocorrência, mais com os
preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, que
com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade
e de extensão, com o próprio
desenvolvimento da Humanidade ( dito em 1970), e o mundo vê, na atualidade, em todos os países,
extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de
homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao
respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais. A coletividade humana
aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de
anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais
morfológicos, para se erguerem agentes mais elevados de definição da dignidade
humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo
próprio comportamento na sustentação do Bem de todos ou a deprime pelo mal que
causa com a parte que assume no jogo da delinquência. A vida espiritual pura e
simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de
milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora
em posição feminina, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o
fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as
criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva,
acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica
absoluta. À face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina
para a masculina ou vice-versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará
fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos,
em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se
análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Obviamente
compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os
homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao
imperativo de encargos em determinado setor de ação, como também no que
concerne a obrigações regenerativas. O homem que abusou das faculdades
genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões
construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova
posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino,
aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a
mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente
masculino, com idênticos fins. E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos
cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de
agrupamentos humanos e, consequentemente, na elevação de si próprios, rogam dos
Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico,
em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente
se definem. Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal,
com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira
a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam. Observadas
as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova
ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto
quanto se administra instrução à maneira heterossexual. E para que isso se
verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais
alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da Vida
Eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do
sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito da Justiça e Misericórdia
.Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam
na intimidade da consciência de cada um”.
sábado, 1 de junho de 2013
Homossexualismo na Obra de André Luiz (Espírito)
Comportamento presente em todas as etapas da evolução social
humana, o tema homossexualismo foi objeto de questionamentos em reuniões
relatadas pelo Espírito do médico que através do médium Chico Xavier construiu a excepcional obra conhecida como Série NOSSO LAR. A primeira abordagem
encontra-se no livro AÇÃO E REAÇÃO
(feb,1957), que minudencia aspectos da LEI
DE CAUSA E EFEITO. Deu-se em reunião de André Luiz e Hilário Silva
com o Instrutor Espiritual Silas que
oferecendo esclarecimentos sobre o tema diz: -“Considerando-se que o sexo, na
essência, é a soma das qualidades passivas ou positivas do campo mental do Ser,
é natural que o Espírito acentuadamente feminino se demore séculos e séculos
nas linhas evolutivas da mulher, e que o Espírito marcadamente masculino se
detenha por longo tempo nas experiências do homem. Contudo em muitas ocasiões,
quando o homem tiraniza a mulher, furtando-lhe os direitos e cometendo abusos,
em nome de sua pretensa superioridade, desorganiza-se ele próprio a tal ponto
que, inconsciente e desequilibrado, é conduzido pelos agentes da Lei Divina a
renascimento doloroso, em corpo feminino, para que, no extremo desconforto
íntimo, aprenda a venerar na mulher sua irmã e companheira, filha e mãe, diante
de Deus, ocorrendo idêntica situação à mulher criminosa que, depois de arrastar
o homem à devassidão e à delinquência, cria para si mesma terrível alienação
mental para além do sepulcro, requisitando, quase sempre, a internação em corpo
masculino, a fim de que, nas teias do infortúnio de sua emotividade, saiba
edificar no seu Ser o respeito que deve ao homem, perante o Senhor. Nessa
definição, porém, não incluímos os grandes corações e os belos carateres que,
em muitas circunstâncias, reencarnam em corpos que lhes não correspondem aos
mais recônditos sentimentos, posição solicitada por eles próprios, no intuito
de operarem com mais segurança e valor, não só o acrisolamento moral de si
mesmos, como também a execução de tarefas especializadas, através de estágios
perigosos de solidão, em favor do campo social terrestre que se lhes vale da
renúncia construtiva para acelerar o passo no entendimento da vida e no
progresso espiritual”. Em 1963, no livro SEXO E DESTINO (feb), André
Luiz incluiria resposta do Instrutor
Espiritual Felix a pergunta que lhe foi formulada sobre o tema: -“ Inúmeros
Espíritos reencarnam em condições inversivas, seja no domínio de lides
expiatórias ou em obediência a tarefas específicas, que exigem duras
disciplinas por parte daqueles que as solicitam ou que as aceitam. Homens e
mulheres podem nascer homossexuais ou intersexos, como são suscetíveis de
retomar o veículo físico na condição de mutilados ou inibidos em certos campos
de manifestação. A alma reencarna, nessa ou naquela circunstância, para
melhorar e aperfeiçoar-se e nunca sob a destinação do mal, o que nos constrange
a reconhecer que os delitos, sejam quais sejam, em quaisquer posições, correm
por nossa conta. Nos foros da Justiça Divina, em todos os
distritos da Espiritualidade Superior, as personalidades humanas tachadas por
anormais são consideradas tão carentes de proteção quanto as outras que
desfrutam a existência garantida pelas regalias da normalidade, segundo a
opinião dos homens, observando-se que as faltas cometidas pelas pessoas de
psiquismo julgado anormal são examinadas no mesmo critério aplicado às culpas
de pessoas tidas por normais,
notando-se, ainda, que, em muitos casos, os desatinos das pessoas supostas
normais são consideravelmente agravados, por menos justificáveis perante
acomodações e primazias que usufruem, no clima estável da maioria (...). No
tocante aos preceitos e preconceitos vigentes na Terra, os homens não podem
efetivamente alterar, de chofre, as leis morais em que se regem (...). No
mundo vindouro (foi dito em 1963), os irmãos reencarnados, tanto em condições normais quanto em
condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível
de dignidade humana, reparando-se as injustiças assacadas, há séculos, contra
aqueles que renascem sofrendo particularidades anômalas, porquanto a
perseguição e a crueldade com que são batidos pela sociedade humana lhes
impedem ou dificultam a execução dos encargos que trazem à existência física,
quando não fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir
incessantemente para viver, sob o Sol que a Bondade Divina acendeu em benefício
de todos”.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Allan Kardec e Os Serviços de Cura
Observa-se na atualidade, especialmente, na área da
abrangência da cidade de São Paulo (SP), a eclosão de inúmeros trabalhos focados
na cura de doentes de toda espécie. Embora a finalidade precípua do Espiritismo
seja despertar a consciência da individualidade que, na verdade, é a verdadeira
responsável pela manifestação das enfermidades, as quais funcionam como filtros
ou freios para as tendências viciosas do Espírito ainda ignorante quanto à sua
razão de existir, o fato é que tais mecanismos de auxílio podem levar a
criatura a se aperceber que a vida não se resume ao tempo de permanência nesta
Dimensão. Houve algo antes e haverá um depois. Desse modo os esforços nessa
área cumprem um papel igualmente importante. Na REVISTA ESPÍRITA de novembro de 1866, Allan Kardec
desenvolve interessante matéria sobre a questão, da qual destacamos alguns
pontos para a reflexão de dirigentes, trabalhadores ou mesmo assistidos, para
que os processos obsessivos não se constituam na verdade uma realidade por traz dos
“fenômenos” observados: 1- Há uma diferença radical entre os
médiuns curadores e os que obtêm prescrições médicas da parte dos Espíritos.
Estes em nada diferem dos médiuns escreventes ordinários, a não ser pela
especialidade das comunicações. Os primeiros curam só pela ação fluídica, em
mais ou menos tempo, às vezes, instantaneamente, sem o emprego de qualquer
remédio. O poder curativo está todo, inteiro no fluido depurado a que servem de
condutores. 2- A
Teoria deste fenômeno foi suficientemente explicada para provar que entra na
ordem das Leis Naturais e que nada há de miraculoso. É o produto de uma aptidão
especial, tão independente da vontade quanto todas as outras faculdades
mediúnicas; não é um talento que se possa adquirir; não se faz um médium
curador como se faz um médico. 3- A aptidão para curar é inerente
ao médium, mas o exercício da faculdade só tem lugar com o concurso dos
Espíritos. De onde se segue que se os Espíritos não querem, ou não querem mais
servir-se dele, é como um instrumento sem músico, e nada obtém. Pode, pois,
perder instantaneamente a sua faculdade, o que exclui a possibilidade de
transformá-la em profissão. 4- Um outro ponto a
considerar é que sendo esta faculdade fundada em leis naturais, tem limites
traçados pelas mesmas. Compreende-se que a ação fluídica possa dar a
sensibilidade a um órgão existente, fazer dissolver e desaparecer um obstáculo
ao movimento e à percepção, cicatrizar uma ferida, porque então o fluido se
torna um verdadeiro agente terapêutico; mas é evidente que não pode remediar a
ausência ou a destruição de um órgão, o que seria um verdadeiro milagre. Há,
pois, doenças fundamentalmente incuráveis, e seria ilusão crer que a
mediunidade curadora vá livrar a Humanidade de todas as suas enfermidades. 5-
Há que levar em conta a variedade de nuanças apresentadas por esta
faculdade, que está longe de ser uniforme em todos os que a possuem. Ela se
apresenta sob aspectos muito diversos. Em razão do grau de desenvolvimento do
poder, a ação é mais ou menos rápida, extensa e ou circunscrita. Tal médium
triunfa sobre certas moléstias em certas pessoas e, em dadas circunstâncias e
falha completamente em casos aparentemente idênticos. 6- Opera-se neste fenômeno uma verdadeira
reação química, análoga à produzida por certos medicamentos. Atuando o fluido
como agente terapêutico, sua ação varia
conforme as propriedades que recebe das qualidades do fluido pessoal do
médium. Ora devido ao temperamento e à constituição deste último, o fluido está
impregnado de elementos diversos, que lhe dão propriedades especiais. Daí
resulta uma ação diferente, conforme a natureza da desordem orgânica; esta ação
pode ser, pois, enérgica, muito poderosa em certos casos e nula em outros.
7- Só a experiência pode dar conhecer a
especialidade e a extensão da aptidão; mas, em princípio, pode dizer-se que não
há médiuns curadores universais. 8- A
mediunidade curadora não vem suplantar a Medicina e os médicos; vem
simplesmente provar a estes últimos que há coisas que eles não sabem e os convidar
a estuda-las; que a natureza tem leis e recursos que eles ignoram; que o
elemento espiritual, que eles desconhecem, não é uma quimera, e que quando o
levarem em conta, abrirão novos horizontes à ciência e terão mais êxitos que
agora. 9- Há, pois, para o médium curador a
necessidade absoluta de se conciliar o concurso dos Espíritos Superiores, se
quiser conservar e desenvolver sua faculdade, senão, em vez de crescer ela
declina e desaparece pelo afastamento dos bons Espíritos. A primeira condição
para isto é trabalhar em sua própria depuração, a fim de não alterar os fluidos
salutares que está encarregado de transmitir”.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Dr Bezerra de Menezes Fala Sobre Homossexualismo e Sexo
-“Alcança número muito maior de criaturas, na Terra, como no Além, do
que se possa imaginar... Contam-se aos milhões, no mundo, padecendo conflitos
desta natureza, que ainda não encontraram compreensão adequada, nem estudo
conveniente das Doutrinas que lhe investigam as causas, procurando soluções.
Por enquanto, travam-se lutas entre a coarctação e a liberação do comportamento
daqueles que estagiam nas áreas conflitantes do sexo. Os apologistas da
proibição aferram-se a códigos morais caducos e impiedosos, nos quais a pureza
é sinônimo de puritanismo, e os outros, que lideram o esforço em favor dos
direitos da funcionalidade aberta, primam pela agressão moral, pela alteração
de valores, pela imposição da sua conduta, nivelando todos os indivíduos em
suas carências afetivas e estruturais, proclamando a hora da promiscuidade e da
chalaça. Apresentam-se muitos indivíduos que se deixam conhecer, como motivo de
escárnio, ao invés de lutarem pela conquista igualitária de espaço; ou de
risota, ostentando deformidades que resultam dos comportamentos alienados,
pedindo generalização dos costumes nos quais a conduta enfermiça deveria
tornar-se padrão para todos. O respeito e a linha de equilíbrio devem viger no
homem, em qualquer compromisso de relacionamento estabelecido. Enquanto, porém,
o sexo se mantiver na condição de produto para venda e a criatura permanecer
como objeto de prazer, a situação prosseguirá nos seus efeitos crescentes, mais
amplos e dolorosos do que aqueles que se digladiam em nossa sociedade
consumidora e inquieta. É natural que ressalvemos as exceções valiosas e nobres
que há em todos os campos e áreas de ação da Humanidade (...). O sexo, em si
mesmo, é instrumento excretor, a serviço da vida. Programado pela Divindade
para servir de veículo à “perpetuação da espécie” nos seres pelos quais
se expressa, tem sido gerador de incontáveis males, através dos tempos, em face
do uso que o homem, em especial, lhe tem dado. Quando respeitado nos seus
objetivos pelas criaturas e atendido pelo instinto entre os animais, atinge as
finalidades a que se destina, sem outras consequências, qual ocorre também com
as plantas...No atual estágio evolutivo do Planeta terrestre, o ato sexual
faz-se acompanhar de sensações e emoções, de modo que propiciem prazer,
facultando o interesse entre os seres, e assim preenchendo a destinação a que
se encontra vinculado. Não obstante, o vício e o abuso sempre lhe seguem, como
decorrência da mente que se perverte e o explora, dando origem a capítulos
lamentáveis de dor e sombra, que passam a assinalar a conduta daqueles que o
perturbam. Simultaneamente, devemos considerar que, em sua realidade intrínseca, o
Espírito é assexuado e sem preferência ou psicologia especifica para uma ou
outra experiência na organização física. Por esta razão, a própria vida
elaborou formas que se completam em favor da função procriativa (...). A
própria forma humana vigente hoje na Terra, é transitória (...). Sendo superior
o psiquismo na atualidade, portanto, o Espírito, este imprime no corpo o que
lhe é mais necessário para a evolução a que se destina, assim elaborando órgão
e compleição mais compatíveis com as suas finalidades (...). De permeio, surge
no laboratório das transformações, a interferência das mentes, produzindo
constituições assinaladas pelos transtornos do comportamento anterior do Ser lúcido,
que geram os tipos do hermafroditismo e da bissexualidade, que passam a
constituir organismo de reeducação para os seus exploradores antigos, agora
submetidos a provas de correção entre fortes conflitos e áspera insegurança
interior (...). Correspondendo a tais circunstâncias, sempre do Espírito para o
corpo e não deste para aquele, as respostas orgânicas se fazem mediante os
genes e cromossomos que estabelecem as formas, sujeitas à ação do Ser
reencarnado, de acordo com as suas necessidades evolutivas (...) Seja, porém,
qual a forma sob a qual se expresse o sexo na vida, ele é departamento orgânico
importante, credor de respeito e consideração, não apenas máquina de satisfação
dos instintos egoístas, imediatistas... O seu uso deve ser regulamentado pela
consciência dignificada, facultando ao indivíduo o equilíbrio e a harmonia
decorrentes da permuta de hormônios e de afeto, sem que a vulgaridade e o
barateamento lhe constituam razão predominante. Além da responsabilidade
pessoal, diversas implicações se fazem assinalar pelos efeitos do
relacionamento que envolve outros parceiros, cuja conduta, muitas vezes, passa
a ser o resultado da consideração ou do desprezo a que são relegados por
aqueles que os seduzem, enganam ou exploram. À medida que o Espírito se eleva e
se enobrece, o uso do sexo passa por significativa alteração”. Nota:
a íntegra deste parecer poderá ser lido na obra LOUCURA E OBSESSÃO (feb, 86), do Espírito Manuel Philomeno de Miranda
pelo médium Divaldo Pereira Franco.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Homossexualismo : Um Depoimento, Uma Explicação
Diante da Entidade espiritual incorporada no médium, o jovem extravasou: -“Sou uma alma em frangalhos! Se continuo
nesta marcha, nesta dubiedade de comportamento, vivendo duas formas de ser,
enlouquecerei, se é que já não me encontro transpondo o portal do desvario. Há
momentos em que não tenho discernimento para saber o que é certo ou o que se
encontra errado, o que devo ou não fazer (...). Será que sou um Espírito
feminino domiciliado num corpo masculino? Toda a minha vida até aqui é um
permanente delírio. A minha psicologia difere da minha fisiologia, minhas
aspirações entram em choque com a minha forma. Desde criança, eu preferia que
me chamassem Lícia, a Lício, que é o meu nome. A última forma me chocava,
enquanto a primeira me produzia deleite. Ao espelho, despido, sempre me
estranhei, passando a detestar o que eu apresentava sem sentir, anelando pelo
que experimentava emocionalmente, sem possuir. As formas do corpo produziam-me
estranheza... Foi, porém, na puberdade que os meus sofrimentos se agravaram, na
escola, no lar, em toda parte. Eu era uma pessoa dupla: a real, era interior,
enquanto que a aparente, era a visível (...). Quando eu contava dez anos, um
irmão de minha mãe, que morava no interior, portanto, meu tio, veio fazer
Faculdade, em nossa cidade, e nosso lar foi-lhe aberto, confiante,
hospitaleiro. Eu o conhecera rapidamente, desde quando muito antes, fora
visitar meus avós, levado por meus pais e em companhia dos meus irmãos maiores:
um menino e uma menina(...). Agora, porém, fora um choque reencontrá-lo, embora
minha pouca idade (...). Um dia, com palavras dóceis, que eu não alcançava,
levou-me à sedução, à ação nefasta devastadora que me prossegue afetando. Sem
saber discernir, era uma brincadeira, um segredo de amor, que manteríamos,
conforme deu-me instrução para uso pessoal e junto à família. Com o tempo
adaptei-me e, envergonho-me de confessá-lo, passei a amá-lo, se é que um
adolescente, naquele período, sabe o que é o amor(...). Por mais de três nãos
vivemos essa terrível aventura, que se interrompeu, quando ele concluiu o curso
e foi exercer a profissão em outra cidade(...). Ele encontrou uma jovem, a quem
passou a amar realmente, deu-me ciência do fato e casou-se com ela (...). Após
noites indormidas, e lutas tenazes contra a ideia do suicídio que se me fixava
como única solução, tombei em novas, frustrantes e arrasadoras experiências que
me magoaram profundamente, dilacerando-me o coração e a dignidade interior”. Após alguns minutos de profundo recolhimento, o Espírito respondeu: -“Você tem razão ao afirmar que
se trata de uma alma feminina encarcerada num corpo masculino. Tal ocorrência,
no entanto, não é fruto de um sortilégio divino, mas dos códigos soberanos da
vida, que estabelecem diretrizes que, desrespeitadas, produzem resultados
concordes com a gravidade da rebeldia (...). A forma, numa como noutra área, é
oportunidade para aquisição de Particulares conquistas de acordo com os padrões
éticos que facultam a uma ou à outra (...). Quando, porém, o indivíduo se
utiliza da função genésica para o prazer continuado sem responsabilidade, derivando
para os estímulos que as aberrações da luxúria o convidam, incide em gravame
que é convidado a corrigir, na próxima oportunidade da reencarnação, sob lesões
da alma enferma, que se exteriorizam em disfunções genésicas, em anomalias e
doenças do aparelho genital ou na área moral, mediante os dolorosos conflitos
que maceram, nos quais o ser íntimo difere in totum do ser físico (...).
Pelo menos, nas três últimas reencarnações, você, Lício, viveu experiências
femininas, utilizando-se de corpos desse gênero. Na antepenúltima, enredou-se
numa trama que a paixão insensata fez enlouquecer (...). Não há muito, utilizou
de toda a força que a atração física lhe emprestava, para usufruir e malsinar
vidas que se lhe enroscam, perturbando-lhe a marcha. Os efeitos emocionais lhe
dilaceraram as fibras sensíveis da aparelhagem espiritual que modelaram um
corpo-presídio, no qual a forma sofre o tormento da essência e vice-versa
(...). Como é normal, infelizmente, aqueles que lhe padeceram a arrogância e a
insensibilidade retornaram ao seu convívio físico e psíquico, tanto quanto os
que foram corrompidos e lhe propuseram degradação ora renteiam ao seu lado. O
tio pervertido é lhe companhia antiga, do mesmo grupo de perversão, que não lhe
teve resistências morais para vencer os impulsos físicos, que provinham dos
refolhes do ser viciado, e soube identificar, embora sem compreender, a antiga
companheira de alucinação. Todavia, no seu desvario, ele esteve inspirado por
adversário de ambos, domiciliado em nossa esfera de ação, que aguarda ensejo de
vingar-se, na condição de esposo traído e vilipendiado pelos dois(....). Esta
situação, todavia, existe porque os vínculos com o bem ou o mal permanecem
conforme a força dos atos praticados, até que novas ações rompam a geratriz
deles, por eliminação do seu efeito, fortalecendo as correntes do dever, que
permanecerão para sempre”.A íntegra da consulta espiritual pode ser lida na obra LOUCURA E OBSESSÃO (feb, 86), do Espírito Manuel Philomeno de Miranda pelo médium Divaldo Pereira Franco.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ceitil Por Ceitil
A manhã daquele domingo, sete de julho de 1975, surgia como
excitante perspectiva de dias de refazimento e lazer para o professor Oswaldo Peixoto Martins que partia da
sua querida Campos (RJ), juntamente com a esposa Ruth Maria, os três filhos (Analice,
Luciana e André Luiz) e a ama
deles, na direção das férias escolares do meio de ano. Quilômetros após,
contudo, um acidente no trecho recém-inaugurado da BR 101, entre Campos-Rio,
nas imediações de Casimiro de Abreu (RJ), alteraria, para ele e a pajem Eliceia de Souza Batista, o destino
anteriormente estabelecido, poupando a esposa e suas crianças. No capotamento
ocorrido numa perambeira fora da estrada, o Professor Oswaldo foi projetado
fora do veículo, sendo encontrado pela esposa caído numa região de
brejo, com água que teria sido suficiente para mata-lo por afogamento, caso não
houvesse sido retirado por ela para um lugar mais seco. Profissional do
magistério que prestava serviços em três estabelecimentos de ensino da cidade
em que vivia, o professor Oswaldo
viveria ainda por quatro horas, desencarnando no Hospital da cidade de Macaé
(RJ), para onde foi removido do local do acidente. Sua desencarnação repercutiu
em toda Campos, pela sua reconhecida contribuição na formação de tantos
talentos ao longo dos anos. Sua esposa,
tanto quanto ele, atuante no movimento espírita, particularmente na Escola Jesus Cristo, de Campos (RJ),
recebeu notícias do marido através de uma mensagem psicografada na noite de 5
de agosto de 1974, pelo médium Chico Xavier, em reunião na cidade de Peirópolis (MG), endereçada à Dona Hilda Mussa Tavares, dirigente da instituição a que serviam ,
presente no local da comunicação espiritual. Assinava-a Lenora, filha do casal, desencarnada sete anos antes. Na
esclarecedora e confortadora carta, a menina pede à mãe não chorar mais à noite
chamando o papai, porque isso vai até ele “sem que nós possamos saber como evitar-lhe
a dor de querer dar resposta sem as forças precisas”. Afirma: -“Papai
não está morto. Ele e a nossa companheira estão hospitalizados. Muitos amigos
estão velando por nós”. O médium Chico
Xavier, no tocante à linha da carta – estávamos com o papai Oswaldo no dia 7 -,
revelou à dona Hilda, a destinatária
da carta, que seu filho Carlinhos (Carlos
Vítor Mussa Tavares), também desencarnado, contou que “na véspera do desastre
que vitimara o Prof. Oswaldo, ele,
em companhia de outros Amigos Espirituais, conduzira o Espírito das meninas Analaura( desencarnada com apenas dois
meses onze anos antes) e Lenora até
junto de seu pai Oswaldo, que se encontrava
em uma reunião de professores na Escola Técnica Federal, ficando as duas
meninas, desde aquele momento, em companhia do papai, a fim de ajuda-lo
espiritualmente para a dolorosa provação da manhã do dia 7. Outro detalhe – aqui foi
sono aplicado – confirmado por sua esposa, era a sonolência dizia estar
sentindo momentos antes do acidente, comentando com a esposa estar se sentindo muito cansado,
desejando interromper por isso a viagem, o que acabou não fazendo. Na verdade,
eram providências da Espiritualidade para que não sentisse dores motivadas pelos
impactos que seu corpo sofreria ao ser arremessado violentamente à distância. Oito
anos depois, no dia 4 de setembro de 1982, o Professor Oswaldo, psicografaria através de Chico uma extensa e emocionada carta à esposa onde, a certa altura,
relata que “após despertar na vida nova, começou a perguntar a si mesmo qual a motivação
daquela prova, incomodando a tantos amigos, recorreu a tantos mentores para
conhecer a causa do acidente que, parecia vir até nós, através do nada, que um
orientador, embora conhecendo a sua incapacidade para suportar mergulhos
prolongados nos domínios das recordações mais recônditas, relativamente a mim
mesmo, conduziu- me a certo instituo em que a hipnose é examinada e praticada
nos alicerces de profunda veneração pelos valores humanos e, em minutos,
mostrou-me um quadro que ele mesmo desarquivara de passado recente, no qual me
vi tutelado por ama generosa, na qual reconheci nossa estimada Elicéia. Em exposição
rápida vi-me, ao lado dela combinando a precipitação de um adversário num
pântano, desalojando-o da carruagem na qual processaria viagem longa. Não posso
dizer o que se passou em mim. Pedi o adiamento para qualquer nova revelação,
que me pudesse advir, ante a qual, se surgisse, não me sentiria preparado e
continuo a esperar por mim mesmo, no sentido de retomar a experiência”.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Pressentimentos e Prognósticos
Apoiando-se em fatos que envolveram algumas personalidades
importantes do passado da França, Allan Kardec escreve na edição de novembro
de 1867 da REVISTA ESPÍRITA
um artigo em que procura explicar a diferença entre as duas situações propostas
pelos termos pressentimentos e prognósticos. Cita o livro Memórias De Madame Chapman em que é
relatado que na época em que tinha sido concebida a ideia de unir Maria Antonieta, a filha da Imperatriz Maria Tereza, ao filho de Luiz XV, esta buscou ouvir o Cura Gassner
- reconhecido pelos seus à época chamados dons - a quem consultava
muitas vezes, que ante a pergunta se sua “Antonieta seria feliz?”, após longa
reflexão, empalideceu estranhamente e, apesar de manter enigmático silêncio,
premido pela Imperatriz, disse: -“Senhora, há cruzes para todos os ombros”.
A História registrou que desde o dia do casamento ocorrido em 16 de maio de 1770, uma sucessão de acontecimentos
inclusive atmosféricos assinalaram essa pagina da vida de tanta gente famosa. O
próprio Luiz XV, ouvira em 1757, de um astrólogo levado à sua
presença pela Madame Pompadour,
depois de ter feitos cálculos a partir da sua data de nascimento, disse-lhe:-“
Senhor, vosso reino é celebre por grandes acontecimentos; o que se seguirá
sê-lo-á por grandes desastres”. Voltando à Maria Antonieta, após 8 anos de
esterilidade, concebeu a uma menina e, três anos depois, ao que deveria ser o
herdeiro da Coroa, acontecimento comemorado em festa por toda Paris, em 21 de
janeiro de 1782, onze anos antes da
morte do Rei e do aprisionamento da Rainha para ser guilhotinada, em 1793, um ano após o marido, acusada de traição pelos que fizeram a Revolução Francesa. Analisando a
questão Allan Kardec pondera: -“Nestes
fatos, há que considerar duas coisas bem distintas: os pressentimentos e os
fenômenos considerados como prognósticos de acontecimentos futuros. Não se poderiam
negar os pressentimentos, dos quais há poucas pessoas que não tenham tido
exemplos. É um desses fenômenos cuja explicação a matéria só é impotente para
dar, porque se a matéria não pensa, também não pode pressentir. É assim que o
materialismo a cada momento se choca contra as coisas vulgares que o vem
desmentir.
Para ser advertido de maneira oculta daquilo que se passa ao longe e de que não
podemos ter conhecimento senão num futuro mais ou menos próximo pelos meios
comuns é preciso que algo se desprenda de nós, veja e entenda o que não podemos
perceber pelo olhos e pelos ouvidos, para referir a sua intuição ao nosso
cérebro. Esse algo deve ser inteligente, desde que compreende e, muitas vezes,
de um fato atual, prevê consequências futuras. É assim que por vezes temos o
pressentimento do futuro. Esse algo não é outra coisa senão nós mesmos, nosso
Ser espiritual, que não está confinado no corpo, como um pássaro numa gaiola,
mas que, semelhante a um balão cativo, afasta-se momentaneamente da Terra, sem
cessar de a ela estar ligado. É sobretudo nos momentos em que o corpo repousa,
durante o sono, que o Espírito, aproveitando o descanso que lhe deixa o cuidado
de seu invólucro, em parte recobra a liberdade e vai colher no espaço, entre
outros Espíritos, encarnados como ele, ou desencarnados, e no que vê, ideias
cuja intuição traz ao despertar. Essa emancipação da alma por vezes se dá no
estado de vigília, nos momentos de absorção, de meditação e de devaneio, em que
a alma parece não mais preocupada com a Terra. Ocorre, sobretudo de maneira
mais efetiva e mais ostensiva nas pessoas dotadas do que se chama a dupla
vista ou visão espiritual. Ao lado das intuições pessoais do
Espírito, há que colocar as que lhe são sugeridas por outros Espíritos, quer em
vigília, quer no sono, pela transmissão de pensamentos de alma a alma. ´É assim
que muitas vezes se é advertido de um perigo, solicitado a tomar tal ou qual
direção, sem que por isto o Espírito cesse de ter o seu livre arbítrio. São
conselhos e não ordens, porque sempre fica livre de agir à sua vontade. Os
pressentimentos tem, pois, a sua razão de ser e encontram a sua explicação
natural na vida espiritual, que não cessamos um instante de viver, porque é a
vida normal. Já não é o mesmo com os
fenômenos físicos, considerados como prognósticos de acontecimentos felizes ou
infelizes. Em geral esses fenômenos não tem nenhuma ligação com as coisas que
parecem pressagiar. Podem ser precursores de efeitos físicos que são sua consequência,
com um ponto negro no horizonte pode ao marinheiro pressagiar uma tempestade,
ou certas nuvens anunciar o granizo, mas, a significação desses fenômenos para
as coisas de ordem moral deve ser posta entre as crenças supersticiosas”.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A Ultima Palavra
“O LIVRO DOS ESPÍRITOS não é um
tratado completo de Espiritismo; apenas apresenta as bases e os pontos
fundamentais, que se devem desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela
observação”.escreveu Allan Kardec em artigo incluso na REVISTA ESPIRITA de outubro de 1866. Transcorridos
156 anos após a publicação da versão original da obra fundamental da Doutrina
Espírita, muitos pontos e dúvidas vieram a ser acrescentados às informações
originalmente compiladas pelo Codificador. Uma delas tem sua origem em mensagem
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, na reunião pública de 17 de
maio de 1979. Escreveu-a a senhora Maria das Graças Ayres Gregh, desencarnada
por volta das 22:30 horas de 16 de dezembro de 1975, quando o carro em que se
encontrava com seu marido, duas filhas, um casal de amigos e o recém-nascido
filho destes foi literalmente , foi esmagado por um caminhão que transportava
refrigerantes, na estrada que liga as cidades de Jardinópolis a Ribeirão Preto,
ambas no Estado de São Paulo. Todos morreram no local. Trinta e nove meses
depois, a mãe de Dona Maria das Graças, recebeu das mãos do médium um pequeno
bilhete em que a filha, informava estar ainda hospitalizada num tratamento
rigoroso, com os demais familiares, prometendo voltar posteriormente, o que
acabaria acontecendo na data já referida. Sua carta se soma à de centenas de
Espíritos que voltaram através de Chico para testemunhar e documentar sua
sobrevivência, não fosse por um detalhe inusitado. Rememorando os fatos
derradeiros de sua recente encarnação, Dona Maria que estava a poucos dias de
dar à luz ao terceiro filho, conta: -“Descrever, Mamãe, o que foi o choque dos
veículos, quando nos aproximávamos daquele Natal que se desfez em lágrimas, é
muito difícil para a sua filha. Creia que o Waldir tudo fez para que pudéssemos
fugir ao caminhão enorme que se abeirava de nós. Acredito que a senhora terá
sabido que até mesmo nos retiramos da estrada para o chão que a marginalizava,
ignorando a que perigo nos expúnhamos, entretanto, a grande máquina parecia
visar-nos”. A perícia policial sobre o acidente mostrou que o marido de
Dona Maria, tentou fugir do inevitável choque desviando, sem sucesso, para o
acostamento. Mais à frente, ela recorda: -“Todos os movimentos de fuga manobrados por
Waldir pareciam seguidos pela máquina enorme, até que fomos esmagados. De
momento, não tive muita certeza do que acontecia. Pensava nas crianças.
Acredito que cheguei a gritar e a chamar por Deus, mas tudo foi questão de um
pedacinho de minuto. Ana Paula, Alessandra e o resto, desapareceu de meus
olhos. Não mais vi o esposo, porque uma energia esquisita me selou as pálpebras
para um sono que não poderia evitar. Foi um sono indescritível, porque me vi,
como num pesadelo, arrastada para fora de um turbilhão de destroços e acomodada
em grande maca, na ideia de que continuava em meu corpo físico, a caminho de um
hospital. Por mais estranho que possa parecer, o meu pesadelo-realidade era
feito de impressões e dores condicionadas de um parto prematuro. Achava-me dopada
por medicamentos ou forças que até hoje não sei explicar, e senti perfeitamente
que uma cesariana se processava. Sentia-me fora do desastre, entre o reconforto
de ser mãe novamente e a dor da dúvida sobre o Waldir e sobre as crianças que
ficavam na retaguarda. Depois disso, veio o sono de verdade, do qual acordei
perplexa, perguntando pelos meus. A criança repousava junto de mim. O
aspecto do quarto que me abrigava era idêntico ao de uma enfermaria espaçosa e
arejada, que se reservasse apenas para o meu problema. Chorei e implorei pela
vinda do Waldir e da senhora, até que alguém se aproximou de mim e falou-me com
carinho de toda a extensão da ocorrência, esclarecendo-me que em meu caso a criança em
Espírito já se achava perfeitamente formada e que não poderíamos exigir uma
eliminação sumária do companheirinho a nascer. O
espanto me tomou de todo o coração”.
O espanto de Dona Maria, obviamente, não é apenas dela. Para os que
admitem ser o corpo físico uma réplica do corpo perispiritual, o
modelo organizador biológico, fica mais fácil de admitir e aceitar. A
propósito Chico Xavier, em comentário
feito a Heigorina Cunha, reproduzido no livro IMAGENS NO ALÉM (ide, 1994) afirmou que “quer seja a senhora ou a mãe
solteira, se não tiver no ventre materno o sêmem espiritual, não há fecundação
pelo espematozóide. Há a concepção espiritual e a material”. A
observação, seguida de outros detalhes, requer, naturalmente, maiores reflexões
para formar-se uma ideia mais clara sobre o assunto.
sábado, 18 de maio de 2013
Outro Caso Raro
O início da manhã de 16 de junho de 1966, marca o fim da
atual passagem por nossa Dimensão, de mais um dos extraordinários médiuns de
efeitos físicos brasileiros: Francisco
Peixoto Lins. Reencarnado 61 anos antes na cidade de Pacatuba, no Estado do
Ceará, Peixotinho como era mais
conhecido, teve uma infância marcada por dificuldades em face da desencarnação
de sua mãe, fato que o levou a ser criado por tios. Encaminhado cedo para um
seminário católico, viu-se meio que desorientado ante questionamentos que não podiam ser respondidos
pela proposta religiosa diante de si. Aos quatorze anos, muda-se para o
Amazonas, sonhando alto, em face das perspectivas oferecidas pela extração da
borracha. Seis meses de trabalho duro, em meio aos perigos naturais, solidão e
falta de recursos, o fizeram dar meia volta, acometido de implacável obsessão,
que lhe paralisava as pernas sem causa aparente, além de persistente letargia.
Seis meses passaram, com o problema atingindo tal ponto que viveu a chamada
morte aparente por um dia inteiro, cegando a ser preparado para ser sepultado,
o que somente não aconteceu por que seu pai se recusava a crer que ele estava
realmente morto. Peixotinho estava
com quinze para dezesseis anos quando um seguidor do Espiritismo, o major do
Exercito Brasileiro Vianna de Carvalho,
o livrou das obsessões e das doenças sem causa aparente, observando, porém, ser
o jovem dotado de grande sensibilidade mediúnica. Imigra em 1924, para o Rio de Janeiro,
prestando o serviço militar no Tiro de Guerra na Fortaleza de Santa Cruz, ao
qual servia seu primo-irmão Raimundo
Peixoto, o Peixotão. Contrariando o que seria lógico por ser franzino e
portador de insidiosa asma crônica, engaja-se em definitivo no Exercito,
transferindo-se em 1928, para Macaé, passando a servir no Forte Marechal
Hermes. Casa-se em 1933, nascendo no mesmo ano o primeiro de seus nove filhos,
uma das quais, Aracy, desencarnou
com pouco menos de dois anos. O acontecimento repercutiu muito nele, o levando
a buscar a disciplina necessária para o exercício da mediunidade de efeitos físicos
que já despontara, embora não levada muito a sério. Somava ele 33 anos de vida,
era o ano de 1938, os fenômenos de ectoplasmia eclodiram, fazendo que amigos
se unissem em torno dele, fundando o Grupo
Espírita Pedro. Tempos depois, durante uma reunião, numa das paredes da
sala, formou-se uma nuvem de cor avermelhada, que foi ganhando forma de um
medalhão, surgindo nele o rosto de uma entidade feminina muito bonita sorrindo.
Era o Espírito Aracy, a filhinha
perdida, que se apresentava em sua forma adulta, pois, como se sabe, os que
desencarnam em tenra idade, dependendo de sua evolução, podem reassumir a
morfologia adulta que tinham antes de passar pelo processo da reencarnação.
Vencidas as dificuldades impostas pelo preconceito da época, em 1945, já
transferido para o Rio, participa no ano seguinte, da fundação do Grupo Espírita André Luiz, onde
serviria por vários anos. Em dezembro de 1952, acompanha a comitiva que seguiu
a Pedro Leopoldo (MG), para se avistar com Chico
Xavier. Aconteceu uma reunião especial no Centro Espírita Luiz Gonzaga, ocorrendo fenômenos de materialização
incríveis, fotografados, a partir da autorização do Espírito Scheilla, naquele momento,
também materializado. Numa das fotos, no meio da massa branca de ectoplasma,
expelido pelas narinas, boca e ouvidos do médium, estava bem nítido o rosto de Gugu, o filho de uma das integrantes do
grupo visitante, Dona Inaiá,
desencarnado tempos antes. A semelhança possível de ser observada pela nitidez
da formação, com as fotos do jovem enquanto encarnado, não deixam dúvidas
quanto a ser ele mesmo. Diversos fenômenos promovidos pela Espiritualidade
através de Peixotinho puderam ser
fotografados, muitos dos quais preservados por Rafael Ranieri, na excelente e rara obra MATERIALIZAÇÕES LUMINOSAS.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Uma Surpreendente Comunicação Coletiva
Integrantes da Sociedade
Espírita de Paris encontravam-se reunidos na noite de primeiro de novembro
de 1866 para reverenciar o Dia dos Mortos, convencionalmente comemorado no dia
dois do mesmo mês, conforme instituído no calendário da predominante no lado Ocidental
da Terra. Um fenômeno interessante marcaria aquela reunião, revelando mais um
aspecto do instigante processo de intercâmbio entre os dois mundos. Deu-se
através do médium Sr Bertrand,
conforme relatado por Allan Kardec
na REVISTA ESPÍRITA, número de março
de 1867. Foi a comunicação de vinte
Espíritos cujas vidas, em nossa Dimensão, marcaram importantes momentos da
História da Humanidade. Mesmer, General
Brune, Luiz XVI, Lafayette, Arago, Napoleão, entre outros. O mais curioso é
que a partir do tema proposto por um, outros contra pontuavam ampliando a
compreensão do mesmo, encadeando, por fim, uma mensagem de conteúdo de grande
elevação. Um trecho que bem exemplifica isto: o Espírito Meyerbeer escreveu: -“Três coisas devem progredir: a música, a
poesia e a pintura. A música transporta a alma ferindo o ouvido”; Casemir Delavigne acrescentou: -“A
poesia transporta a alma abrindo o coração”; seguido por Flandrin: -“A pintura transporta a alma
acariciando os olhos”, enquanto Alfred
de Musset: -“ Então a poesia, a música e a pintura são irmãs e se dão as mãos: uma
para abrandar o coração, outra para suavizar os costumes e a última para abrir
a alma: as três para vos elevar ao Criador; ao que São Luiz, encerrando a comunicação em nome de todos, aditou: -“ Mas nada, nada deve progredir mais momentaneamente
do que a Filosofia; ela deve dar um passo imenso, deixando estacionar a ciência
e as artes, mas para as elevar tão alto, quando for tempo, que essa elevação
será muito mais súbita quanto para vós hoje”. Kardec
acrescenta que no dia 6 de dezembro, o mesmo Sr Bertrand, no grupo do Sr. Desliens,
psicografou uma comunicação do mesmo gênero que, de certo modo, é continuação
da precedente, desta vez com vinte
e nove manifestantes, desenvolvendo raciocínios rápidos em torno do
amor, da sabedoria, ciência, reencarnação, a Doutrina de Jesus, além de outros
temas. Considerando que o estudo da mediunidade evidencia a necessidade da
identidade de fluidos entre o Espírito comunicante e o médium, Kardec levantou
a duvida no seguinte questionamento: -“Como os
fluidos de tão grande número de Espíritos podem assimilar-se quase instantaneamente
com o fluido do médium, para lhe transmitir seu pensamento, quando tal
assimilação por vezes é difícil da parte de um só Espírito, e geralmente só se
estabelece com vagar?”. Conta o Codificador que, Slener,“o guia espiritual do médium parece o ter previsto, porque dois dias
depois lhe deu a seguinte explicação”:-“A comunicação que obtiveste no
Dia de Todos os Santos, como a última, que é o seu complemento, posto nesta
haja nomes repetidos, foram obtidas da seguinte maneira: como sou teu Espírito
protetor, meu fluido é similar ao teu. Coloquei-me acima de ti, transmitindo-te
o mais exatamente possível os pensamentos e os nomes dos Espíritos que
desejavam manifestar-se. Estes formaram em torno de mim uma assembleia cujos
membros, cada um por sua vez, ditava os seus pensamentos, que eu te transmitia.
Isso foi espontâneo e o que naquele dia tornava as comunicações mais fáceis é
que os Espíritos presentes tinham saturado a sala com seus fluidos.
Quando um Espírito se comunica com um médium, fá-lo com tanto mais facilidade
quanto melhor estabelecidas entre si as relações fluídicas, sem o que o
Espírito, para comunicar seu fluido ao médium, é obrigado a estabelecer uma
espécie de corrente magnética, que atinge o cérebro deste. “E, se
em razão de sua inferioridade, ou por qualquer outra causa, o Espírito não pôde
estabelecer esta corrente, ele próprio, então recorre à assistência do guia do
médium, e as relações se estabelecem como acabo de indicar”. As
informações suscitaram outra pergunta: -“No número destes Espíritos
não há alguns encarnados, neste ou noutro mundo e, neste caso, como se podem
comunicar?”. Eis a resposta que foi dada: “- Os Espíritos de um certo grau de
adiantamento tem uma radiação que lhes permite comunicar-se simultaneamente em
vários pontos. Nuns, o estado de encarnação não amortece essa radiação de
maneira completa para os impedir de se manifestarem, mesmo em vigília. Quanto
mais avançado o Espírito, mais fracos os laços que o unem à matéria do corpo;
está num estado de quase constante despendimento e pode dizer-se que está onde
está seu pensamento”.
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